22 de Dezembro de 2013
Tu cansas-me. Quer dizer, não tu, mas aquilo que representas[te] na minha vida. Porque estás e não estás. Estou sempre a tropeçar em coisas nossas e a procurar evitar isso mesmo, a contornar os momentos que vivemos [e, sobretudo, os que eu quis viver] como quem contorna obstáculos na estrada. Enfim… acho que devo a mim própria o afastamento. Gosto de pensar que vou conseguir ser feliz sem estar contigo e sem tu andares aqui a pairar no ar como quem vela por mim. Gosto e preciso de pensar nisso… a toda a hora, todos os dias, todos os meses e todos os anos daqui por diante.
Acredito que há momentos para tudo e, portanto, acredito que este não é o nosso momento. Se antes não foi, também não é agora que vai ser. Não são coincidências estas coisas todas. A isto prefiro, de longe, chamar de destino. Eu sei… é difícil perceber. Tu, que és compatível com tudo o que sonhei e desejei para mim, não podes ser mais o dono dos meus pensamentos. [Tens lá tu ideia de quantas noites passei em claro por tua causa?!] Digo muitas vezes que consigo sempre aquilo que quero e depende só de mim e não posso querer ter na vida uma pessoa que me estraga os planos e que me desmoraliza. Somos ambos demasiado complicados para aceitar seja o que for.
Como eu adorava estar na tua cabeça. Só isso. Conseguir entrar e ficar na tua cabeça para tentar perceber o que fui para ti e o que pensas tu de mim. De nós. Apesar de tudo, éramos tão iguais… tão amigos, tão cúmplices. Por que não deu certo? Por que é que a minha genuinidade, que elogiavas tanto, nunca te chegou. Cá dentro, no meu coração, já consegui amenizar as diferenças e a mágoa que deixaste, mas a verdade, verdadinha, é que sinto a tua falta e ainda me pergunto, muitas vezes, "e se…?". E é isto: "e se…?". É tudo isto. Apenas isto.
Como eu adorava estar na tua cabeça. Só isso. Conseguir entrar e ficar na tua cabeça para tentar perceber o que fui para ti e o que pensas tu de mim. De nós. Apesar de tudo, éramos tão iguais… tão amigos, tão cúmplices. Por que não deu certo? Por que é que a minha genuinidade, que elogiavas tanto, nunca te chegou. Cá dentro, no meu coração, já consegui amenizar as diferenças e a mágoa que deixaste, mas a verdade, verdadinha, é que sinto a tua falta e ainda me pergunto, muitas vezes, "e se…?". E é isto: "e se…?". É tudo isto. Apenas isto.
4 comentários:
Um texto que me diz tanto e um sentimento que me ajudou a fazer a mala vezes sem conta e a caminhar decidido no aeroporto para mais um avião. Se ao menos os "e se..." ficassem só em terra.
Beijos
PM, os "e se…" são sempre os nossos inimigos. Eu já aprendi a ignorá-los na maior parte do tempo, mas há sempre um espaço para eles. [In]felizmente… :*
espero que o tempo te traga as respostas que precisas para esse "e se ..." beijinhos sweetie :* :*
vai trazendo… :*
Enviar um comentário