Quando olho para trás percebo
facilmente que o problema do final das relações é que o sentimento parece que
não acaba na mesma medida. Pelo contrário, parece que ainda está mais forte,
por se ter multiplicado e crescido no nosso peito numa combinação
maquiavelicamente perfeita entre o amor e a raiva. O problema está sempre no
elemento que fica a perder [e há sempre um elemento que fica a perder] e que
vai sofrer mais e que vai moer e remoer por muito tempo. O ideal seria que tudo
fosse acabando ao mesmo tempo para os dois lados e não até que se esgote por
inteiro para ambos por descrença, por desconfiança, por medo.
Esta coisa de amar, de querermos ser UM aos pares deixa demasiadas mazelas no nosso pobre coração e a sorte é mesmo não morrermos de amor. Pelo menos não pelo rasgar de um qualquer laço. Todos nós já suportámos a dor de um final de uma relação e, mais cedo ou mais tarde, deixamos de usar as lentes cor-de-rosa e acabamos por perceber que aquele fim que quase nos matou afinal foi o melhor que nos podia ter acontecido. Apesar de tudo isto ser feito em diferentes estágios, em que no início nada faz sentido, em que depois nos penitenciamos por todas as falhas cometidas e em que mais tarde acreditamos que a nossa felicidade está naquela pessoa que nos deixou, nós sabemos que havemos de ultrapassar e voltar a viver tudo de novo... outra vez... e outra... e outra...
Tem de haver muita vida e muito mais amor neste mundo. Não será fácil e o medo – essa palavra tantas vezes repetida – instalar-se-á comodamente, tanto, tanto, que dificultará quaisquer laços que possam surgir, como se o organismo se recusasse a ser feliz, a fazer as coisas bem, a querer deixar para trás algo que nos faz mal. E, muitas vezes, este é um processo lento [demasiado lento] e nem sempre bem sucedido. É um caminho cheio de buracos e armadilhas, de incertezas e dúvidas, que fazem de nós seres perdidos que acabam por ferir quem está à volta. Não adianta dizermos que não queremos magoar porque, por vezes, as palavras e as acções são tão despreocupadas que nem temos noção do que realmente estamos a fazer. E isso acontece com toda a gente. Não sou eu, nem tu, é toda a gente assim.
Da minha parte, eu garanto que desejo encontrar-te no meio deste percurso e esta estranha necessidade de ser tua sem o ser está a dar comigo em doida. Sabes que quero fugir, não sabes? Fugir de ti, deste sentimento que tem crescido, do que me fizeste sentir quando [talvez sem quereres] me reduziste a muito pouco. Senti-me tão desinteressante, tão desprovida de carinho, tão ridiculamente magoada. Este laço que estamos a criar está longe de ser perfeito e talvez seja isto que me faz querer agarrar-te e ter-te por perto. Mas, este laço, do qual começo seriamente a ter medo, faz-me querer também proteger-me de ti, lançar todos os anticorpos contra este sentimento que se está a apoderar do meu sono. A verdade? A verdade é que tenho medo de precisar de ti mais do que tu precisas de mim.
Esta coisa de amar, de querermos ser UM aos pares deixa demasiadas mazelas no nosso pobre coração e a sorte é mesmo não morrermos de amor. Pelo menos não pelo rasgar de um qualquer laço. Todos nós já suportámos a dor de um final de uma relação e, mais cedo ou mais tarde, deixamos de usar as lentes cor-de-rosa e acabamos por perceber que aquele fim que quase nos matou afinal foi o melhor que nos podia ter acontecido. Apesar de tudo isto ser feito em diferentes estágios, em que no início nada faz sentido, em que depois nos penitenciamos por todas as falhas cometidas e em que mais tarde acreditamos que a nossa felicidade está naquela pessoa que nos deixou, nós sabemos que havemos de ultrapassar e voltar a viver tudo de novo... outra vez... e outra... e outra...
Tem de haver muita vida e muito mais amor neste mundo. Não será fácil e o medo – essa palavra tantas vezes repetida – instalar-se-á comodamente, tanto, tanto, que dificultará quaisquer laços que possam surgir, como se o organismo se recusasse a ser feliz, a fazer as coisas bem, a querer deixar para trás algo que nos faz mal. E, muitas vezes, este é um processo lento [demasiado lento] e nem sempre bem sucedido. É um caminho cheio de buracos e armadilhas, de incertezas e dúvidas, que fazem de nós seres perdidos que acabam por ferir quem está à volta. Não adianta dizermos que não queremos magoar porque, por vezes, as palavras e as acções são tão despreocupadas que nem temos noção do que realmente estamos a fazer. E isso acontece com toda a gente. Não sou eu, nem tu, é toda a gente assim.
Da minha parte, eu garanto que desejo encontrar-te no meio deste percurso e esta estranha necessidade de ser tua sem o ser está a dar comigo em doida. Sabes que quero fugir, não sabes? Fugir de ti, deste sentimento que tem crescido, do que me fizeste sentir quando [talvez sem quereres] me reduziste a muito pouco. Senti-me tão desinteressante, tão desprovida de carinho, tão ridiculamente magoada. Este laço que estamos a criar está longe de ser perfeito e talvez seja isto que me faz querer agarrar-te e ter-te por perto. Mas, este laço, do qual começo seriamente a ter medo, faz-me querer também proteger-me de ti, lançar todos os anticorpos contra este sentimento que se está a apoderar do meu sono. A verdade? A verdade é que tenho medo de precisar de ti mais do que tu precisas de mim.













