domingo, 29 de novembro de 2009

Publicado por Desnorteada às 5:07 da tarde 8 comentários
«Mudanças. Não gostamos delas. Tememo-las. No entanto, não conseguimos evitá-las. Ou nos adaptamos às mudanças, ou somos deixados para trás. Crescer é doloroso. Qualquer um que te diga que não, está a mentir. Mas aqui vai a verdade: às vezes, quanto mais as coisas mudam, mais elas permanecem as mesmas. E às vezes, oh, às vezes mudar é bom. Às vezes mudar é tudo.» Meredith Grey

Chorei baba e ranho no episódio da Anatomia de Grey quando a Meredith chegou a esta conclusão, que, hoje, percebo tão bem. Às vezes esqueço-me de mim em prol das circunstâncias e das pessoas que convivem comigo. Nem sei bem porque o faço e, de certa forma, raras são as vezes em que tenho consciência de que isso acontece. Há dias disseram-me que eu só escrevia aqui quando me sentia triste… pensando bem, é verdade que a inspiração e vontade em desabafar por palavras são maiores de coração apertado, mas escrevo também quando certas e determinadas «coisinhas» não me saem da cabeça. E é importante que certos momentos da vida nos façam parar para meditar e agir em direcção à felicidade, porque, no fundo, é disso que se trata: uma procura incessante por sorrisos autênticos e seguros, capazes de um bem-estar completo.
As mudanças nem sempre chegam para o bem, mas abrem-nos os olhos para aquilo que realmente desejamos e sabemos que nos faz bem. Disso não tenho dúvidas. Tenho passado muito tempo da minha vida à espera… a esperar pelo momento, pela pessoa certa, por qualquer coisa que nem sei ao certo o que é. E fico tão absorvida nessa expectativa que deixo as coisas passarem por mim e nem reparo. Ontem disseram-me que eu sou bonita e quase nem acreditei, porque o elogio me soou a falso, porque não é normal ser elogiada, porque me tenho esquecido de mim enquanto mulher. Realmente, há alturas na vida em que devemos reflectir e pensar nas mudanças que ela nos traz diariamente…
Tenho deixado que escolham o meu caminho, que tomem as decisões por mim. Sou uma mulher determinada e, às vezes, não me reconheço nas minhas acções, nas minhas palavras. As escolhas que tenho feito ou que tenho deixado que façam por mim são sempre com medo de perder aquilo que sonhei… e, hoje, sei que esta nem sempre foi / é a melhor saída, mas também não sei se não foi / é / será. Quantos sonhos se desfazem? Quantas ilusões se desvanecem? Quantas certezas se conseguem quando se vive o presente em pleno? E quantas dúvidas se transformam em fantasmas por não as esclarecermos? Gostava de ter a famosa bola de cristal e perguntar-lhe o que me reserva o futuro. Não que não esteja a ficar bem com o presente, mas gostava de saber por onde ir amanhã… se devo arriscar ou não o que tenho mesmo não sabendo se com isso vou conseguir o que me faz falta. Gostava de perguntar à bola de cristal o que fazer para não sentir esta dúvida tão asfixiante. Sempre. Todos os dias. Porque esta dúvida só me veio provar que «quanto mais as coisas mudam, mais elas permanecem as mesmas

domingo, 22 de novembro de 2009

Da noite de ontem...

Publicado por Desnorteada às 11:34 da manhã 3 comentários


As the cheerless towns pass my window
I can see a washed out moon through the fog
And then a voice inside my head breaks the analogue
And says

"Follow me down to the valley below
You know
Moonlight is bleeding from out of your soul"

I survived against the will of my twisted folk
But in the deafness of my world the silence broke
And said

"Follow me down to the valley below
You know Moonlight is bleeding from out of your soul"

"My David don't you worry
This cold world is not for you
So rest your head upon me
I have strength to carry you"

(Ghosts of the twenties rising Golden summers just holding you)

"Follow me down to the valley below
You know
Moonlight is bleeding from out of your soul
Come to us Lazarus
It's time for you to go"

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Na ordem do dia...

Publicado por Desnorteada às 9:56 da manhã 9 comentários
A inveja... Eu sei... «é um sentimento muito feio», já dizia o Boss AC, mas não consigo deixar de a sentir... Hoje não... e tenho para mim que nos próximos dias também não! A inveja... é o resultado da vida de quem começa a ter noção agora do tempo que perdeu à volta de algo que não lhe deu nada em troca.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Dos dias difíceis...

Publicado por Desnorteada às 12:00 da manhã 6 comentários
Hoje tenho saudades... não do que fui e do que vivi, mas do que podia ter sido e podia ter vivido.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

We Can Do Anything...

Publicado por Desnorteada às 11:50 da tarde 3 comentários

We can do anything at all
Just as long as we stand tall
We can go anywhere from here
Just as long as you’re near
Whenever I’m around you
It all seems so clear
If I wasn’t such a fool
I’d kiss your lips, my dear
We could be the future and the past
…Just as long as we can make it last
We could just let go, very slowly
Cause right now you’re filling my head
With so many silly questions
About human chemistry
They’re making me uneasy
And soft in my knees
When your heart is trying to tell you something
Not that far from the truth…just do it
And if you try to make the right decisions
based on what you’re made of…remember
We can do anything at all
Just as long as we stand tall

Mikkel Solnado

domingo, 8 de novembro de 2009

Das insónias...

Publicado por Desnorteada às 12:54 da manhã 7 comentários
Estou cansada. Cansada de trabalhar e de sair do trabalho e vir para casa trabalhar e trabalhar no fim-de-semana. Sinto um vazio enorme... sem explicação… ou melhor, com uma explicação sem razão de ser. Estou cansada. Cansada de não dormir e de chegar à cama e rebolar, para um lado e para o outro, vezes sem conta. [Foda-se, como eu gostava de conseguir dormir bem!!!!] Estou tão cansada! Cansada de não ter surpresas que me façam rir e sentir-me completa. Cansada das previsibilidades da vida. Cansada das desilusões, das mágoas e das incertezas. Cansada de não ter o mesmo direito de outras 1001 pessoas. Cansada de ser invisível… de estar na sombra. Realmente já não sei o que é sentir-me totalmente bem há muito tempo. Estou cansada de palavras. Faltam-me os gestos, os abraços e os beijos. Quero sorrisos... sorrisos partilhados... sorrisos verdadeiros e reais. Estou cansada de «smiles». Cansada de investir [Para quê começar tudo de novo se tudo acaba do mesmo jeito?!]. Cansada de sonhar com cenários que nunca se tornam realidade. Cansada de promessas que nunca se concretizam. Cansada de ser sincera e de ter sentimentos que não devo sentir. Cansada da minha maturidade… [Há gente que nasceu com o cu virado para a lua e eu não faço parte desse grupo!]. Estou tão cansada… com TUDO que é o mesmo que dizer com NADA. Estou cansada e farta… Farta de perder sempre o jogo. Farta de não me conseguir encontrar. Farta desta vidinha de merda que tenho vivido nos últimos meses. Farta de migalhas… e de me contentar com elas. Farta de não ser prioridade e ser só uma opção. Farta de não conseguir ser má e olhar para o meu umbigo. Farta de ter de cuidar dos outros, quando preciso é que cuidem de mim. Farta, farta, farta, farta, farta… Estou tão farta que já nem me suporto. Quero abrir a porta, mas parece que a fechadura está avariada e não funciona. Não adianta forçar e nem adianta apontar para as janelas. Quando eu quiser sair ou deixar entrar esta nova vida, isso acontece. Tenho a certeza! Porque os meus dias são feitos de possibilidades e só tenho de agarrar as que me parecerem as melhores para mim. Haja só um pouco de paciência e vontade em esperar… aaaahh, e se não for pedir muito, haja vontade em acreditar religiosamente que um dia eu vou ter noites de sono como uma pessoa normal.

domingo, 1 de novembro de 2009

Das decisões...

Publicado por Desnorteada às 10:02 da tarde 6 comentários
Tenho uma dúvida a assombrar-me todos os segundos, todos os minutos, todas as horas dos meus dias. Não há maneira de a dissipar, de a esquecer, de a apagar. Funciona como uma autêntica «erva daninha» no meu jardim, que quero belo e florido, cheio de cor, vida e alegria. Tenho tentado arrancá-la, mas esta «erva daninha» já tem um lugar muito próprio: vive há muito tempo num cantinho só seu e criou várias raízes, cada vez mais, profundas, que se manifestam sem a minha autorização e quando menos espero.
Tenho pensado nas perguntas que me consomem todos os dias e tentado encontrar a melhor solução para as respostas certas. Quanto tempo levarei a conseguir que no «meu jardim» fiquem apenas as flores? Quanto tempo levarei a retirar todas as raízes, ainda que tenha de cavar muito e muito fundo e revirar toda a terra do jardim? Quanto tempo levarei a querer cultivar de novo?
Eu já comecei a arrancar a última «erva daninha» do meu jardim e sei que muitas das raízes ainda estão lá… [e também sei que é um processo longo e que exige paciência!] Tenho de continuar a cavar, a escavar e a puxar para o bem do meu jardim e de quem o habita. Tenho de ter coragem para não desistir. Porque está na hora de arrancar para sempre a «erva daninha» do meu jardim… e sem a mínima hesitação!
 

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