segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Do coração com amor. #8

Publicado por Desnorteada às 9:08 da tarde


Estou a ficar um bocado cansada deste jogo do gato e do rato. Como sabes, o meu coração está gasto e as batidas já não me enchem o peito. Pum-pum, pum-pum, pum-pum... bate num ritmo completamente controlado e sem alvoroço. Só quando estamos juntos sinto que ainda posso voltar à montanha russa sem medos. Bem sei que não faço o teu género, nem sou a mulher com que sonhas todos os dias, mas se tu quisesses eu podia partilhar todos os meus sonhos contigo. Também sei que não sou a mulher mais bonita do universo, mas se tu me quisesses, deixaria a tua vida cheia de amor. Disso não podes sequer duvidar. Estou longe de ser perfeita e sei que as discussões poderiam existir, que eu poderia ficar roidinha de ciúmes e que tenho picos de humor e que sou teimosa e orgulhosa. Eu sei disto tudo, mas também sei que tu poderias lidar com o meu pior e que serias a única pessoa no mundo a quem eu prestaria atenção e estaria disposta a ouvir. Por que não me vês? Por que não me consideras? Eu prometo-te que se quisesses o meu coração ele seria teu para o resto da vida. Jamais desvalorizaria o teu amor. Por que não me vês? Bastava que tu quisesses e eu estaria aqui para sempre, disposta a segurar-te a mão nos bons e nos maus momentos, permitindo que este laço [ainda solto] nos unisse e crescesse todos os dias um pouco mais, com o coração sem espaço dentro do meu peito, por bater desenfreada e apaixonadamente. Será que posso sonhar contigo? Será que posso atrever-me a aproximar de ti? Será que algum dia vais olhar para mim? Será que vou ter permissão para pedir-te que fiques comigo e fazer-te prometer que nunca me vais deixar sozinha? Será? Vou ser sincera contigo: eu tenho o meu coração todo colado... e em cada um dos pedacinhos está uma mazela que teima em fazer-se sentir. Se realmente me visses e estivesses disposto a apostar em mim terias de ter cuidado para nada se partir de novo. Não seria fácil. Eu sei. E acho que tu também sabes. Estás à espera há muito tempo de um cicatrizante eficaz para as tuas feridas e eu própria não sei se seria capaz de interpretar esse papel tão importante. Acredita: eu tenho medo de amar-te e, principalmente, de deixar que me ames. Conheço demasiado bem o meu coração para permitir tal risco. Por que é que não me mostras que estou errada? Por que é que tivemos que entrar na vida um do outro nestas condições? Eu sei que tens tudo para ser a metade certa, mas preciso de um sinal. Dá-me um sinal. Pequenino. Só um. Dá-me um sinal... eu estou à tua espera há uma vida inteira.

4 comentários:

Pedro disse...

Eu não sei se o que escreves tem destinatário ou se é apenas criatividade, mas que é bom de ler, é. :) Solta mais vezes a tinta. :)

Desnorteada on 3:12 da tarde disse...

Tem muito de mim, mas é verdade que também tem ficção. :D

Til on 9:22 da tarde disse...

Sabes que quem espera desespera.Não esperes demasiado,sério...
Um beijinho*

Desnorteada on 9:43 da tarde disse...

Til, não esperarei... ;) Beijinho

 

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