quinta-feira, 25 de abril de 2013

Carta ao Blogue

Publicado por Desnorteada às 2:26 da tarde 4 comentários

Querido O Meu Lado B,

Peço-te desculpa pelo estado de abandono em que te tenho deixado. Não é intenção minha, nunca foi, magoar-te. O tempo é que me tem fugido por entre as mãos com as 1001 coisas que tenho para fazer. Não, não é uma desculpa esfarrapada. É a verdade, pura e crua, como só tu sabes gostar. Mas isto está a passar. Em breve estarei de volta. Prometo. Já tenho saudades tuas...

Um beijo da sempre tua,
Desnorteada

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Dos quases...

Publicado por Desnorteada às 11:40 da manhã 2 comentários
Quase, é uma palavra notável. Todas as pessoas deviam ter por nome próprio quase. Eu sou quase, tu és quase, ele é quase, nós somos quase. Quase qualquer coisa que não chega a ser quase. Uma equação quase perfeita. Um número quase redondo que só existe dentro das nossas cabeças ligadas por fios primorosos. Fios de aço que amarram a loucura e a mantêm obediente. Não pretendas ser mais. As lágrimas que te escorrem pela cara desenham traços de temperatura variável. Continuam a surgir frases por escrever, amores inacabados. O amor é sequioso como uma planta. O melhor é a água. Não há outra maneira. A felicidade é coisa que acontece tarde. Da qual só se tem notícia depois de ter sido. Quando alguém clama: sou feliz, está a preparar-se para a desgraça. Imensas são as coisas que só existem no tempo passado. Não há vagas, quer no inferno, quer no paraíso. Suceder já quer dizer sucedido, porque triunfar é um verbo a morrer. Há em mim qualquer um que tem saudades de si. Saudades imperiosas, bruscas, inevitáveis. Continuo a ignorar para onde foi o que fui, em que casas acordam as pessoas que amei. Dói quase. Assim, sempre assim. Uma espécie de distância que não pode ser percorrida.

Pedro Paixão

terça-feira, 16 de abril de 2013

Verdades de Rua

Publicado por Desnorteada às 12:28 da tarde 7 comentários
Descobri esta fotografia no projecto Porque nem as Paredes da Rua são Portas Fechadas. É tão, tão genial que não posso deixar de a colocar aqui...

domingo, 14 de abril de 2013

Dos 33...

Publicado por Desnorteada às 11:50 da tarde 6 comentários

Ainda não estou convencida de que já tenho 33 anos. Quer dizer, tem dias até que acho que já tenho pr'aí uns 70, mas não consigo aceitar isso muito bem. O BI diz-me que sim, mas a minha cabeça teima em dizer-me que não... Como é que é possível terem surgido tão depressa? Como?! Estes últimos dias têm sido muito estranhos. Ando muito sensível. Eu começo a achar que é da idade, que isto de ter 33 anos fez-me um bocado mal. Qualquer coisinha estou de lágrimas nos olhos, a soluçar e a fazer beicinho. Não há explicação. Juro. Por exemplo, nunca tinha chorado por causa de um power point. Chorei ontem. Isto não é normal. Nunca tinha panicado por causa de ter muito que fazer. Paniquei ontem. Não pode ser normal. Não pode. Eu precisava tanto que o fim-de-semana estivesse a começar e não a terminar... que em vez de 33 estivesse ainda com 23... que a vida se alterasse para melhor só um bocadinho... que pudesse descansar apenas por uns momentos... que existisses e quisesses estar aqui... ai, socorro, que isto de ser adulta não é fácil! É que, como li algures pelo facebook, "o tempo não cura tudo. Aliás o tempo não cura nada. O tempo apenas tira o incurável do centro das atenções".

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Diga lá outra vez...

Publicado por Desnorteada às 11:34 da manhã 9 comentários

E, pronto, já cá cantam os 33. 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Eu e as Covers #10

Publicado por Desnorteada às 5:49 da tarde 3 comentários


Das covers mais bonitas que ouvi nos últimos dias...

domingo, 7 de abril de 2013

É só isto!

Publicado por Desnorteada às 7:04 da tarde 5 comentários

sábado, 6 de abril de 2013

É tão bom recordar...

Publicado por Desnorteada às 12:29 da tarde 0 comentários

terça-feira, 2 de abril de 2013

Muda-se o tempo, mudam-se as vontades...

Publicado por Desnorteada às 11:58 da tarde 7 comentários
Eu já fui uma pessoa alegre, já tive confiança em mim, já cativei uma série de pessoas ao mesmo tempo. Hoje não sou nada disso. Estou cada vez mais longe desse eu. E tenho pena. Porque sei que vai ser difícil voltar a ser aquilo que eu era. Não é que eu não tente, pelo contrário, tento até demasiadas vezes. Mas o medo da mágoa, da mentira, das encenações, faz-me recuar e quase me derruba. Todos os dias um bocadinho mais. Já nem importa o vazio. Faz parte disto tudo. Desta construção. E, na verdade, eu já não me sinto mal assim. Estou bem comigo. Estou (cons)ciente das coisas. A minha grande preocupação é deixar fugir algo de bom por não reparar, por não permitir que aconteça, por fazer de conta que não estou a sentir. Tenho tanta merda guardada na bagagem que se um dia for para seguir viagem vai ser preciso um esforço enorme para despachar a mala. E quem é que estará disposto a carregá-la? Por quanto tempo? Valerá assim tanto a pena? Eu já ando a arrumar as coisas e a pô-las de lado [não interessam mesmo para nada], mas parece-me que o processo é longo e ainda pode demorar. Raios! Logo agora que o tempo corre como se nunca houvesse realmente tempo para nada. E esta inquietação, veio de onde? Este burburinho mudo, sem força e em silêncio, será que veio para ficar? Ou não tarda e já se vai embora? Estou tão diferente que seja o que for que vem por aí não vai ser igual a nada do que já foi. Disso tenho a certeza!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Eu e as Covers #9

Publicado por Desnorteada às 4:00 da tarde 2 comentários


Brilhante!

Ando assim...

Publicado por Desnorteada às 2:54 da tarde 3 comentários

... em estado de alerta!

 

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