quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Há dias assim...

Publicado por Desnorteada às 1:59 da tarde 2 comentários


... que, apesar de tudo, serão sempre bons recordar.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Publicado por Desnorteada às 3:32 da tarde 0 comentários
...não somos seres suspensos em bolas de sabão, que vagueiam felizes pelos ares; nas nossas vidas há um antes e um depois, e esse antes e esse depois são uma ratoeira para os nossos destinos, pousam-se sobre nós como uma rede se pousa sobre a presa. [...] O destino possui todo o poder e o esforço da vontade não passa de um pretexto. [...] Quando o caminho atrás de ti é mais comprido do que o que tens à tua frente, vês uma coisa que nunca tinhas visto antes: o caminho que percorreste não era a direito mas cheio de encruzilhadas, a cada passo havia uma seta que apontava para uma direcção diferente; dali partia um atalho, de acolá um carreiro cheio de ervas que se perdia nos bosques. Alguns desses desvios fizeste-os sem te aperceberes, outros nem sequer os viste; não sabes se os que não fizeste te levariam a um lugar melhor ou pior; não sabes, mas sentes pena. Podias fazer uma coisa e não fizeste, voltaste para trás em vez de seguir em frente. [...] E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não te metas por uma ao acaso, senta-te e espera. Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar. Fica quieta, em silêncio e ouve o teu coração. Quando ele te falar, levanta-te e vai para onde ele te levar.
Susanna Tamaro in Vai aonde Te leva o Coração

sábado, 11 de dezembro de 2010

Publicado por Desnorteada às 3:51 da tarde 2 comentários
Nas questões do coração nem sempre vemos que o copo está meio cheio, temos tendência para o ver sempre meio vazio. Há muito que o meu coração se queixa desta espécie de desocupação. Não sei que lhe diga... não sei mesmo. Eu sei que me vêem sempre como o «princípio do fim» de alguma coisa... E é bem capaz, porque tudo o que toco, o que conheço, o que me entrego, acaba por desaparecer. Mais cedo ou mais tarde. Não há volta a dar. Eu revelo-me sempre «o princípio do fim» de um ciclo para uma nova etapa da vida. Este papel eu represento como ninguém! Sem quaisquer dúvidas, nem resto de mágoas. Esta é a verdade! Finalmente, percebo para o que sirvo: uma rampa de lançamento para um novo [ou velho] estado de espírito; um trampolim para dias sonhados e desejados; uma viagem para algo que se julga melhor. Ao meu coração, tento dizer que é o amor que nos completa, mas é a amizade que nos faz feliz. Ainda que ele não entenda o porquê deste «quase não-direito» ao sossego emocional, hoje está num estado de serenidade profunda, aceitando, apenas, que há coisas para as quais não há explicação. Pela primeira vez, em muito tempo, eu sinto que o copo pode efectivamente estar meio cheio...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

«A Pele que há em Mim»*

Publicado por Desnorteada às 9:26 da tarde 3 comentários



Quando o dia entardeceu... E o teu corpo tocou... num recanto do meu... Uma dança acordou... E o sol apareceu... De gigante ficou... Num instante apagou... O sereno do céu... E a calma a aguardar lugar em mim... O desejo a contar segundo o fim. Foi num ar que te deu... E o teu canto mudou... E o teu corpo do meu... Uma trança arrancou... E o sangue arrefeceu... E o meu pé aterrou... Minha voz sussurrou... O meu sonho morreu...

Dá-me o mar, o meu rio, minha calçada.
Dá-me o quarto vazio da minha casa
Vou deixar-te no fio da tua fala.
Sobre a pele que há em mim
Tu não sabes nada.

«A Pele que há em Mim»
Márcia

domingo, 21 de novembro de 2010

Ao Meu Amor...

Publicado por Desnorteada às 11:38 da tarde 4 comentários
Nos últimos dias tudo se alterou em mim. Tenho medo de ter deixado de ser quem era. Sinceramente, complicou-se ainda mais o esquema de evolução. Nunca te percebi e ainda não te percebo. Tens sido muito injusto comigo. Tanto te aproximas como te esquivas. Estás e não estás, dás e tiras, surges e desapareces. É sempre assim. No início tudo bate demasiado certo, depois tudo se revela falso. Nunca mais terei qualquer certeza a teu respeito. E talvez tenha que ser mesmo assim: saber e não saber; gostar e não gostar; ou gostar e não querer; ou querer gostar como dantes e já não ser capaz. Não sei se por isto, se por alguma coisa que não tem explicação, quando te manifestas a batida do meu coração já não acelera. É verdade que eu acho que preciso de mais dor do que a que poderia aceitar dentro de mim. Assim me vingo pelas antigas inquietações. Ou talvez não.


*«O Meu Amor» foi escrito para a peça Ópera do Malandro de Chico Buarque e neste vídeo tem uma das mais belas interpretações de sempre... e um hino ao maior e mais desejado sentimento...



[O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca
Quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada, ai

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos
Viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo
Ri do meu umbigo
E me crava os dentes, ai

Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me deixar maluca
Quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba malfeita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita, ai

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios
De me beijar os seios
Me beijar o ventre
E me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo
Como se o meu corpo fosse a sua casa, ai

Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz
]


Como gostava de ter sido eu a escrever uma coisa destas. Como gostava de saber pôr em palavras um sentimento assim. Ao meu amor?! O meu amor, eu não sei definir. O meu amor, eu não sei onde e como está. Ao meu amor, apenas posso dizer que, até hoje, tem sido uma merda...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

...

Publicado por Desnorteada às 4:05 da tarde 12 comentários
Todos os dias, pelo menos durante duas horas, fico sozinha com o meu carro. As viagens, que no princípio me custavam, têm sido muito gratificantes... diria até, que se têm revelado uma boa bússola entre o passado, o presente e o futuro. [Ainda me lembro do medo que tinha em conduzir! :D] As estradas que percorro, que descubro, que faço tantas vezes sem olhar as paisagens, são sinónimo de aventuras e desventuras interiores, onde me encontro e desvendo os mistérios que me assombram, as minhas vocações e as minhas limitações, as minhas obrigações e as minhas lembranças, aprendo a conhecer melhor as pessoas e a mim mesma, por dentro e por fora. Foi numa dessas viagens diárias que ele se mostrou. Que o senti. Hoje, tive a confirmação: «tens um ser estranho no teu corpo!», ouvi. Já não bastava eu ser estranha, agora tenho de conviver com um «ser estranho» dentro de mim, pensei eu!? Enfim… Seguem-se os dias de vigilância, para ver se este ser que não foi convidado dá o ar da sua graça. Eu acredito que não! Acredito que vou ter de partilhar o meu corpo com ele para o resto da minha vida, mas… a ver vamos. Pelo menos já posso dizer que não estou sozinha!! [Vá, não se «zanguem»… o humor negro nunca fez mal a ninguém!]

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Publicado por Desnorteada às 10:34 da manhã 5 comentários


Estes meninos puseram, ontem, o coliseu todo a mexer. Só os ouço quando quero livrar-me dos pesadelos e, a verdade, é que resulta. A música deles é uma alegria contagiante. Adorei o concerto!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Coisas da Vida...

Publicado por Desnorteada às 12:49 da tarde 5 comentários

Não fomos feitos para estar sozinhos. Não sabemos estar sozinhos. Mas a verdade é que também há muita gente que não sabe aproveitar o «estar acompanhado»... Enfim, como diz o povo, Deus dá nozes a quem não tem dentes!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

...

Publicado por Desnorteada às 10:14 da tarde 4 comentários
Vou anulando todas as lembranças que tinha de um tempo no qual o meu sorriso ainda brilhava... ainda era genuíno e cativante. Vou anulando, com muito esforço, o lugar onde me senti melhor em toda a minha vida. Vou anulando… porque, simplesmente, não posso desejar mais uma realidade que não é a minha… um silêncio que sufoca, que destrói e magoa.
Aprendi a lidar com a indiferença, com a falta de reciprocidade, com a minha total liberdade e independência. Aprendi que a culpa não é minha, nunca foi. Aprendi que é nos bons momentos, naqueles em que a vontade de festejar nos invade, que se vê quem nos guarda, quem nos protege, quem cuida de nós e não deixa escapar um abraço de «Parabéns» ou um beijo de «Muitas Felicidades!». Mentir-te-ia se dissesse que não sinto falta de ti, mas aprendi que, realmente, há coisas que não acontecem por muito que se queira…
Respiro fundo. E penso até apagar tudo o que está escrito para trás. Tenho medo de mostrar o que sinto, de deixar que os dedos percorram o teclado sem travões, de «vomitar» as emoções que tantos gostam de ler e outros desprezam. Suspiro. E entre segundos lembro cada mensagem, cada palavra, cada gesto e cada prova de que nada valeu e nada mais vale a pena. Podia ter dado a volta ao mundo, podia ter composto uma sinfonia, podia ter escrito uma ode, podia até ter roubado uma estrela, que tudo isso teria sido insignificante… como tudo o resto foi.
Hoje, tudo o que eu mais desejava era ter-te do meu lado para te mostrar como sou uma menina corajosa. Era ter-te do meu lado e sentir que tinhas orgulho nos passos gigantes que estou a tentar dar. Era ter-te do meu lado e ver o teu sorriso rasgar por me veres feliz por ter conquistado mais uma vitória. Pois… hoje, isto era tudo o mais desejava… mas não tenho. Hoje, dói por dentro… porque a solidão fere, porque desististe de mim sem tentares conhecer-me ainda melhor, porque tu não «existes». Hoje, dói por dentro… porque me congelaste o coração e me fizeste ser uma pessoa que não sou… nem quero ser.

domingo, 17 de outubro de 2010

Publicado por Desnorteada às 3:50 da tarde 7 comentários
Um pequeno segredo:

Hoje disseram-me: «'Tás uma mulher tão bonita!»... E não é que eu quase acreditei?

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Coisas do Coração...

Publicado por Desnorteada às 9:30 da tarde 2 comentários


É isso aí
Como a gente achou que ia ser
A vida tão simples é boa
Quase sempre

É isso aí
Os passos vão pelas ruas
Ninguém reparou na lua
A vida sempre continua

Eu não sei parar de te olhar
Eu não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Não sei parar
De te olhar

É isso aí
Há quem acredite em milagres
Há quem cometa maldades
Há quem não saiba dizer a verdade

É isso aí
Um vendedor de flores
Ensinar seus filhos
A escolher seus amores

Eu não sei parar de te olhar
Não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Não vou parar
De olhar


Composição: Damien Rice (vers.: Ana Carolina e Seu Jorge)

sábado, 2 de outubro de 2010

«(Sobre)vivemos (In)felizes...»

Publicado por Desnorteada às 10:53 da tarde 6 comentários

Não me canso de dizer que a vida é muito curta para desperdiçarmos as oportunidades. Não me canso de dizer que mais vale o risco e o erro do que coisa nenhuma. Prefiro mil vezes falhar, mas saber que tentei, do que estar na minha e nunca ter feito nada para mudar o marasmo em que, muitas vezes, a vida se torna. Quando me perguntam se sou feliz, a minha resposta é quase sempre que tenho momentos felizes, não sou feliz. A verdade é que para se ser feliz é preciso algo que nos complete e ser inteiro é muito difícil.
Todos os dias nos habituamos a pequenas rotinas, às mesmas pessoas, e quando pensamos que essas podem deixar de existir ficamos assustados e com medo da mudança. Não deveríamos olhar para o que fazemos ou temos como algo certo e eterno: as rotinas podem limitar-nos a felicidade. É preciso saber avaliar que o que procuramos está, demasiadas vezes, longe de nós e que essa busca incessante do bem-estar é, por vezes, algo quase inatingível. Cabe-nos a nós saber dizer que sim e que queremos muito e que por isso não desistimos. Cabe-nos a nós saber dizer que não e que não dá mais e que por isso é melhor desistir. Cabe-nos a nós fazer as escolhas certas e decidir o que é melhor para a nossa vida.
Eu sei que nós nos esquecemos de aproveitar a vida a 100%, que pensamos de mais quando sabemos perfeitamente o que nos faz feliz, e [pegando na deixa do Menphis do Scotch, Gin and Soda], assim «(sobre)vivemos (in)felizes» baseando a nossa história numa realidade fácil e que agrada a todos, menos a nós próprios.

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Aproveita o dia,
Não deixes que termine sem teres crescido um pouco.
Sem teres sido feliz, sem teres alimentado os teus sonhos.
Não te deixes vencer pelo desalento.
Não permitas que alguém te negue o direito de expressar-te, que é quase um dever.
Não abandones a ânsia de fazer da tua vida algo extraordinário.
Não deixes de crer que as palavras e as poesias, sim, podem mudar o mundo.
Porque passe o que passar, a nossa essência continuará intacta.
Somos seres humanos cheios de paixão.
A vida é deserto e oásis.
Derruba, lastima, ensina, converte-nos em protagonistas de nossa própria história.
Ainda que o vento sopre contra, a poderosa obra continua, tu podes trocar uma estrofe.
Não deixes nunca de sonhar, porque só nos sonhos pode ser livre o homem.
Não caias no pior dos erros: o silêncio.
A maioria vive num silêncio espantoso. Não te resignes, e nem fujas.
Valorize a beleza das coisas simples, pode-se fazer poesia bela sobre as pequenas coisas.
Não traia as tuas crenças.
Todos necessitamos de aceitação, mas não podemos remar contra nós mesmos.
Isso transforma a vida num inferno.
Desfruta o pânico que provoca ter a vida toda a diante.
Procura vivê-la intensamente sem mediocridades.
Pensa que em ti está o futuro, e encara a tarefa com orgulho e sem medo.
Aprende com quem pode ensinar-te as experiências daqueles que nos precederam.
Não permitas que a vida se passe sem teres vivido...

Walt Whitman

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Dos passos decisivos...

Publicado por Desnorteada às 1:14 da manhã 3 comentários
Em dias como o de ontem, em que as conquistas me preenchem, em que a amizade é o meu bem mais precioso, em que as gargalhadas me dão cor às horas que passam sem que quase não se note, o vazio que sinto em mim é muito maior. Porque a felicidade só é inteira quando a partilho com aqueles que mais amo, ontem, que senti pela primeira vez que estou a tomar a melhor decisão da minha vida, que estou realmente perto de fazer o que sempre quis, que começo uma caminhada que quero longa e fácil, percebi que há pessoas com quem gostaria de estar a comemorar mais um [talvez o mais importante] passo decisivo; percebi que há pessoas que me marcaram muito mais do que imaginava... Enfim, podemos lutar sempre contra tudo, menos contra aquilo que sentimos... e há sentimentos que, de uma maneira ou de outra, habitam, para sempre, o nosso o peito.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Publicado por Desnorteada às 12:26 da manhã 2 comentários
Por mais voltas que a vida dê, os dias provam-me que, definitivamente, nós não somos todos iguais. Ainda que se encontrem algumas semelhanças, as pessoas não actuam nem interpretam (n)as situações da mesma forma. No nosso dia-a-dia, é bom lembrarmo-nos de que as perspectivas são sempre diferentes e, de facto, «quem conta um conto aumenta um ponto». Só assim podemos resolver os nossos problemas de bem connosco. Muitas vezes, dou comigo a pensar no que já vivi e com quem já convivi, e em boa verdade, raros são os momentos em que não olho para trás com alguma saudade. Eu nunca me arrependo do que faço, fico apenas com a sensação que alguns episódios poderiam ter tido outro guião! A vida já me trocou as voltas tantas vezes!!!!
Consigo olhar para dentro e perceber que nem sempre (re)agi adequada e correctamente, mas consigo entender na perfeição que nada aconteceu, [acontece], só por minha culpa. Os intervenientes na minha história também têm a sua quota-parte, apenas não a assumem, por cobardia ou medo, não importa! Roubando descaradamente a frase ao meu amigo do Fechado para Obras, acrescento: «às vezes e depois de certas coisas, ponho-me a pensar como foi possível dar-me a conhecer a certas pessoas». Talvez acredite demasiado na bondade, na genuidade e nos sentimentos dos que fazem parte da minha vida, sem nunca esperar que as palavras voem com o vento e as atitudes mudem como mudamos de roupa todos os dias. Sei que sou uma mulher complicada, de personalidade demasiado vincada e, muitas vezes, de ideias fixas. Sei que sou uma mulher com muito para dar e para viver. Sei que não há muitas pessoas que me entendam verdadeiramente e sei que há muitas pessoas que me lêem muito mal. Este post, dedico-o aos que não me conhecem bem; aos que não gostam de mim; aos que não me respeitam; aos que nunca terão a sorte de conhecer a mulher especial que sou. Porquê?? Porque, caros amigos, isto não é defeito, é feitio!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Publicado por Desnorteada às 11:11 da manhã 0 comentários
Odeio funerais. Pronto, já disse! Por mais que saibamos que eles fazem parte da nossa vida, é muito duro. Sempre! Hoje é daqueles dias que dava tudo para voltar a ser criança. :(

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

You Could Be Happy...

Publicado por Desnorteada às 11:32 da tarde 0 comentários

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Dos últimos tempos…

Publicado por Desnorteada às 1:38 da manhã 4 comentários
Há quem diga «que nada na vida acontece por acaso», eu não poderia discordar mais. Somos nós que desenhamos a nossa vida, com as opções que escolhemos, os caminhos que seguimos e as decisões que tomamos. Se há em toda a minha vida palavras que me marcam são luta e persistência. Para o bem e para o mal. Não sei explicar como nem porquê, mas só desisto quando as coisas já não dependem única e exclusivamente de mim. E isto aplica-se a tudo... tanto a nível pessoal, como profissional. Por isso, quando ouço que «tudo acaba por acontecer se tiver que acontecer» fico com pele de galinha. Não entendo. Na minha opinião, [humilde opinião], tudo acaba por acontecer… se fizermos por isso. Ponto final.

Os 30 trouxeram-me uma vida nova. Aliás, posso mesmo arriscar dizer que 2010 está a ser um ano que me definirá o resto da vida. Na verdade, os 29 foram o ponto de viragem, ainda que os 30 sejam, de facto, o ano da concretização de alguns sonhos. Posso ainda não ter sido abençoada com a magia do amor e o encanto de uma relação pura e completa, daquelas em que a partilha e a cumplicidade, as palavras e o respeito, a admiração e o orgulho fazem parte do DNA do dia-a-dia; daquelas onde se ultrapassam as dificuldades e as distâncias de sorriso rasgado e de bem com a vida; mas tenho recebido tanta coisa que, por vezes, sinto-me uma ingrata por desejar desmesuradamente a única coisa que nunca tive e deixar que isso influencie, todos os dias, um pouco, o meu sentido de humor e estado de espírito.

Andei perdida, sem rumo e com dúvidas que não se justificam. Andei perdida de mim, sem confiança, sem estima por mim própria e sem vontade de viver, e hoje sou outra porque a coragem e a força que trago em mim reapareceram onde já é habitual aparecer. Podem chamar o que quiserem: escape, fuga, refúgio, ou outra coisa qualquer, mas enquanto a cabeça trabalha até «os neurónios entrarem em curto-circuito», enquanto o corpo aguentar com as dores físicas e o cansaço de quem não dorme decentemente há mais de 2 semanas, vou servir-me disto até não poder mais. Abraço, neste momento, o projecto da minha vida: a minha empresa, a minha casa, o meu futuro. Abraço a vontade de sorrir todos os dias e pular de alegria por cada conquista, por cada sucesso, por cada vitória. E devo esta fase a todos os que nunca me deixaram desistir. Desistir do que eu gosto de fazer e do que me faz sentir bem… desistir de mim. Devo esta fase da minha vida aos sonhos, [que já quis matar], e ao desejo de os ver realizados. Apesar das dores de cabeça e pelo corpo inteiro, os nervos em franja, a adrenalina dos desafios constantes, as insónias, o mau feitio já tão característico nestas alturas e todos os problemas que disto possam surgir, já não me lembrava como era bom poder sentir-me esgotada e adorar. Sim, este é um cansaço delicioso!

Se «na vida nada acontece por acaso»?! Talvez. Agora, que somos nós que temos de lutar para que assim seja, sem receio de perder, de arriscar e de viver… lá isso somos! Venha quem vier e diga o que disser…

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Quase...

Publicado por Desnorteada às 12:24 da manhã 2 comentários
Nunca existiu um depois. Acho que é mesmo assim. A vida passa e não há como evitar a transição. Principalmente, quando nos passa tudo ao lado, sem margem para enganos e grandes discussões. Disse quase tudo. Quase. O mais importante ficou para depois, naquele tempo que não existiu, não existe e, dificilmente, existirá. As palavras, enlaçadas numa espécie de novelo de emoções, voaram com o tempo e não são de confiança. Invenções talvez, daquelas em que é fácil nos perdermos na pontuação e no lirismo da imaginação, com a mesma intensidade de uma experiência irrepetível. Eu disse realmente quase tudo o que havia para dizer. Mas… malditas palavras que me deixaram sem fala, me bloquearam a razão e me tornaram subjugada ao prazer da ilusão. Se era possível?! Respondi, várias vezes, que sim. Sem medo, abracei o vazio da incerteza e mergulhei no silêncio dos «monólogos» a duas vozes. Porquê?! Simples: sempre achei que os sentimentos não são um negócio e não têm obrigatoriamente de ter recompensa. Sei bem que é só a fantasia a falar mais alto… as palavras [malditas!] a dar o ar de sua graça. Hoje, a perspectiva já é ligeiramente diferente. Hoje, num dia como tantos outros, consigo repetir, entre um sossego profundo e os ruídos do passado, que na solidão sou quase feliz. Quase. O estar sozinha nesta maré de indefinições rouba-me a insensatez e mostra-me o outro lado da história. E, de costas voltadas, despida de nós, nesta «quase» saudade, minha e tua, existe apenas a ausência enorme das palavras, que um dia me conquistaram, me revelaram quase tudo… menos o que mais queria e esperava ouvir.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Do meu sistema nervoso…

Publicado por Desnorteada às 1:12 da manhã 8 comentários
Ando há um ano a tentar decifrar por que é que o meu corpo reage de uma forma estranha às coisas menos boas. Os médicos dizem que é do meu sistema nervoso. Ora pensando bem, foi por causa dele que quando andava na quarta classe o meu estômago deu os primeiros sinais de que não gostava de stress; que fui parar às urgências com uma paragem de digestão por causa do stress; que me surgiram umas bolhas manhosas nas mãos e nos pés por culpa do stress; e, que combato uma infecção nos pés vinda de uma «descarga emocional» sem motivo aparente, que me pode destruir as férias e todo o bem-estar deste tempo alegre que é o Verão. Nunca sei bem como reagir. Não consigo travar o ritmo do meu cérebro e abrandar os pensamentos. Sinto-me impotente quando observo as mudanças que o tempo me tem oferecido, e não sei fazer com que o meu sistema nervoso colabore.
Ando há um ano a tentar dizer a mim própria que os erros nos fazem crescer e são todos bens necessários. A verdade? Ando há um ano a mentir a mim própria. Os erros apenas servem para nos indicar outros caminhos e outras paragens… [Lamento tanto que não tenha sido capaz de ver as coisas como elas são. E tudo era tão simples!] Ando há um ano a despedir-me de memórias, de pessoas, e pesam-me os dias pelas portas que se fecham sem o mínimo de pudor. Preciso de descansar, de me sentir livre, de aconchegar as ideias e acreditar que os sonhos ainda se podem concretizar. Preciso de voltar a ser eu, sem rasto de mágoas e marcas que cheiram a ferida aberta. Preciso de parar, de recarregar baterias, de acalmar… Preciso de descobrir coisas novas e vivê-las sem medos. Preciso de vida, de vidas. Preciso da minha história e das histórias dos outros… dos que cá estão, dos que ainda me vivem e dos que ainda estão para vir. Preciso de pôr rédeas aos meus dias, só que ainda não sei bem como fazê-lo…

terça-feira, 22 de junho de 2010

Publicado por Desnorteada às 12:31 da tarde 10 comentários
Às vezes o silêncio diz tanto. Em dias onde não existem palavras, nem gestos, nem sentimentos, nem nada... o silêncio revela tanto. Há dias que, afinal, o silêncio é tudo.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Da amizade...

Publicado por Desnorteada às 11:52 da manhã 0 comentários
As pessoas que mais admiro são aquelas que melhor divergem da minha pessoa. Claro está, só se diverge de outrem dentro do que nos é comum. Porque há quem nada tenha de comum connosco, nem sequer a própria existência e a mesma humanidade. E não esqueçamos que o espaço e o tempo são aparências por nós fabricadas para dar passo ao espírito e não lenha para nos queimarmos. Ao mesmo tempo e no mesmo espaço podem juntar-se as pessoas mais alheias entre si e como não acontece na História em tempos e espaços diferentes. A universalidade humana é tão vária que pode um satisfazer inteiramente a sua e sem que lhe passe sequer pela cabeça a de outro que satisfaça também completamente a dele.

O tempo de cada qual é o justo para si. Não é dado a ninguém a ocasião da polícia do tempo de outrem. De modo que à porta da nossa intimidade havemos de pôr a admiração por aquele que vai entrar, tanto em quanto diverge como em quanto coincide connosco. Por outras palavras: não vale mais o nosso mistério do que o de outro qualquer. Só o mistério chega inteiro ao fim.

Almada Negreiros in «Textos de Intervenção»

domingo, 6 de junho de 2010

«What the hell am I doing here?»

Publicado por Desnorteada às 9:53 da tarde 8 comentários

terça-feira, 1 de junho de 2010

Porque hoje é dia Mundial da Criança...

Publicado por Desnorteada às 1:01 da tarde 0 comentários
... deixo-vos uma frase de Josh Billing:

Guie uma criança pelo caminho que ela deve seguir e guie-se por ela de vez em quando.

sábado, 22 de maio de 2010

Das mentiras...

Publicado por Desnorteada às 10:50 da tarde 6 comentários
Cair dói. Morder a língua dói. Um estalo, um pontapé ou um raspanete duro dói. Quando o nosso corpo não funciona dói. A dor física mói, mas o que mais dói é a mentira. Eu não entendo o que faz com que uma pessoa minta ou omita (que para mim é a mesma coisa) factos e histórias que podiam ser claras para finais mais felizes. O que faz com que se escondam vidas e rotinas? O que faz com se faça de conta que está tudo bem, quando na realidade nada está bem? O que faz com que se mantenha uma relação, quando tudo está diferente e já nada faz sentido? Não entendo, mesmo. O egoísmo do ser humano ganha proporções inacreditáveis quando a sinceridade e a honestidade ficam para trás. A desilusão que, muitas vezes, carregamos e o travo amargo da mágoa que teima em ficar não perdoam os actos inconsequentes de quem não nos respeita ou respeitou. Deveríamos olhar mais para aquilo que não gostávamos que nos fizessem e que não gostávamos de sofrer na própria pele; talvez assim evitássemos ferir tanta gente. Até aqueles que nos são queridos... pelo menos em determinada fase da nossa vida. Eu não tolero a mentira e, dela, só resta uma única certeza: a de que ela não vale a pena, porque mais cedo ou mais tarde, a verdade aparece.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Da Vida...

Publicado por Desnorteada às 10:11 da tarde 11 comentários
Imaginem um caminho. Longo e totalmente desconhecido. Imaginem um lugar. Confortável mas longínquo. Imaginem uma viagem. Repleta de surpresas e bons e maus momentos. Imaginem um rumo, que todos os dias se torna mais apetecível e adorado, apesar de difícil. Imaginem um caminho. Longo e totalmente desconhecido. Ora plano, ora com altos e baixos. Ora em linha recta, ora com muitas curvas. Imaginem um caminho cheio de árvores e flores, como se fossem sonhos; com um rio de fundo, como se fossem memórias; e pedras como fantasmas. Imaginem um percurso cheio de coisas boas, onde a cumplicidade e as descobertas se tornam num só elemento. Imaginem um caminho. Longo e totalmente desconhecido. Onde os obstáculos se ultrapassam com o tempo e um querer vindo da alma. Agora, imaginem uma ponte, bem no meio do caminho, daquelas que não inspiram confiança, nem segurança absolutamente nenhuma. Daquelas em madeira e corda, sobre um precipício, e onde se rasgam pedaços e se perdem espaços. Imaginam o medo? A indecisão? A hesitação? As dúvidas? O risco? Só os mais corajosos e destemidos não olham para trás e tentam o destino. Só os mais corajosos e destemidos vêem na ponte um desafio que vale a pena vencer. Imaginem o caminho. Longo e totalmente desconhecido. Um caminho por conhecer que fica, quase sempre, inacabado. Um caminho onde poucos ousam chegar e nunca ninguém explora por ser mais fácil desistir. Imaginem o que fica por descobrir, o que se ignora e não se valoriza, o que se perde. Imaginem… se puderem, apenas. Esse caminho sou eu.

domingo, 9 de maio de 2010

O Lado B

Publicado por Desnorteada às 11:28 da tarde 4 comentários
Estou a pensar seriamente pedir direitos de autor ao Bruno Nogueira. Lado B há apenas um... este e mais nenhum... Tenho dito!

domingo, 2 de maio de 2010

A Minha Voz Depois de Ti

Publicado por Desnorteada às 3:07 da tarde 7 comentários
Ilustração: Paula Craft

Eu queria arrumar-te a casa, limpar-te os cinzeiros, fazer-te a comida e sentar-me à tua frente enquanto tu comes, só a olhar-te a comer. Eu queria acordar a teu lado antes de tu acordares e olhar-te dormir, olhar a tua cara toda, o teu corpo e só então vestir-me. Eu queria fazer tudo aquilo que te cansa que te não dá prazer e deixar-te tempo para o resto, o que importa. Eu queria levar-te a passear no meu carro de manhã num dia de semana de sol antes da primavera. Eu queria mostrar-te os meus discos e dançar, dançar só para ti, mesmo que tu já nem estivesses a olhar. Queria esperar-te aos domingos depois da missa, queria estar em silêncio a teu lado, no silêncio de um olhar que se prolonga infinitamente no silêncio de um gesto que traz consigo a mais terna carícia num silêncio de um eco que ficou da última palavra proferida, que nunca dissemos... Eu queria lavar a tua roupa com sabão azul no tanque do quintal e estendê-la na corda ao vento. Queria esperar-te de tarde sentada à mesa da cozinha, sabendo que tu não vens nem virás nesse dia e no outro, talvez no outro... Queria limpar o pó dos teus livros e encontrar por acaso num deles uma frase sublinhada, uma frase que seria tudo o que eu queria ouvir de ti naquele momento e ficar feliz, ser feliz por momentos... queria ir à praça comprar o peixe mais fresco e regatear com as peixeiras, gritando mais alto do que elas se fosse preciso. Queria de noite a dormir sentir um beijo teu quando chegas já de madrugada e sonhar contigo nessa noite. Eu queria não ter de escrever mais por já não ser preciso.
Texto: Ana Maria Campos
Revista 365 n.° 7, de Dezembro /Janeiro de 2003

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Do tempo...

Publicado por Desnorteada às 12:15 da tarde 7 comentários
Vem! Devagar... como se os dias fossem sossegados e eu o caminho que queres descobrir. Sê testemunha da minha vida, dos meus medos, das minhas alegrias… das minhas lágrimas, dos meus sorrisos… como se eu fosse o lugar onde queres ficar. Chega perto. Sem receios. Para que possa ouvir-te respirar, sentir-te o coração a bater e nunca te perder o toque, o cheiro e o paladar. Deseja-me… como se eu fosse um antídoto para a dor e a solução para tudo. Descansa em mim e agarra os meus sonhos… como se eles fossem o teu bem mais precioso. Vem! Faz-me sentir uma peça rara, uma pintura famosa, uma escultura ou uma simples gota de orvalho sobre uma flor ou uma brisa vinda do mar. Recebe-me de braços abertos e protege-me, dando-me a possibilidade de me refugiar em ti, para que, mesmo perdidos, os sentimentos se (re)encontrem. Solta a tua voz, as tuas mãos, a tua força e faz-me crer que sou única e que, ao ser diferente, sou especial. Mas ouve: não prometas nada que não possas cumprir... nem ofereças o que não tens para dar. Deixa o tempo falar e o destino acontecer. Deixa as memórias de lado e toca-me ou deixa-me tocar-te… como se soubesses que só se sente sozinho quem sabe o que é estar acompanhado… completo. Apenas possível entre pessoas como nós… sem palavras ou significados que não importam. Num lugar onde só estamos os dois, de mãos dadas, num sentimento que me faz bem e mal ao mesmo tempo.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Próxima Paragem...

Publicado por Desnorteada às 10:41 da manhã 3 comentários

segunda-feira, 12 de abril de 2010

...

Publicado por Desnorteada às 10:40 da manhã 0 comentários

Em breve farei um balanço... ;)

quarta-feira, 7 de abril de 2010

É tão linda!

Publicado por Desnorteada às 10:05 da manhã 4 comentários

terça-feira, 6 de abril de 2010

Publicado por Desnorteada às 10:15 da manhã 5 comentários
Dá para voltar para a barriga da minha mãe??

sexta-feira, 2 de abril de 2010

POEMA das COISAS

Publicado por Desnorteada às 12:50 da manhã 1 comentários
Amo o espaço e o lugar, e as coisas que não falam.
O estar ali, o ser de certo modo,
O saber-se como é, onde é que está e como,
O aguardar sem pressa, e atender-nos
Da forma necessária.
Serenas em si mesmas, sempre iguais a si próprias,
Esperam as coisas que o desespero as busque.
Abre-se a porta e o próprio ar nos fala.
As cortinas de rede, exactamente aquelas,
A cadeira onde a memória está sentada,
A mesa, o copo, a chávena, o relógio,
O móvel onde alguém permanece encostado
Sem volume e sem tempo,
Nós próprios, quando os olhos indignados
Nas pálpebras se encobrem.
Põe-se a pedra na mão e a pedra pesa,
Pesa connosco, forma um corpo inteiro
Fecha-se a mão e a mão toma-lhe a forma,
Conhece a pedra, estende-lhe o feitio
Sente-a macia ou áspera, e sabe em que lugares.
Abre-se a mão e a mesma pedra avulta.
Se fosse o amor dos homens
Quando se abrisse a mão já lá não estava.
ANTÓNIO GEDEÃO

sexta-feira, 26 de março de 2010

Gosto!

Publicado por Desnorteada às 2:40 da tarde 4 comentários

Esta música é brutal!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Constatação dos últimos dias II

Publicado por Desnorteada às 11:57 da manhã 11 comentários
Depois dos últimos jogos do meu FêCêPê, cheguei a uma conclusão: jamais conseguirei andar / namorar / casar com um benfiquista. Não dá! Mesmo... Tenho para mim que seria algo muito complicado de gerir e eu prezo muito a minha saúde mental!

P.S.: Antes que alguém pergunte: os Sportinguistas ou adeptos de outro qualquer clube são toleráveis! :D

quinta-feira, 18 de março de 2010

Constatação dos últimos dias...

Publicado por Desnorteada às 11:54 da tarde 4 comentários
Teria gostado muito de envelhecer contigo a meu lado, mas... de facto, «os sonhos não são suficientes para comandar a vida».

domingo, 7 de março de 2010

De maneiras que é isto...

Publicado por Desnorteada às 11:16 da tarde 5 comentários
Mesmo depois da recessão sentimental técnica terminar, mesmo depois de se entrar no que os mais crentes chamam de «fase» entre dois ciclos («fossa», no sentimentalês), mesmo face aos primeiros sinais de retoma, o vazio não desce automaticamente, pelo contrário, vai continuar numa dinâmica de crescimento por algum tempo.

terça-feira, 2 de março de 2010

Vício...

Publicado por Desnorteada às 10:30 da manhã 2 comentários

Não consigo parar de ouvir... tem sido a minha companhia nas viagens para o trabalho e para casa. É realmente muito bom!

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Do fim-de-semana...

Publicado por Desnorteada às 2:52 da tarde 6 comentários
Duas noites recheadas de boa música. Bem, umas melhores que outras, mas serões bastante agradáveis. Dos dois dias destaco Bill Callahan, Perry Blake e Noiserv... sem dúvida, as três interpretações que mais me cativaram. Camera Obscura foi uma boa opção para o fecho do festival: som alegre, divertido, com ritmos que custam manter o corpo sentado. Do primeiro dia trago a desilusão de Matt Valentine e Erika Elder que têm um registo difícil; e do segundo, a actuação do(s) Dakota Suite que foi um pedaço de tempo demasiado melancólico...
Do Festival para Gente Sentada ficam também os risos, as conversas, as «apresentações», as partilhas, os reencontros e os abraços aos que não via há algum tempo. Gostei de lembrar e de sentir que o passar dos anos e a distância não nos tornou estranhos... e fica também a certeza de que há decisões que nos mudam para sempre e os caminhos que seguimos nos levam para uma realidade que muitas vezes achamos impossível e completamente desconcertante. Enfim... são sortes!
O Festival para Gente Sentada é sem dúvida uma experiência a repetir!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

...

Publicado por Desnorteada às 12:56 da tarde 4 comentários
Vou ali ser feliz e já venho...

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Do amor...

Publicado por Desnorteada às 2:22 da tarde 2 comentários

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Publicado por Desnorteada às 3:52 da tarde 2 comentários
«Que sentido tem correr quando estamos na estrada errada?»

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

...

Publicado por Desnorteada às 11:43 da manhã 1 comentários

Please don't say we're done
When I'm not finished
I could give you so much more
Make you feel, like never before
Welcome, they said welcome to the floor

It's been a while
And you've found someone better
But I've been waiting too long to give this up
The more I see, I understand
But sometimes, I still need you

Sometimes, I still need you
...

I was struggling to get in
Left waiting outside your door
I was sure
You'd give me more

No need to come to me
When I can make it all the way to you
You made it clear
You weren't near
Near enough for me

Heart skipped a beat
And when I caught it you were out of reach
But I'm sure, I'm sure
You've heard if before

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Ups!

Publicado por Desnorteada às 11:14 da manhã 3 comentários
Não consigo evitar! ihihihi

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Do medo...

Publicado por Desnorteada às 3:53 da tarde 0 comentários
Li no nosso Hecatão que pôr termo aos desejos é proveitoso como remédio aos nossos temores. Diz ele: «deixarás de ter medo quando deixares de ter esperança». Perguntarás tu como é possível conciliar duas coisas tão diversas. Mas é assim mesmo, amigo Lucílio: embora pareçam dissociadas, elas estão interligadas. Assim como uma mesma cadeia acorrenta o guarda e o prisioneiro, assim aquelas, embora parecendo dissemelhantes, caminham lado a lado: à esperança segue-se sempre o medo. Nem é de admirar que assim seja: ambos caracterizam um espírito hesitante, preocupado na expectativa do futuro.
A causa principal de ambos é que não nos ligamos ao momento presente antes dirigimos o nosso pensamento para um momento distante e assim é que a capacidade de prever, o melhor bem da condição humana, se vem a transformar num mal. As feras fogem aos perigos que vêem mas assim que fugiram recobram a segurança. Nós tanto nos torturamos com o futuro como com o passado. Muitos dos nossos bens acabam por ser nocivos: a memória reactualiza a tortura do medo, a previsão antecipa-a; apenas com o presente ninguém pode ser infeliz!
Séneca, in «Cartas a Lucílio»

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Porque é bom recordar...

Publicado por Desnorteada às 4:25 da tarde 2 comentários

i've been looking so long at these pictures of
you that i almost belive that they're real i've
been living so long with my pictures of you that
i almost believe that the pictures are all i can
feel

remembering you standing quiet in the rain as
i ran to your heart to be near and we kissed as
the sky fell in holding you close how i always
held close in your fear remembering you
running soft through the night you were bigger
and brighter than the snow and
screamed at the make-believe screamed at the
sky and you finally found all your courage to
let it all go

remembering you fallen into my arms crying
for the death of your heart you were stone
white so delicate lost in the cold you were
always so lost in the dark remembering you
how you used to be slow drowned you were
angels so much more than everything oh hold
for the last time then slip away quietly open
my eyes but i never see anything

if only i had thought of the right words i could
have hold on to your heart if only i'd thought of
the right words i wouldn't be breaking apart all
my pictures of you

Looking So long at these pictures of you but i
never hold on to your heart looking so long for
the words to be true but always just breaking
apart my pictures of you

there was nothing in the world that i ever
wanted more than to feel you deep in my heart
there was nothing in the world that i ever
wanted more than to never feel the breaking
apart all my pictures of you
Pictures Of You, The Cure

domingo, 17 de janeiro de 2010

Não diria melhor...

Publicado por Desnorteada às 11:30 da tarde 2 comentários
*Cartoon Elias o sem abrigo, de R. Reimão e Aníbal F (JN)

... e para bom entendedor, meia palavra basta!

sábado, 16 de janeiro de 2010

Os meus concertos 2010... :p

Publicado por Desnorteada às 2:48 da tarde 9 comentários
Fevereiro trará novamente o Festival Para Gente Sentada a Santa Maria da Feira. Na sua sexta edição, no Cineteatro António Lamoso, estão já garantidos os nomes de Bill Callahan, no dia 26, e dos Dakota Suite, no dia 27. Bom e apetecível... Tenho de conseguir ir...
Os Marillion regressam a Portugal, no dia 27 de Março, para um concerto acústico inserido na digressão Less Is More, que decorre na Casa de Vila Verde, em Lousada. O álbum é viciante! Eu vou...
Abril, Gouveia Art Rock... Vou ver se este ano não falho! :)
Maio é o mês que fico mais indecisa. A 25 Jamie Cullum no Coliseu dos Recreios e a 26 The XX na Casa da Música. Aos dois não devo conseguir ir e porque os The XX foram já considerados revelação 2009 tendo mais para eles... :P
Julho Optimus Alive e os Pearl Jam. Só perderei a Just Breathe ao vivo por um motivo muito forte... :P este é quase obrigatório!
Para o resto do ano, fica a tristeza de não poder ver os U2 em Outubro, mas deve surgir muita boa música. ;)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O Amor é Lindo...

Publicado por Desnorteada às 12:00 da tarde 10 comentários

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Da vida...

Publicado por Desnorteada às 11:05 da manhã 2 comentários
Às vezes é muito raro e sabe, como sempre, a pouco.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

My music...

Publicado por Desnorteada às 11:53 da manhã 5 comentários

Yes I understand that every life must end, aw huh,..
As we sit alone, I know someday we must go, aw huh,..
I’m a lucky man to count on both hands
The ones I love,..

Some folks just have one,
Others they got none, aw huh,..

Stay with me,..
Let’s just breathe.

Practiced are my sins,
Never gonna let me win, aw huh,..
Under everything, just another human being, aw huh,..
Yeh, I don’t wanna hurt, there’s so much in this world
To make me bleed.

Stay with me,..
You’re all I see.

Did I say that I need you?
Did I say that I want you?
Oh, if I didn’t now I’m a fool you see,..
No one knows this more than me.
As I come clean.

I wonder everyday
as I look upon your face, aw huh,..
Everything you gave
And nothing you would take, aw huh,..
Nothing you would take,..
Everything you gave.

Did I say that I need you?
Oh, Did I say that I want you?
Oh, if I didn’t now I’m a fool you see,..
No one know this more than me.
As I come clean.

Nothing you would take,..
everything you gave.
Hold me till I die,..
Meet you on the other side.
«Just Breathe», Pearl Jam

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Das manhãs...

Publicado por Desnorteada às 3:25 da tarde 2 comentários
Todos os dias saio de casa a rezar para que nada de mal me aconteça na estrada. Sinceramente, não tenho medo por mim, mas pelos outros. Hoje, pela 1764399090534º vez quase que se espetavam contra o meu carro e, para meu espanto, o condutor ainda se achou cheio de razão e me buzinou e me deu sinal de luzes. Pergunta existencial de momento: por que é que os homens vêem no carro o prolongamento da pila*???

*Sim, estraguei a poesia toda d' O Meu Lado B com a palavra pila... lamento! A verdade é que eu também digo pila e outras palavras feias de vez em quando...

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Deixa-me Rir

Publicado por Desnorteada às 3:31 da tarde 5 comentários

Deixa-me rir
Essa história não é tua
Falas da festa, do Sol e do prazer
Mas nunca aceitaste o convite
Tens medo de te dar
E não é teu o que queres vender

Deixa-me rir
Tu nunca lambeste uma lágrima
Desconheces os cambiantes do seu sabor
Nunca seguiste a sua pista
Do regaço à nascente
Não me venhas falar de amor

Pois é , pois é
Há quem viva escondido a vida inteira
Domingo sabe de cor
O que vai dizer Segunda-Feira

Deixa-me rir
Tu nunca auscultaste esse engenho
De que que falas com tanto apreço
Esse curioso alambique
Onde são destilados
Noite e dia o choro e o riso

Deixa-me rir
Ou então deixa-me entrar em ti
Ser o teu mestre só por um instante
Iluminar o teu refúgio
Aquecer-te essas mãos
Rasgar-te a máscara sufocante

Pois é, pois é
Há quem viva escondido a vida inteira
Domingo sabe de cor
O que vai dizer Segunda-Feira
Jorge Palma

... é que não tem nada a ver...

Tudo por um Beijo

Publicado por Desnorteada às 11:03 da manhã 3 comentários

Hoje, ouvi na Antena 3 o novo single do Jorge Palma. É uma música escrita para o filme «A Bela e o Paparazzo» de António-Pedro Vasconcelos, que estreia no próximo dia 21 de Janeiro. Chama-se «Tudo por um Beijo» e traz de novo o amor ao repertório de Palma. Ainda não parei de a cantarolar e o ritmo da música não me sai da cabeça, mas não consigo decidir se gosto dela ou não: é demasiado simples e eu gosto das complicações e ironias a que ele nos habituou…

«Eu não sei bem quem tu és
Sei que gosto dos teus pés
Do teu olhar atrevido

Tu baralhas-me a razão
Invades-me o coração
E eu ando um pouco perdido

Troco tudo por um beijo
Mais vale morder um desejo
Que ter toda a fama do mundo

Troco tudo por um beijo
Mais vale morder um desejo
Que todo o dinheiro do mundo

Adivinha onde eu cheguei
Desde o tempo em que roubei a tua privacidade
Fiz de ti lírio quebrado
Fera de gesto acossado, vendi a tua ansiedade

Troco tudo por um beijo
Mais vale morder um desejo
Que ter toda a fama do mundo

Troco tudo por um beijo
Mais vale morder um desejo
Que todo o dinheiro do mundo

E agora que estamos sós, vamos ser apenas nós
Dar a volta ao argumento
Vamos fugir em segredo
Sumir por entre o enredo, soltar o cabelo ao vento

Troco tudo por um beijo
Mais vale morder um desejo
Que ter toda a fama do mundo

Troco tudo por um beijo
Mais vale morder um desejo
Que todo o dinheiro de mundo»
Jorge Palma

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Publicado por Desnorteada às 9:22 da tarde 4 comentários
2010 é um virar de página. É o início de uma nova fase e de uma nova etapa nesta viagem chamada Vida. O passado termina aqui. Ponto.
 

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