segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Da sorte...

Publicado por Desnorteada às 10:36 da tarde
Não se pode viver o tempo todo com pontos de interrogação em cima da nossa cabeça... constantemente. Isso só nos faz mal! Eu sempre soube bem o que queria para mim, mas a vida tem-me falhado. Por mais que arregace as mangas e lute por aquilo que quero, não consigo alcançá-lo. É tão raro eu desistir das coisas! É tão difícil eu perceber que perdi, que já não há mais nada que possa fazer. Demora tanto tempo, a decisão de deixar tudo para trás. Demora e custa, mas quando acontece depois já não consigo fazer nada para mudar, a não ser pensar e pensar e pensar.  Hoje, percebi que me começam a faltar as forças, o ânimo e tudo o que preciso para continuar. Eu não tenho uma bola de cristal para me mostrar como vai ser a minha vida daqui a um mês ou daqui a um ano, ainda que o que espero da vida seja algo que me faça feliz, mesmo não prevendo nada muito risonho. Por mais que o tempo passe e eu agarre as oportunidades intensamente, elas nunca se revelam satisfatórias… sabem sempre a pouco ou a quase nada. Arrisco até a dizer que eu própria sou uma oportunidade frustrada, não concretizada e não vivida. Não estou à espera que ninguém me dê aquilo que procuro, [feliz ou infelizmente já sei que tudo depende apenas de nós próprios], nem que as coisas me apareçam de mão beijada. Nunca foi assim nem prevejo que alguma vez o seja. É certo que assim quando consigo as coisas, dou-lhe muito mais valor, mas, foda-se, custa de caralho! Não me importava que os próximos dias me trouxessem algo de bom, algo que me animasse, algo que se revelasse uma boa dose de coragem. [Há tanto tempo que não recebo um miminho, um alento… uma surpresa...] Há momentos em que percebemos que temos mesmo de parar, de deixar que o tempo tome conta de nós e o destino resolva os nossos problemas. Esses momentos são quando sentimos que não dá mais, que não vale [ou valemos] sequer o esforço! E neste momento, não tenho mais nada em que me agarrar, nem para arranjar soluções para este vazio que me consome e me mata por dentro. Não consigo mais remar contra a maré. São tantos anos a quebrar medos, a saltar obstáculos, a fintar a tristeza, que me sinto a enfraquecer… que me sinto inútil… que me sinto impotente. Por agora, é tempo de fugir, de me encolher em mim e deixar que a vida fale por ela própria... sem que eu tente dar-lhe a volta... ou mudar-lhe o rumo. Como diz uma amiga: «São sortes»!

5 comentários:

mari on 10:45 da tarde disse...

na maior parte das vezes deixo-me ir com a corrente ... é menos frustante :)*

Desnorteada on 10:41 da manhã disse...

Sabes Mari, nunca fui assim... mas descobri recentemente que é melhor assim... dói menos! :*

Mariana disse...

Li num blog qq que "não há muito que possamos fazer quando carregamos um coração em mau estado" e o teu parece estar muito estragado... desejo mesmo que encontres ajuda para tratares essas feridas. Mereces ser feliz! ;)

Anónimo disse...

‎"Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar
necessário. Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas. Se achar que precisa voltar, volte! Se perceber que precisa seguir, siga! Se estiver tudo errado, comece novamente. Se estiver tudo certo, continue.Se sentir saudades, mate-as. Se perder um amor, não se perca! Se o achar, segure-o!"
Fernando Pessoa

Desnorteada on 2:55 da tarde disse...

Mariana, sou eu que tenho de tratar estas feridas... EU! Mais ninguém... e tenho de ter capacidade para ver isso.. ;)

Anónimo: o Fernando Pessoa era um idiota! :D

 

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