Nas questões do coração nem sempre vemos que o copo está meio cheio, temos tendência para o ver sempre meio vazio. Há muito que o meu coração se queixa desta espécie de desocupação. Não sei que lhe diga... não sei mesmo. Eu sei que me vêem sempre como o «princípio do fim» de alguma coisa... E é bem capaz, porque tudo o que toco, o que conheço, o que me entrego, acaba por desaparecer. Mais cedo ou mais tarde. Não há volta a dar. Eu revelo-me sempre «o princípio do fim» de um ciclo para uma nova etapa da vida. Este papel eu represento como ninguém! Sem quaisquer dúvidas, nem resto de mágoas. Esta é a verdade! Finalmente, percebo para o que sirvo: uma rampa de lançamento para um novo [ou velho] estado de espírito; um trampolim para dias sonhados e desejados; uma viagem para algo que se julga melhor. Ao meu coração, tento dizer que é o amor que nos completa, mas é a amizade que nos faz feliz. Ainda que ele não entenda o porquê deste «quase não-direito» ao sossego emocional, hoje está num estado de serenidade profunda, aceitando, apenas, que há coisas para as quais não há explicação. Pela primeira vez, em muito tempo, eu sinto que o copo pode efectivamente estar meio cheio...
sábado, 11 de dezembro de 2010
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2 comentários:
Os amigos são a melhor coisa do mundo. :P
Os meus pelo menos são... :P Eu Posso afirmar, sem a menor dúvida, que tenho os melhores amigos do mundo... :P
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