terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

Publicado por Desnorteada às 2:22 p.m.


Provavelmente, toda a gente passa por isto uma vez na vida. Deixei-me, apenas, aprender com os erros. Decidi viver a arriscar. Sem medo. E essa liberdade trouxe sacrifícios. Hoje, sinto-me muito triste. Sou facilmente magoada, facilmente usada. Tudo parece ser o que nunca foi. Estou insegura. O tempo passa mais depressa do que dou conta. Fico sem saber nada. Estamos sempre a imaginar isto e aquilo e a confundir-nos, não é? Às vezes, tenho vontade de gritar tudo numa só palavra e depois ficar calada. Mas, o melhor é mesmo não dizer nada. Por enquanto, aqui fechada, não sei encontrar a solução para tudo isto. Relego a verdade para as mãos do tempo. Ainda que me digam que ando estranha, só quero voltar a ser aquilo que era: EU. O mais grave é que nem sequer vejo o caminho a seguir.
Em dias como este só fico feliz quando chega a chuva, porque sei que vem para me lavar a alma. Sinto-me arrumada num armário velho, a ficar cheia de pó, junto a outras velharias, esquecidas há já algum tempo. E eu sou tão facilmente esquecida...
E se eu desaparecesse? Sim. E se eu desaparecesse? E se eu fugisse do armário? Se conseguisse quebrar a corrente, recuperava a minha alma, as minhas asas. Deixava de ser um pássaro em voo para lado nenhum e voltava a ter norte. Talvez conseguisse voar bem alto. Talvez conseguisse, assim, que se lembrassem que existo e ainda estou aqui. É isso! Só tenho de sair do armário...

1 comentários:

Anónimo disse...

Queria poder ajudar-te, queria poder dizer-te que vai ficar tudo bem num abrir e fechar de olhos, queria poder devolver-te a alegria de que sentes falta, queria dar-te o que procuras... queria trazer-te de volta para o mundo, da forma que eras... mas não sei como... já me senti assim, ainda não ultrapassei completamente... e só te posso dizer continua a acreditar, não desistas nunca... EU ACREDITO EM TI e nas tuas capacidades... És a MAIOR!
Um beijinho enorme***

 

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