segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

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Publicado por Desnorteada às 5:41 da tarde 5 comentários
Não posso dizer que 2007 foi mau [tenho alguma sorte nos anos ímpares]. Foi um ano de altos e baixos. De bons e maus momentos. E tenho aprendido com o tempo que nem tudo na vida tem de ser muito bom nem muito mau. Os dias são equilibrados e quem tem de os colorir é cada um de nós. Percebi, por isso, que esta instabilidade que 2007 me deu transformou o ano num ano equilibrado:

Janeiro trouxe-me um novo projecto profissional, um carro e o medo de conduzir; Fevereiro deu-me muito trabalho; Março aproximou-nos... o longe fez-se perto e nós conseguimos encurtar a distância; Abril deu-me o Pico (a personagem fictícia do meu primeiro conto infantil - um conto escrito a seis mãos que é o primeiro de muitos, espero!) e é o mês em que festejamos mais um aniversário, trocamos beijos e cumprimos promessas... o primeiro fim começa aqui; Maio chegou com a mágoa e com muitas confusões... para além disso, comemorei mais um título do FCPorto e ultrapassei o medo da estrada; Junho foi o mês em que fiquei sem auto-rádio... a sensação que tive ao ser assaltada foi horrível... a mesma que senti quando me quiseram despedir; em Julho tive os piores dias da minha vida, mas também o melhor de ti... de nós! [Obrigada pelas "sessões de psicologia"]; com Agosto chegaram as férias... BARCELONA foi inesquecível - "Una vida es poco para mi!"; Setembro regressei ao desemprego... começou a luta que ainda mantenho... foi um mês marcado por reencontros e esperança! O "grão de areia" será sempre relembrado; Outubro levou-me até à SUÉCIA, DINAMARCA E INGLATERRA - uma viagem a três que espero repetir! -, mostrou-me o melhor e o pior de ti e obrigou-me a tomar a decisão mais difícil da minha vida... os pontos finais são sempre muito complicados de gerir!; Novembro, o primeiro mês sem ti... marcado pelo silêncio; por último, em Dezembro fui tia... com a chegada da minha sobrinha é impossível não sorrir...

E com um ano tão recheado não posso senão dizer que espero ter um 2008, pelo menos, parecido com este. Por tudo o que descrevi, o balanço é muito positivo, ainda que não acabe o ano da maneira que gostava... O próximo ano é par e admito: tenho medo. Mas, os "Mayas e afins" dizem que os nativos de Carneiro vão ter um ano excelente... assim o espero! ;)


recados para orkut

domingo, 23 de dezembro de 2007

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Publicado por Desnorteada às 12:01 da tarde 5 comentários
glitter graphics

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Divagações II*

Publicado por Desnorteada às 11:02 da tarde 4 comentários
Fujo. De ti e de nós. Fujo para não me magoar mais. Escondo-te sempre que gostava que me desses a oportunidade que dizes já teres dado... Passo por cima da vontade que tenho em poder estar contigo, de contar-te histórias (as minhas e as dos outros) e dizer-te para não teres medo porque vai correr sempre tudo bem. Ai, como gostava de poder dizer-te o que sinto ao ouvido e pegar nas tuas mãos para que sintas como o meu coração bate depressa sempre que falas comigo. Gostava de ter-te frente a frente comigo e que me pedisses, olhos nos olhos, para lembrar os momentos que passámos juntos... para me lembrar sempre de ti e continuar a acreditar... porque um dia o meu amor por ti vai ser suficiente para ficarmos juntos! Ai, como gostava que essa “máscara que tens usado” caísse para que eu conseguisse entender-te! Para que eu tivesse forças para continuar a sonhar com os beijos de boa noite e os abraços apertados. Porque não abres o coração e me deixas entrar nele para te fazer feliz? Volta atrás... diz-me que recupere a coragem para acreditar em nós e continuar a lutar por ti... Volta atrás!! Diz que, afinal, te enganaste e que é a mim que queres... dá-me a dose de coragem que preciso para para não ficar aninhada, encolhida, em mim. Volta atrás...

sábado, 8 de dezembro de 2007

Ariana*

Publicado por Desnorteada às 6:20 da tarde 10 comentários


Nasceu ontem às 21h15. Pesa 2,92Kg e mede 48 cm. É a menina mais bonita que já alguma vez vi... Sou a tia mais babada do mundo!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

carta ao Pai Natal*

Publicado por Desnorteada às 10:46 da tarde 2 comentários
Querido Pai Natal,

bem sei que já não sou pequenina, mas mesmo assim vou arriscar. Não quero muita coisa e como acho que me portei bem este ano, acho que mereço, pelo menos, a tua atenção. De qualquer forma, apresento-te as minhas sinceras desculpas se achares que isto é um abuso. Então, para 2008:

- Gostava de poder continuar a aprender a ser jornalista, mas se não for possível que venha alguma coisa na área. Importa é que me ponhas no sapatinho o emprego...

- Gostava de ter a oportunidade com aquela pessoa que tu sabes... aquele teimoso que se fecha a sete chaves e não deixa entrar ninguém, sabes Pai Natal?!? Gostava de ter a oportunidade que ele diz já ter dado, mas se não for possível ao menos que não nos esqueçamos um do outro. Importa é que a amizade perdure...

- Gostava de ter por perto todos os meus amigos... que eles estivessem sempre comigo. Mas se não for possível, que consigamos estar pelo menos as mesmas vezes que estivemos este ano. Importa é que se matem as saudades...

- Gostava que a minha família continuasse bem, e se não for possível que tenhamos todos força para ultrapassar os problemas com um sorriso nos lábios. Importa é que continuemos unidos...

Por último,

- Gostava de ter a mesma coragem para aguentar o 2008 como tive que suportar partes do 2007, mas se não for possível que seja porque em 2008 não vou ter de enfrentar doses de desânimo. Importa é que me deixes continuar a ser eu...

Para quem nunca pediu muito, achas que estou a pedir demais?! (envergonhada)

Aahhh! E já agora, gostava de poder viajar tanto como em 2007, mas se não for possível que consiga pelo menos conhecer um sítio novo, fora ou dentro do país. Importa é que viva outras culturas, outras pessoas, outros "mundos"...

Beijinhos, Pai Natal
Um Bom Ano e uma boa distribuição ;)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

amor combate*

Publicado por Desnorteada às 11:13 da tarde 2 comentários

eu quero estar lá quando tu tiveres de olhar para trás...
sempre quero ouvir aquilo que guardaste para dizer no fim...
eu não te posso dar aquilo que nunca tive de ti, mas não te vou negar a visita às ruínas que deixaste em mim.
se o nosso amor é um combate então que ganhe a melhor parte.
o nosso amor é um combate...
o nosso amor é um combate...
o nosso amor é um combate...

o chão que pisas sou eu...
(...)
o nosso amor morreu quem o matou fui eu.
o chão que pisas sou eu...
(...)
se o nosso amor é um combate...
o nosso amor é um combate...
(...)

Linda Martini

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Publicado por Desnorteada às 11:03 da tarde 2 comentários
Hoje custou-me levantar. Tive preguiça. Aliás, acordei e perguntei a mim mesma: o que raio vou fazer fora da cama?! E fiz esta pergunta inúmeras vezes, repetidamente. Ao abrir os olhos reparei que, ali, no meio dos lençóis, não havia nada nem ninguém que me fizesse chorar. Apeteceu-me mesmo ficar escondida o resto do dia. Enroscar-me em mim e nada mais... Mas, a vida não pode ser vivida assim: a fugir. O efeito avestruz não nos leva a lado nenhum. Rolei pela cama uma, duas, três vezes no máximo, e saltei para mais um dia... Sentei-me por breves minutos para tentar estruturar uma agenda vazia – síndroma de quem teve sempre muito para cumprir. Arrastei-me até à cozinha e tomei um café. Desta vez, um café de verdade, com a calma com que se deve beber um café. Com uma calma que me fez ter tempo para olhar para mim, que me fez lembrar, ponderar, olhar em redor e viajar um bom bocado... viajar no tempo e viajar por dentro. E descobri que tenho imensas razões para querer sair da cama, porque esta viagem me levou a lugares só meus... daqueles que foi bom ter conhecido e que são bons recordar. E pelo menos nestes instantes senti que nem tudo está perdido e que a coragem ainda consegue invadir o meu corpo...

sábado, 24 de novembro de 2007

Publicado por Desnorteada às 5:51 da tarde 3 comentários
Estranho
do Lat. extraneu

adj.,
desconhecido;
que não é usual;
curioso, singular;
extraordinário;
anormal;
descomunal;
admirável;
censurável;
repreensível;
impróprio;
livre;
isento;
arredio;
esquivo;

s. m.,
estrangeiro;
que é de fora.
(in Priberam)

Estranho é uma palavra estranha por si só...

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Publicado por Desnorteada às 9:45 da tarde 2 comentários
"O tempo que passa não passa depressa.


O que passa depressa é o tempo que passou."
Vergílio Ferreira

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

BEM-VINDO, INVERNO!

Publicado por Desnorteada às 10:19 da tarde 5 comentários
Finalmente, apareceu. Eu, ao contrário de muita gente, fico feliz. Eu gosto do Inverno. Do frio. De estar em casa enroscada numa mantinha e ouvir a chuva e o vento zangados do lado de fora. Gosto de aquecer as mãos na caneca quente do meu chá de camomila. Gosto de vestir roupa quente. Gosto dos cachecóis e dos gorros. [Dá-me a sensação que estou a ser abraçada!]. Gosto de caminhar por entre as folhas às cores no chão, deixadas pelo Outono. Gosto de correr e sentir o frio entrar na minha pele. Gosto de lembrar-me como aquecem duas mãos quando se unem. Gosto de lembrar os abraços. Gosto de lembrar como juntos dois corpos encontram algum conforto. Eu gosto do Inverno. Por tudo isto e porque sempre me deu coisas boas, sempre me fez sorrir... Por incrível que pareça é nesta época do ano, e ainda que os dias sejam mais cinzentos, que a minha vida ganha alguma cor. E posso dizer que, apesar de tudo, este ano o Inverno vai fazer-me sorrir novamente... dentro de alguns dias (ou horas apenas!) nasce a minha sobrinha. Motivo mais que suficiente para amar o Inverno. Por isso, fico feliz quando me apercebo que o frio já chegou... e que veio para ficar. Porque são estes dias que me fazem voltar a acreditar que o preto e branco da minha vida pode ir-se embora... um dia. Eu gosto do Inverno. Ponto final.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Big Girls Don't Cry - Fergie

Publicado por Desnorteada às 11:31 da tarde 2 comentários

The smell of your skin lingers on me now
You're probably on your flight back to your home town
I need some shelter of my own protection baby
To be with myself and Center, Clarity
Peace, Serenity

I hope you know, I hope you know
That this has nothing to do with you
It's personal, myself and I
We've got some straightening out to do
And I'm gonna miss you like a child misses their blanket
But I've got to get a move on with my life
It's time to be a big girl now
And big girls don't cry
Don't cry
Don't cry
Don't cry

The path that I'm walking
I must go alone
I must take the baby steps 'til I'm full grown, full grown
Fairytales don't always have a happy ending, do they?
And I foresee the dark ahead if I stay

I hope you know, I hope you know
That this has nothing to do with you
It's personal, myself and I
We've got some straightening out to do

And I'm gonna miss you like a child misses their blanket
But I've got to get a move on with my life
It's time to be a big girl now
And big girls don't cry

Like the little school mate in the school yard
We'll play jacks and UNO cards
I'll be your best friend and you'll be mine Valentine
Yes you can hold my hand if you want to
'Cause I want to hold yours too
We'll be playmates and lovers and share our secret worlds
But it's time for me to go home
It's getting late, dark outside
I need to be with myself and Center, Clarity
Peace, Serenity

I hope you know, I hope you know
That this has nothing to do with you
It's personal, myself and I
We've got some straightening out to do
And I'm gonna miss you like a child misses their blanket
But I've got to get a move on with my life
It's time to be a big girl now
And big girls don't cry
Don't cry
Don't cry
Don't cry

(Não gosto da Fergie... não gosto da música dela... mas este tema mexe comigo. Talvez seja pelo momento que atravesso... talvez seja pelo simples facto de a ouvir 50 mil vezes ao dia e pensar sempre na letra... é daquelas que nos fazem andar a cantar a toda a hora...)

domingo, 11 de novembro de 2007

Divagações...

Publicado por Desnorteada às 10:34 da tarde 7 comentários
Sorri por dentro no dia em que me apercebi apaixonada por ti, sabes? No dia em que tive certeza absoluta que gostava de ti. Eu, tu, duas cervejas e um papel verde com o teu nome. Lembras-te? Eu sei que és bom com datas, por isso, tenho a certeza que sim. Esse dia foi muito importante para mim. A rua estava cheia de gente. Estava um frio de rachar. Eu tremia. Não de frio, mas por não saber o que dizer a seguir. Deixaste-me sempre completamente à deriva. Tu e mais as tuas piadas, que sempre soubeste dizer... Ali, naquele momento, percebi que já eras fundamental. Que não eras só mais um amigo. Senti-me vulnerável, frágil e insegura. Acredita, não queria que acontecesse. Eu sabia que ia magoar-me. Pensei durante algum tempo que estava a confundir as coisas, mas nessa noite percebi que não. Talvez, tivesse sido mais fácil se não fossemos já amigos. Podia ter-te mostrado o que sentia, naquele dia, sem proteger o que quer que fosse. Talvez tivesse sido mais acertado... Mas não. Guardei para mim, já não te queria perder... já não o podia fazer. E só descansei quando to disse. Quando te ganhei, ainda que por breves momentos...
Hoje, olho para trás e nem sei bem como é que to disse e como consegui fazê-lo. E lembro que esta luta continua. Diferente, mas continua... Acho que fizemos e fazemos tudo errado. Começamos tarde. Começamos quando tudo acabou. E, agora, começa a ser difícil gerir o que sentimos. O que sentimos no passado e o que sentimos, agora, no presente. “Só” isso. Esta ausência imposta, quase que obrigatória, é tão estranha... gostamos tanto um do outro e acabamos por nos magoar tanto.
Tenho andado a pensar em como te tornaste importante na minha vida... e se não falar contigo é mesmo a solução... Pensei em agir assim para custar menos, mas não custa nem mais nem menos... Custa, simplesmente!

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

MUITO OBRIGADA...

Publicado por Desnorteada às 6:59 da tarde 6 comentários
... pelas

20 000
visitas.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Publicado por Desnorteada às 11:29 da manhã 5 comentários
Este menino merece ser o assunto do post de hoje...

Primeiro, porque teve a mesma ideia do que eu ao ver o jogo de ontem do FCP - Marselha... Peço desculpa Menphis-Child pelo atrevimento, mas vou transcrever exactamente o que escreveste porque eu não diria melhor:

"Devemos encarar os problemas na vida como o golo do Sektioui: pegamos nele, enfrentamos com peito feito, cheios de confiança, saltamos por cima, passamos pelo meio das dificuldades, deitámos o último obstáculo e arrumamos o assunto com convicção, mesmo que isso possa doer a muita gente."
Só acrescento, ninguém nos parava! ;)

Depois, tenho de responder ao desafio que ele me lançou no cantinho dele - o desafio da página 161. Eu não sei se consigo uma frase mais "bonita e cheia de força e esperança" do que aquela que transcrevi... Mas... ;)

Comecei a ler A Bruxa de Portobello de Paulo Coelho. A quinta frase reza assim:

"Você transforma-se num canal, ouve-se a si própria, surpreende-se com o que é capaz."

Agora, passo a 5 amigos bloggers, para que a corrente não se quebre... Só têm de transcrever no vosso blog a quinta frase completa da página 161 do livro que tiverem mais perto...

manhoso - porque a tua leitura é sempre de bom gosto... ;)
covinhas - vamos ver o que andas a ler... ;)
imca - porque és o meu ídolo ;)
coccinella - porque me lanças sempre desafios... ;)
tiago - porque não tens nada a perder... ;)

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Publicado por Desnorteada às 10:36 da tarde 2 comentários
Tiago Bettencourt tem um novo trabalho. Já todos vocês sabem que acho este senhor um grande escritor... é um grande músico, mas acima de tudo, adoro a sua escrita. Ele sabe o que dizer para nos chegar ao coração. "O Jardim" é simplesmente perfeito... Com os Mantha, Tiago Bettencourt leva-nos para vários recantos... aqui, o caminho para espreitarem alguns dos temas. Dos 14, elejo 4: a Canção Simples com Sara Tavares, O Lugar, Outono e O Jogo... Deixo-vos a letra da que mais mexe comigo.

O JOGO
Mais um dia em vão no jogo em que ninguém ganhou
Dá mais cartas, baixa a luz e vem esquecer o amor
És tu quem quer, sou eu quem não quer ver que tudo é tão maior aqui
Está frio demais para apostar em mim

Vê que a noite pode ser tão pouco como nós
Neste quarto o tempo é medo e o medo faz-nos sós
És tu quem quer mas eu só sei ver que o tempo já passou e eu fugi
Que aqui está frio demais para me sentir...
Mas queres ficar...


Tudo o que é meu é tudo o que eu não sei largar
Queres levar tudo o que é meu e tudo o que eu não sei largar...
Vem rasgar o escuro desta chuva que sujou
Vem que a água vai lavar o que me dói
Vem que nem o último a cair vai perder...

Tudo o que é meu é tudo o que eu não sei largar

Queres levar tudo o que é meu e tudo o que eu não sei largar...
Vem rasgar o escuro desta chuva que sujou
Vem que a água vai lavar o que me dói

Vem que nem o último a cair vai perder...
Não... Não vai perder... Não vai perder!
Tiago Bettencourt e Mantha

domingo, 4 de novembro de 2007

Publicado por Desnorteada às 4:56 da tarde 2 comentários
Estar sozinha num domingo faz-me pensar... esta solidão domingueira reforça o provérbio: “o coração tem razões que a própria razão desconhece”. Sinto-me só, vazia e incompleta. É um estado de espírito ao qual me vou habituando, sem saber ao certo se é bom ou mau, mas difícil de descrever... de pôr em palavras. Estar só deixa-me um travo amargo nos dias... deixa-me a ansiar por mais coisas que teimam em não chegar. Prendo-me a tudo em demasia para me encontrar e quando perco esse tudo dói. Estar só ao domingo faz-me pensar nas decisões tomadas... nos caminhos que segui e nas saídas possíveis. O passado não se rescreve, eu sei. Não volta mais. Mas será que as opções que tomei são as correctas?! Será que não há, de facto, outra solução?! Nem sempre é simples pôr esta solidão em palavras... nem a solidão nem os sentimentos. Talvez porque há sentimentos que uma vez em palavras só nos fazem doer. E é essa vontade de pôr os sentimentos em palavras que, hoje, me faz estar só. Não sei se deveria ter caído no silêncio, se não deveria ter esquecido essa vontade de pôr cá fora o que sentia e o que ainda sinto. Às vezes, o silêncio pode mesmo ser de ouro... basta saber lidar com ele e não deixar que a tal vontade de pôr tudo em palavras ocupe o seu lugar. Porque o silêncio conforta... e as palavras são demasiado complicadas e só atrapalham. E eu sei que o silêncio teria sido a saída mais fácil. Porque a decisão está tomada e os sentimentos já são palavras. Palavras que invadiram o nosso silêncio. Este silêncio que já não é partilhado, que magoa, faz chorar e que ninguém vai quebrar... Este silêncio que só nos faz estar mais sós. É, estar sozinha num domingo faz-me pensar...

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

DANÇAR

Publicado por Desnorteada às 3:21 da tarde 0 comentários
v. int.,
mover o corpo cadenciadamente, em geral ao som compassado da voz ou de instrumento
de música;
girar;
rodopiar;
mover-se;
saltar;

(in Dicionário Língua Portuguesa)

Dançar é isto e muito mais... é alegria, é sorrir, é mostrar-nos vivos e de bem com a vida. Eu adoro dançar, sem saber fazê-lo muito bem. Adoro dançar até cair. Até que os músculos do corpo doam. Pela madrugada dentro. Adoro... e tenho de recomeçar a fazer isto mais vezes... ;)

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

UM PARÊNTISIS...

Publicado por Desnorteada às 4:39 da tarde 5 comentários
(Hoje, resolvi falar um pouco sobre mim... este cantinho nasceu para eu fazer aquilo que não faço todos os dias... falar do que não posso falar... ser como realmente sou. Mostrar aquilo que sou e que sinto, ainda que o tenha de esconder perante os outros e a vida.
Reli alguns dos meus textos e a ideia com que fiquei é que sou uma mulher triste... cheia de sonhos, mas triste. Acabo por deixar aqui os piores momentos da minha vida... aqueles que me fazer sentir viva, sim, mas que me magoam. Aqueles momentos que doem só de pensar...
Gostava que soubessem – todos vós que ainda vêm aqui ler o que escrevo – que esta é só uma parte de mim... aquela que não revelo... aquela que escondo aos que convivem comigo diariamente. Que é só minha. Que está dentro de mim... Eu sou uma mulher cheia de força e coragem e que tem dado sempre volta aos problemas, mas a vida tem-me posto demasiadas vezes à prova. E como lá fora tenho de ser eu... aqui, ponho a nu todas as minhas fraquezas... é só isso! Ultimamente, tenho tido alguns percalços... e é mais difícil sorrir... principalmente, n’ O Meu Lado B onde posso exprimir o que me vai na alma e no coração. Eu consigo abstrair-me dos problemas e dar boas gargalhadas... mas essas não fazem com que eu consiga preencher uma folha em branco. Há quem diga que a tristeza é a melhor fonte de inspiração... e talvez seja isso que se passa comigo.Tenho o dom de não saber manter as pessoas junto a mim... perco-as muito facilmente. E nem sei bem porquê. Alguns de vós acompanham este meu lado há algum tempo e não quero que me vejam como uma chata, “cinzentona” e que não sabe fazer outra coisa senão lamentar-se. Espero que já saibam ler as entrelinhas. Por trás de todas estas palavras tristes e amarguradas, com sonhos pelo caminho, existe uma mulher normal que não é mais que uma menina que sonha em ser feliz todos os dias.)

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Publicado por Desnorteada às 3:23 da tarde 2 comentários


Diz-se que a idade dos porquês se vive entre os três e os quatro anos. A minha pergunta é: então, por que raio é que estou a vivê-la aos 27?

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

DE VOLTA À REALIDADE

Publicado por Desnorteada às 10:53 da tarde 2 comentários
O mal das viagens é o regresso... o que tem de bom tem de mau também.
Depois de uns dias pelo sul da Suécia estou de volta à minha vida e ao meu dia-a-dia... o que não me deixa muito motivada, mas é o que tenho.
Em cinco dias vivi mais do que nos últimos meses. Conhecer outras realidades é o que a vida tem de melhor. Andei por Malmö, Bästad e Halmstad - com passagens por Gotemburgo e Lund - na Suécia, dei um pulo até Copenhaga e no regresso ainda espreitei Londres. Foram dias frenéticos e com muitos quilómetros a pé, de comboio, de carro e de avião, mas valeu a pena. É bom sairmos do nosso meio para descobrir outras pessoas, outros costumes, outras formas de viver...
Numa palavra: ADOREI!

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Publicado por Desnorteada às 3:10 da tarde 2 comentários
Vou ali ser feliz um bocadinho e já venho... ;)

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Publicado por Desnorteada às 3:45 da tarde 0 comentários
Negação

s. f.,

acto de negar;
nega;
inaptidão;
falta de vocação;
falta ou carência de alguma coisa;
recusa;
rejeição;
- de si mesmo: abnegação, renúncia.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Publicado por Desnorteada às 10:10 da tarde 4 comentários
Há alguns anos, nem sei bem há quantos, encontrei um texto numa revista, que já nem me lembro qual, que mexeu comigo. Guardei-o por ser bonito, por estar bem escrito... não sei. Sei que mexeu muito comigo. Lembro-me que quando o li, pensei: “Nunca senti isto por ninguém!”. Hoje, encontrei-o e reli-o. Entendi, finalmente, a mensagem... percebi que podia ter sido escrito por mim... percebi que podia ter sido eu a inventar este jogo de palavras...

“Tenho um jogo que quero jogar contigo. E se eu descontruísse a tua personalidade? Se me limitasse a repetir mentiras ao teu ouvido de tal forma que elas se tornassem a tua verdade? Tens consciência de que há diferentes verdades para cada um de nós, não tens? Tens consciência que o azul que eu vejo é diferente do que tu vês e que o sabor de canela é distinto para cada um de nós, não tens? E se eu te repetisse mentiras de forma constante, de forma séria e credível, até que acreditasses serem essas as palavras a mais pura das verdades? Ficarias sereno à espera que tudo voltasse ao normal? Ou adoptarias um novo estilo de vida e tentarias adaptar-te, mesmo não acreditando?
E se eu te dissesse para não saltares, cantares ou dançares? E que a tua voz não é bem-vinda para o que te rodeia? E se eu te ordenasse que sejas o que detestas, que sejas o que não és, que saboreies o que não gostas? E se eu te obrigasse a esquecer as coisas que desejas, as pessoas que amas, os sonhos que te invadem a noite? E se eu até o sonho te roubar? Se te proibir de dormir, te obrigar a ficar acordado a olhar o vazio, sem poderes pensar em nada? Terias medo? Vontade de gritar? E se eu te tirasse a voz? Se quisesses gritar e não conseguisses? Talvez me dissesses que o ódio é o alimento do futuro, não era? O único sentimento capaz de crescer, de ficar cada vez maior, até que tudo o resto fosse consumido e apenas nós existíssemos, a gritar para o infinito, neste vértice de ódio e loucura, não era?
E se eu te jurasse que o amor não existe? Se jurasse tantas vezes que o amor não existe, acreditavas? E se depois de te desconstruir a alma, depois de te apresentar tantas mentiras que parecem verdades, te largasse no teu mundo? Ficarias assustado? Lutarias com unhas e dentes para regressar à tua realidade? Ou irias para casa e ficarias fechado no teu quarto encolhido sobre ti mesmo, tentando perceber? Sem querer sentir outra vez aqueles cheiros, que te trazem recordações que anseias serem outra vez realidade? Ou esquecer que eles alguma vez existiram? Serias capaz de ficar consciente de que és apenas parte do que podias ser? Que és infeliz apesar de todas as aparências e de todas as recompensas falsas?
Esperneavas? Revoltavas-te? Apesar do medo, corrias para fora do casulo que construí, agora, em teu redor? Não, não acredito que o fizesses... Apenas, descobrias que o amor existe e é afinal a única redenção. Descobrias que uma simples carícia era capaz de te construir outra vez, te devolvia a personalidade. Descobrias que uma só palavra era capaz de te fazer abandonar o mal e que um beijo te fazia esquecer de que tens medo do escuro e te permite sentir as coisas com verdade...”

Sim, fazes-me falta!

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Publicado por Desnorteada às 4:19 da tarde 5 comentários

A vida deveria ser sempre assim: doce e colorida!

terça-feira, 2 de outubro de 2007

HAJA PACIÊNCIA!

Publicado por Desnorteada às 4:58 da tarde 4 comentários
Que a sociedade não é justa, já toda a gente sabe. Não estou aqui a contar novidade nenhuma. Aliás, este post é só mais um desabafo. O novo Código Penal pôs em liberdade algumas dezenas de pessoas. Pessoas essas que mataram, roubaram e violaram. Pessoas essas que deveriam estar a pagar pelos crimes que cometeram e não misturarem-se na rua com os inocentes que na volta um dia ficam sem a liberdade que merecem porque essas mesmas pessoas lha tiram. Pessoas essas que a maior parte das vezes nem à polícia se têm de apresentar. Isto choca-me! Deixa-me insegura e revoltada. Mas, mais revoltada ainda, fico quando me obrigam a apresentar de 15 em 15 dias na Junta de Freguesia para me darem uma folha que comprove a minha situação de desemprego. Quer dizer, os que matam, roubam e violam andam à solta e em paz e sossego; eu e todos os que querem arranjar trabalho, têm de arranjar tempo para perder tempo para deslocar-se à Junta de Freguesia para que se reconheça que afinal estamos (mesmo) desempregados. A situação não é agradável. Sentir que somos inúteis e que não temos oportunidade para pormos em prática aquilo que sabemos fazer é o pior estado em que podemos viver. Ainda hoje as notícias provam que houve um aumento de 7,5% para 8,3% da taxa de desemprego só de Julho para Agosto... e em vez de se preocuparem em arranjar uma solução para isto, obrigam os desempregados a ir de 15 em 15 dias à Junta de Freguesia tipo suspeito com termo de identidade e residência. Haja MESMO paciência!

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

CARTAS DE AMOR...

Publicado por Desnorteada às 11:43 da tarde 9 comentários
Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
Álvaro de Campos, 1935

Eu concordo. Se tudo no amor é ridículo, por que é que as cartas de amor não seriam ridículas?! E concordo sem saber o que é uma carta de amor. Quer dizer... já fui ridícula ao ponto de as escrever uma vez ou outra, mas não sei o que é ler uma carta de amor. Talvez já tenha recebido... camuflada de sabe Deus o quê... mas das verdadeiras... "das tais"... das que nos tatuam no coração as palavras que as compõem... dessas, acho que nunca recebi! Gostava. Imagino que numa carta de amor venha parte da alma de quem a escreve. Imagino que no papel esteja estampado o amor que une dois seres... Imagino o bem que uma carta dessas pode fazer... Imagino, mas não sei o que é uma carta de amor... Estou quase certa de que nunca li nenhuma... o que tenho lido não é suficientemente ridículo... suficientemente ridículo para ser uma carta de amor...

domingo, 16 de setembro de 2007

CORAGEM

Publicado por Desnorteada às 10:22 da tarde 4 comentários
do Lat. cor, coração

s. f.,
firmeza de espírito, energia diante do perigo;
intrepidez;
ânimo;
valentia;
perseverança.
( http://www.priberam.pt/)


E é esta CORAGEM que espero que nunca me falte...

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Flutuo

Publicado por Desnorteada às 8:55 da tarde 4 comentários

Susana Felix

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Publicado por Desnorteada às 12:48 da manhã 2 comentários
Gosto de rir.
Gosto de rir até que a barriga me doa.
Gosto de fazer rir os outros até que a barriga lhes doa...
Gosto muito de rir.
Dar gargalhadas... muitas... daquelas que se ouvem por todo o lado. Rir à gargalhada com o que digo, com o que faço, com o que ouço.
Gosto de rir.
Sim.
Gosto mesmo muito de rir.
Esqueço-me é muitas vezes de como se faz...

domingo, 2 de setembro de 2007

ESTOU DE VOLTA!

Publicado por Desnorteada às 10:26 da tarde 11 comentários

Para trás ficam oito dias em Barcelona... oito dias que me fizeram mesmo bem... A cidade é linda! Enorme... andei quilómetros a pé! Aliás, andar foi o que mais fiz em terras de nuestros hermanos. :) Diverti-me imenso! Barcelona é demais e a companhia não podia ser melhor... (Adoro-vos, chicas!) Aprendi imenso, também! Viajar pela cidade é uma verdadeira aula de história de arte... Todos os dias, chegámos a casa cansadíssimas... as manhãs e as tardes eram demasiado bem aproveitadas... Faltou apenas conhecer bem a noite de Barcelona... ;) Percorri todos os pontos altos da cidade: a Sagrada Família, a Catedral, o Parque Guël, La Pedrera, Museu Picasso, Fundação Miró, Praça de Espanha, Vila Olímpica, Las Ramblas, Mercado La Boqueria e muitos outros sítios que fomos descobrindo... Também houve praia... e apanhámos dias fantásticos! Temperaturas sempre acima dos 30º... :) Foi muito cansativo, mas valeu a pena! Apesar do cansaço, venho com as baterias totalmente carregadas... Agora, é andar para a frente. Arregaçar as mangas e trabalhar no futuro... que espero em breve ver definido! ;)
* Prometo publicar mais fotos! Das novecentas e tal que tiramos, o difícil vai ser escolher... ;)

terça-feira, 21 de agosto de 2007

FÉRIAS II!

Publicado por Desnorteada às 6:10 da tarde 4 comentários

Vai fazer-me tãoooooo bemmmmm! ;)
Regresso na próxima semana... Boas férias!

sábado, 18 de agosto de 2007

Roupa nova...

Publicado por Desnorteada às 3:11 da tarde 5 comentários
Porque a minha VIDA precisa de COR! ;)

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

FÉRIAS!

Publicado por Desnorteada às 10:36 da tarde 0 comentários
Estou em casa há uma semana. A descansar e a armazenar energias para enfrentar o que aí vem. Estaria de férias - no verdadeiro sentido da palavra - à mesma. Tinha-as marcadas para esta altura. E, apesar de tudo, está a saber-me bem estar assim... sem fazer nada. Fui hoje à praia. A primeira vez este ano. Gostei. A praia faz-me bem: o sol, o mar, a leitura, os passeios pela areia molhada... tudo... gosto de ver a minha pele ganhar cor. Gosto de ficar a olhar as ondas e pensar... e mesmo sem querer, é fácil pensar em ti... é fácil deixar-te tomar conta dos meus pensamentos... Hoje, desejei de novo que estivesses comigo na praia. A aproveitar o sol, o mar e esta paz. Tu não sais de mim, não me deixas esquecer-te e eu também não sei se quero. Gostava que me abraçasses e que a tua pele salgada se confundisse com a minha. Gostava de sentir o teu toque na minha pele a escaldar, minutos antes de um mergulho a dois. Gostava que nos olhássemos de um jeito só possível à beira-mar e quando os nossos olhos se encontrassem, com os pés submersos, com a pele arrepiada, juntos, de mãos dadas, ao ritmo das ondas, me abraçasses e ficássemos assim... em silêncio. Um silêncio apenas quebrado para dizermos, sem medos, sem dúvidas e sem pudores, um ao outro: “gosto cada vez mais de gostar de ti!”. Posso pedir férias aos problemas, ao trabalho, à família, mas parece-me pouco provável ter férias de ti... É que como alguém já disse um dia: "A saudade existe não porque estamos longe, mas porque um dia estivemos juntos".

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Publicado por Desnorteada às 3:35 da tarde 7 comentários
Há dois anos, mais ou menos, um amigo dedicou-me estas palavras para me surpreender com a leitura que fazia de mim. E a verdade, é que me surpreendeu e muito... porque me revi nas palavras de Régio a 100%. Hoje, registo-as n' O Meu Lado B... porque preciso que me conheçam bem... porque quero que me vejam e leiam como os que realmente me conhecem...

CÂNTICO NEGRO

"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!


José Régio

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

A NEW, NEW, NEW BEGINNING...

Publicado por Desnorteada às 5:45 da tarde 2 comentários


Hoje, começa uma nova etapa da minha vida... tinha de o registar aqui.
Não sei o que vem por aí. Mesmo. É uma nova etapa, mas com algumas semelhanças de um passado ainda recente... Espero que, pelo menos, fiquem as amizades que julgo ter conseguido. Amanhã e depois penso no que vai ser o resto da minha vida...

A ver vamos...

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Publicado por Desnorteada às 12:38 da tarde 0 comentários
Fico furiosa quando me faltam com a palavra. Nos últimos dias, muitos me têm faltado com a palavra. Ando, portanto, uma pilha de nervos. Engraçado é que são os que me faltam com a palavra que enchem a boca com a palavra "CONFIANÇA". Como é possível? Como é possível que as pessoas possam ser tão hipócritas? Tentei levar as coisas sem mágoa, sem revolta, mas é difícil quando todos os que me rodeiam parecem estar a brincar comigo e com a minha vida. GRRRRRRRRR! Pudesse eu mandar e os cínicos, falsos e hipócritas deixariam de controlar a vida das pessoas... de fazer delas gato sapato, sem margem para manobra... É impressionante! Parecem que adivinham quando começo a sorrir, a tentar viver o meu canto sossegada. Já me rejeitaram, por que é que ainda me massacram mais? Estou cansada. Quero ir-me embora. Quero virar a página e ter forças para recomeçar... Só isso! É pedir muito?

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

À BART SIMPSON...

Publicado por Desnorteada às 4:25 da tarde 2 comentários
Vou ser capaz! vou ser capaz! vou ser capaz! vou ser capaz! vou ser capaz! vou ser capaz! vou ser capaz! vou ser capaz! vou ser capaz! vou ser capaz! vou ser capaz! vou ser capaz! vou ser capaz! vou ser capaz! vou ser capaz! vou ser capaz! vou ser capaz! vou ser capaz! NÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOO! Eu sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! SIIIIIMMMMMMM! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ!

SOOOOOUUUUUUUUU CAAAAAPPPPPPAAAAAAAZZZZZZZZZZZZZZZZZZ...

sábado, 21 de julho de 2007

Publicado por Desnorteada às 6:00 da tarde 10 comentários
Odeio quando as pessoas aparecem sem eu estar à espera... principalmente quando essas pessoas me deixam triste e sem vontade para fazer o que quer que seja. Odeio quando mudam a minha vida aos poucos. Começam por entrar de mansinho, sem pedir licença... sem bater primeiro à porta, a fazer parte da rotina, e quando dou conta já não estão mas é como se estivessem... não desaparecem... instalaram-se na memória e não saem. Às vezes sinto que não há mais volta a dar... que essas pessoas têm mesmo de estar sempre presentes, a rondar e não há mais nada a fazer a não ser aceitá-las. Outras vezes, sinto que devia ser como um semáforo com luz verde, amarela e vermelha, para poder dizer se queria que continuassem, se deveria ter cuidado com elas ou se deveria parar logo e mandá-las para bem longe... noutra direcção. É tão fácil enganar-me, tão fácil desiludir-me... porque não consigo ser mais inteligente e fugir logo no início?! Cortar logo pela raiz para que os sentimentos não cresçam?! [Era tão mais fácil...] Porque deixo que ponham e disponham sem me aperceber que mais cedo ou mais tarde me vão deixar?! Que mais cedo ou mais tarde vão fugir sem olhar para trás?! [E é tão mais fácil... fugir!] Porque entram na minha vida se já sei que vou ficar sem elas?? O medo mói e torna-me cobarde... afasta-me de quem mais quero. O silêncio acomodou-se e quase me habituo a estar sozinha... Não é assim que quero estar... não quero gostar da solidão... mas a redoma de vidro que estou a criar à minha volta está a começar a fazer sentido. É como canta o Jorge Palma, esse grande senhor: "dou-me com toda a gente... não me dou a ninguém".

domingo, 15 de julho de 2007

Boa Sorte / Good Luck

Publicado por Desnorteada às 9:23 da tarde 4 comentários

Vanessa da Mata e Ben Harper


Porque não me sai do ouvido... e diz tudo!

quarta-feira, 11 de julho de 2007

VERDADES E MENTIRAS

Publicado por Desnorteada às 11:27 da tarde 4 comentários
A verdade magoa. Muitas vezes, mais do que a mentira. Magoa sobretudo quando nos é dita pelas pessoas que mais amamos na vida. Magoa tanto que os olhos se enchem de lágrimas. As mesmas que quando não saem, por vergonha ou orgulho, nos percorrem o peito até ao coração deixando-o inundado de dor. E como do coração à alma temos uma espécie de via rápida , a alma esmorece e esvazia... cresce o sentimento de culpa, encolhemo-nos no passado e em nós próprios, e ficamos encurralados entre o que ouvimos e o que gostávamos de ter ouvido. Sim, a verdade magoa. Tanto, tanto, que fugimos dela como o diabo foge da cruz, com medo. Mas, pergunto, será a mentira melhor? Não estaremos a enganar-nos? Não estaremos, apenas, a esconder aquela verdade que dói? A verdade e a mentira são realidades opostas, no entanto cruzam-se e misturam-se de forma inevitável. Eu não me consigo decidir por uma...

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Publicado por Desnorteada às 10:50 da tarde 2 comentários
Há dias em que não sei o que faço aqui. Para que sirvo. Há dias em que me sinto transparente, porque só assim compreendo por que é que a vida me tem ignorado, por que é que o tempo passa sem marcar... Recuo um ano e vejo-me igual. Foi como se estes últimos meses tivessem sido um parêntesis... e mesmo assim destes últimos dias só tem ficado a mágoa e a certeza de que não se deve confiar. Tenho medo! E estou cada vez mais fraca... sinto-me como o Clark Kent quando encarna o super-homem e lhe aparece a kryptonite à frente. Tenho demasiados cristais verdes a absorver-me os poderes, e a verdade é que não sei como atirá-los para bem longe. Sou ingénua e honesta demais para este mundo... sou incapaz de lutar com as mesmas armas, ainda que saiba que só assim se vence. O regresso ao mundo do trabalho não foi fácil! Mas, não esperava encontrar tanto desrespeito. Tive de ultrapassar muitos medos e muitas dúvidas e, apesar de ter conseguido, acabou. Acabou sem motivo, sem uma justificação credível e com muitas questões por resolver. E acabou porquê? Porque, hoje, se vive a era dos favores: dos pessoais, dos do amigo para o amigo, dos do amigo do amigo para o outro amigo... dos favores sexuais... porque é sempre assim... porque já não se consegue subir na vida pelo valor e pelo trabalho... nem tão-pouco viver num cantinho da vida sem ter medo que a traição surja pela mão do melhor amigo, daquele que dizemos ser o braço direito. Hoje, é o egoísmo que manda: primeiro eu, depois eu e depois eu. Não importa que seja justo ou injusto, não importa saber que se está a destruir uma vida, um sonho... o que importa é ultrapassar tudo e todos para se atingirem os objectivos. Estou de mal com a vida, sim. Estou e tenho razões para isso. Mais do que as suficientes. E, mais uma vez, sei que essas razões me mudarão para sempre... e não há muito que possa fazer...

domingo, 24 de junho de 2007

Publicado por Desnorteada às 4:14 da tarde 7 comentários
Ontem custou-me adormecer... estive a pensar que preciso de um plano B para conseguir continuar... a sorrir, a lutar, a sonhar. Porque quando me deito, não tenho sono... tenho pressa de sonhar, pressa de agarrar o que não tenho... Esta é a conclusão das mil e uma voltas que dei antes do corpo se cansar e perder a consciência.
Ando cansada. Sinto-me longe de tudo e todos, mas principalmente de mim. Ando há demasiado tempo de sorriso entristecido, de coração vazio, de alma abandonada...
A intenção é recuperar o que por minha vontade perdi. Sério! É mesmo isso que quero. Deixei que tudo na minha vida chegasse a um ponto fora do meu controlo. Não posso deixar que sejam os outros a dar um rumo à minha vida... Não posso mais não pensar no valor que tenho... Eu sei isso muito bem... Mas que posso eu fazer para mudar as coisas? Recomeçar do zero?! Serei eu capaz? Não consigo voltar a ser a mesma... Tenho medo que tudo se repita... Não consigo ser aquela pessoa que fui... Nunca mais! A insegurança e o medo, agora, fazem parte de mim...
Preciso de um plano B, ou C, ou D, ou X, Y, Z... para combater este mal que me esmaga há tanto tempo... preciso de um plano para não cair em decadência. É que não quero ser perfeita... nunca quis e continuo a não querer... mas gostava de me sentir assim, de vez em quando. É urgente parar o jogo do faz-de-conta... Já!

sábado, 16 de junho de 2007

Publicado por Desnorteada às 6:35 da tarde 5 comentários
A menina está triste. A vida não a deixa sorrir. A menina sonha há muito que são todos como ela. Sonha alto. A menina descobriu que há poucos como ela...

A menina não quer ser perfeita. A menina só quer que a aceitem como ela é. Sem cinismos, mentiras e hipocrisias. A menina só quer crescer feliz...

A menina não mente. A menina não esconde. Não consegue. É transparente demais para conseguir sequer fazê-lo. A menina não suporta guardar as emoções... as que a fazem sorrir, as que a fazem corar de vergonha e as que a traem e magoam.

A menina é inocente. Acredita. Acredita. Acredita... A menina não sabe. A menina sonha muito... É muito ingénua. Não vê o que lhe está à frente dos olhos.

A menina procura o lugar seguro... um canto para se encolher. A menina não encontra. Encolhe-se em si mesma. A menina sabe que só ela encontra o caminho... ainda que seja a verdade mais dura que encara na vida.

A menina sente-se sozinha. Já não é menina. Quer muito ser, ainda. Já não é! A menina é menina sem ninguém vê-la como tal. E mesmo longe de tudo e de todos, desiludida e completamente perdida... a menina vai continuar a querer ser menina.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

ADEUS

Publicado por Desnorteada às 10:35 da tarde 2 comentários
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos, gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
E eu acreditava!
Acreditava, porque ao teu lado todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os teus olhos
eram peixes verdes. Hoje são apenas os teus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...
já não se passa absolutamente nada.

E, no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos nada que dar.
Dentro de ti
Não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.

Eugénio de Andrade

terça-feira, 29 de maio de 2007

Blind Zero - Hino do F.C. Porto

Publicado por Desnorteada às 9:37 da tarde 1 comentários

A melhor versão de sempre...

sábado, 19 de maio de 2007

Publicado por Desnorteada às 8:33 da tarde 7 comentários
Hoje, estive a desfragmentar o disco do meu computador...

...que pena não poder fazer o mesmo com a minha cabeça!

terça-feira, 8 de maio de 2007

POST ANTIGO...

Publicado por Desnorteada às 10:08 da tarde 6 comentários
Se não és o meu porto de abrigo, corta os laços que me unem a ti e deixa-me respirar...
Se não me queres junto a ti, deixa-me sentir a liberdade... deixa-me voar para longe de ti... deixa-me sentir livre de nós...
Se não pensas sequer em mim, leva tudo contigo... todas as lembranças...Vai e esquece tudo a partir de agora... sem culpas... esquece as promessas...

Mas...

Se queres ser o meu cais, afinal, pede-me desculpa pelos dias que passo sem ti, pelas noites que passo acordada e pelas lágrimas que já chorei...
Se ainda me queres um bocadinho que seja, grita-me aos ouvidos que te preocupas comigo, que tens saudades minhas e admite que a tua decisão foi a menos acertada...
Se ainda é possível, pede-me desculpa. Basta isso. Surpreende-me...

Este post tem mais ou menos um ano... mas serve que nem uma luva...
O tempo passa, mas nada muda. Feliz ou infelizmente...

domingo, 6 de maio de 2007

Publicado por Desnorteada às 11:56 da manhã 0 comentários
Quando a inspiração nos falha, recorremos aos melhores...

terça-feira, 1 de maio de 2007

DEIXAS EM MIM TANTO DE TI

Publicado por Desnorteada às 8:59 da tarde 0 comentários
A noite não tem braços
Que te impeçam de partir,
Nas sombras do meu quarto
Há mil sonhos por cumprir.

Não sei quanto tempo fomos,
Nem sei se te trago em mim,
Sei do vento onde te invento, assim.

Não sei se é luz da manhã,
Nem sei o que resta em nós,
Sei das ruas que corremos sós,
Porque tu,
Deixas em mim tanto de ti,

Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti.

A estrada ainda é longa,
Cem quilómetros de chão,
Quando a espera não tem fim,
Há distâncias sem perdão.

Não sei quanto tempo fomos,
Nem sei se te trago em mim,
Sei do vento onde te invento, assim.

Não sei se é luz da manhã,
Nem sei o que resta em nós,
Sei das ruas que corremos sós,
Porque tu,
Deixas em mimTanto de ti,

Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti.

Navegas escondida,
Perdes nas mãos o meu corpo,
Beijas-me um sopro de vida,
Como um barco abraça o porto.
Porque tu,

Deixas em mim tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti.

Pedro Abrunhosa

domingo, 15 de abril de 2007

Publicado por Desnorteada às 11:44 da tarde 2 comentários
Eu já encontrei... E confesso que nem foi preciso muito. Bastou seguir os sinais... e fui levada... quase que como pela mão. Não é um lugar... Que ninguém faça confusão! Não houve propriamente uma bússola, nem tão-pouco um mapa desenhado... Não há ainda quaisquer indicações, mas eu sei... eu sinto: encontrei-o. Aos poucos descobri o caminho... e ainda que seja uma viagem atribulada, sei que estou no bom caminho. Cada letra, cada palavra, cada gesto... sempre com uma enorme segurança tremida... com as dúvidas tatuadas no discurso e nas atitudes... faz-me ir para um espaço só nosso e é aí que quero chegar... é aí que quero ir contigo... onde estamos para os dois e nos fazemos sentir francamente bem. Únicos. Naquele pedaço de tempo onde te sinto perto, (e não o perto que está longe) mas o perto... bem perto! E quero que o encontres também... sem medo de seguir pela minha mão... onde só estamos eu e tu... mais ninguém! Quero que sigas os passos... sempre... porque só assim faz sentido...

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Publicado por Desnorteada às 12:03 da manhã 11 comentários
Parabéns a mim...

domingo, 8 de abril de 2007

Publicado por Desnorteada às 6:39 da tarde 4 comentários

Estou completamente viciada em Prison Break... (na série e claro em Michael Scofield -Wentworth Miller). Vi todos os episódios da primeira temporada e estava ansiosa para que começasse a segunda. A RTP passou durante três dias os seis primeiros da segunda série e eu perdi os dois primeiros... fiquei desconsolada! Se por acaso alguém me conseguir contar o que se passou nos dois primeiros episódios (passaram sexta-feira) eu fico grata para o resto da minha vida! :) Prison Break é das melhores séries que já acompanhei: é empolgante, tem mistério, tem intriga, não se pode perder nem um pormenor e podemos admirar a inteligência de um só homem que por amor a um irmão traça um plano de doidos mas que até agora tem resultado. As personagens são deliciosas. Depois da versão "entre quatro paredes" - a prisão de Fox River, podemos ver agora Scofield nas ruas e o cerco a apertar-se. Prison Break vicia! É o melhor passatempo para as tardes de domingo, principalmente tardes como esta, de Páscoa, que são uma seca... :)

sábado, 24 de março de 2007

Publicado por Desnorteada às 11:29 da tarde 2 comentários
ODEIO gostar tanto de ti...

terça-feira, 20 de março de 2007

Publicado por Desnorteada às 11:24 da tarde 2 comentários
Apetecia-me escrever um monte de coisas, mas não vou fazê-lo... não devo fazê-lo. Vou, apenas, debitar algumas palavras como se da minha raiva se tratasse... Não suporto mais. Não consigo mais. Não quero mais. Bem sei que não faz sentido algum estas meias palavras, ainda que para mim faça todo o sentido do mundo. Sentimentos confusos, opostos, que lutam uns contra os outros para vencerem e ganharem espaço naquele espaço tão meu. Não dá mais. Vou parar de lutar... de resistir... de fingir que serei capaz. Não dá mais, mesmo! Eu sei o que quero. Eu sei o que posso. E também sei o que quero e não tenho e o que não posso. Acabou. Sigo o caminho na direcção contrária. Só assim vou conseguir voltar a mim... e que saudades minhas eu tenho...

sábado, 3 de março de 2007

Publicado por Desnorteada às 9:57 da tarde 3 comentários
Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora, mas o amado já...

Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
"aquela que nunca amou."
E esse é o maior dos sofrimentos:
Não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido...


Pablo Neruda

domingo, 25 de fevereiro de 2007

BIRRA ASSUMIDA...

Publicado por Desnorteada às 5:51 da tarde 5 comentários

Ontem, perguntaram-me, se valia a pena a espera? E eu respondi, prontamente, que sim... Hoje, pus-me a pensar e talvez não valha... O tempo é uma desculpa para adiar o inevitável. É andar às voltas sem sair do mesmo sítio. É atar a própria alma a algo incerto... Não posso continuar agarrada ao que já lá vai... Esta espera faz com que eu me esqueça de mim, quase sempre. E a verdade, é que são outras coisas que eu preciso esquecer... Estou farta de não controlar este sentimento... sei tão bem o que quero, porque não consigo deixar de pensar no passado? Porque não consigo deixar de acreditar? Porque continuo à espera de algo que sei que não vou reviver? Irrita-me tanto isto... Fico mesmo irritada, aborrecida, chata, mau feitio... fico com raiva por não saber resolver este sentimento que me ocupa os dias há meses... e faço birra... comigo e com os outros... GRRRRRRRRRR! Espero que a neura me passe rápido...

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Publicado por Desnorteada às 10:31 da tarde 4 comentários
Engraçado como o lado A da vida retira todo o tempo ao lado B. Para andar bem por fora, encolho as emoções e guardo-as num canto do coração, como se elas não existissem... Não tenho como passar o que me vai na alma, agora que só escrevo aquilo que a agenda dita... sou tão séria, tão racional, sem as emoções à flor da pele... aquelas que tanto me caracterizam. Todos os dias não sou eu e percebi que só aqui consigo ser como gostava de ser lá fora, perante os outros. Mas, nem por aqui tenho conseguido andar. Nem por aqui nem pelos outros, que me acolheram durante os meses que não consegui ser mais do que um coração com mãos e boca... Hoje, não prometo manter O Meu Lado B(log) regularmente... não consigo! Estarei por aqui... sempre que o lado A da vida me deixar... até lá... vou sendo eu como posso...

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Publicado por Desnorteada às 11:43 da tarde 4 comentários
Descobri que o meu maior sonho é viver um amor... daqueles à séria... sem dúvidas... sem medos.... Ainda que saiba que o sonho raramente comanda a vida. É bom enquanto sonho... só isso! Descobri que o alimento e o guardo num cantinho, género sala de estar... porque talvez um dia, o sonho se concretize...

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Publicado por Desnorteada às 10:21 da tarde 2 comentários
TORANJA - "Devolve-me os Laços"



Depois vem a altura em que se quer tudo outra vez. Tal e qual. Antes de ser adulto ou coisa parecida. Sabes que nunca se volta a ser o que se era, porque o tempo tem instrumentos de tatuar e o segundo volta igual. Guarda-se tudo numa caixinha... pequena... que se abre de vez em quando e volta-se a noção que no presente quer-se tudo outra vez.”
Tiago Bettencourt

domingo, 7 de janeiro de 2007

Publicado por Desnorteada às 5:39 da tarde 3 comentários
Há dias em que o meu coração tem uns quilos a mais. Ainda que esteja pequenino, pequenino. Dias em que não sei se chore ou se ria. Porque as lembranças são boas, mas doem tanto, tanto, tanto... Tenho a vida virada do avesso (e ainda bem que é assim!), mesmo que isso me esteja a mudar, todos os dias, um pouco. Voltei a estar ocupada e trabalho não me falta, mas o meu coração ressente-se do vazio. Há coisas que me passam pela cabeça que nem sequer devem ser escritas. Estou no meu limite. Sinto-o. Não sei lidar com a vida que tenho e com a pessoa em que me estou a tornar. Tenho medo. Fujo?? Sei bem que não é a melhor solução – os medos não se evitam, enfrentam-se. – Mas, apetece-me mesmo fugir. Para um longe que é perto. Até ti. Porque só em ti encontro a paz que procuro. Lutei contra ti quando me apercebi que podíamos estar a apaixonarmo-nos um pelo outro. Encolhi-me. Agora, que tenho a certeza que te adoro, tu refugias-te sabe-se lá bem onde... Andamos a brincar às escondidas como quem tem medo de ser apanhado. E o tempo a passar. Sempre. Não entendo porquê e talvez não se explique mesmo. Andamos ao contrário e eu não sei o que fazer para te acompanhar. Para alcançar esse teu ritmo. Ajuda-me, amor. Mostra-me que ainda há tempo para nós. Estou farta que me digam que não vale a pena acreditar em nós. Pela primeira vez na vida gostava de ter a certeza que estão todos enganados e eu é que estou certa. Queria ter a certeza que valemos o esforço. Fazes-me falta (como nunca ninguém fez, aliás!). Queria que vivesses comigo, ao meu lado, sem medos, para aproveitarmos os dois o que a vida nos tem dado. Para vencermos os dois os nossos medos e as nossas dúvidas. Há dias assim... dias em que o coração me pesa demasiado.
 

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