domingo, 11 de novembro de 2007

Divagações...

Publicado por Desnorteada às 10:34 p.m. 7 comentários
Sorri por dentro no dia em que me apercebi apaixonada por ti, sabes? No dia em que tive certeza absoluta que gostava de ti. Eu, tu, duas cervejas e um papel verde com o teu nome. Lembras-te? Eu sei que és bom com datas, por isso, tenho a certeza que sim. Esse dia foi muito importante para mim. A rua estava cheia de gente. Estava um frio de rachar. Eu tremia. Não de frio, mas por não saber o que dizer a seguir. Deixaste-me sempre completamente à deriva. Tu e mais as tuas piadas, que sempre soubeste dizer... Ali, naquele momento, percebi que já eras fundamental. Que não eras só mais um amigo. Senti-me vulnerável, frágil e insegura. Acredita, não queria que acontecesse. Eu sabia que ia magoar-me. Pensei durante algum tempo que estava a confundir as coisas, mas nessa noite percebi que não. Talvez, tivesse sido mais fácil se não fossemos já amigos. Podia ter-te mostrado o que sentia, naquele dia, sem proteger o que quer que fosse. Talvez tivesse sido mais acertado... Mas não. Guardei para mim, já não te queria perder... já não o podia fazer. E só descansei quando to disse. Quando te ganhei, ainda que por breves momentos...
Hoje, olho para trás e nem sei bem como é que to disse e como consegui fazê-lo. E lembro que esta luta continua. Diferente, mas continua... Acho que fizemos e fazemos tudo errado. Começamos tarde. Começamos quando tudo acabou. E, agora, começa a ser difícil gerir o que sentimos. O que sentimos no passado e o que sentimos, agora, no presente. “Só” isso. Esta ausência imposta, quase que obrigatória, é tão estranha... gostamos tanto um do outro e acabamos por nos magoar tanto.
Tenho andado a pensar em como te tornaste importante na minha vida... e se não falar contigo é mesmo a solução... Pensei em agir assim para custar menos, mas não custa nem mais nem menos... Custa, simplesmente!

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

MUITO OBRIGADA...

Publicado por Desnorteada às 6:59 p.m. 6 comentários
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quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Publicado por Desnorteada às 11:29 a.m. 5 comentários
Este menino merece ser o assunto do post de hoje...

Primeiro, porque teve a mesma ideia do que eu ao ver o jogo de ontem do FCP - Marselha... Peço desculpa Menphis-Child pelo atrevimento, mas vou transcrever exactamente o que escreveste porque eu não diria melhor:

"Devemos encarar os problemas na vida como o golo do Sektioui: pegamos nele, enfrentamos com peito feito, cheios de confiança, saltamos por cima, passamos pelo meio das dificuldades, deitámos o último obstáculo e arrumamos o assunto com convicção, mesmo que isso possa doer a muita gente."
Só acrescento, ninguém nos parava! ;)

Depois, tenho de responder ao desafio que ele me lançou no cantinho dele - o desafio da página 161. Eu não sei se consigo uma frase mais "bonita e cheia de força e esperança" do que aquela que transcrevi... Mas... ;)

Comecei a ler A Bruxa de Portobello de Paulo Coelho. A quinta frase reza assim:

"Você transforma-se num canal, ouve-se a si própria, surpreende-se com o que é capaz."

Agora, passo a 5 amigos bloggers, para que a corrente não se quebre... Só têm de transcrever no vosso blog a quinta frase completa da página 161 do livro que tiverem mais perto...

manhoso - porque a tua leitura é sempre de bom gosto... ;)
covinhas - vamos ver o que andas a ler... ;)
imca - porque és o meu ídolo ;)
coccinella - porque me lanças sempre desafios... ;)
tiago - porque não tens nada a perder... ;)

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Publicado por Desnorteada às 10:36 p.m. 2 comentários
Tiago Bettencourt tem um novo trabalho. Já todos vocês sabem que acho este senhor um grande escritor... é um grande músico, mas acima de tudo, adoro a sua escrita. Ele sabe o que dizer para nos chegar ao coração. "O Jardim" é simplesmente perfeito... Com os Mantha, Tiago Bettencourt leva-nos para vários recantos... aqui, o caminho para espreitarem alguns dos temas. Dos 14, elejo 4: a Canção Simples com Sara Tavares, O Lugar, Outono e O Jogo... Deixo-vos a letra da que mais mexe comigo.

O JOGO
Mais um dia em vão no jogo em que ninguém ganhou
Dá mais cartas, baixa a luz e vem esquecer o amor
És tu quem quer, sou eu quem não quer ver que tudo é tão maior aqui
Está frio demais para apostar em mim

Vê que a noite pode ser tão pouco como nós
Neste quarto o tempo é medo e o medo faz-nos sós
És tu quem quer mas eu só sei ver que o tempo já passou e eu fugi
Que aqui está frio demais para me sentir...
Mas queres ficar...


Tudo o que é meu é tudo o que eu não sei largar
Queres levar tudo o que é meu e tudo o que eu não sei largar...
Vem rasgar o escuro desta chuva que sujou
Vem que a água vai lavar o que me dói
Vem que nem o último a cair vai perder...

Tudo o que é meu é tudo o que eu não sei largar

Queres levar tudo o que é meu e tudo o que eu não sei largar...
Vem rasgar o escuro desta chuva que sujou
Vem que a água vai lavar o que me dói

Vem que nem o último a cair vai perder...
Não... Não vai perder... Não vai perder!
Tiago Bettencourt e Mantha

domingo, 4 de novembro de 2007

Publicado por Desnorteada às 4:56 p.m. 2 comentários
Estar sozinha num domingo faz-me pensar... esta solidão domingueira reforça o provérbio: “o coração tem razões que a própria razão desconhece”. Sinto-me só, vazia e incompleta. É um estado de espírito ao qual me vou habituando, sem saber ao certo se é bom ou mau, mas difícil de descrever... de pôr em palavras. Estar só deixa-me um travo amargo nos dias... deixa-me a ansiar por mais coisas que teimam em não chegar. Prendo-me a tudo em demasia para me encontrar e quando perco esse tudo dói. Estar só ao domingo faz-me pensar nas decisões tomadas... nos caminhos que segui e nas saídas possíveis. O passado não se rescreve, eu sei. Não volta mais. Mas será que as opções que tomei são as correctas?! Será que não há, de facto, outra solução?! Nem sempre é simples pôr esta solidão em palavras... nem a solidão nem os sentimentos. Talvez porque há sentimentos que uma vez em palavras só nos fazem doer. E é essa vontade de pôr os sentimentos em palavras que, hoje, me faz estar só. Não sei se deveria ter caído no silêncio, se não deveria ter esquecido essa vontade de pôr cá fora o que sentia e o que ainda sinto. Às vezes, o silêncio pode mesmo ser de ouro... basta saber lidar com ele e não deixar que a tal vontade de pôr tudo em palavras ocupe o seu lugar. Porque o silêncio conforta... e as palavras são demasiado complicadas e só atrapalham. E eu sei que o silêncio teria sido a saída mais fácil. Porque a decisão está tomada e os sentimentos já são palavras. Palavras que invadiram o nosso silêncio. Este silêncio que já não é partilhado, que magoa, faz chorar e que ninguém vai quebrar... Este silêncio que só nos faz estar mais sós. É, estar sozinha num domingo faz-me pensar...

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

DANÇAR

Publicado por Desnorteada às 3:21 p.m. 0 comentários
v. int.,
mover o corpo cadenciadamente, em geral ao som compassado da voz ou de instrumento
de música;
girar;
rodopiar;
mover-se;
saltar;

(in Dicionário Língua Portuguesa)

Dançar é isto e muito mais... é alegria, é sorrir, é mostrar-nos vivos e de bem com a vida. Eu adoro dançar, sem saber fazê-lo muito bem. Adoro dançar até cair. Até que os músculos do corpo doam. Pela madrugada dentro. Adoro... e tenho de recomeçar a fazer isto mais vezes... ;)

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

UM PARÊNTISIS...

Publicado por Desnorteada às 4:39 p.m. 5 comentários
(Hoje, resolvi falar um pouco sobre mim... este cantinho nasceu para eu fazer aquilo que não faço todos os dias... falar do que não posso falar... ser como realmente sou. Mostrar aquilo que sou e que sinto, ainda que o tenha de esconder perante os outros e a vida.
Reli alguns dos meus textos e a ideia com que fiquei é que sou uma mulher triste... cheia de sonhos, mas triste. Acabo por deixar aqui os piores momentos da minha vida... aqueles que me fazer sentir viva, sim, mas que me magoam. Aqueles momentos que doem só de pensar...
Gostava que soubessem – todos vós que ainda vêm aqui ler o que escrevo – que esta é só uma parte de mim... aquela que não revelo... aquela que escondo aos que convivem comigo diariamente. Que é só minha. Que está dentro de mim... Eu sou uma mulher cheia de força e coragem e que tem dado sempre volta aos problemas, mas a vida tem-me posto demasiadas vezes à prova. E como lá fora tenho de ser eu... aqui, ponho a nu todas as minhas fraquezas... é só isso! Ultimamente, tenho tido alguns percalços... e é mais difícil sorrir... principalmente, n’ O Meu Lado B onde posso exprimir o que me vai na alma e no coração. Eu consigo abstrair-me dos problemas e dar boas gargalhadas... mas essas não fazem com que eu consiga preencher uma folha em branco. Há quem diga que a tristeza é a melhor fonte de inspiração... e talvez seja isso que se passa comigo.Tenho o dom de não saber manter as pessoas junto a mim... perco-as muito facilmente. E nem sei bem porquê. Alguns de vós acompanham este meu lado há algum tempo e não quero que me vejam como uma chata, “cinzentona” e que não sabe fazer outra coisa senão lamentar-se. Espero que já saibam ler as entrelinhas. Por trás de todas estas palavras tristes e amarguradas, com sonhos pelo caminho, existe uma mulher normal que não é mais que uma menina que sonha em ser feliz todos os dias.)

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Publicado por Desnorteada às 3:23 p.m. 2 comentários


Diz-se que a idade dos porquês se vive entre os três e os quatro anos. A minha pergunta é: então, por que raio é que estou a vivê-la aos 27?

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

DE VOLTA À REALIDADE

Publicado por Desnorteada às 10:53 p.m. 2 comentários
O mal das viagens é o regresso... o que tem de bom tem de mau também.
Depois de uns dias pelo sul da Suécia estou de volta à minha vida e ao meu dia-a-dia... o que não me deixa muito motivada, mas é o que tenho.
Em cinco dias vivi mais do que nos últimos meses. Conhecer outras realidades é o que a vida tem de melhor. Andei por Malmö, Bästad e Halmstad - com passagens por Gotemburgo e Lund - na Suécia, dei um pulo até Copenhaga e no regresso ainda espreitei Londres. Foram dias frenéticos e com muitos quilómetros a pé, de comboio, de carro e de avião, mas valeu a pena. É bom sairmos do nosso meio para descobrir outras pessoas, outros costumes, outras formas de viver...
Numa palavra: ADOREI!

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Publicado por Desnorteada às 3:10 p.m. 2 comentários
Vou ali ser feliz um bocadinho e já venho... ;)

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Publicado por Desnorteada às 3:45 p.m. 0 comentários
Negação

s. f.,

acto de negar;
nega;
inaptidão;
falta de vocação;
falta ou carência de alguma coisa;
recusa;
rejeição;
- de si mesmo: abnegação, renúncia.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Publicado por Desnorteada às 10:10 p.m. 4 comentários
Há alguns anos, nem sei bem há quantos, encontrei um texto numa revista, que já nem me lembro qual, que mexeu comigo. Guardei-o por ser bonito, por estar bem escrito... não sei. Sei que mexeu muito comigo. Lembro-me que quando o li, pensei: “Nunca senti isto por ninguém!”. Hoje, encontrei-o e reli-o. Entendi, finalmente, a mensagem... percebi que podia ter sido escrito por mim... percebi que podia ter sido eu a inventar este jogo de palavras...

“Tenho um jogo que quero jogar contigo. E se eu descontruísse a tua personalidade? Se me limitasse a repetir mentiras ao teu ouvido de tal forma que elas se tornassem a tua verdade? Tens consciência de que há diferentes verdades para cada um de nós, não tens? Tens consciência que o azul que eu vejo é diferente do que tu vês e que o sabor de canela é distinto para cada um de nós, não tens? E se eu te repetisse mentiras de forma constante, de forma séria e credível, até que acreditasses serem essas as palavras a mais pura das verdades? Ficarias sereno à espera que tudo voltasse ao normal? Ou adoptarias um novo estilo de vida e tentarias adaptar-te, mesmo não acreditando?
E se eu te dissesse para não saltares, cantares ou dançares? E que a tua voz não é bem-vinda para o que te rodeia? E se eu te ordenasse que sejas o que detestas, que sejas o que não és, que saboreies o que não gostas? E se eu te obrigasse a esquecer as coisas que desejas, as pessoas que amas, os sonhos que te invadem a noite? E se eu até o sonho te roubar? Se te proibir de dormir, te obrigar a ficar acordado a olhar o vazio, sem poderes pensar em nada? Terias medo? Vontade de gritar? E se eu te tirasse a voz? Se quisesses gritar e não conseguisses? Talvez me dissesses que o ódio é o alimento do futuro, não era? O único sentimento capaz de crescer, de ficar cada vez maior, até que tudo o resto fosse consumido e apenas nós existíssemos, a gritar para o infinito, neste vértice de ódio e loucura, não era?
E se eu te jurasse que o amor não existe? Se jurasse tantas vezes que o amor não existe, acreditavas? E se depois de te desconstruir a alma, depois de te apresentar tantas mentiras que parecem verdades, te largasse no teu mundo? Ficarias assustado? Lutarias com unhas e dentes para regressar à tua realidade? Ou irias para casa e ficarias fechado no teu quarto encolhido sobre ti mesmo, tentando perceber? Sem querer sentir outra vez aqueles cheiros, que te trazem recordações que anseias serem outra vez realidade? Ou esquecer que eles alguma vez existiram? Serias capaz de ficar consciente de que és apenas parte do que podias ser? Que és infeliz apesar de todas as aparências e de todas as recompensas falsas?
Esperneavas? Revoltavas-te? Apesar do medo, corrias para fora do casulo que construí, agora, em teu redor? Não, não acredito que o fizesses... Apenas, descobrias que o amor existe e é afinal a única redenção. Descobrias que uma simples carícia era capaz de te construir outra vez, te devolvia a personalidade. Descobrias que uma só palavra era capaz de te fazer abandonar o mal e que um beijo te fazia esquecer de que tens medo do escuro e te permite sentir as coisas com verdade...”

Sim, fazes-me falta!

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Publicado por Desnorteada às 4:19 p.m. 5 comentários

A vida deveria ser sempre assim: doce e colorida!

terça-feira, 2 de outubro de 2007

HAJA PACIÊNCIA!

Publicado por Desnorteada às 4:58 p.m. 4 comentários
Que a sociedade não é justa, já toda a gente sabe. Não estou aqui a contar novidade nenhuma. Aliás, este post é só mais um desabafo. O novo Código Penal pôs em liberdade algumas dezenas de pessoas. Pessoas essas que mataram, roubaram e violaram. Pessoas essas que deveriam estar a pagar pelos crimes que cometeram e não misturarem-se na rua com os inocentes que na volta um dia ficam sem a liberdade que merecem porque essas mesmas pessoas lha tiram. Pessoas essas que a maior parte das vezes nem à polícia se têm de apresentar. Isto choca-me! Deixa-me insegura e revoltada. Mas, mais revoltada ainda, fico quando me obrigam a apresentar de 15 em 15 dias na Junta de Freguesia para me darem uma folha que comprove a minha situação de desemprego. Quer dizer, os que matam, roubam e violam andam à solta e em paz e sossego; eu e todos os que querem arranjar trabalho, têm de arranjar tempo para perder tempo para deslocar-se à Junta de Freguesia para que se reconheça que afinal estamos (mesmo) desempregados. A situação não é agradável. Sentir que somos inúteis e que não temos oportunidade para pormos em prática aquilo que sabemos fazer é o pior estado em que podemos viver. Ainda hoje as notícias provam que houve um aumento de 7,5% para 8,3% da taxa de desemprego só de Julho para Agosto... e em vez de se preocuparem em arranjar uma solução para isto, obrigam os desempregados a ir de 15 em 15 dias à Junta de Freguesia tipo suspeito com termo de identidade e residência. Haja MESMO paciência!

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

CARTAS DE AMOR...

Publicado por Desnorteada às 11:43 p.m. 9 comentários
Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
Álvaro de Campos, 1935

Eu concordo. Se tudo no amor é ridículo, por que é que as cartas de amor não seriam ridículas?! E concordo sem saber o que é uma carta de amor. Quer dizer... já fui ridícula ao ponto de as escrever uma vez ou outra, mas não sei o que é ler uma carta de amor. Talvez já tenha recebido... camuflada de sabe Deus o quê... mas das verdadeiras... "das tais"... das que nos tatuam no coração as palavras que as compõem... dessas, acho que nunca recebi! Gostava. Imagino que numa carta de amor venha parte da alma de quem a escreve. Imagino que no papel esteja estampado o amor que une dois seres... Imagino o bem que uma carta dessas pode fazer... Imagino, mas não sei o que é uma carta de amor... Estou quase certa de que nunca li nenhuma... o que tenho lido não é suficientemente ridículo... suficientemente ridículo para ser uma carta de amor...

domingo, 16 de setembro de 2007

CORAGEM

Publicado por Desnorteada às 10:22 p.m. 4 comentários
do Lat. cor, coração

s. f.,
firmeza de espírito, energia diante do perigo;
intrepidez;
ânimo;
valentia;
perseverança.
( http://www.priberam.pt/)


E é esta CORAGEM que espero que nunca me falte...

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Flutuo

Publicado por Desnorteada às 8:55 p.m. 4 comentários

Susana Felix

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Publicado por Desnorteada às 12:48 a.m. 2 comentários
Gosto de rir.
Gosto de rir até que a barriga me doa.
Gosto de fazer rir os outros até que a barriga lhes doa...
Gosto muito de rir.
Dar gargalhadas... muitas... daquelas que se ouvem por todo o lado. Rir à gargalhada com o que digo, com o que faço, com o que ouço.
Gosto de rir.
Sim.
Gosto mesmo muito de rir.
Esqueço-me é muitas vezes de como se faz...

domingo, 2 de setembro de 2007

ESTOU DE VOLTA!

Publicado por Desnorteada às 10:26 p.m. 11 comentários

Para trás ficam oito dias em Barcelona... oito dias que me fizeram mesmo bem... A cidade é linda! Enorme... andei quilómetros a pé! Aliás, andar foi o que mais fiz em terras de nuestros hermanos. :) Diverti-me imenso! Barcelona é demais e a companhia não podia ser melhor... (Adoro-vos, chicas!) Aprendi imenso, também! Viajar pela cidade é uma verdadeira aula de história de arte... Todos os dias, chegámos a casa cansadíssimas... as manhãs e as tardes eram demasiado bem aproveitadas... Faltou apenas conhecer bem a noite de Barcelona... ;) Percorri todos os pontos altos da cidade: a Sagrada Família, a Catedral, o Parque Guël, La Pedrera, Museu Picasso, Fundação Miró, Praça de Espanha, Vila Olímpica, Las Ramblas, Mercado La Boqueria e muitos outros sítios que fomos descobrindo... Também houve praia... e apanhámos dias fantásticos! Temperaturas sempre acima dos 30º... :) Foi muito cansativo, mas valeu a pena! Apesar do cansaço, venho com as baterias totalmente carregadas... Agora, é andar para a frente. Arregaçar as mangas e trabalhar no futuro... que espero em breve ver definido! ;)
* Prometo publicar mais fotos! Das novecentas e tal que tiramos, o difícil vai ser escolher... ;)

terça-feira, 21 de agosto de 2007

FÉRIAS II!

Publicado por Desnorteada às 6:10 p.m. 4 comentários

Vai fazer-me tãoooooo bemmmmm! ;)
Regresso na próxima semana... Boas férias!

sábado, 18 de agosto de 2007

Roupa nova...

Publicado por Desnorteada às 3:11 p.m. 5 comentários
Porque a minha VIDA precisa de COR! ;)

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

FÉRIAS!

Publicado por Desnorteada às 10:36 p.m. 0 comentários
Estou em casa há uma semana. A descansar e a armazenar energias para enfrentar o que aí vem. Estaria de férias - no verdadeiro sentido da palavra - à mesma. Tinha-as marcadas para esta altura. E, apesar de tudo, está a saber-me bem estar assim... sem fazer nada. Fui hoje à praia. A primeira vez este ano. Gostei. A praia faz-me bem: o sol, o mar, a leitura, os passeios pela areia molhada... tudo... gosto de ver a minha pele ganhar cor. Gosto de ficar a olhar as ondas e pensar... e mesmo sem querer, é fácil pensar em ti... é fácil deixar-te tomar conta dos meus pensamentos... Hoje, desejei de novo que estivesses comigo na praia. A aproveitar o sol, o mar e esta paz. Tu não sais de mim, não me deixas esquecer-te e eu também não sei se quero. Gostava que me abraçasses e que a tua pele salgada se confundisse com a minha. Gostava de sentir o teu toque na minha pele a escaldar, minutos antes de um mergulho a dois. Gostava que nos olhássemos de um jeito só possível à beira-mar e quando os nossos olhos se encontrassem, com os pés submersos, com a pele arrepiada, juntos, de mãos dadas, ao ritmo das ondas, me abraçasses e ficássemos assim... em silêncio. Um silêncio apenas quebrado para dizermos, sem medos, sem dúvidas e sem pudores, um ao outro: “gosto cada vez mais de gostar de ti!”. Posso pedir férias aos problemas, ao trabalho, à família, mas parece-me pouco provável ter férias de ti... É que como alguém já disse um dia: "A saudade existe não porque estamos longe, mas porque um dia estivemos juntos".

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Publicado por Desnorteada às 3:35 p.m. 7 comentários
Há dois anos, mais ou menos, um amigo dedicou-me estas palavras para me surpreender com a leitura que fazia de mim. E a verdade, é que me surpreendeu e muito... porque me revi nas palavras de Régio a 100%. Hoje, registo-as n' O Meu Lado B... porque preciso que me conheçam bem... porque quero que me vejam e leiam como os que realmente me conhecem...

CÂNTICO NEGRO

"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!


José Régio

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

A NEW, NEW, NEW BEGINNING...

Publicado por Desnorteada às 5:45 p.m. 2 comentários


Hoje, começa uma nova etapa da minha vida... tinha de o registar aqui.
Não sei o que vem por aí. Mesmo. É uma nova etapa, mas com algumas semelhanças de um passado ainda recente... Espero que, pelo menos, fiquem as amizades que julgo ter conseguido. Amanhã e depois penso no que vai ser o resto da minha vida...

A ver vamos...

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Publicado por Desnorteada às 12:38 p.m. 0 comentários
Fico furiosa quando me faltam com a palavra. Nos últimos dias, muitos me têm faltado com a palavra. Ando, portanto, uma pilha de nervos. Engraçado é que são os que me faltam com a palavra que enchem a boca com a palavra "CONFIANÇA". Como é possível? Como é possível que as pessoas possam ser tão hipócritas? Tentei levar as coisas sem mágoa, sem revolta, mas é difícil quando todos os que me rodeiam parecem estar a brincar comigo e com a minha vida. GRRRRRRRRR! Pudesse eu mandar e os cínicos, falsos e hipócritas deixariam de controlar a vida das pessoas... de fazer delas gato sapato, sem margem para manobra... É impressionante! Parecem que adivinham quando começo a sorrir, a tentar viver o meu canto sossegada. Já me rejeitaram, por que é que ainda me massacram mais? Estou cansada. Quero ir-me embora. Quero virar a página e ter forças para recomeçar... Só isso! É pedir muito?

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

À BART SIMPSON...

Publicado por Desnorteada às 4:25 p.m. 2 comentários
Vou ser capaz! vou ser capaz! vou ser capaz! vou ser capaz! vou ser capaz! vou ser capaz! vou ser capaz! vou ser capaz! vou ser capaz! vou ser capaz! vou ser capaz! vou ser capaz! vou ser capaz! vou ser capaz! vou ser capaz! vou ser capaz! vou ser capaz! vou ser capaz! NÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOO! Eu sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! Sou capaz! SIIIIIMMMMMMM! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ! SOU CAPAZ!

SOOOOOUUUUUUUUU CAAAAAPPPPPPAAAAAAAZZZZZZZZZZZZZZZZZZ...

sábado, 21 de julho de 2007

Publicado por Desnorteada às 6:00 p.m. 10 comentários
Odeio quando as pessoas aparecem sem eu estar à espera... principalmente quando essas pessoas me deixam triste e sem vontade para fazer o que quer que seja. Odeio quando mudam a minha vida aos poucos. Começam por entrar de mansinho, sem pedir licença... sem bater primeiro à porta, a fazer parte da rotina, e quando dou conta já não estão mas é como se estivessem... não desaparecem... instalaram-se na memória e não saem. Às vezes sinto que não há mais volta a dar... que essas pessoas têm mesmo de estar sempre presentes, a rondar e não há mais nada a fazer a não ser aceitá-las. Outras vezes, sinto que devia ser como um semáforo com luz verde, amarela e vermelha, para poder dizer se queria que continuassem, se deveria ter cuidado com elas ou se deveria parar logo e mandá-las para bem longe... noutra direcção. É tão fácil enganar-me, tão fácil desiludir-me... porque não consigo ser mais inteligente e fugir logo no início?! Cortar logo pela raiz para que os sentimentos não cresçam?! [Era tão mais fácil...] Porque deixo que ponham e disponham sem me aperceber que mais cedo ou mais tarde me vão deixar?! Que mais cedo ou mais tarde vão fugir sem olhar para trás?! [E é tão mais fácil... fugir!] Porque entram na minha vida se já sei que vou ficar sem elas?? O medo mói e torna-me cobarde... afasta-me de quem mais quero. O silêncio acomodou-se e quase me habituo a estar sozinha... Não é assim que quero estar... não quero gostar da solidão... mas a redoma de vidro que estou a criar à minha volta está a começar a fazer sentido. É como canta o Jorge Palma, esse grande senhor: "dou-me com toda a gente... não me dou a ninguém".

domingo, 15 de julho de 2007

Boa Sorte / Good Luck

Publicado por Desnorteada às 9:23 p.m. 4 comentários

Vanessa da Mata e Ben Harper


Porque não me sai do ouvido... e diz tudo!

quarta-feira, 11 de julho de 2007

VERDADES E MENTIRAS

Publicado por Desnorteada às 11:27 p.m. 4 comentários
A verdade magoa. Muitas vezes, mais do que a mentira. Magoa sobretudo quando nos é dita pelas pessoas que mais amamos na vida. Magoa tanto que os olhos se enchem de lágrimas. As mesmas que quando não saem, por vergonha ou orgulho, nos percorrem o peito até ao coração deixando-o inundado de dor. E como do coração à alma temos uma espécie de via rápida , a alma esmorece e esvazia... cresce o sentimento de culpa, encolhemo-nos no passado e em nós próprios, e ficamos encurralados entre o que ouvimos e o que gostávamos de ter ouvido. Sim, a verdade magoa. Tanto, tanto, que fugimos dela como o diabo foge da cruz, com medo. Mas, pergunto, será a mentira melhor? Não estaremos a enganar-nos? Não estaremos, apenas, a esconder aquela verdade que dói? A verdade e a mentira são realidades opostas, no entanto cruzam-se e misturam-se de forma inevitável. Eu não me consigo decidir por uma...

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Publicado por Desnorteada às 10:50 p.m. 2 comentários
Há dias em que não sei o que faço aqui. Para que sirvo. Há dias em que me sinto transparente, porque só assim compreendo por que é que a vida me tem ignorado, por que é que o tempo passa sem marcar... Recuo um ano e vejo-me igual. Foi como se estes últimos meses tivessem sido um parêntesis... e mesmo assim destes últimos dias só tem ficado a mágoa e a certeza de que não se deve confiar. Tenho medo! E estou cada vez mais fraca... sinto-me como o Clark Kent quando encarna o super-homem e lhe aparece a kryptonite à frente. Tenho demasiados cristais verdes a absorver-me os poderes, e a verdade é que não sei como atirá-los para bem longe. Sou ingénua e honesta demais para este mundo... sou incapaz de lutar com as mesmas armas, ainda que saiba que só assim se vence. O regresso ao mundo do trabalho não foi fácil! Mas, não esperava encontrar tanto desrespeito. Tive de ultrapassar muitos medos e muitas dúvidas e, apesar de ter conseguido, acabou. Acabou sem motivo, sem uma justificação credível e com muitas questões por resolver. E acabou porquê? Porque, hoje, se vive a era dos favores: dos pessoais, dos do amigo para o amigo, dos do amigo do amigo para o outro amigo... dos favores sexuais... porque é sempre assim... porque já não se consegue subir na vida pelo valor e pelo trabalho... nem tão-pouco viver num cantinho da vida sem ter medo que a traição surja pela mão do melhor amigo, daquele que dizemos ser o braço direito. Hoje, é o egoísmo que manda: primeiro eu, depois eu e depois eu. Não importa que seja justo ou injusto, não importa saber que se está a destruir uma vida, um sonho... o que importa é ultrapassar tudo e todos para se atingirem os objectivos. Estou de mal com a vida, sim. Estou e tenho razões para isso. Mais do que as suficientes. E, mais uma vez, sei que essas razões me mudarão para sempre... e não há muito que possa fazer...
 

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