segunda-feira, 11 de setembro de 2006
Uma vez, há já algum tempo, alguém me disse que “da amizade ao amor vai a distância de um beijo”. Sempre argumentei contra esta frase. Hoje, já lhe reconheço alguma verdade. Descobri, finalmente porque quero esquecer-te e não consigo. Porque já tentei de tudo e nada! Neste caso, a culpa não morre solteira... Agora, sei a que isso se deve. A ti? Não. Tu não tens culpa. A culpa foi dos beijos que trocámos. Sim, dos beijos! Que má sorte a minha ter sido, um dia, beijada por ti... Tenho saudades de sentir os teus lábios nos meus, de sentir que não havia mais ninguém por perto, de te sentir perto. Os nossos beijos não foram beijos em vão, nem beijos de rotina e de obrigação. Sabiam a descoberta e a ilusão. Quero-os outra vez... mais uma vez. Quero os beijos de amizade, de paixão e de novidade. Quero os beijos pequeninos, os beijos que nos enfeitaram o rosto, os beijos inocentes, os beijos que nos faziam perder a noção do tempo e punham o coração aos pulos. Quero os teus beijos, dar-te os meus beijos, quero os nossos beijos... Porque, ainda que os tenhamos deixado de dar, serão sempre assim... sempre nossos!
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16 comentários:
que declaração linda... :)
eu adoro estes teus textos... são simplesmente fabulosos! Força nisso! ;)
Só me resta suspirar... Sim porque a declaração é mesmo linda...
teresa: és sempre tão simpática...
pedro: a saudade tem este efeito em mim... às vezes, evito expor o que vai cá dentro, mas há dias em que encaro a escrita como uma terapia... ;)
aisling: é bom saber que consigo pôr alguém a suspirar... :D obrigada pelas tuas palavras!
se alguma vez, alguma mulher me escrevesse o que escreve para esse felizardo, eu passava o resto dos meus dias cheio de medo. Não de medo de ter alguém a gostar de mim dessa forma, mas medo de a perder! :) Espero que seja correspondida, porque um sentimento desses não deve estar "sufocado".
vítor: muito obrigada! o sentimento não está bem "sufocado"... está registado aqui onde posso partilhá-lo com todos os que cá vêm... ;) volte sempre!
Confesso que estou na mesma situação que tu, mas digo-te uma coisa - nós sofremos desta maneira em vão pois eles há muito que avançaram para outras coisas, e nós somos parte do "passado" deles. No meu caso, isto é-me dito por ela na cara, e mesmo assim não consigo de sentir exactamente aquilo que tu escreves neste post. temos de ultrapassar isto, senão vai-nos exidar a alma... coragem
nando: e não devemos ser os únicos. eu sei que o que devia era esquecer, mas pura e simplesmente, não consigo... talvez mantenha a esperança de ainda vir a fazer parte do futuro dele! obrigada pela força e coragem para ti também!
Venho cá muitas vezes mas é raro comentar. Hoje não posso deixar de o fazer. Por duas razões: primeiro pelo texto lindíssimo que acabei de ler e depois porque tens um gosto musical fantástico. Obrigada por pores Tori Amos na bússola sonora... ;)
filipa: és sempre muito bem-vinda! Tori Amos foi-me apresentada pela Scooby do Bananet e foi ela que recomendou, por isso, devemos-lhe a ela um MUITO OBRIGADA! ;)
Estava a procurar uma letra de música no google, quando eis que acabo por cair de pára-quedas por aqui.
Tinha que deixar registrado o quanto fiquei encantada com o jeito que escreves e com tua pureza de sentimentos.
Não conseguia parar de ler teus arquivos e, foram inúmeras as vezes que me encontrei em dúvida se o que me atrai tanto nos teus textos é a sinceridade que deles emana, ou o fato de conseguires expressar tão perfeitamente emoções que estão aqui no peito desta que vos fala.
Ganhastes uma visitante brasileira assídua deste teu blog.
;)
mariana: eu limito-me a escrever o que sinto e sei que vou ao encontro de muita gente... esta é a minha "terapia"! :) Este cantinho está à tua espera sempre que o quiseres visitar...;)
So tive contacto com o teu blog hoje...mas...podia ter sido feito por mim...Identifico-me ctg nos minimos detalhes: acabo de perder o amor da minha vida, sem perceber como...a saudade corroi e os dias não passam...Daquilo que escreveste e vi, não alterava nada.Sinto o mesmo. Obrigada por me fazeres perceber que não sou a unica..
mónica: Obrigada eu por gostares de ler o que escrevo... :)
Estive a pensar, durante alguns momentos, antes de te deixar este comentário.
As tuas palavras fazem-me lembrar o que em tempos escrevia e dias depois rasgava - deitava fora.
Fizeste-me "reviver" muitos desses momentos...
Eis que apareceram os olhos húmidos que não deixam escrever e ficou, até agora, um nó na garganta!
Ana Silva: a minha intenção n é pôr ninguém triste, mas compreendo que ao identificarmo-nos com determinadas palavras acabe por acontecer... :) Espero que esse nó desate rapidamente!
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