quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Gosto. Muito.

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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Do coração com amor. #6

Publicado por Desnorteada às 10:56 da tarde 4 comentários


Dou voltas. Dou tantas voltas. Voltas à memória, à alma, ao coração. Tantas e tantas voltas... Como se pode deixar de pensar no que já se viveu quando é isso que faz de cada um de nós o que somos hoje? Não há nada a fazer: o passado determina o presente. O que vivemos diz-nos, todos os dias, o que não devemos fazer e o que não devemos querer para nós. O que mais me custa é perceber que nunca fui suficientemente importante para ti. Aliás, nem para ti nem para ninguém. Não fui. Ponto. E esta merda mói. Esta triste realidade corrói-me da cabeça aos pés. Faz-me ter medo. Faz-me tremer. Faz-me querer e não querer, avançar e recuar, saber e não saber. Às vezes meia hora chega, outras nem meia dúzia de anos conseguirão apagar. Tenho saudades de te ter para falar, da atenção que me davas, do tempo que investias em mim. Não são saudades de ti nem do que éramos, mas saudades de ter ali alguma coisa. Saudades de saber a quem ligar, a quem mandar um beijo, a quem desejar sonhos doces e felizes. [Lembra-te-ás disto?!] Hoje é o vazio, amanhã não sei. Apetecia-me que o sol bastasse. Que cada raio de sol me aquecesse por dentro e me mostrasse que nem tudo é mau, que nem tudo está perdido e que o amanhã ainda apetece.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Do coração com amor. #5

Publicado por Desnorteada às 2:51 da tarde 4 comentários

Estou dorida. Sim, essa é a palavra. Não é de todo a mais bonita do nosso dicionário, mas descreve na perfeição o que sinto e como me sinto. Partiu, colou-se. Caiu, levantou-se. Esqueceu, relembrou-se. Putas das memórias que não me largam e me enchem o peito de um dissabor que quer ficar para sempre. O que fazer? Como resistir-te? Como expulsar estas estranhas sensações do corpo e da alma? Não há nada como adormecer e acordar com alguém no pensamento, eu sei, e que saudades tenho de ter isso só para mim. Não gosto disto. De ti e de nós. Não quero isto. Não te quero e tenho medo de não conseguir não te querer. Ao mesmo tempo, há uma vontade enorme em mim em te conhecer, em descobrir cada canto teu e em entrar no teu silêncio sem incomodar. Conseguir estar e permanecer em ti mesmo quando já não estamos juntos. Se fosses diferente, [ai se tu fosses diferente!], acreditava que o teu sorriso doce me poderia salvar, que as tuas palavras seriam suficientes e que 1+1 podia, de facto, ser 1. Se fosses diferente, [ai se tu fosses diferente!], podíamos desafiar-nos a entrar no jogo, sem medo e com toda a convicção. Mas eu estou dorida. Não sei o que fazer e o medo que sinto atrapalha-me até o raciocínio. Não consigo ser pela metade e por inteiro, agora, é (im)possível. Não dá para disfarçar. Não sei ser de outra forma. Desculpa.
 

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