quarta-feira, 11 de março de 2009

Publicado por Desnorteada às 10:26 da tarde
Tenho quase 29 anos e há dias em que me apetece ter de novo uns dois, três aninhos. À medida que vou crescendo, vou valorizando ainda mais determinados aspectos que em crianças me completavam: um abraço, um sorriso, um miminho... apenas. Tento ver a vida com optimismo, pensar nas coisas boas que ela me vai dando - que até são muitas! - mas nos últimos dias não consigo deixar de sentir que a vida em alguns campos não tem sido muito meiga comigo.

As minhas relações com as pessoas não são as melhores... acredito sempre que é possível receber tanto como dou e não é bem assim. Talvez o erro esteja em mim - por ser tão exigente com os outros como comigo - mas «c'um caraças» tantas vezes! Sou tudo aquilo que posso ser e, às vezes, até sou mais... desdobro-me em 50 esquecendo que como diz o povo: «o que é demais é erro!» e faço tudo e mais alguma coisa pelos outros [ainda!], quando nesta fase o que mais precisava era que alguém fizesse qualquer coisinha por mim. Preciso dos tais gestos, dos sorrisos, de um abraço daqueles que nunca mais se esquecem, de um beijo, de qualquer coisinha que me faça sentir eu novamente. Já percebi que todas as palavras do mundo não chegam e até já aprendi que mais vale calada e quieta do que a dizer aquilo que não quero ouvir - só para não saber aquilo que já sei mas que não quero, na verdade, saber...

Não aguento mais as distâncias inexplicáveis. Não aguento mais os silêncios impostos. Não aguento ser tão facilmente esquecida, ignorada e indiferente. As respostas que a vida me vai dando são tão duras, que não sei avaliar se não era melhor nem as ter - pelo menos, para não me sentir tão sozinha, tão incompreendida e não aceite por ninguém. Esta dor e raiva que tenho andado a guardar para mim - porque é melhor! - não é saudável. Esta impotência que sinto quando vejo que pensam que me estão a enganar e eu não estou a entender revolta-me de uma maneira que chego a ter medo de mim. Regra geral, sei sempre muito mais do que o que as pessoas pensam. A minha intuição não é simpática e isso magoa... muito! Estar sozinha numa batalha que se quer de mais alguns pode ser bom, mas também me vai transformando numa mulher que não quero ser. E esta é que é a verdade! Lamento...

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