domingo, 31 de dezembro de 2006

UM EXCELENTE 2007 PARA TODOS...

Publicado por Desnorteada às 12:19 da manhã 5 comentários
Um ano novinho em folha está prestes a chegar. Fecha-se mais um ciclo de 365 dias. Foram 365 dias cheios de tanta coisa e de coisa nenhuma. Tanta coisa que não fica na memória e tanto vazio que teima em ficar...

2006 foi um ano estranho: começou bem e mal e acaba bem e mal! Porque é que não consigo ter comigo, ao mesmo tempo, as duas coisas que mais me fazem feliz?! O ano fica marcado pelo desemprego. 11 meses. 11 longos meses. E por um coração ingénuo, palerma. Pelas dúvidas. Muitas dúvidas, incertezas, indecisões, mágoas, medos. Pelas conversas no messenger. Pelas promessas que ficaram por cumprir. Pelas coisas que ficaram por dizer e por fazer porque não tive coragem. Pela saudade. Pelos encontros e os reencontros. Pelos sorrisos. Pelas lágrimas. Pelas pessoas especiais que ficaram pelo caminho no tempo. Pelo novo emprego e a nova vida que ele me trouxe. Pelas aulas de condução. Pelo medo. Pela pressão. Pela incógnita que é o dia de amanhã. Pela ansiedade. Por ti. Pela nossa história. E tantas outras coisas...

Não tenho grandes desejos de ano novo. Até porque depois mais de metade deles ficam por concretizar. Tenho alguns sonhos e alguma esperança. O que já não é muito pouco! Mas isso guardo para quando se ouvirem as 12 badaladas...

Sejam felizes em 2007!

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

UM ANO...

Publicado por Desnorteada às 10:00 da manhã 2 comentários
Não quero ter saudades, mas tenho!

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

SORRY!

Publicado por Desnorteada às 9:01 da tarde 3 comentários

Há quem diga que "deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer"! Eu não acho nada... ando exausta e sem pachorra para nada. Chego a casa e só me apetece estender-me num sofá e ficar lá assim sem me mexer, sem barulho, no escuro... Desconfio que é falta de ritmo, porque nunca fui assim. É muita coisa a acontecer ao mesmo tempo e ainda não estou acostumada a esta nova vida. Sei bem que é uma questão de hábito (aliás, como tudo na vida!), mas está a custar um bocadinho a estabilizar. E é por isso, que isto por aqui anda muito parado. Tenho escrito nas viagens de comboio... não tenho é tido muito tempo para publicar as letrinhas que vou juntando. Assim, devo um pedido de desculpas a todos os que cá vêm... prometo tentar actualizar mais vezes este meu cantinho... (pelo menos tentar! ;))

sábado, 9 de dezembro de 2006

Publicado por Desnorteada às 7:19 da tarde 2 comentários
Às vezes, o cérebro é um monstro vazio...

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

"BAD DAY"

Publicado por Desnorteada às 6:37 da tarde 5 comentários
Não tenho andado muito por aqui. Tenho andado pouco inspirada... e o que tenho escrito é melhor guardar para mim! Só que hoje apetece-me deixar aqui, neste meu “confessionário”, um devaneio de última hora... um devaneio de “bad day”!
Esta é uma semana nostálgica. Para dizer a verdade, melancólica. As lembranças não param de chegar e voam sobre mim para não me deixar esquecer o que já fui e o que já tive. Há precisamente um ano, fiquei a saber que a minha vida ia sofrer uma grande mudança. Estava com um pé no desemprego, a fazer o último trabalho para o projecto que tinha abraçado uns bons meses atrás. Sentia o tempo a estreitar-se. Dia após dia. A única coisa boa eras mesmo tu. Tinha-te por perto. Confidente e conselheiro. Sempre com a palavra certa na ponta da língua. Sempre presente. Tão presente que nos deixámos levar pelo tonto do coração!
Um mês depois, a minha vida mudou mesmo. Regressei a casa. Sem trabalho. Revoltada. Para longe dos que eu gostava, de ti e até de mim. Isolei-me. Abracei o mundo, apenas, pela internet. Escondi-me atrás do computador, nada mais. E aqueles que me querem bem, lutaram para eu voltar a ser aquilo que era; os outros, – os que não me merecem! – pura e simplesmente, desistiram de mim. E tu mantiveste-te em mim, como sempre, ao longo destes meses. Apercebo-me disso sempre que te revejo, sempre que tropeço em ti... ainda que esporadicamente e sempre a correr! E ser (só!) tua amiga, às vezes, é mesmo uma seca! Por mais injusto que seja relembrar-me o que é sentir emoções e desejos que estou proibida de sentir, eu gosto de perceber que ainda posso ser especial. Já passou algum tempo, mas os sentimentos permanecem inalterados. Aliás, só mesmo os sentimentos... porque de resto mudou tudo!
Agora, a minha vida está prestes a mudar de novo. Mais uma etapa. (Sim, vou desvendar o que me fez e tem feito sorrir!). Em Dezembro, regresso ao mundo do trabalho. Vou para outra cidade. Outros hábitos. Outra rotina. Vou tirar o sinal de pause do sonho e pôr o play a funcionar a todo o vapor. Tenho de começar tudo de novo outra vez! Vou experimentar um meio diferente. Eu que já passei mais de metade da minha vida a estudar, tenho outra área de conhecimento para aprender. O que por si só já eleva as expectativas sobre o que aí vem. Estou ansiosa. Com medos e dúvidas. A única certeza é mesmo a de que desta vez vou agarrar esta oportunidade com todas as minhas forças. Tanto a nível profissional como a nível pessoal. E só não sei como vai ser contigo. O que nos espera?! (Se é que nos espera alguma coisa?!) Não quero perder nenhum minuto em que podia fazer e não fiz, queria abraçar e nem toquei, queria beijar e nem olhei... Sei que não está nas minhas mãos mudar o presente, muito menos, adivinhar o futuro, mas cabe-me a mim, ou a ti, ou a nós, esclarecer este coração palerma. Preciso de viver-nos ou arrumar-nos de vez, para poder seguir em frente sem medos, sem “ses” e sem culpas. Para viver sem estar agarrada ao passado... para poder viver intensamente esta nova oportunidade que a vida me está dar... Só com o coração leve conseguirei ser feliz! Tu entendes, não entendes?

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

AULAS DE CONDUÇÃO

Publicado por Desnorteada às 9:58 da tarde 6 comentários


Amiguinhos, pela segunda vez sigo à regra as orientações de um instrutor... Tenho carta desde os meus 18 aninhos, mas conduzi muito pouco na altura. Foram precisos oito anos para eu voltar a pegar num carro. Por causa de um estúpido acidente, o medo tomou conta de mim. Agora, entendi que a condução é uma necessidade, pus o medo de lado e resolvi (re)aprender a enfrentar as estradas. Confesso que o meu medo passa mais pelos outros do que por mim. É cada um que nos aparece pela frente... “Palavra d’honra”! Tem sido uma aventura, mas as aulas até têm corrido bem... Vou com quatro aulas e já consegui conduzir numa via rápida a 100 km/h e só com uma mão – ordens do instrutor! Muito pouco para quem conduz há muito tempo, mas acreditem, para mim, foi uma vitória. O problema é mesmo o "pára, arranca" no meio do trânsito... o tempo vai ajudar, tenho a certeza! Agora, tenho mais seis lições... e não tarda estou prontinha para andar sozinha. Depois é só comprar o meu carrinho... ;)

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

"Rotação"

Publicado por Desnorteada às 8:59 da tarde 2 comentários
É nos teus olhos que o mundo inteiro cabe, mesmo quando as suas voltas me levam para longe de ti; e se outras voltas me fazem ver nos teus os meus olhos, não é porque o mundo parou, mas porque esse breve olhar nos fez imaginar que só nós é que o fazemos andar.
Nuno Júdice in Pedro Lembrando Inês

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

DA REFLEXÃO I...

Publicado por Desnorteada às 4:39 da tarde 5 comentários
Existem muitas coisas estúpidas na vida. Mas a mais estúpida, é não conseguir demonstrar o que se sente. Ter medo. Medo. Receio das consequências. Ter medo de dizer: eu gosto de ti. Ter medo de expressar o sentimento que mói e remói, o desejo que se intensifica no mesmo instante em que nasce. Ter medo e não experimentar. Ter medo e fugir. Mas como ultrapassá-lo? Como ultrapassar este medo que nos pode fazer tão feliz ou apagar-nos? Como ultrapassar o medo para decidir entre o que se pode perder e o que se pode ganhar? Como ultrapassar o medo que temos de ver discutidas questões em que estamos constantemente a remoer? Como ultrapassar o medo de dizer o que nos apoquenta o coração? Este medo que nos atrofia a alma... Este medo de sofrer, de magoar, de arriscar, de ser feliz, talvez. Que sensação incrível esta de andarmos às turras uns com os outros e com cada um de nós! Todos os dias. Numa luta constante. Que sensação incrível esta de termos medo de amar...

sexta-feira, 10 de novembro de 2006

ADORMECIDO

Publicado por Desnorteada às 6:36 da tarde 2 comentários
No cenário da tua vida
Aclamas noites alucinantes
De gentes estonteantes
Que são tanto como tu

No teatro do teu olhar
Há quem note que a coragem
Não passa de uma miragem
Com preguiça de gritar

No repetir do teu mostrar
Inventas-te uma história
Que em ti não há memória
Porque sabes que não é tua...

Houve alguém que te conheceu
Que te faz tremer ao passar
Porque nunca a deixaste de amar...

Continuas a ensaiar
A conveniência do sorriso
O planear do improviso
Que te faz sentir maior

No artifício dos teus gestos
Pensas abraçar o mundo
Quando nem por um segundo
Te abraças a ti mesmo

E assim vais vivendo
E assim vais andando aí
E assim vais perdendo em ti
Tudo aquilo que nunca foste...

Houve alguém que te conheceu
Que te faz tremer ao passar
Porque nunca a deixaste de amar

Quando um dia acordares
Numa noite sem mentira
E te vires onde não estás
Vais querer voltar para trás.

Toranja

sexta-feira, 3 de novembro de 2006

"FREE HUGS CAMPAIGN" - Inspiring Story!

Publicado por Desnorteada às 6:44 da tarde 3 comentários


Um XI bem apertado para todos... :)

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Publicado por Desnorteada às 8:53 da tarde 5 comentários
Não adianta queremos viver a vida, de um trago só, como se fosse uma bebida rápida. Não adianta deixarmo-nos embriagar em alguns momentos sem sentir o seu verdadeiro sabor. Mais vale ir escondendo os nossos desejos numa das gavetas que temos à nossa disposição, que é como quem diz esperar pelas lembranças que vão ficando. Assim, quando a vida nos oferece surpresas agradáveis, daquelas que chegam do passado para nos encher o coração, nós sabemos tirar proveito delas. A vida é para se viver(beber) como um bom vinho... aos pouquinhos! ;)

sábado, 28 de outubro de 2006

Publicado por Desnorteada às 2:46 da tarde 6 comentários


Dadas as nuvens cinzentas que pareciam andar a pairar por cima de mim nos últimos meses, não esperava sentir-me tão bem de um dia para o outro... mas sinto-me mesmo bem! Mesmo, mesmo, mesmo!!! Dizem que quando se fecha uma porta se abre uma janela e é verdade... até já sinto a luz a entrar! A vida, afinal, nem sempre é a perder...

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Publicado por Desnorteada às 8:49 da tarde 4 comentários

domingo, 22 de outubro de 2006

Publicado por Desnorteada às 12:19 da manhã 1 comentários
"Ao perder-te a ti perdemos os dois
eu porque tu eras o que eu mais amava
e tu porque eu era quem mais te amava[...]"
Ernesto Cardenal in "Ao perder-te"

sexta-feira, 20 de outubro de 2006

Publicado por Desnorteada às 6:35 da tarde 7 comentários
Hoje, aconteceu-me uma coisa muito estranha: dei comigo a falar sozinha. Vá, não se riam... Isto pode ser sério. Comecei a falar como se estivesse alguém comigo e não conseguia parar. Volta e meia lá estava eu em grandes conversas com... ninguém. Já me aconteceu falar com o computador (quando ele não funciona como quero!), ou com a televisão (quando nela não aparece programa de jeito!), ou até mesmo ao espelho (quando ao acordar não gosto do que vejo!)... agora sozinha, sozinha, nunca me aconteceu. Parem de rir, vá... isto pode mesmo ser sério! Não sei muito bem porque estou a partilhar isto com vocês. Quer dizer, até sei... Porque, pelo menos, aqui, sei que o que escrevo, alguém há-de ler!

terça-feira, 17 de outubro de 2006

DÚVIDA:

Publicado por Desnorteada às 5:45 da tarde 12 comentários

Não se pode viver um conto de fadas sem príncipe encantado, pois não?

sexta-feira, 13 de outubro de 2006

Publicado por Desnorteada às 8:50 da tarde 5 comentários
Adoro as tardes quentes de Outono. O céu muito azul, despido, sem nuvens. O sol forte que aquece a alma. Um vento fraquinho que apenas abraça o corpo como a saudade faz com o coração. Esqueço as horas, o tempo que teima em passar por mim e não parar. Penso nos ponteiros do meu relógio que estão em fast motion, mas depressa abrando e passo-os para a versão slow. Devagar. Devagar para não estragar o momento. Os bons momentos querem-se indefinidamente sem tempo. Adoro o calor de Outono. Um calor que aconchega o peito e torna-o mais protegido. Gosto de andar e sentir os raios de sol na minha cara. Fechar os olhos e parar no meio da rua só para sentir que o sol me beija. Adoro sentir o cheiro das castanhas assadas. As ruas cheias de gente. A cor das árvores. As folhas no chão. Adoro passear. Sentar-me numa esplanada a ler. Ouvir música enquanto vagueio pela cidade. Sentir o frio a chegar ao fim do dia e querer regressar, depressa, a casa. Sim, adoro as tardes de Outono.

sábado, 7 de outubro de 2006

DO REGRESSO

Publicado por Desnorteada às 3:21 da tarde 7 comentários
São sempre os mesmos quilómetros. As mesmas estações. O mesmo desejar de uma boa viagem. Mas como pode ser boa se assim que chego já tenho sempre o tempo contado para voltar? As pessoas. Os reencontros. Os sorrisos. As fotos. Tudo o que ficará na gaveta do coração. Sei que que não vou esquecer, nunca! Mas, reviver dói... e o presente está a doer. O silêncio desperta em mim devagar. E é tanto que chega a ferir de se ouvir. Relembro-me aos poucos e poucos porque é que tudo me faz tanta falta. Os amigos, o ambiente, a "família", tu... Estamos todos tão próximos e tão distantes! Passamos tempo a mais a despedirmo-nos, acho! As palavras que nem sempre saem. Os abraços sentidos nas despedidas. As lágrimas sufocadas até casa. O medo de perder o lugar. Custa mesmo partir quando se quer tanto ficar, chiça!

terça-feira, 26 de setembro de 2006

Publicado por Desnorteada às 6:03 da tarde 13 comentários
Que há alturas na vida em que não há paciência nem pachorra para nada não é novidade. Nem tão pouco é novo que as pessoas nos desiludem. Agora que as pessoas nos desiludam uma, duas, três, dez vezes, consecutivamente, e que nós estejamos lá para elas, sempre, isso sim, é novidade. Pode mesmo dizer-se que é estupidez. Não percebo porque raio passo o tempo a investir tanto nas pessoas que já provaram mais do que uma vez que não merecem nada mais do que a minha indiferença. Sério! Não percebo mesmo. Até que ponto gostar de uma pessoa e preocupar-se com ela é desculpa para se ir aceitando tudo? Começo a achar que o povo tem razão ao dizer: “quem está, está; quem não está, estivesse!”. É só preciso ter coragem para aceitar as coisas como elas são e reparar com atenção naquilo que, muitas vezes, não se quer ver. E nisso tenho sido, verdadeiramente, corajosa. Todos os dias, descubro que sou, realmente, corajosa. Porque a força interior de uma pessoa vê-se na fraqueza dela. E não há mal nenhum em ter dias menos bons, porque no dia seguinte a sensação de vencer o desânimo é a prova de que se está vivo. Isto é o sal da vida! É muito fácil deixar-se os objectivos a meio só porque não se está todos os dias como se quer e com quem se quer. O difícil é a manutenção das coisas, com a mesma alegria de sempre. Não é no começo nem no ponto final, mas sim no que se dá e recebe no dia-a-dia. Porque é nestas dádivas que se bebe a coragem para enfrentar as dificuldades e obstáculos que vão aparecendo. Percebi, finalmente, que a ausência de algumas pessoas é o que me tem enfraquecido, mas é a presença de outras que já senti tanta falta um dia que me leva para a frente. Fazem com que entenda que a vida é assim: um ciclo. Uns dias bem, outros menos bem. Será sempre assim! Hoje, posso não estar como quero, com quem quero e onde quero, mas tenho, pelo menos, coragem para o assumir. E, na verdade, espero que esta coragem nunca me falhe... é bom ter consciência do que me faz falta!

sexta-feira, 22 de setembro de 2006

Publicado por Desnorteada às 10:00 da manhã 5 comentários


O Outono chegou com chuva. Muita chuva.
E a chuva mantém-te em mim... como sempre!

segunda-feira, 18 de setembro de 2006

DA REFLEXÃO...

Publicado por Desnorteada às 6:16 da tarde 5 comentários
Existem duas vidas: a que vivemos e a que sonhamos. E, lamentavelmente, raras são as vezes em que podemos viver o sonho...

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

Publicado por Desnorteada às 6:19 da tarde 16 comentários
Uma vez, há já algum tempo, alguém me disse que “da amizade ao amor vai a distância de um beijo”. Sempre argumentei contra esta frase. Hoje, já lhe reconheço alguma verdade. Descobri, finalmente porque quero esquecer-te e não consigo. Porque já tentei de tudo e nada! Neste caso, a culpa não morre solteira... Agora, sei a que isso se deve. A ti? Não. Tu não tens culpa. A culpa foi dos beijos que trocámos. Sim, dos beijos! Que má sorte a minha ter sido, um dia, beijada por ti... Tenho saudades de sentir os teus lábios nos meus, de sentir que não havia mais ninguém por perto, de te sentir perto. Os nossos beijos não foram beijos em vão, nem beijos de rotina e de obrigação. Sabiam a descoberta e a ilusão. Quero-os outra vez... mais uma vez. Quero os beijos de amizade, de paixão e de novidade. Quero os beijos pequeninos, os beijos que nos enfeitaram o rosto, os beijos inocentes, os beijos que nos faziam perder a noção do tempo e punham o coração aos pulos. Quero os teus beijos, dar-te os meus beijos, quero os nossos beijos... Porque, ainda que os tenhamos deixado de dar, serão sempre assim... sempre nossos!

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

Publicado por Desnorteada às 5:40 da tarde 12 comentários
Sobre as pessoas com poder tenho aprendido duas coisas: que não se pode confiar nas suas palavras e que estão sempre prontinhas a desiludir-nos...

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Publicado por Desnorteada às 5:41 da tarde 3 comentários

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

"MENINA-MULHER"

Publicado por Desnorteada às 11:27 da tarde 11 comentários
Passamos a vida inteira a querermos ser grandes e só quando o somos percebemos que é tão bom ser criança. Cresci. Todos os dias me apercebo, cada vez mais, disso. E como tenho desejado ser menina outra vez... Quando não sentia um aperto no coração por não saber o que a vida me vai oferecer amanhã, quando dormia um soninho descansado sem que as dúvidas me atormentassem, quando acordava sempre com vontade de rir e não com vontade de voltar a adormecer porque não tenho o que quero, não estou com quem quero nem onde quero. Apercebi-me que estou ligeiramente diferente. Sou uma mulher com sonhos de menina. Ora cheia de medo e assustada ora forte e determinada . Ora alegre ora triste. Ora cansada ora cheia de vida. Ora rabugenta ora encantadora. Ora ciente do que quero ora confusa e sem orientação. Sou uma “menina-mulher” com os sentimentos à flor da pele. Não encontro o ponto de equilíbrio. Vou vivendo numa montanha russa de emoções. Mas não é mau. Não. Sou assim. Apenas, isso. Sou assim: umas vezes mulher, outras, ainda menina!

terça-feira, 22 de agosto de 2006

Publicado por Desnorteada às 7:22 da tarde 4 comentários

domingo, 20 de agosto de 2006

COISAS SIMPLES...

Publicado por Desnorteada às 7:52 da tarde 3 comentários
Ontem, fui ver o jogo da Supertaça. O Porto ganhou ao Vitória de Setúbal com três golos lindos e trouxe a 15ª taça para casa. Em 28, nada mau! Fiquei contente. Diverti-me imenso. Talvez das cervejas que bebi, talvez por já não estar assim há tanto tempo: solta, leve, descontraída, sem os pensamentos em rodopio... Um jogo em família, mas divertido. Aliás, descobri que ver futebol com o meu irmão e o meu pai pode ser mesmo muito engraçado. Lembrei-me de ti algumas vezes. Lembrei-me que, também, nunca chegamos a ver um jogo juntos. Nem sei se algum dia o vamos fazer... Não que pense muito nisso, ultimamente. Aos poucos a vida mostra-me que seguimos caminhos diferentes. Pelo menos, por agora. E o mesmo aconteceu hoje. Tive a mesma sensação quando estava a pintar as unhas. Pus-lhes outra cor. Um tom escuro. Apeteceu-me. Há muito que não o fazia, porque este verniz me leva até ti. É o mesmo que tinha a última vez que pude andar contigo de mãos dadas na rua, que pude sentir o teu toque, o teu beijo. Só o tinha feito um dia, exactamente, para te lembrar. Mas, hoje, ironicamente, só apareceste depois de as ter prontas. Olhei as mãos e sorri com saudade. Saudade de um tempo que é, cada vez mais, passado. Nunca disseste se achavas piada à cor que ponho nas unhas e talvez nunca o venhas a dizer... Talvez nunca mais repetiremos o que fizemos, nem nunca faremos aquilo que ficou por fazer. E houve tanta coisa que ficou por fazer... Estes “nuncas” que o presente me vai dando, vão-te pondo longe de mim e de nós. Não que isto me incomode. Hoje não! Talvez amanhã... não sei! Sou tão inconstante no que te diz respeito. Mas, estas coisas tão simples da vida desligam-me os “complicómetros”. Por momentos. Tenho aprendido a lidar com a tua ausência, e até me tenho saído bem... Não posso procurar mais quem não quer ser encontrado, não é? Agora, é a minha vez... tu sabes onde estou. O tempo voa e eu não posso gastá-lo numa espera redutora, que não me leva a lado nenhum. Se as coisas tiverem de acontecer, o futuro o dirá! E não há mais nada que eu possa fazer...

quarta-feira, 16 de agosto de 2006

...

Publicado por Desnorteada às 1:44 da tarde 7 comentários
Acordei eram oito e tal da manhã. Acordei com a chuva a bater na minha janela. Senti frio. Encolhi-me. E fiquei assim: parada, a tentar enganar o sono e o corpo. Fiquei assim, uns segundos. Fechei bem os olhos. Resisti, uns minutos, mas apenas os suficientes para me aperceber que já era de manhã e que o verão resolveu ir de férias. Estava mesmo frio. Abri os olhos, outra vez, bem devagarinho, e aconcheguei-me nos lençóis. Estava num cantinho da cama e percebi que esta era enorme para mim. Encolhi-me, mais uma vez. Olhei à volta, rebolei na cama e fiquei ali. Primeiro, a esfregar o nariz, depois, a esticar o corpo. Uma perna, depois outra, depois os braços, e depois o corpo inteiro. É tão bom espreguiçarmo-nos! Ouvi o meu cão a ladrar, em jeito de “Bom dia!”. Estava tudo na mesma. Um novo dia, mas igual ao de ontem. Ou quase. Lembrei-me que adormeci à espera de uma surpresa tua. Qualquer coisa vinda de ti. Mas nada. Já não me surpreendes. Já não te deves sequer lembrar de mim. Como dantes. E eu já sabia que um dia ia ser assim... Reparei que a janela deixava passar uma luz. Não ouvia nenhum ruído. Que silêncio! Um silêncio de casa vazia, estranhamente completa e minha. De repente, a chuva interrompeu-me as memórias. Procurava algumas razões, mas não consegui chegar a lado nenhum. Estava ali, acordada. Cedo. Muito cedo, para quem não tinha nada na agenda para cumprir. Fiquei ali, a alienar-me dos outros, do tempo e de mim mesma. A ouvir-me, como se não fosse eu. Entretanto, passara uma hora. Saí da cama. Levantei-me. E já de pé, olhei em redor e pensei em voz alta: mais logo, mais uma vez, dormirei sozinha na minha cama grande...

sexta-feira, 11 de agosto de 2006

FÉRIAS II!

Publicado por Desnorteada às 6:20 da tarde 6 comentários


Finalmente, sinto-me em férias. Ando estranhamente calma e de bem com a vida. Os dias na praia, logo pela manhã, têm-me feito muito bem. O mar, o silêncio, apenas quebrado pelo bater das ondas, o sol, o "não fazer nenhum" típico do mês de Agosto, a minha música e os livros que tenho devorado têm-me dado uma outra perspectiva. As ideias estão quase no lugar. A cabeça está quase arrumada. Estou a iniciar uma outra fase da vida. Não sei se melhor ou pior, ou por quanto tempo vou conseguir estar tão bem. Mas, pelo menos, por agora, quero aproveitar e pensar um pouco mais em mim. Deixar de estar presa às lembranças do passado e viver no presente que também pode ser muito bom. Está mais que na hora...

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

Publicado por Desnorteada às 12:41 da manhã 6 comentários
"A distância no amor é como o vento nos incêndios...




... ateia os fortes e apaga os fracos."

domingo, 6 de agosto de 2006

FÉRIAS I!

Publicado por Desnorteada às 11:11 da tarde 3 comentários


Hoje, ao despedir-me de mais uma tarde de praia, foi esta a imagem que guardei. E lembrei-me que nunca vi o pôr-do-sol contigo. E talvez nunca o venha a fazer... Tenho tentado passar os dias sem ti. Sem me lembrar de nós e no que poderíamos ter sido. Tento ignorar-te. Evito-te. Fujo de ti. E, no entanto, consegues vencer-me. Sempre... Estás em mim. Em tudo o que faço. Em tudo o que leio. Em tudo o que vejo. Em tudo o que sonho...

Porque é que ficou em mim tanto de ti? Porquê?

quinta-feira, 3 de agosto de 2006

QUEBRAMOS OS DOIS

Publicado por Desnorteada às 9:39 da tarde 1 comentários
Eu a convencer-te que gostas de mim,
Tu a convenceres-te que não é bem assim.
Eu a mostrar-te o meu lado mais puro,
Tu a argumentares os teus inevitáveis.

Eras tu a dançares em pleno dia,
E eu encostado como quem não vê.
Eras tu a falar para esconder a saudade,
E eu a esconder-me do que não se dizia.

Afinal...
Quebramos os dois afinal.
Quebramos os dois...

Desviando os olhos por sentir a verdade,
Juravas a certeza da mentira,
Mas sem queimar de mais,
Sem querer extingir o que já se sabia.

Eu fugia do toque como do cheiro,
Por saber que era o fim da roupa vestida,
Que inventara no meio do escuro onde estava,
Por ver o desespero na côr que trazias.

Afinal...
Quebramos os dois afinal.
Quebramos os dois afinal.
Quebramos os dois afinal.
Quebramos os dois...

Era eu a despir-te do que era pequeno,
Tu a puxar-me para um lado mais perto,
Onde se contam histórias que nos atam,
Ao silêncio dos lábios que nos mata.

Eras tu a ficar por não saberes partir,
E eu a rezar para que desaparecesses,
Era eu a rezar para que ficasses,
Tu a ficares enquanto saías.

Não nos tocamos enquanto saías,
Não nos tocamos enquanto saímos,
Não nos tocamos e vamos fugindo,
Porque quebramos como crianças.

Afinal...
Quebramos os dois afinal.
Quebramos os dois afinal.
Quebramos os dois...

É quase pecado que se deixa.
Quase pecado que se ignora.

Toranja

terça-feira, 1 de agosto de 2006

FÉRIAS!

Publicado por Desnorteada às 9:21 da tarde 2 comentários


Este é o primeiro ano que escrevo em Agosto. Esta é a primeira vez que não fazia sentido não o fazer. Este ano não tenho férias, ou melhor, estou de férias há demasiado tempo... Férias são sinónimo de descanso, mas confesso: estou fartinha de descansar. É estranho estar toda a gente a combinar as férias e eu não conseguir aproveitar este tempo. Um tempo vazio. Um tempo sem vontades. Tenho ido à praia. Desde pequenina que a praia é muito especial. Adoro o mar, o sol e paz de um dia de praia com pouca gente. E têm sido assim os meus dias. Mas, este ano, não consigo tirar proveito. São meses a mais. Parada. Não consigo tirar proveito das manhãs e tardes calmas, de papo para o ar, ao sol. Não consigo tirar proveito dos mergulhos no mar. Não consigo tirar proveito de um dia-a-dia sem rotinas. A minha pele já tem o tom dourado que habitualmente aparece nos meses quentes do ano, mas é só. Só o tom da minha pele me faz acreditar que estou a tentar ter férias. Tenho um excesso de ideias e sentimentos a pairar sobre a minha cabeça. Objectivos por atingir, promessas por cumprir e muitos, muitos projectos inacabados. Os mesmos de há um ano. As mesmas coisas e as mesmas pessoas. O tempo avançou, mas a vida parece ter ficado algures por aí...

terça-feira, 25 de julho de 2006

Publicado por Desnorteada às 10:35 da tarde 4 comentários

sábado, 22 de julho de 2006

TÃO PERTO E TÃO LONGE...

Publicado por Desnorteada às 9:10 da tarde 3 comentários
Percebo-nos longe. Distantes. Com medo, talvez. Mas, eu devo-te tanto. Devo-te cumplicidade. Devo-te horas de conversa. Devo-te a calma que me impões sempre que falamos. Devo-te os sorrisos que vou tendo. Entreguei-te o que sou por dentro, os meus medos e os meus desejos. Preciso tanto de ti! Preciso tanto das nossas histórias e confissões. Preciso tanto das tuas brincadeiras. Das trocas de sorrisos e picardias. Fazes parte de mim. E se é assim, longe, que podemos estar, vivamos assim, então... Deixa-me ficar. Deixa-te ficar. Deixa-nos persistir no tempo. Num tempo sem tempo. No nosso tempo. Deixa-me estudar-te. Aprender cada hábito teu. Conta-me tudo. Não te posso esquecer. Não quero. Por que haveria eu de querer esquecer alguém que me faz tão bem? Não posso. Quero é conhecer cada olhar, cada sorriso. Cada pedaço de ti... Abraça-me e tira-me daqui. Para onde quer que tu estejas. Eu vou aonde me quiseres levar. Pega-me na mão. Sente-me. Sou tua. É como eu sou, tua. E quero sentir-te meu. Cada vez mais. Segura-me em ti. Quero conhecer-te melhor. Cada milímetro teu. Quero-te meu. Quero sentir-me tua. Aconchega-me que eu encolho-me em ti. Segura nos teus braços. Já te disse, vou aonde me quiseres levar... Quero encontrar o meu lugar, mas se for perto do teu, tanto melhor...

quarta-feira, 19 de julho de 2006

UM DIA DE CADA VEZ...

Publicado por Desnorteada às 9:05 da tarde 3 comentários
"Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?As pessoas têm de morrer, os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar. Sim, mas como se faz? Como se esquece?
Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! (...) O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar."
Miguel Esteves Cardoso

segunda-feira, 17 de julho de 2006

Publicado por Desnorteada às 5:04 da tarde 7 comentários
Doem-me as mãos de remar contra a maré. Não consigo mais. Agora, vou aonde ela me levar.

sexta-feira, 14 de julho de 2006

I MISS YOU

Publicado por Desnorteada às 9:13 da tarde 1 comentários
To see you when I wake up
Is a gift I didn't think could be real.
To know that you feel the same as I do
Is a three-fold, Utopian dream.

You do something to me that I can't explain.
So would I be out of line if I said "I miss you"?

I see your picture.
I smell your skin on
The empty pillow next to mine.
You have only been gone ten days,
But already I'm wasting away.
I know I'll see you again
Whether far or soon.
But I need you to know that I care,
And I miss you.
Incubus

quarta-feira, 12 de julho de 2006

Publicado por Desnorteada às 9:36 da tarde 3 comentários
Por que é que chorar faz tão bem e custa tanto?

segunda-feira, 10 de julho de 2006

DESABAFO

Publicado por Desnorteada às 5:25 da tarde 4 comentários
Os que cá vêm todos os dias sabem que estou desempregada. Já lá vão sete meses. Mas desenganem-se os que pensam que não faço nada. Para já, procurar emprego dá trabalho. E muito. Mas, para além disso, estou transformada numa autêntica fadinha do lar. Ora cozinho, ora arrumo a casa, ora trato da roupa, ora trato do cão... vocês nem imaginam os meus dias! Sempre fui muito dada às coisas da casa - e gosto -, mas, aqui entre nós que a minha mãe não me lê, agora é um exagero. Sou uma verdadeira dona de casa. Só me faltam o marido e os filhos. (Agora até me arrepiei!) Sinto-me a gata borralheira. Não há meio é da abóbora aparecer como coche para perder o raio do sapato de cristal e ver a minha vida transformar-se num conto de fadas!? Quando? Quando? Quaaaannndddoooooo???

Até podia continuar o desabafo, mas tenho à minha espera um cesto de roupa para engomar... GRRRRRRR!

sábado, 8 de julho de 2006

NEW LOOK!

Publicado por Desnorteada às 9:51 da tarde 6 comentários
Ainda na onda de um estado de espírito mais alegre quis mudar a aparência d' O Meu Lado B. Estamos no Verão e preciso de côr. Afinal, este cantinho é o meu refúgio... gosto que esteja à minha imagem. E, neste momento, quero aproveitar este optimismo que me invadiu. Às vezes, até tenho medo deste bem-estar. Posso andar a vaguear pelas ruas da vida, mas tenho o mundo à minha espera... e não vou desperdiçar tempo algum! Espero que gostem do novo look.

segunda-feira, 3 de julho de 2006

Publicado por Desnorteada às 10:05 da tarde 4 comentários


O jogo do rato e do gato cansa-me... :)

quinta-feira, 29 de junho de 2006

Publicado por Desnorteada às 4:34 da tarde 10 comentários
Hoje, olhei-me ao espelho e não me reconheci. Senti-me estranha. Como nunca me tinha alguma vez sentido. Cansada. Vazia. Sem qualquer resposta para as mil e uma perguntas que faço todos os dias ao acordar e, inevitavelmente, ao deitar. Que caminho escolher e onde ir? Vale a pena o esforço? Será recompensado? Por vezes penso que não. Outras há em que me sinto recompensada pelas experiências de vida que vou tendo. Viver é um dom, mas não se vence sem uns golpes de sorte... e eu nunca tive muita sorte. É triste quando nos apetece estar como uma avestruz, de cabeça enterrada na areia. Sem quês, nem porquês! Com vontade de desistir. Há dias assim. Que batemos bem lá no fundo. E hoje é um dia em que não quero estar assim. Porque nunca fui assim. Nunca me conheci assim. Sempre de lágrima no olho. Sem conseguir controlar as emoções. Sensível. Melhor, “super-hiper-mega-sensível”. Mimada. Sempre a fazer beicinho e a pedir mimos. Estou farta. Estou exausta. Tão exausta que me tenho esquecido que só tenho 26 anos e preciso de viver. Um dia, quando for grande, quererei ser tudo menos tão exigente comigo mesma. Há coisas que não compensam. Ser como uma avestruz é uma delas! Quero renascer. Quero voltar a ser quem era. Quero voltar para mim. Ser eu outra vez. Como sempre.

A música na bússola sonora é para me acompanhar o estado de espírito. Esta tem um poder especial sobre mim e faz-me sorrir de cada vez que a ouço. Leva-me a bons momentos da vida! :)

quinta-feira, 22 de junho de 2006

EM SILÊNCIO...

Publicado por Desnorteada às 12:13 da manhã 13 comentários
És como uma música. Vai-se aprendendo a letra, o ritmo e a melodia. Aos poucos. E quando já se sabe quase de cor, toca-nos sempre de maneiras diferentes. Está sempre connosco. Nos nossos ouvidos. Na nossa boca. No nosso corpo. Sempre presente. E quando não a ouvimos, imaginamo-la. A melodia. O som. O que nos faz sentir. A vontade de dançar que nos cresce ao primeiro acorde. Sim, és como uma música. Daquelas que não nos saem da cabeça. E, por isso, tenho saudades daquilo que ainda não vivemos, sabes? Preciso de ti. Eu sei que mesmo longe me abraças. E mesmo distante estás comigo. Quando fecho os olhos, sinto o teu toque, sinto a tua mão na minha e os teus olhos nos meus. Num jeito só teu. Em silêncio. Também desconfio de ti, sabes? Muito. Muito mesmo. Mas, não te consigo esquecer. Desconfio de ti. Desconfio de mim. Desconfio de nós. É bom demais para ser verdade. Bate demasiado certo, percebes? Penso em tudo. Neste nada que temos vivido. Neste todo que têm sido estes últimos meses. Penso em ti. E naquilo que és. Preciso tanto de ti. De nós. Gosto tanto de ti. A sério. Como nunca pensei gostar de alguém. Eu acredito. Porque não? Penso eu. Acredito nesse teu sentimento de silêncios. Um sentir que não precisa de palavras, nem de gestos, nem de nada. O mais importante, ainda que em silêncio, está contigo. Comigo. Guardado junto ao peito. E, embora não possamos dizê-lo sempre, nós somos especiais. Sei que me entendes. Afinal, tu procuras-me neste silêncio. Tu ensinaste-me a vivê-lo. A percebê-lo. A aceitá-lo. Como um jogo. Estranho. Um jogo que gostamos de jogar. Perigoso, mas aliciante: eu digo, tu consentes. Porque “quem cala, consente”, não é? E no meio, este silêncio. Um silêncio só nosso. Ambos jogamos, transparentes, mas cada um à sua maneira. O importante é o jogo continuar... E esta é a razão para acreditar. Acreditar em ti e em mim. Em nós. Ainda.

quinta-feira, 15 de junho de 2006

Publicado por Desnorteada às 10:07 da tarde 0 comentários
"Tornei-me uma figura de livro, uma vida lida. O que sinto é (sem que eu queira) sentido para escrever que se sentiu. O que penso está logo em palavras, misturado com imagens que o desfazem, aberto em ritmos que são outra coisa qualquer. De tanto recompor-me destruí-me. De tanto pensar-me, sou já meus pensamentos mas não eu."
Fernando Pessoa in Livro do Desassossego

sábado, 10 de junho de 2006

Publicado por Desnorteada às 8:21 da tarde 5 comentários
Ando a tentar reencontrar-me... tenho saudades de mim!

domingo, 28 de maio de 2006

Publicado por Desnorteada às 5:43 da tarde 1 comentários

The Kiss, Gustav Klimt

Estás sem estares. Sempre. Mesmo em silêncio estás em mim quando preciso. Agora, sei disso. Agora percebo... Agora, conheço-te!

quarta-feira, 24 de maio de 2006

Publicado por Desnorteada às 11:43 da manhã 3 comentários
Ando preocupada. Acho mesmo que tenho um problema. Estou viciada no meu telemóvel. Se toca fico super feliz e nem percebo muito bem porquê - quase nunca é pela pessoa que está do outro lado. Se não toca, passo as horas a olhar para ele à espera que as luzinhas se acendam. É uma aflição constante. Um querer enorme. Muitas vezes, sinto-me triste porque ele foi apenas um objecto inanimado que não serviu para mais nada se não uma companhia quieta e muda. Estou mesmo preocupada. Será que existe uma associação para viciados no telemóvel? É que basta uma mensagem para querer mais e mais e mais. Basta um simples toque para ficar eufórica. Eu não consigo tê-lo desligado...

E não é só o telemóvel. É o computador também. Passo horas na internet. Ou nos blogs, ou a ler os jornais, ou a fazer pesquisas, ou a escrever ou no MSN. Sim, esse monstro que nos liga ao mundo. Estou completamente dependente. Sinto-me estúpida por isto. Não consigo passar um único dia sem espreitar quem está lá. Não duvido que é uma ferramenta essencial nos dias de hoje, mas o sentimento de dependência que sinto faz-me sentir um bocado desconfortável. É certo que me ajuda a falar com as pessoas que tanto me fazem falta e que estão longe. Há alturas que é mesmo o ponto de encontro para reencontros. E talvez seja essa a razão. Talvez seja por isso que gosto tanto de estar ligada. É que sinto uma necessidade indescritível de estar ligada. Está a tornar-se um vício cada vez maior. Um vício que não consigo controlar. E eu que odiava computadores...

Estou mesmo muito precupada. Ontem, um amigo disse-me que eram "sintomas de carência afectiva". Será? É que a confirmar-se faz-me sentir ainda mais estranha. Também, se for mesmo isso, as novas tecnologias sabem a pouco. É que não me satisfazem! Tanto o telemóvel como o computador não substituem um olhar, um toque, um miminho, um abraço, um beijo. Podem ser uma aproximação, mas não é a mesma coisa. Nunca.

Será que preciso de ajuda?

segunda-feira, 22 de maio de 2006

Publicado por Desnorteada às 6:29 da tarde 3 comentários
“Podemos começar por qualquer lado que tanto faz. Havemos de chegar lá. Não me perguntes onde. Quando chegarmos saberás. Agora é cedo para perguntar.”
Pedro Paixão in Muito, Meu Amor

Aconteça o que acontecer... Um dia de cada vez... Sem pressas...

quinta-feira, 18 de maio de 2006

Publicado por Desnorteada às 5:57 da tarde 5 comentários
As palavras nunca são suficientes, pois não?

segunda-feira, 15 de maio de 2006

Publicado por Desnorteada às 4:08 da tarde 5 comentários
Se não és o meu porto de abrigo, corta os laços que me unem a ti e deixa-me respirar...
Se não me queres junto a ti, deixa-me sentir a liberdade... deixa-me voar para longe de ti... deixa-me sentir livre de nós...
Se não pensas sequer em mim, leva tudo contigo... todas as lembranças...
Vai e esquece tudo a partir de agora... sem culpas... esquece as promessas...

Mas...

Se queres ser o meu cais, afinal, pede-me desculpa pelos dias que passo sem ti, pelas noites que passo acordada e pelas lágrimas que já chorei...
Se ainda me queres um bocadinho que seja, grita-me aos ouvidos que te preocupas comigo, que tens saudades minhas e admite que a tua decisão foi a menos acertada...
Se ainda é possível, pede-me desculpa. Basta isso. Surpreende-me...

domingo, 7 de maio de 2006

Publicado por Desnorteada às 9:32 da tarde 3 comentários


A tentar dar um rumo à minha vida... até breve!

quinta-feira, 4 de maio de 2006

Publicado por Desnorteada às 5:51 da tarde 5 comentários
Tenho uma vontade enorme de imensas coisas e não tenho vontade de nada ao mesmo tempo. E sinto-me ridícula por me sentir assim. Quero cuspir o que me sufoca a alma, mas só consigo guardar tudo algures no meu peito. É que não sou capaz... não sou capaz... não sou capaz...

segunda-feira, 1 de maio de 2006

Publicado por Desnorteada às 11:26 da tarde 1 comentários
Bem sei que a vida não pode avançar com base no passado, mas ultimamente são as recordações do que já vivi que me fazem seguir caminho. As palavras têm-me falhado, por isso deixo-vos as de outros. Façam delas as minhas.

A Severa foi-se embora,
O tempo pra mim parou,
O passado foi com ela,
Para mim não mais voltou.

As horas pra mim são dias,
As horas pra mim são dias,
Os dias pra mim são anos,
Recordação é saudade,
Recordação é saudade,
Saudades são desenganos.

Ó tempo volta pra trás,
Traz-me tudo que eu perdi,
Tem pena e dá-me a vida,
A vida que eu já vivi.

Ó tempo volta pra trás
Mata as minhas esperanças vãs,
Vê que até o próprio sol
Volta todas as manhãs,
Vê que até o próprio sol
Volta todas as manhãs.

Porque será que o passado
E o amor são tão iguais?
Porque será que o amor
Quando vai não volta mais?

Mas para mim a Severa,
Mas para mim a Severa,
É o eco dos meus passos,
Eu tenho a saudade à espera,
Eu tenho a saudade à espera,
Que ela volte prós meus braços.

Ó tempo volta pra trás
Traz-me tudo que eu perdi
Tem pena e dá-me a vida
A vida que eu já vivi

Ó tempo volta pra trás
Mata as minhas esperanças vãs,
Vê que até o próprio sol
Volta todas as manhãs,
Vê que até o próprio sol
Volta todas as manhãs.

António Mourão/Manuel Paião

quinta-feira, 27 de abril de 2006

Publicado por Desnorteada às 4:14 da tarde 2 comentários
Never is a promise

You’ll never see the courage I know
Its colors’ richness won’t appear within your view
I’ll never glow - the way that you glow
Your presence dominates the judgements made on you

But as the scenery grows, I see in different lights
The shades and shadows undulate in my perception
My feelings swell and stretch; I see from greater heights
I understand what I am still too proud to mention - to you

You’ll say you understand, but you don’t understand
You’ll say you’d never give up seeing eye to eye
But never is a promise, and you can’t afford to lie

You’ll never touch - these things that I hold
The skin of my emotions lies beneath my own
You’ll never feel the heat of this soul
My fever burns me deeper than I’ve ever shown - to you

You’ll say, don’t fear your dreams, it’s easier than it seems
You’ll say you’d never let me fall from hopes so high
But never is a promise and you can’t afford to lie

You’ll never live the life that I live
I’ll never live the life that wakes me in the night
You’ll never hear the message I give
You’ll say it looks as though I might give up this fight

But as the scenery grows, I see in different lights
The shades and shadows undulate in my perception
My feelings swell and stretch, I see from greater heights
I realize what I am now too smart to mention - to you

You’ll say you understand, you’ll never understand
I’ll say I’ll never wake up knowing how or why
I don’t know what to believe in, you don’t know who I am
You’ll say I need appeasing when I start to cry
But never is a promise and I’ll never need a lie

Fiona Apple

segunda-feira, 24 de abril de 2006

Publicado por Desnorteada às 10:30 da tarde 2 comentários
Tic – Tac, Tic – Tac, Tic – Tac, Tic – Tac. O relógio no meu pulso marca o passo. Relembra-me todos os dias que o tempo não pára. Voa. Relembra-mo mesmo quando me esqueço disso. Cada segundo. Eu pensei que passasse. Que fosse só uma fase. Daquelas que duram um par de semanas, mas depois acabam por desaparecer. Não passou. Continuo à espera de qualquer coisa. À espera dum futuro que teima em não chegar.
Tic – Tac, Tic – Tac, Tic – Tac, Tic – Tac. Cada segundo que passa. Mais uma hora. Fico-me com os meus planos. Objectivos. Sonhos. Mais nada. Só ideias, palavras e imagens que flutuam na minha cabeça. Só caprichos e vontades que abusam de mim. Sem nunca se concretizarem. Sem que me satisfaçam. Se eu não estivesse tão cansada de esperar, de lutar em vão, até me dava ao luxo de chorar. Mas isso já passou. Já chorei que chegue. Já chorei o que tive, o que tenho, o que quero ter e o que nunca terei.
Tic – Tac, Tic – Tac, Tic – Tac, Tic – Tac. Mais um dia. Penso no que fui, no que sou, no que quero ser. No que quero ter. Ainda. E é tão pouco. Sinto-me cansada. Recordo o que já fiz e tento perceber se há algo mais que possa fazer. Ouço os ponteiros a dançar. Ouço o tempo a passar. Uma espécie de aviso. Foi mais um dia que passou. E eu aqui. Sempre. À espera...

domingo, 23 de abril de 2006

Publicado por Desnorteada às 7:52 da tarde 4 comentários


CAMPEÃO NACIONAL 2005/2006

terça-feira, 18 de abril de 2006

Publicado por Desnorteada às 6:15 da tarde 2 comentários
Ouço o telefone a tocar. Corro para atender. És tu. Mandas-me um beijo. Não me consigo concentrar. Respiro fundo para retomar a calma. Procuras em mim algo que ambos não conseguimos explicar. Estás com saudades de mim e eu não consigo ocultar que sinto o mesmo por ti. Mas não o dizes, eu adivinho-o. Os ponteiros esquecem-se de andar e ficamos apenas um para o outro. As palavras começam a fazer sentido e dão origem a um silêncio que evitamos. Aos poucos, a minha alma, dorida de saudade, encontra o alento que ansiava. Estás mesmo ali ao pé. A chamar por mim. Sorrio. Sorris. Sorrimos. Abraçamo-nos, ainda que não fisicamente, num abraço que eu quero eterno. As nossas mãos brincam ao mesmo ritmo. Sinto-o. Só a lua testemunha a nossa história. Uma insensatez ou um sonho. Há promessas por cumprir mas sei que nada vai mudar. Não me sinto nem capaz de pensar no que é. No que foi. Não quero. Torna-se sempre mais fácil não pensar, para não sentir. É assim que fazes e eu já percebi. Finalmente, entendi a mensagem. A história parece ficar por aqui. Assim, perdida no tempo. É que agora falta muita coisa. Falta tempo. Falta vontade. Faltas tu. Falto eu. Falta tudo. Está na minha cabeça e no meu coração, mas é parte do passado.

sábado, 15 de abril de 2006

Publicado por Desnorteada às 8:21 da tarde 1 comentários
Já que o Pai Natal me faltou, conto com o Coelhinho da Páscoa. Vamos lá ver se este não me engana e se se lembra de mim...



UMA BOA PÁSCOA!

quinta-feira, 13 de abril de 2006

Publicado por Desnorteada às 2:37 da tarde 4 comentários
A vida é como um puzzle. Tem várias peças. Nós somos a do meio e depois existem muitas outras que encaixam na perfeição. Os amigos são assim. Peças que nos vão completando. Dia após dia. Com um carinho, uma palavra, um gesto.
Às vezes achamos que todas as partidas que a vida nos prega são más, mas não... às vezes são bem boas. Ontem tive a primeira festa surpresa da minha vida. Foi preciso fazer 26 aninhos para alguém mentir e esconder a toda a hora só para me ver sorrir. E foram tantos os cúmplices... Faltou muita gente porque a semana não é a melhor e porque a distância não permitiu que todos conseguissem estar comigo. Mesmo assim, correu tudo muito bem. Aos que estiveram presentes física e espiritualmente, MUITO OBRIGADA!
Eu andava desconfiada, mas achei sempre que era demasiado “cota” para me fazerem uma coisa destas. Só faltaram mesmo os balões e os palhaços... (hihihihihihi) Houve tempo para tudo. Foi um fartote de surpresas. Um fartote de coisas boas. Senti-me uma criança. E foi tão bom. Até estava disposta a cantar no karaoke... Íamos brilhar com o Amanhã de Manhã d’ As Doce, mas “roubaram-nos” a música. (hihihihihi) Mas o ponto alto da noite foi quando me chamaram ao palco para me dedicarem o Parabéns a Você. Ia morrendo de vergonha... (hihihihihihihi) Enfim... Garanto a todos que jamais esquecerei esta noite. Fizeram-me acreditar que ainda é possível ser feliz. Podemos não ter tudo o que queremos nem estar sempre com quem queremos, mas temos de saber aproveitar o que temos no dia-a-dia. É sempre possível! Lição Apre(e)ndida. :)

terça-feira, 11 de abril de 2006

Publicado por Desnorteada às 9:44 da tarde 8 comentários
Às vezes sinto-me especial. Hoje, é um desses dias. Tenho a sorte de poder comemorar o aniversário durante dois dias inteirinhos... Hoje e amanhã.

PARABÉNS A MIM! :D

quarta-feira, 5 de abril de 2006

Publicado por Desnorteada às 9:59 da tarde 1 comentários
Passeio dos prodígios

Vamos lá contar as armas
tu e eu, de braço dado
nesta estrada meio deserta
não sabemos quanto tempo as tréguas vão durar...

há vitórias e derrotas
apontadas em silêncio
no diário imaginário
onde empilhamos as razões para lutar!

Repreendo os meus fantasmas
ao virar de cada esquina
por espantarem a inocência
quantas vezes te odiei com medo de te amar...

vejo o fundo da garrafa
acendo mais outro cigarro
tudo serve de cinzeiro
quando os deuses brincam é para magoar!

Vamos enganar o tempo
saltar para o primeiro combóio
que arrancar da mais próxima estação!
Para quê fazer projectos
quando sai tudo ao contrário?
Pode ser que, por milagre,
troquemos as voltas aos deuses

Entre o caos e o conflito
a vontade e a desordem
não podemos ver ao longe
e corremos sempre o risco de ir longe demais

somos meros transeuntes
no passeio dos prodígios
somos só sobreviventes
com carimbos falsos nas credenciais...

Vamos enganar o tempo
saltar para o primeiro combóio
que arrancar da mais próxima estação!
Para quê fazer projectos
quando sai tudo ao contrário?
Pode ser que, por milagre,
troquemos as voltas aos deuses

Vamos enganar o tempo...

Jorge Palma

segunda-feira, 3 de abril de 2006

UMA PROVA DE COMO POSSO SER MÁ... MUITO MÁ!

Publicado por Desnorteada às 6:08 da tarde 5 comentários


Esta pantufa de carne e osso agora põe-se assim sempre que quer mimos. Pousa o focinho no colo e olha-nos assim com este ar de cachorrinho abandonado... Normalmente só resultava com o meu pai. Agora, ele já descobriu que sou incapaz de lhe negar uns mimos e faz isso todos os dias. Vem como quem não quer a coisa e depois fica assim até a nossa mão escorregar até à sua barriguinha para algumas cócegas. É que para estar deitadinho no chão de perninhas para o ar bastam uns segundos. Depois é ver o rabo a abanar para demonstrar o estado de alegria e de conquista... Mas, hoje, fez das dele. Foi para o jardim esconder um osso e quando veio para o meu colo vinha cheio de terra. Só me apercebi quando lhe pus a mão. Gritei com ele e mandei-o para bem longe. Ele encolheu-se e olhou para mim com um ar como quem diz: “Ouve lá, não ‘tou a perceber esse teu mau feitio! Eu só quero mimos...” Depois deitou-se e engoliu em seco. Sim, descobri que é o que ele faz quando faz asneiras. Engole em seco e vira o focinho para o lado como quem não está a perceber porque lhe estamos a passar um raspanete. Também não fui capaz de lhe negar uns mimos. Pensei: ele não fez por mal. Então, sentei-me ao pé dele a limpar-lhe o focinho e lá lhe fiz umas cócegas. Em jeito de agradecimento, sabem o que ele fez? Pôs as suas patas sujas nos meus ombros e lambeu-me a cara toda. Estão a imaginar o que me apeteceu fazer-lhe, não estão? Só pensei: Artur, é desta que tu levas uma tareia que nunca mais te esqueces! Mas não... Acalmei e pensei: vou vingar-me. Pus então toda a minha maldade a trabalhar. Uns segundos depois, gritei: já sei, vou dar-lhe banho. Sim, é isso. E com um ar de poucos amigos, arrastei-o e dei-lhe um bom banho. Ele não gosta nada. Ele não gosta e eu assim vinguei-me. Foi o castigo dele. Sou ou não sou má? (hihihihihihi!)

sábado, 1 de abril de 2006

Publicado por Desnorteada às 10:02 da tarde 3 comentários
São raros os dias que não me lembre de ti. Ultimamente, pouco ou nada sei de ti. Há já muito tempo que não te vejo e as lembranças chegam muitas vezes. Mas lembrar não é mau. Não. Gosto de regressar ao passado. Afinal, é tão recente. É bom voltar. Sempre que o faço reorganizo as ideias. E da última vez cheguei a uma conclusão: eu gostava de gostar de ti, agora já não sei. Sim, é verdade. Antes, gostava de gostar de ti. Agora não sei. Gosto de ti, mas já não sei se gosto de gostar de ti. Tenho saudades. Saudades de ir tomar café contigo. Saudades de estar horas a falar contigo. Saudades de ler uma mensagem tua. Saudades de acordar de madrugada com uma provocação tua. Saudades de me “irritar” contigo. Saudades de te ler. Saudades de te ver sorrir. Saudades de te ouvir. Saudades de te ver, apenas. Saudades de procurar no teu olhar um alento. Saudades de um abraço forte. Saudades das palavras amigas. Saudades do teu “dorme bem”. Saudades das confidências, minhas e tuas. Saudades dos teus medos. Saudades dos teus “segredos”. Saudades de teres tempo para mim. Gosto de ti, a sério. Tu sabes. Eu sei que sabes. Gosto de ti não por causa de quem és, mas por causa de quem sou agora, depois de te ter conhecido. Gosto de ti, mas já não sei se gosto de gostar de ti. Não sei se devo continuar a gostar de gostar. Tenho andado tão bem estes últimos dias. Tão bem disposta. Com uma força que me nasceu do nada. Às vezes até fico com medo. Chegas a mim como alguns mais. Como todos aqueles com quem gosto de partilhar o bom e o mau da vida. Apenas. O resto? O resto está entregue ao tempo...

terça-feira, 28 de março de 2006

Publicado por Desnorteada às 10:24 da tarde 7 comentários
- Estou diferente...
- Diferente como?
- Às vezes não me reconheço. Estou frágil, insegura, desanimada... A sério, estou mesmo diferente!
- Tens que te animar. Mostra a garra que sempre tiveste e mostra como és lutadora...
- Estou cansada. Não sei se consigo...
- Tu não és a Desnorteada. Devolve-me a Desnorteada!


Isto é um pequeno excerto de uma longa conversa com um amigo. De mais uma para me reanimarem e trazerem-me de volta para este mundo. Fez-me sorrir e fez-me também parar para pensar. Pensar não só no caos em que me encontro, mas também pensar no quanto outras pessoas têm feito por mim. E têm sido muitos. Todos os dias alguém me diz ao ouvido que vou conseguir. São tantos que até me custa não acreditar. Às vezes, esqueço o valor que tenho. Ultimamente, são raras as vezes em que não me sinto culpada. Culpo-me por demasiadas coisas. Por erros que cometi, por coisas que não deram certo, por ser facilmente esquecida, por isto e por aquilo. Mas chega! Basta! Resolvi dar um tempo ao pessimismo. Nos últimos dias não me tenho reconhecido. Eu não sou assim. Mesmo! Lá por as coisas não estarem a correr como eu quero, não quer dizer que eu não possa tirar partido delas. Há sempre qualquer coisa a aprender. E na vida há muita coisa boa. É das coisas boas da vida que quero tirar proveito. E as coisas boas da vida não são coisas. Obrigada a todos aqueles que têm estado presentes e a todos os que não me deixam desistir. Aos outros, obrigada na mesma, têm-me ajudado a crescer.

segunda-feira, 27 de março de 2006

DIA MUNDIAL DO TEATRO

Publicado por Desnorteada às 6:03 da tarde 0 comentários


Todos nós representamos na vida. Uns mais que outros é certo, mas todos nós já tentámos ser aquilo que não somos, pelo menos uma vez na vida. Hoje, comemora-se a arte do fingimento, a arte de vestir a pele doutras personagens, fazendo os outros acreditarem que não são eles mesmos, a arte de fazer rir ou chorar. O teatro, hoje, é dono e senhor do palco da vida. Um bem haja para todos aqueles que o vivem.

domingo, 26 de março de 2006

TARDE DE CHUVA II

Publicado por Desnorteada às 6:27 da tarde 2 comentários


Chove e o vento uiva, zangado, lá fora. Apesar de estarmos quase em Abril, tenho frio. Um frio que incomoda. Um frio daqueles que nos faz ter arrepios na barriga. Um frio que pede um carinho a cada minuto que passa. Estive a ler durante a tarde. Sozinha. Embrulhada numa mantinha que me aconchega o pensamento. Agora quero deixar que a escrita tome conta de mim. Gosto de me deixar voar entre letras e palavras. Bebo um pouco de chá. É de camomila. Acalma-me e provoca-me um sorriso de orelha a orelha. Lembro-te. Enrolo-me em mim própria. Sabe a pouco. Lembro-nos, juntinhos. Lembro-me de quando estavas ao pé de mim, tão perto que sentia o teu respirar no meu pescoço e um arrepio aparecia como quem não quer a coisa. Tal e qual este frio que hoje me faz sentir estranha. Lembro-me de ter a tua mão na minha mão. Lembro-me dos teus olhos quase fechados, porque o sono ia aparecendo, lentamente. Lembro-me de ficarmos a olhar um para o outro... A chuva e o vento trazem-me de novo aos dias de hoje. Recupero. Ganho forças. Tenho de continuar a minha luta. Bem sei que nada me serve andar triste ou com saudades, mas também sei que é preciso uma força de vontade muito grande, e talvez alguma ajuda. Hoje, é domingo. Sabe bem estar no sossego do lar. Mas amanhã e depois de amanhã e depois, sufoco. Se ao menos te sentisse presente. Se ao menos soubesse que ainda estás aí se precisar. Se ao menos ainda me encaixasses na tua agenda. Eu vou continuar a tentar e a lutar. Todos os dias. Sozinha. Mas era bom ter-te por perto, era bom sentir o teu ombro amigo como dantes.

sexta-feira, 24 de março de 2006

Publicado por Desnorteada às 5:34 da tarde 1 comentários
Estou em mim
Como um soldado que deserta,
Dá meia volta ao mundo
Em parte incerta.
Não sei como cheguei aqui,
Quis ser tudo...

Estou mais só do que sozinha.
Chega, mostra-me o caminho,
Leva-me para casa...

Agora, vem depressa, o tempo voa...
Só, ando às voltas, dá um nó.
Não sei como cheguei aqui,
Quis ser tudo...

Estou mais só do que sozinha
Chega, mostra-me o caminho
Leva-me para casa

O tempo voa...
O tempo voa...
Voa...

Não sei como cheguei aqui...

Leva-me P'ra Casa, Lúcia Moniz

quarta-feira, 22 de março de 2006

GGGGGGRRRRRRRRRR!

Publicado por Desnorteada às 10:21 da tarde 2 comentários
Oh pá, eu sei que os tempos não vão nada fáceis, mas porque é que as pessoas agora têm o prazer de humilhar quem precisa... Estou mesmo chateada! GGGGGGRRRRRRRRRR! Estou cansada de ouvir propostas de merda (desculpem, mas tem mesmo de ser!) e as pessoas que as estão a fazer julgarem que é a oportunidade da nossa vida. Foda-se! (desculpem, mas, acreditem, estou mesmo com as emoções à flor da pele!) Para além de ser um não atrás do outro, "parece que o mundo inteiro se uniu pra me tramar", como diz o amigo Rui Veloso. GGGGGGRRRRRRRRRR! Oh pá, a minha paciência está mesmo a esgotar-se. Não sei por onde ir. Isto de estar desempregada tem muito que se lhe diga. Dá um trabalho do caralho (desculpem mais uma vez!) procurar emprego e é preciso ter-se um estômago... Ouve-se cada cena! A sério... inacreditável! Ora tenho habilitações a mais (e eu pergunto, se estou a concorrer àquela vaga é porque estou interessada, não?), ora não preencho os requisitos, ora não respondem, ora põem anúncios enganosos e quando chegamos lá só dá vontade de espancar alguém... GGGGGGRRRRRRRRRR! Já ninguém respeita ninguém... E isto está a ficar cada vez pior! Até tenho medo do que por aí vem... Se antes ansiava todos os dias que o telefone tocasse, neste momento sempre que ele toca eu tremo. Encho-me de esperanças em cada entrevista, para depois vir de rastos para casa, atirada para o meu mundinho de "inútil". Se ao menos ainda fossemos bem tratados. GGGGGGRRRRRRRRRR! Que raiva, pá! Eu sei que o desespero não leva a nada e que a revolta faz mal e não dá bons resultados, mas estou tão cansada. Sinto-me impotente. Numa luta desigual. Sem saída. E ainda só (só, como quem diz, porque para mim parece uma eternidade!) passaram três meses. Quanto tempo mais terei de esperar?

Valha-me ao menos o meu FCPorto para me alegrar... O jogo foi da responsabilidade dos guarda-redes. E até nisso ganhámos. Ganda Baía! :D Na final já estamos... e mainada! :D
Publicado por Desnorteada às 6:09 da tarde 0 comentários
"Se tanto me dói que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na busca de um bem definitivo
Em que as coisas de Amor se eternizassem"

Sophia de Mello Breyner Andresen

segunda-feira, 20 de março de 2006

Publicado por Desnorteada às 5:57 da tarde 5 comentários
“Se gosto de ti.
Se gostas de mim.
Se isto não chega... tens o mundo ao contrário.”

O Mundo ao Contrário, Xutos & Pontapés

Dormi mal, agitada, como acontece há já vários dias. Sonhei contigo. Connosco. Queres que eu te conte? Vou fingir que disseste que sim, com aquele ar muito calmo só teu, que me deixa sempre na dúvida se estás mesmo com vontade de me ouvir ou se o fazes só para eu não amuar. Prefiro acreditar na primeira hipótese. Hoje, o sonho foi bom. Daqueles que nos faz pensar naquele sentimento sem voz e sem nome que mora dentro do nosso coração. Fiquei triste. E sabes, nunca me importei tanto com isso como hoje. Porquê? Porque no sonho partilhámos as coisas boas da vida. Rimos muito, juntos. E isso foi a maior prova de que gosto de ti. Gosto de ti porque quando me sinto feliz, gostava de correr até ti e cansar-me a contar-te porquê. Era assim no sonho. Mas já acordei. E eu não sei se é assim agora. Já reparaste o quanto me gasto em palavras? Quando acordei, percebi que as palavras, com quem brinco quase todos os dias, não me têm valido muito. A tua ausência faz-me ver isso. E em dias como este, eu só tenho uma certeza: não me importava de passar horas a escrever-te, só para te sentir meu. Era assim no sonho e tu gostavas de ler-me. O que escrevia para ti e o que escrevia só para mim. Espiavas-me os textos e sorrias. E quando eu dava contigo a sorrir porque descobrias o quão importante és para mim, limitavas-te a sorrir ainda mais para que eu jamais esquecesse o teu sorriso. Era assim no sonho. Aqui, são monólogos perdidos. Não os lês. Pelo menos que eu saiba. Nunca te apanhei a invadi-los como no sonho. Tenho andado a tentar esquecer-te a cada segundo que passa, mas acontece precisamente o contrário. Até deixei de falar contigo para ser tudo mais fácil, mas não é, parece que fica tudo mais complicado. Sinto mesmo a tua falta. Hoje, que acordei a sorrir, apenas queria poder partilhá-lo contigo, mas não tive coragem. Já não faz sentido, pois não? Porque se fizesse também tu terias vontade de partilhar as tuas vitórias comigo e isso parece estar longe de voltar a acontecer. Já não tenho direito de te chatear com as minhas coisas e tu pareces com medo de me falar. Ou então, apenas deixaste de querer fazê-lo. Hoje, sei que provavelmente terei outro sono agitado, mas sei que vou dormir melhor. Porquê? Talvez volte a sonhar connosco.

sexta-feira, 17 de março de 2006

Publicado por Desnorteada às 3:26 da tarde 1 comentários


Malmequer, bem-me-quer, malmequer, bem-me-quer, malmequer, bem-me-quer, malmequer, bem-me-quer, malmequer, bem-me-quer, malmequer, bem-me-quer, malmequer, bem-me-quer, malmequer, bem-me-quer, malmequer...

Continuo à espera...

terça-feira, 14 de março de 2006

Publicado por Desnorteada às 4:03 da tarde 2 comentários
Gostava de um dia poder dizer que vivi tudo o que tinha para viver. Gostava de dizer que cumpri o que vim cá fazer. Mas não consigo. Vivo o que posso e faço o que está ao meu alcance. Nada mais. Hoje, queria saber magia. Ter a carta certa na manga. Dominar uns truques. O meu segredo mais bem guardado seria voar até um arco-íris e ficar sentada numa das riscas, a assobiar e a baloiçar as pernas, tal e qual uma criança num parque de brincar. Hoje, gostava de me sentir com cinco anos de novo. Gostava de voltar a ser ingénua e inocente e acreditar que uma goma me pode fazer muito feliz. As gomas têm poderes especiais na infância, mas, ontem, descobri que esses poderes se vão perdendo com o tempo. Descobri também que a vida é como um saco de gomas. Tem de tudo. As doces, as ácidas, as que quase não têm sabor, as muito doces, as que nunca provamos, as que repetimos... E a vida também é assim. Sim, a vida é como um saco de gomas. Tem de tudo. Momentos bons, momentos maus, momentos que passam sem deixar marcas, momentos que queremos repetir todos os dias... Com uma única diferença, as gomas podemos escolher, os dias não conseguimos controlar e nem sempre sabemos o que eles nos trazem. Temos que os ir provando. A vida deveria saber a gomas, sim, mas só às docinhas, docinhas...

sábado, 11 de março de 2006

Publicado por Desnorteada às 6:24 da tarde 2 comentários
"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá a falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Fernando Pessoa

Nem mais... "um dia vou construir um castelo..."
Obrigada, Ana.

sexta-feira, 10 de março de 2006

ESTÁ NA HORA...

Publicado por Desnorteada às 4:48 da tarde 4 comentários


Daquela tarde parece só ter ficado o som de mais um comboio, a partir. Agora, o som do comboio é outro. Confesso que ainda espero que apanhes o comboio e viajes até mim. Mas estou cansada. Não consigo esperar mais. Entrego-me ao tempo. Este agora decide. Hoje percebo que aquela tarde foi só mais uma tarde fria, igual a tantas outras. O relógio da estação apenas marcou o tempo perdido. As dúvidas e as confusões. É como uma morada, onde um coração ficou preso a um comboio que partiu. Onde um adeus ficou preso a uma promessa. A esperança foi ficando, mas a tua demora está a fazer-me apanhar o próximo comboio. Desta vez, quem parte sou eu. Não é por preguiça ou por ser mais cómodo, mas só porque não tenho mais soluções. Dei por mim sozinha. A olhar os horários. A olhar as partidas e as chegadas. Olhei em redor e a única certeza que tive foi que não estavas ali. E por mais que lute contra o tempo esta é a única verdade que tenho. Estás, mas já não estás comigo. Cada vez fico mais certa de que nunca te conheci. Refugias-te em ti e o teu refúgio está tão longe. Nunca vais sair dele. E mais do que isso, nunca vais deixar que eu entre nele. Se ao menos eu soubesse que pensas em mim. Se ao menos eu soubesse que querias que continuasse a acreditar, voltava atrás. Acredita. Por agora, está decidido: vou seguir em frente e tentar esquecer. Vou mesmo apanhar o próximo comboio. Já arrumei um canto só teu na minha memória, porque quero guardar-te e lembrar-te como uma boa recordação. Mas é só isso. Fazes-me falta, mas não posso esperar mais. Não quero mais esperar. Estou mesmo cansada...

quarta-feira, 8 de março de 2006

Publicado por Desnorteada às 5:25 da tarde 3 comentários
So I found the reason to stay alive
Try a little harder see the other side
Talking to myself, too many sleepless nights
Try to find a meaning to this stupid life

I don't want your sympathy
Sometimes i don't know who to be

Hey, what you’re looking' for?
No one has the answer, they just want more
Hey who's gonna make it back?
This could be the first day of my life

So I found the reason to let it go
Tell you that I’m smiling' but it's too mean to grow
Will I find salvation in the arms of love?
Will it stop me searching?
Will it be enough?

I don't want your sympathy
Sometimes I don't know who to be

Hey, what you're looking' for?
No one has the answer, do you just want more
Hey who's gonna make it back?
This could be the first day of my life

The first time to really feel alive
The first time to break the chain
The first time to walk away from pain

Hey, what you're looking' for?
No one has the answer, will you just want more
Hey, who's gonna make it back?
This could be the first day of your life

Hey, what you're looking' for?
No one has the answer, they just want more (ooh, yeah)
Hey, who's gonna shine a light?
This could be the first day of my life

The first day of my life, Melanie C

Este, definitivamente, não é o meu género musical. Mas esta música tem tido um efeito qualquer sobre mim. Talvez seja só da fase pela qual estou a passar. Apenas isso. Espero! E o que me alegra é que um dia vou olhar para este dia ao rever os arquivos d' O Meu Lado B e vou perguntar: o que é que me passou pela cabeça para postar esta música? Ficarei confusa e depois chegarei à conclusão que foi com certeza um momento de loucura, daqueles que não se controlam... Estarão vocês a perguntarem-se: se já sabes isso para que é que postas? Porque sim. Porque me apetece. E porque, na décima vez que a música tocava na rádio, descubri que ainda há razões para acreditar que vale a pena esperar... mais e mais... porque afinal, quem espera sempre alcança.

terça-feira, 7 de março de 2006

Publicado por Desnorteada às 5:54 da tarde 2 comentários
Apetecia-me dizer que estou bem, mas a verdade é que estou apenas apática. Nem estou triste nem estou feliz. Estou à espera...

À espera...

À espera...

À espera de um sinal, de um gesto, de um toque, de um telefonema, de um e-mail. Qualquer coisa! Às vezes um pequeno pormenor faz toda a diferença.

Continuo à espera...

À espera...

À espera que algo aconteça para que eu possa agradecer por ter acontecido. Simplesmente.

Estou à espera...

À espera...

E, hoje, apetece-me fingir que está tudo bem. Apetece-me fingir que gosto de estar à espera...

Sempre à espera...

sábado, 4 de março de 2006

Publicado por Desnorteada às 4:28 da tarde 3 comentários


Já passei por tantos lugares que não percebo bem como é que este me marcou tanto assim. A verdade é que quando chego lá respiro bem fundo, de alívio, porque me reencontro. Na hora da despedida o coração fica sempre bem apertado. As saudades aumentam e a vontade de voltar a viver lá é imensa... Se pudesse regressar no tempo e fazê-lo parar nem sei ao certo para onde saltaria. Foram tantas as situações que gostava de reviver. Seria certamente algures nos últimos quatro meses. Disso tenho a certeza. Aprendi a lutar e a viver intensamente o que a vida me dá e isso é a melhor lição que alguma vez poderia ter tido. Descubri que a amizade é o melhor da vida e que ainda é possível amar. Foi tanto em tão pouco tempo que dói só de lembrar... Voltei, revivi e chorei. Chorei porque já não estou lá todos os dias. Chorei porque não tenho ao meu lado as pessoas de quem gosto. Chorei porque já não tenho o meu espaço... Agora sei porque me sinto só mesmo estando acompanhada. Aveiro faz-me falta!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2006

Publicado por Desnorteada às 8:39 da tarde 4 comentários
O pior do Carnaval é o dia seguinte: despe-se o fato, cai a máscara e tudo volta a ser o que era.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2006

Publicado por Desnorteada às 3:09 da tarde 1 comentários


Hoje, vou soltar o Noddy que há em mim... ;) BOM CARNAVAL!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006

Publicado por Desnorteada às 9:27 da tarde 2 comentários
Seria tão bom que tivessemos todos um destes em casa... ;)
Eu, pelo menos, não me canso de o ouvir... :D

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006

Publicado por Desnorteada às 3:36 da tarde 8 comentários
Há momentos em que cabe toda uma vida...

Um encontro. Uma despedida. Uma lágrima. Outro encontro. Um sorriso. Uma palavra. Um gesto. Uma promessa. Um olhar. Um xi bem apertado. Um passeio. Um final de tarde. Um chá. Um aconchego. Um livro. Um anoitecer. Uma dança. Uma música. Um toque. Um entrelaçar de dedos. Um desejo. Um grito. Uma zanga. Um pedido de desculpas. Uma mensagem. Um telefonema. Uma lembrança. Um jogo. Um cigarro. Uma brincadeira. Um desafio. Uma aposta. Uma fotografia. Uma confissão. Um desabafo. Um amanhecer. Um sorriso. Outro olhar. Uma espera de táxi. Uma viagem partilhada. Um beijo. E outro. E outro. E outro.

Hoje, quero lembrar. E lembrar. E lembrar outra vez. Guardar junto ao coração para não mais esquecer.

"It’s coming back so fast, that I should fake this alone. You kept me back so unthinking, that I should fake this alone. Because your breath is still in me and you shape is still around and this shallow light won’t let me go, no… Because even if you break my heart and even if you make things wrong, you will always be the one, you will always be my love. I will fight against those walls I will love against those walls, I will dream against those walls, I can lie against those walls, or even try to break those walls, I try to fly upon those walls, I can bring light to your wall again and again against those walls, I will sleep against those walls, I’ll bet my life to sing my songs…"
Wallpaper, The Gift

terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

Publicado por Desnorteada às 2:22 da tarde 2 comentários


Provavelmente, toda a gente passa por isto uma vez na vida. Deixei-me, apenas, aprender com os erros. Decidi viver a arriscar. Sem medo. E essa liberdade trouxe sacrifícios. Hoje, sinto-me muito triste. Sou facilmente magoada, facilmente usada. Tudo parece ser o que nunca foi. Estou insegura. O tempo passa mais depressa do que dou conta. Fico sem saber nada. Estamos sempre a imaginar isto e aquilo e a confundir-nos, não é? Às vezes, tenho vontade de gritar tudo numa só palavra e depois ficar calada. Mas, o melhor é mesmo não dizer nada. Por enquanto, aqui fechada, não sei encontrar a solução para tudo isto. Relego a verdade para as mãos do tempo. Ainda que me digam que ando estranha, só quero voltar a ser aquilo que era: EU. O mais grave é que nem sequer vejo o caminho a seguir.
Em dias como este só fico feliz quando chega a chuva, porque sei que vem para me lavar a alma. Sinto-me arrumada num armário velho, a ficar cheia de pó, junto a outras velharias, esquecidas há já algum tempo. E eu sou tão facilmente esquecida...
E se eu desaparecesse? Sim. E se eu desaparecesse? E se eu fugisse do armário? Se conseguisse quebrar a corrente, recuperava a minha alma, as minhas asas. Deixava de ser um pássaro em voo para lado nenhum e voltava a ter norte. Talvez conseguisse voar bem alto. Talvez conseguisse, assim, que se lembrassem que existo e ainda estou aqui. É isso! Só tenho de sair do armário...

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006

Publicado por Desnorteada às 4:23 da tarde 2 comentários
Por muito que tente, há coisas que não consigo entender. Desconfio que o tempo anda demasiado ocupado e que a vida se esqueceu que ainda ando por cá. Só preciso de um sinal. Pode ser qualquer coisa, vindo de qualquer lugar. Pode ser insignificante mas que aconteça. Um sinal como prova de que ainda respiro. Um sinal para voltar.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

TARDE DE CHUVA

Publicado por Desnorteada às 8:47 da tarde 3 comentários


Está frio. O coração está apertado. E começa a chover. Devagar. Abraço uma manta e imagino outro colo. Imagino-te, aqui, comigo. A chuva voltou como que fosse um sinal. Chora o tempo e eu choro o que teima em não chegar. Arrasto-me pela casa. Fazes-me falta! Vagueio. Pego no Viver para Contá-la de Gabriel García Marquez - o livro do momento - e tento absorver cada letrinha. Em vão. Não consigo concentrar-me. Vou então até à estante e procuro um DVD. Apetece-me rir. Escolho uma comédia romântica e caio no sofá. Lá fora, a chuva torna-se mais intensa. Perco-me na história. Penso. Sonho. Insisto em algo impossível. Sonhar é a única coisa que me resta. É que no patamar dos sonhos, tudo faz sentido. No mundo do faz-de-conta tudo é perfeito, nada se esconde e tudo parece verdadeiro. Regresso no tempo. Volto à minha história. Rio. Sinto o que tenho. E vivo o momento: vivo, intensamente, esta bela tarde de chuva.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006

BETTER TOGETHER

Publicado por Desnorteada às 9:32 da tarde 2 comentários
There is no combination of words
I could put on the back of a postcard
And no song that I could sing, but I can try for your heart
Our dreams, and they are made out of real things
Like a shoebox of photographs with sepia tone loving

Love is the answer
At least for most of the questions in my heart
Why are we here and where do we go
And how come it's so hard
It's not always easy and sometimes life can be deceiving
I'll tell you one thing
It's always better when we're together

Mmm, it's always better when we're together
Yeah, we'll look at the stars when we're together
Well, it's always better when we're together
Yeah, it's always better when we're together

And all of these moments just might find a way into my dreams tonight
But I know that they'll be gone when the morning light sings
Or brings new things for tomorrow night you see
That they'll be gone too, too many things I have to do
But if all of these dreams might find their way into my day to day scene
I'd be under the impression I was somewhere in between
With only two, just me and you, not so many things we got to do
Or places we got to be, we'll sit beneath the mango tree now

Yeah, it's always better when we're together
Mmm, we're somewhere in between together
Well, it's always better when we're together
Yeah, it's always better when we're together (mmm)

I believe in memories, they look so, so pretty when I sleep
And when I wake up, you look so pretty sleeping next to me
But there is not enough time
And there is no, no song I could sing
And there is no combination of words I could say
But I will still tell you one thing
We're better together

Jack Johnson

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006

Publicado por Desnorteada às 9:19 da tarde 11 comentários


Hoje, completava dois anos, mas quis o destino que assim não fosse. Sinto que o tempo é como um rio: nunca pára! Às vezes tenho saudades. Outras, nem por isso. Pelo que vivi, por quem conheci e, principalmente, pelo que aprendi, guardo, algures, boas recordações. Espero um dia poder olhar para trás e sorrir... Todos os dias eram lições de vida e só agora sei disso... Mais cedo ou mais tarde, serei capaz!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006

PARA PENSAR O NORTE...

Publicado por Desnorteada às 8:34 da tarde 0 comentários
Quem me conhece sabe que defendo o norte com unhas e dentes. O texto que se segue é o que sinto. Não o ponho aqui porque é bonito ou porque está bem escrito ou porque é um dos meus preferidos. Ponho-o porque é importante as pessoas reflectirem. Portugal não pode ser só Lisboa... há todo um resto que tem de começar a fazer sentido cada vez mais. Nós estamos aqui, ainda, e precisamos que se lembrem que existimos.

Porto Sentido



“Amo a cidade do Porto. (...) Ao contrário de outras pessoas, não consigo, nem quero justificar porque gosto da minha cidade. Está cá dentro. No meu coração. Mas sei que é um sentimento partilhado por milhares de anónimos. Os invejosos chamam-lhe bairrismo. É um adjectivo. Apenas isso. Não vale a pena perder tempo a explicar o que se sente. E aí está a grandeza da nossa relação com esta cidade. Mas, só o sentimento não chega. Temos de gritá-lo. Bem alto!(...)
Os sucessivos governos (e a autarquia, claro!) até podem ter feito algumas (poucas) coisas positivas (metro, Serralves, Casa da Música, requalificação urbana, modernização da Universidade de Porto), mas os resultados oficiais estão à vista: desemprego, perda de influência, falta de oportunidades, perda de competitividade, perda de poder de compra. Estas tristes realidades fazem do Porto uma excelente cidade para criar nossos filhos e morrer tranquilamente. No entretanto, existe Lisboa. Se a crise existe, ela está no Porto. E é esta a estatística. Ou seja, oficial. Há dois anos tínhamos o Mourinho para nos distrair e para nos dar algum orgulho perdido. Agora, nem isso! Não temos desafios, não sabemos bem o que queremos. Estamos quase adormecidos. Sem esperança, sem projectos. Revoltamo-nos todos os dias nos cafés, nos restaurante e nas ruas, mas recolhemos em silêncio. Estamos à espera do nosso D. Sebastião.(...)
Não temos grandes investimentos previstos. Não se criam centros de competência, nem organismo públicos na região. Os que existem ou perdem influência ou são transferidos para Lisboa. Até a nossa carismática pronúncia parece estar a desaparecer. Sempre ridicularizada por quem fala com “bués” e “muita” ou “ganda” disto ou daquilo. Até nas novelas, os nosso habitantes falam com o sotaque da capital!? Querem-nos transformar numa “delegação” de Lisboa.(...)
Temos de, no dia-a-dia, mostrar a nossa indignação e tomar algumas atitudes. Nem que seja escrever para os jornais. Ou façam o seguinte: em todos os domínios de consumo ou lazer, escolham os produtos ou empresas da vossa região. Assim, o PIB fica cá. Acreditem que um dia acaba por doer. E pode ser que passem a investir alguma coisa aqui. Ou, pelo menos, lembrarem-se que existem outras cidades. Nem que seja uma árvore de Natal (essa instituição bancária não tem sede no Porto?) na Avenida do Aliados ou o Porto/Dakar. Sei que pode parecer ridículo, mas mais ridículo é cruzar os braços. “Ousando, erramos às vezes. Não ousando, erramos sempre”.”
Nuno Ortigão in Jornal de Notícias, segunda-feira, 30 de Janeiro de 2006)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006

O QUE É PRECISO, É ACREDITAR!

Publicado por Desnorteada às 3:50 da tarde 2 comentários


O céu já esteve fechado por nuvens que não queriam desaparecer. Agora tem em si um arco-íris que me acalma… O vento que já uivou, como se me quisesse chicotear, é agora brisa que brinca comigo, que me embala… Tal como eu também o tempo andou a queixar-se... Já é demais! Ouviu, tantas noites, a minha alma, por tudo, chorar que me mandou uma mensagem para dar um novo rumo à minha vida. Essa mesma alma fala agora à lua apenas a agradecer a fantasia que se criou na minha vida... É tudo relativo: o tempo, o espaço, os sentimentos, a sorte, o azar... Tudo tão relativo! Não conheço o que aí vem, mas também não quero conhecer. Quando chegar o momento, hei-de saber vivê-lo. O importante é o aqui e o agora. Um dia de cada vez. Sem pressa de chegar. Sei lá eu se ao correr não deixo para trás as coisas boas da vida!?

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006

BONS MOMENTOS

Publicado por Desnorteada às 10:11 da tarde 3 comentários


Porque só estes valem a pena reviver, vou estar ausente por alguns dias. Prometo divertir-me. Bem preciso! E prometo regressar à blogosfera em grande...

terça-feira, 31 de janeiro de 2006

Publicado por Desnorteada às 4:53 da tarde 4 comentários


A vida não está fácil, mas dias como o de ontem fazem-me acreditar que ainda é possível ser feliz. Voltei a sorrir. Como sempre o fiz. Voltei a acreditar. É bem mais simples quando os problemas ficam para trás, quando lhes damos folga. O espírito cresce e torna-se bem mais forte. A receita? Simplesmente, a amizade, o carinho com que partilhamos os nossos segredos, medos e sonhos. É bom sonhar e é bom ter quem nos avise, de vez em quando, disso:

DON'T GIVE UP

In this proud land we grew up strong
We were wanted all along
I was taught to fight, taught to win
I never thought I could fail

No fight left or so it seems
I am a man whose dreams have all deserted
I've changed my face, I've changed my name
But no-one wants you when you lose

Don't give up
'cos you have friends
Don't give up
You're not beaten yet
Don't give up
I know you can make it good

Though I saw it all around
Never thought that I could be affected
Thought that we'd be last to go
It is so strange the way things turn

Drove the night toward my home
The place that I was born, on the lakeside
As daylight broke, I saw the earth
The trees had burned down to the ground

Don't give up
You still have us
Don't give up
We don't need much of anything
Don't give up
'cause somewhere there's a place
Where we belong
Rest your head
You worry too much
It's going to be alright
When times get rough
You can fall back on us
Don't give up
Please don't give up

Got to walk out of here
I can't take any more
Going to stand on that bridge
Keep my eyes down below
Whatever may come
And whatever may go
That river's flowing
That river's flowing

Moved on to another town
Tried hard to settle down
For every job, so many men
So many men no-one needs

Don't give up
'cause you have friends
Don't give up
You're not the only one
Don't give up
No reason to be ashamed
Don't give up
You still have us
Don't give up now
We're proud of who you are
Don't give up
You know its never been easy
Don't give up
'cause I believe there's a place
There's a place where we belong.

by Peter Gabriel with Kate Bush

Pelo dia, pelos conselhos e pelo incentivo, OBRIGADA!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

AS MANHÃS DA TV

Publicado por Desnorteada às 3:22 da tarde 2 comentários


RTP, Praça da Alegria. SIC, Fátima. TVI, Você na TV. A DOIS, Zig Zag. Não há pachorra. (Infelizmente, não tenho cabo). Não aguento mais ver as avós de Portugal, a choradeira dos casos de Fátima e a estupidez de Manuel Luís Goucha. É que não dá mesmo para compreender como é possível que aconteçam certas coisas nos programas que as grelhas das nossas televisões apresentam. As manhãs da TV portuguesa são simplesmente deprimentes. Tirando o espaço informativo da RTP das 7h30 às 10h não se aproveita nada. Mesmo o espaço infantil d' A Dois deixa a desejar...
Não sei se é por não ter muito mais para fazer e por nesse exacto momento estar de serviço na cozinha, tenho estado mais ligada à TV. Custa tanto que às vezes desespero. Ontem, por exemplo, estava um Grupo de Cantares ao Desafio n' A Praça da Alegria que fez com que todos no estúdio explodissem a rir (não era para menos!). Mudei para a SIC. O resultado não foi muito animador. Tertúlia cor-de-rosa. Afinal o SIC 10 Horas não tinha acabado? Não é um programa novo? Não consegui nem ver um bocadinho... Mudei então para a TVI. TCHIIIIIII! Mudei logo. A primeira imagem era a de um miúdo numa cadeira de rodas com graves lesões físicas e cerebrais. Tornei a sintonizar a RTP. O grupo de cantares ao desafio continuava a cantar. As gargalhadas eram mais evidente. Nada de apresentadores, inclusive. O Jorge Gabriel teve de sair de cena e quando regressou interrompeu o grupo, cantando também: "se não param, eu fico sem ordenado"... Deu-me uma ataque de riso tal que fiquei deprimida... Era tão mau que não consegui parar de rir. Rir de pena daquelas pessoas e de mim porque me estava a rir do fracasso do entretenimento português. Senhores da televisão, por favor, pensem, ou melhor, repensem o poder que têm nas mãos...

segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

Publicado por Desnorteada às 11:24 da tarde 4 comentários
É estranho viver sem regras, sem rotinas, sem horários. É estranho estar longe de quem nos quer bem, de quem gostamos. É estranho acordar sem nada para fazer e ir dormir com a sensação de que nada se fez. É estranho ter vontade de realizar mil e uma coisas e não saber como as fazer. É estranho esperar todos os dias por um sinal que teima em não chegar. É estranho querer que o tempo avance rápido na ânsia de saber o que vem por aí. É estranho lutar todos os dias numa batalha que à partida está perdida. É estranho combater os medos sem que esses não sufoquem. É estranho falar com os que ainda estão presentes, e senti-los, cada vez mais, ausentes. É estranho querer mudar e não conseguir, querer seguir e parar, querer agarrar e largar. É estranho sentir na pele que não se pertence a lado nenhum. É estranho querer estar fixa e ao mesmo tempo querer estar em vários sítios. Tudo isto é estranho. Muito estranho. Estranho mas real...

domingo, 22 de janeiro de 2006

E ALEGRE SE FEZ TRISTE

Publicado por Desnorteada às 11:14 da tarde 0 comentários
"Aquela clara madrugada que
viu lágrimas correrem no teu rosto
e alegre se fez triste como se
chovesse de repente em pleno agosto.

Ela só viu meus dedos nos teus dedos
meu nome no teu nome. E demorados
viu nossos olhos juntos nos segredos
que em silêncio dissemos separados.

A clara madrugada em que parti.
Só ela viu teu rosto olhando a estrada
por onde um automóvel se afastava.

E viu que a pátria estava toda em ti.
E ouviu dizer-me adeus: essa palavra
que fez tão triste a clara madrugada."

Manuel Alegre

sábado, 21 de janeiro de 2006

MUDANÇAS

Publicado por Desnorteada às 6:03 da tarde 3 comentários


Às vezes, a vida não nos põe no nosso caminho as melhores coisas... os caminhos mais simples. São desafios diários para ver o quanto somos fortes. Experiências para aprendermos. E, a cada dia que passa sentimos na pele os erros que cometemos, que só nos ajudam a seguir caminho... e de cabeça erguida.
Ultimamente, tenho dito muitas vezes (a mim e aos outros) que um dia ao acordar de manhã, tudo estará diferente e aí não terei mais dúvidas. Os dias que têm passado não têm sido fáceis. Há alturas em que nem sei bem como sorrir... como continuar. Mas dias como hoje fazem-me acreditar que um dia há-de estar tudo bem.
O ano está a começar. Já lá vai um mês que tudo mudou. E porque foram tantas as mudanças, quero também mudar as coisas do meu dia-a-dia. Por isso, pus mãos à obra e reformulei O Meu Lado B, para que todos os dias quando vier até cá me lembre que tudo há-de ficar bem. Tudo há-de melhorar. E, assim, passo a passo, vou renascendo com a mesma alegria de sempre.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2006

SAUDADE

Publicado por Desnorteada às 8:56 da tarde 2 comentários

quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

What A Difference A Day Made

Publicado por Desnorteada às 6:18 da tarde 1 comentários
"What a difference a day made, twenty four little hours
Brought the sun and the flowers where there used to be rain
My yesterday was blue dear
Today I'm a part of you dear
My lonely nights are through dear
Since you said you were mine
Oh, what a difference a day made
There's a rainbow before me
Skies above can't be stormy since that moment of bliss
That thrilling kiss
It's heaven when you find romance on your menu
What a difference a day made
And the difference is you, is you

My yesterday was blue dear
Still I'm a part of you dear
My lonely nights are through dear
Since you said you were mine
Oh, what a difference a day made
There's a rainbow before me
Skies above can't be stormy since that moment of bliss
That thrilling kiss
It's heaven when you find romance on your menu
What a difference a day made
And the difference is you, is you, is you"

Jamie Cullum

segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

HÁ DIAS ASSIM... MENOS BONS!

Publicado por Desnorteada às 6:46 da tarde 1 comentários


Errei tantas vezes na oportunidade que dei aos outros que já nem sei se vale mesmo a pena tentar...

quinta-feira, 12 de janeiro de 2006

E DEPOIS DO ADEUS

Publicado por Desnorteada às 9:17 da tarde 1 comentários
"Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.

Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder

Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci

E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei...

E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós"

Paulo de Carvalho, José Calvário e José Niza

terça-feira, 10 de janeiro de 2006

VIRAR DA PÁGINA

Publicado por Desnorteada às 6:39 da tarde 0 comentários


8h30. Toca o despertador. Nem quero acreditar... É tão cedo! Tem que ser, espera-me um dia ocupadíssimo. Dos antigos. Daqueles que só acabam quando caio de novo na cama. Apresso-me... Tenho de ir... Nada é como era!
Tenho de me ambientar. Espreitar. Fazer um reconhecimento. Vagueio pelas ruas da cidade. Percorro todos os cantos que um dia foram meus. Apesar das saudades, já não pertenço aqui... Nada é como era!
Tento encontrar alguma coisa, mas até as pessoas mudaram. Está tudo tão diferente! Respiro fundo. Viro a esquina na esperança de reencontrar alguém, mas... nada é como era! [Afinal, "dois anos" é muita coisa...] Páro. Respiro fundo mais uma vez. Tiro o bloco de notas só para rever o que tenho ainda para fazer. Risco o que já fiz e vêm-me à memória as coisas do passado. Sorrio. E, mesmo antes, do sorriso terminar, vêm-me à memória as coisas do presente. Da alma, descem-me as lágrimas. Surgem questões. Porquê? Porque tinha de ser assim? E porquê agora? E daquela maneira? Olho em frente, e metaforicamente, reajo assim... é, pelo menos, o que deve ser feito. Pela terceira vez, respiro fundo. Esqueço. Sinto os pés no chão. Caminho sem saber muito bem para onde ir... nada é como era!
À minha espera, tenho o mundo. Acelero o passo. Mais rápido. Cada vez mais rápido. Como que fosse apanhar o comboio do tempo. De repente, abrando. Mais devagar. Cada vez mais devagar. Perco controlo sobre o meu corpo. Tenho de viver o presente. Sem pressas. Sem medos. Saborear o que a vida me dá... Afinal, "dois anos" é muita coisa... mas já não é... foi.

sábado, 7 de janeiro de 2006

HÁ PALAVRAS QUE NOS BEIJAM

Publicado por Desnorteada às 6:03 da tarde 0 comentários
"Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte."

Alexandre O'Neill

quinta-feira, 5 de janeiro de 2006

Publicado por Desnorteada às 9:16 da tarde 4 comentários


"Nunca é demasiado tarde para ser aquilo que sempre se quis ser."
George Eliot

quarta-feira, 4 de janeiro de 2006

ELA...

Publicado por Desnorteada às 8:50 da tarde 1 comentários


... tem uma vida pela frente. Vida nova, completamente diferente, cheia de desejos e sonhos. Uma vida com objectivos traçados há já muito tempo. Não sabe ao certo o que o futuro lhe reserva. Só sabe que o presente lhe oferece um turbilhão de emoções. Um rumo desconhecido, muito longe do que ela sempre conheceu...
Persegue algo que ainda não sabe o que é. Não tem nome, não tem cheiro, não se descreve, mas preenche-lhe os dias e o pensamento. Sente-se perdida. Sente-se sem norte. Sente-se sozinha... Apetece-lhe correr, fugir... agarrar o tempo para aquecer-lhe a alma e para afuguentar-lhe os fantasmas do passado... agarrá-lo como se fosse o último tempo a que tem direito... viajar nos seus segredos e voltar... para perto. Bem perto.

domingo, 1 de janeiro de 2006

ANO NOVO, VIDA NOVA!

Publicado por Desnorteada às 3:32 da tarde 3 comentários


Chegou 2006... um ano que se advinha difícil e pesado. Para todos. Para mim começa de uma forma estranha. De regresso a casa, sem emprego, mas de bem com a vida... Descobri em pouco tempo que para tudo há solução. Pode demorar mais, mas agora acredito (mesmo) que "Deus escreve direito por linhas tortas!". Durante uma semana, entre o Natal e o Ano Novo, recebi dezenas de mensagens, mail's, por vezes repetidos, mas com o mesmo conteúdo: que o melhor de 2005, seja o pior de 2006. Este ano quero acreditar nisto... Preciso, como do ar para respirar. Sei bem que os próximos dias serão autênticas provas de fogo, a todos os níveis, em todos os aspectos... e só quero estar à altura... UM BOM ANO PARA TODOS!
 

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