sábado, 22 de maio de 2010

Das mentiras...

Publicado por Desnorteada às 10:50 p.m. 6 comentários
Cair dói. Morder a língua dói. Um estalo, um pontapé ou um raspanete duro dói. Quando o nosso corpo não funciona dói. A dor física mói, mas o que mais dói é a mentira. Eu não entendo o que faz com que uma pessoa minta ou omita (que para mim é a mesma coisa) factos e histórias que podiam ser claras para finais mais felizes. O que faz com que se escondam vidas e rotinas? O que faz com se faça de conta que está tudo bem, quando na realidade nada está bem? O que faz com que se mantenha uma relação, quando tudo está diferente e já nada faz sentido? Não entendo, mesmo. O egoísmo do ser humano ganha proporções inacreditáveis quando a sinceridade e a honestidade ficam para trás. A desilusão que, muitas vezes, carregamos e o travo amargo da mágoa que teima em ficar não perdoam os actos inconsequentes de quem não nos respeita ou respeitou. Deveríamos olhar mais para aquilo que não gostávamos que nos fizessem e que não gostávamos de sofrer na própria pele; talvez assim evitássemos ferir tanta gente. Até aqueles que nos são queridos... pelo menos em determinada fase da nossa vida. Eu não tolero a mentira e, dela, só resta uma única certeza: a de que ela não vale a pena, porque mais cedo ou mais tarde, a verdade aparece.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Da Vida...

Publicado por Desnorteada às 10:11 p.m. 11 comentários
Imaginem um caminho. Longo e totalmente desconhecido. Imaginem um lugar. Confortável mas longínquo. Imaginem uma viagem. Repleta de surpresas e bons e maus momentos. Imaginem um rumo, que todos os dias se torna mais apetecível e adorado, apesar de difícil. Imaginem um caminho. Longo e totalmente desconhecido. Ora plano, ora com altos e baixos. Ora em linha recta, ora com muitas curvas. Imaginem um caminho cheio de árvores e flores, como se fossem sonhos; com um rio de fundo, como se fossem memórias; e pedras como fantasmas. Imaginem um percurso cheio de coisas boas, onde a cumplicidade e as descobertas se tornam num só elemento. Imaginem um caminho. Longo e totalmente desconhecido. Onde os obstáculos se ultrapassam com o tempo e um querer vindo da alma. Agora, imaginem uma ponte, bem no meio do caminho, daquelas que não inspiram confiança, nem segurança absolutamente nenhuma. Daquelas em madeira e corda, sobre um precipício, e onde se rasgam pedaços e se perdem espaços. Imaginam o medo? A indecisão? A hesitação? As dúvidas? O risco? Só os mais corajosos e destemidos não olham para trás e tentam o destino. Só os mais corajosos e destemidos vêem na ponte um desafio que vale a pena vencer. Imaginem o caminho. Longo e totalmente desconhecido. Um caminho por conhecer que fica, quase sempre, inacabado. Um caminho onde poucos ousam chegar e nunca ninguém explora por ser mais fácil desistir. Imaginem o que fica por descobrir, o que se ignora e não se valoriza, o que se perde. Imaginem… se puderem, apenas. Esse caminho sou eu.

domingo, 9 de maio de 2010

O Lado B

Publicado por Desnorteada às 11:28 p.m. 4 comentários
Estou a pensar seriamente pedir direitos de autor ao Bruno Nogueira. Lado B há apenas um... este e mais nenhum... Tenho dito!

domingo, 2 de maio de 2010

A Minha Voz Depois de Ti

Publicado por Desnorteada às 3:07 p.m. 7 comentários
Ilustração: Paula Craft

Eu queria arrumar-te a casa, limpar-te os cinzeiros, fazer-te a comida e sentar-me à tua frente enquanto tu comes, só a olhar-te a comer. Eu queria acordar a teu lado antes de tu acordares e olhar-te dormir, olhar a tua cara toda, o teu corpo e só então vestir-me. Eu queria fazer tudo aquilo que te cansa que te não dá prazer e deixar-te tempo para o resto, o que importa. Eu queria levar-te a passear no meu carro de manhã num dia de semana de sol antes da primavera. Eu queria mostrar-te os meus discos e dançar, dançar só para ti, mesmo que tu já nem estivesses a olhar. Queria esperar-te aos domingos depois da missa, queria estar em silêncio a teu lado, no silêncio de um olhar que se prolonga infinitamente no silêncio de um gesto que traz consigo a mais terna carícia num silêncio de um eco que ficou da última palavra proferida, que nunca dissemos... Eu queria lavar a tua roupa com sabão azul no tanque do quintal e estendê-la na corda ao vento. Queria esperar-te de tarde sentada à mesa da cozinha, sabendo que tu não vens nem virás nesse dia e no outro, talvez no outro... Queria limpar o pó dos teus livros e encontrar por acaso num deles uma frase sublinhada, uma frase que seria tudo o que eu queria ouvir de ti naquele momento e ficar feliz, ser feliz por momentos... queria ir à praça comprar o peixe mais fresco e regatear com as peixeiras, gritando mais alto do que elas se fosse preciso. Queria de noite a dormir sentir um beijo teu quando chegas já de madrugada e sonhar contigo nessa noite. Eu queria não ter de escrever mais por já não ser preciso.
Texto: Ana Maria Campos
Revista 365 n.° 7, de Dezembro /Janeiro de 2003

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Do tempo...

Publicado por Desnorteada às 12:15 p.m. 6 comentários
Vem! Devagar... como se os dias fossem sossegados e eu o caminho que queres descobrir. Sê testemunha da minha vida, dos meus medos, das minhas alegrias… das minhas lágrimas, dos meus sorrisos… como se eu fosse o lugar onde queres ficar. Chega perto. Sem receios. Para que possa ouvir-te respirar, sentir-te o coração a bater e nunca te perder o toque, o cheiro e o paladar. Deseja-me… como se eu fosse um antídoto para a dor e a solução para tudo. Descansa em mim e agarra os meus sonhos… como se eles fossem o teu bem mais precioso. Vem! Faz-me sentir uma peça rara, uma pintura famosa, uma escultura ou uma simples gota de orvalho sobre uma flor ou uma brisa vinda do mar. Recebe-me de braços abertos e protege-me, dando-me a possibilidade de me refugiar em ti, para que, mesmo perdidos, os sentimentos se (re)encontrem. Solta a tua voz, as tuas mãos, a tua força e faz-me crer que sou única e que, ao ser diferente, sou especial. Mas ouve: não prometas nada que não possas cumprir... nem ofereças o que não tens para dar. Deixa o tempo falar e o destino acontecer. Deixa as memórias de lado e toca-me ou deixa-me tocar-te… como se soubesses que só se sente sozinho quem sabe o que é estar acompanhado… completo. Apenas possível entre pessoas como nós… sem palavras ou significados que não importam. Num lugar onde só estamos os dois, de mãos dadas, num sentimento que me faz bem e mal ao mesmo tempo.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Próxima Paragem...

Publicado por Desnorteada às 10:41 a.m. 3 comentários

segunda-feira, 12 de abril de 2010

...

Publicado por Desnorteada às 10:40 a.m. 0 comentários

Em breve farei um balanço... ;)

quarta-feira, 7 de abril de 2010

É tão linda!

Publicado por Desnorteada às 10:05 a.m. 4 comentários

terça-feira, 6 de abril de 2010

Publicado por Desnorteada às 10:15 a.m. 5 comentários
Dá para voltar para a barriga da minha mãe??

sexta-feira, 2 de abril de 2010

POEMA das COISAS

Publicado por Desnorteada às 12:50 a.m. 1 comentários
Amo o espaço e o lugar, e as coisas que não falam.
O estar ali, o ser de certo modo,
O saber-se como é, onde é que está e como,
O aguardar sem pressa, e atender-nos
Da forma necessária.
Serenas em si mesmas, sempre iguais a si próprias,
Esperam as coisas que o desespero as busque.
Abre-se a porta e o próprio ar nos fala.
As cortinas de rede, exactamente aquelas,
A cadeira onde a memória está sentada,
A mesa, o copo, a chávena, o relógio,
O móvel onde alguém permanece encostado
Sem volume e sem tempo,
Nós próprios, quando os olhos indignados
Nas pálpebras se encobrem.
Põe-se a pedra na mão e a pedra pesa,
Pesa connosco, forma um corpo inteiro
Fecha-se a mão e a mão toma-lhe a forma,
Conhece a pedra, estende-lhe o feitio
Sente-a macia ou áspera, e sabe em que lugares.
Abre-se a mão e a mesma pedra avulta.
Se fosse o amor dos homens
Quando se abrisse a mão já lá não estava.
ANTÓNIO GEDEÃO

sexta-feira, 26 de março de 2010

Gosto!

Publicado por Desnorteada às 2:40 p.m. 4 comentários

Esta música é brutal!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Constatação dos últimos dias II

Publicado por Desnorteada às 11:57 a.m. 11 comentários
Depois dos últimos jogos do meu FêCêPê, cheguei a uma conclusão: jamais conseguirei andar / namorar / casar com um benfiquista. Não dá! Mesmo... Tenho para mim que seria algo muito complicado de gerir e eu prezo muito a minha saúde mental!

P.S.: Antes que alguém pergunte: os Sportinguistas ou adeptos de outro qualquer clube são toleráveis! :D

quinta-feira, 18 de março de 2010

Constatação dos últimos dias...

Publicado por Desnorteada às 11:54 p.m. 4 comentários
Teria gostado muito de envelhecer contigo a meu lado, mas... de facto, «os sonhos não são suficientes para comandar a vida».

domingo, 7 de março de 2010

De maneiras que é isto...

Publicado por Desnorteada às 11:16 p.m. 5 comentários
Mesmo depois da recessão sentimental técnica terminar, mesmo depois de se entrar no que os mais crentes chamam de «fase» entre dois ciclos («fossa», no sentimentalês), mesmo face aos primeiros sinais de retoma, o vazio não desce automaticamente, pelo contrário, vai continuar numa dinâmica de crescimento por algum tempo.

terça-feira, 2 de março de 2010

Vício...

Publicado por Desnorteada às 10:30 a.m. 2 comentários

Não consigo parar de ouvir... tem sido a minha companhia nas viagens para o trabalho e para casa. É realmente muito bom!

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Do fim-de-semana...

Publicado por Desnorteada às 2:52 p.m. 6 comentários
Duas noites recheadas de boa música. Bem, umas melhores que outras, mas serões bastante agradáveis. Dos dois dias destaco Bill Callahan, Perry Blake e Noiserv... sem dúvida, as três interpretações que mais me cativaram. Camera Obscura foi uma boa opção para o fecho do festival: som alegre, divertido, com ritmos que custam manter o corpo sentado. Do primeiro dia trago a desilusão de Matt Valentine e Erika Elder que têm um registo difícil; e do segundo, a actuação do(s) Dakota Suite que foi um pedaço de tempo demasiado melancólico...
Do Festival para Gente Sentada ficam também os risos, as conversas, as «apresentações», as partilhas, os reencontros e os abraços aos que não via há algum tempo. Gostei de lembrar e de sentir que o passar dos anos e a distância não nos tornou estranhos... e fica também a certeza de que há decisões que nos mudam para sempre e os caminhos que seguimos nos levam para uma realidade que muitas vezes achamos impossível e completamente desconcertante. Enfim... são sortes!
O Festival para Gente Sentada é sem dúvida uma experiência a repetir!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

...

Publicado por Desnorteada às 12:56 p.m. 4 comentários
Vou ali ser feliz e já venho...

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Do amor...

Publicado por Desnorteada às 2:22 p.m. 2 comentários

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Publicado por Desnorteada às 3:52 p.m. 2 comentários
«Que sentido tem correr quando estamos na estrada errada?»

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

...

Publicado por Desnorteada às 11:43 a.m. 1 comentários

Please don't say we're done
When I'm not finished
I could give you so much more
Make you feel, like never before
Welcome, they said welcome to the floor

It's been a while
And you've found someone better
But I've been waiting too long to give this up
The more I see, I understand
But sometimes, I still need you

Sometimes, I still need you
...

I was struggling to get in
Left waiting outside your door
I was sure
You'd give me more

No need to come to me
When I can make it all the way to you
You made it clear
You weren't near
Near enough for me

Heart skipped a beat
And when I caught it you were out of reach
But I'm sure, I'm sure
You've heard if before

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Ups!

Publicado por Desnorteada às 11:14 a.m. 3 comentários
Não consigo evitar! ihihihi

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Do medo...

Publicado por Desnorteada às 3:53 p.m. 0 comentários
Li no nosso Hecatão que pôr termo aos desejos é proveitoso como remédio aos nossos temores. Diz ele: «deixarás de ter medo quando deixares de ter esperança». Perguntarás tu como é possível conciliar duas coisas tão diversas. Mas é assim mesmo, amigo Lucílio: embora pareçam dissociadas, elas estão interligadas. Assim como uma mesma cadeia acorrenta o guarda e o prisioneiro, assim aquelas, embora parecendo dissemelhantes, caminham lado a lado: à esperança segue-se sempre o medo. Nem é de admirar que assim seja: ambos caracterizam um espírito hesitante, preocupado na expectativa do futuro.
A causa principal de ambos é que não nos ligamos ao momento presente antes dirigimos o nosso pensamento para um momento distante e assim é que a capacidade de prever, o melhor bem da condição humana, se vem a transformar num mal. As feras fogem aos perigos que vêem mas assim que fugiram recobram a segurança. Nós tanto nos torturamos com o futuro como com o passado. Muitos dos nossos bens acabam por ser nocivos: a memória reactualiza a tortura do medo, a previsão antecipa-a; apenas com o presente ninguém pode ser infeliz!
Séneca, in «Cartas a Lucílio»

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Porque é bom recordar...

Publicado por Desnorteada às 4:25 p.m. 2 comentários

i've been looking so long at these pictures of
you that i almost belive that they're real i've
been living so long with my pictures of you that
i almost believe that the pictures are all i can
feel

remembering you standing quiet in the rain as
i ran to your heart to be near and we kissed as
the sky fell in holding you close how i always
held close in your fear remembering you
running soft through the night you were bigger
and brighter than the snow and
screamed at the make-believe screamed at the
sky and you finally found all your courage to
let it all go

remembering you fallen into my arms crying
for the death of your heart you were stone
white so delicate lost in the cold you were
always so lost in the dark remembering you
how you used to be slow drowned you were
angels so much more than everything oh hold
for the last time then slip away quietly open
my eyes but i never see anything

if only i had thought of the right words i could
have hold on to your heart if only i'd thought of
the right words i wouldn't be breaking apart all
my pictures of you

Looking So long at these pictures of you but i
never hold on to your heart looking so long for
the words to be true but always just breaking
apart my pictures of you

there was nothing in the world that i ever
wanted more than to feel you deep in my heart
there was nothing in the world that i ever
wanted more than to never feel the breaking
apart all my pictures of you
Pictures Of You, The Cure

domingo, 17 de janeiro de 2010

Não diria melhor...

Publicado por Desnorteada às 11:30 p.m. 2 comentários
*Cartoon Elias o sem abrigo, de R. Reimão e Aníbal F (JN)

... e para bom entendedor, meia palavra basta!

sábado, 16 de janeiro de 2010

Os meus concertos 2010... :p

Publicado por Desnorteada às 2:48 p.m. 9 comentários
Fevereiro trará novamente o Festival Para Gente Sentada a Santa Maria da Feira. Na sua sexta edição, no Cineteatro António Lamoso, estão já garantidos os nomes de Bill Callahan, no dia 26, e dos Dakota Suite, no dia 27. Bom e apetecível... Tenho de conseguir ir...
Os Marillion regressam a Portugal, no dia 27 de Março, para um concerto acústico inserido na digressão Less Is More, que decorre na Casa de Vila Verde, em Lousada. O álbum é viciante! Eu vou...
Abril, Gouveia Art Rock... Vou ver se este ano não falho! :)
Maio é o mês que fico mais indecisa. A 25 Jamie Cullum no Coliseu dos Recreios e a 26 The XX na Casa da Música. Aos dois não devo conseguir ir e porque os The XX foram já considerados revelação 2009 tendo mais para eles... :P
Julho Optimus Alive e os Pearl Jam. Só perderei a Just Breathe ao vivo por um motivo muito forte... :P este é quase obrigatório!
Para o resto do ano, fica a tristeza de não poder ver os U2 em Outubro, mas deve surgir muita boa música. ;)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O Amor é Lindo...

Publicado por Desnorteada às 12:00 p.m. 10 comentários

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Da vida...

Publicado por Desnorteada às 11:05 a.m. 2 comentários
Às vezes é muito raro e sabe, como sempre, a pouco.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

My music...

Publicado por Desnorteada às 11:53 a.m. 5 comentários

Yes I understand that every life must end, aw huh,..
As we sit alone, I know someday we must go, aw huh,..
I’m a lucky man to count on both hands
The ones I love,..

Some folks just have one,
Others they got none, aw huh,..

Stay with me,..
Let’s just breathe.

Practiced are my sins,
Never gonna let me win, aw huh,..
Under everything, just another human being, aw huh,..
Yeh, I don’t wanna hurt, there’s so much in this world
To make me bleed.

Stay with me,..
You’re all I see.

Did I say that I need you?
Did I say that I want you?
Oh, if I didn’t now I’m a fool you see,..
No one knows this more than me.
As I come clean.

I wonder everyday
as I look upon your face, aw huh,..
Everything you gave
And nothing you would take, aw huh,..
Nothing you would take,..
Everything you gave.

Did I say that I need you?
Oh, Did I say that I want you?
Oh, if I didn’t now I’m a fool you see,..
No one know this more than me.
As I come clean.

Nothing you would take,..
everything you gave.
Hold me till I die,..
Meet you on the other side.
«Just Breathe», Pearl Jam

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Das manhãs...

Publicado por Desnorteada às 3:25 p.m. 2 comentários
Todos os dias saio de casa a rezar para que nada de mal me aconteça na estrada. Sinceramente, não tenho medo por mim, mas pelos outros. Hoje, pela 1764399090534º vez quase que se espetavam contra o meu carro e, para meu espanto, o condutor ainda se achou cheio de razão e me buzinou e me deu sinal de luzes. Pergunta existencial de momento: por que é que os homens vêem no carro o prolongamento da pila*???

*Sim, estraguei a poesia toda d' O Meu Lado B com a palavra pila... lamento! A verdade é que eu também digo pila e outras palavras feias de vez em quando...

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Deixa-me Rir

Publicado por Desnorteada às 3:31 p.m. 5 comentários

Deixa-me rir
Essa história não é tua
Falas da festa, do Sol e do prazer
Mas nunca aceitaste o convite
Tens medo de te dar
E não é teu o que queres vender

Deixa-me rir
Tu nunca lambeste uma lágrima
Desconheces os cambiantes do seu sabor
Nunca seguiste a sua pista
Do regaço à nascente
Não me venhas falar de amor

Pois é , pois é
Há quem viva escondido a vida inteira
Domingo sabe de cor
O que vai dizer Segunda-Feira

Deixa-me rir
Tu nunca auscultaste esse engenho
De que que falas com tanto apreço
Esse curioso alambique
Onde são destilados
Noite e dia o choro e o riso

Deixa-me rir
Ou então deixa-me entrar em ti
Ser o teu mestre só por um instante
Iluminar o teu refúgio
Aquecer-te essas mãos
Rasgar-te a máscara sufocante

Pois é, pois é
Há quem viva escondido a vida inteira
Domingo sabe de cor
O que vai dizer Segunda-Feira
Jorge Palma

... é que não tem nada a ver...

 

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