terça-feira, 28 de março de 2006

Publicado por Desnorteada às 10:24 da tarde 7 comentários
- Estou diferente...
- Diferente como?
- Às vezes não me reconheço. Estou frágil, insegura, desanimada... A sério, estou mesmo diferente!
- Tens que te animar. Mostra a garra que sempre tiveste e mostra como és lutadora...
- Estou cansada. Não sei se consigo...
- Tu não és a Desnorteada. Devolve-me a Desnorteada!


Isto é um pequeno excerto de uma longa conversa com um amigo. De mais uma para me reanimarem e trazerem-me de volta para este mundo. Fez-me sorrir e fez-me também parar para pensar. Pensar não só no caos em que me encontro, mas também pensar no quanto outras pessoas têm feito por mim. E têm sido muitos. Todos os dias alguém me diz ao ouvido que vou conseguir. São tantos que até me custa não acreditar. Às vezes, esqueço o valor que tenho. Ultimamente, são raras as vezes em que não me sinto culpada. Culpo-me por demasiadas coisas. Por erros que cometi, por coisas que não deram certo, por ser facilmente esquecida, por isto e por aquilo. Mas chega! Basta! Resolvi dar um tempo ao pessimismo. Nos últimos dias não me tenho reconhecido. Eu não sou assim. Mesmo! Lá por as coisas não estarem a correr como eu quero, não quer dizer que eu não possa tirar partido delas. Há sempre qualquer coisa a aprender. E na vida há muita coisa boa. É das coisas boas da vida que quero tirar proveito. E as coisas boas da vida não são coisas. Obrigada a todos aqueles que têm estado presentes e a todos os que não me deixam desistir. Aos outros, obrigada na mesma, têm-me ajudado a crescer.

segunda-feira, 27 de março de 2006

DIA MUNDIAL DO TEATRO

Publicado por Desnorteada às 6:03 da tarde 0 comentários


Todos nós representamos na vida. Uns mais que outros é certo, mas todos nós já tentámos ser aquilo que não somos, pelo menos uma vez na vida. Hoje, comemora-se a arte do fingimento, a arte de vestir a pele doutras personagens, fazendo os outros acreditarem que não são eles mesmos, a arte de fazer rir ou chorar. O teatro, hoje, é dono e senhor do palco da vida. Um bem haja para todos aqueles que o vivem.

domingo, 26 de março de 2006

TARDE DE CHUVA II

Publicado por Desnorteada às 6:27 da tarde 2 comentários


Chove e o vento uiva, zangado, lá fora. Apesar de estarmos quase em Abril, tenho frio. Um frio que incomoda. Um frio daqueles que nos faz ter arrepios na barriga. Um frio que pede um carinho a cada minuto que passa. Estive a ler durante a tarde. Sozinha. Embrulhada numa mantinha que me aconchega o pensamento. Agora quero deixar que a escrita tome conta de mim. Gosto de me deixar voar entre letras e palavras. Bebo um pouco de chá. É de camomila. Acalma-me e provoca-me um sorriso de orelha a orelha. Lembro-te. Enrolo-me em mim própria. Sabe a pouco. Lembro-nos, juntinhos. Lembro-me de quando estavas ao pé de mim, tão perto que sentia o teu respirar no meu pescoço e um arrepio aparecia como quem não quer a coisa. Tal e qual este frio que hoje me faz sentir estranha. Lembro-me de ter a tua mão na minha mão. Lembro-me dos teus olhos quase fechados, porque o sono ia aparecendo, lentamente. Lembro-me de ficarmos a olhar um para o outro... A chuva e o vento trazem-me de novo aos dias de hoje. Recupero. Ganho forças. Tenho de continuar a minha luta. Bem sei que nada me serve andar triste ou com saudades, mas também sei que é preciso uma força de vontade muito grande, e talvez alguma ajuda. Hoje, é domingo. Sabe bem estar no sossego do lar. Mas amanhã e depois de amanhã e depois, sufoco. Se ao menos te sentisse presente. Se ao menos soubesse que ainda estás aí se precisar. Se ao menos ainda me encaixasses na tua agenda. Eu vou continuar a tentar e a lutar. Todos os dias. Sozinha. Mas era bom ter-te por perto, era bom sentir o teu ombro amigo como dantes.

sexta-feira, 24 de março de 2006

Publicado por Desnorteada às 5:34 da tarde 1 comentários
Estou em mim
Como um soldado que deserta,
Dá meia volta ao mundo
Em parte incerta.
Não sei como cheguei aqui,
Quis ser tudo...

Estou mais só do que sozinha.
Chega, mostra-me o caminho,
Leva-me para casa...

Agora, vem depressa, o tempo voa...
Só, ando às voltas, dá um nó.
Não sei como cheguei aqui,
Quis ser tudo...

Estou mais só do que sozinha
Chega, mostra-me o caminho
Leva-me para casa

O tempo voa...
O tempo voa...
Voa...

Não sei como cheguei aqui...

Leva-me P'ra Casa, Lúcia Moniz

quarta-feira, 22 de março de 2006

GGGGGGRRRRRRRRRR!

Publicado por Desnorteada às 10:21 da tarde 2 comentários
Oh pá, eu sei que os tempos não vão nada fáceis, mas porque é que as pessoas agora têm o prazer de humilhar quem precisa... Estou mesmo chateada! GGGGGGRRRRRRRRRR! Estou cansada de ouvir propostas de merda (desculpem, mas tem mesmo de ser!) e as pessoas que as estão a fazer julgarem que é a oportunidade da nossa vida. Foda-se! (desculpem, mas, acreditem, estou mesmo com as emoções à flor da pele!) Para além de ser um não atrás do outro, "parece que o mundo inteiro se uniu pra me tramar", como diz o amigo Rui Veloso. GGGGGGRRRRRRRRRR! Oh pá, a minha paciência está mesmo a esgotar-se. Não sei por onde ir. Isto de estar desempregada tem muito que se lhe diga. Dá um trabalho do caralho (desculpem mais uma vez!) procurar emprego e é preciso ter-se um estômago... Ouve-se cada cena! A sério... inacreditável! Ora tenho habilitações a mais (e eu pergunto, se estou a concorrer àquela vaga é porque estou interessada, não?), ora não preencho os requisitos, ora não respondem, ora põem anúncios enganosos e quando chegamos lá só dá vontade de espancar alguém... GGGGGGRRRRRRRRRR! Já ninguém respeita ninguém... E isto está a ficar cada vez pior! Até tenho medo do que por aí vem... Se antes ansiava todos os dias que o telefone tocasse, neste momento sempre que ele toca eu tremo. Encho-me de esperanças em cada entrevista, para depois vir de rastos para casa, atirada para o meu mundinho de "inútil". Se ao menos ainda fossemos bem tratados. GGGGGGRRRRRRRRRR! Que raiva, pá! Eu sei que o desespero não leva a nada e que a revolta faz mal e não dá bons resultados, mas estou tão cansada. Sinto-me impotente. Numa luta desigual. Sem saída. E ainda só (só, como quem diz, porque para mim parece uma eternidade!) passaram três meses. Quanto tempo mais terei de esperar?

Valha-me ao menos o meu FCPorto para me alegrar... O jogo foi da responsabilidade dos guarda-redes. E até nisso ganhámos. Ganda Baía! :D Na final já estamos... e mainada! :D
Publicado por Desnorteada às 6:09 da tarde 0 comentários
"Se tanto me dói que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na busca de um bem definitivo
Em que as coisas de Amor se eternizassem"

Sophia de Mello Breyner Andresen

segunda-feira, 20 de março de 2006

Publicado por Desnorteada às 5:57 da tarde 5 comentários
“Se gosto de ti.
Se gostas de mim.
Se isto não chega... tens o mundo ao contrário.”

O Mundo ao Contrário, Xutos & Pontapés

Dormi mal, agitada, como acontece há já vários dias. Sonhei contigo. Connosco. Queres que eu te conte? Vou fingir que disseste que sim, com aquele ar muito calmo só teu, que me deixa sempre na dúvida se estás mesmo com vontade de me ouvir ou se o fazes só para eu não amuar. Prefiro acreditar na primeira hipótese. Hoje, o sonho foi bom. Daqueles que nos faz pensar naquele sentimento sem voz e sem nome que mora dentro do nosso coração. Fiquei triste. E sabes, nunca me importei tanto com isso como hoje. Porquê? Porque no sonho partilhámos as coisas boas da vida. Rimos muito, juntos. E isso foi a maior prova de que gosto de ti. Gosto de ti porque quando me sinto feliz, gostava de correr até ti e cansar-me a contar-te porquê. Era assim no sonho. Mas já acordei. E eu não sei se é assim agora. Já reparaste o quanto me gasto em palavras? Quando acordei, percebi que as palavras, com quem brinco quase todos os dias, não me têm valido muito. A tua ausência faz-me ver isso. E em dias como este, eu só tenho uma certeza: não me importava de passar horas a escrever-te, só para te sentir meu. Era assim no sonho e tu gostavas de ler-me. O que escrevia para ti e o que escrevia só para mim. Espiavas-me os textos e sorrias. E quando eu dava contigo a sorrir porque descobrias o quão importante és para mim, limitavas-te a sorrir ainda mais para que eu jamais esquecesse o teu sorriso. Era assim no sonho. Aqui, são monólogos perdidos. Não os lês. Pelo menos que eu saiba. Nunca te apanhei a invadi-los como no sonho. Tenho andado a tentar esquecer-te a cada segundo que passa, mas acontece precisamente o contrário. Até deixei de falar contigo para ser tudo mais fácil, mas não é, parece que fica tudo mais complicado. Sinto mesmo a tua falta. Hoje, que acordei a sorrir, apenas queria poder partilhá-lo contigo, mas não tive coragem. Já não faz sentido, pois não? Porque se fizesse também tu terias vontade de partilhar as tuas vitórias comigo e isso parece estar longe de voltar a acontecer. Já não tenho direito de te chatear com as minhas coisas e tu pareces com medo de me falar. Ou então, apenas deixaste de querer fazê-lo. Hoje, sei que provavelmente terei outro sono agitado, mas sei que vou dormir melhor. Porquê? Talvez volte a sonhar connosco.

sexta-feira, 17 de março de 2006

Publicado por Desnorteada às 3:26 da tarde 1 comentários


Malmequer, bem-me-quer, malmequer, bem-me-quer, malmequer, bem-me-quer, malmequer, bem-me-quer, malmequer, bem-me-quer, malmequer, bem-me-quer, malmequer, bem-me-quer, malmequer, bem-me-quer, malmequer...

Continuo à espera...

terça-feira, 14 de março de 2006

Publicado por Desnorteada às 4:03 da tarde 2 comentários
Gostava de um dia poder dizer que vivi tudo o que tinha para viver. Gostava de dizer que cumpri o que vim cá fazer. Mas não consigo. Vivo o que posso e faço o que está ao meu alcance. Nada mais. Hoje, queria saber magia. Ter a carta certa na manga. Dominar uns truques. O meu segredo mais bem guardado seria voar até um arco-íris e ficar sentada numa das riscas, a assobiar e a baloiçar as pernas, tal e qual uma criança num parque de brincar. Hoje, gostava de me sentir com cinco anos de novo. Gostava de voltar a ser ingénua e inocente e acreditar que uma goma me pode fazer muito feliz. As gomas têm poderes especiais na infância, mas, ontem, descobri que esses poderes se vão perdendo com o tempo. Descobri também que a vida é como um saco de gomas. Tem de tudo. As doces, as ácidas, as que quase não têm sabor, as muito doces, as que nunca provamos, as que repetimos... E a vida também é assim. Sim, a vida é como um saco de gomas. Tem de tudo. Momentos bons, momentos maus, momentos que passam sem deixar marcas, momentos que queremos repetir todos os dias... Com uma única diferença, as gomas podemos escolher, os dias não conseguimos controlar e nem sempre sabemos o que eles nos trazem. Temos que os ir provando. A vida deveria saber a gomas, sim, mas só às docinhas, docinhas...

sábado, 11 de março de 2006

Publicado por Desnorteada às 6:24 da tarde 2 comentários
"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá a falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Fernando Pessoa

Nem mais... "um dia vou construir um castelo..."
Obrigada, Ana.

sexta-feira, 10 de março de 2006

ESTÁ NA HORA...

Publicado por Desnorteada às 4:48 da tarde 4 comentários


Daquela tarde parece só ter ficado o som de mais um comboio, a partir. Agora, o som do comboio é outro. Confesso que ainda espero que apanhes o comboio e viajes até mim. Mas estou cansada. Não consigo esperar mais. Entrego-me ao tempo. Este agora decide. Hoje percebo que aquela tarde foi só mais uma tarde fria, igual a tantas outras. O relógio da estação apenas marcou o tempo perdido. As dúvidas e as confusões. É como uma morada, onde um coração ficou preso a um comboio que partiu. Onde um adeus ficou preso a uma promessa. A esperança foi ficando, mas a tua demora está a fazer-me apanhar o próximo comboio. Desta vez, quem parte sou eu. Não é por preguiça ou por ser mais cómodo, mas só porque não tenho mais soluções. Dei por mim sozinha. A olhar os horários. A olhar as partidas e as chegadas. Olhei em redor e a única certeza que tive foi que não estavas ali. E por mais que lute contra o tempo esta é a única verdade que tenho. Estás, mas já não estás comigo. Cada vez fico mais certa de que nunca te conheci. Refugias-te em ti e o teu refúgio está tão longe. Nunca vais sair dele. E mais do que isso, nunca vais deixar que eu entre nele. Se ao menos eu soubesse que pensas em mim. Se ao menos eu soubesse que querias que continuasse a acreditar, voltava atrás. Acredita. Por agora, está decidido: vou seguir em frente e tentar esquecer. Vou mesmo apanhar o próximo comboio. Já arrumei um canto só teu na minha memória, porque quero guardar-te e lembrar-te como uma boa recordação. Mas é só isso. Fazes-me falta, mas não posso esperar mais. Não quero mais esperar. Estou mesmo cansada...

quarta-feira, 8 de março de 2006

Publicado por Desnorteada às 5:25 da tarde 3 comentários
So I found the reason to stay alive
Try a little harder see the other side
Talking to myself, too many sleepless nights
Try to find a meaning to this stupid life

I don't want your sympathy
Sometimes i don't know who to be

Hey, what you’re looking' for?
No one has the answer, they just want more
Hey who's gonna make it back?
This could be the first day of my life

So I found the reason to let it go
Tell you that I’m smiling' but it's too mean to grow
Will I find salvation in the arms of love?
Will it stop me searching?
Will it be enough?

I don't want your sympathy
Sometimes I don't know who to be

Hey, what you're looking' for?
No one has the answer, do you just want more
Hey who's gonna make it back?
This could be the first day of my life

The first time to really feel alive
The first time to break the chain
The first time to walk away from pain

Hey, what you're looking' for?
No one has the answer, will you just want more
Hey, who's gonna make it back?
This could be the first day of your life

Hey, what you're looking' for?
No one has the answer, they just want more (ooh, yeah)
Hey, who's gonna shine a light?
This could be the first day of my life

The first day of my life, Melanie C

Este, definitivamente, não é o meu género musical. Mas esta música tem tido um efeito qualquer sobre mim. Talvez seja só da fase pela qual estou a passar. Apenas isso. Espero! E o que me alegra é que um dia vou olhar para este dia ao rever os arquivos d' O Meu Lado B e vou perguntar: o que é que me passou pela cabeça para postar esta música? Ficarei confusa e depois chegarei à conclusão que foi com certeza um momento de loucura, daqueles que não se controlam... Estarão vocês a perguntarem-se: se já sabes isso para que é que postas? Porque sim. Porque me apetece. E porque, na décima vez que a música tocava na rádio, descubri que ainda há razões para acreditar que vale a pena esperar... mais e mais... porque afinal, quem espera sempre alcança.

terça-feira, 7 de março de 2006

Publicado por Desnorteada às 5:54 da tarde 2 comentários
Apetecia-me dizer que estou bem, mas a verdade é que estou apenas apática. Nem estou triste nem estou feliz. Estou à espera...

À espera...

À espera...

À espera de um sinal, de um gesto, de um toque, de um telefonema, de um e-mail. Qualquer coisa! Às vezes um pequeno pormenor faz toda a diferença.

Continuo à espera...

À espera...

À espera que algo aconteça para que eu possa agradecer por ter acontecido. Simplesmente.

Estou à espera...

À espera...

E, hoje, apetece-me fingir que está tudo bem. Apetece-me fingir que gosto de estar à espera...

Sempre à espera...

sábado, 4 de março de 2006

Publicado por Desnorteada às 4:28 da tarde 3 comentários


Já passei por tantos lugares que não percebo bem como é que este me marcou tanto assim. A verdade é que quando chego lá respiro bem fundo, de alívio, porque me reencontro. Na hora da despedida o coração fica sempre bem apertado. As saudades aumentam e a vontade de voltar a viver lá é imensa... Se pudesse regressar no tempo e fazê-lo parar nem sei ao certo para onde saltaria. Foram tantas as situações que gostava de reviver. Seria certamente algures nos últimos quatro meses. Disso tenho a certeza. Aprendi a lutar e a viver intensamente o que a vida me dá e isso é a melhor lição que alguma vez poderia ter tido. Descubri que a amizade é o melhor da vida e que ainda é possível amar. Foi tanto em tão pouco tempo que dói só de lembrar... Voltei, revivi e chorei. Chorei porque já não estou lá todos os dias. Chorei porque não tenho ao meu lado as pessoas de quem gosto. Chorei porque já não tenho o meu espaço... Agora sei porque me sinto só mesmo estando acompanhada. Aveiro faz-me falta!
 

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