quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

2015.

Publicado por Desnorteada às 5:57 da tarde 2 comentários

Não sou muito de traçar planos para o ano novo, mas sou muito de me propor a fazer determinadas coisas. [sim, parece a mesma coisa, mas não é!] 2014 não foi muito simpático para mim, sobretudo no campo profissional. Quero acreditar, por isso, que 2015 me trará 365 dias cheios de coisas boas para recordar. Não costumo perder muito tempo à volta das resoluções de ano novo, mas a verdade é que a última semana do ano é sempre de reflexão e lá pelo meio, nesta espécie de balanço anual, surge um desejo ou outro. 2014 foi um ano em que vivi para os outros e esqueci-me, por isso, muitas vezes de mim e das minhas coisas. Na realidade, se olhar para trás, hoje estou exactamente igual ao que era no dia 31 de Dezembro de 2013. Engraçado como o tempo nos trai e nos mostra ao mesmo tempo que nós somos donos da nossa vida e somos nós que a fazemos. O melhor de 2014, arrisco dizer, foram as pessoas - as que nunca se foram embora e as que só chegaram este ano; o pior?! o pior foi a sensação de correr muito mas não sair do mesmo lugar. Tenho fé em 2015. Dou-me bem nos anos que terminam em 5. Vamos ver se este é mais um dos que deixam saudades... eu gostava muito que fosse.

[A todos os que aqui vêm, desejo um super ano novo. Que o 2015 nos encha o coração de mimo e nos traga muita, muita saúde. O resto arranja-se!]

domingo, 21 de dezembro de 2014

É quase Natal!

Publicado por Desnorteada às 11:11 da tarde 0 comentários


Para mim a melhor música de Natal | versão de sempre.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Do coração com amor. #8

Publicado por Desnorteada às 9:08 da tarde 4 comentários


Estou a ficar um bocado cansada deste jogo do gato e do rato. Como sabes, o meu coração está gasto e as batidas já não me enchem o peito. Pum-pum, pum-pum, pum-pum... bate num ritmo completamente controlado e sem alvoroço. Só quando estamos juntos sinto que ainda posso voltar à montanha russa sem medos. Bem sei que não faço o teu género, nem sou a mulher com que sonhas todos os dias, mas se tu quisesses eu podia partilhar todos os meus sonhos contigo. Também sei que não sou a mulher mais bonita do universo, mas se tu me quisesses, deixaria a tua vida cheia de amor. Disso não podes sequer duvidar. Estou longe de ser perfeita e sei que as discussões poderiam existir, que eu poderia ficar roidinha de ciúmes e que tenho picos de humor e que sou teimosa e orgulhosa. Eu sei disto tudo, mas também sei que tu poderias lidar com o meu pior e que serias a única pessoa no mundo a quem eu prestaria atenção e estaria disposta a ouvir. Por que não me vês? Por que não me consideras? Eu prometo-te que se quisesses o meu coração ele seria teu para o resto da vida. Jamais desvalorizaria o teu amor. Por que não me vês? Bastava que tu quisesses e eu estaria aqui para sempre, disposta a segurar-te a mão nos bons e nos maus momentos, permitindo que este laço [ainda solto] nos unisse e crescesse todos os dias um pouco mais, com o coração sem espaço dentro do meu peito, por bater desenfreada e apaixonadamente. Será que posso sonhar contigo? Será que posso atrever-me a aproximar de ti? Será que algum dia vais olhar para mim? Será que vou ter permissão para pedir-te que fiques comigo e fazer-te prometer que nunca me vais deixar sozinha? Será? Vou ser sincera contigo: eu tenho o meu coração todo colado... e em cada um dos pedacinhos está uma mazela que teima em fazer-se sentir. Se realmente me visses e estivesses disposto a apostar em mim terias de ter cuidado para nada se partir de novo. Não seria fácil. Eu sei. E acho que tu também sabes. Estás à espera há muito tempo de um cicatrizante eficaz para as tuas feridas e eu própria não sei se seria capaz de interpretar esse papel tão importante. Acredita: eu tenho medo de amar-te e, principalmente, de deixar que me ames. Conheço demasiado bem o meu coração para permitir tal risco. Por que é que não me mostras que estou errada? Por que é que tivemos que entrar na vida um do outro nestas condições? Eu sei que tens tudo para ser a metade certa, mas preciso de um sinal. Dá-me um sinal. Pequenino. Só um. Dá-me um sinal... eu estou à tua espera há uma vida inteira.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Eu e as Covers #33

Publicado por Desnorteada às 10:18 da tarde 0 comentários

domingo, 23 de novembro de 2014

Dos laços que criamos.

Publicado por Desnorteada às 12:30 da manhã 7 comentários
Quando olho para trás percebo facilmente que o problema do final das relações é que o sentimento parece que não acaba na mesma medida. Pelo contrário, parece que ainda está mais forte, por se ter multiplicado e crescido no nosso peito numa combinação maquiavelicamente perfeita entre o amor e a raiva. O problema está sempre no elemento que fica a perder [e há sempre um elemento que fica a perder] e que vai sofrer mais e que vai moer e remoer por muito tempo. O ideal seria que tudo fosse acabando ao mesmo tempo para os dois lados e não até que se esgote por inteiro para ambos por descrença, por desconfiança, por medo.

Esta coisa de amar, de querermos ser UM aos pares deixa demasiadas mazelas no nosso pobre coração e a sorte é mesmo não morrermos de amor. Pelo menos não pelo rasgar de um qualquer laço. Todos nós já suportámos a dor de um final de uma relação e, mais cedo ou mais tarde, deixamos de usar as lentes cor-de-rosa e acabamos por perceber que aquele fim que quase nos matou afinal foi o melhor que nos podia ter acontecido. Apesar de tudo isto ser feito em diferentes estágios, em que no início nada faz sentido, em que depois nos penitenciamos por todas as falhas cometidas e em que mais tarde acreditamos que a nossa felicidade está naquela pessoa que nos deixou, nós sabemos que havemos de ultrapassar e voltar a viver tudo de novo... outra vez... e outra... e outra...

Tem de haver muita vida e muito mais amor neste mundo. Não será fácil e o medo – essa palavra tantas vezes repetida – instalar-se-á comodamente, tanto, tanto, que dificultará quaisquer laços que possam surgir, como se o organismo se recusasse a ser feliz, a fazer as coisas bem, a querer deixar para trás algo que nos faz mal. E, muitas vezes, este é um processo lento [demasiado lento] e nem sempre bem sucedido. É um caminho cheio de buracos e armadilhas, de incertezas e dúvidas, que fazem de nós seres perdidos que acabam por ferir quem está à volta. Não adianta dizermos que não queremos magoar porque, por vezes, as palavras e as acções são tão despreocupadas que nem temos noção do que realmente estamos a fazer. E isso acontece com toda a gente. Não sou eu, nem tu, é toda a gente assim.

Da minha parte, eu garanto que desejo encontrar-te no meio deste percurso e esta estranha necessidade de ser tua sem o ser está a dar comigo em doida. Sabes que quero fugir, não sabes? Fugir de ti, deste sentimento que tem crescido, do que me fizeste sentir quando [talvez sem quereres] me reduziste a muito pouco. Senti-me tão desinteressante, tão desprovida de carinho, tão ridiculamente magoada. Este laço que estamos a criar está longe de ser perfeito e talvez seja isto que me faz querer agarrar-te e ter-te por perto. Mas, este laço, do qual começo seriamente a ter medo, faz-me querer também proteger-me de ti, lançar todos os anticorpos contra este sentimento que se está a apoderar do meu sono. A verdade? A verdade é que tenho medo de precisar de ti mais do que tu precisas de mim.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Chuva no Mar

Publicado por Desnorteada às 12:34 da tarde 0 comentários


Coisas transformam-se em mim,
É como chuva no mar,
Se desmancha assim em
Ondas a me atravessar,
Um corpo sopro no ar
Com um nome p’ra chamar,
É só alguém batizar,
Nome p’ra chamar de
Nuvem, vidraça, varal,
Asa, desejo, quintal,
O horizonte lá longe,
Tudo o que o olho alcançar
E o que ninguém escutar,
Te invade sem parar,
Te transforma sem ninguém notar,
Frases, vozes, cores,
Ondas, frequências, sinais,
O mundo é grande demais.
Coisas transformam-se em mim,
Por todo o mundo é assim.
Isso nunca vai ter fim.

sábado, 8 de novembro de 2014

Do coração com amor. #7

Publicado por Desnorteada às 10:45 da tarde 4 comentários
Às vezes só precisava que me quisesses dar a mão... que quisesses emprestar-me o teu colo e cuidar de mim. Apetecia-me que eu servisse para te poder ajudar, que eu fosse suficiente para te pôr a sorrir e que bastasse para estares de bem com a vida. Às vezes gostava que me visses... com olhos de ver... que não olhasses, apenas, mas que me visses, microscopicamente, sem segredos e com todos os meus defeitos visíveis. Eu estou aqui, mas tu não me vês ou não queres ver... sou assim como me dou a ti em cada palavra que digo, em cada sorriso que partilhamos, em cada momento em que estamos juntos. Eu sei... tu estás cheio de coisas para arrumar [e eu também] e o tempo corre... os dias avançam e eu não sei o que sinto, o que devo fazer, como devo fazer... que raio é isto? Que raio é isto que me devora todos os dias, cada vez mais, a uma velocidade galopante? Às vezes sonho com o teu abraço, com o teu carinho, com o teu toque... e percebo que és um perigo... que se um dia os nossos lábios se cruzam os nossos corpos podem entrar em combustão como consequência de um calor gerado por duas almas em processo de regeneração. Às vezes acho que devo esperar por ti... investir em ti... confiar em mim e acreditar em nós... Outras vezes não!

domingo, 2 de novembro de 2014

Eu e as Covers #32

Publicado por Desnorteada às 3:01 da tarde 0 comentários

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Gosto. Muito.

Publicado por Desnorteada às 4:21 da tarde 0 comentários

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Do coração com amor. #6

Publicado por Desnorteada às 10:56 da tarde 4 comentários


Dou voltas. Dou tantas voltas. Voltas à memória, à alma, ao coração. Tantas e tantas voltas... Como se pode deixar de pensar no que já se viveu quando é isso que faz de cada um de nós o que somos hoje? Não há nada a fazer: o passado determina o presente. O que vivemos diz-nos, todos os dias, o que não devemos fazer e o que não devemos querer para nós. O que mais me custa é perceber que nunca fui suficientemente importante para ti. Aliás, nem para ti nem para ninguém. Não fui. Ponto. E esta merda mói. Esta triste realidade corrói-me da cabeça aos pés. Faz-me ter medo. Faz-me tremer. Faz-me querer e não querer, avançar e recuar, saber e não saber. Às vezes meia hora chega, outras nem meia dúzia de anos conseguirão apagar. Tenho saudades de te ter para falar, da atenção que me davas, do tempo que investias em mim. Não são saudades de ti nem do que éramos, mas saudades de ter ali alguma coisa. Saudades de saber a quem ligar, a quem mandar um beijo, a quem desejar sonhos doces e felizes. [Lembra-te-ás disto?!] Hoje é o vazio, amanhã não sei. Apetecia-me que o sol bastasse. Que cada raio de sol me aquecesse por dentro e me mostrasse que nem tudo é mau, que nem tudo está perdido e que o amanhã ainda apetece.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Do coração com amor. #5

Publicado por Desnorteada às 2:51 da tarde 4 comentários

Estou dorida. Sim, essa é a palavra. Não é de todo a mais bonita do nosso dicionário, mas descreve na perfeição o que sinto e como me sinto. Partiu, colou-se. Caiu, levantou-se. Esqueceu, relembrou-se. Putas das memórias que não me largam e me enchem o peito de um dissabor que quer ficar para sempre. O que fazer? Como resistir-te? Como expulsar estas estranhas sensações do corpo e da alma? Não há nada como adormecer e acordar com alguém no pensamento, eu sei, e que saudades tenho de ter isso só para mim. Não gosto disto. De ti e de nós. Não quero isto. Não te quero e tenho medo de não conseguir não te querer. Ao mesmo tempo, há uma vontade enorme em mim em te conhecer, em descobrir cada canto teu e em entrar no teu silêncio sem incomodar. Conseguir estar e permanecer em ti mesmo quando já não estamos juntos. Se fosses diferente, [ai se tu fosses diferente!], acreditava que o teu sorriso doce me poderia salvar, que as tuas palavras seriam suficientes e que 1+1 podia, de facto, ser 1. Se fosses diferente, [ai se tu fosses diferente!], podíamos desafiar-nos a entrar no jogo, sem medo e com toda a convicção. Mas eu estou dorida. Não sei o que fazer e o medo que sinto atrapalha-me até o raciocínio. Não consigo ser pela metade e por inteiro, agora, é (im)possível. Não dá para disfarçar. Não sei ser de outra forma. Desculpa.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Das "não histórias"...

Publicado por Desnorteada às 1:23 da manhã 2 comentários
Podia escrever sobre o que é viver o vazio. Sou perita nisso. Um nada que começa com tudo e se revela oco, surdo e mudo com o tempo. Não estou a falar de memórias que não ficam ou de estórias não vividas, estou a destacar as "não histórias". E o que são "não histórias"? São todos aqueles momentos que pensamos ter vivido, mas que na realidade nunca aconteceram. [Verdade, isto existe mesmo!] Na verdade acho que podia especializar-me nas "não histórias". Porquê? Porque quando olho para trás, é tudo o que tenho… e sei, hoje, que é por isso que sou tão diferente dos que me rodeiam… até daqueles que achava serem iguais a mim. As "não histórias" colocam os protagonistas num cenário próprio, sem que mais ninguém saiba, testemunhe ou conheça, e onde tudo se resume, no final, a um mal-entendido.  [Não estou a falar de mentiras, não… estou a falar de interpretações] As "não histórias" criam laços, definem momentos, produzem diálogos inesquecíveis, reforçam-nos a alma e o coração com sonhos, emoções e lamechices que queremos prolongar pela vida inteira e pensamos serem inesgotáveis. Nas "não histórias", o amor flui como se existisse, a amizade faz parte de nós como se nunca acabasse e a paixão deixa-nos cegos como se não víssemos nada para além de dois corpos cúmplices e duas pessoas que se gostam. Gostam sim… não se amam. Porque o amar não subsiste nas "não histórias". As "não histórias" são na realidade histórias com uma pequena grande diferença: as "não histórias" deixam-nos no patamar do "E se!?" e carregam-nos o peito de mágoa, de dúvidas, de raiva e de desilusão, principalmente, desilusão; as histórias fazem-nos seguir caminho, fazem-nos acreditar de novo, fazem-nos guardar tudo o que é bom e esquecer o que não é necessário para um futuro melhor. Como ser feliz depois de tantas "não histórias"? Como aceitá-las e devolver a crença ao nosso coração? Como deixá-las de lado e aceitar que as histórias é que existem para ficarem dentro de nós? Como? Como é que se volta a querer tentar? Não tenho respostas… E nem sei se as quero ter...

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Tenho visto que sim. #15

Publicado por Desnorteada às 4:19 da tarde 2 comentários

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Do coração com amor. #4

Publicado por Desnorteada às 9:28 da tarde 2 comentários


Está tudo aqui. Ponto.

[Sim, hoje deu-me para isto e já chorei baba e ranho com esta música. Não faz muito o meu género, é verdade, mas ouvi-a no carro e tive de parar. Não via nada à minha frente. Comecei um choro compulsivo, sufocado, como se já estivesse ali há muito, com vontade de sair. Há músicas assim.]

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Tenho visto que sim. #14

Publicado por Desnorteada às 5:24 da tarde 2 comentários

Uns sobrevivem, outros não.

domingo, 14 de setembro de 2014

Do coração com amor… #3

Publicado por Desnorteada às 12:09 da tarde 6 comentários

Depois de Ti tornei-me outra pessoa. Esta não sou eu. Não me sinto eu. Estou tão diferente, tão distante, tão alienada de tudo, tão vazia de emoções, que não me reconheço. E tenho medo das proporções que esta nova eu pode tomar...

A verdade? A verdade é que a mágoa, a desilusão, a frustração de não ter conseguido fazer-te… [que é que isso importa?]… fizeram com que eu entrasse em coma por dentro. Num estado dormente que me faz andar anestesiada e em que a dor já não se faz sentir. Está lá, mas é quase como se fizesse parte de mim. Como se fosse física e não emocional. Como se fosse só mais um órgão no meu corpo… 

E quando algo devia [deve] mexer comigo, nada acontece. Aprendi a diminuir cada um dos problemas que me aparecem. Meus e dos outros. Tudo passa. Com tempo. Com os dias, os meses, os anos. A bagagem, essa, fica mais pesada e apercebo-me, todos os dias, que não há nada que possa fazer quando tudo está nas mãos de outros. Caramba, que doce nada este que me faz sobreviver dia após dia!

Não é fácil. Nunca será. Mas se a vida nunca me sorriu a dois, por que é que não a posso viver de forma intensa como se fosse?! Ultimamente, sinto-me uma felizarda pela família que tenho, pelos amigos que estão presentes [mesmo os que estão a quilómetros de distância], pelo que sou capaz de fazer apenas eu e eu com eles. Como alguém me disse há pouco tempo: "já estou habituada!". Ha-bi-tu-a-da. Como é que é possível criar um hábito à volta de uma vida sem amor? A resposta é simples: desconhecimento. É mesmo isso: um total desconhecimento sobre o que é ser amada, desejada, cuidada, etc, etc, etc...

Às vezes, ainda sonho que será possível. Que um dia vou encontrar alguém que queira estar comigo, que goste da minha voz, que faça de tudo só por um minuto do meu dia, que não se importe se resmungo, que se ria das minhas parvoíces, que ature o meu feitio especial, que ignore a minha falta de jeito com as pessoas, que esteja disposto a derreter o gelo que Tu deixaste em mim e que saiba carregar comigo toda a bagagem que tenho para transportar todos os dias…. Que me leve ao cinema, à bola [de preferência ao Dragão, claro!], a jantar, a lanchar, a tomar o pequeno-almoço, que me encha a caixa de mensagens com futilidades e lamechices, que cante e dance comigo, que me abrace, que me faça chorar e rir ao mesmo tempo, que me encha de mimo... Às vezes, ainda sonho que será possível… que um dia vou ser capaz de fazer com que alguém olhe para mim e me veja, genuinamente, sem segundas intenções. E queira ficar… permanecer em mim e inundar de tal forma o meu coração de amor que o maior desejo de todos será apenas um beijo ao final do dia.

domingo, 17 de agosto de 2014

Eu e as Covers #31

Publicado por Desnorteada às 10:21 da manhã 0 comentários


Bem, o que dizer!? É a música. É a mulher. É o momento. Vi-a em Frankfurt em 2012 e ainda me arrepio sempre que penso nessa experiência. Sim, experiência… porque ver Tori Amos ao vivo não é simplesmente um concerto.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Eu e as Covers #30

Publicado por Desnorteada às 1:57 da tarde 2 comentários


Esta tinha mesmo de partilhar. Pela versão, por ser uma das músicas da minha vida, mas, sobretudo, pela voz deste miúdo. Isto sim é a VOZ de Portugal.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Eu e as Covers #29

Publicado por Desnorteada às 11:49 da manhã 0 comentários

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Da dieta...

Publicado por Desnorteada às 1:51 da tarde 3 comentários

Desde que estou de dieta que uma das minhas melhores aliadas é a gelatina. A sério. Passou até a ser uma das minhas sobremesas preferidas. Até agora, devorava as de melancia, este ano, a Royal lançou um novo sabor e eu estou fã... É verdade que eu adoro o sabor do limão, mas esta gelatina é qualquer coisa de especial. Existe em formato standard em pó e no formato pronto-a-comer 10Kcal que dá para eu trazer para o trabalho e tudo. A-do-ro! Parece que estou a comer um gelado de limão e é delicioso!! No Verão passado passei-me com o Corneto de Limão da Olá e este ano é isto… gelatina de limão, gelatina de limão, gelatina de limão, gelatina de limão… Provem… acreditem que vão gostar. ;)

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Eu e as Covers #28

Publicado por Desnorteada às 2:44 da tarde 0 comentários

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Tenho visto que sim. #13

Publicado por Desnorteada às 5:21 da tarde 2 comentários

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Eu e as Covers #27

Publicado por Desnorteada às 4:28 da tarde 2 comentários

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Tenho visto que sim. #12

Publicado por Desnorteada às 6:56 da tarde 2 comentários

"Quanto mais me despedaço, mais fico inteira e serena."
Cecília Meireles

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Bom dia alegria!

Publicado por Desnorteada às 10:17 da manhã 2 comentários

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Animais de Rua

Publicado por Desnorteada às 11:08 da manhã 0 comentários


Não há outra forma de falar sobre isto.
Fantástica campanha sobre os energúmenos que abandonam animais.
Sigam a Animais de Rua e vejam outros recados...

terça-feira, 20 de maio de 2014

C'a nervos!

Publicado por Desnorteada às 1:33 da tarde 4 comentários

Keep calm, Desnorteada, e afia-as bem.
À primeira oportunidade, zás, deixas logo a tua marca…
Muahahahahahaha [gargalhada maquiavélica!]

terça-feira, 13 de maio de 2014

Tenho visto que sim. #11

Publicado por Desnorteada às 12:29 da tarde 4 comentários
Até ver é isto.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Eu e as Covers #26

Publicado por Desnorteada às 5:55 da tarde 0 comentários

terça-feira, 22 de abril de 2014

Pequenos "grandes" pormenores… #4

Publicado por Desnorteada às 11:40 da manhã 2 comentários

Os pequenos grandes pormenores existem, aqui, porque me despertam a atenção, porque gosto de os usar, porque os escolhi ou porque simplesmente alegram o meu dia. Hoje, a minha secretária está assim. Sob o domínio do azul e branco... Sempre. E enche-me o coração vê-la assim… E eu estou a sentir-me verdadeiramente especial.

sábado, 19 de abril de 2014

Bom dia, alegria!

Publicado por Desnorteada às 11:41 da manhã 2 comentários


Ainda a recuperar dos desaires do meu clube do coração [para os mais distraídos FCP, como é óbvio!], vou fazendo planos para estes 34 que começaram há precisamente uma semana. É verdade… o futebol tem uma influência tão grande no meu estado de espírito que andei sem conseguir escrever uns bons dias… nem estando de parabéns dois dias seguidos [11 e 12 de Abril] a coisa melhorou. Ainda por cima, quando achava que a coisa podia atenuar na passada quarta-feira, voltou a piorar. Para mim, esta época acabou e só desejo que isto passe rápido. Já vi o Dragão levantar-se de temporadas negativas e arrisco dizer que é isso que vai acontecer. Temo que não seja assim, mas quero acreditar que será. Eu sei, eu sei... a vida não é só isto e vendo bem as coisas tenho muito mais motivos para festejar do que para lamentar. Afinal em 34 anos de vida já festejei mais títulos que qualquer um dos adeptos deste país. Por isso, resolvi ignorar tudo o que possa acontecer nos próximos dias… ok? Blackout e fechada para obras.

Quanto aos 34, bom, a coisa pesa. São muitos anos e muita coisa por fazer. Sinto-me um bocado perdida  e, arrisco até dizer, desorientada. Acho que já o escrevi, mas a verdade é que me sinto numa passadeira a correr muito, muito, todos os dias, a fazer vários kms, sempre em frente, com objectivos… mas WTF! NÃO SAIO DO SÍTIO! É a melhor analogia que posso fazer… é isso que sinto. Sempre numa correria, a lutar contra todos e contra mim própria e a meta à vista sem conseguir alcançá-la. Estes 34 anos fizeram acentuar uma série de coisas e, apesar de estar de bem com a vida e comigo, gostava que algo mudasse. Não sei bem o quê, é certo, mas preciso de uma mudança grande na minha vida. Uma cena mesmo radical, a cortar com tudo o que está para trás, a rasgar com o que já foi e com uma seta a indicar para onde ir. Dá para perceber, não dá? E não é pedir muito, pois não?!

Para finalizar, tenho de deixar aqui registado que neste momento o jogo da dieta tem uma vencedora: EU. O meu corpo é teimoso, mas eu sou persistente. Desnorteada: 1 - Peso: 0. Está assim na primeira mão. E não, esta não é para perder. Já lá vão 10Kg e tenho uns outros tantos para conseguir perder. Em quanto tempo? Não estou minimamente preocupada com isso. Leve o tempo que levar, eu vou vencer esta batalha. Quero lá saber que a tiróide não esteja a funcionar a 100%… no meu corpo mando eu e acabou. Comidinha saudável, ginásio, exercícios ao ar livre e muita, muita força de vontade… é assim para o resto da minha vidinha. Sem medo e sem derrotas… de sorriso estampado no rosto.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Do PORTO.

Publicado por Desnorteada às 10:50 da tarde 2 comentários


[] Life is bad
Gloom and misery everywhere
Stormy weather, stormy weather

And I just can't get my poor self together
Oh, I'm weary all of the time
The time, so weary all of the time []

Etta James

quinta-feira, 27 de março de 2014

Eu e as Covers #25

Publicado por Desnorteada às 11:01 da tarde 2 comentários


A alma na voz.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Pequenos "grandes" pormenores… #3

Publicado por Desnorteada às 3:56 da tarde 3 comentários

Hoje apanharam-me a pensar…
Gostei tanto da foto que decidi partilhar um bocadinho mais de mim aqui n'O Meu Lado B.
Para além disso, podem ver um dos meu anéis preferidos de sempre. É novinho em folha e estou a estreá-lo. É ou não lindinho?

domingo, 16 de março de 2014

Eu e as Covers #24

Publicado por Desnorteada às 11:15 da manhã 2 comentários


Da kizomba ao fado… esta cover parece-me digna de vir para esta rubrica.

sábado, 15 de março de 2014

O meu sábado também é isto…

Publicado por Desnorteada às 5:24 da tarde 0 comentários

sexta-feira, 14 de março de 2014

Tenho visto que sim. #10

Publicado por Desnorteada às 4:34 da tarde 0 comentários

Alguém partilhou no facebook este belo texto. E não é que é mesmo verdade?!

terça-feira, 11 de março de 2014

Pequenos "grandes" pormenores… #2

Publicado por Desnorteada às 11:41 da manhã 0 comentários

Gosto de crachás. Muito.
E estes acompanham-me diariamente.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Eu e as Covers #23

Publicado por Desnorteada às 11:15 da manhã 0 comentários

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Pequenos "grandes" pormenores… #1

Publicado por Desnorteada às 11:42 da manhã 2 comentários

Todas as manhãs há chá na minha secretária. Ora de laranja, ora de frutos vermelhos, ora de roibos e morangos, ora de roibos e chocolate, ora de menta, ora de limonete, ora… pouco importa de quê. Gosto de chás frutados, com sabores intensos e que nos deixem com uma sensação de delícia na boca. [Eu que ando numa dieta há quase oito meses, tenho de descobrir várias armadilhas alimentares para enganar cabeça e estômago e os chás têm sido bons aliados nesta minha luta.] Depois é a caneca… tem de ter sempre um pormenor especial… esta faz parte da minha colecção de vaquinhas há muitos anos e anda comigo de trabalho em trabalho, mas tenho outra que também tem um detalhe bem catita… mas essa fica para uma próxima vez. :P

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Tenho visto que sim. #9

Publicado por Desnorteada às 1:08 da tarde 0 comentários

"não me prendo a nada que me defina. sou companhia, mas posso ser solidão. tranquilidade e inconstância, pedra e coração. sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono. música alta e silêncio. serei o que você quiser, mas só quando eu quiser. não me limito, não sou cruel comigo! serei sempre apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer. suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contacto. ou toca ou não toca."
Clarice Lispector

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Pensem nisto.

Publicado por Desnorteada às 4:49 da tarde 2 comentários


"Só de mim conta a história de alguém que já teve tudo e que só se apercebeu disso depois de perder…" É assim que descrevem este vídeo. Vale a pena ver...

De ouvidinho apurado...

Publicado por Desnorteada às 3:06 da tarde 0 comentários


E pronto… a tarde hoje é na companhia deste senhor.
Ma-ra-vi-lha...

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Pequenos "grandes" pormenores...

Publicado por Desnorteada às 4:02 da tarde 5 comentários

Pois é, hoje decidi inaugurar aqui uma rubrica nova. Não é que interesse muito a quem me lê o que eu uso, o que gosto de ter à minha volta ou apenas algo que me chama a atenção, mas como este lugar é de registos eu vou começar a pôr também aqui alguns detalhes do meu dia-a-dia. Já faço isso no meu facebook pessoal e acho engraçado a reacção que provoca aos meus amigos facebookianos. Por isso, tomei a liberdade de presentear também os meus amigos bloggers, que merecem conhecer-me um bocadinho melhor… nem que seja através de imagens [já faltou mais para criar um perfil no instagram, cof, cof!]. Espero que gostem! :*

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Desta sexta-feira...

Publicado por Desnorteada às 12:09 da tarde 2 comentários
Toda a gente já sabe que tenho uma enorme panca por publicidade. Não fosse a minha área de trabalho e tal… o dia 14 é sempre um dia dado a estas coisas do marketing e, para mim, a campanha mais fofinha do Dia dos Namorados é a da Nasex. Acho um piadão e rio-me sempre que vejo os outdoors e os mupis que estão por aí espalhados em todo o lado.
São ou não são um máximo? 
E ainda por cima se clicarem lá naquele linkzinho que vos deixei, dá para mandarem à vossa cara metade um postal destes. A-do-ro. Campanha muito, muito, muito bem concebida. 

Voltaram...

Publicado por Desnorteada às 11:35 da manhã 1 comentários


… em bom. ;)

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Da publicidade...

Publicado por Desnorteada às 3:44 da tarde 4 comentários


Quantos de nós já não se despenharam com um primeiro beijo? A Lacoste pega nesse momento, nesse preciso momento em que perdemos a cabeça por  um beijo, e faz a melhor homenagem à própria vida: quem não arrisca não petisca. :P

"The Big Leap" mostra a manobra arriscada que é o amor.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O primeiro dia de chuva da Kayden.

Publicado por Desnorteada às 5:25 da tarde 0 comentários


Este é o vídeo que mostra o dia em que Kayden, uma menina de 15 meses, descobriu a chuva.
Eu tenho 33 anos e continuo a ficar assim quando ando descalça à chuva ou quando deixo que a chuva me beije o rosto num dia quente de verão. Sim, é verdade, eu não me importo nada com a chuva. Eu gosto de chuva e das pessoas que sorriem com ela.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Do coração com amor… #2

Publicado por Desnorteada às 4:58 da tarde 4 comentários

22 de Dezembro de 2013

Tu cansas-me. Quer dizer, não tu, mas aquilo que representas[te] na minha vida. Porque estás e não estás. Estou sempre a tropeçar em coisas nossas e a procurar evitar isso mesmo, a contornar os momentos que vivemos [e, sobretudo, os que eu quis viver] como quem contorna obstáculos na estrada. Enfim acho que devo a mim própria o afastamento. Gosto de pensar que vou conseguir ser feliz sem estar contigo e sem tu andares aqui a pairar no ar como quem vela por mim. Gosto e preciso de pensar nisso a toda a hora, todos os dias, todos os meses e todos os anos daqui por diante.


Acredito que há momentos para tudo e, portanto, acredito que este não é o nosso momento. Se antes não foi, também não é agora que vai ser. Não são coincidências estas coisas todas. A isto prefiro, de longe, chamar de destino. Eu sei é difícil perceber. Tu, que és compatível com tudo o que sonhei e desejei para mim, não podes ser mais o dono dos meus pensamentos. [Tens lá tu ideia de quantas noites passei em claro por tua causa?!] Digo muitas vezes que consigo sempre aquilo que quero e depende só de mim e não posso querer ter na vida uma pessoa que me estraga os planos e que me desmoraliza. Somos ambos demasiado complicados para aceitar seja o que for.

Como eu adorava estar na tua cabeça. Só isso. Conseguir entrar e ficar na tua cabeça para tentar perceber o que fui para ti e o que pensas tu de mim. De nós. Apesar de tudo, éramos tão iguais tão amigos, tão cúmplices. Por que não deu certo? Por que é que a minha genuinidade, que elogiavas tanto, nunca te chegou. Cá dentro, no meu coração, já consegui amenizar as diferenças e a mágoa que deixaste, mas a verdade, verdadinha, é que sinto a tua falta e ainda me pergunto, muitas vezes, "e se?". E é isto: "e se?". É tudo isto. Apenas isto.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Eu e as Covers #22

Publicado por Desnorteada às 7:07 da tarde 0 comentários


Que voz tão boa.
Piquem outras dela.
Vale bem a pena.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Tenho visto que sim. #8

Publicado por Desnorteada às 12:11 da tarde 0 comentários

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Parvoíces...

Publicado por Desnorteada às 6:06 da tarde 0 comentários


… e o que já me ri com este vídeo.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Tenho visto que sim. #7

Publicado por Desnorteada às 11:28 da manhã 4 comentários

Só um Mundo de Amor pode Durar a Vida Inteira

Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. 

O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. 

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas. 

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? 

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. 

O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. 

O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não.

Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também. 

Miguel Esteves Cardoso, in 'Jornal Expresso'

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Das manhãs.

Publicado por Desnorteada às 1:25 da tarde 4 comentários

Na verdade, confesso, o que eu gostava de ser assim. De acordar sempre com vontade de me pôr linda e maravilhosa antes de sair de casa. Tenho um péssimo acordar e demoro imenso a ficar bem disposta. É a vida. Gosto de dormir e sair da cama é algo que me custa…Regra geral escolho a primeira roupa que me aparece à frente e maquilhagem é raríssimo usar. Aliás, essa é uma grande luta diária. Sei que devia apostar um bocadinho mais em mim, mas isso dá muito trabalho e quase nunca me apetece. [Assim também quando uso toda a gente repara... oh yeah!] A coisa foi melhorando de uns meses para cá com a dieta e a recuperação de alguma confiança. [Digo já que não há nada pior para uma mulher que a insegurança. Chiça!] E hoje estou de volta ao ginásio para continuar a minha luta contra o meu próprio corpo, que teima em não cumprir o que lhe mando. Não é fácil agradar ninguém, mas muito menos a nós próprias. Essa é a verdade. Nunca estamos contentes. Eu sou simples, admito, e gosto desta minha simplicidade. E isso reflecte-se em tudo o que visto, o que uso, o que compro, etc, etc… Acho apenas é que um pouco mais de vaidade não me fazia nada mal e ajudava-me a encarar os dias de outra maneira. Quem sabe se um dia eu não consigo tornar-me uma bonequinha?!

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Futebol | Magazine | Vida

Publicado por Desnorteada às 6:26 da tarde 0 comentários


Ideal para quem gosta de futebol e revistas. ;)
É de génios este spot.
 

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