Duas noites recheadas de boa música. Bem, umas melhores que outras, mas serões bastante agradáveis. Dos dois dias destaco Bill Callahan, Perry Blake e Noiserv... sem dúvida, as três interpretações que mais me cativaram. Camera Obscura foi uma boa opção para o fecho do festival: som alegre, divertido, com ritmos que custam manter o corpo sentado. Do primeiro dia trago a desilusão de Matt Valentine e Erika Elder que têm um registo difícil; e do segundo, a actuação do(s) Dakota Suite que foi um pedaço de tempo demasiado melancólico...Do Festival para Gente Sentada ficam também os risos, as conversas, as «apresentações», as partilhas, os reencontros e os abraços aos que não via há algum tempo. Gostei de lembrar e de sentir que o passar dos anos e a distância não nos tornou estranhos... e fica também a certeza de que há decisões que nos mudam para sempre e os caminhos que seguimos nos levam para uma realidade que muitas vezes achamos impossível e completamente desconcertante. Enfim... são sortes!
O Festival para Gente Sentada é sem dúvida uma experiência a repetir!


