segunda-feira, 24 de março de 2008

Do pensar...*

Publicado por Desnorteada às 9:35 p.m. 12 comentários
Tenho andado a pensar que este cantinho já não tem o mesmo sentido que tinha quando o iniciei. Olho para trás e vejo que não tinha problemas em escrever aqui o que quer que fosse… hoje já não é bem assim. Escrevo um post de vez em quando… de semana em semana quase... Continuo a escrever com regularidade mas, na maior parte das vezes, o que escrevo não publico. Ou porque é pessoal demais ou porque não lhe reconheço qualquer interesse ou porque simplesmente não gosto dos textos ou porque tenho medo de mostrar o que sinto pelas críticas que possam chegar. É que a “desnorteada” tem deixado de ser a personagem que criei e, para muitos dos que aqui vêm, já tem face. Chamem-me cobarde, mas isto só tem piada quando ninguém sabe das histórias à volta das palavras que descarrego no blogger.
O peso dos dias tem-se feito sentir. Sinto falta de sorrir com vontade… de sorrir mais vezes ao dia e com mais intensidade. Sinto falta de acreditar na possibilidade de ser quem sempre quis ser. Sinto falta de acreditar e lutar e ter o coração cheio de esperança. Estou triste e escrever ajuda-me a superar os meus medos e as minhas dúvidas, mas prefiro, agora, guardá-los num caderno que anda sempre comigo… tal e qual fazia antes de conhecer este mundo que é a "blogosfera"… só para mim.
Por isso, tenho pensado em encerrar O Meu Lado B(log)… acabar de vez com este canto que já foi um refúgio, um porto de abrigo e até um vício. Encerrá-lo porque sinto falta de poder escrever sobre mim sem recriminações, sem que me pese o olhar dos outros e sem medo de mostrar este meu lado… sem que diga que está tudo bem e sinta uma reprovação de quem me ouve (ou lê) porque me visitam e sabem que ando cansada e farta de não ter aquilo com que sempre sonhei… Não digo que vou apagá-lo e pronto. Não! E também nem sei se o quero fazer. Tenho pensado nisso, apenas…

segunda-feira, 17 de março de 2008

Publicado por Desnorteada às 11:05 a.m. 5 comentários
Hoje acordei cedo. Com vontade de saltar da cama para ir trabalhar. Eu sei! É segunda e ninguém quer levantar-se no início da semana... Mas eu quero, ou melhor, eu gostaria de ter essa oportunidade. Não aguento mais este sentimento de inutilidade, de mágoa e tristeza por estar sem trabalho. Eu gosto tanto de ter coisas para fazer, de ter o dia guiado por uma agenda a cumprir, de obedecer a horários, de me sentir útil...
Hoje já enviei seis currículos. Sinto-me uma autêntica "curriculeira". E o que mais me entristece é que destes seis se houver duas respostas é muito. Onde ir buscar forças para continuar a "vender o nosso produto"? Onde ir buscar forças para continuar a lutar? Às vezes, fico animada e motivada, mas há dias em que penso que o que mais vale é deitar tudo para trás das costas e fugir... sair daqui... deixar para trás o já conquistado e começar noutra cena qualquer. Nem que ao final de 15 dias sinta que metade de mim desapareceu... foi roubado por esta sociedade sem escrúpulos, onde os mais fracos conseguem vingar.
Estou cansada! Hoje estou muito cansada. Amanhã, talvez, o sentimento seja outro. E esta mágoa não me dê cabo do dia. Hoje, simplesmente, não consigo pensar doutra maneira. Eu sei que "querer é poder", mas neste caso por mais que se queira não se pode e é mais fácil seguir outro caminho do que percorrer quilómetros à procura de algo que cada vez mais é difícil de encontrar.

sexta-feira, 14 de março de 2008

The Great Escape*

Publicado por Desnorteada às 11:48 p.m. 2 comentários

Bad day, looking for a way
Oh, looking for the great escape
Gets in his car and drives away
Far from all the things that we are
Puts on a smile and breaths it in and breaths it out
He says bye-bye, bye to all of the noise
Oh he says bye-bye bye to all of the noise

Hey child, things are looking down,
That's OK you don't need to win anyways
Don't be afraid just eat up all the gray
and it will fade away
Don't let yourself fall down

Bad day, looking for the great escape...

Patrick Watson

quinta-feira, 6 de março de 2008

Porto Sentido*

Publicado por Desnorteada às 5:34 p.m. 2 comentários
(...) Ver-te assim abandonado
nesse timbre pardacento
nesse teu jeito fechado
de quem mói um sentimento...

E é sempre a primeira vez
em cada regresso a casa
rever-te nessa altivez
de milhafre ferido na asa(...)
Rui Veloso / Carlos Tê

Depois da derrota sofrida de ontem, esta música não me sai da cabeça. Hoje, só me apetece dar graças a Deus por ser portista. Aqueles homens foram notáveis... o FCP foi afastado da Liga dos Campeões, mas ficou a sensação de que deveria lá estar... O dragão caiu de pé!

domingo, 2 de março de 2008

*

Publicado por Desnorteada às 10:57 p.m. 2 comentários
Tive uma semana cansativa. Daquelas que se gasta os minutos a reflectir, a pôr as ideias em dia, a chegar a conclusões e a tomar decisões, por vezes, muito difíceis. Ando esgotada. Aliás, bem para lá dos limites do saudável. Sinto que tenho desperdiçado o tempo com coisas vãs e não tenho aproveitado o tempo para mim. Nem para os outros… nem para nada. Mas, finalmente, sinto-me capaz de abandonar a perseguição e a obsessão que têm sido as últimas fases. Pelo menos, resisto. E resistir é meio caminho andado… Não faço de propósito, mas sabe-me bem. Sinto-me melhor, mais leve. Enfim, percebi-me. Percebi tudo o que se tem passado comigo. E, sinceramente, a necessidade era mesmo esta. Parar para me compreender. Precisei de me desligar de tudo e de todos, para me conseguir desligar de mim… desta nova “desnorteada” que não reconheço. Precisei de me entender para seguir em frente e procurar a tal janela que se abre quando todas as portas se fecham.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Pequeno desabafo...*

Publicado por Desnorteada às 9:08 p.m. 9 comentários
Hoje, no final de um almoço de família, agarro numa daquelas revistas cor-de-rosa que ninguém lê, talvez a Flash ou a VIP ou a Caras... uma dessas! (nem sequer me dei ao trabalho de ver qual) e passo os olhos, muito depressa, página por página. De repente, deparo-me com a seguinte informação:

"Orgasmo emagrece
Sabia que do pré-orgasmo ao orgasmo, pode queimar 25,6 calorias? É verdade! Não há melhor remédio para emagrecer. Sexo é bom, dá prazer, não tem contra-indicações e ainda por cima ajuda a perder peso!"


Bem, pelos vistos há maneiras mais simples, mais baratas e mais agradáveis de mandar embora os quilinhos a mais... Eu acho que vou repensar seriamente a minha dieta. Afinal, depois de saber disto, o que ando eu a fazer no ginásio???????

(Como diz a Cidália: "Oh God, make me good, but not yet!")

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Dúvidas...*

Publicado por Desnorteada às 9:54 p.m. 2 comentários
Por que é que não posso fazer aquilo que gosto?
Por que é que não posso estar onde quero?
Por que é que não tenho aquilo que quero?
Por que é que não posso estar perto de quem quero?
Por que é que não posso ir para onde me sinto bem?
Por que é que tudo que me faz sentir bem está longe?
Por que é que não posso viver onde consigo sorrir?
Por que é que não é possível?
Porquê?
Porquê?

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Cupido ceguinho, coitadinho! *

Publicado por Desnorteada às 6:24 p.m. 4 comentários
Só espero que da próxima vez (se houver próxima vez!!) não falhes, oh sacanazinho!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

I See the World Through You

Publicado por Desnorteada às 11:37 p.m. 2 comentários

You don’t understand me now,
I wonder if you ever will,
I wonder if you’ll ever try.
Don’t get sad about,
All the strange thing I wrote,
They faded as the ink dried…

So I say go, go, hold your fists high,
Grow, slow, stand in for the fight,
Though I hope you never have to.
So I say run, run, sparkling light,
Have your fun and then come home at night,
I’m sure you’ll tell me something new,
Yeah I can see the world through you.

Frozen lakes and night storms,
Most you’ll cross on your own,
You’ll face the biggest landslides.
I’ll catch you on the hardest falls,
I’ll carry you inside this walls,
We’ll sing through all the highest times.

So I say go, go, hold your fists high,
Grow, slow, stand in for the fight,
Though I hope you never have to.
So I say run, run, sparkling light,
Have your fun and then come home at night,
I’m sure you’ll tell me something new,
Yeah I can see the world through you.

So I say go, go, hold your fists high,
Grow, slow, stand in for the fight,
Though I hope you never have to.
So I say run, run, sparkling light,
Have your fun and then come home at night,
I’m sure you’ll tell me something new,
Things you did and thing you do,
Yeah I can see the world through you.
David Fonseca

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

A responder a um inquérito... *

Publicado por Desnorteada às 3:03 p.m. 2 comentários
X: Profissão, Dona Desnorteada!?
Desnorteada: Jornalista
X: Ai sim, e onde trabalha?
Desnorteada: Neste momento, estou desempregada...
X: Oh, então não é jornalista, é desempregada! :@
Desnorteada: Perdão!? :S

Será que ao não exercermos a nossa actividade, perdemos as nossas competências e habilitações? Ficou-me a dúvida...

sábado, 26 de janeiro de 2008

Leitura*

Publicado por Desnorteada às 11:02 p.m. 6 comentários
Gosto de ler. Muito. Iniciei há dias o novíssimo romance de Miguel Sousa Tavares e estou a gostar, mas precisava de outro tipo de leituras. Vou parar com o Rio das Flores por uns tempos e vou devorar algumas páginas de bom humor... Afinal, e como diz uma das autoras de um dos livros que tenho para ler, rir é uma "contribuição genial para a nossa saúde mental, ou não fosse o riso o melhor remédio para os nossos problemas: confere-nos um óptimo aspecto, não é pecado e além do mais não engorda".
O número de livros que me esperam é razoável e, por isso, já não me posso queixar: pelo menos durante uns dias vou ter o que fazer.

Fica aqui a lista:

Nós, as Mulheres 5
“Espelho meu, existe mulher mais bonita do que eu?”

MAITENA

Porque nos apaixonamos pelas pessoas erradas?
ANA CARDOSO DE OLIVEIRA

Rio das Flores
MIGUEL SOUSA TAVARES

Naqueles Braços
CAMILLE LAURENS

Como dei com o meu psiquiatra em louco
ISABEL STILWELL

Meu Amor, Era de Noite
VASCO GRAÇA MOURA

Onde Estás
FÁTIMA ROLO DUARTE

Tão Veloz como o Desejo
LAURA ESQUIVEL

Canário
RODRIGO GUEDES DE CARVALHO

Ainda não sei qual a ordem de leitura, mas são com toda a certeza boas opções para passar o tempo. Se não aparecer por cá com a mesma frequência, já sabem o motivo... ;)

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

No teu poema*

Publicado por Desnorteada às 11:38 p.m. 0 comentários
No teu poema
existe um verso em branco e sem medida,
um corpo que respira, um céu aberto,
janela debruçada para a vida.

No teu poema
existe a dor calada lá no fundo,
o passo da coragem em casa escura,
e aberta, uma varanda para o mundo.

Existe a noite,
o riso e a voz refeita à luz do dia,
a festa da Senhora da Agonia
e o cansaço do corpo que adormece em cama fria.

Existe um rio,
a sina de quem nasce fraco ou forte,
o risco, a raiva e a luta de quem cai ou que resiste,
que vence ou adormece antes da morte.

No teu poema
existe o grito e o eco da metralha,
a dor que sei de cor mas não recito
e os sonhos inquietos de quem falha.

No teu poema
existe um canto chão alentejano,
a rua e o pregão de uma varina
e um barco assoprado a todo o pano.

Existe um rio
o canto em vozes juntas, vozes certas
Canção de uma só letra e um só destino
a embarcar no cais da nova nau das descobertas.

Existe um rio,
a sina de quem nasce fraco ou forte,
o risco, a raiva e a luta de quem cai ou que resiste,
que vence ou adormece antes da morte

No teu poema
existe a esperança acesa atrás do muro,
existe tudo o mais que ainda me escapa
e um verso em branco à espera do futuro.

José Luís Tinoco (para a voz de Carlos do Carmo)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Publicado por Desnorteada às 11:25 p.m. 2 comentários

(A imagem foi copiada à descarada daqui)

domingo, 20 de janeiro de 2008

Divagações III*

Publicado por Desnorteada às 2:10 a.m. 2 comentários
Já é tarde! Já devia estar a dormir... Mas, por mais que sinta a necessidade de o fazer é difícil... Dou voltas e mais voltas na cama, fico a rebolar uma, duas horas e o sono nunca chega. É isto há dias, ou melhor, há meses... Estou farta destas insónias! Já estive a ler, mas não consigo mais... os olhos pesam-me. Pesam-me mesmo muito... e ainda assim não consigo dormir... Simplesmente, não consigo! Estou a dar em doida! Para desanuviar, resolvi escrever um pouco. Pouso os meus dedos sob o teclado e reparo que as letras não se querem juntar. Chiça!, não me sai nem uma palavra... quanto mais uma frase de jeito?! Eu quero dormir... eu preciso de dormir... e os olhos não me obedecem, não querem fechar, não querem descansar. Já é tão tarde! Se ao menos conseguisse não pensar em ti, no emprego que teima em não aparecer, na falta de vontade em sair de casa, neste sentimento de culpa que me esmaga todos os dias... se ao menos não pensasse nisto sempre que não tenho mais nada para fazer... Porque não temos um botão ON/OFF para o utilizarmos sempre que precisamos?? Isso deveria ser, realmente, possível!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Da Inquietação... *

Publicado por Desnorteada às 3:03 p.m. 4 comentários
Gostaria de me sentir assim...

... mas 'tá difíiiiicil!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

O que eu chamo de um início de ano determinado!*

Publicado por Desnorteada às 10:59 p.m. 10 comentários
Hoje decidi pôr-me a mexer e fui até ao ginásio... meus amigos, nunca suei tanto na vida! Estive duas horas a pôr a ginástica em dia. Agora, o meu único desejo é que na próxima quinta-feira, quando regressar lá, consiga mover as perninhas e os bracinhos... Demorei a tomar a decisão. Nunca fui adepta de exercício físico e daí, claro, o péssimo estado de forma em que me encontro. Esta é a minha primeira resolução para 2008: ginásio-ocupar o tempo-perder peso-ginásio-ficar mais calma-perder peso-ginásio-dormir melhor-perder peso-ginásio-ficar melhor comigo-perder peso-ginásio-(...). Agora que comecei, ninguém me pára! ;)

sábado, 5 de janeiro de 2008

Nada*

Publicado por Desnorteada às 4:11 p.m. 2 comentários

Nada te espanta
nada te encanta
nada te tomba
ou te levanta
sem passar dentro de ti
nada te gera
nada te espera
não há outono nem primavera
sem que o sintas a surgir
Tu és a escala
a mão que embala
tomas bem conta de ti
Tu és a escala
a mão que embala
tens um rumo a seguir
Nada te atrasa
nada te arrasa
nem que no céu percas uma asa
vais pegar de novo em ti
nada te usa
nada te escusa
mesmo se o mundo inteiro te acusa
só tu sabes onde ir
tu és a escala
a mão que embala
tomas bem conta de ti
tu és a escala
a mão que embala
tens um rumo a seguir
e nada esmaga
nada te acaba
nada te encolhe
nada te alarga
nada te tenta
nada te inventa
nada te pesa
nada te aguenta
nada te falha
nada te empurra
nada se ri quando te esmurra
nada te chefia
nada te guia
nada te ofende
ou te desvia
nada te pára
nada te pára
nada te pára
nada...
Jorge Cruz

Vou fingir que o Jorge Cruz me conhece e escreveu esta música para mim... :P É que ela encaixa-me que nem uma luva...

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

"Como esquecer alguém em 5 minutos ou talvez mais um bocadinho...

Publicado por Desnorteada às 8:51 p.m. 8 comentários
Antes de tudo, há que reconhecer que este poderia ser um belo nome para um daqueles livros que as pessoas oferecem umas às outras apenas e só pelo título e que usualmente se encontram em qualquer bomba de gasolina, no corredor do fundo, lado esquerdo, junto aos jornais. Não interessa o autor, nem se alguma vez se leu alguma coisa, nem se os críticos do mil folhas falaram bem, o que importa mesmo, é a mensagem que o título oferece a quem o recebe. E se depois lá dentro, nas páginas que se refugiam na capa, o conteúdo não for grande coisa, isso de nada importa. Entrega-se o livrinho como se estivéssemos a entregar uma senha de papel com uma mensagem, a fazer olhinhos, para a miúda que está na carteira ao lado: “Vai onde te leva o coração!”, “Fazes-me Falta!” “Não há coincidências” e claro o inevitável “Amo-te”.

Houvesse um medicamento, que depois de tomado nos fizesse esquecer a pessoa que amamos e as farmácias ficariam inundadas de gente à sua procura. Existisse uma operação que nos removesse a parte da memória que nos faz lembrar esse alguém e ficariam enormes as listas de espera para essa cirurgia. Mas não existe. Não há. Não se vende, nem se opera.

Mas pode-se esquecer? Pode. Como assim? Ora, usando uma técnica vulgarmente usada pelos bombeiros para extinguir os incêndios. O lendário truque do “Fogo contra Fogo” que basicamente consiste em lançar outro fogo em direcção ao que vem a arder. Assim, queima-se uma área que ainda não esteja ardida, para que quando o fogo lá chegar nada mais tenha para arder. E é limpinho.

O que há a fazer é queimar o que ainda houver de bom e fazer com que as coisas que estejam associadas à pessoa que queiramos esquecer não nos pareçam assim tão agradáveis. E quando ela – leia-se o incêndio – aparecer, já só resta terra queimada.

E assim, aproveitando esta bonita analogia dos incêndios, é justo revelar que aqui o grande problema é o vento, o vento que pode reacender as chamas. E esse vento, pode ser uma chamada dela – que ninguém atenda o telefone – uma súbita vontade de lhe ligarmos nós, às 4 da manhã com uma voz notoriamente embriagada – apague-se já o número – o vento pode ser uma foto dela ainda no quarto – que se guarde isso numa gaveta escura – uma carta que imbecilmente relemos – perigo, perigo! – Aceitarmos um convite para jantar a dois sob o pretexto de irmos falar sobre o ambiente no mundo – isso será muito arriscado – ir a casa dela rever a primeira temporada dos Sopranos em vd. – que fique claro, ao aceitarem o convite, isto já nem será vento, mas possivelmente, um tornado.


E assim, voltando à perniciosa técnica do fogo contra fogo, o mais importante, é queimarmos tudo à volta sem usarmos um único fósforo. É dizermos “isto é muito bonito e tal, mas eu tenho que sair daqui antes que se faça tarde” e assim, ao não permitirmos recaídas que sabemos que só irão adiar o inevitável, extinguiremos o pouco que vai existindo até que tudo fique reduzido a cinzas, tão frias e inertes, que nenhum vento será capaz de as reanimar."

Fernando Alvim
O homem quando quer escreve umas coisas engraçadas... não diz só disparates!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

**

Publicado por Desnorteada às 5:41 p.m. 5 comentários
Não posso dizer que 2007 foi mau [tenho alguma sorte nos anos ímpares]. Foi um ano de altos e baixos. De bons e maus momentos. E tenho aprendido com o tempo que nem tudo na vida tem de ser muito bom nem muito mau. Os dias são equilibrados e quem tem de os colorir é cada um de nós. Percebi, por isso, que esta instabilidade que 2007 me deu transformou o ano num ano equilibrado:

Janeiro trouxe-me um novo projecto profissional, um carro e o medo de conduzir; Fevereiro deu-me muito trabalho; Março aproximou-nos... o longe fez-se perto e nós conseguimos encurtar a distância; Abril deu-me o Pico (a personagem fictícia do meu primeiro conto infantil - um conto escrito a seis mãos que é o primeiro de muitos, espero!) e é o mês em que festejamos mais um aniversário, trocamos beijos e cumprimos promessas... o primeiro fim começa aqui; Maio chegou com a mágoa e com muitas confusões... para além disso, comemorei mais um título do FCPorto e ultrapassei o medo da estrada; Junho foi o mês em que fiquei sem auto-rádio... a sensação que tive ao ser assaltada foi horrível... a mesma que senti quando me quiseram despedir; em Julho tive os piores dias da minha vida, mas também o melhor de ti... de nós! [Obrigada pelas "sessões de psicologia"]; com Agosto chegaram as férias... BARCELONA foi inesquecível - "Una vida es poco para mi!"; Setembro regressei ao desemprego... começou a luta que ainda mantenho... foi um mês marcado por reencontros e esperança! O "grão de areia" será sempre relembrado; Outubro levou-me até à SUÉCIA, DINAMARCA E INGLATERRA - uma viagem a três que espero repetir! -, mostrou-me o melhor e o pior de ti e obrigou-me a tomar a decisão mais difícil da minha vida... os pontos finais são sempre muito complicados de gerir!; Novembro, o primeiro mês sem ti... marcado pelo silêncio; por último, em Dezembro fui tia... com a chegada da minha sobrinha é impossível não sorrir...

E com um ano tão recheado não posso senão dizer que espero ter um 2008, pelo menos, parecido com este. Por tudo o que descrevi, o balanço é muito positivo, ainda que não acabe o ano da maneira que gostava... O próximo ano é par e admito: tenho medo. Mas, os "Mayas e afins" dizem que os nativos de Carneiro vão ter um ano excelente... assim o espero! ;)


recados para orkut

domingo, 23 de dezembro de 2007

*

Publicado por Desnorteada às 12:01 p.m. 5 comentários
glitter graphics

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Divagações II*

Publicado por Desnorteada às 11:02 p.m. 4 comentários
Fujo. De ti e de nós. Fujo para não me magoar mais. Escondo-te sempre que gostava que me desses a oportunidade que dizes já teres dado... Passo por cima da vontade que tenho em poder estar contigo, de contar-te histórias (as minhas e as dos outros) e dizer-te para não teres medo porque vai correr sempre tudo bem. Ai, como gostava de poder dizer-te o que sinto ao ouvido e pegar nas tuas mãos para que sintas como o meu coração bate depressa sempre que falas comigo. Gostava de ter-te frente a frente comigo e que me pedisses, olhos nos olhos, para lembrar os momentos que passámos juntos... para me lembrar sempre de ti e continuar a acreditar... porque um dia o meu amor por ti vai ser suficiente para ficarmos juntos! Ai, como gostava que essa “máscara que tens usado” caísse para que eu conseguisse entender-te! Para que eu tivesse forças para continuar a sonhar com os beijos de boa noite e os abraços apertados. Porque não abres o coração e me deixas entrar nele para te fazer feliz? Volta atrás... diz-me que recupere a coragem para acreditar em nós e continuar a lutar por ti... Volta atrás!! Diz que, afinal, te enganaste e que é a mim que queres... dá-me a dose de coragem que preciso para para não ficar aninhada, encolhida, em mim. Volta atrás...

sábado, 8 de dezembro de 2007

Ariana*

Publicado por Desnorteada às 6:20 p.m. 10 comentários


Nasceu ontem às 21h15. Pesa 2,92Kg e mede 48 cm. É a menina mais bonita que já alguma vez vi... Sou a tia mais babada do mundo!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

carta ao Pai Natal*

Publicado por Desnorteada às 10:46 p.m. 2 comentários
Querido Pai Natal,

bem sei que já não sou pequenina, mas mesmo assim vou arriscar. Não quero muita coisa e como acho que me portei bem este ano, acho que mereço, pelo menos, a tua atenção. De qualquer forma, apresento-te as minhas sinceras desculpas se achares que isto é um abuso. Então, para 2008:

- Gostava de poder continuar a aprender a ser jornalista, mas se não for possível que venha alguma coisa na área. Importa é que me ponhas no sapatinho o emprego...

- Gostava de ter a oportunidade com aquela pessoa que tu sabes... aquele teimoso que se fecha a sete chaves e não deixa entrar ninguém, sabes Pai Natal?!? Gostava de ter a oportunidade que ele diz já ter dado, mas se não for possível ao menos que não nos esqueçamos um do outro. Importa é que a amizade perdure...

- Gostava de ter por perto todos os meus amigos... que eles estivessem sempre comigo. Mas se não for possível, que consigamos estar pelo menos as mesmas vezes que estivemos este ano. Importa é que se matem as saudades...

- Gostava que a minha família continuasse bem, e se não for possível que tenhamos todos força para ultrapassar os problemas com um sorriso nos lábios. Importa é que continuemos unidos...

Por último,

- Gostava de ter a mesma coragem para aguentar o 2008 como tive que suportar partes do 2007, mas se não for possível que seja porque em 2008 não vou ter de enfrentar doses de desânimo. Importa é que me deixes continuar a ser eu...

Para quem nunca pediu muito, achas que estou a pedir demais?! (envergonhada)

Aahhh! E já agora, gostava de poder viajar tanto como em 2007, mas se não for possível que consiga pelo menos conhecer um sítio novo, fora ou dentro do país. Importa é que viva outras culturas, outras pessoas, outros "mundos"...

Beijinhos, Pai Natal
Um Bom Ano e uma boa distribuição ;)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

amor combate*

Publicado por Desnorteada às 11:13 p.m. 2 comentários

eu quero estar lá quando tu tiveres de olhar para trás...
sempre quero ouvir aquilo que guardaste para dizer no fim...
eu não te posso dar aquilo que nunca tive de ti, mas não te vou negar a visita às ruínas que deixaste em mim.
se o nosso amor é um combate então que ganhe a melhor parte.
o nosso amor é um combate...
o nosso amor é um combate...
o nosso amor é um combate...

o chão que pisas sou eu...
(...)
o nosso amor morreu quem o matou fui eu.
o chão que pisas sou eu...
(...)
se o nosso amor é um combate...
o nosso amor é um combate...
(...)

Linda Martini

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Publicado por Desnorteada às 11:03 p.m. 2 comentários
Hoje custou-me levantar. Tive preguiça. Aliás, acordei e perguntei a mim mesma: o que raio vou fazer fora da cama?! E fiz esta pergunta inúmeras vezes, repetidamente. Ao abrir os olhos reparei que, ali, no meio dos lençóis, não havia nada nem ninguém que me fizesse chorar. Apeteceu-me mesmo ficar escondida o resto do dia. Enroscar-me em mim e nada mais... Mas, a vida não pode ser vivida assim: a fugir. O efeito avestruz não nos leva a lado nenhum. Rolei pela cama uma, duas, três vezes no máximo, e saltei para mais um dia... Sentei-me por breves minutos para tentar estruturar uma agenda vazia – síndroma de quem teve sempre muito para cumprir. Arrastei-me até à cozinha e tomei um café. Desta vez, um café de verdade, com a calma com que se deve beber um café. Com uma calma que me fez ter tempo para olhar para mim, que me fez lembrar, ponderar, olhar em redor e viajar um bom bocado... viajar no tempo e viajar por dentro. E descobri que tenho imensas razões para querer sair da cama, porque esta viagem me levou a lugares só meus... daqueles que foi bom ter conhecido e que são bons recordar. E pelo menos nestes instantes senti que nem tudo está perdido e que a coragem ainda consegue invadir o meu corpo...

sábado, 24 de novembro de 2007

Publicado por Desnorteada às 5:51 p.m. 3 comentários
Estranho
do Lat. extraneu

adj.,
desconhecido;
que não é usual;
curioso, singular;
extraordinário;
anormal;
descomunal;
admirável;
censurável;
repreensível;
impróprio;
livre;
isento;
arredio;
esquivo;

s. m.,
estrangeiro;
que é de fora.
(in Priberam)

Estranho é uma palavra estranha por si só...

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Publicado por Desnorteada às 9:45 p.m. 2 comentários
"O tempo que passa não passa depressa.


O que passa depressa é o tempo que passou."
Vergílio Ferreira

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

BEM-VINDO, INVERNO!

Publicado por Desnorteada às 10:19 p.m. 5 comentários
Finalmente, apareceu. Eu, ao contrário de muita gente, fico feliz. Eu gosto do Inverno. Do frio. De estar em casa enroscada numa mantinha e ouvir a chuva e o vento zangados do lado de fora. Gosto de aquecer as mãos na caneca quente do meu chá de camomila. Gosto de vestir roupa quente. Gosto dos cachecóis e dos gorros. [Dá-me a sensação que estou a ser abraçada!]. Gosto de caminhar por entre as folhas às cores no chão, deixadas pelo Outono. Gosto de correr e sentir o frio entrar na minha pele. Gosto de lembrar-me como aquecem duas mãos quando se unem. Gosto de lembrar os abraços. Gosto de lembrar como juntos dois corpos encontram algum conforto. Eu gosto do Inverno. Por tudo isto e porque sempre me deu coisas boas, sempre me fez sorrir... Por incrível que pareça é nesta época do ano, e ainda que os dias sejam mais cinzentos, que a minha vida ganha alguma cor. E posso dizer que, apesar de tudo, este ano o Inverno vai fazer-me sorrir novamente... dentro de alguns dias (ou horas apenas!) nasce a minha sobrinha. Motivo mais que suficiente para amar o Inverno. Por isso, fico feliz quando me apercebo que o frio já chegou... e que veio para ficar. Porque são estes dias que me fazem voltar a acreditar que o preto e branco da minha vida pode ir-se embora... um dia. Eu gosto do Inverno. Ponto final.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Big Girls Don't Cry - Fergie

Publicado por Desnorteada às 11:31 p.m. 2 comentários

The smell of your skin lingers on me now
You're probably on your flight back to your home town
I need some shelter of my own protection baby
To be with myself and Center, Clarity
Peace, Serenity

I hope you know, I hope you know
That this has nothing to do with you
It's personal, myself and I
We've got some straightening out to do
And I'm gonna miss you like a child misses their blanket
But I've got to get a move on with my life
It's time to be a big girl now
And big girls don't cry
Don't cry
Don't cry
Don't cry

The path that I'm walking
I must go alone
I must take the baby steps 'til I'm full grown, full grown
Fairytales don't always have a happy ending, do they?
And I foresee the dark ahead if I stay

I hope you know, I hope you know
That this has nothing to do with you
It's personal, myself and I
We've got some straightening out to do

And I'm gonna miss you like a child misses their blanket
But I've got to get a move on with my life
It's time to be a big girl now
And big girls don't cry

Like the little school mate in the school yard
We'll play jacks and UNO cards
I'll be your best friend and you'll be mine Valentine
Yes you can hold my hand if you want to
'Cause I want to hold yours too
We'll be playmates and lovers and share our secret worlds
But it's time for me to go home
It's getting late, dark outside
I need to be with myself and Center, Clarity
Peace, Serenity

I hope you know, I hope you know
That this has nothing to do with you
It's personal, myself and I
We've got some straightening out to do
And I'm gonna miss you like a child misses their blanket
But I've got to get a move on with my life
It's time to be a big girl now
And big girls don't cry
Don't cry
Don't cry
Don't cry

(Não gosto da Fergie... não gosto da música dela... mas este tema mexe comigo. Talvez seja pelo momento que atravesso... talvez seja pelo simples facto de a ouvir 50 mil vezes ao dia e pensar sempre na letra... é daquelas que nos fazem andar a cantar a toda a hora...)

domingo, 11 de novembro de 2007

Divagações...

Publicado por Desnorteada às 10:34 p.m. 7 comentários
Sorri por dentro no dia em que me apercebi apaixonada por ti, sabes? No dia em que tive certeza absoluta que gostava de ti. Eu, tu, duas cervejas e um papel verde com o teu nome. Lembras-te? Eu sei que és bom com datas, por isso, tenho a certeza que sim. Esse dia foi muito importante para mim. A rua estava cheia de gente. Estava um frio de rachar. Eu tremia. Não de frio, mas por não saber o que dizer a seguir. Deixaste-me sempre completamente à deriva. Tu e mais as tuas piadas, que sempre soubeste dizer... Ali, naquele momento, percebi que já eras fundamental. Que não eras só mais um amigo. Senti-me vulnerável, frágil e insegura. Acredita, não queria que acontecesse. Eu sabia que ia magoar-me. Pensei durante algum tempo que estava a confundir as coisas, mas nessa noite percebi que não. Talvez, tivesse sido mais fácil se não fossemos já amigos. Podia ter-te mostrado o que sentia, naquele dia, sem proteger o que quer que fosse. Talvez tivesse sido mais acertado... Mas não. Guardei para mim, já não te queria perder... já não o podia fazer. E só descansei quando to disse. Quando te ganhei, ainda que por breves momentos...
Hoje, olho para trás e nem sei bem como é que to disse e como consegui fazê-lo. E lembro que esta luta continua. Diferente, mas continua... Acho que fizemos e fazemos tudo errado. Começamos tarde. Começamos quando tudo acabou. E, agora, começa a ser difícil gerir o que sentimos. O que sentimos no passado e o que sentimos, agora, no presente. “Só” isso. Esta ausência imposta, quase que obrigatória, é tão estranha... gostamos tanto um do outro e acabamos por nos magoar tanto.
Tenho andado a pensar em como te tornaste importante na minha vida... e se não falar contigo é mesmo a solução... Pensei em agir assim para custar menos, mas não custa nem mais nem menos... Custa, simplesmente!
 

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