segunda-feira, 24 de abril de 2006

Publicado por Desnorteada às 10:30 p.m.
Tic – Tac, Tic – Tac, Tic – Tac, Tic – Tac. O relógio no meu pulso marca o passo. Relembra-me todos os dias que o tempo não pára. Voa. Relembra-mo mesmo quando me esqueço disso. Cada segundo. Eu pensei que passasse. Que fosse só uma fase. Daquelas que duram um par de semanas, mas depois acabam por desaparecer. Não passou. Continuo à espera de qualquer coisa. À espera dum futuro que teima em não chegar.
Tic – Tac, Tic – Tac, Tic – Tac, Tic – Tac. Cada segundo que passa. Mais uma hora. Fico-me com os meus planos. Objectivos. Sonhos. Mais nada. Só ideias, palavras e imagens que flutuam na minha cabeça. Só caprichos e vontades que abusam de mim. Sem nunca se concretizarem. Sem que me satisfaçam. Se eu não estivesse tão cansada de esperar, de lutar em vão, até me dava ao luxo de chorar. Mas isso já passou. Já chorei que chegue. Já chorei o que tive, o que tenho, o que quero ter e o que nunca terei.
Tic – Tac, Tic – Tac, Tic – Tac, Tic – Tac. Mais um dia. Penso no que fui, no que sou, no que quero ser. No que quero ter. Ainda. E é tão pouco. Sinto-me cansada. Recordo o que já fiz e tento perceber se há algo mais que possa fazer. Ouço os ponteiros a dançar. Ouço o tempo a passar. Uma espécie de aviso. Foi mais um dia que passou. E eu aqui. Sempre. À espera...

2 comentários:

Anónimo disse...

Tira o relógio do pulso. Esquece o tempo... ;)

Anónimo disse...

sentes o tempo a passar-te ao lado, n é? :| sei bem o q isso é... mas por experiência própria, tenta pôr de lado isso. aproveita agora que tens muito tempo livre para depois conseguires aguentar a falta dele... ;) esse dia mais cedo ou mais tarde chegará...

 

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