domingo, 21 de novembro de 2010

Ao Meu Amor...

Publicado por Desnorteada às 11:38 da tarde 4 comentários
Nos últimos dias tudo se alterou em mim. Tenho medo de ter deixado de ser quem era. Sinceramente, complicou-se ainda mais o esquema de evolução. Nunca te percebi e ainda não te percebo. Tens sido muito injusto comigo. Tanto te aproximas como te esquivas. Estás e não estás, dás e tiras, surges e desapareces. É sempre assim. No início tudo bate demasiado certo, depois tudo se revela falso. Nunca mais terei qualquer certeza a teu respeito. E talvez tenha que ser mesmo assim: saber e não saber; gostar e não gostar; ou gostar e não querer; ou querer gostar como dantes e já não ser capaz. Não sei se por isto, se por alguma coisa que não tem explicação, quando te manifestas a batida do meu coração já não acelera. É verdade que eu acho que preciso de mais dor do que a que poderia aceitar dentro de mim. Assim me vingo pelas antigas inquietações. Ou talvez não.


*«O Meu Amor» foi escrito para a peça Ópera do Malandro de Chico Buarque e neste vídeo tem uma das mais belas interpretações de sempre... e um hino ao maior e mais desejado sentimento...



[O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca
Quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada, ai

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos
Viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo
Ri do meu umbigo
E me crava os dentes, ai

Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me deixar maluca
Quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba malfeita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita, ai

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios
De me beijar os seios
Me beijar o ventre
E me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo
Como se o meu corpo fosse a sua casa, ai

Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz
]


Como gostava de ter sido eu a escrever uma coisa destas. Como gostava de saber pôr em palavras um sentimento assim. Ao meu amor?! O meu amor, eu não sei definir. O meu amor, eu não sei onde e como está. Ao meu amor, apenas posso dizer que, até hoje, tem sido uma merda...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

...

Publicado por Desnorteada às 4:05 da tarde 12 comentários
Todos os dias, pelo menos durante duas horas, fico sozinha com o meu carro. As viagens, que no princípio me custavam, têm sido muito gratificantes... diria até, que se têm revelado uma boa bússola entre o passado, o presente e o futuro. [Ainda me lembro do medo que tinha em conduzir! :D] As estradas que percorro, que descubro, que faço tantas vezes sem olhar as paisagens, são sinónimo de aventuras e desventuras interiores, onde me encontro e desvendo os mistérios que me assombram, as minhas vocações e as minhas limitações, as minhas obrigações e as minhas lembranças, aprendo a conhecer melhor as pessoas e a mim mesma, por dentro e por fora. Foi numa dessas viagens diárias que ele se mostrou. Que o senti. Hoje, tive a confirmação: «tens um ser estranho no teu corpo!», ouvi. Já não bastava eu ser estranha, agora tenho de conviver com um «ser estranho» dentro de mim, pensei eu!? Enfim… Seguem-se os dias de vigilância, para ver se este ser que não foi convidado dá o ar da sua graça. Eu acredito que não! Acredito que vou ter de partilhar o meu corpo com ele para o resto da minha vida, mas… a ver vamos. Pelo menos já posso dizer que não estou sozinha!! [Vá, não se «zanguem»… o humor negro nunca fez mal a ninguém!]

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Publicado por Desnorteada às 10:34 da manhã 5 comentários


Estes meninos puseram, ontem, o coliseu todo a mexer. Só os ouço quando quero livrar-me dos pesadelos e, a verdade, é que resulta. A música deles é uma alegria contagiante. Adorei o concerto!
 

O Meu Lado B Copyright © 2012 Design by Antonia Sundrani Vinte e poucos