domingo, 9 de maio de 2010
O Lado B
domingo, 2 de maio de 2010
A Minha Voz Depois de Ti
Eu queria arrumar-te a casa, limpar-te os cinzeiros, fazer-te a comida e sentar-me à tua frente enquanto tu comes, só a olhar-te a comer. Eu queria acordar a teu lado antes de tu acordares e olhar-te dormir, olhar a tua cara toda, o teu corpo e só então vestir-me. Eu queria fazer tudo aquilo que te cansa que te não dá prazer e deixar-te tempo para o resto, o que importa. Eu queria levar-te a passear no meu carro de manhã num dia de semana de sol antes da primavera. Eu queria mostrar-te os meus discos e dançar, dançar só para ti, mesmo que tu já nem estivesses a olhar. Queria esperar-te aos domingos depois da missa, queria estar em silêncio a teu lado, no silêncio de um olhar que se prolonga infinitamente no silêncio de um gesto que traz consigo a mais terna carícia num silêncio de um eco que ficou da última palavra proferida, que nunca dissemos... Eu queria lavar a tua roupa com sabão azul no tanque do quintal e estendê-la na corda ao vento. Queria esperar-te de tarde sentada à mesa da cozinha, sabendo que tu não vens nem virás nesse dia e no outro, talvez no outro... Queria limpar o pó dos teus livros e encontrar por acaso num deles uma frase sublinhada, uma frase que seria tudo o que eu queria ouvir de ti naquele momento e ficar feliz, ser feliz por momentos... queria ir à praça comprar o peixe mais fresco e regatear com as peixeiras, gritando mais alto do que elas se fosse preciso. Queria de noite a dormir sentir um beijo teu quando chegas já de madrugada e sonhar contigo nessa noite. Eu queria não ter de escrever mais por já não ser preciso.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Do tempo...
sexta-feira, 16 de abril de 2010
segunda-feira, 12 de abril de 2010
quarta-feira, 7 de abril de 2010
terça-feira, 6 de abril de 2010
sexta-feira, 2 de abril de 2010
POEMA das COISAS
O estar ali, o ser de certo modo,
O saber-se como é, onde é que está e como,
O aguardar sem pressa, e atender-nos
Da forma necessária.
Serenas em si mesmas, sempre iguais a si próprias,
Esperam as coisas que o desespero as busque.
Abre-se a porta e o próprio ar nos fala.
As cortinas de rede, exactamente aquelas,
A cadeira onde a memória está sentada,
A mesa, o copo, a chávena, o relógio,
O móvel onde alguém permanece encostado
Sem volume e sem tempo,
Nós próprios, quando os olhos indignados
Nas pálpebras se encobrem.
Põe-se a pedra na mão e a pedra pesa,
Pesa connosco, forma um corpo inteiro
Fecha-se a mão e a mão toma-lhe a forma,
Conhece a pedra, estende-lhe o feitio
Sente-a macia ou áspera, e sabe em que lugares.
Abre-se a mão e a mesma pedra avulta.
Se fosse o amor dos homens
Quando se abrisse a mão já lá não estava.
ANTÓNIO GEDEÃO
sexta-feira, 26 de março de 2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
Constatação dos últimos dias II
P.S.: Antes que alguém pergunte: os Sportinguistas ou adeptos de outro qualquer clube são toleráveis! :D
quinta-feira, 18 de março de 2010
Constatação dos últimos dias...
domingo, 7 de março de 2010
De maneiras que é isto...
terça-feira, 2 de março de 2010
Vício...
Não consigo parar de ouvir... tem sido a minha companhia nas viagens para o trabalho e para casa. É realmente muito bom!
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Do fim-de-semana...
Duas noites recheadas de boa música. Bem, umas melhores que outras, mas serões bastante agradáveis. Dos dois dias destaco Bill Callahan, Perry Blake e Noiserv... sem dúvida, as três interpretações que mais me cativaram. Camera Obscura foi uma boa opção para o fecho do festival: som alegre, divertido, com ritmos que custam manter o corpo sentado. Do primeiro dia trago a desilusão de Matt Valentine e Erika Elder que têm um registo difícil; e do segundo, a actuação do(s) Dakota Suite que foi um pedaço de tempo demasiado melancólico...sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
domingo, 14 de fevereiro de 2010
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
...
Please don't say we're done
When I'm not finished
I could give you so much more
Make you feel, like never before
Welcome, they said welcome to the floor
It's been a while
And you've found someone better
But I've been waiting too long to give this up
The more I see, I understand
But sometimes, I still need you
Sometimes, I still need you
...
I was struggling to get in
Left waiting outside your door
I was sure
You'd give me more
No need to come to me
When I can make it all the way to you
You made it clear
You weren't near
Near enough for me
Heart skipped a beat
And when I caught it you were out of reach
But I'm sure, I'm sure
You've heard if before
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Do medo...
A causa principal de ambos é que não nos ligamos ao momento presente antes dirigimos o nosso pensamento para um momento distante e assim é que a capacidade de prever, o melhor bem da condição humana, se vem a transformar num mal. As feras fogem aos perigos que vêem mas assim que fugiram recobram a segurança. Nós tanto nos torturamos com o futuro como com o passado. Muitos dos nossos bens acabam por ser nocivos: a memória reactualiza a tortura do medo, a previsão antecipa-a; apenas com o presente ninguém pode ser infeliz!
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Porque é bom recordar...
i've been looking so long at these pictures of
you that i almost belive that they're real i've
been living so long with my pictures of you that
i almost believe that the pictures are all i can
feel
remembering you standing quiet in the rain as
i ran to your heart to be near and we kissed as
the sky fell in holding you close how i always
held close in your fear remembering you
running soft through the night you were bigger
and brighter than the snow and
screamed at the make-believe screamed at the
sky and you finally found all your courage to
let it all go
remembering you fallen into my arms crying
for the death of your heart you were stone
white so delicate lost in the cold you were
always so lost in the dark remembering you
how you used to be slow drowned you were
angels so much more than everything oh hold
for the last time then slip away quietly open
my eyes but i never see anything
if only i had thought of the right words i could
have hold on to your heart if only i'd thought of
the right words i wouldn't be breaking apart all
my pictures of you
Looking So long at these pictures of you but i
never hold on to your heart looking so long for
the words to be true but always just breaking
apart my pictures of you
there was nothing in the world that i ever
wanted more than to feel you deep in my heart
there was nothing in the world that i ever
wanted more than to never feel the breaking
apart all my pictures of you
Pictures Of You, The Cure
domingo, 17 de janeiro de 2010
sábado, 16 de janeiro de 2010
Os meus concertos 2010... :p
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
My music...
Yes I understand that every life must end, aw huh,..
As we sit alone, I know someday we must go, aw huh,..
I’m a lucky man to count on both hands
The ones I love,..
Some folks just have one,
Others they got none, aw huh,..
Stay with me,..
Let’s just breathe.
Practiced are my sins,
Never gonna let me win, aw huh,..
Under everything, just another human being, aw huh,..
Yeh, I don’t wanna hurt, there’s so much in this world
To make me bleed.
Stay with me,..
You’re all I see.
Did I say that I need you?
Did I say that I want you?
Oh, if I didn’t now I’m a fool you see,..
No one knows this more than me.
As I come clean.
I wonder everyday
as I look upon your face, aw huh,..
Everything you gave
And nothing you would take, aw huh,..
Nothing you would take,..
Everything you gave.
Did I say that I need you?
Oh, Did I say that I want you?
Oh, if I didn’t now I’m a fool you see,..
No one know this more than me.
As I come clean.
Nothing you would take,..
everything you gave.
Hold me till I die,..
Meet you on the other side.
«Just Breathe», Pearl Jam
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Das manhãs...
*Sim, estraguei a poesia toda d' O Meu Lado B com a palavra pila... lamento! A verdade é que eu também digo pila e outras palavras feias de vez em quando...
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Deixa-me Rir
Deixa-me rir
Essa história não é tua
Falas da festa, do Sol e do prazer
Mas nunca aceitaste o convite
Tens medo de te dar
E não é teu o que queres vender
Deixa-me rir
Tu nunca lambeste uma lágrima
Desconheces os cambiantes do seu sabor
Nunca seguiste a sua pista
Do regaço à nascente
Não me venhas falar de amor
Pois é , pois é
Há quem viva escondido a vida inteira
Domingo sabe de cor
O que vai dizer Segunda-Feira
Deixa-me rir
Tu nunca auscultaste esse engenho
De que que falas com tanto apreço
Esse curioso alambique
Onde são destilados
Noite e dia o choro e o riso
Deixa-me rir
Ou então deixa-me entrar em ti
Ser o teu mestre só por um instante
Iluminar o teu refúgio
Aquecer-te essas mãos
Rasgar-te a máscara sufocante
Pois é, pois é
Há quem viva escondido a vida inteira
Domingo sabe de cor
O que vai dizer Segunda-Feira
Jorge Palma
... é que não tem nada a ver...
Tudo por um Beijo
Hoje, ouvi na Antena 3 o novo single do Jorge Palma. É uma música escrita para o filme «A Bela e o Paparazzo» de António-Pedro Vasconcelos, que estreia no próximo dia 21 de Janeiro. Chama-se «Tudo por um Beijo» e traz de novo o amor ao repertório de Palma. Ainda não parei de a cantarolar e o ritmo da música não me sai da cabeça, mas não consigo decidir se gosto dela ou não: é demasiado simples e eu gosto das complicações e ironias a que ele nos habituou…
«Eu não sei bem quem tu és
Sei que gosto dos teus pés
Do teu olhar atrevido
Tu baralhas-me a razão
Invades-me o coração
E eu ando um pouco perdido
Troco tudo por um beijo
Mais vale morder um desejo
Que ter toda a fama do mundo
Troco tudo por um beijo
Mais vale morder um desejo
Que todo o dinheiro do mundo
Adivinha onde eu cheguei
Desde o tempo em que roubei a tua privacidade
Fiz de ti lírio quebrado
Fera de gesto acossado, vendi a tua ansiedade
Troco tudo por um beijo
Mais vale morder um desejo
Que ter toda a fama do mundo
Troco tudo por um beijo
Mais vale morder um desejo
Que todo o dinheiro do mundo
E agora que estamos sós, vamos ser apenas nós
Dar a volta ao argumento
Vamos fugir em segredo
Sumir por entre o enredo, soltar o cabelo ao vento
Troco tudo por um beijo
Mais vale morder um desejo
Que ter toda a fama do mundo
Troco tudo por um beijo
Mais vale morder um desejo
Que todo o dinheiro de mundo»
Jorge Palma









