quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Adeus 2009, Olá 2010!

Publicado por Desnorteada às 12:20 da manhã 2 comentários
Não tenho paciência para fazer grandes balanços. Vou apenas dizer o que me está na cabeça, sem rascunho nem cuidado especial. Que dizer de 2009? Este 2009 tão longo... Nem sei bem se isto é correcto dizer-se, uma vez que vivemos os mesmíssimos 365 dias dos outros anos.
2009 foi, no entanto, e contra todas as regras, demasiado longo... com muitas horas, muitos minutos e muitos segundos, muitos mais do que nos anos anteriores. 2009, como aqui já disse, é sinónimo de mudança [«o que foi não volta a ser, mesmo que muito se queira»], de injustiças e incompreensões, dúvidas e medos. Medos. Muitos medos. Sinónimo da mesma procura de sempre, das promessas por cumprir e promessas até por fazer. Promessas. Tantas...
2009 trouxe-me novos projectos, aventuras e desventuras. Os amigos, os de sempre. A verdade. A dura e cruel verdade. As lágrimas e mágoas. O amor [ou a ilusão dele] e desencontros. 2009 deu-me a perspectiva da fuga e do comodismo. A falta de vontade camuflada num sentimento que nem me atrevo a descrever. 2009 levou-me a concertos, a espectáculos, à magia do futebol. O FCP e os seus troféus. Filmes, tantos filmes. Músicas, tantas músicas. Livros, tantos livros. E ofereceu-me a felicidade, como sempre, e infelizmente, por momentos efémeros e curtos. A tristeza que se prolonga, como sempre também. E a tua ausência, a tua despedida, a tua incompreensível e inexplicável decisão. [Jamais vou perceber os caminhos que seguimos... a «não-oportunidade» magoa muito mais.]
E sem ser de repente... Puf... termina. 2009 é um ano que não deixa saudades. Nem coisa nenhuma. Que venha 2010 e que todos os nós se desatem e se cumpram todos os desejos. Os meus e os vossos.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Das arrumações...

Publicado por Desnorteada às 7:27 da tarde 4 comentários
Estou de férias e fechei para balanço. Só volto à rotina em 2010 e até lá tenho de pôr a cabeça em ordem. Hoje, passei o dia em arrumações: tira roupa, põe roupa, rasga papel, arquiva documento, limpa gaveta, rasga papel, arquiva documento, organiza pastas, limpa, organiza, limpa, organiza, limpa, organiza... e soube bem. E no meio disso fui arrumando as ideias e as dúvidas e as incertezas, pondo o passado para trás das costas e o presente no meu caminho. Em 2010, prometo, a minha vida entra nos eixos... ou eu não me chamo Desnorteada. (Pensamento em voz alta: Queira Deus que eu não tenha que mudar de nome)! :D
Do Natal ficaram os gestos, as palavras, as surpresas, os encontros, as saudades, e, claro, os presentes... que registo aqui em jeito de agradecimento a todos aqueles que se lembraram de mim e quiseram ver-me sorrir, mesmo sabendo que eu nem aprecio muito a época natalícia.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Publicado por Desnorteada às 12:49 da manhã 3 comentários
Feliz Natal para todos.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Publicado por Desnorteada às 10:11 da manhã 0 comentários
Esta terça já foi quinta. Esta terça já foi um dos dias mais especiais da minha vida. Esta terça já foi sorriso, palavra e gesto. Não queria lembrar-me, mas a minha memória trai-me. Não queria ter saudades nem sentir o vazio que tenho em mim, mas a minha memória guarda sempre os momentos únicos e efémeros sem quaisquer permissão e / ou explicação. Esta terça já não faz sentido, já não volta atrás, já não é a mesma coisa... mas esta terça já foi quinta e isso eu nunca vou esquecer, para o bem e para o mal...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Olá Inverno!

Publicado por Desnorteada às 2:53 da tarde 0 comentários
Eu gosto do Inverno, do frio, da roupa quentinha e dos cachecóis e das luvas e das botas... Gosto de ficar em casa e ouvir a chuva a cair e de sentir-me aconchegada e saber que lá fora está-se que nem se pode... gosto do inverno, pronto! E talvez por isso o dia 21 seja sempre um dia especial... um dia marcante... um dia em que as lembranças surgem quando menos eu espero.
Hoje, lembrei-me dos trabalhos na escola com algodão, onde se desenhavam e construíam autênticas obras de arte. Hoje, lembrei-me de como gostava de pular para as poças de água e andar de guarda-chuva. Hoje, lembrei-me de como era bom chegar a casa com as mãos e o nariz vermelhos do frio e ter a minha mãe com uma caneça de chocolate quente à espera. Hoje, lembrei-me de como gosto de ir à praia no inverno, de me sentir sozinha com o mar e os meus pensamentos. Hoje, lembrei-me de como gosto do inverno e como gosto de recordar o que o inverno já me deu na vida. Gosto mesmo do inverno, pronto!
O único senão é que muitas dessas coisas boas já se foram, já se perderam e não voltam mais... São apenas memórias, pequenos detalhes que me perseguem como fantasmas, como se caminhassem comigo numa estrada, lado a lado, alternando os meus passos e de quem eu fujo quase sempre de sorriso rasgado para tentar disfarçar o vazio. São pedaços de vida de um passado que procuro fintar, todos os dias, cada vez mais... porque eu sei que o mais importante está aqui e agora e dificilmente «o que foi não volta a ser, mesmo que muito se queira».

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Sobre o Natal...

Publicado por Desnorteada às 3:11 da tarde 6 comentários
Quem me conhece sabe que não aprecio inteiramente esta época do ano. Aliás, as festas natalícias irritam-me um bocadinho. Ora são as musiquinhas do século XV que ecoam por todo o lado, ora a falta de educação das pessoas que se enervam nas filas que nunca mais acabam nos shoppings, lojas, ruas, onde calha... ora as mil e uma mensagens que recebemos muitas vezes de pessoas com quem não falamos há anos... enfim, para dizer a verdade, este espírito de Natal tira-me do sério. Por outro lado, há a parte da reunião da família, do bacalhau e as batatas cozidas regados com o azeite, os doces da época e os chocolates que nos caem no sapatinho, que pelo menos nos aquecem a alma. Come-se em demasia, é certo... mas também se ri bastante e isso é bom. [Principalmente quando se anda a combater uma recessão emocional!]
Têm-me perguntado se já fiz a minha lista de presentes. E a minha resposta é sempre: sim, já tenho a lista dos presentes que vou comprar para oferecer. Bem sei que tenho andado um bocado lenta, mas nunca percebo que me estão a perguntar o que é que eu quero. Eu, por norma, não escolho nada em concreto... nunca fui habituada a fazer uma lista de presentes. Para além disso, a poder escolher dificilmente conseguiria que o Pai Natal me oferecesse aquilo que desejo, não porque me portei mal durante o ano, mas porque há coisas que não estão, efectivamente, ao nosso alcance [e não, não estou a falar do euromilhões].
Eu vejo o Natal como uma altura onde podemos pôr as crianças a sorrir e com os olhos a brilhar. Eles sim merecem ter um montão de presentes. Concordo até que se mantenha a lenda do Pai Natal: é giro e os sonhos nunca fizeram mal a ninguém. Este ano, os mais novos facilitaram-me bastante a vidinha e fizeram as devidas encomendas: ora sai um Diário da Kitty, ora sai umas Barriguitas, ora então sai um aflito: «no sapatinho eu quero uma Jagget». Quando ontem me pus à procura dos brinquedos para oferecer descobri que as Jaggets são uma verdadeira loucura. Elas existem em versão Rock Star, Esqui, Festas de Pijama, enfim... umas doidas! E fiquei com a sensação que até eu gostava de ter uma Jagget! Lembrar-me-ia dos meus tempos de menina e quando brincava com bonecas e de quando tudo era simples como trocar o vestido ou os sapatos só porque não gostava da cor. [Sim, as Jaggets podem ser uma óptimo presente...]

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Das saudades...

Publicado por Desnorteada às 12:22 da tarde 3 comentários
Não dormi bem. Estou exausta e não me apetece nada trabalhar. Sempre fui muito mais coração do que cabeça e isso reflectiu-se a vida inteira nas minhas atitudes, gestos e resultados. Ando com pouco discernimento para contornar os obstáculos do dia-a-dia e odeio-me por isso, porque nunca fui assim. Sinto-me num beco sem saída, com perguntas e dúvidas a moerem e remoerem e remoerem e remoerem (…) sem que eu saiba que caminho seguir, que portas fechar ou deixar entreabertas, que lugar procurar.
Acho que se fosse mais fria, falsa e má, tinha a minha vida facilitada em muitos aspectos, mas eu sou boa pessoa e tenho o perdão como uma das minhas maiores qualidades. Aqueles que amo podem fazer de mim um autêntico saco de boxe que mais cedo ou mais tarde eu irei ver as pancadas como demonstrações de carinho. Sim, é verdade, eu sou muito estúpida… E também me odeio por isso. Odeio com todas as minhas força a minha falta de coragem, todos os sentimentos e sensações contraditórias que tenho em mim, a amargura que sinto quando não tenho as respostas que quero ouvir.
Bem sei que não é fácil aceitar a realidade. Não é fácil que as pessoas se entendam umas às outras seja como for. Hoje, é tudo muito claro. Hoje sei que até as pessoas mais importantes das nossas vidas nem sempre aparecem para ficar. Hoje o tempo é suspenso e nada é como foi. «Se eu podia optar por acreditar num cenário diferente? Podia, mas não ia ser a mesma coisa!» Para quê??? Se as pessoas que mais quero me falham quando eu mais preciso. Porquê??? Se tudo o que mais desejo está longe de se concretizar. Esta sou eu, num dia mau, parada no tempo, com a cabeça e o coração vazios, testemunha da ausência de histórias e pessoas. Dói. Dói muito. E como ando há tempo demais a fugir, não consigo disfarçar. Eu sei que se torna mais fácil não pensar, para não sentir, mas hoje não quero. Não quero. Não quero. Ponto final.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Dos sorrisos...

Publicado por Desnorteada às 4:57 da tarde 3 comentários
«Um dia a lágrima disse ao sorriso: invejo-te porque vives sempre feliz...
O sorriso respondeu: enganas-te, pois muitas vezes sou apenas o disfarce da tua dor.»

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Do concerto...

Publicado por Desnorteada às 12:46 da tarde 3 comentários

sweet oh luscious life
celebrate your dreams when you are away
doesn't it taste so sweet
like it's growing on oh growing on the trees
growing on the trees

when you pick me up off the ground
i'll slowly turn you from a frown
sweet oh luscious life

my sweet oh my sweet oh luscious life
you taste so sweet
when you are so free
my sweet oh luscious life you taste so sweet to me
Find More lyrics at www.sweetslyrics.com

hold time no need for the moment of the day
i celebrate i need i need today

one minute of the day
to celebrate
to let it be
to feel so free
when you and me
in a sweet luscious life
for a minute of day
you taste so sweet

Do concerto de sexta-feira no Sá da Bandeira, podia eleger vários momentos pela genialidade de Patrick Watson, mas porque Luscious Life do álbum Close to Paradise é uma das músicas da minha vida e porque a versão ao vivo me deixou sem palavras... escolhi-a para deixar aqui no meu cantinho.
Enjoy it!

domingo, 29 de novembro de 2009

Publicado por Desnorteada às 5:07 da tarde 8 comentários
«Mudanças. Não gostamos delas. Tememo-las. No entanto, não conseguimos evitá-las. Ou nos adaptamos às mudanças, ou somos deixados para trás. Crescer é doloroso. Qualquer um que te diga que não, está a mentir. Mas aqui vai a verdade: às vezes, quanto mais as coisas mudam, mais elas permanecem as mesmas. E às vezes, oh, às vezes mudar é bom. Às vezes mudar é tudo.» Meredith Grey

Chorei baba e ranho no episódio da Anatomia de Grey quando a Meredith chegou a esta conclusão, que, hoje, percebo tão bem. Às vezes esqueço-me de mim em prol das circunstâncias e das pessoas que convivem comigo. Nem sei bem porque o faço e, de certa forma, raras são as vezes em que tenho consciência de que isso acontece. Há dias disseram-me que eu só escrevia aqui quando me sentia triste… pensando bem, é verdade que a inspiração e vontade em desabafar por palavras são maiores de coração apertado, mas escrevo também quando certas e determinadas «coisinhas» não me saem da cabeça. E é importante que certos momentos da vida nos façam parar para meditar e agir em direcção à felicidade, porque, no fundo, é disso que se trata: uma procura incessante por sorrisos autênticos e seguros, capazes de um bem-estar completo.
As mudanças nem sempre chegam para o bem, mas abrem-nos os olhos para aquilo que realmente desejamos e sabemos que nos faz bem. Disso não tenho dúvidas. Tenho passado muito tempo da minha vida à espera… a esperar pelo momento, pela pessoa certa, por qualquer coisa que nem sei ao certo o que é. E fico tão absorvida nessa expectativa que deixo as coisas passarem por mim e nem reparo. Ontem disseram-me que eu sou bonita e quase nem acreditei, porque o elogio me soou a falso, porque não é normal ser elogiada, porque me tenho esquecido de mim enquanto mulher. Realmente, há alturas na vida em que devemos reflectir e pensar nas mudanças que ela nos traz diariamente…
Tenho deixado que escolham o meu caminho, que tomem as decisões por mim. Sou uma mulher determinada e, às vezes, não me reconheço nas minhas acções, nas minhas palavras. As escolhas que tenho feito ou que tenho deixado que façam por mim são sempre com medo de perder aquilo que sonhei… e, hoje, sei que esta nem sempre foi / é a melhor saída, mas também não sei se não foi / é / será. Quantos sonhos se desfazem? Quantas ilusões se desvanecem? Quantas certezas se conseguem quando se vive o presente em pleno? E quantas dúvidas se transformam em fantasmas por não as esclarecermos? Gostava de ter a famosa bola de cristal e perguntar-lhe o que me reserva o futuro. Não que não esteja a ficar bem com o presente, mas gostava de saber por onde ir amanhã… se devo arriscar ou não o que tenho mesmo não sabendo se com isso vou conseguir o que me faz falta. Gostava de perguntar à bola de cristal o que fazer para não sentir esta dúvida tão asfixiante. Sempre. Todos os dias. Porque esta dúvida só me veio provar que «quanto mais as coisas mudam, mais elas permanecem as mesmas

domingo, 22 de novembro de 2009

Da noite de ontem...

Publicado por Desnorteada às 11:34 da manhã 3 comentários


As the cheerless towns pass my window
I can see a washed out moon through the fog
And then a voice inside my head breaks the analogue
And says

"Follow me down to the valley below
You know
Moonlight is bleeding from out of your soul"

I survived against the will of my twisted folk
But in the deafness of my world the silence broke
And said

"Follow me down to the valley below
You know Moonlight is bleeding from out of your soul"

"My David don't you worry
This cold world is not for you
So rest your head upon me
I have strength to carry you"

(Ghosts of the twenties rising Golden summers just holding you)

"Follow me down to the valley below
You know
Moonlight is bleeding from out of your soul
Come to us Lazarus
It's time for you to go"

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Na ordem do dia...

Publicado por Desnorteada às 9:56 da manhã 9 comentários
A inveja... Eu sei... «é um sentimento muito feio», já dizia o Boss AC, mas não consigo deixar de a sentir... Hoje não... e tenho para mim que nos próximos dias também não! A inveja... é o resultado da vida de quem começa a ter noção agora do tempo que perdeu à volta de algo que não lhe deu nada em troca.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Dos dias difíceis...

Publicado por Desnorteada às 12:00 da manhã 6 comentários
Hoje tenho saudades... não do que fui e do que vivi, mas do que podia ter sido e podia ter vivido.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

We Can Do Anything...

Publicado por Desnorteada às 11:50 da tarde 3 comentários

We can do anything at all
Just as long as we stand tall
We can go anywhere from here
Just as long as you’re near
Whenever I’m around you
It all seems so clear
If I wasn’t such a fool
I’d kiss your lips, my dear
We could be the future and the past
…Just as long as we can make it last
We could just let go, very slowly
Cause right now you’re filling my head
With so many silly questions
About human chemistry
They’re making me uneasy
And soft in my knees
When your heart is trying to tell you something
Not that far from the truth…just do it
And if you try to make the right decisions
based on what you’re made of…remember
We can do anything at all
Just as long as we stand tall

Mikkel Solnado

domingo, 8 de novembro de 2009

Das insónias...

Publicado por Desnorteada às 12:54 da manhã 7 comentários
Estou cansada. Cansada de trabalhar e de sair do trabalho e vir para casa trabalhar e trabalhar no fim-de-semana. Sinto um vazio enorme... sem explicação… ou melhor, com uma explicação sem razão de ser. Estou cansada. Cansada de não dormir e de chegar à cama e rebolar, para um lado e para o outro, vezes sem conta. [Foda-se, como eu gostava de conseguir dormir bem!!!!] Estou tão cansada! Cansada de não ter surpresas que me façam rir e sentir-me completa. Cansada das previsibilidades da vida. Cansada das desilusões, das mágoas e das incertezas. Cansada de não ter o mesmo direito de outras 1001 pessoas. Cansada de ser invisível… de estar na sombra. Realmente já não sei o que é sentir-me totalmente bem há muito tempo. Estou cansada de palavras. Faltam-me os gestos, os abraços e os beijos. Quero sorrisos... sorrisos partilhados... sorrisos verdadeiros e reais. Estou cansada de «smiles». Cansada de investir [Para quê começar tudo de novo se tudo acaba do mesmo jeito?!]. Cansada de sonhar com cenários que nunca se tornam realidade. Cansada de promessas que nunca se concretizam. Cansada de ser sincera e de ter sentimentos que não devo sentir. Cansada da minha maturidade… [Há gente que nasceu com o cu virado para a lua e eu não faço parte desse grupo!]. Estou tão cansada… com TUDO que é o mesmo que dizer com NADA. Estou cansada e farta… Farta de perder sempre o jogo. Farta de não me conseguir encontrar. Farta desta vidinha de merda que tenho vivido nos últimos meses. Farta de migalhas… e de me contentar com elas. Farta de não ser prioridade e ser só uma opção. Farta de não conseguir ser má e olhar para o meu umbigo. Farta de ter de cuidar dos outros, quando preciso é que cuidem de mim. Farta, farta, farta, farta, farta… Estou tão farta que já nem me suporto. Quero abrir a porta, mas parece que a fechadura está avariada e não funciona. Não adianta forçar e nem adianta apontar para as janelas. Quando eu quiser sair ou deixar entrar esta nova vida, isso acontece. Tenho a certeza! Porque os meus dias são feitos de possibilidades e só tenho de agarrar as que me parecerem as melhores para mim. Haja só um pouco de paciência e vontade em esperar… aaaahh, e se não for pedir muito, haja vontade em acreditar religiosamente que um dia eu vou ter noites de sono como uma pessoa normal.

domingo, 1 de novembro de 2009

Das decisões...

Publicado por Desnorteada às 10:02 da tarde 6 comentários
Tenho uma dúvida a assombrar-me todos os segundos, todos os minutos, todas as horas dos meus dias. Não há maneira de a dissipar, de a esquecer, de a apagar. Funciona como uma autêntica «erva daninha» no meu jardim, que quero belo e florido, cheio de cor, vida e alegria. Tenho tentado arrancá-la, mas esta «erva daninha» já tem um lugar muito próprio: vive há muito tempo num cantinho só seu e criou várias raízes, cada vez mais, profundas, que se manifestam sem a minha autorização e quando menos espero.
Tenho pensado nas perguntas que me consomem todos os dias e tentado encontrar a melhor solução para as respostas certas. Quanto tempo levarei a conseguir que no «meu jardim» fiquem apenas as flores? Quanto tempo levarei a retirar todas as raízes, ainda que tenha de cavar muito e muito fundo e revirar toda a terra do jardim? Quanto tempo levarei a querer cultivar de novo?
Eu já comecei a arrancar a última «erva daninha» do meu jardim e sei que muitas das raízes ainda estão lá… [e também sei que é um processo longo e que exige paciência!] Tenho de continuar a cavar, a escavar e a puxar para o bem do meu jardim e de quem o habita. Tenho de ter coragem para não desistir. Porque está na hora de arrancar para sempre a «erva daninha» do meu jardim… e sem a mínima hesitação!

domingo, 18 de outubro de 2009

Do coração...

Publicado por Desnorteada às 4:05 da tarde 7 comentários
Ele bate. E espero que por muito tempo. Mas bate por bater. E com dor. Bate, ora acelerado, ora devagar, a querer bater com força e convicto, mas sem nunca conseguir bater inteiramente. Vai continuar a bater, eu sei, mas é um coração sem saber o que sentir. É um coração triste e magoado que não tem controlo sobre a mágoa e a desilusão. Um tonto que acreditou demasiadamente nas palavras e num silêncio que, hoje, é ensurdecedor.
À primeira batida tentou acalmar. À segunda, tentou aproveitar porque sabia realmente bem. À terceira, à quarta, à quinta, à sexta, …, entrou num estado de delírio, indescritível e demorado, porque sabia ainda melhor. As divagações, os desabafos, as histórias diárias, os sorrisos e a troca de gestos bombeavam todos os dias um sentimento pelas veias que percorrem o corpo e a alma. Um sentimento que não compreendo, que não se concretizou, que não passou disso mesmo… de um sentimento. Só...
Que músculo genial este que é símbolo de vida e não percebeu que estava a ser enganado e gozado. Que músculo ridículo este que entregou a felicidade a um outro que apenas se serviu de um sentimento para passar o tempo. Que músculo ingrato este que não percebeu que o que lhe preenchia o peito não era suficiente para a felicidade comum. Que músculo ignorante este que não foi capaz de perceber um «não-sentimento» e parar de bater por ele. Que músculo inocente este que se deixou levar pela cumplicidade, pela amizade, pelo respeito e desejo de amar. Que músculo estúpido este que, hoje, bate por bater na ânsia de descobrir o que mudou e o que falhou. Que músculo idiota o tal símbolo de vida… ferido e maltratado... que me vai tornando… todos os dias... cada vez mais… menos eu.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Abençoado sejas André Sousa!

Publicado por Desnorteada às 11:15 da manhã 8 comentários
Já todos sabem que passei por algumas fases de desemprego desde que acabei a licenciatura e tenho várias histórias que poderia publicar, daquelas que nos fazem dores de barriga de tanto rir. Mas, a que vos deixo aqui recebi-a hoje por e-mail: é a história de um recém-licenciado que como tantos outros se irrita ao ler um anúncio de trabalho.

O anúncio foi publicado num «famoso» site de procura e oferta de trabalho nacional – o Carga de Trabalhos (ou Estágios), tal é a elevada percentagem de pedidos!
Um jovem recém-licenciado na área lê-o e achou que devia responder à letra!

O ANÚNCIO:

A XXXXXXXXXX está a aceitar candidaturas para estágio na área de Design
Requisitos Académicos: Finalista ou recém-licenciada(o) em Design
Competências pessoais :
• Poder de comunicação;
• Iniciativa;
• Auto-motivação;
• Orientação para resultados;
• Capacidade de planeamento e organização;
• Criatividade
Competências técnicas :
Conhecimentos nos seguintes programas/linguagens
® Adobe Photoshop,
® InDesign,
® Illustrator (FreeHand e Corel Draw) Flash,
® Dreamweaver,
® Premiere,
® AfterEffects,
® SoundBooth,
® SoundForge,
® AutoCad,
® 3D StudioMax
® HTML (basic),
® ActionScript 2.0 (basic),
® CSS,
® XML.
Remuneração: Estágio Remunerado
Duração: 6 meses, com possibilidade de integração na equipa


Resumindo, esta empresa quer um recém-licenciado que saiba de origem 13 softwares e 4 linguagens de programação. Enfim… é o país em que vivemos!

Eis A RESPOSTA (a meu ver, brilhante):

«Boa noite,
Estou a entrar em contacto para responder ao anúncio colocado no site Carga de Trabalhos para a posição de estagiário em Design.
Chamo-me André Sousa, tenho 25 anos e sou um recém licenciado em Design de Equipamento (Fac. Belas Artes de Lisboa).
Sou extremamente comunicativo, transbordo iniciativa e auto-motivação, estou constantemente orientado para os objectivos como uma bússola para o Norte (magnético), sou mais planeado e organizado que o Secretário de Estado de Planeamento e Organização e sou um diamante da criatividade como já devem ter percebido e como vão poder comprovar nas próximas linhas.
Quanto aos conhecimentos técnicos:
Sou um mestre em Adobe Photoshop.
Conheço o InDesign por dentro e por fora.
O Illustrator, Freehand, Corel e o Flash são os meus brinquedos do dia a dia, faço o que quiser com eles.
Nem me ponham a falar do Dreamweaver, até de olhos fechados...
Premiere... Até sonho com ele!
AfterEffects tem um lugar especial no meu coração.
Faço umas coisas bem maradas com o SoundBooth e o SoundForge.
Com o Autocad e o 3d Studio Max até vos faço duvidar dos vossos próprios olhos.
Html, Action Script 2.0, CSS e XML são as linguagens do meu mundo.
Mas sejamos francos, qualquer estudante de 1º ano sabe de cor e salteado qualquer um destes 13 softwares e 4 linguagens de programação...
Eu sou um recém finalista. E como tal tenho muito mais para oferecer:
Tenho conhecimentos de Cinema 4D, Maya, Blender, Sketch Up e Paint ao nível de guru.
Tenho conhecimentos mega-avançados de C+, C, C++, C+ ou -, Java, JavaScript, Ruby on Rails, Ruby on Skates, MySQL, YourSQL, Everyone'sSQL, Action Script 3.0, Drama Script 3.0, Comedy Strip 3.0 e Strip Tease 2.5, Ajax, Vanish Oxi Action, Oracle, Sonasol, XHTML, Batman e VisualBasic.
Conheço o Office todo de trás pra frente assim como o Microsoft WC.
Domino o Flex ao nível do Bill Gates e mexo no Final Cut Pro melhor que o Steven Spielberg.
Tenho ainda conhecimentos de grande amplitude em 4 softwares que estão a ser desenvolvidos por grandes marcas e também de 3 outros softwares que ainda não foram inventados.
Falo 17 línguas, 5 das quais já estão mortas e 6 dialectos de povos indígenas por descobrir.
Com estes conhecimentos todos estou super interessado num estágio porque acho que ainda tenho muito para aprender e experiência para ganhar. Espero que ao fim de 6 meses tenha estofo suficiente para poder fazer parte da vossa equipa e quem sabe liderá-la.
Fico ansiosamente à espera de uma resposta vossa.
Embora tenha uma oportunidade de emprego na NASA e outra no CERN espero mesmo poder fazer parte da vossa equipa.

Cumprimentos,
A. S.

PS: Com um anúncio desses, a pedir o que pedem a um recém-licenciado, é uma resposta destas que merecem. Peço desculpa se feri susceptibilidades mas não me consegui conter.»
Adorava saber como é que a empresa em causa recebeu isto... é sem dúvida uma resposta inteligente e irónica. Quantos de nós não terão já tido a mesma vontade?!

domingo, 4 de outubro de 2009

É isto!

Publicado por Desnorteada às 11:45 da tarde 4 comentários

Better Man

Waitin', watchin' the clock, it's four o'clock, it's got to stop
Tell him, take no more, she practices her speech
As he opens the door, she rolls over...
Pretends to sleep, as he looks her over

She lies and says she's in love with him, can't find a better man...
She dreams in color, she dreams in red, can't find a better man...
Can't find a better man
Can't find a better man

Talkin' to herself, there's no one else who needs to know...
She tells herself, oh...
Memories back when she was bold and strong
And waiting for the world to come along...

Swears she knew it, now she swears he's gone
She lies and says she's in love with him, can't find a better man...
She dreams in color, she dreams in red, can't find a better man...

She lies and says she still loves him, can't find a better man...
She dreams in color, she dreams in red, can't find a better man...
Can't find a better man
Can't find a better man
She loved him, yeah...
she don't want to leave this way

She needs him, yeah...
that's why she'll be back again

Can't find a better man (can't find a better man)

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Da vitória de ontem...

Publicado por Desnorteada às 12:16 da tarde 4 comentários
Foto: Artur Machado / JN

... o Guarín é grande, o Falcão brihante e a magia do Dragão continua inigualável!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Publicado por Desnorteada às 2:51 da tarde 2 comentários
A Mafaldinha hoje faz 45 anos. Que bom que é ver que ela está igual!

sábado, 26 de setembro de 2009

Virar de Página

Publicado por Desnorteada às 2:33 da manhã 7 comentários
Já devia estar a dormir... Eu sei disso. Simplesmente o sono não chega e os olhos mesmo fechados não descansam. E eu estou tão cansada... de pensar, de moer e remoer, de querer não querer, de lutar, de persistir, de não ter coragem, etc...
Sei o que sinto, o que quero e posso ter e, apesar de às vezes ficar pouco lúcida, sei ver o que está à minha volta e o que gostava que estivesse e não está. Existem lugares / pessoas que me oferecem grandes perigos. Distintos daqueles que leio nos títulos dos jornais ou vejo nos noticiários, mas não menos trágicos. O risco que corri ao conhecê-los resultou num imprevisto desejo de permanência, doença de que resultaram inesperados sintomas e efeitos secundários. O mais radical leva a que, num simples indício de vontade, eu abandone a realidade e parta em busca de um sonho, com visões propícias a divagações e descolagens do pensamento. Já meia perdida entre o sonho e a realidade, levo a promessa de nesses lugares / pessoas encontrar prazeres secretos, silêncios reconfortantes e gestos incomparáveis, como se de drogas fortes se tratassem – quando quase sempre não passam de genéricos fraquinhos. O mais suave dos efeitos implica prolongados estados de melancolia e um sentimento enraizado chamado «saudade vitalícia», que, mesmo ao virar de página, persiste e aumenta todos os dias.
Estou diferente! É certo! Tem alturas que nem me reconheço... mas já chega... Basta! Não dá mais. Tenho saudades de mim... também! E eu decido por mim. Ando farta que me indiquem os caminhos que devo percorrer, porque sou eu quem os escolhe e não adianta dizerem-me que esses não são os certos. Quero correr o mesmo risco e sentir o mesmo perigo. Não adianta: há lugares / pessoas que nos vão acompanhar sempre... hoje, amanhã e depois!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Glory Box

Publicado por Desnorteada às 10:38 da tarde 3 comentários

"Glory Box"

I'm so tired, of playing
Playing with this bow and arrow
Gonna give my heart away
Leave it to the other girls to play
For I've been a temptress too long

Just. .

Give me a reason to love you
Give me a reason to be ee, a woman
I just wanna be a woman

From this time, unchained
We're all looking at a different picture
Thru this new frame of mind
A thousand flowers could bloom
Move over, and give us some room

Give me a reason to love you
Give me a reason to be ee, a woman
I just wanna be a woman

[INSTRUMENTAL]

So don't you stop, being a man
Just take a little look from our side when you can
Sow a little tenderness
No matter if you cry

Give me a reason to love you
Give me a reason to be ee, a woman
Its all I wanna be is all woman

For this is the beginning of forever and ever

Its time to move over...

Portishead

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Outono

Publicado por Desnorteada às 2:59 da tarde 0 comentários
Hoje, só por ser Outono, vou chamar-te "meu amor"
Contra as regras do que somos, vou chamar-te "meu amor"
Hoje só por ser diferente te encontrar

É tanto o fado contra nós
Mas nem por isso estamos sós
E embora fique tanto por contar
Hoje, só por ser Outono, vou...

Entre dentes, entre a fuga, vou chamar-te "meu amor"
Enquanto não se encontra forma, vou chamar-te "meu amor"
Entre gente que é demais e tão pequena para saber

Que é tanto vento a favor
Mas tão pouco o espaço para a dor
Só pode ficar tudo por contar...
Hoje, só por ser Outono, vou...

E há flores e há cores e há folhas no chão
que podem não voltar...
podes não voltar.
Mas é eterno em nós
e não vai sair...

Desce o tempo e a noite

vem lembrar que as tuas mãos também
já não são de nós para ficar

Por ser tanto quanto somos
Certo quando vemos
Calmo quando queremos
Hoje, só por ser Outono, vou...

Tiago Bettencourt

sábado, 19 de setembro de 2009

Haja Paciência!

Publicado por Desnorteada às 11:29 da tarde 3 comentários
De uns meses pr'a cá sinto que ando a remar contra a maré. E há dias em que o cansaço é tanto que nem vale a pena pensar se o melhor é desistir e ir com a corrente ou se se deve continuar o esforço: é o excesso de trabalho mal retribuído e reconhecido, é o tempo que voa sem que me aperceba disso, são os sonhos que ficam espalhados pelo chão e as peças que vão desaparecendo do puzzle... é a vida de adulta que me assusta todos os dias. E se juntar a tudo isto uma infecção na garganta, que mais parecia gripe A por causa dos histéricos que temos nos serviços de saúde, os Nimed, Ben-U-Ron, TanTum, as insónias prolongadas e os pesadelos contínuos, uma infecção grave nos pés contraída no ginásio, os Fucidine, Ciprofloxacina, Flucanazol, Elocom, e afins, posso dizer que estou muito perto de atingir o meu limite. Mas, e vendo bem as coisas e tirando as dores e o mau feitio com que tenho andado, todas estes obstáculos são uma prova de que realmente a paciência é a maior virtude de um ser humano... e é coisa que me falta bastante!
P.S.: Escrevo este texto de coração destroçado - pelo mau resultado do FCP em Braga, que levou uma lição de futebol e humildade pela equipa de Domingos Paciência! (Sim, o título é um trocadilho estúpido!) Que raio de equipa era aquela??? Porquê tanta insegurança?? Ok, o Alan teve sorte e o Eduardo defendeu muito, mas, Jesualdo, vê lá o que dizes aos meninos! Esta pobre adepta, que precisa de coisas boas, não merecia esta derrota... é que se com o Chelsea só faltou o golo, com o Braga parecíamos um bocado à nora...

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Publicado por Desnorteada às 11:55 da manhã 4 comentários


Desde segunda-feira que sigo com atenção o novo programa dos Gato Fedorento e a forma como o «quarteto fantástico» Esmiúça os Sufrágios. Finalmente, temos de novo na programação um produto com piada. As peças introdutórias são deliciosas e fazem-me rir bastante e as entrevistas de Ricardo Araújo Pereira (RAP) às figuras da política nacional têm sido no mínimo surpreendentes.
O «episódio» de ontem teve vários pontos interessantes, mas destaco - não fosse eu uma apaixonada por vaquinhas - o momento em que se deu voz às vacas «normais» com o forte Muuuuuuuhh! e o das vacas francesas com o Muuuuuuaaaaah! que Paulo Portas bem lembrou... [Só os Gato Fedorento para porem um momento destes na televisão!]; as gafes políticas da Manuela Ferreira Leite e, claro, as perguntas - não tão divertidas e provocadoras como as dos «episódios» anteriores - do RAP ao líder do CDS-PP que, a meu ver, esteve mais nervoso que José Sócrates e Ferreira Leite, mas conseguiu deixar RAP, muitas vezes, sem resposta... e isso é raro!
O programa está muito bem conseguido. Os Gato Fedorento voltaram em força e, apesar de um arranque um pouco nervoso de José Diogo Quintela, Tiago Dores e Miguel Góis vieram para pôr Portugal a rir. Quanto a Ricardo Araújo Pereira, o Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios só reforça a ideia de que ele é muito bom - não é só um homem que sabe fazer rir, é um homem culto, inteligente, atrevido e sabe muito mais do que ironizar a sociedade actual. Diria até que é o sonho de muita mulher e não fosse ele casado e «pai de filhos», haveria muita gente a dizer-lhe ao ouvido: «Ricardo, não me queres esmiúçar!?»

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Publicado por Desnorteada às 11:04 da tarde 2 comentários
Há jogos, que por mais que se lute e se insista no ataque, não têm outro resultado senão a derrota. E não há mesmo nada a fazer!

Hungry Eyes

Publicado por Desnorteada às 12:10 da tarde 0 comentários

I've been meaning to tell you
I've got this feelin' that won't subside
I look at you and i fantasize
You're mine tonight
Now i've got you in my sights

With these hungry eyes
One look at you and i can't disguise
I've got hungry eyes
I feel the magic between you and i

I wanna hold you so hear me out
I wanna show you what love's all about
Darlin' tonight
Now i've got you in my sights

With these hungry eyes
One look at you and i can't disguise
I've got hungry eyes
I feel the magic between you and i
I've got hungry eyes
Now i've got you in my sights
With those hungry eyes
Now did i take you by surprise

I need you to see
This love was meant to be

[solo]

I've got hungry eyes
One look at you and i can't disguise
I've got hungry eyes
I feel the magic between you and i
I've got hungry eyes
Now i've got you in my sights
With those hungry eyes
Now did i take you by surprise
With my hungry eyes
I need...
Hungry eyes
Now i've got you in my sights
With my hungry eyes

Patrick Swayze com composição: Eric Carmen

Publicado por Desnorteada às 11:38 da manhã 0 comentários

O Dança Comigo é um dos filmes da minha vida. O Patrick Swayze um dos meus actores preferidos. Hoje partiu! O céu ganhou mais uma estrela...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Publicado por Desnorteada às 9:13 da tarde 2 comentários
Tenho saudades, Bill
«Em 2002 escrevi um texto sobre um dos melhores analistas norte-americanos, que morreu no dia 11 de Setembro do ano anterior. Na altura, poucos foram os que leram esse artigo, publicado num pequeno fórum que estava a nascer. Hoje, 8 anos depois do trágico atentado, senti a vontade de voltar a publicar o artigo, homenageando Bill Meehan perante mais leitores. Relendo hoje o texto, não altero uma única vírgula ao que escrevi e é assim que ele vos é mostrado: Com as mesmas palavras, ideias e - sobretudo - sentimentos.
Ulisses Pereira - Caldeirão de Bolsa

11 de Setembro de 2001.Passam 30 minutos do meio dia quando a janela do MSN pisca no meu computador. Do outro lado do Atlântico, Bill escreve a mesma frase com que me cumprimenta todos os dias: "Hi Portuguese guy!".
Conheci Bill Meehan, "head trader" da corretora norte-americana Cantor Fitzgerald, através da troca de alguns mails sobre bolsa em 2000. Desde aí, as conversas sucederam-se e, mesmo sem nunca nos termos conhecido pessoalmente, uma Amizade forte tinha crescido.
Interrompo a minha conversa com ele para ir almoçar. A televisão está desligada e vou dando uma espreitadela ao computador pelo canto do olho, para ir controlando as cotações na nossa bolsa. O mercado está a ressaltar e eu tenho muitas posições longas abertas no nosso mercado, pelo que não posso perder de vista as cotações.
O mercado está calmo mas, de repente, uma onda de vendas assola a nossa Bolsa. Foi brusco demais para ser normal. Salto da cadeira, dirijo-me ao computador e as vendas continuam. Algo aconteceu, pensei eu. Rapidamente encontro na Internet a informação que um avião chocou contra uma das torres gémeas.
Ligo a televisão e os noticiários já estão a dar imagens do "acidente". "Bem... os mercados apanharam um susto com o acidente mas rapidamente recuperam", penso eu para os meus botões.
Vou continuando a seguir as imagens televisivas e a controlar as cotações que, pouco a pouco, vão recuperando quando, em directo, vejo um outro avião embater na outra torre. De imediato, a hipótese de atentado transforma-se em certeza para mim.
Sem hesitar, ligo para a corretora onde negoceio, na qual trabalha a minha irmã e mando vender todos os meus contratos no mercado de futuros. Do outro lado da linha, a minha irmã diz que é uma maluqueira vender tudo pois iria entregar os meus contratos muito abaixo do preço do mercado à vista.
"Vende de qualquer maneira!", grito eu perante a renitência dela em o fazer. É a primeira vez na vida que grito com a minha irmã. Não gostei da sensação. Mais logo, tenho que lhe pedir desculpa.
No entanto, uma sensação de alívio apodera-se de mim. Estou fora deste inferno e consegui sair sem grandes perdas. Estava tão embrenhado no ritmo do mercado que só agora começo a pensar na enorme tragédia humana que aconteceu.
De repente, paro para pensar uns instantes e lembro-me que o Bill trabalha numa das torres do World Trade Center. Salto de imediato para o teclado do meu computador e na janelinha que estava aberta com o seu nome pergunto-lhe se ele está lá. Nenhuma resposta obtenho. Repito incessantemente a mesma frase quase como se quisesse chamar por ele no meio daquele inferno. Nenhuma palavra vinha do lado de lá.
"Em que andar estará ele?. Será que conseguiu fugir do inferno de chamas em que se transformaram as duas torres?" Perguntas às quais não consigo obter resposta e que não param de ecoar na minha cabeça. De um momento para o outro, os números e os mercados deixaram de ter qualquer importância.
Ao fim da tarde, o site www.realmoney.com, no qual o Bill colaborava com os seus excelentes artigos, informa que Bill Meehan se encontrava no 105º andar da torre Norte do World Trade Center no momento do embate do primeiro avião e que se encontra desaparecido.
Era esta a notícia que eu mais temia. Estando ele nos últimos andares da torre Norte, teria sido impossível ele ter escapado com vida depois do primeiro embate. Bill morreu.
É a primeira vez que perco um Amigo que nunca vi. Mas nem o facto de nunca ter visto o seu sorriso, nunca o ter olhado nos olhos, o tornavam menos próximo de mim. Uma das coisas que aprendi com ele é que a distância só existe quando nós queremos e quando deixamos que as palavras se calem.
O Bill era uma pessoa especial. Como são especiais todos aqueles que nos são próximos. Nem o facto de ser um dos mais respeitados analistas americanos lhe retirava a simplicidade e a disponibilidade para trocar opiniões com quem o contactava. Foi assim que o conheci. Foi assim na última conversa que tivemos.
Não vos posso falar do sorriso dele. Não vos posso falar do olhar dele. Mas posso-vos dizer que tinha um coração do tamanho do mundo.
Começo a escrever a análise diária na Sic Online. Será, sem dúvida, o dia em que menos vontade tenho de escrever. O texto termina assim: "Alguém no cimo do mundo, no topo da sua carreira, de um momento para o outro perde a vida. Se hoje perdeu muito dinheiro nos mercados, lembre-se das coisas que o fazem feliz. Lembre-se daqueles que são verdadeiramente importantes para si. Há coisas na vida que não têm preço. Há dias em que falar de bolsa devia ser proibido.»
«Tenho saudades, Bill» foi um artigo publicado no Jornal de Negócios no passado dia 11 de Setembro de 2009. Ponho-o aqui pela força do artigo enquanto homenagem a uma das vítimas do atentado a Nova Iorque em 2001, mas também pela força que a internet tem nos dias que correm. Quantas amizades nascem a partir do MSN? Quantas histórias de amor nascem a partir deste fantástico mundo virtual? Muitos apelidam-no de fantasioso, mas quando as palavras são verdadeiras, não é por ser uma conversa à distância de um clique e por trás de um monitor, que é menos real que um encontro numa mesa de um café. Talvez seja mais fácil, talvez seja menos reconfortante, mas não deixa de ser um criador de laços e sentimentos. Como diz, Ulisses Pereira, o autor do artigo, «a distância só existe quando nós queremos e quando deixamos que as palavras se calem.»

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Das férias...

Publicado por Desnorteada às 10:59 da manhã 4 comentários
Ficou a ideia de que há momentos em que um mergulho (sem pensar muito no assunto) pode resolver muitas situações.

P.S.: A foto foi tirada nas Fisgas do Ermelo em Mondim de Basto

terça-feira, 8 de setembro de 2009

simples

Publicado por Desnorteada às 11:23 da manhã 0 comentários
adj. 2 gén. 2 núm.
adj. 2 gén. 2 núm.
1. Que não é composto.
2. Que não é complicado.
3. Sem ornatos nem enfeites.
4. De fácil interpretação.
5. Puro; claro.
6. Singelo; inocente.
7. Mero; natural.
8. Ingénuo; crédulo.
9. Vulgar.
10. Exclusivo.
11. Fácil.
12. Modesto.
13. Sem luxo.
14. Individuado.
15. Gram. Diz-se dos tempos dos verbos que se conjugam sem auxiliar.
s. 2 gén. 2 núm.
16. Pessoa simples, humilde.
s. m. pl.
17. Pop. Cimbres.Superl.: simplicíssimo.

in www.priberam.pt

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Publicado por Desnorteada às 5:56 da tarde 2 comentários
Quantas coisas perdemos por causa do medo de perder na vida?

terça-feira, 1 de setembro de 2009

I’m back…

Publicado por Desnorteada às 2:49 da tarde 4 comentários
Tenho estado ausente. Problemas e mais problemas afastaram-me da internet e não só. Problemas e as férias. Nove dias de férias. Nove fantásticos dias. Não saí para lado nenhum, mas fiz tanta coisa que parece que estive num país bem longe… daqueles que nos deixam saudades de casa, dos amigos, da família. Confesso: já nem me lembrava como era bom tirar o máximo proveito do tempo. Soube bem VIVER… realmente bem!

Pelo sol que me deixou com uma cor espectacular. Pela água gelada do mar da praia da Azurara, Vila do Conde que me acalmou o corpo e a alma. Pelas ondas da praia do Furadouro. Pela água serena de Areas de Agra na Galiza. Pelas brincadeiras na piscina em Ponte de Lima. Pela água incrível das Fisgas do Ermelo. Pelas Lagoas de S. Pedro de Arcos percorridas de havaianas. Pelos passeios. Pela companhia. Pelos jantares. Pelas caipirinhas. Pelas minis. Pelo Paintball. Pelas gargalhadas. Pelas conversas. Pelos livros que consegui devorar. Pelas boas notícias que fui recebendo. Pela ausência imposta e confirmada. Pelas palavras sufocadas (e ainda bem!). Pelo «não-amor» que afinal não foi suficiente. Pelas saudades de mim. Pela coragem de lutar em não ficar aninhada, encolhida, em mim. Pelos amigos [verdadeiros]. Pelas ideias arrumadas. Por tudo… tudo… tudo… tudo o que consegui perceber nestes últimos dias, as baterias estão completamente recarregadas para um resto de ano que espero que traga muitas mudanças e novos projectos.

Fecha-se um ciclo. Abraça-se uma fase de tanta coisa e de coisa nenhuma. Venha o que Deus quiser! Já dizia Agostinho da Silva: «Não faças planos para a vida, pois podes estragar os planos que a vida tem para ti.»

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Publicado por Desnorteada às 11:29 da manhã 0 comentários
«É da natureza do amor -como Lucano observou há dois milénios e Francis Bacon repetiu muitos séculos depois - ser refém do destino.
No Banquete de Platão, a profetisa Diotima de Mantineia fez ver a Sócrates, com a sincera aprovação deste, que «o amor não se dirige ao belo, como pensa: dirige-se à geração e ao nascimento do belo». Amar é querer «gerar e procriar», e assim o amante «procura e ocupa-se a encontrar a coisa bela na qual possa gerar». Por outras palavras, não é ansiando por coisas prontas, completas e concluídas que o amor encontra o seu significado, mas no estímulo a participar da génese dessas coisas. O amor é congénere da transcendência; não é senão outro nome para o impulso criativo e, como tal, carregado de riscos, pois o fim de uma criação nunca é certo.
Em todo o amor há pelo menos dois seres, cada um deles a grande incógnita na equação do outro. É isso que faz o amor parecer um capricho do destino - aquele futuro estranho e misterioso, impossível de ser descrito antecipadamente, de ser realizado ou protelado, acelerado ou interrompido. Amar significa abrir-se ao destino, à mais sublime de todas as condições humanas, em que o medo se funde com o regozijo numa amálgama irreversível. Abrir-se ao destino significa, em última instância, admitir a liberdade no ser: aquela liberdade que se incorpora no Outro, o companheiro no amor. «A satisfação no amor individual não pode ser atingida... sem humildade, a coragem, a fé e a disciplina verdadeiras», afirma Erich Fromm - apenas para acrescentar adiante, com tristeza, que numa «cultura na qual são raras essas qualidades, atingir a capacidade de amar, será sempre, necessariamente, uma rara conquista.»
E assim é numa cultura consumista como a nossa, que favorece o produto pronto para uso imediato, o prazer passageiro, a satisfação instantânea, resultados que não exijam esforços prolongados, receitas testadas, garantidas de seguro totale devolução de dinheiro. A promessa de aprender a arte de amar é a oferta (falsa, enganosa, mas que se deseja ardentemente que seja verdadeira) de construir a «experiência amorosa» à semelhança de outras mercadorias, que fascinam e seduzem exibindo todas essas características e prometem desejo sem ansiedade, esforço sem suor e resultados sem eforço.
Sem humildade e coragem não há amor. Estas duas qualidades são exigidas, em escalas enormes e contínuas, quando se ingressa numa terra inexplorada e por cartografar. E é esse território que o amor conduz quando se instala entre dois ou mais seres humanos.»
Zygmunt Bauman in Amor Líquido

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Pixar - Partly Cloudy (2009)

Publicado por Desnorteada às 12:43 da tarde 1 comentários

Das histórias mais bonitas que vi até hoje... eu adoro animação!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Da vida...

Publicado por Desnorteada às 4:56 da tarde 0 comentários
Hoje os meus avós fazem 54 anos de casados. Hoje esta data tem um sabor especial. Depois de um mês numa luta desenfreada com um grave problema de saúde, o meu avô deu o melhor presente de casamento à minha avó: regressou ontem a casa. Hoje os meus avós vão poder celebrar os 54 anos de uma vida conjunta... de uma vida partilhada e sincera. Hoje vamos poder brindar à cumplicidade, não só porque estão juntos... mas porque não sabem estar de outra forma. Para mim são, simplesmente, o amor!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

I'm free...

Publicado por Desnorteada às 4:23 da tarde 2 comentários
... to do what i want!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Poucas horas de sono...

Publicado por Desnorteada às 3:02 da tarde 0 comentários
... têm este efeito em mim.

Aqui entre nós, que ninguém «nos ouve», [Shiuuuuu] tenho mesmo de resolver este problema...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

This is my life!

Publicado por Desnorteada às 5:16 da tarde 2 comentários

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Apesar da raiva...

Publicado por Desnorteada às 5:04 da tarde 0 comentários
Quero dizer-te uma coisa simples: a tua
Ausência dói-me. Refiro-me a essa dor que não
Magoa, que se limita à alma; mas que não deixa,
Por isso, de deixar alguns sinais - um peso
Nos olhos, no lugar da tua imagem, e
Um vazio nas mãos, como se as tuas mãos lhes
Tivessem roubado o tacto. São estas as formas
Do amor, podia dizer-te; e acrescentar que
As coisas simples também podem ser complicadas,
Quando nos damos conta da diferença entre o sonho e a realidade.
Porém, é o sonho que me traz a tua memória; e a
Realidade aproxima-me de ti, agora que
Os dias correm mais depressa, e as palavras
Ficam presas numa refracção de instantes,
Quando a tua voz me chama de dentro de
Mim - e me faz responder-te uma coisa simples,
Como dizer que a tua ausência me dói.


Nuno Júdice

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Publicado por Desnorteada às 10:16 da manhã 0 comentários
ACABOU!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Publicado por Desnorteada às 9:06 da tarde 0 comentários
Ontem um rato de esgoto foi pelo cano, hoje outro rato de esgoto «subiu ao trono»!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Now I love Someone

Publicado por Desnorteada às 4:55 da tarde 2 comentários

Old lock, old door
Old yard, overgrown
I'm up, up and gone
So long, so long
For now I love someone

Our love is a song
That we sing, that's been sung
By our parents and their parents
They swear it and we swear it now
Now we love someone

We both bellow "Hello!"
We both bellow "Hello"

I don't want no "I guess sos"
Just yeses or instead so long, so long
And you don't love no one
Because my wins are your wins
In the sleet, in the spring
And your losses are my losses when you're opposite me only
Now we love somebody

We both bellow "Hello!"
We both bellow "Hello! How are you? How are you? Hello!"
Holly Throsby

Nota:
Esta música faz parte do novo anúncio Sumol Bliss (que por sinal é um anúncio brilhante).

Só uma música consegue isto… um amor à primeira vista.

Now I Love Someone de Holly Throsby serve-me como um generico fraquinho para os dias cinzentos que tenho vivido.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Publicado por Desnorteada às 11:16 da tarde 2 comentários
Depois de pensar, pensar, pensar, pensar, pensar... cheguei a uma conclusão:

Preciso de miminhos!

Estou oficialmente deprimida.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Publicado por Desnorteada às 10:33 da tarde 2 comentários
Toda a gente me diz que mereço ser feliz... Pergunto: então porque raio é que isso não acontece?

terça-feira, 9 de junho de 2009

...

Publicado por Desnorteada às 3:50 da tarde 0 comentários
Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro o amor em teu olhar
É uma pedra
Ou um grito
Que nasce em qualquer lugar

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal aquilo que sou
Sou um grito
Ou sou uma pedra
De um lugar onde não estou

Às vezes sou também
O tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar

Às vezes sou também
Um sim alegre
Ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão

Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro as palavras por dizer
É uma pedra
Ou um grito
De um amor por acontecer


Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal p'ra onde vou
E esta pedra
E este grito
São a história d'aquilo que sou

«Silêncio e Tanta Gente» de Maria Guinot

terça-feira, 2 de junho de 2009

Ora aí está!

Publicado por Desnorteada às 10:09 da manhã 0 comentários
«Mais um bocadinho e estamos todos a quinar :S!! Aiiiii...»
by Scooby
P.S.: Cliquem na imagem para ler o texto.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Taça de Portugal

Publicado por Desnorteada às 10:25 da manhã 1 comentários
Ontem estive no Jamor e, pela primeira vez, não quero lá voltar...
O F. C. Porto venceu a 14ª Taça de Portugal e conseguiu a sexta dobradinha (Bib'ó Porto, Carago!), calando muita gente que ficou sem argumentos para denegrir um clube. Dentro das 4 linhas, o ambiente foi pobre e, fora delas, o que valeu foram as cores azul, branco e amarelo. Apesar da envolvência do jogo ter sido um espectáculo de louvar, o Estádio Nacional não tem condições para receber um jogo de futebol: há ervas no meio dos bancos, insectos por todo o lado, lixo, não há casas de banho decentes, há bancos soltos (mesmo à mão de semear e susceptíveis de arremesso!), não transmite segurança absolutamente nenhuma e desrespeita o conforto no desporto.
Os jogos no Jamor são únicos, mas para continuar a receber gente terá de sofrer uma renovação, ou pelo menos, deverá ter uma manutenção irrepreensível. Quando ontem me sentei para ver o jogo, só tinha uma pergunta na cabeça: com 10 estádios construídos de raiz em POrtugal, novos, sem enchentes durante todo o ano, porque é que duas equipas do norte se têm de deslocar à capital para jogar num sítio onde ver um jogo de futebol é um sacrifício??

Lamentável!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Publicado por Desnorteada às 9:58 da manhã 2 comentários
Ontem o FC Barcelona fez-me feliz! ihihihihi

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Insulto ao Amor

Publicado por Desnorteada às 11:05 da manhã 3 comentários
Há algumas semanas que sigo o blog deste senhor! Hoje, não resisto a copiar-lhe o texto, não só porque a escrita é deliciosa, mas também porque é exactamente isto que queria ter conseguido pôr no papel.

O amor é o maior filho da puta à face da terra. É um falso, um embuste, um sacana da pior espécie. É o escroque que se embrenha em nós, que nos consome, que nos corrói, que se cola como uma lapa e que depois, quando nos queremos ver livre dele, recusa-se a ir. E não nos larga o coração e suga-nos até à alma.

O amor é tudo o que não se quer. Porque não dura sempre – e nós sabemos que ele não dura sempre e teimamos em idolatrá-lo. Enquanto dura, enquanto existe no ar, enquanto alimenta uma vida, finge-se de herói, de salvador, de deus da alegria. Mas anda a enganar-nos a todos. O amor é um Judas, um Robert Ford, é o vira-casacas que nos entrega aos bandidos, que nos espeta uma faca nas costas. É o cínico que se faz de amigo, de gajo porreiro, para que quando viremos costas nos atirar para a valeta.

Miguel Esteves Cardoso fez um dia o elogio ao amor. Ah! Ah! Só dá para rir. Elogiar o quê? O amor puro só serve para vender bilhetes de cinema, porque não há amor puro, porque se houvesse o amor puro venceria tudo, aguentaria embates com a força de um camião TIR, derrubaria fortalezas, esmagaria exércitos, mas não, o amor puro só faz isso no cinema, porque é nas telas e nos guiões que ele existe. Diz o Miguel que o amor é uma coisa e a vida é outra. Nisso tem razão. A vida é o que é, é o que nós fazemos dela, o amor não, o amor é um traste que quando se quer ir embora vai e não liga puto a quem o tratou bem, a quem acreditou nele, a quem lutou por ele – falso, Judas, cabrão de merda.

O amor é uma praga que se espalha e se impregna nos corações dos fracos, porque ele sabe que todos somos fracos e que todos queremos encher o coração com alguma coisa. Geralmente é com o amor, que chega de pantufas, pé ante pé, mergulha no quentinho do coração e tapa-se até às orelhas. E ali fica, como se fosse a coisa mais querida do mundo. Só que ele não dorme. Ele finge que dorme, porque - não sei se já disse - o amor é um falso, um paneleiro sem vergonha, que só nos quer conquistar para mostrar que é forte, que move marés, faz o sol brilhar e gera tempestades. E é isso que ele faz. Mostra-nos o sol, para logo de seguida nos espetar com um trovão nos cornos, que nos frita os miolos e nos manda desta para melhor.

O mundo está cheio de gente enganada, de gente infectada por esta doença mascarada de coisa fofinha, esta coisa que diz chamar-se amor. A esses, aos enganados, aos pobres coitados que pensam que ganharam o Euromilhões porque têm o coração cheio, só deixo um recado: não perdem pela demora. O amor só está à espera do melhor momento para vos fulminar. É no momento em que virarem costas, é no momento em que se mostrarem frágeis, é no momento em que derem o flanco, é aí, meus caros, que estão fodidos.

Porque noutra coisa o Miguel Esteves Cardoso tinha razão: o Amor é fodido.

by O Arrumadinho

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Desengano

Publicado por Desnorteada às 10:12 da manhã 1 comentários
s. m.
1. Saída do erro ou do engano em que está.
2. Franqueza, sinceridade (que não deixa lugar a enganos).

desenganar - Conjugar

v. tr.
1. Tirar (a alguém) do engano.
2. Fig. Fazer perder a esperança.
3. Fazer claro a.
v. pron.
4. Sair do engano; conhecer a verdade.
5. Pop. Decidir-se.

in www.priberam.pt

sexta-feira, 15 de maio de 2009

«Se ele quisesse, éramos dois a querer!»

Publicado por Desnorteada às 11:08 da manhã 3 comentários
Hoje, caiu na caixa de correio um e-mail que, vá... me faz suspirar de cada vez que o abro (e garanto-vos já abri este e-mail pelo menos umas 10 vezes...)



Minha Nossa Senhora... onde é que há disto para eu procurar. Compro já!



Estou completamente derretida!

P.S.: A frase do título é da autoria desse grande fotógrafo internacional Orlando Fonseca e o sr. que me faz feliz chama-se SAKIS ROUVAS E FOI VOTADO O HOMEM MAIS BONITO DO MUNDO!

sábado, 2 de maio de 2009

Her Morning Elegance

Publicado por Desnorteada às 9:07 da tarde 1 comentários

Sun been down for days
A pretty flower in a vase
A slipper by the fireplace
A cello lying in its case

Soon she's down the stairs
Her morning elegance she wears
The sound of water makes her dream
Awoken by a cloud of steam
She pours a daydream in a cup
A spoon of sugar sweetens up

And She fights for her life
As she puts on her coat
And she fights for her life on the train
She looks at the rain
As it pours
And she fights for her life
As she goes in a store
With a thought she has caught
By a thread
She pays for the bread
And She goes...
Nobody knows

Sun been down for days
A winter melody she plays
The thunder makes her contemplate
She hears a noise behind the gate
Perhaps a letter with a dove
Perhaps a stranger she could love

And She fights for her life
As she puts on her coat
And she fights for her life on the train
She looks at the rain
As it pours
And she fights for her life
As she goes in a store
With a thought she has caught
By a thread
She pays for the bread
And She goes...
Nobody knows

And She fights for her life
As she puts on her coat
And she fights for her life on the train
She looks at the rain
As it pours
And she fights for her life
Where people are pleasently strange
And counting the change
And She goes...
Nobody knows

Oren Lavie

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Publicado por Desnorteada às 2:41 da tarde 0 comentários
Há dias em que só nos apetece dizer três coisas:

«FO-DA-SE!»

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Farol de luz em tempo de crise(s)

Publicado por Desnorteada às 11:32 da manhã 1 comentários
«Lá fora, Portugal é reconhecido no mapa-múndi que cabe entre quatro linhas. E em três sílabas: fêcêpê.

Um "farol luminoso" no seio da "decepção" nacionalizada pode dar esta quarta-feira a Portugal "a notícia que todos esperamos há muito". Desenganem-se os cépticos. É um sportinguista que fala. Do Porto com FC grande. Do Porto que tem marca. (...)»


Este artigo do JN é delicioso. Podem ler o resto aqui.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Almost Lover

Publicado por Desnorteada às 10:51 da manhã 0 comentários

Your fingertips across my skin
The palm trees swaying in the wind
Images
You sang me Spanish lullabies
The sweetest sadness in your eyes
Clever trick

Well, I never want to see you unhappy
I thought you'd want the same for me

[Chorus]
Goodbye, my almost lover
Goodbye, my hopeless dream
I'm trying not to think about you
Can't you just let me be?
So long, my luckless romance
My back is turned on you
Should've known you'd bring me heartache
Almost lovers always do

We walked along a crowded street
You took my hand and danced with me
Images
And when you left, you kissed my lips
You told me you would never, never forget
These images

No

Well, I'd never want to see you unhappy
I thought you'd want the same for me

[Chorus]
Goodbye, my almost lover
Goodbye, my hopeless dream
I'm trying not to think about you
Can't you just let me be?
So long, my luckless romance
My back is turned on you
Should've known you'd bring me heartache
Almost lovers always do

I cannot go to the ocean
I cannot drive the streets at night
I cannot wake up in the morning
Without you on my mind
So you're gone and I'm haunted
And I bet you are just fine

Did I make it that
Easy to walk right in and out
Of my life?

[Chorus]
Goodbye, my almost lover
Goodbye, my hopeless dream
I'm trying not to think about you
Can't you just let me be?
So long, my luckless romance
My back is turned on you
Should have known you'd bring me heartache
Almost lovers always do...

A Fine Frenzy

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Publicado por Desnorteada às 10:50 da tarde 3 comentários
Sinto-me a gritar para dentro.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Publicado por Desnorteada às 5:30 da tarde 0 comentários
Por onde andas quando mais preciso de ti? :(

segunda-feira, 16 de março de 2009

Quase Perfeito

Publicado por Desnorteada às 3:36 da tarde 0 comentários

Sabe bem ter-te por perto
Sabe bem tudo tão certo
Sabe bem quando te espero
Sabe bem beber quem quero

Quase que não chegava
A tempo de me deliciar
Quase que não chegava
A horas de te abraçar
Quase que não recebia
A prenda prometida
Quase que não devia
Existir tal companhia

Não me lembras o céu
Nem nada que se pareça
Não me lembras a lua
Nem nada que se escureça
Se um dia me sinto nua
Tomara que a terra estremeça
Que a minha boca na tua
Eu confesso não sai da cabeça

Se um beijo é quase perfeito
Perdidos num rio sem leito
Que dirá se o tempo nos der
O tempo a que temos direito

Se um dia um anjo fizer
A seta bater-te no peito
Se um dia o diabo quiser
Faremos o crime perfeito

Donna Maria
(Miguel Rebelo, Letra: Miguel A. Majer)

quarta-feira, 11 de março de 2009

Publicado por Desnorteada às 10:26 da tarde 0 comentários
Tenho quase 29 anos e há dias em que me apetece ter de novo uns dois, três aninhos. À medida que vou crescendo, vou valorizando ainda mais determinados aspectos que em crianças me completavam: um abraço, um sorriso, um miminho... apenas. Tento ver a vida com optimismo, pensar nas coisas boas que ela me vai dando - que até são muitas! - mas nos últimos dias não consigo deixar de sentir que a vida em alguns campos não tem sido muito meiga comigo.

As minhas relações com as pessoas não são as melhores... acredito sempre que é possível receber tanto como dou e não é bem assim. Talvez o erro esteja em mim - por ser tão exigente com os outros como comigo - mas «c'um caraças» tantas vezes! Sou tudo aquilo que posso ser e, às vezes, até sou mais... desdobro-me em 50 esquecendo que como diz o povo: «o que é demais é erro!» e faço tudo e mais alguma coisa pelos outros [ainda!], quando nesta fase o que mais precisava era que alguém fizesse qualquer coisinha por mim. Preciso dos tais gestos, dos sorrisos, de um abraço daqueles que nunca mais se esquecem, de um beijo, de qualquer coisinha que me faça sentir eu novamente. Já percebi que todas as palavras do mundo não chegam e até já aprendi que mais vale calada e quieta do que a dizer aquilo que não quero ouvir - só para não saber aquilo que já sei mas que não quero, na verdade, saber...

Não aguento mais as distâncias inexplicáveis. Não aguento mais os silêncios impostos. Não aguento ser tão facilmente esquecida, ignorada e indiferente. As respostas que a vida me vai dando são tão duras, que não sei avaliar se não era melhor nem as ter - pelo menos, para não me sentir tão sozinha, tão incompreendida e não aceite por ninguém. Esta dor e raiva que tenho andado a guardar para mim - porque é melhor! - não é saudável. Esta impotência que sinto quando vejo que pensam que me estão a enganar e eu não estou a entender revolta-me de uma maneira que chego a ter medo de mim. Regra geral, sei sempre muito mais do que o que as pessoas pensam. A minha intuição não é simpática e isso magoa... muito! Estar sozinha numa batalha que se quer de mais alguns pode ser bom, mas também me vai transformando numa mulher que não quero ser. E esta é que é a verdade! Lamento...

32 músicas em 8 minutos...

Publicado por Desnorteada às 10:15 da manhã 0 comentários

Simplesmente brilhante!

domingo, 8 de março de 2009

Publicado por Desnorteada às 4:35 da tarde 1 comentários
Poderá um leão criado num rebanho de ovelhas ser um autêntico leão?

segunda-feira, 2 de março de 2009

Saudade...

Publicado por Desnorteada às 6:16 da tarde 1 comentários
do ant. soedade, soidade, suidade < Lat. solitate, com influência de saudar

s. f.,
lembrança triste e suave de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de as tornar a ver ou a possuir;
pesar pela ausência de alguém que nos é querido;
nostalgia;

Bot.,
nome de várias plantas dipsacáceas e das respectivas flores;
(no pl. ) lembranças afectuosas a pessoas ausentes;
(no pl. ) cumprimentos.

in www.priberam.pt

domingo, 1 de março de 2009

Pensamento do dia...

Publicado por Desnorteada às 10:31 da tarde 0 comentários
Não adianta nada... o vazio está cada vez mais vazio.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Hakuna Matata!

Publicado por Desnorteada às 8:41 da tarde 1 comentários

É bom só de ouvir...

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Balançar

Publicado por Desnorteada às 5:10 da tarde 0 comentários
Pedes-me um tempo,
para balanço de vida.
Mas eu sou de letras,
não me sei dividir.
Para mim um balanço
é mesmo balançar,
balançar até dar balanço
e sair...

Pedes-me um sonho,
para fazer de chão.
Mas eu desses não tenho,
só dos de voar.

Agarras a minha mão
com a tua mão
e prendes-me a dizer
que me estás a salvar.
De quê?
De viver o perigo.
De quê?
De rasgar o peito.
Com o quê?
De morrer,
mas de que paixão?
De quê?
Se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde~
e não ter
nem sentir
o vento ardente
a soprar o coração...

Pedes o mundo
dentro das mãos fechadas
e o que cabe é pouco
mas é tudo o que tens.
Esqueces que às vezes,
quando falha o chão,
o salto é sem rede
e tens de abrir as mãos.

Pedes-me um sonho
para juntar os pedaços
mas nem tudo o que partes
e volta a colar.
E agarras a minha mão
com a tua mão e prendes-me
e dizes-me para te salvar.

De quê?
De viver o perigo.
De quê?
De rasgar o peito.
Com o quê?
De morrer,
mas de que paixão?
De quê?
Se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde
e não ter
nem sentir
o vento ardente
a soprar o coração...
Mafalda Veiga

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Publicado por Desnorteada às 10:55 da manhã 0 comentários
เสียใจ

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Há artigos que valem mesmo a pena ler e reler...

Publicado por Desnorteada às 10:58 da manhã 2 comentários
Está bem... Façamos de Conta

Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.
Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.
Mário Crespo in JN de 09.02.09

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Banda Sonora Perfeita...

Publicado por Desnorteada às 11:41 da manhã 0 comentários

«Everywhere I'm turning
Nothing seems complete
I stand up and I'm searching
For the better part of me
I hang my head from sorrow
State of humanity
I wear it on my shoulders
Gotta find the strength in me

Cause I am a Superwoman
Yes I am
Yes she is
Still when I'm a mess
I still put on a vest
With an S on my chest
Oh yes
I'm a Superwoman

For all the mothers fighting
For better days to come
And all my women, all my women sitting here trying
To come home before the sun
And all my sisters
Coming together
Say yes I will
Yes I can

Cause I am a Superwoman
Yes I am
Yes she is
Even when I'm a mess
I still put on a vest
With an S on my chest
Oh yes
I'm a Superwoman

When I'm breaking down
And I can't be found
And I start to get weak
Cause no one knows
Me underneath these clothes
But I can fly
We can fly, Oooohh

Cause I am a Superwoman
Yes I am
Yes she is
Even when I'm a mess
I still put on a vest
With an S on my chest
Oh yes
I'm a Superwoman»
Alicia Keys

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Publicado por Desnorteada às 10:09 da manhã 0 comentários
Irritam-me os que se acham superiores a tudo e a todos...
Irritam-me os cobardes que só falam pelas costas...
Irritam-me os que não têm coragem de assumir as coisas...
Irritam-me os insensíveis...
Irritam-me os pobres de espírito...
Irritam-me os que decidem por mim...
Irritam-me os que não me aceitam como sou...
Irritam-me os infantis...
Irritam-me os que se esquecem de mim...
Irritam-me os que me tratam como se eu não soubesse o que quero...
Irritam-me os que me tratam como se eu não soubesse o que estou a fazer...
Irritam-me os podem tudo e mais alguma coisa...
Irritam-me as injustiças...
Irritam-me as crises existenciais...
Irritam-me as férias dos outros...
Irritam-me os dias a passar sem eu os aproveitar...
Irritam-me os segundos desperdiçados...
Irritam-me as palavras mal gastas... e os gestos... e as tentativas em vão...
Irritam-me estes e aqueles e os outros...
Irritam-me ...
IRRITAM-ME! IRRITAM-ME! IRRITAM-ME! IRRITAM-ME! IRRITAM-ME!

P.S.: Sim, estou muuuuiiiitttoooo sensível!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O Mar Fala de Ti

Publicado por Desnorteada às 12:05 da tarde 0 comentários

Eu nasci nalgum lugar
Donde se avista o mar
Tecendo o horizonte
E ouvindo o mar gemer
Nasci como a água a correr
Da fonte

E eu vivi noutro lugar
Onde se escuta o mar
Batendo contra o cais
Mas vivi, não sei porquê
Como um barco à mercê
Dos temporais.

Eu sei que o mar mão me escolheu
Eu sei que o mar fala de ti
Mas ele sabe que fui eu
Que te levei ao mar quando te vi
Eu sei que o mar mão me escolheu
Eu sei que o mar fala de ti
Mas ele sabe que fui eu
Quem dele se perdeu
Assim que te perdi.

Vou morrer nalgum lugar
De onde possa avistar
A onda que me tente
A morrer livre e sem pressa
Como um rio que regressa
Á nascente.

Talvez ali seja o lugar
Onde eu possa afirmar
Que me fiz mais humano
Quando, por perder o pé,
Senti que a alma é
Um oceano.
Mafalda Arnauth / Tiago Torres da Silva

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Portas Fechadas...

Publicado por Desnorteada às 9:52 da manhã 1 comentários
Antes de mais, quero agradecer a todos os que por aqui vão passando, apesar deste blog estar "moribundo". Fica o meu sincero agradecimento!
Este é só um desabafo... mais um... daqueles à antiga! Ando há tanto tempo a gastar palavras noutro sítio, que me tenho esquecido de as utilizar em meu nome e de uma forma que me dá prazer. Eu adoro escrever e nem tenho explicação para o facto de não o fazer mais vezes, ou melhor, de não o publicar. O único motivo plausível foi a "invasão de privacidade" de que me senti alvo, quando muitas vezes me apercebia de que estavam a forçar a entrada num lugar que é só meu. Sentia-me mal... sentia-me nua e mal interpretada, porque raras são as vezes em que de facto as pessoas compreendem bem as nossas palavras e o sentido que lhes queremos dar... Ando cansada... esgotada... e zangada comigo, sobretudo comigo... E não fazem ideia o quanto eu odeio e me custa estar assim!

Nestes últimos dias, tenho andado a pensar e isso não é bom... Para quem me conhece bem sabe disso: pensar muito faz com que tenha noção dos meus erros, das minhas burrices e de todas as mentiras em que tenho vivido. A verdade é que quando passo por uma fase como esta, de reflexão, a única conclusão real a que chego é a de que com a verdade, pura e dura, apre(e)ndo sempre grandes lições e devo tirar partido disso. A mais recente [e partilho-a convosco não por gostar dela, mas por querer gritá-la com raiva] é a de que ando à procura de mim há demasiado tempo e tempos houve em que eu achei que me tinha encontrado, mas estava tão enganada... A razão dessa descoberta era pura ilusão... só eu a vi e só eu a vivi. E não percebo... não fui suficientemente importante para a conseguir, nem suficientemente inteligente para a detectar a tempo. O melhor é mesmo seguir caminho para um espaço só meu, onde não há o perigo de me ferir nem a sensação de perda que me consome o tempo inteiro. Podem achar que sou cobarde e que me estou a refugiar num medo estúpido, mas por enquanto as portas estão bem melhor fechadas...
P.S.: Por favor, aos que me conhecem, não interpretem mal as minhas palavras...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Arrepiante!

Publicado por Desnorteada às 12:02 da tarde 2 comentários

Quero um Obama só para mim...

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Festival para Gente Sentada

Publicado por Desnorteada às 10:50 da manhã 1 comentários
Para um público que gosta de música e é exigente... Dias 13 e 14 de Fevereiro, no Cine-Teatro António Lamoso, em Santa Maria da Feira... Para pôr na agenda! ;)

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Flor de Verde Pinho

Publicado por Desnorteada às 11:09 da tarde 0 comentários
Eu podia chamar-te pátria minha
dar-te o mais lindo nome português
podia dar-te um nome de rainha
que este amor é de Pedro por Inês.

Mas não há forma não há verso não há leito
para este fogo amor para este rio.
Como dizer um coração fora do peito?
Meu amor transbordou. E eu sem navio.

Gostar de ti é um poema que não digo
que não há taça amor para este vinho
não há guitarra nem cantar de amigo
não há flor não há flor de verde pinho.

Não há barco nem trigo não há trevo
não há palavras para dizer esta canção.
Gostar de ti é um poema que não escrevo.
Que há um rio sem leito. E eu sem coração.

Manuel Alegre

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Bem bom

Publicado por Desnorteada às 11:24 da tarde 2 comentários

por Rui Reininho


Sempre gostei desta música... mas esta versão delicia-me! Que sirva de bússola para 2009... para o bem e para o mal... ;)

 

O Meu Lado B Copyright © 2012 Design by Antonia Sundrani Vinte e poucos