quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Dos últimos tempos…

Publicado por Desnorteada às 1:38 a.m.
Há quem diga «que nada na vida acontece por acaso», eu não poderia discordar mais. Somos nós que desenhamos a nossa vida, com as opções que escolhemos, os caminhos que seguimos e as decisões que tomamos. Se há em toda a minha vida palavras que me marcam são luta e persistência. Para o bem e para o mal. Não sei explicar como nem porquê, mas só desisto quando as coisas já não dependem única e exclusivamente de mim. E isto aplica-se a tudo... tanto a nível pessoal, como profissional. Por isso, quando ouço que «tudo acaba por acontecer se tiver que acontecer» fico com pele de galinha. Não entendo. Na minha opinião, [humilde opinião], tudo acaba por acontecer… se fizermos por isso. Ponto final.

Os 30 trouxeram-me uma vida nova. Aliás, posso mesmo arriscar dizer que 2010 está a ser um ano que me definirá o resto da vida. Na verdade, os 29 foram o ponto de viragem, ainda que os 30 sejam, de facto, o ano da concretização de alguns sonhos. Posso ainda não ter sido abençoada com a magia do amor e o encanto de uma relação pura e completa, daquelas em que a partilha e a cumplicidade, as palavras e o respeito, a admiração e o orgulho fazem parte do DNA do dia-a-dia; daquelas onde se ultrapassam as dificuldades e as distâncias de sorriso rasgado e de bem com a vida; mas tenho recebido tanta coisa que, por vezes, sinto-me uma ingrata por desejar desmesuradamente a única coisa que nunca tive e deixar que isso influencie, todos os dias, um pouco, o meu sentido de humor e estado de espírito.

Andei perdida, sem rumo e com dúvidas que não se justificam. Andei perdida de mim, sem confiança, sem estima por mim própria e sem vontade de viver, e hoje sou outra porque a coragem e a força que trago em mim reapareceram onde já é habitual aparecer. Podem chamar o que quiserem: escape, fuga, refúgio, ou outra coisa qualquer, mas enquanto a cabeça trabalha até «os neurónios entrarem em curto-circuito», enquanto o corpo aguentar com as dores físicas e o cansaço de quem não dorme decentemente há mais de 2 semanas, vou servir-me disto até não poder mais. Abraço, neste momento, o projecto da minha vida: a minha empresa, a minha casa, o meu futuro. Abraço a vontade de sorrir todos os dias e pular de alegria por cada conquista, por cada sucesso, por cada vitória. E devo esta fase a todos os que nunca me deixaram desistir. Desistir do que eu gosto de fazer e do que me faz sentir bem… desistir de mim. Devo esta fase da minha vida aos sonhos, [que já quis matar], e ao desejo de os ver realizados. Apesar das dores de cabeça e pelo corpo inteiro, os nervos em franja, a adrenalina dos desafios constantes, as insónias, o mau feitio já tão característico nestas alturas e todos os problemas que disto possam surgir, já não me lembrava como era bom poder sentir-me esgotada e adorar. Sim, este é um cansaço delicioso!

Se «na vida nada acontece por acaso»?! Talvez. Agora, que somos nós que temos de lutar para que assim seja, sem receio de perder, de arriscar e de viver… lá isso somos! Venha quem vier e diga o que disser…

4 comentários:

Arnoldo Pimentel on 2:05 a.m. disse...

Muito bom seu texto, gostei muito mesmo.Parabéns e tudo de bom pra você.

c*c on 9:09 p.m. disse...

A vida é cheia de coincidências e de acasos oportunos (outros nem tanto!)... Mas concordo, há que lutar pelo que se quer e tratar do nosso pomar para, um dia, colhermos os tão desejados, e não menos merecidos, frutos!

Anónimo disse...

como sempre... gosto de te ler.

Desnorteada on 11:37 p.m. disse...

Arnoldo Pimentel, muito obrigada pelo seu comentário. :)

C*C, e não é o que tenho feito sempre?! C'est lá vie, mona amie, c'est la vie... :P

Anónimo, será sempre muito bem-vindo!

 

O Meu Lado B Copyright © 2012 Design by Antonia Sundrani Vinte e poucos