segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
domingo, 30 de janeiro de 2011
Casa nova... [ainda em construção]
Quando resolvi mudar o template d'O Meu Lado B[log], nunca pensei que iria ser tão difícil. Nunca foi. Escolhido o template, com toda a paciência e o tempo que uma operação destas exige, comecei a nova decoração deste lugar. Enfim... as coisas não estão a correr bem e eu estou chateada. Mesmo muito chateada! Não aparecem as datas e não aparecem os créditos dos post's... já fiz de tudo! Até já me atrevi a mexer na linguagem html, mas parece que o blogger não quer que seja este o template escolhido... Não vou desistir, porque sou uma mulher persistente, mas que isto me está a dar cabo dos nervos, está! Se alguém me puder ajudar, agradeço...
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Joanna Newsom
Foi o meu primeiro concerto de 2011. Arrisco dizer que foi um dos concertos de 2011... Muito, muito bom!
sábado, 22 de janeiro de 2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Como dizer... quando o dia começa de forma estranha e temos medo de como ele pode acabar, podemos dizer que estamos a ter um dia de m****!??
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Onde estás, «amigo»?
Breathe Me
Help, I have done it again
I have been here many times before
Hurt myself again today
And, the worst part is there's no-one else to blame
Be my friend
Hold me, wrap me up
Unfold me
I am small
I'm needy
Warm me up
And breathe me
Ouch I have lost myself again
Lost myself and I am nowhere to be found,
Yeah I think that I might break
I've lost myself again and I feel unsafe
Be my friend
Hold me, wrap me up
Unfold me
I am small
I'm needy
Warm me up
And breathe me
Be my friend
Hold me, wrap me up
Unfold me
I am small
I'm needy
Warm me up
And breathe me
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Bem-vindo 2011! :*
Por hábito, nos últimos dias do ano, eu fecho-me nas minhas ideias e relembro os bons e maus momentos dos 365 dias que estão em fase de conclusão. E, em jeito de balanço, procuro seguir na melhor das direcções. [Nem sempre o consigo, mas vale a pena tentar…] Cada um de nós tem o seu lugar [ou lugares] especial(ais) e eu, salvo rara excepção, submeto-me sempre onde me sinto eu mesma… sem medos… sem grandes acomodações. [Também aqui nem sempre acertadamente…] Posso dizer que 2010 foi um ano caricato, não só pelo seu conteúdo, mas também pelo seu final. No ano em que completei 30 anos é difícil fazer, apenas, o balanço do ano... o mais fácil é fazer o balanço de uma vida.
Sigo num estrada, sozinha, [há demasiado tempo até], onde caminham eu e um fantasma, alternando os passos entre uma perseguição e uma fuga consentida. Brinco com o passado, todos os dias, como se ele fosse o presente. Acordo, luto, danço, sorrio, choro, abraço, beijo, corro, durmo, pulo, grito, escrevo, falo, vivo e encolho-me, fechando cada círculo como se o meu passado, afinal, fosse um conjunto de casos perdidos. Apago-os no tempo. [Ou pelo menos tento!], como se tivesse parada no momento em que disse adeus, como se o vazio afinal preenchesse, completasse, construísse. E não sei ser de outra maneira. Não adianta. Mesmo que ninguém o entenda. Mesmo que me queiram mudar. Mesmo que esteja errada...
Às vezes, esqueço-me de quem sou, do meu valor, da pessoa especial que tenho em mim. Esqueço-me porque só vejo as coisas más, porque só fixo o que não me faz bem, porque guardo as migalhas que me têm oferecido, quando eu mereço o mundo. A verdade, também, é que quando olho para trás e me apercebo do que já conquistei na vida, do que já fiz nestes 30 anos, do que já senti, já disputei, já vivi, o meu coração quase não cabe no peito. Às vezes, duvido de mim, não confio nas minhas qualidades, nos meus sentimentos, no meu bom interior... e berro, e enfureço-me, e revolto-me, principalmente, contra os que eu mais amo. Esqueço-me que a vida nem sempre nos corre de feição e que faz parte dela a mágoa, a tristeza, a mentira e tudo aquilo que não gostamos de sentir. As desilusões fazem e hão-de fazer sempre parte do meu caminho. E devo, para não me atraiçoar, olhar para elas como ensinamentos e antídotos para situações semelhantes, para olhar para dentro de mim e ficar a pensar onde podia ter agido de maneira diferente e em que é que podia ter sido melhor… Quer encontre ou não resposta para isso!
O mundo lá fora [de mim] quer ferir-me. Tenho-me habituado a embrulhar uma manta em meu redor e esquecer que devo enfrentá-lo, como sempre soube fazer e me caracteriza [tão bem]! Estas lutas que surgem do nada, e que me levam ao tapete tantas vezes, é que me mostram a força que trago em mim. Ando um pouco farta de sonhar, de desejar e não ter, de nunca saber o que vai ser o amanhã. Confesso. Depois de tantas palavras e de toda a espera, é fácil ficar sem armas e sem forças. Mas… [há sempre um mas…] sobra-me a certeza de que há ainda muito por dizer e por fazer, apenas porque os sonhos nunca se perdem, mesmo quando se gastam com a erosão do tempo e do silêncio.
2010 ofereceu-me um monte de coisas boas: muitos sorrisos, muita música, muitos abraços, muitas conversas, dias marcados pela genuidade do sentir e o projecto da minha vida. Mesmo assim, foi bom virar a página. Foi um ano excessivamente cansativo. Por sorte, como já me tinham dito, ficamos mais sábios com a idade e os 30 trouxeram-me uma enorme clarividência. [Não, não sou perfeita. Longe disso, aliás. Sou mau feitio que chegue, fervo em pouca água e fico fora de mim com injustiça e ingratidão. Não me calquem nem façam de mim «gato-sapato», porque conhecem uma mulher completamente diferente.] Foi um ano esgotante, mas necessário... um ano de várias descobertas!
Dizem que nada na vida acontece por acaso, que cada pessoa que conhecemos deixa uma lembrança, uma marca… e eu acredito plenamente nisto. Não sou indiferente ao que me rodeia. Nunca. Nem às pessoas em quem vou tropeçando. Principalmente aos que me conhecem cada detalhe, me lêem o corpo e a alma, me sentem, bem ou mal, mesmo longe. O tempo passa, a saudade fica. 2011 está aqui… Para ser vivido, aproveitado intensamente, com toda a paciência e sabedoria que fui apre(e)ndendo durante estes anos todos… e eu não faço conta de desperdiçar tal dádiva. As estrelas dizem que este é o «meu» ano. Eu quero acreditar que sim, que vou conseguir tudo o que quero… Dêem-me as mesmas cartas, os mesmos trunfos, as mesmas oportunidades e o jogo será limpo e a vitória garantida… ;)
Sigo num estrada, sozinha, [há demasiado tempo até], onde caminham eu e um fantasma, alternando os passos entre uma perseguição e uma fuga consentida. Brinco com o passado, todos os dias, como se ele fosse o presente. Acordo, luto, danço, sorrio, choro, abraço, beijo, corro, durmo, pulo, grito, escrevo, falo, vivo e encolho-me, fechando cada círculo como se o meu passado, afinal, fosse um conjunto de casos perdidos. Apago-os no tempo. [Ou pelo menos tento!], como se tivesse parada no momento em que disse adeus, como se o vazio afinal preenchesse, completasse, construísse. E não sei ser de outra maneira. Não adianta. Mesmo que ninguém o entenda. Mesmo que me queiram mudar. Mesmo que esteja errada...
Às vezes, esqueço-me de quem sou, do meu valor, da pessoa especial que tenho em mim. Esqueço-me porque só vejo as coisas más, porque só fixo o que não me faz bem, porque guardo as migalhas que me têm oferecido, quando eu mereço o mundo. A verdade, também, é que quando olho para trás e me apercebo do que já conquistei na vida, do que já fiz nestes 30 anos, do que já senti, já disputei, já vivi, o meu coração quase não cabe no peito. Às vezes, duvido de mim, não confio nas minhas qualidades, nos meus sentimentos, no meu bom interior... e berro, e enfureço-me, e revolto-me, principalmente, contra os que eu mais amo. Esqueço-me que a vida nem sempre nos corre de feição e que faz parte dela a mágoa, a tristeza, a mentira e tudo aquilo que não gostamos de sentir. As desilusões fazem e hão-de fazer sempre parte do meu caminho. E devo, para não me atraiçoar, olhar para elas como ensinamentos e antídotos para situações semelhantes, para olhar para dentro de mim e ficar a pensar onde podia ter agido de maneira diferente e em que é que podia ter sido melhor… Quer encontre ou não resposta para isso!
O mundo lá fora [de mim] quer ferir-me. Tenho-me habituado a embrulhar uma manta em meu redor e esquecer que devo enfrentá-lo, como sempre soube fazer e me caracteriza [tão bem]! Estas lutas que surgem do nada, e que me levam ao tapete tantas vezes, é que me mostram a força que trago em mim. Ando um pouco farta de sonhar, de desejar e não ter, de nunca saber o que vai ser o amanhã. Confesso. Depois de tantas palavras e de toda a espera, é fácil ficar sem armas e sem forças. Mas… [há sempre um mas…] sobra-me a certeza de que há ainda muito por dizer e por fazer, apenas porque os sonhos nunca se perdem, mesmo quando se gastam com a erosão do tempo e do silêncio.
2010 ofereceu-me um monte de coisas boas: muitos sorrisos, muita música, muitos abraços, muitas conversas, dias marcados pela genuidade do sentir e o projecto da minha vida. Mesmo assim, foi bom virar a página. Foi um ano excessivamente cansativo. Por sorte, como já me tinham dito, ficamos mais sábios com a idade e os 30 trouxeram-me uma enorme clarividência. [Não, não sou perfeita. Longe disso, aliás. Sou mau feitio que chegue, fervo em pouca água e fico fora de mim com injustiça e ingratidão. Não me calquem nem façam de mim «gato-sapato», porque conhecem uma mulher completamente diferente.] Foi um ano esgotante, mas necessário... um ano de várias descobertas!
Dizem que nada na vida acontece por acaso, que cada pessoa que conhecemos deixa uma lembrança, uma marca… e eu acredito plenamente nisto. Não sou indiferente ao que me rodeia. Nunca. Nem às pessoas em quem vou tropeçando. Principalmente aos que me conhecem cada detalhe, me lêem o corpo e a alma, me sentem, bem ou mal, mesmo longe. O tempo passa, a saudade fica. 2011 está aqui… Para ser vivido, aproveitado intensamente, com toda a paciência e sabedoria que fui apre(e)ndendo durante estes anos todos… e eu não faço conta de desperdiçar tal dádiva. As estrelas dizem que este é o «meu» ano. Eu quero acreditar que sim, que vou conseguir tudo o que quero… Dêem-me as mesmas cartas, os mesmos trunfos, as mesmas oportunidades e o jogo será limpo e a vitória garantida… ;)
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
...não somos seres suspensos em bolas de sabão, que vagueiam felizes pelos ares; nas nossas vidas há um antes e um depois, e esse antes e esse depois são uma ratoeira para os nossos destinos, pousam-se sobre nós como uma rede se pousa sobre a presa. [...] O destino possui todo o poder e o esforço da vontade não passa de um pretexto. [...] Quando o caminho atrás de ti é mais comprido do que o que tens à tua frente, vês uma coisa que nunca tinhas visto antes: o caminho que percorreste não era a direito mas cheio de encruzilhadas, a cada passo havia uma seta que apontava para uma direcção diferente; dali partia um atalho, de acolá um carreiro cheio de ervas que se perdia nos bosques. Alguns desses desvios fizeste-os sem te aperceberes, outros nem sequer os viste; não sabes se os que não fizeste te levariam a um lugar melhor ou pior; não sabes, mas sentes pena. Podias fazer uma coisa e não fizeste, voltaste para trás em vez de seguir em frente. [...] E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não te metas por uma ao acaso, senta-te e espera. Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar. Fica quieta, em silêncio e ouve o teu coração. Quando ele te falar, levanta-te e vai para onde ele te levar.
Susanna Tamaro in Vai aonde Te leva o Coração
Susanna Tamaro in Vai aonde Te leva o Coração
sábado, 11 de dezembro de 2010
Nas questões do coração nem sempre vemos que o copo está meio cheio, temos tendência para o ver sempre meio vazio. Há muito que o meu coração se queixa desta espécie de desocupação. Não sei que lhe diga... não sei mesmo. Eu sei que me vêem sempre como o «princípio do fim» de alguma coisa... E é bem capaz, porque tudo o que toco, o que conheço, o que me entrego, acaba por desaparecer. Mais cedo ou mais tarde. Não há volta a dar. Eu revelo-me sempre «o princípio do fim» de um ciclo para uma nova etapa da vida. Este papel eu represento como ninguém! Sem quaisquer dúvidas, nem resto de mágoas. Esta é a verdade! Finalmente, percebo para o que sirvo: uma rampa de lançamento para um novo [ou velho] estado de espírito; um trampolim para dias sonhados e desejados; uma viagem para algo que se julga melhor. Ao meu coração, tento dizer que é o amor que nos completa, mas é a amizade que nos faz feliz. Ainda que ele não entenda o porquê deste «quase não-direito» ao sossego emocional, hoje está num estado de serenidade profunda, aceitando, apenas, que há coisas para as quais não há explicação. Pela primeira vez, em muito tempo, eu sinto que o copo pode efectivamente estar meio cheio...
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
«A Pele que há em Mim»*
Quando o dia entardeceu... E o teu corpo tocou... num recanto do meu... Uma dança acordou... E o sol apareceu... De gigante ficou... Num instante apagou... O sereno do céu... E a calma a aguardar lugar em mim... O desejo a contar segundo o fim. Foi num ar que te deu... E o teu canto mudou... E o teu corpo do meu... Uma trança arrancou... E o sangue arrefeceu... E o meu pé aterrou... Minha voz sussurrou... O meu sonho morreu...
Dá-me o mar, o meu rio, minha calçada.
Dá-me o quarto vazio da minha casa
Vou deixar-te no fio da tua fala.
Sobre a pele que há em mim
Tu não sabes nada.
«A Pele que há em Mim»
Márcia
domingo, 21 de novembro de 2010
Ao Meu Amor...
Nos últimos dias tudo se alterou em mim. Tenho medo de ter deixado de ser quem era. Sinceramente, complicou-se ainda mais o esquema de evolução. Nunca te percebi e ainda não te percebo. Tens sido muito injusto comigo. Tanto te aproximas como te esquivas. Estás e não estás, dás e tiras, surges e desapareces. É sempre assim. No início tudo bate demasiado certo, depois tudo se revela falso. Nunca mais terei qualquer certeza a teu respeito. E talvez tenha que ser mesmo assim: saber e não saber; gostar e não gostar; ou gostar e não querer; ou querer gostar como dantes e já não ser capaz. Não sei se por isto, se por alguma coisa que não tem explicação, quando te manifestas a batida do meu coração já não acelera. É verdade que eu acho que preciso de mais dor do que a que poderia aceitar dentro de mim. Assim me vingo pelas antigas inquietações. Ou talvez não.
*«O Meu Amor» foi escrito para a peça Ópera do Malandro de Chico Buarque e neste vídeo tem uma das mais belas interpretações de sempre... e um hino ao maior e mais desejado sentimento...
[O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca
Quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada, ai
O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos
Viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo
Ri do meu umbigo
E me crava os dentes, ai
Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz
O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me deixar maluca
Quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba malfeita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita, ai
O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios
De me beijar os seios
Me beijar o ventre
E me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo
Como se o meu corpo fosse a sua casa, ai
Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz]
Como gostava de ter sido eu a escrever uma coisa destas. Como gostava de saber pôr em palavras um sentimento assim. Ao meu amor?! O meu amor, eu não sei definir. O meu amor, eu não sei onde e como está. Ao meu amor, apenas posso dizer que, até hoje, tem sido uma merda...
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
...
Todos os dias, pelo menos durante duas horas, fico sozinha com o meu carro. As viagens, que no princípio me custavam, têm sido muito gratificantes... diria até, que se têm revelado uma boa bússola entre o passado, o presente e o futuro. [Ainda me lembro do medo que tinha em conduzir! :D] As estradas que percorro, que descubro, que faço tantas vezes sem olhar as paisagens, são sinónimo de aventuras e desventuras interiores, onde me encontro e desvendo os mistérios que me assombram, as minhas vocações e as minhas limitações, as minhas obrigações e as minhas lembranças, aprendo a conhecer melhor as pessoas e a mim mesma, por dentro e por fora. Foi numa dessas viagens diárias que ele se mostrou. Que o senti. Hoje, tive a confirmação: «tens um ser estranho no teu corpo!», ouvi. Já não bastava eu ser estranha, agora tenho de conviver com um «ser estranho» dentro de mim, pensei eu!? Enfim… Seguem-se os dias de vigilância, para ver se este ser que não foi convidado dá o ar da sua graça. Eu acredito que não! Acredito que vou ter de partilhar o meu corpo com ele para o resto da minha vida, mas… a ver vamos. Pelo menos já posso dizer que não estou sozinha!! [Vá, não se «zanguem»… o humor negro nunca fez mal a ninguém!]
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Estes meninos puseram, ontem, o coliseu todo a mexer. Só os ouço quando quero livrar-me dos pesadelos e, a verdade, é que resulta. A música deles é uma alegria contagiante. Adorei o concerto!
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Coisas da Vida...

Não fomos feitos para estar sozinhos. Não sabemos estar sozinhos. Mas a verdade é que também há muita gente que não sabe aproveitar o «estar acompanhado»... Enfim, como diz o povo, Deus dá nozes a quem não tem dentes!
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
...
Vou anulando todas as lembranças que tinha de um tempo no qual o meu sorriso ainda brilhava... ainda era genuíno e cativante. Vou anulando, com muito esforço, o lugar onde me senti melhor em toda a minha vida. Vou anulando… porque, simplesmente, não posso desejar mais uma realidade que não é a minha… um silêncio que sufoca, que destrói e magoa.
Aprendi a lidar com a indiferença, com a falta de reciprocidade, com a minha total liberdade e independência. Aprendi que a culpa não é minha, nunca foi. Aprendi que é nos bons momentos, naqueles em que a vontade de festejar nos invade, que se vê quem nos guarda, quem nos protege, quem cuida de nós e não deixa escapar um abraço de «Parabéns» ou um beijo de «Muitas Felicidades!». Mentir-te-ia se dissesse que não sinto falta de ti, mas aprendi que, realmente, há coisas que não acontecem por muito que se queira…
Respiro fundo. E penso até apagar tudo o que está escrito para trás. Tenho medo de mostrar o que sinto, de deixar que os dedos percorram o teclado sem travões, de «vomitar» as emoções que tantos gostam de ler e outros desprezam. Suspiro. E entre segundos lembro cada mensagem, cada palavra, cada gesto e cada prova de que nada valeu e nada mais vale a pena. Podia ter dado a volta ao mundo, podia ter composto uma sinfonia, podia ter escrito uma ode, podia até ter roubado uma estrela, que tudo isso teria sido insignificante… como tudo o resto foi.
Hoje, tudo o que eu mais desejava era ter-te do meu lado para te mostrar como sou uma menina corajosa. Era ter-te do meu lado e sentir que tinhas orgulho nos passos gigantes que estou a tentar dar. Era ter-te do meu lado e ver o teu sorriso rasgar por me veres feliz por ter conquistado mais uma vitória. Pois… hoje, isto era tudo o mais desejava… mas não tenho. Hoje, dói por dentro… porque a solidão fere, porque desististe de mim sem tentares conhecer-me ainda melhor, porque tu não «existes». Hoje, dói por dentro… porque me congelaste o coração e me fizeste ser uma pessoa que não sou… nem quero ser.
Aprendi a lidar com a indiferença, com a falta de reciprocidade, com a minha total liberdade e independência. Aprendi que a culpa não é minha, nunca foi. Aprendi que é nos bons momentos, naqueles em que a vontade de festejar nos invade, que se vê quem nos guarda, quem nos protege, quem cuida de nós e não deixa escapar um abraço de «Parabéns» ou um beijo de «Muitas Felicidades!». Mentir-te-ia se dissesse que não sinto falta de ti, mas aprendi que, realmente, há coisas que não acontecem por muito que se queira…
Respiro fundo. E penso até apagar tudo o que está escrito para trás. Tenho medo de mostrar o que sinto, de deixar que os dedos percorram o teclado sem travões, de «vomitar» as emoções que tantos gostam de ler e outros desprezam. Suspiro. E entre segundos lembro cada mensagem, cada palavra, cada gesto e cada prova de que nada valeu e nada mais vale a pena. Podia ter dado a volta ao mundo, podia ter composto uma sinfonia, podia ter escrito uma ode, podia até ter roubado uma estrela, que tudo isso teria sido insignificante… como tudo o resto foi.
Hoje, tudo o que eu mais desejava era ter-te do meu lado para te mostrar como sou uma menina corajosa. Era ter-te do meu lado e sentir que tinhas orgulho nos passos gigantes que estou a tentar dar. Era ter-te do meu lado e ver o teu sorriso rasgar por me veres feliz por ter conquistado mais uma vitória. Pois… hoje, isto era tudo o mais desejava… mas não tenho. Hoje, dói por dentro… porque a solidão fere, porque desististe de mim sem tentares conhecer-me ainda melhor, porque tu não «existes». Hoje, dói por dentro… porque me congelaste o coração e me fizeste ser uma pessoa que não sou… nem quero ser.
domingo, 17 de outubro de 2010
Um pequeno segredo:
Hoje disseram-me: «'Tás uma mulher tão bonita!»... E não é que eu quase acreditei?
Hoje disseram-me: «'Tás uma mulher tão bonita!»... E não é que eu quase acreditei?
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Coisas do Coração...
É isso aí
Como a gente achou que ia ser
A vida tão simples é boa
Quase sempre
É isso aí
Os passos vão pelas ruas
Ninguém reparou na lua
A vida sempre continua
Eu não sei parar de te olhar
Eu não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Não sei parar
De te olhar
É isso aí
Há quem acredite em milagres
Há quem cometa maldades
Há quem não saiba dizer a verdade
É isso aí
Um vendedor de flores
Ensinar seus filhos
A escolher seus amores
Eu não sei parar de te olhar
Não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Não vou parar
De olhar
Composição: Damien Rice (vers.: Ana Carolina e Seu Jorge)
sábado, 2 de outubro de 2010
«(Sobre)vivemos (In)felizes...»
Não me canso de dizer que a vida é muito curta para desperdiçarmos as oportunidades. Não me canso de dizer que mais vale o risco e o erro do que coisa nenhuma. Prefiro mil vezes falhar, mas saber que tentei, do que estar na minha e nunca ter feito nada para mudar o marasmo em que, muitas vezes, a vida se torna. Quando me perguntam se sou feliz, a minha resposta é quase sempre que tenho momentos felizes, não sou feliz. A verdade é que para se ser feliz é preciso algo que nos complete e ser inteiro é muito difícil.
Todos os dias nos habituamos a pequenas rotinas, às mesmas pessoas, e quando pensamos que essas podem deixar de existir ficamos assustados e com medo da mudança. Não deveríamos olhar para o que fazemos ou temos como algo certo e eterno: as rotinas podem limitar-nos a felicidade. É preciso saber avaliar que o que procuramos está, demasiadas vezes, longe de nós e que essa busca incessante do bem-estar é, por vezes, algo quase inatingível. Cabe-nos a nós saber dizer que sim e que queremos muito e que por isso não desistimos. Cabe-nos a nós saber dizer que não e que não dá mais e que por isso é melhor desistir. Cabe-nos a nós fazer as escolhas certas e decidir o que é melhor para a nossa vida.
Eu sei que nós nos esquecemos de aproveitar a vida a 100%, que pensamos de mais quando sabemos perfeitamente o que nos faz feliz, e [pegando na deixa do Menphis do Scotch, Gin and Soda], assim «(sobre)vivemos (in)felizes» baseando a nossa história numa realidade fácil e que agrada a todos, menos a nós próprios.
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Aproveita o dia,
Não deixes que termine sem teres crescido um pouco.
Sem teres sido feliz, sem teres alimentado os teus sonhos.
Não te deixes vencer pelo desalento.
Não permitas que alguém te negue o direito de expressar-te, que é quase um dever.
Não abandones a ânsia de fazer da tua vida algo extraordinário.
Não deixes de crer que as palavras e as poesias, sim, podem mudar o mundo.
Porque passe o que passar, a nossa essência continuará intacta.
Somos seres humanos cheios de paixão.
A vida é deserto e oásis.
Derruba, lastima, ensina, converte-nos em protagonistas de nossa própria história.
Ainda que o vento sopre contra, a poderosa obra continua, tu podes trocar uma estrofe.
Não deixes nunca de sonhar, porque só nos sonhos pode ser livre o homem.
Não caias no pior dos erros: o silêncio.
A maioria vive num silêncio espantoso. Não te resignes, e nem fujas.
Valorize a beleza das coisas simples, pode-se fazer poesia bela sobre as pequenas coisas.
Não traia as tuas crenças.
Todos necessitamos de aceitação, mas não podemos remar contra nós mesmos.
Isso transforma a vida num inferno.
Desfruta o pânico que provoca ter a vida toda a diante.
Procura vivê-la intensamente sem mediocridades.
Pensa que em ti está o futuro, e encara a tarefa com orgulho e sem medo.
Aprende com quem pode ensinar-te as experiências daqueles que nos precederam.
Não permitas que a vida se passe sem teres vivido...
Walt Whitman
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Dos passos decisivos...
Em dias como o de ontem, em que as conquistas me preenchem, em que a amizade é o meu bem mais precioso, em que as gargalhadas me dão cor às horas que passam sem que quase não se note, o vazio que sinto em mim é muito maior. Porque a felicidade só é inteira quando a partilho com aqueles que mais amo, ontem, que senti pela primeira vez que estou a tomar a melhor decisão da minha vida, que estou realmente perto de fazer o que sempre quis, que começo uma caminhada que quero longa e fácil, percebi que há pessoas com quem gostaria de estar a comemorar mais um [talvez o mais importante] passo decisivo; percebi que há pessoas que me marcaram muito mais do que imaginava... Enfim, podemos lutar sempre contra tudo, menos contra aquilo que sentimos... e há sentimentos que, de uma maneira ou de outra, habitam, para sempre, o nosso o peito.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Por mais voltas que a vida dê, os dias provam-me que, definitivamente, nós não somos todos iguais. Ainda que se encontrem algumas semelhanças, as pessoas não actuam nem interpretam (n)as situações da mesma forma. No nosso dia-a-dia, é bom lembrarmo-nos de que as perspectivas são sempre diferentes e, de facto, «quem conta um conto aumenta um ponto». Só assim podemos resolver os nossos problemas de bem connosco. Muitas vezes, dou comigo a pensar no que já vivi e com quem já convivi, e em boa verdade, raros são os momentos em que não olho para trás com alguma saudade. Eu nunca me arrependo do que faço, fico apenas com a sensação que alguns episódios poderiam ter tido outro guião! A vida já me trocou as voltas tantas vezes!!!!
Consigo olhar para dentro e perceber que nem sempre (re)agi adequada e correctamente, mas consigo entender na perfeição que nada aconteceu, [acontece], só por minha culpa. Os intervenientes na minha história também têm a sua quota-parte, apenas não a assumem, por cobardia ou medo, não importa! Roubando descaradamente a frase ao meu amigo do Fechado para Obras, acrescento: «às vezes e depois de certas coisas, ponho-me a pensar como foi possível dar-me a conhecer a certas pessoas». Talvez acredite demasiado na bondade, na genuidade e nos sentimentos dos que fazem parte da minha vida, sem nunca esperar que as palavras voem com o vento e as atitudes mudem como mudamos de roupa todos os dias. Sei que sou uma mulher complicada, de personalidade demasiado vincada e, muitas vezes, de ideias fixas. Sei que sou uma mulher com muito para dar e para viver. Sei que não há muitas pessoas que me entendam verdadeiramente e sei que há muitas pessoas que me lêem muito mal. Este post, dedico-o aos que não me conhecem bem; aos que não gostam de mim; aos que não me respeitam; aos que nunca terão a sorte de conhecer a mulher especial que sou. Porquê?? Porque, caros amigos, isto não é defeito, é feitio!
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Odeio funerais. Pronto, já disse! Por mais que saibamos que eles fazem parte da nossa vida, é muito duro. Sempre! Hoje é daqueles dias que dava tudo para voltar a ser criança. :(
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Dos últimos tempos…
Há quem diga «que nada na vida acontece por acaso», eu não poderia discordar mais. Somos nós que desenhamos a nossa vida, com as opções que escolhemos, os caminhos que seguimos e as decisões que tomamos. Se há em toda a minha vida palavras que me marcam são luta e persistência. Para o bem e para o mal. Não sei explicar como nem porquê, mas só desisto quando as coisas já não dependem única e exclusivamente de mim. E isto aplica-se a tudo... tanto a nível pessoal, como profissional. Por isso, quando ouço que «tudo acaba por acontecer se tiver que acontecer» fico com pele de galinha. Não entendo. Na minha opinião, [humilde opinião], tudo acaba por acontecer… se fizermos por isso. Ponto final.
Os 30 trouxeram-me uma vida nova. Aliás, posso mesmo arriscar dizer que 2010 está a ser um ano que me definirá o resto da vida. Na verdade, os 29 foram o ponto de viragem, ainda que os 30 sejam, de facto, o ano da concretização de alguns sonhos. Posso ainda não ter sido abençoada com a magia do amor e o encanto de uma relação pura e completa, daquelas em que a partilha e a cumplicidade, as palavras e o respeito, a admiração e o orgulho fazem parte do DNA do dia-a-dia; daquelas onde se ultrapassam as dificuldades e as distâncias de sorriso rasgado e de bem com a vida; mas tenho recebido tanta coisa que, por vezes, sinto-me uma ingrata por desejar desmesuradamente a única coisa que nunca tive e deixar que isso influencie, todos os dias, um pouco, o meu sentido de humor e estado de espírito.
Andei perdida, sem rumo e com dúvidas que não se justificam. Andei perdida de mim, sem confiança, sem estima por mim própria e sem vontade de viver, e hoje sou outra porque a coragem e a força que trago em mim reapareceram onde já é habitual aparecer. Podem chamar o que quiserem: escape, fuga, refúgio, ou outra coisa qualquer, mas enquanto a cabeça trabalha até «os neurónios entrarem em curto-circuito», enquanto o corpo aguentar com as dores físicas e o cansaço de quem não dorme decentemente há mais de 2 semanas, vou servir-me disto até não poder mais. Abraço, neste momento, o projecto da minha vida: a minha empresa, a minha casa, o meu futuro. Abraço a vontade de sorrir todos os dias e pular de alegria por cada conquista, por cada sucesso, por cada vitória. E devo esta fase a todos os que nunca me deixaram desistir. Desistir do que eu gosto de fazer e do que me faz sentir bem… desistir de mim. Devo esta fase da minha vida aos sonhos, [que já quis matar], e ao desejo de os ver realizados. Apesar das dores de cabeça e pelo corpo inteiro, os nervos em franja, a adrenalina dos desafios constantes, as insónias, o mau feitio já tão característico nestas alturas e todos os problemas que disto possam surgir, já não me lembrava como era bom poder sentir-me esgotada e adorar. Sim, este é um cansaço delicioso!
Se «na vida nada acontece por acaso»?! Talvez. Agora, que somos nós que temos de lutar para que assim seja, sem receio de perder, de arriscar e de viver… lá isso somos! Venha quem vier e diga o que disser…
Os 30 trouxeram-me uma vida nova. Aliás, posso mesmo arriscar dizer que 2010 está a ser um ano que me definirá o resto da vida. Na verdade, os 29 foram o ponto de viragem, ainda que os 30 sejam, de facto, o ano da concretização de alguns sonhos. Posso ainda não ter sido abençoada com a magia do amor e o encanto de uma relação pura e completa, daquelas em que a partilha e a cumplicidade, as palavras e o respeito, a admiração e o orgulho fazem parte do DNA do dia-a-dia; daquelas onde se ultrapassam as dificuldades e as distâncias de sorriso rasgado e de bem com a vida; mas tenho recebido tanta coisa que, por vezes, sinto-me uma ingrata por desejar desmesuradamente a única coisa que nunca tive e deixar que isso influencie, todos os dias, um pouco, o meu sentido de humor e estado de espírito.
Andei perdida, sem rumo e com dúvidas que não se justificam. Andei perdida de mim, sem confiança, sem estima por mim própria e sem vontade de viver, e hoje sou outra porque a coragem e a força que trago em mim reapareceram onde já é habitual aparecer. Podem chamar o que quiserem: escape, fuga, refúgio, ou outra coisa qualquer, mas enquanto a cabeça trabalha até «os neurónios entrarem em curto-circuito», enquanto o corpo aguentar com as dores físicas e o cansaço de quem não dorme decentemente há mais de 2 semanas, vou servir-me disto até não poder mais. Abraço, neste momento, o projecto da minha vida: a minha empresa, a minha casa, o meu futuro. Abraço a vontade de sorrir todos os dias e pular de alegria por cada conquista, por cada sucesso, por cada vitória. E devo esta fase a todos os que nunca me deixaram desistir. Desistir do que eu gosto de fazer e do que me faz sentir bem… desistir de mim. Devo esta fase da minha vida aos sonhos, [que já quis matar], e ao desejo de os ver realizados. Apesar das dores de cabeça e pelo corpo inteiro, os nervos em franja, a adrenalina dos desafios constantes, as insónias, o mau feitio já tão característico nestas alturas e todos os problemas que disto possam surgir, já não me lembrava como era bom poder sentir-me esgotada e adorar. Sim, este é um cansaço delicioso!
Se «na vida nada acontece por acaso»?! Talvez. Agora, que somos nós que temos de lutar para que assim seja, sem receio de perder, de arriscar e de viver… lá isso somos! Venha quem vier e diga o que disser…
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Quase...
Nunca existiu um depois. Acho que é mesmo assim. A vida passa e não há como evitar a transição. Principalmente, quando nos passa tudo ao lado, sem margem para enganos e grandes discussões. Disse quase tudo. Quase. O mais importante ficou para depois, naquele tempo que não existiu, não existe e, dificilmente, existirá. As palavras, enlaçadas numa espécie de novelo de emoções, voaram com o tempo e não são de confiança. Invenções talvez, daquelas em que é fácil nos perdermos na pontuação e no lirismo da imaginação, com a mesma intensidade de uma experiência irrepetível. Eu disse realmente quase tudo o que havia para dizer. Mas… malditas palavras que me deixaram sem fala, me bloquearam a razão e me tornaram subjugada ao prazer da ilusão. Se era possível?! Respondi, várias vezes, que sim. Sem medo, abracei o vazio da incerteza e mergulhei no silêncio dos «monólogos» a duas vozes. Porquê?! Simples: sempre achei que os sentimentos não são um negócio e não têm obrigatoriamente de ter recompensa. Sei bem que é só a fantasia a falar mais alto… as palavras [malditas!] a dar o ar de sua graça. Hoje, a perspectiva já é ligeiramente diferente. Hoje, num dia como tantos outros, consigo repetir, entre um sossego profundo e os ruídos do passado, que na solidão sou quase feliz. Quase. O estar sozinha nesta maré de indefinições rouba-me a insensatez e mostra-me o outro lado da história. E, de costas voltadas, despida de nós, nesta «quase» saudade, minha e tua, existe apenas a ausência enorme das palavras, que um dia me conquistaram, me revelaram quase tudo… menos o que mais queria e esperava ouvir.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Do meu sistema nervoso…
Ando há um ano a tentar decifrar por que é que o meu corpo reage de uma forma estranha às coisas menos boas. Os médicos dizem que é do meu sistema nervoso. Ora pensando bem, foi por causa dele que quando andava na quarta classe o meu estômago deu os primeiros sinais de que não gostava de stress; que fui parar às urgências com uma paragem de digestão por causa do stress; que me surgiram umas bolhas manhosas nas mãos e nos pés por culpa do stress; e, que combato uma infecção nos pés vinda de uma «descarga emocional» sem motivo aparente, que me pode destruir as férias e todo o bem-estar deste tempo alegre que é o Verão. Nunca sei bem como reagir. Não consigo travar o ritmo do meu cérebro e abrandar os pensamentos. Sinto-me impotente quando observo as mudanças que o tempo me tem oferecido, e não sei fazer com que o meu sistema nervoso colabore.
Ando há um ano a tentar dizer a mim própria que os erros nos fazem crescer e são todos bens necessários. A verdade? Ando há um ano a mentir a mim própria. Os erros apenas servem para nos indicar outros caminhos e outras paragens… [Lamento tanto que não tenha sido capaz de ver as coisas como elas são. E tudo era tão simples!] Ando há um ano a despedir-me de memórias, de pessoas, e pesam-me os dias pelas portas que se fecham sem o mínimo de pudor. Preciso de descansar, de me sentir livre, de aconchegar as ideias e acreditar que os sonhos ainda se podem concretizar. Preciso de voltar a ser eu, sem rasto de mágoas e marcas que cheiram a ferida aberta. Preciso de parar, de recarregar baterias, de acalmar… Preciso de descobrir coisas novas e vivê-las sem medos. Preciso de vida, de vidas. Preciso da minha história e das histórias dos outros… dos que cá estão, dos que ainda me vivem e dos que ainda estão para vir. Preciso de pôr rédeas aos meus dias, só que ainda não sei bem como fazê-lo…
Ando há um ano a tentar dizer a mim própria que os erros nos fazem crescer e são todos bens necessários. A verdade? Ando há um ano a mentir a mim própria. Os erros apenas servem para nos indicar outros caminhos e outras paragens… [Lamento tanto que não tenha sido capaz de ver as coisas como elas são. E tudo era tão simples!] Ando há um ano a despedir-me de memórias, de pessoas, e pesam-me os dias pelas portas que se fecham sem o mínimo de pudor. Preciso de descansar, de me sentir livre, de aconchegar as ideias e acreditar que os sonhos ainda se podem concretizar. Preciso de voltar a ser eu, sem rasto de mágoas e marcas que cheiram a ferida aberta. Preciso de parar, de recarregar baterias, de acalmar… Preciso de descobrir coisas novas e vivê-las sem medos. Preciso de vida, de vidas. Preciso da minha história e das histórias dos outros… dos que cá estão, dos que ainda me vivem e dos que ainda estão para vir. Preciso de pôr rédeas aos meus dias, só que ainda não sei bem como fazê-lo…
terça-feira, 22 de junho de 2010
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