Em dias como o de ontem, em que as conquistas me preenchem, em que a amizade é o meu bem mais precioso, em que as gargalhadas me dão cor às horas que passam sem que quase não se note, o vazio que sinto em mim é muito maior. Porque a felicidade só é inteira quando a partilho com aqueles que mais amo, ontem, que senti pela primeira vez que estou a tomar a melhor decisão da minha vida, que estou realmente perto de fazer o que sempre quis, que começo uma caminhada que quero longa e fácil, percebi que há pessoas com quem gostaria de estar a comemorar mais um [talvez o mais importante] passo decisivo; percebi que há pessoas que me marcaram muito mais do que imaginava... Enfim, podemos lutar sempre contra tudo, menos contra aquilo que sentimos... e há sentimentos que, de uma maneira ou de outra, habitam, para sempre, o nosso o peito.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Por mais voltas que a vida dê, os dias provam-me que, definitivamente, nós não somos todos iguais. Ainda que se encontrem algumas semelhanças, as pessoas não actuam nem interpretam (n)as situações da mesma forma. No nosso dia-a-dia, é bom lembrarmo-nos de que as perspectivas são sempre diferentes e, de facto, «quem conta um conto aumenta um ponto». Só assim podemos resolver os nossos problemas de bem connosco. Muitas vezes, dou comigo a pensar no que já vivi e com quem já convivi, e em boa verdade, raros são os momentos em que não olho para trás com alguma saudade. Eu nunca me arrependo do que faço, fico apenas com a sensação que alguns episódios poderiam ter tido outro guião! A vida já me trocou as voltas tantas vezes!!!!
Consigo olhar para dentro e perceber que nem sempre (re)agi adequada e correctamente, mas consigo entender na perfeição que nada aconteceu, [acontece], só por minha culpa. Os intervenientes na minha história também têm a sua quota-parte, apenas não a assumem, por cobardia ou medo, não importa! Roubando descaradamente a frase ao meu amigo do Fechado para Obras, acrescento: «às vezes e depois de certas coisas, ponho-me a pensar como foi possível dar-me a conhecer a certas pessoas». Talvez acredite demasiado na bondade, na genuidade e nos sentimentos dos que fazem parte da minha vida, sem nunca esperar que as palavras voem com o vento e as atitudes mudem como mudamos de roupa todos os dias. Sei que sou uma mulher complicada, de personalidade demasiado vincada e, muitas vezes, de ideias fixas. Sei que sou uma mulher com muito para dar e para viver. Sei que não há muitas pessoas que me entendam verdadeiramente e sei que há muitas pessoas que me lêem muito mal. Este post, dedico-o aos que não me conhecem bem; aos que não gostam de mim; aos que não me respeitam; aos que nunca terão a sorte de conhecer a mulher especial que sou. Porquê?? Porque, caros amigos, isto não é defeito, é feitio!
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Odeio funerais. Pronto, já disse! Por mais que saibamos que eles fazem parte da nossa vida, é muito duro. Sempre! Hoje é daqueles dias que dava tudo para voltar a ser criança. :(
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Dos últimos tempos…
Há quem diga «que nada na vida acontece por acaso», eu não poderia discordar mais. Somos nós que desenhamos a nossa vida, com as opções que escolhemos, os caminhos que seguimos e as decisões que tomamos. Se há em toda a minha vida palavras que me marcam são luta e persistência. Para o bem e para o mal. Não sei explicar como nem porquê, mas só desisto quando as coisas já não dependem única e exclusivamente de mim. E isto aplica-se a tudo... tanto a nível pessoal, como profissional. Por isso, quando ouço que «tudo acaba por acontecer se tiver que acontecer» fico com pele de galinha. Não entendo. Na minha opinião, [humilde opinião], tudo acaba por acontecer… se fizermos por isso. Ponto final.
Os 30 trouxeram-me uma vida nova. Aliás, posso mesmo arriscar dizer que 2010 está a ser um ano que me definirá o resto da vida. Na verdade, os 29 foram o ponto de viragem, ainda que os 30 sejam, de facto, o ano da concretização de alguns sonhos. Posso ainda não ter sido abençoada com a magia do amor e o encanto de uma relação pura e completa, daquelas em que a partilha e a cumplicidade, as palavras e o respeito, a admiração e o orgulho fazem parte do DNA do dia-a-dia; daquelas onde se ultrapassam as dificuldades e as distâncias de sorriso rasgado e de bem com a vida; mas tenho recebido tanta coisa que, por vezes, sinto-me uma ingrata por desejar desmesuradamente a única coisa que nunca tive e deixar que isso influencie, todos os dias, um pouco, o meu sentido de humor e estado de espírito.
Andei perdida, sem rumo e com dúvidas que não se justificam. Andei perdida de mim, sem confiança, sem estima por mim própria e sem vontade de viver, e hoje sou outra porque a coragem e a força que trago em mim reapareceram onde já é habitual aparecer. Podem chamar o que quiserem: escape, fuga, refúgio, ou outra coisa qualquer, mas enquanto a cabeça trabalha até «os neurónios entrarem em curto-circuito», enquanto o corpo aguentar com as dores físicas e o cansaço de quem não dorme decentemente há mais de 2 semanas, vou servir-me disto até não poder mais. Abraço, neste momento, o projecto da minha vida: a minha empresa, a minha casa, o meu futuro. Abraço a vontade de sorrir todos os dias e pular de alegria por cada conquista, por cada sucesso, por cada vitória. E devo esta fase a todos os que nunca me deixaram desistir. Desistir do que eu gosto de fazer e do que me faz sentir bem… desistir de mim. Devo esta fase da minha vida aos sonhos, [que já quis matar], e ao desejo de os ver realizados. Apesar das dores de cabeça e pelo corpo inteiro, os nervos em franja, a adrenalina dos desafios constantes, as insónias, o mau feitio já tão característico nestas alturas e todos os problemas que disto possam surgir, já não me lembrava como era bom poder sentir-me esgotada e adorar. Sim, este é um cansaço delicioso!
Se «na vida nada acontece por acaso»?! Talvez. Agora, que somos nós que temos de lutar para que assim seja, sem receio de perder, de arriscar e de viver… lá isso somos! Venha quem vier e diga o que disser…
Os 30 trouxeram-me uma vida nova. Aliás, posso mesmo arriscar dizer que 2010 está a ser um ano que me definirá o resto da vida. Na verdade, os 29 foram o ponto de viragem, ainda que os 30 sejam, de facto, o ano da concretização de alguns sonhos. Posso ainda não ter sido abençoada com a magia do amor e o encanto de uma relação pura e completa, daquelas em que a partilha e a cumplicidade, as palavras e o respeito, a admiração e o orgulho fazem parte do DNA do dia-a-dia; daquelas onde se ultrapassam as dificuldades e as distâncias de sorriso rasgado e de bem com a vida; mas tenho recebido tanta coisa que, por vezes, sinto-me uma ingrata por desejar desmesuradamente a única coisa que nunca tive e deixar que isso influencie, todos os dias, um pouco, o meu sentido de humor e estado de espírito.
Andei perdida, sem rumo e com dúvidas que não se justificam. Andei perdida de mim, sem confiança, sem estima por mim própria e sem vontade de viver, e hoje sou outra porque a coragem e a força que trago em mim reapareceram onde já é habitual aparecer. Podem chamar o que quiserem: escape, fuga, refúgio, ou outra coisa qualquer, mas enquanto a cabeça trabalha até «os neurónios entrarem em curto-circuito», enquanto o corpo aguentar com as dores físicas e o cansaço de quem não dorme decentemente há mais de 2 semanas, vou servir-me disto até não poder mais. Abraço, neste momento, o projecto da minha vida: a minha empresa, a minha casa, o meu futuro. Abraço a vontade de sorrir todos os dias e pular de alegria por cada conquista, por cada sucesso, por cada vitória. E devo esta fase a todos os que nunca me deixaram desistir. Desistir do que eu gosto de fazer e do que me faz sentir bem… desistir de mim. Devo esta fase da minha vida aos sonhos, [que já quis matar], e ao desejo de os ver realizados. Apesar das dores de cabeça e pelo corpo inteiro, os nervos em franja, a adrenalina dos desafios constantes, as insónias, o mau feitio já tão característico nestas alturas e todos os problemas que disto possam surgir, já não me lembrava como era bom poder sentir-me esgotada e adorar. Sim, este é um cansaço delicioso!
Se «na vida nada acontece por acaso»?! Talvez. Agora, que somos nós que temos de lutar para que assim seja, sem receio de perder, de arriscar e de viver… lá isso somos! Venha quem vier e diga o que disser…
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Quase...
Nunca existiu um depois. Acho que é mesmo assim. A vida passa e não há como evitar a transição. Principalmente, quando nos passa tudo ao lado, sem margem para enganos e grandes discussões. Disse quase tudo. Quase. O mais importante ficou para depois, naquele tempo que não existiu, não existe e, dificilmente, existirá. As palavras, enlaçadas numa espécie de novelo de emoções, voaram com o tempo e não são de confiança. Invenções talvez, daquelas em que é fácil nos perdermos na pontuação e no lirismo da imaginação, com a mesma intensidade de uma experiência irrepetível. Eu disse realmente quase tudo o que havia para dizer. Mas… malditas palavras que me deixaram sem fala, me bloquearam a razão e me tornaram subjugada ao prazer da ilusão. Se era possível?! Respondi, várias vezes, que sim. Sem medo, abracei o vazio da incerteza e mergulhei no silêncio dos «monólogos» a duas vozes. Porquê?! Simples: sempre achei que os sentimentos não são um negócio e não têm obrigatoriamente de ter recompensa. Sei bem que é só a fantasia a falar mais alto… as palavras [malditas!] a dar o ar de sua graça. Hoje, a perspectiva já é ligeiramente diferente. Hoje, num dia como tantos outros, consigo repetir, entre um sossego profundo e os ruídos do passado, que na solidão sou quase feliz. Quase. O estar sozinha nesta maré de indefinições rouba-me a insensatez e mostra-me o outro lado da história. E, de costas voltadas, despida de nós, nesta «quase» saudade, minha e tua, existe apenas a ausência enorme das palavras, que um dia me conquistaram, me revelaram quase tudo… menos o que mais queria e esperava ouvir.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Do meu sistema nervoso…
Ando há um ano a tentar decifrar por que é que o meu corpo reage de uma forma estranha às coisas menos boas. Os médicos dizem que é do meu sistema nervoso. Ora pensando bem, foi por causa dele que quando andava na quarta classe o meu estômago deu os primeiros sinais de que não gostava de stress; que fui parar às urgências com uma paragem de digestão por causa do stress; que me surgiram umas bolhas manhosas nas mãos e nos pés por culpa do stress; e, que combato uma infecção nos pés vinda de uma «descarga emocional» sem motivo aparente, que me pode destruir as férias e todo o bem-estar deste tempo alegre que é o Verão. Nunca sei bem como reagir. Não consigo travar o ritmo do meu cérebro e abrandar os pensamentos. Sinto-me impotente quando observo as mudanças que o tempo me tem oferecido, e não sei fazer com que o meu sistema nervoso colabore.
Ando há um ano a tentar dizer a mim própria que os erros nos fazem crescer e são todos bens necessários. A verdade? Ando há um ano a mentir a mim própria. Os erros apenas servem para nos indicar outros caminhos e outras paragens… [Lamento tanto que não tenha sido capaz de ver as coisas como elas são. E tudo era tão simples!] Ando há um ano a despedir-me de memórias, de pessoas, e pesam-me os dias pelas portas que se fecham sem o mínimo de pudor. Preciso de descansar, de me sentir livre, de aconchegar as ideias e acreditar que os sonhos ainda se podem concretizar. Preciso de voltar a ser eu, sem rasto de mágoas e marcas que cheiram a ferida aberta. Preciso de parar, de recarregar baterias, de acalmar… Preciso de descobrir coisas novas e vivê-las sem medos. Preciso de vida, de vidas. Preciso da minha história e das histórias dos outros… dos que cá estão, dos que ainda me vivem e dos que ainda estão para vir. Preciso de pôr rédeas aos meus dias, só que ainda não sei bem como fazê-lo…
Ando há um ano a tentar dizer a mim própria que os erros nos fazem crescer e são todos bens necessários. A verdade? Ando há um ano a mentir a mim própria. Os erros apenas servem para nos indicar outros caminhos e outras paragens… [Lamento tanto que não tenha sido capaz de ver as coisas como elas são. E tudo era tão simples!] Ando há um ano a despedir-me de memórias, de pessoas, e pesam-me os dias pelas portas que se fecham sem o mínimo de pudor. Preciso de descansar, de me sentir livre, de aconchegar as ideias e acreditar que os sonhos ainda se podem concretizar. Preciso de voltar a ser eu, sem rasto de mágoas e marcas que cheiram a ferida aberta. Preciso de parar, de recarregar baterias, de acalmar… Preciso de descobrir coisas novas e vivê-las sem medos. Preciso de vida, de vidas. Preciso da minha história e das histórias dos outros… dos que cá estão, dos que ainda me vivem e dos que ainda estão para vir. Preciso de pôr rédeas aos meus dias, só que ainda não sei bem como fazê-lo…
terça-feira, 22 de junho de 2010
Às vezes o silêncio diz tanto. Em dias onde não existem palavras, nem gestos, nem sentimentos, nem nada... o silêncio revela tanto. Há dias que, afinal, o silêncio é tudo.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Da amizade...
As pessoas que mais admiro são aquelas que melhor divergem da minha pessoa. Claro está, só se diverge de outrem dentro do que nos é comum. Porque há quem nada tenha de comum connosco, nem sequer a própria existência e a mesma humanidade. E não esqueçamos que o espaço e o tempo são aparências por nós fabricadas para dar passo ao espírito e não lenha para nos queimarmos. Ao mesmo tempo e no mesmo espaço podem juntar-se as pessoas mais alheias entre si e como não acontece na História em tempos e espaços diferentes. A universalidade humana é tão vária que pode um satisfazer inteiramente a sua e sem que lhe passe sequer pela cabeça a de outro que satisfaça também completamente a dele.
O tempo de cada qual é o justo para si. Não é dado a ninguém a ocasião da polícia do tempo de outrem. De modo que à porta da nossa intimidade havemos de pôr a admiração por aquele que vai entrar, tanto em quanto diverge como em quanto coincide connosco. Por outras palavras: não vale mais o nosso mistério do que o de outro qualquer. Só o mistério chega inteiro ao fim.
Almada Negreiros in «Textos de Intervenção»
O tempo de cada qual é o justo para si. Não é dado a ninguém a ocasião da polícia do tempo de outrem. De modo que à porta da nossa intimidade havemos de pôr a admiração por aquele que vai entrar, tanto em quanto diverge como em quanto coincide connosco. Por outras palavras: não vale mais o nosso mistério do que o de outro qualquer. Só o mistério chega inteiro ao fim.
Almada Negreiros in «Textos de Intervenção»
domingo, 6 de junho de 2010
terça-feira, 1 de junho de 2010
Porque hoje é dia Mundial da Criança...
... deixo-vos uma frase de Josh Billing:
Guie uma criança pelo caminho que ela deve seguir e guie-se por ela de vez em quando.
Guie uma criança pelo caminho que ela deve seguir e guie-se por ela de vez em quando.
sábado, 22 de maio de 2010
Das mentiras...
Cair dói. Morder a língua dói. Um estalo, um pontapé ou um raspanete duro dói. Quando o nosso corpo não funciona dói. A dor física mói, mas o que mais dói é a mentira. Eu não entendo o que faz com que uma pessoa minta ou omita (que para mim é a mesma coisa) factos e histórias que podiam ser claras para finais mais felizes. O que faz com que se escondam vidas e rotinas? O que faz com se faça de conta que está tudo bem, quando na realidade nada está bem? O que faz com que se mantenha uma relação, quando tudo está diferente e já nada faz sentido? Não entendo, mesmo. O egoísmo do ser humano ganha proporções inacreditáveis quando a sinceridade e a honestidade ficam para trás. A desilusão que, muitas vezes, carregamos e o travo amargo da mágoa que teima em ficar não perdoam os actos inconsequentes de quem não nos respeita ou respeitou. Deveríamos olhar mais para aquilo que não gostávamos que nos fizessem e que não gostávamos de sofrer na própria pele; talvez assim evitássemos ferir tanta gente. Até aqueles que nos são queridos... pelo menos em determinada fase da nossa vida. Eu não tolero a mentira e, dela, só resta uma única certeza: a de que ela não vale a pena, porque mais cedo ou mais tarde, a verdade aparece.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Da Vida...
Imaginem um caminho. Longo e totalmente desconhecido. Imaginem um lugar. Confortável mas longínquo. Imaginem uma viagem. Repleta de surpresas e bons e maus momentos. Imaginem um rumo, que todos os dias se torna mais apetecível e adorado, apesar de difícil. Imaginem um caminho. Longo e totalmente desconhecido. Ora plano, ora com altos e baixos. Ora em linha recta, ora com muitas curvas. Imaginem um caminho cheio de árvores e flores, como se fossem sonhos; com um rio de fundo, como se fossem memórias; e pedras como fantasmas. Imaginem um percurso cheio de coisas boas, onde a cumplicidade e as descobertas se tornam num só elemento. Imaginem um caminho. Longo e totalmente desconhecido. Onde os obstáculos se ultrapassam com o tempo e um querer vindo da alma. Agora, imaginem uma ponte, bem no meio do caminho, daquelas que não inspiram confiança, nem segurança absolutamente nenhuma. Daquelas em madeira e corda, sobre um precipício, e onde se rasgam pedaços e se perdem espaços. Imaginam o medo? A indecisão? A hesitação? As dúvidas? O risco? Só os mais corajosos e destemidos não olham para trás e tentam o destino. Só os mais corajosos e destemidos vêem na ponte um desafio que vale a pena vencer. Imaginem o caminho. Longo e totalmente desconhecido. Um caminho por conhecer que fica, quase sempre, inacabado. Um caminho onde poucos ousam chegar e nunca ninguém explora por ser mais fácil desistir. Imaginem o que fica por descobrir, o que se ignora e não se valoriza, o que se perde. Imaginem… se puderem, apenas. Esse caminho sou eu.
domingo, 9 de maio de 2010
O Lado B
Estou a pensar seriamente pedir direitos de autor ao Bruno Nogueira. Lado B há apenas um... este e mais nenhum... Tenho dito!
domingo, 2 de maio de 2010
A Minha Voz Depois de Ti
Eu queria arrumar-te a casa, limpar-te os cinzeiros, fazer-te a comida e sentar-me à tua frente enquanto tu comes, só a olhar-te a comer. Eu queria acordar a teu lado antes de tu acordares e olhar-te dormir, olhar a tua cara toda, o teu corpo e só então vestir-me. Eu queria fazer tudo aquilo que te cansa que te não dá prazer e deixar-te tempo para o resto, o que importa. Eu queria levar-te a passear no meu carro de manhã num dia de semana de sol antes da primavera. Eu queria mostrar-te os meus discos e dançar, dançar só para ti, mesmo que tu já nem estivesses a olhar. Queria esperar-te aos domingos depois da missa, queria estar em silêncio a teu lado, no silêncio de um olhar que se prolonga infinitamente no silêncio de um gesto que traz consigo a mais terna carícia num silêncio de um eco que ficou da última palavra proferida, que nunca dissemos... Eu queria lavar a tua roupa com sabão azul no tanque do quintal e estendê-la na corda ao vento. Queria esperar-te de tarde sentada à mesa da cozinha, sabendo que tu não vens nem virás nesse dia e no outro, talvez no outro... Queria limpar o pó dos teus livros e encontrar por acaso num deles uma frase sublinhada, uma frase que seria tudo o que eu queria ouvir de ti naquele momento e ficar feliz, ser feliz por momentos... queria ir à praça comprar o peixe mais fresco e regatear com as peixeiras, gritando mais alto do que elas se fosse preciso. Queria de noite a dormir sentir um beijo teu quando chegas já de madrugada e sonhar contigo nessa noite. Eu queria não ter de escrever mais por já não ser preciso.
Texto: Ana Maria Campos
Revista 365 n.° 7, de Dezembro /Janeiro de 2003
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Do tempo...
Vem! Devagar... como se os dias fossem sossegados e eu o caminho que queres descobrir. Sê testemunha da minha vida, dos meus medos, das minhas alegrias… das minhas lágrimas, dos meus sorrisos… como se eu fosse o lugar onde queres ficar. Chega perto. Sem receios. Para que possa ouvir-te respirar, sentir-te o coração a bater e nunca te perder o toque, o cheiro e o paladar. Deseja-me… como se eu fosse um antídoto para a dor e a solução para tudo. Descansa em mim e agarra os meus sonhos… como se eles fossem o teu bem mais precioso. Vem! Faz-me sentir uma peça rara, uma pintura famosa, uma escultura ou uma simples gota de orvalho sobre uma flor ou uma brisa vinda do mar. Recebe-me de braços abertos e protege-me, dando-me a possibilidade de me refugiar em ti, para que, mesmo perdidos, os sentimentos se (re)encontrem. Solta a tua voz, as tuas mãos, a tua força e faz-me crer que sou única e que, ao ser diferente, sou especial. Mas ouve: não prometas nada que não possas cumprir... nem ofereças o que não tens para dar. Deixa o tempo falar e o destino acontecer. Deixa as memórias de lado e toca-me ou deixa-me tocar-te… como se soubesses que só se sente sozinho quem sabe o que é estar acompanhado… completo. Apenas possível entre pessoas como nós… sem palavras ou significados que não importam. Num lugar onde só estamos os dois, de mãos dadas, num sentimento que me faz bem e mal ao mesmo tempo.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
segunda-feira, 12 de abril de 2010
quarta-feira, 7 de abril de 2010
terça-feira, 6 de abril de 2010
sexta-feira, 2 de abril de 2010
POEMA das COISAS
Amo o espaço e o lugar, e as coisas que não falam.
O estar ali, o ser de certo modo,
O saber-se como é, onde é que está e como,
O aguardar sem pressa, e atender-nos
Da forma necessária.
Serenas em si mesmas, sempre iguais a si próprias,
Esperam as coisas que o desespero as busque.
Abre-se a porta e o próprio ar nos fala.
As cortinas de rede, exactamente aquelas,
A cadeira onde a memória está sentada,
A mesa, o copo, a chávena, o relógio,
O móvel onde alguém permanece encostado
Sem volume e sem tempo,
Nós próprios, quando os olhos indignados
Nas pálpebras se encobrem.
Põe-se a pedra na mão e a pedra pesa,
Pesa connosco, forma um corpo inteiro
Fecha-se a mão e a mão toma-lhe a forma,
Conhece a pedra, estende-lhe o feitio
Sente-a macia ou áspera, e sabe em que lugares.
Abre-se a mão e a mesma pedra avulta.
Se fosse o amor dos homens
Quando se abrisse a mão já lá não estava.
ANTÓNIO GEDEÃO
O estar ali, o ser de certo modo,
O saber-se como é, onde é que está e como,
O aguardar sem pressa, e atender-nos
Da forma necessária.
Serenas em si mesmas, sempre iguais a si próprias,
Esperam as coisas que o desespero as busque.
Abre-se a porta e o próprio ar nos fala.
As cortinas de rede, exactamente aquelas,
A cadeira onde a memória está sentada,
A mesa, o copo, a chávena, o relógio,
O móvel onde alguém permanece encostado
Sem volume e sem tempo,
Nós próprios, quando os olhos indignados
Nas pálpebras se encobrem.
Põe-se a pedra na mão e a pedra pesa,
Pesa connosco, forma um corpo inteiro
Fecha-se a mão e a mão toma-lhe a forma,
Conhece a pedra, estende-lhe o feitio
Sente-a macia ou áspera, e sabe em que lugares.
Abre-se a mão e a mesma pedra avulta.
Se fosse o amor dos homens
Quando se abrisse a mão já lá não estava.
ANTÓNIO GEDEÃO
sexta-feira, 26 de março de 2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
Constatação dos últimos dias II
Depois dos últimos jogos do meu FêCêPê, cheguei a uma conclusão: jamais conseguirei andar / namorar / casar com um benfiquista. Não dá! Mesmo... Tenho para mim que seria algo muito complicado de gerir e eu prezo muito a minha saúde mental!
P.S.: Antes que alguém pergunte: os Sportinguistas ou adeptos de outro qualquer clube são toleráveis! :D
P.S.: Antes que alguém pergunte: os Sportinguistas ou adeptos de outro qualquer clube são toleráveis! :D
quinta-feira, 18 de março de 2010
Constatação dos últimos dias...
Teria gostado muito de envelhecer contigo a meu lado, mas... de facto, «os sonhos não são suficientes para comandar a vida».
domingo, 7 de março de 2010
De maneiras que é isto...
Mesmo depois da recessão sentimental técnica terminar, mesmo depois de se entrar no que os mais crentes chamam de «fase» entre dois ciclos («fossa», no sentimentalês), mesmo face aos primeiros sinais de retoma, o vazio não desce automaticamente, pelo contrário, vai continuar numa dinâmica de crescimento por algum tempo.
terça-feira, 2 de março de 2010
Vício...
Não consigo parar de ouvir... tem sido a minha companhia nas viagens para o trabalho e para casa. É realmente muito bom!
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Do fim-de-semana...
Duas noites recheadas de boa música. Bem, umas melhores que outras, mas serões bastante agradáveis. Dos dois dias destaco Bill Callahan, Perry Blake e Noiserv... sem dúvida, as três interpretações que mais me cativaram. Camera Obscura foi uma boa opção para o fecho do festival: som alegre, divertido, com ritmos que custam manter o corpo sentado. Do primeiro dia trago a desilusão de Matt Valentine e Erika Elder que têm um registo difícil; e do segundo, a actuação do(s) Dakota Suite que foi um pedaço de tempo demasiado melancólico...Do Festival para Gente Sentada ficam também os risos, as conversas, as «apresentações», as partilhas, os reencontros e os abraços aos que não via há algum tempo. Gostei de lembrar e de sentir que o passar dos anos e a distância não nos tornou estranhos... e fica também a certeza de que há decisões que nos mudam para sempre e os caminhos que seguimos nos levam para uma realidade que muitas vezes achamos impossível e completamente desconcertante. Enfim... são sortes!
O Festival para Gente Sentada é sem dúvida uma experiência a repetir!
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
domingo, 14 de fevereiro de 2010
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Subscrever:
Mensagens (Atom)




