segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Publicado por Desnorteada às 5:41 da tarde 3 comentários

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

"MENINA-MULHER"

Publicado por Desnorteada às 11:27 da tarde 11 comentários
Passamos a vida inteira a querermos ser grandes e só quando o somos percebemos que é tão bom ser criança. Cresci. Todos os dias me apercebo, cada vez mais, disso. E como tenho desejado ser menina outra vez... Quando não sentia um aperto no coração por não saber o que a vida me vai oferecer amanhã, quando dormia um soninho descansado sem que as dúvidas me atormentassem, quando acordava sempre com vontade de rir e não com vontade de voltar a adormecer porque não tenho o que quero, não estou com quem quero nem onde quero. Apercebi-me que estou ligeiramente diferente. Sou uma mulher com sonhos de menina. Ora cheia de medo e assustada ora forte e determinada . Ora alegre ora triste. Ora cansada ora cheia de vida. Ora rabugenta ora encantadora. Ora ciente do que quero ora confusa e sem orientação. Sou uma “menina-mulher” com os sentimentos à flor da pele. Não encontro o ponto de equilíbrio. Vou vivendo numa montanha russa de emoções. Mas não é mau. Não. Sou assim. Apenas, isso. Sou assim: umas vezes mulher, outras, ainda menina!

terça-feira, 22 de agosto de 2006

Publicado por Desnorteada às 7:22 da tarde 4 comentários

domingo, 20 de agosto de 2006

COISAS SIMPLES...

Publicado por Desnorteada às 7:52 da tarde 3 comentários
Ontem, fui ver o jogo da Supertaça. O Porto ganhou ao Vitória de Setúbal com três golos lindos e trouxe a 15ª taça para casa. Em 28, nada mau! Fiquei contente. Diverti-me imenso. Talvez das cervejas que bebi, talvez por já não estar assim há tanto tempo: solta, leve, descontraída, sem os pensamentos em rodopio... Um jogo em família, mas divertido. Aliás, descobri que ver futebol com o meu irmão e o meu pai pode ser mesmo muito engraçado. Lembrei-me de ti algumas vezes. Lembrei-me que, também, nunca chegamos a ver um jogo juntos. Nem sei se algum dia o vamos fazer... Não que pense muito nisso, ultimamente. Aos poucos a vida mostra-me que seguimos caminhos diferentes. Pelo menos, por agora. E o mesmo aconteceu hoje. Tive a mesma sensação quando estava a pintar as unhas. Pus-lhes outra cor. Um tom escuro. Apeteceu-me. Há muito que não o fazia, porque este verniz me leva até ti. É o mesmo que tinha a última vez que pude andar contigo de mãos dadas na rua, que pude sentir o teu toque, o teu beijo. Só o tinha feito um dia, exactamente, para te lembrar. Mas, hoje, ironicamente, só apareceste depois de as ter prontas. Olhei as mãos e sorri com saudade. Saudade de um tempo que é, cada vez mais, passado. Nunca disseste se achavas piada à cor que ponho nas unhas e talvez nunca o venhas a dizer... Talvez nunca mais repetiremos o que fizemos, nem nunca faremos aquilo que ficou por fazer. E houve tanta coisa que ficou por fazer... Estes “nuncas” que o presente me vai dando, vão-te pondo longe de mim e de nós. Não que isto me incomode. Hoje não! Talvez amanhã... não sei! Sou tão inconstante no que te diz respeito. Mas, estas coisas tão simples da vida desligam-me os “complicómetros”. Por momentos. Tenho aprendido a lidar com a tua ausência, e até me tenho saído bem... Não posso procurar mais quem não quer ser encontrado, não é? Agora, é a minha vez... tu sabes onde estou. O tempo voa e eu não posso gastá-lo numa espera redutora, que não me leva a lado nenhum. Se as coisas tiverem de acontecer, o futuro o dirá! E não há mais nada que eu possa fazer...

quarta-feira, 16 de agosto de 2006

...

Publicado por Desnorteada às 1:44 da tarde 7 comentários
Acordei eram oito e tal da manhã. Acordei com a chuva a bater na minha janela. Senti frio. Encolhi-me. E fiquei assim: parada, a tentar enganar o sono e o corpo. Fiquei assim, uns segundos. Fechei bem os olhos. Resisti, uns minutos, mas apenas os suficientes para me aperceber que já era de manhã e que o verão resolveu ir de férias. Estava mesmo frio. Abri os olhos, outra vez, bem devagarinho, e aconcheguei-me nos lençóis. Estava num cantinho da cama e percebi que esta era enorme para mim. Encolhi-me, mais uma vez. Olhei à volta, rebolei na cama e fiquei ali. Primeiro, a esfregar o nariz, depois, a esticar o corpo. Uma perna, depois outra, depois os braços, e depois o corpo inteiro. É tão bom espreguiçarmo-nos! Ouvi o meu cão a ladrar, em jeito de “Bom dia!”. Estava tudo na mesma. Um novo dia, mas igual ao de ontem. Ou quase. Lembrei-me que adormeci à espera de uma surpresa tua. Qualquer coisa vinda de ti. Mas nada. Já não me surpreendes. Já não te deves sequer lembrar de mim. Como dantes. E eu já sabia que um dia ia ser assim... Reparei que a janela deixava passar uma luz. Não ouvia nenhum ruído. Que silêncio! Um silêncio de casa vazia, estranhamente completa e minha. De repente, a chuva interrompeu-me as memórias. Procurava algumas razões, mas não consegui chegar a lado nenhum. Estava ali, acordada. Cedo. Muito cedo, para quem não tinha nada na agenda para cumprir. Fiquei ali, a alienar-me dos outros, do tempo e de mim mesma. A ouvir-me, como se não fosse eu. Entretanto, passara uma hora. Saí da cama. Levantei-me. E já de pé, olhei em redor e pensei em voz alta: mais logo, mais uma vez, dormirei sozinha na minha cama grande...

sexta-feira, 11 de agosto de 2006

FÉRIAS II!

Publicado por Desnorteada às 6:20 da tarde 6 comentários


Finalmente, sinto-me em férias. Ando estranhamente calma e de bem com a vida. Os dias na praia, logo pela manhã, têm-me feito muito bem. O mar, o silêncio, apenas quebrado pelo bater das ondas, o sol, o "não fazer nenhum" típico do mês de Agosto, a minha música e os livros que tenho devorado têm-me dado uma outra perspectiva. As ideias estão quase no lugar. A cabeça está quase arrumada. Estou a iniciar uma outra fase da vida. Não sei se melhor ou pior, ou por quanto tempo vou conseguir estar tão bem. Mas, pelo menos, por agora, quero aproveitar e pensar um pouco mais em mim. Deixar de estar presa às lembranças do passado e viver no presente que também pode ser muito bom. Está mais que na hora...

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

Publicado por Desnorteada às 12:41 da manhã 6 comentários
"A distância no amor é como o vento nos incêndios...




... ateia os fortes e apaga os fracos."

domingo, 6 de agosto de 2006

FÉRIAS I!

Publicado por Desnorteada às 11:11 da tarde 3 comentários


Hoje, ao despedir-me de mais uma tarde de praia, foi esta a imagem que guardei. E lembrei-me que nunca vi o pôr-do-sol contigo. E talvez nunca o venha a fazer... Tenho tentado passar os dias sem ti. Sem me lembrar de nós e no que poderíamos ter sido. Tento ignorar-te. Evito-te. Fujo de ti. E, no entanto, consegues vencer-me. Sempre... Estás em mim. Em tudo o que faço. Em tudo o que leio. Em tudo o que vejo. Em tudo o que sonho...

Porque é que ficou em mim tanto de ti? Porquê?

quinta-feira, 3 de agosto de 2006

QUEBRAMOS OS DOIS

Publicado por Desnorteada às 9:39 da tarde 1 comentários
Eu a convencer-te que gostas de mim,
Tu a convenceres-te que não é bem assim.
Eu a mostrar-te o meu lado mais puro,
Tu a argumentares os teus inevitáveis.

Eras tu a dançares em pleno dia,
E eu encostado como quem não vê.
Eras tu a falar para esconder a saudade,
E eu a esconder-me do que não se dizia.

Afinal...
Quebramos os dois afinal.
Quebramos os dois...

Desviando os olhos por sentir a verdade,
Juravas a certeza da mentira,
Mas sem queimar de mais,
Sem querer extingir o que já se sabia.

Eu fugia do toque como do cheiro,
Por saber que era o fim da roupa vestida,
Que inventara no meio do escuro onde estava,
Por ver o desespero na côr que trazias.

Afinal...
Quebramos os dois afinal.
Quebramos os dois afinal.
Quebramos os dois afinal.
Quebramos os dois...

Era eu a despir-te do que era pequeno,
Tu a puxar-me para um lado mais perto,
Onde se contam histórias que nos atam,
Ao silêncio dos lábios que nos mata.

Eras tu a ficar por não saberes partir,
E eu a rezar para que desaparecesses,
Era eu a rezar para que ficasses,
Tu a ficares enquanto saías.

Não nos tocamos enquanto saías,
Não nos tocamos enquanto saímos,
Não nos tocamos e vamos fugindo,
Porque quebramos como crianças.

Afinal...
Quebramos os dois afinal.
Quebramos os dois afinal.
Quebramos os dois...

É quase pecado que se deixa.
Quase pecado que se ignora.

Toranja

terça-feira, 1 de agosto de 2006

FÉRIAS!

Publicado por Desnorteada às 9:21 da tarde 2 comentários


Este é o primeiro ano que escrevo em Agosto. Esta é a primeira vez que não fazia sentido não o fazer. Este ano não tenho férias, ou melhor, estou de férias há demasiado tempo... Férias são sinónimo de descanso, mas confesso: estou fartinha de descansar. É estranho estar toda a gente a combinar as férias e eu não conseguir aproveitar este tempo. Um tempo vazio. Um tempo sem vontades. Tenho ido à praia. Desde pequenina que a praia é muito especial. Adoro o mar, o sol e paz de um dia de praia com pouca gente. E têm sido assim os meus dias. Mas, este ano, não consigo tirar proveito. São meses a mais. Parada. Não consigo tirar proveito das manhãs e tardes calmas, de papo para o ar, ao sol. Não consigo tirar proveito dos mergulhos no mar. Não consigo tirar proveito de um dia-a-dia sem rotinas. A minha pele já tem o tom dourado que habitualmente aparece nos meses quentes do ano, mas é só. Só o tom da minha pele me faz acreditar que estou a tentar ter férias. Tenho um excesso de ideias e sentimentos a pairar sobre a minha cabeça. Objectivos por atingir, promessas por cumprir e muitos, muitos projectos inacabados. Os mesmos de há um ano. As mesmas coisas e as mesmas pessoas. O tempo avançou, mas a vida parece ter ficado algures por aí...
 

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