quinta-feira, 27 de abril de 2006

Publicado por Desnorteada às 4:14 da tarde 2 comentários
Never is a promise

You’ll never see the courage I know
Its colors’ richness won’t appear within your view
I’ll never glow - the way that you glow
Your presence dominates the judgements made on you

But as the scenery grows, I see in different lights
The shades and shadows undulate in my perception
My feelings swell and stretch; I see from greater heights
I understand what I am still too proud to mention - to you

You’ll say you understand, but you don’t understand
You’ll say you’d never give up seeing eye to eye
But never is a promise, and you can’t afford to lie

You’ll never touch - these things that I hold
The skin of my emotions lies beneath my own
You’ll never feel the heat of this soul
My fever burns me deeper than I’ve ever shown - to you

You’ll say, don’t fear your dreams, it’s easier than it seems
You’ll say you’d never let me fall from hopes so high
But never is a promise and you can’t afford to lie

You’ll never live the life that I live
I’ll never live the life that wakes me in the night
You’ll never hear the message I give
You’ll say it looks as though I might give up this fight

But as the scenery grows, I see in different lights
The shades and shadows undulate in my perception
My feelings swell and stretch, I see from greater heights
I realize what I am now too smart to mention - to you

You’ll say you understand, you’ll never understand
I’ll say I’ll never wake up knowing how or why
I don’t know what to believe in, you don’t know who I am
You’ll say I need appeasing when I start to cry
But never is a promise and I’ll never need a lie

Fiona Apple

segunda-feira, 24 de abril de 2006

Publicado por Desnorteada às 10:30 da tarde 2 comentários
Tic – Tac, Tic – Tac, Tic – Tac, Tic – Tac. O relógio no meu pulso marca o passo. Relembra-me todos os dias que o tempo não pára. Voa. Relembra-mo mesmo quando me esqueço disso. Cada segundo. Eu pensei que passasse. Que fosse só uma fase. Daquelas que duram um par de semanas, mas depois acabam por desaparecer. Não passou. Continuo à espera de qualquer coisa. À espera dum futuro que teima em não chegar.
Tic – Tac, Tic – Tac, Tic – Tac, Tic – Tac. Cada segundo que passa. Mais uma hora. Fico-me com os meus planos. Objectivos. Sonhos. Mais nada. Só ideias, palavras e imagens que flutuam na minha cabeça. Só caprichos e vontades que abusam de mim. Sem nunca se concretizarem. Sem que me satisfaçam. Se eu não estivesse tão cansada de esperar, de lutar em vão, até me dava ao luxo de chorar. Mas isso já passou. Já chorei que chegue. Já chorei o que tive, o que tenho, o que quero ter e o que nunca terei.
Tic – Tac, Tic – Tac, Tic – Tac, Tic – Tac. Mais um dia. Penso no que fui, no que sou, no que quero ser. No que quero ter. Ainda. E é tão pouco. Sinto-me cansada. Recordo o que já fiz e tento perceber se há algo mais que possa fazer. Ouço os ponteiros a dançar. Ouço o tempo a passar. Uma espécie de aviso. Foi mais um dia que passou. E eu aqui. Sempre. À espera...

domingo, 23 de abril de 2006

Publicado por Desnorteada às 7:52 da tarde 4 comentários


CAMPEÃO NACIONAL 2005/2006

terça-feira, 18 de abril de 2006

Publicado por Desnorteada às 6:15 da tarde 2 comentários
Ouço o telefone a tocar. Corro para atender. És tu. Mandas-me um beijo. Não me consigo concentrar. Respiro fundo para retomar a calma. Procuras em mim algo que ambos não conseguimos explicar. Estás com saudades de mim e eu não consigo ocultar que sinto o mesmo por ti. Mas não o dizes, eu adivinho-o. Os ponteiros esquecem-se de andar e ficamos apenas um para o outro. As palavras começam a fazer sentido e dão origem a um silêncio que evitamos. Aos poucos, a minha alma, dorida de saudade, encontra o alento que ansiava. Estás mesmo ali ao pé. A chamar por mim. Sorrio. Sorris. Sorrimos. Abraçamo-nos, ainda que não fisicamente, num abraço que eu quero eterno. As nossas mãos brincam ao mesmo ritmo. Sinto-o. Só a lua testemunha a nossa história. Uma insensatez ou um sonho. Há promessas por cumprir mas sei que nada vai mudar. Não me sinto nem capaz de pensar no que é. No que foi. Não quero. Torna-se sempre mais fácil não pensar, para não sentir. É assim que fazes e eu já percebi. Finalmente, entendi a mensagem. A história parece ficar por aqui. Assim, perdida no tempo. É que agora falta muita coisa. Falta tempo. Falta vontade. Faltas tu. Falto eu. Falta tudo. Está na minha cabeça e no meu coração, mas é parte do passado.

sábado, 15 de abril de 2006

Publicado por Desnorteada às 8:21 da tarde 1 comentários
Já que o Pai Natal me faltou, conto com o Coelhinho da Páscoa. Vamos lá ver se este não me engana e se se lembra de mim...



UMA BOA PÁSCOA!

quinta-feira, 13 de abril de 2006

Publicado por Desnorteada às 2:37 da tarde 4 comentários
A vida é como um puzzle. Tem várias peças. Nós somos a do meio e depois existem muitas outras que encaixam na perfeição. Os amigos são assim. Peças que nos vão completando. Dia após dia. Com um carinho, uma palavra, um gesto.
Às vezes achamos que todas as partidas que a vida nos prega são más, mas não... às vezes são bem boas. Ontem tive a primeira festa surpresa da minha vida. Foi preciso fazer 26 aninhos para alguém mentir e esconder a toda a hora só para me ver sorrir. E foram tantos os cúmplices... Faltou muita gente porque a semana não é a melhor e porque a distância não permitiu que todos conseguissem estar comigo. Mesmo assim, correu tudo muito bem. Aos que estiveram presentes física e espiritualmente, MUITO OBRIGADA!
Eu andava desconfiada, mas achei sempre que era demasiado “cota” para me fazerem uma coisa destas. Só faltaram mesmo os balões e os palhaços... (hihihihihihi) Houve tempo para tudo. Foi um fartote de surpresas. Um fartote de coisas boas. Senti-me uma criança. E foi tão bom. Até estava disposta a cantar no karaoke... Íamos brilhar com o Amanhã de Manhã d’ As Doce, mas “roubaram-nos” a música. (hihihihihi) Mas o ponto alto da noite foi quando me chamaram ao palco para me dedicarem o Parabéns a Você. Ia morrendo de vergonha... (hihihihihihihi) Enfim... Garanto a todos que jamais esquecerei esta noite. Fizeram-me acreditar que ainda é possível ser feliz. Podemos não ter tudo o que queremos nem estar sempre com quem queremos, mas temos de saber aproveitar o que temos no dia-a-dia. É sempre possível! Lição Apre(e)ndida. :)

terça-feira, 11 de abril de 2006

Publicado por Desnorteada às 9:44 da tarde 8 comentários
Às vezes sinto-me especial. Hoje, é um desses dias. Tenho a sorte de poder comemorar o aniversário durante dois dias inteirinhos... Hoje e amanhã.

PARABÉNS A MIM! :D

quarta-feira, 5 de abril de 2006

Publicado por Desnorteada às 9:59 da tarde 1 comentários
Passeio dos prodígios

Vamos lá contar as armas
tu e eu, de braço dado
nesta estrada meio deserta
não sabemos quanto tempo as tréguas vão durar...

há vitórias e derrotas
apontadas em silêncio
no diário imaginário
onde empilhamos as razões para lutar!

Repreendo os meus fantasmas
ao virar de cada esquina
por espantarem a inocência
quantas vezes te odiei com medo de te amar...

vejo o fundo da garrafa
acendo mais outro cigarro
tudo serve de cinzeiro
quando os deuses brincam é para magoar!

Vamos enganar o tempo
saltar para o primeiro combóio
que arrancar da mais próxima estação!
Para quê fazer projectos
quando sai tudo ao contrário?
Pode ser que, por milagre,
troquemos as voltas aos deuses

Entre o caos e o conflito
a vontade e a desordem
não podemos ver ao longe
e corremos sempre o risco de ir longe demais

somos meros transeuntes
no passeio dos prodígios
somos só sobreviventes
com carimbos falsos nas credenciais...

Vamos enganar o tempo
saltar para o primeiro combóio
que arrancar da mais próxima estação!
Para quê fazer projectos
quando sai tudo ao contrário?
Pode ser que, por milagre,
troquemos as voltas aos deuses

Vamos enganar o tempo...

Jorge Palma

segunda-feira, 3 de abril de 2006

UMA PROVA DE COMO POSSO SER MÁ... MUITO MÁ!

Publicado por Desnorteada às 6:08 da tarde 5 comentários


Esta pantufa de carne e osso agora põe-se assim sempre que quer mimos. Pousa o focinho no colo e olha-nos assim com este ar de cachorrinho abandonado... Normalmente só resultava com o meu pai. Agora, ele já descobriu que sou incapaz de lhe negar uns mimos e faz isso todos os dias. Vem como quem não quer a coisa e depois fica assim até a nossa mão escorregar até à sua barriguinha para algumas cócegas. É que para estar deitadinho no chão de perninhas para o ar bastam uns segundos. Depois é ver o rabo a abanar para demonstrar o estado de alegria e de conquista... Mas, hoje, fez das dele. Foi para o jardim esconder um osso e quando veio para o meu colo vinha cheio de terra. Só me apercebi quando lhe pus a mão. Gritei com ele e mandei-o para bem longe. Ele encolheu-se e olhou para mim com um ar como quem diz: “Ouve lá, não ‘tou a perceber esse teu mau feitio! Eu só quero mimos...” Depois deitou-se e engoliu em seco. Sim, descobri que é o que ele faz quando faz asneiras. Engole em seco e vira o focinho para o lado como quem não está a perceber porque lhe estamos a passar um raspanete. Também não fui capaz de lhe negar uns mimos. Pensei: ele não fez por mal. Então, sentei-me ao pé dele a limpar-lhe o focinho e lá lhe fiz umas cócegas. Em jeito de agradecimento, sabem o que ele fez? Pôs as suas patas sujas nos meus ombros e lambeu-me a cara toda. Estão a imaginar o que me apeteceu fazer-lhe, não estão? Só pensei: Artur, é desta que tu levas uma tareia que nunca mais te esqueces! Mas não... Acalmei e pensei: vou vingar-me. Pus então toda a minha maldade a trabalhar. Uns segundos depois, gritei: já sei, vou dar-lhe banho. Sim, é isso. E com um ar de poucos amigos, arrastei-o e dei-lhe um bom banho. Ele não gosta nada. Ele não gosta e eu assim vinguei-me. Foi o castigo dele. Sou ou não sou má? (hihihihihihi!)

sábado, 1 de abril de 2006

Publicado por Desnorteada às 10:02 da tarde 3 comentários
São raros os dias que não me lembre de ti. Ultimamente, pouco ou nada sei de ti. Há já muito tempo que não te vejo e as lembranças chegam muitas vezes. Mas lembrar não é mau. Não. Gosto de regressar ao passado. Afinal, é tão recente. É bom voltar. Sempre que o faço reorganizo as ideias. E da última vez cheguei a uma conclusão: eu gostava de gostar de ti, agora já não sei. Sim, é verdade. Antes, gostava de gostar de ti. Agora não sei. Gosto de ti, mas já não sei se gosto de gostar de ti. Tenho saudades. Saudades de ir tomar café contigo. Saudades de estar horas a falar contigo. Saudades de ler uma mensagem tua. Saudades de acordar de madrugada com uma provocação tua. Saudades de me “irritar” contigo. Saudades de te ler. Saudades de te ver sorrir. Saudades de te ouvir. Saudades de te ver, apenas. Saudades de procurar no teu olhar um alento. Saudades de um abraço forte. Saudades das palavras amigas. Saudades do teu “dorme bem”. Saudades das confidências, minhas e tuas. Saudades dos teus medos. Saudades dos teus “segredos”. Saudades de teres tempo para mim. Gosto de ti, a sério. Tu sabes. Eu sei que sabes. Gosto de ti não por causa de quem és, mas por causa de quem sou agora, depois de te ter conhecido. Gosto de ti, mas já não sei se gosto de gostar de ti. Não sei se devo continuar a gostar de gostar. Tenho andado tão bem estes últimos dias. Tão bem disposta. Com uma força que me nasceu do nada. Às vezes até fico com medo. Chegas a mim como alguns mais. Como todos aqueles com quem gosto de partilhar o bom e o mau da vida. Apenas. O resto? O resto está entregue ao tempo...
 

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