sábado, 21 de julho de 2007

Publicado por Desnorteada às 6:00 p.m.
Odeio quando as pessoas aparecem sem eu estar à espera... principalmente quando essas pessoas me deixam triste e sem vontade para fazer o que quer que seja. Odeio quando mudam a minha vida aos poucos. Começam por entrar de mansinho, sem pedir licença... sem bater primeiro à porta, a fazer parte da rotina, e quando dou conta já não estão mas é como se estivessem... não desaparecem... instalaram-se na memória e não saem. Às vezes sinto que não há mais volta a dar... que essas pessoas têm mesmo de estar sempre presentes, a rondar e não há mais nada a fazer a não ser aceitá-las. Outras vezes, sinto que devia ser como um semáforo com luz verde, amarela e vermelha, para poder dizer se queria que continuassem, se deveria ter cuidado com elas ou se deveria parar logo e mandá-las para bem longe... noutra direcção. É tão fácil enganar-me, tão fácil desiludir-me... porque não consigo ser mais inteligente e fugir logo no início?! Cortar logo pela raiz para que os sentimentos não cresçam?! [Era tão mais fácil...] Porque deixo que ponham e disponham sem me aperceber que mais cedo ou mais tarde me vão deixar?! Que mais cedo ou mais tarde vão fugir sem olhar para trás?! [E é tão mais fácil... fugir!] Porque entram na minha vida se já sei que vou ficar sem elas?? O medo mói e torna-me cobarde... afasta-me de quem mais quero. O silêncio acomodou-se e quase me habituo a estar sozinha... Não é assim que quero estar... não quero gostar da solidão... mas a redoma de vidro que estou a criar à minha volta está a começar a fazer sentido. É como canta o Jorge Palma, esse grande senhor: "dou-me com toda a gente... não me dou a ninguém".

10 comentários:

Anónimo disse...

não comeces a desconfiar tanto das pessoas... é errado! As pessoas não são todas iguais...

Desnorteada on 10:52 p.m. disse...

pedro: mas com tanto que as pessoas me têm aprontado, é difícil não desconfiar... :(

ivo_c on 9:53 a.m. disse...

Como eu te percebo!

Já nao vale a pena criar ilusões. Acreditar nas pessoas como regra... porque devemois faze-lo apenas com as poucas excepções que vão surgindo na nossa vida.

E depois há essas pessoas... que entram, vivem... e vão embora como se nada fosse. E nós ficamos agarrados a algo que não queremos... algo que nos invade diariamente sem pedir autorização. O mundo fica cinzento e os sorrisos deixam de fazer sentido.

"Tens que seguir..." dizem os outros... Os outros a quem a vida, na maior parte das vezes, nunca pregou estas partidas. Assim é fácil. É fácil falar. Agradeço a compreensão, mas detesto quando me falam com aquela "pena podre"... de quem sabe que fica bem dizer qualquer coisa ao rapaz, ainda que seja para usar lugares comuns.

A solidão magoa e não deixa apagar nada... mas só de pensar na queda que me aguarda prefiro já nem escalar a montanha outra vez.

Desnorteada on 2:46 p.m. disse...

imca: cresci a ouvir que "quem não arrisca não petisca", e ainda que certas coisas na vida tornem esta expressão tão banal que até assusta, não posso deixar de concordar com ela... há momentos para tudo... eu estou numa fase em que é mesmo muito difícil deixar entrar alguém na minha vida, já tive montes de desilusões que n consegui controlar... mesmo assim, quero acreditar que é uma fase passageira... e tu devias pensar o mesmo... não vale a pena procurar ou lutar contra isso... elas aparecem mesmo de mansinho e sem contarmos... ;)

Anónimo disse...

Em se tratando de desilusões, vou dizer que a mais mal-resolvida que tenho até hoje (mais do que aquelas em que confiei e fui magoada) foi a vez que, tentando proteger-me de todas estas coisas que citasses, eu acabei por fugir.
E quando me dei conta do tamanho da besteira que tinha feito (uma vez que não dá pra fugir de sentimentos desta magnitude), já era tarde demais.

Ou seja, acho que redomas são um tanto quanto ilusórias. No fim, quem acaba perdendo mesmo é quem se coloca atrás destas.

Desnorteada on 10:47 p.m. disse...

Mariana: compreendo as tuas palavras... mas o medo diminui o desejo de arriscar...

O Amigo do Café on 6:33 p.m. disse...

Mas que parvoíce é esta? Não faltava mais nada, esta onda de negativismo! Claro que sim, as pessoas invadem-nos e batem forte no coração - mas, se não fosse isso e fossemos robots, que sentido fazia viver? Pensem em quanto ficaram mais ricos com as pessoas que iam aparecendo na vossa vida, e vão ver que tenho razão...

Desnorteada on 7:08 p.m. disse...

Tiago: ficas sempre com algo... é bem verdade, mas essas recordações são as malditas saudades que te fazem não esquecer... e isso magoa! E sabes disso tão bem quanto eu...

Maga Patalógika on 1:01 a.m. disse...

Vai passar, eu prometo. Passo exactamente pelo que tu estás a passar (mais coisa menos coisa, claro) e quando me dizem a mim que vai passar e que vou sair de tudo isto mais forte, muitas vezes acho que são palavras que, por "cortesia" têm de se dizer a alguém que está em baixo. Mas se há gente que passou por pior e deu a volta por cima, porque é que connosco há-de ser diferente? Temos a vida toda pela frente, ainda nos esperam muitas coisas boas! Confesso que neste momento eu própria não acredito em mais nada, mas quero acreditar que o que é para nós vai acabar por vir até nós e não há-de querer ir embora. Se foi embora, era porque não era para nós. Não podemos desistir, e acredita que também eu estou sem forças para lutar. Mas é uma fase, vai passar, eu prometo! ;) Vem ter comigo e vamos as duas passear por LX! ;)

Desnorteada on 4:24 p.m. disse...

Maga Patalógika: vai passar! Vai passar... :) e esse convite é delicioso...

 

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