quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

A responder a um inquérito... *

Publicado por Desnorteada às 3:03 da tarde 2 comentários
X: Profissão, Dona Desnorteada!?
Desnorteada: Jornalista
X: Ai sim, e onde trabalha?
Desnorteada: Neste momento, estou desempregada...
X: Oh, então não é jornalista, é desempregada! :@
Desnorteada: Perdão!? :S

Será que ao não exercermos a nossa actividade, perdemos as nossas competências e habilitações? Ficou-me a dúvida...

sábado, 26 de janeiro de 2008

Leitura*

Publicado por Desnorteada às 11:02 da tarde 6 comentários
Gosto de ler. Muito. Iniciei há dias o novíssimo romance de Miguel Sousa Tavares e estou a gostar, mas precisava de outro tipo de leituras. Vou parar com o Rio das Flores por uns tempos e vou devorar algumas páginas de bom humor... Afinal, e como diz uma das autoras de um dos livros que tenho para ler, rir é uma "contribuição genial para a nossa saúde mental, ou não fosse o riso o melhor remédio para os nossos problemas: confere-nos um óptimo aspecto, não é pecado e além do mais não engorda".
O número de livros que me esperam é razoável e, por isso, já não me posso queixar: pelo menos durante uns dias vou ter o que fazer.

Fica aqui a lista:

Nós, as Mulheres 5
“Espelho meu, existe mulher mais bonita do que eu?”

MAITENA

Porque nos apaixonamos pelas pessoas erradas?
ANA CARDOSO DE OLIVEIRA

Rio das Flores
MIGUEL SOUSA TAVARES

Naqueles Braços
CAMILLE LAURENS

Como dei com o meu psiquiatra em louco
ISABEL STILWELL

Meu Amor, Era de Noite
VASCO GRAÇA MOURA

Onde Estás
FÁTIMA ROLO DUARTE

Tão Veloz como o Desejo
LAURA ESQUIVEL

Canário
RODRIGO GUEDES DE CARVALHO

Ainda não sei qual a ordem de leitura, mas são com toda a certeza boas opções para passar o tempo. Se não aparecer por cá com a mesma frequência, já sabem o motivo... ;)

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

No teu poema*

Publicado por Desnorteada às 11:38 da tarde 0 comentários
No teu poema
existe um verso em branco e sem medida,
um corpo que respira, um céu aberto,
janela debruçada para a vida.

No teu poema
existe a dor calada lá no fundo,
o passo da coragem em casa escura,
e aberta, uma varanda para o mundo.

Existe a noite,
o riso e a voz refeita à luz do dia,
a festa da Senhora da Agonia
e o cansaço do corpo que adormece em cama fria.

Existe um rio,
a sina de quem nasce fraco ou forte,
o risco, a raiva e a luta de quem cai ou que resiste,
que vence ou adormece antes da morte.

No teu poema
existe o grito e o eco da metralha,
a dor que sei de cor mas não recito
e os sonhos inquietos de quem falha.

No teu poema
existe um canto chão alentejano,
a rua e o pregão de uma varina
e um barco assoprado a todo o pano.

Existe um rio
o canto em vozes juntas, vozes certas
Canção de uma só letra e um só destino
a embarcar no cais da nova nau das descobertas.

Existe um rio,
a sina de quem nasce fraco ou forte,
o risco, a raiva e a luta de quem cai ou que resiste,
que vence ou adormece antes da morte

No teu poema
existe a esperança acesa atrás do muro,
existe tudo o mais que ainda me escapa
e um verso em branco à espera do futuro.

José Luís Tinoco (para a voz de Carlos do Carmo)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Publicado por Desnorteada às 11:25 da tarde 2 comentários

(A imagem foi copiada à descarada daqui)

domingo, 20 de janeiro de 2008

Divagações III*

Publicado por Desnorteada às 2:10 da manhã 2 comentários
Já é tarde! Já devia estar a dormir... Mas, por mais que sinta a necessidade de o fazer é difícil... Dou voltas e mais voltas na cama, fico a rebolar uma, duas horas e o sono nunca chega. É isto há dias, ou melhor, há meses... Estou farta destas insónias! Já estive a ler, mas não consigo mais... os olhos pesam-me. Pesam-me mesmo muito... e ainda assim não consigo dormir... Simplesmente, não consigo! Estou a dar em doida! Para desanuviar, resolvi escrever um pouco. Pouso os meus dedos sob o teclado e reparo que as letras não se querem juntar. Chiça!, não me sai nem uma palavra... quanto mais uma frase de jeito?! Eu quero dormir... eu preciso de dormir... e os olhos não me obedecem, não querem fechar, não querem descansar. Já é tão tarde! Se ao menos conseguisse não pensar em ti, no emprego que teima em não aparecer, na falta de vontade em sair de casa, neste sentimento de culpa que me esmaga todos os dias... se ao menos não pensasse nisto sempre que não tenho mais nada para fazer... Porque não temos um botão ON/OFF para o utilizarmos sempre que precisamos?? Isso deveria ser, realmente, possível!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Da Inquietação... *

Publicado por Desnorteada às 3:03 da tarde 4 comentários
Gostaria de me sentir assim...

... mas 'tá difíiiiicil!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

O que eu chamo de um início de ano determinado!*

Publicado por Desnorteada às 10:59 da tarde 10 comentários
Hoje decidi pôr-me a mexer e fui até ao ginásio... meus amigos, nunca suei tanto na vida! Estive duas horas a pôr a ginástica em dia. Agora, o meu único desejo é que na próxima quinta-feira, quando regressar lá, consiga mover as perninhas e os bracinhos... Demorei a tomar a decisão. Nunca fui adepta de exercício físico e daí, claro, o péssimo estado de forma em que me encontro. Esta é a minha primeira resolução para 2008: ginásio-ocupar o tempo-perder peso-ginásio-ficar mais calma-perder peso-ginásio-dormir melhor-perder peso-ginásio-ficar melhor comigo-perder peso-ginásio-(...). Agora que comecei, ninguém me pára! ;)

sábado, 5 de janeiro de 2008

Nada*

Publicado por Desnorteada às 4:11 da tarde 2 comentários

Nada te espanta
nada te encanta
nada te tomba
ou te levanta
sem passar dentro de ti
nada te gera
nada te espera
não há outono nem primavera
sem que o sintas a surgir
Tu és a escala
a mão que embala
tomas bem conta de ti
Tu és a escala
a mão que embala
tens um rumo a seguir
Nada te atrasa
nada te arrasa
nem que no céu percas uma asa
vais pegar de novo em ti
nada te usa
nada te escusa
mesmo se o mundo inteiro te acusa
só tu sabes onde ir
tu és a escala
a mão que embala
tomas bem conta de ti
tu és a escala
a mão que embala
tens um rumo a seguir
e nada esmaga
nada te acaba
nada te encolhe
nada te alarga
nada te tenta
nada te inventa
nada te pesa
nada te aguenta
nada te falha
nada te empurra
nada se ri quando te esmurra
nada te chefia
nada te guia
nada te ofende
ou te desvia
nada te pára
nada te pára
nada te pára
nada...
Jorge Cruz

Vou fingir que o Jorge Cruz me conhece e escreveu esta música para mim... :P É que ela encaixa-me que nem uma luva...

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

"Como esquecer alguém em 5 minutos ou talvez mais um bocadinho...

Publicado por Desnorteada às 8:51 da tarde 8 comentários
Antes de tudo, há que reconhecer que este poderia ser um belo nome para um daqueles livros que as pessoas oferecem umas às outras apenas e só pelo título e que usualmente se encontram em qualquer bomba de gasolina, no corredor do fundo, lado esquerdo, junto aos jornais. Não interessa o autor, nem se alguma vez se leu alguma coisa, nem se os críticos do mil folhas falaram bem, o que importa mesmo, é a mensagem que o título oferece a quem o recebe. E se depois lá dentro, nas páginas que se refugiam na capa, o conteúdo não for grande coisa, isso de nada importa. Entrega-se o livrinho como se estivéssemos a entregar uma senha de papel com uma mensagem, a fazer olhinhos, para a miúda que está na carteira ao lado: “Vai onde te leva o coração!”, “Fazes-me Falta!” “Não há coincidências” e claro o inevitável “Amo-te”.

Houvesse um medicamento, que depois de tomado nos fizesse esquecer a pessoa que amamos e as farmácias ficariam inundadas de gente à sua procura. Existisse uma operação que nos removesse a parte da memória que nos faz lembrar esse alguém e ficariam enormes as listas de espera para essa cirurgia. Mas não existe. Não há. Não se vende, nem se opera.

Mas pode-se esquecer? Pode. Como assim? Ora, usando uma técnica vulgarmente usada pelos bombeiros para extinguir os incêndios. O lendário truque do “Fogo contra Fogo” que basicamente consiste em lançar outro fogo em direcção ao que vem a arder. Assim, queima-se uma área que ainda não esteja ardida, para que quando o fogo lá chegar nada mais tenha para arder. E é limpinho.

O que há a fazer é queimar o que ainda houver de bom e fazer com que as coisas que estejam associadas à pessoa que queiramos esquecer não nos pareçam assim tão agradáveis. E quando ela – leia-se o incêndio – aparecer, já só resta terra queimada.

E assim, aproveitando esta bonita analogia dos incêndios, é justo revelar que aqui o grande problema é o vento, o vento que pode reacender as chamas. E esse vento, pode ser uma chamada dela – que ninguém atenda o telefone – uma súbita vontade de lhe ligarmos nós, às 4 da manhã com uma voz notoriamente embriagada – apague-se já o número – o vento pode ser uma foto dela ainda no quarto – que se guarde isso numa gaveta escura – uma carta que imbecilmente relemos – perigo, perigo! – Aceitarmos um convite para jantar a dois sob o pretexto de irmos falar sobre o ambiente no mundo – isso será muito arriscado – ir a casa dela rever a primeira temporada dos Sopranos em vd. – que fique claro, ao aceitarem o convite, isto já nem será vento, mas possivelmente, um tornado.


E assim, voltando à perniciosa técnica do fogo contra fogo, o mais importante, é queimarmos tudo à volta sem usarmos um único fósforo. É dizermos “isto é muito bonito e tal, mas eu tenho que sair daqui antes que se faça tarde” e assim, ao não permitirmos recaídas que sabemos que só irão adiar o inevitável, extinguiremos o pouco que vai existindo até que tudo fique reduzido a cinzas, tão frias e inertes, que nenhum vento será capaz de as reanimar."

Fernando Alvim
O homem quando quer escreve umas coisas engraçadas... não diz só disparates!
 

O Meu Lado B Copyright © 2012 Design by Antonia Sundrani Vinte e poucos