
Às vezes só precisava que me quisesses dar a mão... que quisesses emprestar-me o teu colo e cuidar de mim. Apetecia-me que eu servisse para te poder ajudar, que eu fosse suficiente para te pôr a sorrir e que bastasse para estares de bem com a vida. Às vezes gostava que me visses... com olhos de ver... que não olhasses, apenas, mas que me visses, microscopicamente, sem segredos e com todos os meus defeitos visíveis. Eu estou aqui, mas tu não me vês ou não queres ver... sou assim como me dou a ti em cada palavra que digo, em cada sorriso que partilhamos, em cada momento em que estamos juntos. Eu sei... tu estás cheio de coisas para arrumar [e eu também] e o tempo corre... os dias avançam e eu não sei o que sinto, o que devo fazer, como devo fazer... que raio é isto? Que raio é isto que me devora todos os dias, cada vez mais, a uma velocidade galopante? Às vezes sonho com o teu abraço, com o teu carinho, com o teu toque... e percebo que és um perigo... que se um dia os nossos lábios se cruzam os nossos corpos podem entrar em combustão como consequência de um calor gerado por duas almas em processo de regeneração. Às vezes acho que devo esperar por ti... investir em ti... confiar em mim e acreditar em nós... Outras vezes não!
4 comentários:
Mantém-te desperta. Às vezes é o que basta. ;)
estou só à espreita, Teresa... :)
deliciei-me a ler!
Obrigada Diana. :) Bem-vinda ao meu cantinho.
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