quinta-feira, 12 de junho de 2008

Publicado por Desnorteada às 11:05 da tarde
Há dias em que nos sentimos a mais. Há outros que nos sentimos a menos. E há outros ainda que nem mais nem menos... Eu sinto-me precisamente assim: nem a mais nem a menos. Quero tanto que nem sei o que já conquistei e o que ainda está por conquistar. Preciso de tanta coisa, mas não consigo perceber do quê e de como lá chegar.

Há dias em que nos sentimos a mais. Há outros que nos sentimos a menos. E há outros ainda que nem mais nem menos... Eu sinto-me precisamente assim: nem a mais nem a menos. É preciso coragem, é preciso vontade, é preciso capacidade e paciência. Saber esperar é uma virtude... mas estou cansada... e não sei fazê-lo.

Há dias em que nos sentimos a mais. Há outros que nos sentimos a menos. E há outros ainda que nem mais nem menos... Eu sinto-me precisamente assim: nem a mais nem a menos. Quero tanto descobrir o futuro. Quero tanto saber o que dizem as minhas mãos e o que me está destinado. Quero tanto saber como vão ser os próximos tempos... mas não tenho certezas.

Há dias em que nos sentimos a mais. Há outros que nos sentimos a menos. E há outros ainda que nem mais nem menos... Eu sinto-me precisamente assim: nem a mais nem a menos. Ao sabor da corrente, seguindo a maré... sem contrariar muito.

Há dias em que nos sentimos a mais. Há outros que nos sentimos a menos. E há outros ainda que nem mais nem menos... Eu sinto-me precisamente assim: nem a mais nem a menos. Porquê?! Porque tem de ser. Ponto.

3 comentários:

Menphis on 12:06 da tarde disse...

Já me disseste, uma vez ou outra, em post meus, que parece que falo aquilo que sentes. Hoje é a minha vez: disseste aquilo que eu tenho pensado e sentido ultimamente.

Como estamos em maré de comemorações do nascimento do Fernando Pessoa deixo-te aqui um poema ao Alberto Caeiro, seu heterónimo, que penso nos servir na medida certa :

" Hoje de manhã saí muito cedo,
Por ter acordado ainda mais cedo
E não ter nada que quisesse fazer...

Não sabia que caminho tomar
Mas o vento soprava forte, varria para um lado,
E segui o caminho para onde o vento me soprava nas costas.

Assim tem sido sempre a minha vida, e
Assim quero que possa ser sempre --
Vou onde o vento me leva e não me
Sinto pensar. "

Beijoquitas

Anónimo disse...

Por um mero acaso, vim parar ao teu B(log) confesso que li todos os Posts no meu local de trabalho, n consegui parar, confesso que os vou ler em casa com muito mais atenção porque revejo-me muito em algumas coisas que escreves.
Espero que continues e não desistas nunca.
Parabéns e um Beijinho
Carla

Desnorteada on 10:56 da manhã disse...

Menphis: este poema assenta-nos mesmo como uma luva. Obrigada por mo apresnetares... ;) Beijinhos

Carla: Sê bem-vinda ao meu humilde cantinho. Apenas descarrego aqui o que me vai cá dentro e que não posso andar a gritar ao mundo... é um escape! Obrigada pela tua simpatia.

 

O Meu Lado B Copyright © 2012 Design by Antonia Sundrani Vinte e poucos