quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Publicado por Desnorteada às 11:29 da manhã 0 comentários
«É da natureza do amor -como Lucano observou há dois milénios e Francis Bacon repetiu muitos séculos depois - ser refém do destino.
No Banquete de Platão, a profetisa Diotima de Mantineia fez ver a Sócrates, com a sincera aprovação deste, que «o amor não se dirige ao belo, como pensa: dirige-se à geração e ao nascimento do belo». Amar é querer «gerar e procriar», e assim o amante «procura e ocupa-se a encontrar a coisa bela na qual possa gerar». Por outras palavras, não é ansiando por coisas prontas, completas e concluídas que o amor encontra o seu significado, mas no estímulo a participar da génese dessas coisas. O amor é congénere da transcendência; não é senão outro nome para o impulso criativo e, como tal, carregado de riscos, pois o fim de uma criação nunca é certo.
Em todo o amor há pelo menos dois seres, cada um deles a grande incógnita na equação do outro. É isso que faz o amor parecer um capricho do destino - aquele futuro estranho e misterioso, impossível de ser descrito antecipadamente, de ser realizado ou protelado, acelerado ou interrompido. Amar significa abrir-se ao destino, à mais sublime de todas as condições humanas, em que o medo se funde com o regozijo numa amálgama irreversível. Abrir-se ao destino significa, em última instância, admitir a liberdade no ser: aquela liberdade que se incorpora no Outro, o companheiro no amor. «A satisfação no amor individual não pode ser atingida... sem humildade, a coragem, a fé e a disciplina verdadeiras», afirma Erich Fromm - apenas para acrescentar adiante, com tristeza, que numa «cultura na qual são raras essas qualidades, atingir a capacidade de amar, será sempre, necessariamente, uma rara conquista.»
E assim é numa cultura consumista como a nossa, que favorece o produto pronto para uso imediato, o prazer passageiro, a satisfação instantânea, resultados que não exijam esforços prolongados, receitas testadas, garantidas de seguro totale devolução de dinheiro. A promessa de aprender a arte de amar é a oferta (falsa, enganosa, mas que se deseja ardentemente que seja verdadeira) de construir a «experiência amorosa» à semelhança de outras mercadorias, que fascinam e seduzem exibindo todas essas características e prometem desejo sem ansiedade, esforço sem suor e resultados sem eforço.
Sem humildade e coragem não há amor. Estas duas qualidades são exigidas, em escalas enormes e contínuas, quando se ingressa numa terra inexplorada e por cartografar. E é esse território que o amor conduz quando se instala entre dois ou mais seres humanos.»
Zygmunt Bauman in Amor Líquido

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Pixar - Partly Cloudy (2009)

Publicado por Desnorteada às 12:43 da tarde 1 comentários

Das histórias mais bonitas que vi até hoje... eu adoro animação!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Da vida...

Publicado por Desnorteada às 4:56 da tarde 0 comentários
Hoje os meus avós fazem 54 anos de casados. Hoje esta data tem um sabor especial. Depois de um mês numa luta desenfreada com um grave problema de saúde, o meu avô deu o melhor presente de casamento à minha avó: regressou ontem a casa. Hoje os meus avós vão poder celebrar os 54 anos de uma vida conjunta... de uma vida partilhada e sincera. Hoje vamos poder brindar à cumplicidade, não só porque estão juntos... mas porque não sabem estar de outra forma. Para mim são, simplesmente, o amor!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

I'm free...

Publicado por Desnorteada às 4:23 da tarde 2 comentários
... to do what i want!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Poucas horas de sono...

Publicado por Desnorteada às 3:02 da tarde 0 comentários
... têm este efeito em mim.

Aqui entre nós, que ninguém «nos ouve», [Shiuuuuu] tenho mesmo de resolver este problema...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

This is my life!

Publicado por Desnorteada às 5:16 da tarde 2 comentários

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Apesar da raiva...

Publicado por Desnorteada às 5:04 da tarde 0 comentários
Quero dizer-te uma coisa simples: a tua
Ausência dói-me. Refiro-me a essa dor que não
Magoa, que se limita à alma; mas que não deixa,
Por isso, de deixar alguns sinais - um peso
Nos olhos, no lugar da tua imagem, e
Um vazio nas mãos, como se as tuas mãos lhes
Tivessem roubado o tacto. São estas as formas
Do amor, podia dizer-te; e acrescentar que
As coisas simples também podem ser complicadas,
Quando nos damos conta da diferença entre o sonho e a realidade.
Porém, é o sonho que me traz a tua memória; e a
Realidade aproxima-me de ti, agora que
Os dias correm mais depressa, e as palavras
Ficam presas numa refracção de instantes,
Quando a tua voz me chama de dentro de
Mim - e me faz responder-te uma coisa simples,
Como dizer que a tua ausência me dói.


Nuno Júdice

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Publicado por Desnorteada às 10:16 da manhã 0 comentários
ACABOU!
 

O Meu Lado B Copyright © 2012 Design by Antonia Sundrani Vinte e poucos