domingo, 27 de fevereiro de 2011

James Franco

Publicado por Desnorteada às 8:51 da tarde 5 comentários


Confesso: este homem deixa-me maluca. Posso mesmo dizer que James Franco seria capaz de me fazer feliz o resto da minha vida. Não sei se são os olhos, o sorriso ou aquele ar de menino rebelde que ele tem... há qualquer neste homem que me faz sonhar. É que para além de ser lindo, o moço tem talento... estou fascinada com o papel dele em 127 Horas. Hoje, numa notícia sobre os Óscares na SIC fiquei a saber que o menino tem descendência portuguesa: o seu avô nasceu na Madeira. Já estava a torcer por ele para mais logo, mas agora tenho ainda mais um motivo... 'Bora lá, Jamesinho!  Arrasa!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Constatação...

Publicado por Desnorteada às 3:18 da tarde 7 comentários

Acho que o meu coração tem um cérebro próprio.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Da sorte...

Publicado por Desnorteada às 10:36 da tarde 5 comentários
Não se pode viver o tempo todo com pontos de interrogação em cima da nossa cabeça... constantemente. Isso só nos faz mal! Eu sempre soube bem o que queria para mim, mas a vida tem-me falhado. Por mais que arregace as mangas e lute por aquilo que quero, não consigo alcançá-lo. É tão raro eu desistir das coisas! É tão difícil eu perceber que perdi, que já não há mais nada que possa fazer. Demora tanto tempo, a decisão de deixar tudo para trás. Demora e custa, mas quando acontece depois já não consigo fazer nada para mudar, a não ser pensar e pensar e pensar.  Hoje, percebi que me começam a faltar as forças, o ânimo e tudo o que preciso para continuar. Eu não tenho uma bola de cristal para me mostrar como vai ser a minha vida daqui a um mês ou daqui a um ano, ainda que o que espero da vida seja algo que me faça feliz, mesmo não prevendo nada muito risonho. Por mais que o tempo passe e eu agarre as oportunidades intensamente, elas nunca se revelam satisfatórias… sabem sempre a pouco ou a quase nada. Arrisco até a dizer que eu própria sou uma oportunidade frustrada, não concretizada e não vivida. Não estou à espera que ninguém me dê aquilo que procuro, [feliz ou infelizmente já sei que tudo depende apenas de nós próprios], nem que as coisas me apareçam de mão beijada. Nunca foi assim nem prevejo que alguma vez o seja. É certo que assim quando consigo as coisas, dou-lhe muito mais valor, mas, foda-se, custa de caralho! Não me importava que os próximos dias me trouxessem algo de bom, algo que me animasse, algo que se revelasse uma boa dose de coragem. [Há tanto tempo que não recebo um miminho, um alento… uma surpresa...] Há momentos em que percebemos que temos mesmo de parar, de deixar que o tempo tome conta de nós e o destino resolva os nossos problemas. Esses momentos são quando sentimos que não dá mais, que não vale [ou valemos] sequer o esforço! E neste momento, não tenho mais nada em que me agarrar, nem para arranjar soluções para este vazio que me consome e me mata por dentro. Não consigo mais remar contra a maré. São tantos anos a quebrar medos, a saltar obstáculos, a fintar a tristeza, que me sinto a enfraquecer… que me sinto inútil… que me sinto impotente. Por agora, é tempo de fugir, de me encolher em mim e deixar que a vida fale por ela própria... sem que eu tente dar-lhe a volta... ou mudar-lhe o rumo. Como diz uma amiga: «São sortes»!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Dos últimos tempos...

Publicado por Desnorteada às 10:31 da tarde 5 comentários

A auto-estima é um estado de espírito, um oásis que deve ser procurado no território da emoção. Cada mulher, homem, adolescente e criança deveria ter um caso de amor consigo mesmo, um romance com a própria vida, visto que todos possuem uma beleza física e psíquica particular e única
Augusto Cury

Descobri há uns meses que tenho um problema de auto-estima grave. Foi-me diagnosticado como um problema recente, mas logo, logo, foi fácil, detectá-lo como um problema de longa data. Acho que dificilmente o vou conseguir derrubar sozinha, sem ajuda e sem apoio. Sei que muitas das coisas que penso a meu respeito não fazem grande sentido... só que a razão versus emoção nem sempre leva a melhor. Por isso, tento em cada dia aprender algo que me faça acreditar que eu não sou um E.T., que no futuro vou ter as mesmas oportunidades que qualquer pessoa tem e que parte do que me aconteceu não foi culpa minha. Deveria gostar mais de mim. Deveria saber o que valho. Deveria, efectivamente, apostar na máxima de que a vida nem sempre nos sorri, mas faz parte de nós fazer-lhe cócegas. Deveria, eu sei... mas como? Como se volta a confiar depois de várias desilusões? Como se volta a querer dar de nós quando o que recebemos é muito pouco? Como encarar o futuro com um sorriso, se o passado e o presente são feitos de lágrimas? Como se volta a acreditar em nós? 

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Do sentir...

Publicado por Desnorteada às 9:14 da tarde 3 comentários

« [...] The lovin is a mess what happened to all of the feeling?
I thought it was for real; babies, rings and fools kneeling
And words of pledging trust and lifetimes stretching forever
So what went wrong? It was a lie, it crumbled apart
Ghost figures of past, present, future haunting the heart.»


P.S.: Era tudo tão mais fácil, se a vida fosse uma simples animação...

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Do Dia dos Namorados...

Publicado por Desnorteada às 4:53 da tarde 4 comentários
Nunca achei grande piada ao dia. Para dizer a verdade, acho que é só mais um dia para as pessoas gastarem dinheiro. Vivemos numa era consumista e este dia só vem acentuar isso. Em 2007, tive de fazer um trabalho sobre este dia [na vida de um jornalista existem sempre uns fretes bem jeitosos!] e foi um sacrifício. O que eu sofri a fazer essa reportagem. Há dois anos, fui jantar com uma amiga num restaurante que quase parecia o universo dos corações, e puseram-nos uma vela na mesa... [Foi uma experiência muito engraçada!]. E histórias destas, tenho aos montes, sobretudo porque conheci muito mais anjinhos do que cupidos! Acho mesmo o Dia dos Namorados um dia parolo, bimbo, daqueles que só o amor podia engendrar. Um dia que só deveria ter algum significado para alguém que tenha algo para comemorar neste dia e não só porque sim. Enfim... Mas este ano, e eu que sempre o odiei, aqui, vos confesso, pela primeira vez na minha vidinha, que gostava de já ter vivido a experiência do dia 14 de Fevereiro. Mais, assumo que gostava de poder festejá-lo, de ter a quem dar um presente, de ter a quem escrever algo especial, acordá-lo com um beijo e fazê-lo sorrir, de ter alguém que me fizesse uma surpresa e me dissesse que gostava de mim e que me pusesse um sorriso de orelha a orelha e com um ar parvo durante o dia todo. Gostava, pronto! [Talvez um dia alguém me ache suficientemente importante para isso.]

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Das insónias...

Publicado por Desnorteada às 6:21 da tarde 5 comentários
Estou a perder a paciência. Não tenho conseguido pregar olho nas últimas noites. Por mais que tente, os olhos não fecham, o corpo não descansa e eu pareço uma zombie. Sempre tive muita dificuldade em dormir, mas já lá vão os tempos em que conseguia algo para fazer sem me sentir tão mal como agora. Faço de tudo para que o João Pestana chegue atempadamente e cumpra com o seu dever, mas não... putas das insónias vencem-no sempre! Eu leio, eu ouço música, eu bebo o cházinho de camomila [no qual o meu corpo está totalmente viciado], eu desligo o PC cedo, eu tento não pensar em nada... Tudo parece ser uma infalível possibilidade, mas nenhuma resulta. Putas das insónias. Rir sozinha porque me lembro, enquanto o sono não chega, da música do Quim Barreiros: «Tem noites que dá uma, tem noites que dá duas, tem noites que dá três... horas da madrugada.» também não é a solução. Aliás, é bem ridículo! O desespero leva a isto. Putas das insónias. Estar às voltas numa cama, sozinha, durante horas a fio não é propriamente algo que goste de fazer e fico fora de mim, com pouca vontade de fazer o que quer que seja e sem disponibilidade mental seja para quem for. Preciso de nomes, de dicas, de mezinhas, de qualquer coisa que me faça dormir pelo menos 5 / 6 horas seguidas. Any ideas?

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Dúvida:

Publicado por Desnorteada às 9:50 da tarde 14 comentários

Será que se me empanturrar de doces, a vida fica mais alegre e eu menos amarga?

domingo, 6 de fevereiro de 2011

365 Dias...

Publicado por Desnorteada às 12:32 da manhã 10 comentários
Hoje disseram-me que não tenho o direito de remexer no passado... que não tenho o direito de «meter o dedinho na ferida» outra vez. Mas como evitar se quando fecho os olhos, em silêncio, consigo ouvir a tua voz, ver o teu sorriso rasgado e sentir o toque da tua mão? Se ao menos eu soubesse que ainda te recordas de mim... que se eu te perdesse na memória, por inteiro, estarias disposto a fazer-te lembrar... que gostavas de saber se estou igual, se tenho o cabelo diferente, se estou mais magra ou mais gorda, se estou bem ou mal, se não parei de sorrir como pediste ou se ainda sou eu... tal e qual como conheceste e ensinaste tanto. Terás tu esta curiosidade de saber como poderia ser o nosso presente se tivéssemos ficado no passado? Talvez sejam apenas as saudades a falar mais alto.. não sei! Sei que me odeio por sentir ainda a tua falta e se pudesse não sentiria nada por ti nem sequer o vazio destes dias...
Deixei a vida fluir, pondo de parte o cansaço e a mágoa, esquecendo-me dos meus e dos teus defeitos, das minhas e das tuas qualidades, dos meus e dos teus objectivos e desafios, de como nos sentíamos bem um com o outro, etc, etc... e com o passar dos dias aprendi que viver sem sombras nem enganos, afinal, não é mau. Se eu pudesse, agarrava-te a mão e jamais a largava; levava-te para casa e, entre palavras e gestos, explicava-te por que é que naquele dia tive de decidir pelos dois; pedia-te para me amares com toda a tua alma e dedicação, como se não me fosses amar nunca mais, como se tudo acabasse numa hora. Se eu pudesse, esperava-te até à noite em que me sussurravas no ouvido que me querias, enquanto as tuas mãos entravam por baixo da minha roupa e me tocavam... e deixavas-me tirar-te a tua para te poder beijar a pele e fazer nela o início de uma nova história. Se eu pudesse, não hesitava: pedia-te para me fazeres esquecer isto que me mata por dentro e me faz entristecer, todos os dias, um bocadinho mais. Se eu pudesse, fazia com que o silêncio perdurasse, porque nada que disséssemos poderia descrever inteiramente o momento. Se eu pudesse, obrigava-te a acreditar que isto um dia seria possível e, de olhos fechados, obrigar-nos-ia a sorrir sobre o ontem, o hoje e o amanhã. Se eu pudesse... celebrava todos os dias por nos saber felizes... juntos. Se eu pudesse ignorava estes 365 dias e tentava tudo de novo. Mas não posso e, mais do que isso, não devo...

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Beth Gibbons e os seus mistérios...

Publicado por Desnorteada às 11:14 da manhã 4 comentários


Este menino lembrou-se de me passar esta senhora [que eu adoro]. Vai daí que, ontem, me lembrei de pôr o CD a tocar no meu carro para uma viagem relaxada. O resultado??? Uma viagem repleta de baba e ranho e lembranças e sei lá mais o quê. Não sei que efeito a Beth Gibbons tem em mim, mas este Mysteries e as outras 10 faixas foram como se tivesse tomado um medicamento e tivesse sofrido todos os efeitos secundários de uma só vez. Não queiram nem imaginar como cheguei a casa! Menphis, devias ter-me entregue o CD com manual de instruções, do género: «cuidado a ouvir... pode ser que os sentimentos fiquem à flor da pele!» Peço-te: da próxima vez não te esqueças desse factor. Para todos vocês apenas um «Enjoy It!».

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Mas porquê????

Publicado por Desnorteada às 2:16 da tarde 4 comentários
Ia jurar que te vi esta manhã. Mas como é possível? E logo ali onde passo sempre... mais do que uma vez por dia. Foi estranho. E que sentimento será este que ainda me deixa sem palavras, sem reacção e sem vontade de fazer o que quer que seja? Ia jurar que eras mesmo tu. Ias acompanhado, em passo acelerado, de mãos dadas, como se, os dois, estivessem à procura de um número de uma porta. Que estarias tu a fazer por cá? Não acredito que depois de tanto tempo, o meu estado de espírito se deixe perturbar com a tua «ausência - presença». Ou que o meu coração ainda possa sequer lembrar-se de alterar o batimento cardíaco por ti. Não acredito. Reconheceria esse batimento e o que senti naquele momento não foi bem o mesmo. Talvez tenha sido uma ilusão parva... não sei. Sei que estavas ali... com todos os pormenores, que tão bem te caracterizam, e que eu jamais esquecerei. Sei que te vi... que tropeçamos sem contar um no outro... e que me fizeste regressar ao passado. Muito obrigadinha!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Coisas...

Publicado por Desnorteada às 6:51 da tarde 7 comentários
Há muito que ouço várias mulheres queixarem-se por não ser como gostariam. Ora se queixam por serem magras, ora por serem gordas, umas por serem altas, outras por serem baixas, umas por serem bonitas, outras por serem feias, e disso lhes perturbar o percurso de vida e seus relacionamentos. Sim, eu também faço parte desse grupo... Sinceramente, eu nunca gostei que olhassem para mim como se me estivessem a despir com os olhos. Eu, que até sou uma pessoa extrovertida, fico sem jeito quando me observam atentamente em busca de descobertas pouco óbvias. Não gosto de sentir que estou a ser invadida ou analisada, até porque adoro que me façam sentir livre e descontraída. Tenho dificuldades, [desde que sei que sou gente!], em lidar com a minha altura, o meu corpo, a minha imagem - factor importantíssimo nos dias que correm, como muitos dizem. E esta insegurança já me valeu alguns dissabores. Eu sou baixinha, tenho os pés e as mãos pequeninas, sou gordinha e não tenho a cara de uma Angelina Jolie, mas nada disso me deve fazer sentir menos do que qualquer outra mulher. [Pssst, Psssst... Repito todos os dias esta máxima quando me olho ao espelho para acreditar mesmo nisto! Schiuuuu...] Morro de vergonha quando me olham ou quando me elogiam, porque me habituei a sentir-me menos que as outras mulheres e sempre foi mais fácil desvalorizar-me. Hoje sei que não é bem assim. Ou pelo menos, já não penso assim tantas vezes. Tenho as mãos pequeninas, [e daí???], são delicadas, bem desenhadas e bem tratadas; tenho os pés pequeninos, [e daí???], dentro de umas sandálias com uma cor irresistível nas unhas até parecem «normais»; sou baixinha, [e daí???], como diria um amigo meu: «deitados somos todos iguais!»; sou gordinha, [e daí???], se quiser, levo a dieta certinha e direitinha e recomeço o exercício físico [aliás, em sonhos já ando a correr todos os dias, a fazer localizada e a fazer uma alimentação «super-hiper-mega» saudável] e posso ficar menos gordinha; tenho um cabelo aos caracóis que nem sempre ficam definidos, [e daí???], posso sempre usá-lo liso ou preso ou aos caracóis de forma rebelde; tenho os dentes afastados, [e daí???], é só uma das minhas características, que por acaso até torna o meu sorriso original... E, para além disto, sou inteligente, meiga, amiga, companheira, simpática, divertida, etc, etc, etc... [Psst... Isto também faz parte da máxima que repito todos os dias quando me olho ao espelho para acreditar mesmo nisto! Schiuuuu] Tenho isto e aquilo e sou assim ou assado, não importa... caramba! Fernando Pessoa dizia «sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura» e não é que ele, como sempre, tem razão?! Não importa se há dias em que é difícil acreditarmos em nós desde que saibamos que não passa de alguns dias. Não importa quando «aquela» pessoa não nos reconhece qualidades e não nos faz sentir a pessoa mais especial à face da Terra, se soubermos que, mais cedo ou mais tarde, vamos perceber que só faz falta quem nos conhece cada cantinho nosso, cada defeito, cada pormenor e não se importa que não sejamos perfeitas. Não, não importa nada disto... a não ser nós mesmas e o nosso bem-estar. Wake up, girls!
 

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