quinta-feira, 29 de junho de 2006

Publicado por Desnorteada às 4:34 da tarde 10 comentários
Hoje, olhei-me ao espelho e não me reconheci. Senti-me estranha. Como nunca me tinha alguma vez sentido. Cansada. Vazia. Sem qualquer resposta para as mil e uma perguntas que faço todos os dias ao acordar e, inevitavelmente, ao deitar. Que caminho escolher e onde ir? Vale a pena o esforço? Será recompensado? Por vezes penso que não. Outras há em que me sinto recompensada pelas experiências de vida que vou tendo. Viver é um dom, mas não se vence sem uns golpes de sorte... e eu nunca tive muita sorte. É triste quando nos apetece estar como uma avestruz, de cabeça enterrada na areia. Sem quês, nem porquês! Com vontade de desistir. Há dias assim. Que batemos bem lá no fundo. E hoje é um dia em que não quero estar assim. Porque nunca fui assim. Nunca me conheci assim. Sempre de lágrima no olho. Sem conseguir controlar as emoções. Sensível. Melhor, “super-hiper-mega-sensível”. Mimada. Sempre a fazer beicinho e a pedir mimos. Estou farta. Estou exausta. Tão exausta que me tenho esquecido que só tenho 26 anos e preciso de viver. Um dia, quando for grande, quererei ser tudo menos tão exigente comigo mesma. Há coisas que não compensam. Ser como uma avestruz é uma delas! Quero renascer. Quero voltar a ser quem era. Quero voltar para mim. Ser eu outra vez. Como sempre.

A música na bússola sonora é para me acompanhar o estado de espírito. Esta tem um poder especial sobre mim e faz-me sorrir de cada vez que a ouço. Leva-me a bons momentos da vida! :)

quinta-feira, 22 de junho de 2006

EM SILÊNCIO...

Publicado por Desnorteada às 12:13 da manhã 13 comentários
És como uma música. Vai-se aprendendo a letra, o ritmo e a melodia. Aos poucos. E quando já se sabe quase de cor, toca-nos sempre de maneiras diferentes. Está sempre connosco. Nos nossos ouvidos. Na nossa boca. No nosso corpo. Sempre presente. E quando não a ouvimos, imaginamo-la. A melodia. O som. O que nos faz sentir. A vontade de dançar que nos cresce ao primeiro acorde. Sim, és como uma música. Daquelas que não nos saem da cabeça. E, por isso, tenho saudades daquilo que ainda não vivemos, sabes? Preciso de ti. Eu sei que mesmo longe me abraças. E mesmo distante estás comigo. Quando fecho os olhos, sinto o teu toque, sinto a tua mão na minha e os teus olhos nos meus. Num jeito só teu. Em silêncio. Também desconfio de ti, sabes? Muito. Muito mesmo. Mas, não te consigo esquecer. Desconfio de ti. Desconfio de mim. Desconfio de nós. É bom demais para ser verdade. Bate demasiado certo, percebes? Penso em tudo. Neste nada que temos vivido. Neste todo que têm sido estes últimos meses. Penso em ti. E naquilo que és. Preciso tanto de ti. De nós. Gosto tanto de ti. A sério. Como nunca pensei gostar de alguém. Eu acredito. Porque não? Penso eu. Acredito nesse teu sentimento de silêncios. Um sentir que não precisa de palavras, nem de gestos, nem de nada. O mais importante, ainda que em silêncio, está contigo. Comigo. Guardado junto ao peito. E, embora não possamos dizê-lo sempre, nós somos especiais. Sei que me entendes. Afinal, tu procuras-me neste silêncio. Tu ensinaste-me a vivê-lo. A percebê-lo. A aceitá-lo. Como um jogo. Estranho. Um jogo que gostamos de jogar. Perigoso, mas aliciante: eu digo, tu consentes. Porque “quem cala, consente”, não é? E no meio, este silêncio. Um silêncio só nosso. Ambos jogamos, transparentes, mas cada um à sua maneira. O importante é o jogo continuar... E esta é a razão para acreditar. Acreditar em ti e em mim. Em nós. Ainda.

quinta-feira, 15 de junho de 2006

Publicado por Desnorteada às 10:07 da tarde 0 comentários
"Tornei-me uma figura de livro, uma vida lida. O que sinto é (sem que eu queira) sentido para escrever que se sentiu. O que penso está logo em palavras, misturado com imagens que o desfazem, aberto em ritmos que são outra coisa qualquer. De tanto recompor-me destruí-me. De tanto pensar-me, sou já meus pensamentos mas não eu."
Fernando Pessoa in Livro do Desassossego

sábado, 10 de junho de 2006

Publicado por Desnorteada às 8:21 da tarde 5 comentários
Ando a tentar reencontrar-me... tenho saudades de mim!
 

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