quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Publicado por Desnorteada às 11:03 da tarde 2 comentários
Hoje custou-me levantar. Tive preguiça. Aliás, acordei e perguntei a mim mesma: o que raio vou fazer fora da cama?! E fiz esta pergunta inúmeras vezes, repetidamente. Ao abrir os olhos reparei que, ali, no meio dos lençóis, não havia nada nem ninguém que me fizesse chorar. Apeteceu-me mesmo ficar escondida o resto do dia. Enroscar-me em mim e nada mais... Mas, a vida não pode ser vivida assim: a fugir. O efeito avestruz não nos leva a lado nenhum. Rolei pela cama uma, duas, três vezes no máximo, e saltei para mais um dia... Sentei-me por breves minutos para tentar estruturar uma agenda vazia – síndroma de quem teve sempre muito para cumprir. Arrastei-me até à cozinha e tomei um café. Desta vez, um café de verdade, com a calma com que se deve beber um café. Com uma calma que me fez ter tempo para olhar para mim, que me fez lembrar, ponderar, olhar em redor e viajar um bom bocado... viajar no tempo e viajar por dentro. E descobri que tenho imensas razões para querer sair da cama, porque esta viagem me levou a lugares só meus... daqueles que foi bom ter conhecido e que são bons recordar. E pelo menos nestes instantes senti que nem tudo está perdido e que a coragem ainda consegue invadir o meu corpo...

sábado, 24 de novembro de 2007

Publicado por Desnorteada às 5:51 da tarde 3 comentários
Estranho
do Lat. extraneu

adj.,
desconhecido;
que não é usual;
curioso, singular;
extraordinário;
anormal;
descomunal;
admirável;
censurável;
repreensível;
impróprio;
livre;
isento;
arredio;
esquivo;

s. m.,
estrangeiro;
que é de fora.
(in Priberam)

Estranho é uma palavra estranha por si só...

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Publicado por Desnorteada às 9:45 da tarde 2 comentários
"O tempo que passa não passa depressa.


O que passa depressa é o tempo que passou."
Vergílio Ferreira

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

BEM-VINDO, INVERNO!

Publicado por Desnorteada às 10:19 da tarde 5 comentários
Finalmente, apareceu. Eu, ao contrário de muita gente, fico feliz. Eu gosto do Inverno. Do frio. De estar em casa enroscada numa mantinha e ouvir a chuva e o vento zangados do lado de fora. Gosto de aquecer as mãos na caneca quente do meu chá de camomila. Gosto de vestir roupa quente. Gosto dos cachecóis e dos gorros. [Dá-me a sensação que estou a ser abraçada!]. Gosto de caminhar por entre as folhas às cores no chão, deixadas pelo Outono. Gosto de correr e sentir o frio entrar na minha pele. Gosto de lembrar-me como aquecem duas mãos quando se unem. Gosto de lembrar os abraços. Gosto de lembrar como juntos dois corpos encontram algum conforto. Eu gosto do Inverno. Por tudo isto e porque sempre me deu coisas boas, sempre me fez sorrir... Por incrível que pareça é nesta época do ano, e ainda que os dias sejam mais cinzentos, que a minha vida ganha alguma cor. E posso dizer que, apesar de tudo, este ano o Inverno vai fazer-me sorrir novamente... dentro de alguns dias (ou horas apenas!) nasce a minha sobrinha. Motivo mais que suficiente para amar o Inverno. Por isso, fico feliz quando me apercebo que o frio já chegou... e que veio para ficar. Porque são estes dias que me fazem voltar a acreditar que o preto e branco da minha vida pode ir-se embora... um dia. Eu gosto do Inverno. Ponto final.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Big Girls Don't Cry - Fergie

Publicado por Desnorteada às 11:31 da tarde 2 comentários

The smell of your skin lingers on me now
You're probably on your flight back to your home town
I need some shelter of my own protection baby
To be with myself and Center, Clarity
Peace, Serenity

I hope you know, I hope you know
That this has nothing to do with you
It's personal, myself and I
We've got some straightening out to do
And I'm gonna miss you like a child misses their blanket
But I've got to get a move on with my life
It's time to be a big girl now
And big girls don't cry
Don't cry
Don't cry
Don't cry

The path that I'm walking
I must go alone
I must take the baby steps 'til I'm full grown, full grown
Fairytales don't always have a happy ending, do they?
And I foresee the dark ahead if I stay

I hope you know, I hope you know
That this has nothing to do with you
It's personal, myself and I
We've got some straightening out to do

And I'm gonna miss you like a child misses their blanket
But I've got to get a move on with my life
It's time to be a big girl now
And big girls don't cry

Like the little school mate in the school yard
We'll play jacks and UNO cards
I'll be your best friend and you'll be mine Valentine
Yes you can hold my hand if you want to
'Cause I want to hold yours too
We'll be playmates and lovers and share our secret worlds
But it's time for me to go home
It's getting late, dark outside
I need to be with myself and Center, Clarity
Peace, Serenity

I hope you know, I hope you know
That this has nothing to do with you
It's personal, myself and I
We've got some straightening out to do
And I'm gonna miss you like a child misses their blanket
But I've got to get a move on with my life
It's time to be a big girl now
And big girls don't cry
Don't cry
Don't cry
Don't cry

(Não gosto da Fergie... não gosto da música dela... mas este tema mexe comigo. Talvez seja pelo momento que atravesso... talvez seja pelo simples facto de a ouvir 50 mil vezes ao dia e pensar sempre na letra... é daquelas que nos fazem andar a cantar a toda a hora...)

domingo, 11 de novembro de 2007

Divagações...

Publicado por Desnorteada às 10:34 da tarde 7 comentários
Sorri por dentro no dia em que me apercebi apaixonada por ti, sabes? No dia em que tive certeza absoluta que gostava de ti. Eu, tu, duas cervejas e um papel verde com o teu nome. Lembras-te? Eu sei que és bom com datas, por isso, tenho a certeza que sim. Esse dia foi muito importante para mim. A rua estava cheia de gente. Estava um frio de rachar. Eu tremia. Não de frio, mas por não saber o que dizer a seguir. Deixaste-me sempre completamente à deriva. Tu e mais as tuas piadas, que sempre soubeste dizer... Ali, naquele momento, percebi que já eras fundamental. Que não eras só mais um amigo. Senti-me vulnerável, frágil e insegura. Acredita, não queria que acontecesse. Eu sabia que ia magoar-me. Pensei durante algum tempo que estava a confundir as coisas, mas nessa noite percebi que não. Talvez, tivesse sido mais fácil se não fossemos já amigos. Podia ter-te mostrado o que sentia, naquele dia, sem proteger o que quer que fosse. Talvez tivesse sido mais acertado... Mas não. Guardei para mim, já não te queria perder... já não o podia fazer. E só descansei quando to disse. Quando te ganhei, ainda que por breves momentos...
Hoje, olho para trás e nem sei bem como é que to disse e como consegui fazê-lo. E lembro que esta luta continua. Diferente, mas continua... Acho que fizemos e fazemos tudo errado. Começamos tarde. Começamos quando tudo acabou. E, agora, começa a ser difícil gerir o que sentimos. O que sentimos no passado e o que sentimos, agora, no presente. “Só” isso. Esta ausência imposta, quase que obrigatória, é tão estranha... gostamos tanto um do outro e acabamos por nos magoar tanto.
Tenho andado a pensar em como te tornaste importante na minha vida... e se não falar contigo é mesmo a solução... Pensei em agir assim para custar menos, mas não custa nem mais nem menos... Custa, simplesmente!

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

MUITO OBRIGADA...

Publicado por Desnorteada às 6:59 da tarde 6 comentários
... pelas

20 000
visitas.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Publicado por Desnorteada às 11:29 da manhã 5 comentários
Este menino merece ser o assunto do post de hoje...

Primeiro, porque teve a mesma ideia do que eu ao ver o jogo de ontem do FCP - Marselha... Peço desculpa Menphis-Child pelo atrevimento, mas vou transcrever exactamente o que escreveste porque eu não diria melhor:

"Devemos encarar os problemas na vida como o golo do Sektioui: pegamos nele, enfrentamos com peito feito, cheios de confiança, saltamos por cima, passamos pelo meio das dificuldades, deitámos o último obstáculo e arrumamos o assunto com convicção, mesmo que isso possa doer a muita gente."
Só acrescento, ninguém nos parava! ;)

Depois, tenho de responder ao desafio que ele me lançou no cantinho dele - o desafio da página 161. Eu não sei se consigo uma frase mais "bonita e cheia de força e esperança" do que aquela que transcrevi... Mas... ;)

Comecei a ler A Bruxa de Portobello de Paulo Coelho. A quinta frase reza assim:

"Você transforma-se num canal, ouve-se a si própria, surpreende-se com o que é capaz."

Agora, passo a 5 amigos bloggers, para que a corrente não se quebre... Só têm de transcrever no vosso blog a quinta frase completa da página 161 do livro que tiverem mais perto...

manhoso - porque a tua leitura é sempre de bom gosto... ;)
covinhas - vamos ver o que andas a ler... ;)
imca - porque és o meu ídolo ;)
coccinella - porque me lanças sempre desafios... ;)
tiago - porque não tens nada a perder... ;)

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Publicado por Desnorteada às 10:36 da tarde 2 comentários
Tiago Bettencourt tem um novo trabalho. Já todos vocês sabem que acho este senhor um grande escritor... é um grande músico, mas acima de tudo, adoro a sua escrita. Ele sabe o que dizer para nos chegar ao coração. "O Jardim" é simplesmente perfeito... Com os Mantha, Tiago Bettencourt leva-nos para vários recantos... aqui, o caminho para espreitarem alguns dos temas. Dos 14, elejo 4: a Canção Simples com Sara Tavares, O Lugar, Outono e O Jogo... Deixo-vos a letra da que mais mexe comigo.

O JOGO
Mais um dia em vão no jogo em que ninguém ganhou
Dá mais cartas, baixa a luz e vem esquecer o amor
És tu quem quer, sou eu quem não quer ver que tudo é tão maior aqui
Está frio demais para apostar em mim

Vê que a noite pode ser tão pouco como nós
Neste quarto o tempo é medo e o medo faz-nos sós
És tu quem quer mas eu só sei ver que o tempo já passou e eu fugi
Que aqui está frio demais para me sentir...
Mas queres ficar...


Tudo o que é meu é tudo o que eu não sei largar
Queres levar tudo o que é meu e tudo o que eu não sei largar...
Vem rasgar o escuro desta chuva que sujou
Vem que a água vai lavar o que me dói
Vem que nem o último a cair vai perder...

Tudo o que é meu é tudo o que eu não sei largar

Queres levar tudo o que é meu e tudo o que eu não sei largar...
Vem rasgar o escuro desta chuva que sujou
Vem que a água vai lavar o que me dói

Vem que nem o último a cair vai perder...
Não... Não vai perder... Não vai perder!
Tiago Bettencourt e Mantha

domingo, 4 de novembro de 2007

Publicado por Desnorteada às 4:56 da tarde 2 comentários
Estar sozinha num domingo faz-me pensar... esta solidão domingueira reforça o provérbio: “o coração tem razões que a própria razão desconhece”. Sinto-me só, vazia e incompleta. É um estado de espírito ao qual me vou habituando, sem saber ao certo se é bom ou mau, mas difícil de descrever... de pôr em palavras. Estar só deixa-me um travo amargo nos dias... deixa-me a ansiar por mais coisas que teimam em não chegar. Prendo-me a tudo em demasia para me encontrar e quando perco esse tudo dói. Estar só ao domingo faz-me pensar nas decisões tomadas... nos caminhos que segui e nas saídas possíveis. O passado não se rescreve, eu sei. Não volta mais. Mas será que as opções que tomei são as correctas?! Será que não há, de facto, outra solução?! Nem sempre é simples pôr esta solidão em palavras... nem a solidão nem os sentimentos. Talvez porque há sentimentos que uma vez em palavras só nos fazem doer. E é essa vontade de pôr os sentimentos em palavras que, hoje, me faz estar só. Não sei se deveria ter caído no silêncio, se não deveria ter esquecido essa vontade de pôr cá fora o que sentia e o que ainda sinto. Às vezes, o silêncio pode mesmo ser de ouro... basta saber lidar com ele e não deixar que a tal vontade de pôr tudo em palavras ocupe o seu lugar. Porque o silêncio conforta... e as palavras são demasiado complicadas e só atrapalham. E eu sei que o silêncio teria sido a saída mais fácil. Porque a decisão está tomada e os sentimentos já são palavras. Palavras que invadiram o nosso silêncio. Este silêncio que já não é partilhado, que magoa, faz chorar e que ninguém vai quebrar... Este silêncio que só nos faz estar mais sós. É, estar sozinha num domingo faz-me pensar...

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

DANÇAR

Publicado por Desnorteada às 3:21 da tarde 0 comentários
v. int.,
mover o corpo cadenciadamente, em geral ao som compassado da voz ou de instrumento
de música;
girar;
rodopiar;
mover-se;
saltar;

(in Dicionário Língua Portuguesa)

Dançar é isto e muito mais... é alegria, é sorrir, é mostrar-nos vivos e de bem com a vida. Eu adoro dançar, sem saber fazê-lo muito bem. Adoro dançar até cair. Até que os músculos do corpo doam. Pela madrugada dentro. Adoro... e tenho de recomeçar a fazer isto mais vezes... ;)
 

O Meu Lado B Copyright © 2012 Design by Antonia Sundrani Vinte e poucos