quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Há dias assim...

Publicado por Desnorteada às 1:59 da tarde 2 comentários


... que, apesar de tudo, serão sempre bons recordar.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Publicado por Desnorteada às 3:32 da tarde 0 comentários
...não somos seres suspensos em bolas de sabão, que vagueiam felizes pelos ares; nas nossas vidas há um antes e um depois, e esse antes e esse depois são uma ratoeira para os nossos destinos, pousam-se sobre nós como uma rede se pousa sobre a presa. [...] O destino possui todo o poder e o esforço da vontade não passa de um pretexto. [...] Quando o caminho atrás de ti é mais comprido do que o que tens à tua frente, vês uma coisa que nunca tinhas visto antes: o caminho que percorreste não era a direito mas cheio de encruzilhadas, a cada passo havia uma seta que apontava para uma direcção diferente; dali partia um atalho, de acolá um carreiro cheio de ervas que se perdia nos bosques. Alguns desses desvios fizeste-os sem te aperceberes, outros nem sequer os viste; não sabes se os que não fizeste te levariam a um lugar melhor ou pior; não sabes, mas sentes pena. Podias fazer uma coisa e não fizeste, voltaste para trás em vez de seguir em frente. [...] E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não te metas por uma ao acaso, senta-te e espera. Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar. Fica quieta, em silêncio e ouve o teu coração. Quando ele te falar, levanta-te e vai para onde ele te levar.
Susanna Tamaro in Vai aonde Te leva o Coração

sábado, 11 de dezembro de 2010

Publicado por Desnorteada às 3:51 da tarde 2 comentários
Nas questões do coração nem sempre vemos que o copo está meio cheio, temos tendência para o ver sempre meio vazio. Há muito que o meu coração se queixa desta espécie de desocupação. Não sei que lhe diga... não sei mesmo. Eu sei que me vêem sempre como o «princípio do fim» de alguma coisa... E é bem capaz, porque tudo o que toco, o que conheço, o que me entrego, acaba por desaparecer. Mais cedo ou mais tarde. Não há volta a dar. Eu revelo-me sempre «o princípio do fim» de um ciclo para uma nova etapa da vida. Este papel eu represento como ninguém! Sem quaisquer dúvidas, nem resto de mágoas. Esta é a verdade! Finalmente, percebo para o que sirvo: uma rampa de lançamento para um novo [ou velho] estado de espírito; um trampolim para dias sonhados e desejados; uma viagem para algo que se julga melhor. Ao meu coração, tento dizer que é o amor que nos completa, mas é a amizade que nos faz feliz. Ainda que ele não entenda o porquê deste «quase não-direito» ao sossego emocional, hoje está num estado de serenidade profunda, aceitando, apenas, que há coisas para as quais não há explicação. Pela primeira vez, em muito tempo, eu sinto que o copo pode efectivamente estar meio cheio...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

«A Pele que há em Mim»*

Publicado por Desnorteada às 9:26 da tarde 3 comentários



Quando o dia entardeceu... E o teu corpo tocou... num recanto do meu... Uma dança acordou... E o sol apareceu... De gigante ficou... Num instante apagou... O sereno do céu... E a calma a aguardar lugar em mim... O desejo a contar segundo o fim. Foi num ar que te deu... E o teu canto mudou... E o teu corpo do meu... Uma trança arrancou... E o sangue arrefeceu... E o meu pé aterrou... Minha voz sussurrou... O meu sonho morreu...

Dá-me o mar, o meu rio, minha calçada.
Dá-me o quarto vazio da minha casa
Vou deixar-te no fio da tua fala.
Sobre a pele que há em mim
Tu não sabes nada.

«A Pele que há em Mim»
Márcia

 

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