domingo, 29 de julho de 2012
Da auto-estima...
Nunca lidei bem comigo, com o meu corpo, com a imagem que as pessoas têm de mim, com a minha personalidade demasiado vincada. Esta é a mais pura das verdades! Claro que, ao longo da minha vida, fui aprendendo a contornar determinadas coisas e, agora com 32 anos, mau era se não conseguisse disfarçar os meus receios. Tem dias que interpreto tão bem a personagem que até me elogiam por saber gostar tanto de mim... Não é bem assim, mas nem me atrevo a «desiludir» as pessoas. Eu adoro o Verão, adoro o tempo quente, as roupas leves e frescas, a praia, os biquínis, a pele bronzeada, etc, etc... mas este ano estou com tanta vergonha e com tanto medo que nem sei bem como o vou fazer. Sinto-me mal comigo há tantos anos que é difícil gostar de mim... não sei gostar de mim... não sei como conseguir olhar para mim de outra maneira. E foi assim a vida toda: a enganar os outros com a minha boa disposição, a disfarçar os meus receios, a tentar acreditar que só eu me vejo dessa forma, etc, etc... Daqui a dois dias, estou de férias. Já não paro no Verão desde 2009. É muito tempo, sim senhora, e deveria mais era estar contente da vida, mas em vez disso tenho tido pesadelos com o que pode ser o meu Verão. Enfim... Desnorteada: 2 | Auto-estima: 0.
sábado, 28 de julho de 2012
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Dos últimos tempos!
Como pode alguém sentir-se só numa sala com milhares de pessoas? Pois. Como é que é possível não sei bem, mas que é possível, lá isso é uma verdade, verdadinha... E daquelas que doem, que moem, que torturam, que nos deixam sem vontade para fazer o que quer que seja e nos transformam em alguém insuportável. É que escolhemos tantos caminhos que não nos levam a lado nenhum que a solidão acaba por fazer parte de nós como se já cá estivesse desde o dia em que nascemos e não há meio de se ir embora. Criam-se expectativas que nunca são cumpridas, vive-se como se pode e não como se quer, finge-se que se anda feliz da vida porque assim nos exigem, poupam-se as palavras porque estas podem sair muito caro, faz-se de conta que nada soa a mágoa e que está sempre tudo bem, guardam-se as lágrimas para os momentos a sós, relembram-se os sorrisos e as gargalhadas de outros tempos e assim sobrevive-se com o passar do tempo. O problema é que depois olhamos à nossa volta e percebemos que está tudo muito diferente: as pessoas já não são as mesmas, os estranhos parecem-nos ainda mais estranhos, o medo domina-nos o pensamento e corrompe-nos as acções, os amigos estão dedicados aos seus projectos, às suas casas, aos filhos, às férias em família, ao melhor emprego a pensar na educação das crianças, no T4 ou T5 porque o T2 já não é suficiente, nas fraldas, no preço incrível do infantário, etc, etc, etc.... e nós ficamos em terceiro ou quarto plano e já ninguém se lembra de nos perguntar se estamos bem, se nos sentimos bem, se precisamos de algo, se queremos que a vida role de uma outra maneira, se ainda nos achamos seres humanos ou já nos sentimos ET's de carne e osso. E pior: com a vidinha tal e qual era há 10 anos. Para dizer a verdade, ando cansada da felicidade dos outros, dos projectos dos outros, das casas dos outros e do diabo que carregue dos outros. Como pode alguém sentir-se só numa sala com milhares de pessoas? Pois. Como é que é possível não sei bem, mas que é possível, lá isso é uma verdade, verdadinha...
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Dos diminutivos...
A maior parte das pessoas, quando me ouve comentar o que vou descrever a seguir, diz-me que um dia vou levar com isso tudo e só de uma vez. Eu não acredito nisso, porque acho sinceramente que vou conseguir «domesticar» o meu parceiro de forma a que isso não aconteça. [É que também seria demasiado grave que permitisse tal situação.] Pois bem, odeio ouvir diminutivos entre casais - ao ponto até de ter um top 3 para os que acho mais ridículos. Não consigo estar num sítio com pessoas a tratarem-se por «more», «mô» ou «bebé» sem soltar uma bela de uma gargalhada. A lista pode prolongar-se por «morzinho», «princesa», «fofinha» ou «fofinho» e por aí fora... é que não consigo aguentar!! Se ainda associarmos a estas parolices, o tom de voz que deixa qualquer um envergonhado, então a realidade é digna de uma Mixórdia de Temáticas bem ao jeito de Ricardo Araújo Pereira.
[É que se não chega o nome próprio, que se inventem pelo menos nomes originais, valha-me Deus!]
[É que se não chega o nome próprio, que se inventem pelo menos nomes originais, valha-me Deus!]
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Um dia de cada vez...
Eu sei que vou. Insisto na caminhada.
O que não dá é para ficar parado.
Se amanhã o que eu sonhei não for bem aquilo,
eu tiro um arco-íris da cartola.
E refaço. Colo. Pinto e bordo.Porque a força de dentro é maior.
Caio Fernando Abreu
O que não dá é para ficar parado.
Se amanhã o que eu sonhei não for bem aquilo,
eu tiro um arco-íris da cartola.
E refaço. Colo. Pinto e bordo.Porque a força de dentro é maior.
Caio Fernando Abreu
sexta-feira, 13 de julho de 2012
domingo, 8 de julho de 2012
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Viver sozinha.
Isto realmente pode resultar... Não ter horários, fazer o que me apetecer, estar por minha conta e risco é um desafio mais do que superado. O que vai custar mesmo é voltar ao de sempre daqui a uns dias. Para já, o mais difícil é cozinhar só para mim... [o jantar de ontem já foi o almoço e o jantar de hoje e será o almoço de amanhã] É a vida!
domingo, 1 de julho de 2012
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