quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Da vitória de ontem...

Publicado por Desnorteada às 12:16 da tarde 4 comentários
Foto: Artur Machado / JN

... o Guarín é grande, o Falcão brihante e a magia do Dragão continua inigualável!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Publicado por Desnorteada às 2:51 da tarde 2 comentários
A Mafaldinha hoje faz 45 anos. Que bom que é ver que ela está igual!

sábado, 26 de setembro de 2009

Virar de Página

Publicado por Desnorteada às 2:33 da manhã 7 comentários
Já devia estar a dormir... Eu sei disso. Simplesmente o sono não chega e os olhos mesmo fechados não descansam. E eu estou tão cansada... de pensar, de moer e remoer, de querer não querer, de lutar, de persistir, de não ter coragem, etc...
Sei o que sinto, o que quero e posso ter e, apesar de às vezes ficar pouco lúcida, sei ver o que está à minha volta e o que gostava que estivesse e não está. Existem lugares / pessoas que me oferecem grandes perigos. Distintos daqueles que leio nos títulos dos jornais ou vejo nos noticiários, mas não menos trágicos. O risco que corri ao conhecê-los resultou num imprevisto desejo de permanência, doença de que resultaram inesperados sintomas e efeitos secundários. O mais radical leva a que, num simples indício de vontade, eu abandone a realidade e parta em busca de um sonho, com visões propícias a divagações e descolagens do pensamento. Já meia perdida entre o sonho e a realidade, levo a promessa de nesses lugares / pessoas encontrar prazeres secretos, silêncios reconfortantes e gestos incomparáveis, como se de drogas fortes se tratassem – quando quase sempre não passam de genéricos fraquinhos. O mais suave dos efeitos implica prolongados estados de melancolia e um sentimento enraizado chamado «saudade vitalícia», que, mesmo ao virar de página, persiste e aumenta todos os dias.
Estou diferente! É certo! Tem alturas que nem me reconheço... mas já chega... Basta! Não dá mais. Tenho saudades de mim... também! E eu decido por mim. Ando farta que me indiquem os caminhos que devo percorrer, porque sou eu quem os escolhe e não adianta dizerem-me que esses não são os certos. Quero correr o mesmo risco e sentir o mesmo perigo. Não adianta: há lugares / pessoas que nos vão acompanhar sempre... hoje, amanhã e depois!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Glory Box

Publicado por Desnorteada às 10:38 da tarde 3 comentários

"Glory Box"

I'm so tired, of playing
Playing with this bow and arrow
Gonna give my heart away
Leave it to the other girls to play
For I've been a temptress too long

Just. .

Give me a reason to love you
Give me a reason to be ee, a woman
I just wanna be a woman

From this time, unchained
We're all looking at a different picture
Thru this new frame of mind
A thousand flowers could bloom
Move over, and give us some room

Give me a reason to love you
Give me a reason to be ee, a woman
I just wanna be a woman

[INSTRUMENTAL]

So don't you stop, being a man
Just take a little look from our side when you can
Sow a little tenderness
No matter if you cry

Give me a reason to love you
Give me a reason to be ee, a woman
Its all I wanna be is all woman

For this is the beginning of forever and ever

Its time to move over...

Portishead

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Outono

Publicado por Desnorteada às 2:59 da tarde 0 comentários
Hoje, só por ser Outono, vou chamar-te "meu amor"
Contra as regras do que somos, vou chamar-te "meu amor"
Hoje só por ser diferente te encontrar

É tanto o fado contra nós
Mas nem por isso estamos sós
E embora fique tanto por contar
Hoje, só por ser Outono, vou...

Entre dentes, entre a fuga, vou chamar-te "meu amor"
Enquanto não se encontra forma, vou chamar-te "meu amor"
Entre gente que é demais e tão pequena para saber

Que é tanto vento a favor
Mas tão pouco o espaço para a dor
Só pode ficar tudo por contar...
Hoje, só por ser Outono, vou...

E há flores e há cores e há folhas no chão
que podem não voltar...
podes não voltar.
Mas é eterno em nós
e não vai sair...

Desce o tempo e a noite

vem lembrar que as tuas mãos também
já não são de nós para ficar

Por ser tanto quanto somos
Certo quando vemos
Calmo quando queremos
Hoje, só por ser Outono, vou...

Tiago Bettencourt

sábado, 19 de setembro de 2009

Haja Paciência!

Publicado por Desnorteada às 11:29 da tarde 3 comentários
De uns meses pr'a cá sinto que ando a remar contra a maré. E há dias em que o cansaço é tanto que nem vale a pena pensar se o melhor é desistir e ir com a corrente ou se se deve continuar o esforço: é o excesso de trabalho mal retribuído e reconhecido, é o tempo que voa sem que me aperceba disso, são os sonhos que ficam espalhados pelo chão e as peças que vão desaparecendo do puzzle... é a vida de adulta que me assusta todos os dias. E se juntar a tudo isto uma infecção na garganta, que mais parecia gripe A por causa dos histéricos que temos nos serviços de saúde, os Nimed, Ben-U-Ron, TanTum, as insónias prolongadas e os pesadelos contínuos, uma infecção grave nos pés contraída no ginásio, os Fucidine, Ciprofloxacina, Flucanazol, Elocom, e afins, posso dizer que estou muito perto de atingir o meu limite. Mas, e vendo bem as coisas e tirando as dores e o mau feitio com que tenho andado, todas estes obstáculos são uma prova de que realmente a paciência é a maior virtude de um ser humano... e é coisa que me falta bastante!
P.S.: Escrevo este texto de coração destroçado - pelo mau resultado do FCP em Braga, que levou uma lição de futebol e humildade pela equipa de Domingos Paciência! (Sim, o título é um trocadilho estúpido!) Que raio de equipa era aquela??? Porquê tanta insegurança?? Ok, o Alan teve sorte e o Eduardo defendeu muito, mas, Jesualdo, vê lá o que dizes aos meninos! Esta pobre adepta, que precisa de coisas boas, não merecia esta derrota... é que se com o Chelsea só faltou o golo, com o Braga parecíamos um bocado à nora...

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Publicado por Desnorteada às 11:55 da manhã 4 comentários


Desde segunda-feira que sigo com atenção o novo programa dos Gato Fedorento e a forma como o «quarteto fantástico» Esmiúça os Sufrágios. Finalmente, temos de novo na programação um produto com piada. As peças introdutórias são deliciosas e fazem-me rir bastante e as entrevistas de Ricardo Araújo Pereira (RAP) às figuras da política nacional têm sido no mínimo surpreendentes.
O «episódio» de ontem teve vários pontos interessantes, mas destaco - não fosse eu uma apaixonada por vaquinhas - o momento em que se deu voz às vacas «normais» com o forte Muuuuuuuhh! e o das vacas francesas com o Muuuuuuaaaaah! que Paulo Portas bem lembrou... [Só os Gato Fedorento para porem um momento destes na televisão!]; as gafes políticas da Manuela Ferreira Leite e, claro, as perguntas - não tão divertidas e provocadoras como as dos «episódios» anteriores - do RAP ao líder do CDS-PP que, a meu ver, esteve mais nervoso que José Sócrates e Ferreira Leite, mas conseguiu deixar RAP, muitas vezes, sem resposta... e isso é raro!
O programa está muito bem conseguido. Os Gato Fedorento voltaram em força e, apesar de um arranque um pouco nervoso de José Diogo Quintela, Tiago Dores e Miguel Góis vieram para pôr Portugal a rir. Quanto a Ricardo Araújo Pereira, o Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios só reforça a ideia de que ele é muito bom - não é só um homem que sabe fazer rir, é um homem culto, inteligente, atrevido e sabe muito mais do que ironizar a sociedade actual. Diria até que é o sonho de muita mulher e não fosse ele casado e «pai de filhos», haveria muita gente a dizer-lhe ao ouvido: «Ricardo, não me queres esmiúçar!?»

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Publicado por Desnorteada às 11:04 da tarde 2 comentários
Há jogos, que por mais que se lute e se insista no ataque, não têm outro resultado senão a derrota. E não há mesmo nada a fazer!

Hungry Eyes

Publicado por Desnorteada às 12:10 da tarde 0 comentários

I've been meaning to tell you
I've got this feelin' that won't subside
I look at you and i fantasize
You're mine tonight
Now i've got you in my sights

With these hungry eyes
One look at you and i can't disguise
I've got hungry eyes
I feel the magic between you and i

I wanna hold you so hear me out
I wanna show you what love's all about
Darlin' tonight
Now i've got you in my sights

With these hungry eyes
One look at you and i can't disguise
I've got hungry eyes
I feel the magic between you and i
I've got hungry eyes
Now i've got you in my sights
With those hungry eyes
Now did i take you by surprise

I need you to see
This love was meant to be

[solo]

I've got hungry eyes
One look at you and i can't disguise
I've got hungry eyes
I feel the magic between you and i
I've got hungry eyes
Now i've got you in my sights
With those hungry eyes
Now did i take you by surprise
With my hungry eyes
I need...
Hungry eyes
Now i've got you in my sights
With my hungry eyes

Patrick Swayze com composição: Eric Carmen

Publicado por Desnorteada às 11:38 da manhã 0 comentários

O Dança Comigo é um dos filmes da minha vida. O Patrick Swayze um dos meus actores preferidos. Hoje partiu! O céu ganhou mais uma estrela...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Publicado por Desnorteada às 9:13 da tarde 2 comentários
Tenho saudades, Bill
«Em 2002 escrevi um texto sobre um dos melhores analistas norte-americanos, que morreu no dia 11 de Setembro do ano anterior. Na altura, poucos foram os que leram esse artigo, publicado num pequeno fórum que estava a nascer. Hoje, 8 anos depois do trágico atentado, senti a vontade de voltar a publicar o artigo, homenageando Bill Meehan perante mais leitores. Relendo hoje o texto, não altero uma única vírgula ao que escrevi e é assim que ele vos é mostrado: Com as mesmas palavras, ideias e - sobretudo - sentimentos.
Ulisses Pereira - Caldeirão de Bolsa

11 de Setembro de 2001.Passam 30 minutos do meio dia quando a janela do MSN pisca no meu computador. Do outro lado do Atlântico, Bill escreve a mesma frase com que me cumprimenta todos os dias: "Hi Portuguese guy!".
Conheci Bill Meehan, "head trader" da corretora norte-americana Cantor Fitzgerald, através da troca de alguns mails sobre bolsa em 2000. Desde aí, as conversas sucederam-se e, mesmo sem nunca nos termos conhecido pessoalmente, uma Amizade forte tinha crescido.
Interrompo a minha conversa com ele para ir almoçar. A televisão está desligada e vou dando uma espreitadela ao computador pelo canto do olho, para ir controlando as cotações na nossa bolsa. O mercado está a ressaltar e eu tenho muitas posições longas abertas no nosso mercado, pelo que não posso perder de vista as cotações.
O mercado está calmo mas, de repente, uma onda de vendas assola a nossa Bolsa. Foi brusco demais para ser normal. Salto da cadeira, dirijo-me ao computador e as vendas continuam. Algo aconteceu, pensei eu. Rapidamente encontro na Internet a informação que um avião chocou contra uma das torres gémeas.
Ligo a televisão e os noticiários já estão a dar imagens do "acidente". "Bem... os mercados apanharam um susto com o acidente mas rapidamente recuperam", penso eu para os meus botões.
Vou continuando a seguir as imagens televisivas e a controlar as cotações que, pouco a pouco, vão recuperando quando, em directo, vejo um outro avião embater na outra torre. De imediato, a hipótese de atentado transforma-se em certeza para mim.
Sem hesitar, ligo para a corretora onde negoceio, na qual trabalha a minha irmã e mando vender todos os meus contratos no mercado de futuros. Do outro lado da linha, a minha irmã diz que é uma maluqueira vender tudo pois iria entregar os meus contratos muito abaixo do preço do mercado à vista.
"Vende de qualquer maneira!", grito eu perante a renitência dela em o fazer. É a primeira vez na vida que grito com a minha irmã. Não gostei da sensação. Mais logo, tenho que lhe pedir desculpa.
No entanto, uma sensação de alívio apodera-se de mim. Estou fora deste inferno e consegui sair sem grandes perdas. Estava tão embrenhado no ritmo do mercado que só agora começo a pensar na enorme tragédia humana que aconteceu.
De repente, paro para pensar uns instantes e lembro-me que o Bill trabalha numa das torres do World Trade Center. Salto de imediato para o teclado do meu computador e na janelinha que estava aberta com o seu nome pergunto-lhe se ele está lá. Nenhuma resposta obtenho. Repito incessantemente a mesma frase quase como se quisesse chamar por ele no meio daquele inferno. Nenhuma palavra vinha do lado de lá.
"Em que andar estará ele?. Será que conseguiu fugir do inferno de chamas em que se transformaram as duas torres?" Perguntas às quais não consigo obter resposta e que não param de ecoar na minha cabeça. De um momento para o outro, os números e os mercados deixaram de ter qualquer importância.
Ao fim da tarde, o site www.realmoney.com, no qual o Bill colaborava com os seus excelentes artigos, informa que Bill Meehan se encontrava no 105º andar da torre Norte do World Trade Center no momento do embate do primeiro avião e que se encontra desaparecido.
Era esta a notícia que eu mais temia. Estando ele nos últimos andares da torre Norte, teria sido impossível ele ter escapado com vida depois do primeiro embate. Bill morreu.
É a primeira vez que perco um Amigo que nunca vi. Mas nem o facto de nunca ter visto o seu sorriso, nunca o ter olhado nos olhos, o tornavam menos próximo de mim. Uma das coisas que aprendi com ele é que a distância só existe quando nós queremos e quando deixamos que as palavras se calem.
O Bill era uma pessoa especial. Como são especiais todos aqueles que nos são próximos. Nem o facto de ser um dos mais respeitados analistas americanos lhe retirava a simplicidade e a disponibilidade para trocar opiniões com quem o contactava. Foi assim que o conheci. Foi assim na última conversa que tivemos.
Não vos posso falar do sorriso dele. Não vos posso falar do olhar dele. Mas posso-vos dizer que tinha um coração do tamanho do mundo.
Começo a escrever a análise diária na Sic Online. Será, sem dúvida, o dia em que menos vontade tenho de escrever. O texto termina assim: "Alguém no cimo do mundo, no topo da sua carreira, de um momento para o outro perde a vida. Se hoje perdeu muito dinheiro nos mercados, lembre-se das coisas que o fazem feliz. Lembre-se daqueles que são verdadeiramente importantes para si. Há coisas na vida que não têm preço. Há dias em que falar de bolsa devia ser proibido.»
«Tenho saudades, Bill» foi um artigo publicado no Jornal de Negócios no passado dia 11 de Setembro de 2009. Ponho-o aqui pela força do artigo enquanto homenagem a uma das vítimas do atentado a Nova Iorque em 2001, mas também pela força que a internet tem nos dias que correm. Quantas amizades nascem a partir do MSN? Quantas histórias de amor nascem a partir deste fantástico mundo virtual? Muitos apelidam-no de fantasioso, mas quando as palavras são verdadeiras, não é por ser uma conversa à distância de um clique e por trás de um monitor, que é menos real que um encontro numa mesa de um café. Talvez seja mais fácil, talvez seja menos reconfortante, mas não deixa de ser um criador de laços e sentimentos. Como diz, Ulisses Pereira, o autor do artigo, «a distância só existe quando nós queremos e quando deixamos que as palavras se calem.»

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Das férias...

Publicado por Desnorteada às 10:59 da manhã 4 comentários
Ficou a ideia de que há momentos em que um mergulho (sem pensar muito no assunto) pode resolver muitas situações.

P.S.: A foto foi tirada nas Fisgas do Ermelo em Mondim de Basto

terça-feira, 8 de setembro de 2009

simples

Publicado por Desnorteada às 11:23 da manhã 0 comentários
adj. 2 gén. 2 núm.
adj. 2 gén. 2 núm.
1. Que não é composto.
2. Que não é complicado.
3. Sem ornatos nem enfeites.
4. De fácil interpretação.
5. Puro; claro.
6. Singelo; inocente.
7. Mero; natural.
8. Ingénuo; crédulo.
9. Vulgar.
10. Exclusivo.
11. Fácil.
12. Modesto.
13. Sem luxo.
14. Individuado.
15. Gram. Diz-se dos tempos dos verbos que se conjugam sem auxiliar.
s. 2 gén. 2 núm.
16. Pessoa simples, humilde.
s. m. pl.
17. Pop. Cimbres.Superl.: simplicíssimo.

in www.priberam.pt

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Publicado por Desnorteada às 5:56 da tarde 2 comentários
Quantas coisas perdemos por causa do medo de perder na vida?

terça-feira, 1 de setembro de 2009

I’m back…

Publicado por Desnorteada às 2:49 da tarde 4 comentários
Tenho estado ausente. Problemas e mais problemas afastaram-me da internet e não só. Problemas e as férias. Nove dias de férias. Nove fantásticos dias. Não saí para lado nenhum, mas fiz tanta coisa que parece que estive num país bem longe… daqueles que nos deixam saudades de casa, dos amigos, da família. Confesso: já nem me lembrava como era bom tirar o máximo proveito do tempo. Soube bem VIVER… realmente bem!

Pelo sol que me deixou com uma cor espectacular. Pela água gelada do mar da praia da Azurara, Vila do Conde que me acalmou o corpo e a alma. Pelas ondas da praia do Furadouro. Pela água serena de Areas de Agra na Galiza. Pelas brincadeiras na piscina em Ponte de Lima. Pela água incrível das Fisgas do Ermelo. Pelas Lagoas de S. Pedro de Arcos percorridas de havaianas. Pelos passeios. Pela companhia. Pelos jantares. Pelas caipirinhas. Pelas minis. Pelo Paintball. Pelas gargalhadas. Pelas conversas. Pelos livros que consegui devorar. Pelas boas notícias que fui recebendo. Pela ausência imposta e confirmada. Pelas palavras sufocadas (e ainda bem!). Pelo «não-amor» que afinal não foi suficiente. Pelas saudades de mim. Pela coragem de lutar em não ficar aninhada, encolhida, em mim. Pelos amigos [verdadeiros]. Pelas ideias arrumadas. Por tudo… tudo… tudo… tudo o que consegui perceber nestes últimos dias, as baterias estão completamente recarregadas para um resto de ano que espero que traga muitas mudanças e novos projectos.

Fecha-se um ciclo. Abraça-se uma fase de tanta coisa e de coisa nenhuma. Venha o que Deus quiser! Já dizia Agostinho da Silva: «Não faças planos para a vida, pois podes estragar os planos que a vida tem para ti.»

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Publicado por Desnorteada às 11:29 da manhã 0 comentários
«É da natureza do amor -como Lucano observou há dois milénios e Francis Bacon repetiu muitos séculos depois - ser refém do destino.
No Banquete de Platão, a profetisa Diotima de Mantineia fez ver a Sócrates, com a sincera aprovação deste, que «o amor não se dirige ao belo, como pensa: dirige-se à geração e ao nascimento do belo». Amar é querer «gerar e procriar», e assim o amante «procura e ocupa-se a encontrar a coisa bela na qual possa gerar». Por outras palavras, não é ansiando por coisas prontas, completas e concluídas que o amor encontra o seu significado, mas no estímulo a participar da génese dessas coisas. O amor é congénere da transcendência; não é senão outro nome para o impulso criativo e, como tal, carregado de riscos, pois o fim de uma criação nunca é certo.
Em todo o amor há pelo menos dois seres, cada um deles a grande incógnita na equação do outro. É isso que faz o amor parecer um capricho do destino - aquele futuro estranho e misterioso, impossível de ser descrito antecipadamente, de ser realizado ou protelado, acelerado ou interrompido. Amar significa abrir-se ao destino, à mais sublime de todas as condições humanas, em que o medo se funde com o regozijo numa amálgama irreversível. Abrir-se ao destino significa, em última instância, admitir a liberdade no ser: aquela liberdade que se incorpora no Outro, o companheiro no amor. «A satisfação no amor individual não pode ser atingida... sem humildade, a coragem, a fé e a disciplina verdadeiras», afirma Erich Fromm - apenas para acrescentar adiante, com tristeza, que numa «cultura na qual são raras essas qualidades, atingir a capacidade de amar, será sempre, necessariamente, uma rara conquista.»
E assim é numa cultura consumista como a nossa, que favorece o produto pronto para uso imediato, o prazer passageiro, a satisfação instantânea, resultados que não exijam esforços prolongados, receitas testadas, garantidas de seguro totale devolução de dinheiro. A promessa de aprender a arte de amar é a oferta (falsa, enganosa, mas que se deseja ardentemente que seja verdadeira) de construir a «experiência amorosa» à semelhança de outras mercadorias, que fascinam e seduzem exibindo todas essas características e prometem desejo sem ansiedade, esforço sem suor e resultados sem eforço.
Sem humildade e coragem não há amor. Estas duas qualidades são exigidas, em escalas enormes e contínuas, quando se ingressa numa terra inexplorada e por cartografar. E é esse território que o amor conduz quando se instala entre dois ou mais seres humanos.»
Zygmunt Bauman in Amor Líquido

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Pixar - Partly Cloudy (2009)

Publicado por Desnorteada às 12:43 da tarde 1 comentários

Das histórias mais bonitas que vi até hoje... eu adoro animação!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Da vida...

Publicado por Desnorteada às 4:56 da tarde 0 comentários
Hoje os meus avós fazem 54 anos de casados. Hoje esta data tem um sabor especial. Depois de um mês numa luta desenfreada com um grave problema de saúde, o meu avô deu o melhor presente de casamento à minha avó: regressou ontem a casa. Hoje os meus avós vão poder celebrar os 54 anos de uma vida conjunta... de uma vida partilhada e sincera. Hoje vamos poder brindar à cumplicidade, não só porque estão juntos... mas porque não sabem estar de outra forma. Para mim são, simplesmente, o amor!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

I'm free...

Publicado por Desnorteada às 4:23 da tarde 2 comentários
... to do what i want!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Poucas horas de sono...

Publicado por Desnorteada às 3:02 da tarde 0 comentários
... têm este efeito em mim.

Aqui entre nós, que ninguém «nos ouve», [Shiuuuuu] tenho mesmo de resolver este problema...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

This is my life!

Publicado por Desnorteada às 5:16 da tarde 2 comentários

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Apesar da raiva...

Publicado por Desnorteada às 5:04 da tarde 0 comentários
Quero dizer-te uma coisa simples: a tua
Ausência dói-me. Refiro-me a essa dor que não
Magoa, que se limita à alma; mas que não deixa,
Por isso, de deixar alguns sinais - um peso
Nos olhos, no lugar da tua imagem, e
Um vazio nas mãos, como se as tuas mãos lhes
Tivessem roubado o tacto. São estas as formas
Do amor, podia dizer-te; e acrescentar que
As coisas simples também podem ser complicadas,
Quando nos damos conta da diferença entre o sonho e a realidade.
Porém, é o sonho que me traz a tua memória; e a
Realidade aproxima-me de ti, agora que
Os dias correm mais depressa, e as palavras
Ficam presas numa refracção de instantes,
Quando a tua voz me chama de dentro de
Mim - e me faz responder-te uma coisa simples,
Como dizer que a tua ausência me dói.


Nuno Júdice

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Publicado por Desnorteada às 10:16 da manhã 0 comentários
ACABOU!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Publicado por Desnorteada às 9:06 da tarde 0 comentários
Ontem um rato de esgoto foi pelo cano, hoje outro rato de esgoto «subiu ao trono»!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Now I love Someone

Publicado por Desnorteada às 4:55 da tarde 2 comentários

Old lock, old door
Old yard, overgrown
I'm up, up and gone
So long, so long
For now I love someone

Our love is a song
That we sing, that's been sung
By our parents and their parents
They swear it and we swear it now
Now we love someone

We both bellow "Hello!"
We both bellow "Hello"

I don't want no "I guess sos"
Just yeses or instead so long, so long
And you don't love no one
Because my wins are your wins
In the sleet, in the spring
And your losses are my losses when you're opposite me only
Now we love somebody

We both bellow "Hello!"
We both bellow "Hello! How are you? How are you? Hello!"
Holly Throsby

Nota:
Esta música faz parte do novo anúncio Sumol Bliss (que por sinal é um anúncio brilhante).

Só uma música consegue isto… um amor à primeira vista.

Now I Love Someone de Holly Throsby serve-me como um generico fraquinho para os dias cinzentos que tenho vivido.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Publicado por Desnorteada às 11:16 da tarde 2 comentários
Depois de pensar, pensar, pensar, pensar, pensar... cheguei a uma conclusão:

Preciso de miminhos!

Estou oficialmente deprimida.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Publicado por Desnorteada às 10:33 da tarde 2 comentários
Toda a gente me diz que mereço ser feliz... Pergunto: então porque raio é que isso não acontece?

terça-feira, 9 de junho de 2009

...

Publicado por Desnorteada às 3:50 da tarde 0 comentários
Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro o amor em teu olhar
É uma pedra
Ou um grito
Que nasce em qualquer lugar

Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal aquilo que sou
Sou um grito
Ou sou uma pedra
De um lugar onde não estou

Às vezes sou também
O tempo que tarda em passar
E aquilo em que ninguém quer acreditar

Às vezes sou também
Um sim alegre
Ou um triste não
E troco a minha vida por um dia de ilusão
E troco a minha vida por um dia de ilusão

Às vezes é no meio do silêncio
Que descubro as palavras por dizer
É uma pedra
Ou um grito
De um amor por acontecer


Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal p'ra onde vou
E esta pedra
E este grito
São a história d'aquilo que sou

«Silêncio e Tanta Gente» de Maria Guinot

terça-feira, 2 de junho de 2009

Ora aí está!

Publicado por Desnorteada às 10:09 da manhã 0 comentários
«Mais um bocadinho e estamos todos a quinar :S!! Aiiiii...»
by Scooby
P.S.: Cliquem na imagem para ler o texto.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Taça de Portugal

Publicado por Desnorteada às 10:25 da manhã 1 comentários
Ontem estive no Jamor e, pela primeira vez, não quero lá voltar...
O F. C. Porto venceu a 14ª Taça de Portugal e conseguiu a sexta dobradinha (Bib'ó Porto, Carago!), calando muita gente que ficou sem argumentos para denegrir um clube. Dentro das 4 linhas, o ambiente foi pobre e, fora delas, o que valeu foram as cores azul, branco e amarelo. Apesar da envolvência do jogo ter sido um espectáculo de louvar, o Estádio Nacional não tem condições para receber um jogo de futebol: há ervas no meio dos bancos, insectos por todo o lado, lixo, não há casas de banho decentes, há bancos soltos (mesmo à mão de semear e susceptíveis de arremesso!), não transmite segurança absolutamente nenhuma e desrespeita o conforto no desporto.
Os jogos no Jamor são únicos, mas para continuar a receber gente terá de sofrer uma renovação, ou pelo menos, deverá ter uma manutenção irrepreensível. Quando ontem me sentei para ver o jogo, só tinha uma pergunta na cabeça: com 10 estádios construídos de raiz em POrtugal, novos, sem enchentes durante todo o ano, porque é que duas equipas do norte se têm de deslocar à capital para jogar num sítio onde ver um jogo de futebol é um sacrifício??

Lamentável!
 

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