O texto que vou publicar não sei se é meu ou se de alguém que mo deu a ler e eu apontei por achar que naquele momento da minha vida fazia todo o sentido... [hábito estúpido este que tenho desde que me conheço!]. Não me recordo mesmo se fui eu ou não a escrevê-lo. Encontrei-o perdido num caderno [mais um] de outros tempos, preparado para ser enviado. Pela data sei a quem gostava de o ter dedicado [nunca o fiz], mas sei que se alguma vez essa pessoa tiver a oportunidade de o ler, saberá que são para si estas palavras...
Shiu,
Não faças barulho!
Vá lá, não a queres acordar!
Está tão sossegada e segura -
deixa-a descansar!
Já é de noite...
O vento lá fora traz-me lembranças!
Um passado recente...
Vem trazer-te até mim.
Não, não digas nada!
As palavras perdem valor,
Esvaem-se a cada minuto,
Fixam-se no horizonte,
desaparecem com o tempo!
Deixa-te simplesmente ficar...
Aqui nada nos vai perturbar,
ninguém se vai opor entre nós.
Tudo e todos não existem,
E sozinhos nunca estamos sós!
Shiu,
Não faças barulho!
A nossa amizade é tão especial...
Voa até ao fim do mundo para nos encontrar,
E adormece sossegada e segura,
Nos braços de quem jamais deixarei de confiar.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
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2 comentários:
Que bonito! por que não enviar agora?? :P
mari, thanks! :*
teresa, porque tudo o que escrevi a essa pessoa nunca foi suficiente e não vai ser agora que quaisquer palavras minhas vão fazer a diferença... :*
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