domingo, 28 de maio de 2006

Publicado por Desnorteada às 5:43 da tarde 1 comentários

The Kiss, Gustav Klimt

Estás sem estares. Sempre. Mesmo em silêncio estás em mim quando preciso. Agora, sei disso. Agora percebo... Agora, conheço-te!

quarta-feira, 24 de maio de 2006

Publicado por Desnorteada às 11:43 da manhã 3 comentários
Ando preocupada. Acho mesmo que tenho um problema. Estou viciada no meu telemóvel. Se toca fico super feliz e nem percebo muito bem porquê - quase nunca é pela pessoa que está do outro lado. Se não toca, passo as horas a olhar para ele à espera que as luzinhas se acendam. É uma aflição constante. Um querer enorme. Muitas vezes, sinto-me triste porque ele foi apenas um objecto inanimado que não serviu para mais nada se não uma companhia quieta e muda. Estou mesmo preocupada. Será que existe uma associação para viciados no telemóvel? É que basta uma mensagem para querer mais e mais e mais. Basta um simples toque para ficar eufórica. Eu não consigo tê-lo desligado...

E não é só o telemóvel. É o computador também. Passo horas na internet. Ou nos blogs, ou a ler os jornais, ou a fazer pesquisas, ou a escrever ou no MSN. Sim, esse monstro que nos liga ao mundo. Estou completamente dependente. Sinto-me estúpida por isto. Não consigo passar um único dia sem espreitar quem está lá. Não duvido que é uma ferramenta essencial nos dias de hoje, mas o sentimento de dependência que sinto faz-me sentir um bocado desconfortável. É certo que me ajuda a falar com as pessoas que tanto me fazem falta e que estão longe. Há alturas que é mesmo o ponto de encontro para reencontros. E talvez seja essa a razão. Talvez seja por isso que gosto tanto de estar ligada. É que sinto uma necessidade indescritível de estar ligada. Está a tornar-se um vício cada vez maior. Um vício que não consigo controlar. E eu que odiava computadores...

Estou mesmo muito precupada. Ontem, um amigo disse-me que eram "sintomas de carência afectiva". Será? É que a confirmar-se faz-me sentir ainda mais estranha. Também, se for mesmo isso, as novas tecnologias sabem a pouco. É que não me satisfazem! Tanto o telemóvel como o computador não substituem um olhar, um toque, um miminho, um abraço, um beijo. Podem ser uma aproximação, mas não é a mesma coisa. Nunca.

Será que preciso de ajuda?

segunda-feira, 22 de maio de 2006

Publicado por Desnorteada às 6:29 da tarde 3 comentários
“Podemos começar por qualquer lado que tanto faz. Havemos de chegar lá. Não me perguntes onde. Quando chegarmos saberás. Agora é cedo para perguntar.”
Pedro Paixão in Muito, Meu Amor

Aconteça o que acontecer... Um dia de cada vez... Sem pressas...

quinta-feira, 18 de maio de 2006

Publicado por Desnorteada às 5:57 da tarde 5 comentários
As palavras nunca são suficientes, pois não?

segunda-feira, 15 de maio de 2006

Publicado por Desnorteada às 4:08 da tarde 5 comentários
Se não és o meu porto de abrigo, corta os laços que me unem a ti e deixa-me respirar...
Se não me queres junto a ti, deixa-me sentir a liberdade... deixa-me voar para longe de ti... deixa-me sentir livre de nós...
Se não pensas sequer em mim, leva tudo contigo... todas as lembranças...
Vai e esquece tudo a partir de agora... sem culpas... esquece as promessas...

Mas...

Se queres ser o meu cais, afinal, pede-me desculpa pelos dias que passo sem ti, pelas noites que passo acordada e pelas lágrimas que já chorei...
Se ainda me queres um bocadinho que seja, grita-me aos ouvidos que te preocupas comigo, que tens saudades minhas e admite que a tua decisão foi a menos acertada...
Se ainda é possível, pede-me desculpa. Basta isso. Surpreende-me...

domingo, 7 de maio de 2006

Publicado por Desnorteada às 9:32 da tarde 3 comentários


A tentar dar um rumo à minha vida... até breve!

quinta-feira, 4 de maio de 2006

Publicado por Desnorteada às 5:51 da tarde 5 comentários
Tenho uma vontade enorme de imensas coisas e não tenho vontade de nada ao mesmo tempo. E sinto-me ridícula por me sentir assim. Quero cuspir o que me sufoca a alma, mas só consigo guardar tudo algures no meu peito. É que não sou capaz... não sou capaz... não sou capaz...

segunda-feira, 1 de maio de 2006

Publicado por Desnorteada às 11:26 da tarde 1 comentários
Bem sei que a vida não pode avançar com base no passado, mas ultimamente são as recordações do que já vivi que me fazem seguir caminho. As palavras têm-me falhado, por isso deixo-vos as de outros. Façam delas as minhas.

A Severa foi-se embora,
O tempo pra mim parou,
O passado foi com ela,
Para mim não mais voltou.

As horas pra mim são dias,
As horas pra mim são dias,
Os dias pra mim são anos,
Recordação é saudade,
Recordação é saudade,
Saudades são desenganos.

Ó tempo volta pra trás,
Traz-me tudo que eu perdi,
Tem pena e dá-me a vida,
A vida que eu já vivi.

Ó tempo volta pra trás
Mata as minhas esperanças vãs,
Vê que até o próprio sol
Volta todas as manhãs,
Vê que até o próprio sol
Volta todas as manhãs.

Porque será que o passado
E o amor são tão iguais?
Porque será que o amor
Quando vai não volta mais?

Mas para mim a Severa,
Mas para mim a Severa,
É o eco dos meus passos,
Eu tenho a saudade à espera,
Eu tenho a saudade à espera,
Que ela volte prós meus braços.

Ó tempo volta pra trás
Traz-me tudo que eu perdi
Tem pena e dá-me a vida
A vida que eu já vivi

Ó tempo volta pra trás
Mata as minhas esperanças vãs,
Vê que até o próprio sol
Volta todas as manhãs,
Vê que até o próprio sol
Volta todas as manhãs.

António Mourão/Manuel Paião
 

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