sexta-feira, 26 de outubro de 2007

UM PARÊNTISIS...

Publicado por Desnorteada às 4:39 da tarde 5 comentários
(Hoje, resolvi falar um pouco sobre mim... este cantinho nasceu para eu fazer aquilo que não faço todos os dias... falar do que não posso falar... ser como realmente sou. Mostrar aquilo que sou e que sinto, ainda que o tenha de esconder perante os outros e a vida.
Reli alguns dos meus textos e a ideia com que fiquei é que sou uma mulher triste... cheia de sonhos, mas triste. Acabo por deixar aqui os piores momentos da minha vida... aqueles que me fazer sentir viva, sim, mas que me magoam. Aqueles momentos que doem só de pensar...
Gostava que soubessem – todos vós que ainda vêm aqui ler o que escrevo – que esta é só uma parte de mim... aquela que não revelo... aquela que escondo aos que convivem comigo diariamente. Que é só minha. Que está dentro de mim... Eu sou uma mulher cheia de força e coragem e que tem dado sempre volta aos problemas, mas a vida tem-me posto demasiadas vezes à prova. E como lá fora tenho de ser eu... aqui, ponho a nu todas as minhas fraquezas... é só isso! Ultimamente, tenho tido alguns percalços... e é mais difícil sorrir... principalmente, n’ O Meu Lado B onde posso exprimir o que me vai na alma e no coração. Eu consigo abstrair-me dos problemas e dar boas gargalhadas... mas essas não fazem com que eu consiga preencher uma folha em branco. Há quem diga que a tristeza é a melhor fonte de inspiração... e talvez seja isso que se passa comigo.Tenho o dom de não saber manter as pessoas junto a mim... perco-as muito facilmente. E nem sei bem porquê. Alguns de vós acompanham este meu lado há algum tempo e não quero que me vejam como uma chata, “cinzentona” e que não sabe fazer outra coisa senão lamentar-se. Espero que já saibam ler as entrelinhas. Por trás de todas estas palavras tristes e amarguradas, com sonhos pelo caminho, existe uma mulher normal que não é mais que uma menina que sonha em ser feliz todos os dias.)

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Publicado por Desnorteada às 3:23 da tarde 2 comentários


Diz-se que a idade dos porquês se vive entre os três e os quatro anos. A minha pergunta é: então, por que raio é que estou a vivê-la aos 27?

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

DE VOLTA À REALIDADE

Publicado por Desnorteada às 10:53 da tarde 2 comentários
O mal das viagens é o regresso... o que tem de bom tem de mau também.
Depois de uns dias pelo sul da Suécia estou de volta à minha vida e ao meu dia-a-dia... o que não me deixa muito motivada, mas é o que tenho.
Em cinco dias vivi mais do que nos últimos meses. Conhecer outras realidades é o que a vida tem de melhor. Andei por Malmö, Bästad e Halmstad - com passagens por Gotemburgo e Lund - na Suécia, dei um pulo até Copenhaga e no regresso ainda espreitei Londres. Foram dias frenéticos e com muitos quilómetros a pé, de comboio, de carro e de avião, mas valeu a pena. É bom sairmos do nosso meio para descobrir outras pessoas, outros costumes, outras formas de viver...
Numa palavra: ADOREI!

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Publicado por Desnorteada às 3:10 da tarde 2 comentários
Vou ali ser feliz um bocadinho e já venho... ;)

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Publicado por Desnorteada às 3:45 da tarde 0 comentários
Negação

s. f.,

acto de negar;
nega;
inaptidão;
falta de vocação;
falta ou carência de alguma coisa;
recusa;
rejeição;
- de si mesmo: abnegação, renúncia.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Publicado por Desnorteada às 10:10 da tarde 4 comentários
Há alguns anos, nem sei bem há quantos, encontrei um texto numa revista, que já nem me lembro qual, que mexeu comigo. Guardei-o por ser bonito, por estar bem escrito... não sei. Sei que mexeu muito comigo. Lembro-me que quando o li, pensei: “Nunca senti isto por ninguém!”. Hoje, encontrei-o e reli-o. Entendi, finalmente, a mensagem... percebi que podia ter sido escrito por mim... percebi que podia ter sido eu a inventar este jogo de palavras...

“Tenho um jogo que quero jogar contigo. E se eu descontruísse a tua personalidade? Se me limitasse a repetir mentiras ao teu ouvido de tal forma que elas se tornassem a tua verdade? Tens consciência de que há diferentes verdades para cada um de nós, não tens? Tens consciência que o azul que eu vejo é diferente do que tu vês e que o sabor de canela é distinto para cada um de nós, não tens? E se eu te repetisse mentiras de forma constante, de forma séria e credível, até que acreditasses serem essas as palavras a mais pura das verdades? Ficarias sereno à espera que tudo voltasse ao normal? Ou adoptarias um novo estilo de vida e tentarias adaptar-te, mesmo não acreditando?
E se eu te dissesse para não saltares, cantares ou dançares? E que a tua voz não é bem-vinda para o que te rodeia? E se eu te ordenasse que sejas o que detestas, que sejas o que não és, que saboreies o que não gostas? E se eu te obrigasse a esquecer as coisas que desejas, as pessoas que amas, os sonhos que te invadem a noite? E se eu até o sonho te roubar? Se te proibir de dormir, te obrigar a ficar acordado a olhar o vazio, sem poderes pensar em nada? Terias medo? Vontade de gritar? E se eu te tirasse a voz? Se quisesses gritar e não conseguisses? Talvez me dissesses que o ódio é o alimento do futuro, não era? O único sentimento capaz de crescer, de ficar cada vez maior, até que tudo o resto fosse consumido e apenas nós existíssemos, a gritar para o infinito, neste vértice de ódio e loucura, não era?
E se eu te jurasse que o amor não existe? Se jurasse tantas vezes que o amor não existe, acreditavas? E se depois de te desconstruir a alma, depois de te apresentar tantas mentiras que parecem verdades, te largasse no teu mundo? Ficarias assustado? Lutarias com unhas e dentes para regressar à tua realidade? Ou irias para casa e ficarias fechado no teu quarto encolhido sobre ti mesmo, tentando perceber? Sem querer sentir outra vez aqueles cheiros, que te trazem recordações que anseias serem outra vez realidade? Ou esquecer que eles alguma vez existiram? Serias capaz de ficar consciente de que és apenas parte do que podias ser? Que és infeliz apesar de todas as aparências e de todas as recompensas falsas?
Esperneavas? Revoltavas-te? Apesar do medo, corrias para fora do casulo que construí, agora, em teu redor? Não, não acredito que o fizesses... Apenas, descobrias que o amor existe e é afinal a única redenção. Descobrias que uma simples carícia era capaz de te construir outra vez, te devolvia a personalidade. Descobrias que uma só palavra era capaz de te fazer abandonar o mal e que um beijo te fazia esquecer de que tens medo do escuro e te permite sentir as coisas com verdade...”

Sim, fazes-me falta!

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Publicado por Desnorteada às 4:19 da tarde 5 comentários

A vida deveria ser sempre assim: doce e colorida!

terça-feira, 2 de outubro de 2007

HAJA PACIÊNCIA!

Publicado por Desnorteada às 4:58 da tarde 4 comentários
Que a sociedade não é justa, já toda a gente sabe. Não estou aqui a contar novidade nenhuma. Aliás, este post é só mais um desabafo. O novo Código Penal pôs em liberdade algumas dezenas de pessoas. Pessoas essas que mataram, roubaram e violaram. Pessoas essas que deveriam estar a pagar pelos crimes que cometeram e não misturarem-se na rua com os inocentes que na volta um dia ficam sem a liberdade que merecem porque essas mesmas pessoas lha tiram. Pessoas essas que a maior parte das vezes nem à polícia se têm de apresentar. Isto choca-me! Deixa-me insegura e revoltada. Mas, mais revoltada ainda, fico quando me obrigam a apresentar de 15 em 15 dias na Junta de Freguesia para me darem uma folha que comprove a minha situação de desemprego. Quer dizer, os que matam, roubam e violam andam à solta e em paz e sossego; eu e todos os que querem arranjar trabalho, têm de arranjar tempo para perder tempo para deslocar-se à Junta de Freguesia para que se reconheça que afinal estamos (mesmo) desempregados. A situação não é agradável. Sentir que somos inúteis e que não temos oportunidade para pormos em prática aquilo que sabemos fazer é o pior estado em que podemos viver. Ainda hoje as notícias provam que houve um aumento de 7,5% para 8,3% da taxa de desemprego só de Julho para Agosto... e em vez de se preocuparem em arranjar uma solução para isto, obrigam os desempregados a ir de 15 em 15 dias à Junta de Freguesia tipo suspeito com termo de identidade e residência. Haja MESMO paciência!
 

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