segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Bem-vindo 2011! :*

Publicado por Desnorteada às 1:42 da manhã
Por hábito, nos últimos dias do ano, eu fecho-me nas minhas ideias e relembro os bons e maus momentos dos 365 dias que estão em fase de conclusão. E, em jeito de balanço, procuro seguir na melhor das direcções. [Nem sempre o consigo, mas vale a pena tentar…] Cada um de nós tem o seu lugar [ou lugares] especial(ais) e eu, salvo rara excepção, submeto-me sempre onde me sinto eu mesma… sem medos… sem grandes acomodações. [Também aqui nem sempre acertadamente…] Posso dizer que 2010 foi um ano caricato, não só pelo seu conteúdo, mas também pelo seu final. No ano em que completei 30 anos é difícil fazer, apenas, o balanço do ano... o mais fácil é fazer o balanço de uma vida.
Sigo num estrada, sozinha, [há demasiado tempo até], onde caminham eu e um fantasma, alternando os passos entre uma perseguição e uma fuga consentida. Brinco com o passado, todos os dias, como se ele fosse o presente. Acordo, luto, danço, sorrio, choro, abraço, beijo, corro, durmo, pulo, grito, escrevo, falo, vivo e encolho-me, fechando cada círculo como se o meu passado, afinal, fosse um conjunto de casos perdidos. Apago-os no tempo. [Ou pelo menos tento!], como se tivesse parada no momento em que disse adeus, como se o vazio afinal preenchesse, completasse, construísse. E não sei ser de outra maneira. Não adianta. Mesmo que ninguém o entenda. Mesmo que me queiram mudar. Mesmo que esteja errada...
Às vezes, esqueço-me de quem sou, do meu valor, da pessoa especial que tenho em mim. Esqueço-me porque só vejo as coisas más, porque só fixo o que não me faz bem, porque guardo as migalhas que me têm oferecido, quando eu mereço o mundo. A verdade, também, é que quando olho para trás e me apercebo do que já conquistei na vida, do que já fiz nestes 30 anos, do que já senti, já disputei, já vivi, o meu coração quase não cabe no peito. Às vezes, duvido de mim, não confio nas minhas qualidades, nos meus sentimentos, no meu bom interior... e berro, e enfureço-me, e revolto-me, principalmente, contra os que eu mais amo. Esqueço-me que a vida nem sempre nos corre de feição e que faz parte dela a mágoa, a tristeza, a mentira e tudo aquilo que não gostamos de sentir. As desilusões fazem e hão-de fazer sempre parte do meu caminho. E devo, para não me atraiçoar, olhar para elas como ensinamentos e antídotos para situações semelhantes, para olhar para dentro de mim e ficar a pensar onde podia ter agido de maneira diferente e em que é que podia ter sido melhor… Quer encontre ou não resposta para isso!
O mundo lá fora [de mim] quer ferir-me. Tenho-me habituado a embrulhar uma manta em meu redor e esquecer que devo enfrentá-lo, como sempre soube fazer e me caracteriza [tão bem]! Estas lutas que surgem do nada, e que me levam ao tapete tantas vezes, é que me mostram a força que trago em mim. Ando um pouco farta de sonhar, de desejar e não ter, de nunca saber o que vai ser o amanhã. Confesso. Depois de tantas palavras e de toda a espera, é fácil ficar sem armas e sem forças. Mas… [há sempre um mas…] sobra-me a certeza de que há ainda muito por dizer e por fazer, apenas porque os sonhos nunca se perdem, mesmo quando se gastam com a erosão do tempo e do silêncio.
2010 ofereceu-me um monte de coisas boas: muitos sorrisos, muita música, muitos abraços, muitas conversas, dias marcados pela genuidade do sentir e o projecto da minha vida. Mesmo assim, foi bom virar a página. Foi um ano excessivamente cansativo. Por sorte, como já me tinham dito, ficamos mais sábios com a idade e os 30 trouxeram-me uma enorme clarividência. [Não, não sou perfeita. Longe disso, aliás. Sou mau feitio que chegue, fervo em pouca água e fico fora de mim com injustiça e ingratidão. Não me calquem nem façam de mim «gato-sapato», porque conhecem uma mulher completamente diferente.] Foi um ano esgotante, mas necessário... um ano de várias descobertas!
Dizem que nada na vida acontece por acaso, que cada pessoa que conhecemos deixa uma lembrança, uma marca… e eu acredito plenamente nisto. Não sou indiferente ao que me rodeia. Nunca. Nem às pessoas em quem vou tropeçando. Principalmente aos que me conhecem cada detalhe, me lêem o corpo e a alma, me sentem, bem ou mal, mesmo longe. O tempo passa, a saudade fica. 2011 está aqui… Para ser vivido, aproveitado intensamente, com toda a paciência e sabedoria que fui apre(e)ndendo durante estes anos todos… e eu não faço conta de desperdiçar tal dádiva. As estrelas dizem que este é o «meu» ano. Eu quero acreditar que sim, que vou conseguir tudo o que quero… Dêem-me as mesmas cartas, os mesmos trunfos, as mesmas oportunidades e o jogo será limpo e a vitória garantida… ;)

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