terça-feira, 28 de fevereiro de 2006

Publicado por Desnorteada às 8:39 p.m. 2 comentários
O pior do Carnaval é o dia seguinte: despe-se o fato, cai a máscara e tudo volta a ser o que era.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2006

Publicado por Desnorteada às 3:09 p.m. 0 comentários


Hoje, vou soltar o Noddy que há em mim... ;) BOM CARNAVAL!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006

Publicado por Desnorteada às 9:27 p.m. 2 comentários
Seria tão bom que tivessemos todos um destes em casa... ;)
Eu, pelo menos, não me canso de o ouvir... :D

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006

Publicado por Desnorteada às 3:36 p.m. 7 comentários
Há momentos em que cabe toda uma vida...

Um encontro. Uma despedida. Uma lágrima. Outro encontro. Um sorriso. Uma palavra. Um gesto. Uma promessa. Um olhar. Um xi bem apertado. Um passeio. Um final de tarde. Um chá. Um aconchego. Um livro. Um anoitecer. Uma dança. Uma música. Um toque. Um entrelaçar de dedos. Um desejo. Um grito. Uma zanga. Um pedido de desculpas. Uma mensagem. Um telefonema. Uma lembrança. Um jogo. Um cigarro. Uma brincadeira. Um desafio. Uma aposta. Uma fotografia. Uma confissão. Um desabafo. Um amanhecer. Um sorriso. Outro olhar. Uma espera de táxi. Uma viagem partilhada. Um beijo. E outro. E outro. E outro.

Hoje, quero lembrar. E lembrar. E lembrar outra vez. Guardar junto ao coração para não mais esquecer.

"It’s coming back so fast, that I should fake this alone. You kept me back so unthinking, that I should fake this alone. Because your breath is still in me and you shape is still around and this shallow light won’t let me go, no… Because even if you break my heart and even if you make things wrong, you will always be the one, you will always be my love. I will fight against those walls I will love against those walls, I will dream against those walls, I can lie against those walls, or even try to break those walls, I try to fly upon those walls, I can bring light to your wall again and again against those walls, I will sleep against those walls, I’ll bet my life to sing my songs…"
Wallpaper, The Gift

terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

Publicado por Desnorteada às 2:22 p.m. 1 comentários


Provavelmente, toda a gente passa por isto uma vez na vida. Deixei-me, apenas, aprender com os erros. Decidi viver a arriscar. Sem medo. E essa liberdade trouxe sacrifícios. Hoje, sinto-me muito triste. Sou facilmente magoada, facilmente usada. Tudo parece ser o que nunca foi. Estou insegura. O tempo passa mais depressa do que dou conta. Fico sem saber nada. Estamos sempre a imaginar isto e aquilo e a confundir-nos, não é? Às vezes, tenho vontade de gritar tudo numa só palavra e depois ficar calada. Mas, o melhor é mesmo não dizer nada. Por enquanto, aqui fechada, não sei encontrar a solução para tudo isto. Relego a verdade para as mãos do tempo. Ainda que me digam que ando estranha, só quero voltar a ser aquilo que era: EU. O mais grave é que nem sequer vejo o caminho a seguir.
Em dias como este só fico feliz quando chega a chuva, porque sei que vem para me lavar a alma. Sinto-me arrumada num armário velho, a ficar cheia de pó, junto a outras velharias, esquecidas há já algum tempo. E eu sou tão facilmente esquecida...
E se eu desaparecesse? Sim. E se eu desaparecesse? E se eu fugisse do armário? Se conseguisse quebrar a corrente, recuperava a minha alma, as minhas asas. Deixava de ser um pássaro em voo para lado nenhum e voltava a ter norte. Talvez conseguisse voar bem alto. Talvez conseguisse, assim, que se lembrassem que existo e ainda estou aqui. É isso! Só tenho de sair do armário...

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006

Publicado por Desnorteada às 4:23 p.m. 1 comentários
Por muito que tente, há coisas que não consigo entender. Desconfio que o tempo anda demasiado ocupado e que a vida se esqueceu que ainda ando por cá. Só preciso de um sinal. Pode ser qualquer coisa, vindo de qualquer lugar. Pode ser insignificante mas que aconteça. Um sinal como prova de que ainda respiro. Um sinal para voltar.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

TARDE DE CHUVA

Publicado por Desnorteada às 8:47 p.m. 2 comentários


Está frio. O coração está apertado. E começa a chover. Devagar. Abraço uma manta e imagino outro colo. Imagino-te, aqui, comigo. A chuva voltou como que fosse um sinal. Chora o tempo e eu choro o que teima em não chegar. Arrasto-me pela casa. Fazes-me falta! Vagueio. Pego no Viver para Contá-la de Gabriel García Marquez - o livro do momento - e tento absorver cada letrinha. Em vão. Não consigo concentrar-me. Vou então até à estante e procuro um DVD. Apetece-me rir. Escolho uma comédia romântica e caio no sofá. Lá fora, a chuva torna-se mais intensa. Perco-me na história. Penso. Sonho. Insisto em algo impossível. Sonhar é a única coisa que me resta. É que no patamar dos sonhos, tudo faz sentido. No mundo do faz-de-conta tudo é perfeito, nada se esconde e tudo parece verdadeiro. Regresso no tempo. Volto à minha história. Rio. Sinto o que tenho. E vivo o momento: vivo, intensamente, esta bela tarde de chuva.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006

BETTER TOGETHER

Publicado por Desnorteada às 9:32 p.m. 2 comentários
There is no combination of words
I could put on the back of a postcard
And no song that I could sing, but I can try for your heart
Our dreams, and they are made out of real things
Like a shoebox of photographs with sepia tone loving

Love is the answer
At least for most of the questions in my heart
Why are we here and where do we go
And how come it's so hard
It's not always easy and sometimes life can be deceiving
I'll tell you one thing
It's always better when we're together

Mmm, it's always better when we're together
Yeah, we'll look at the stars when we're together
Well, it's always better when we're together
Yeah, it's always better when we're together

And all of these moments just might find a way into my dreams tonight
But I know that they'll be gone when the morning light sings
Or brings new things for tomorrow night you see
That they'll be gone too, too many things I have to do
But if all of these dreams might find their way into my day to day scene
I'd be under the impression I was somewhere in between
With only two, just me and you, not so many things we got to do
Or places we got to be, we'll sit beneath the mango tree now

Yeah, it's always better when we're together
Mmm, we're somewhere in between together
Well, it's always better when we're together
Yeah, it's always better when we're together (mmm)

I believe in memories, they look so, so pretty when I sleep
And when I wake up, you look so pretty sleeping next to me
But there is not enough time
And there is no, no song I could sing
And there is no combination of words I could say
But I will still tell you one thing
We're better together

Jack Johnson

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006

Publicado por Desnorteada às 9:19 p.m. 10 comentários


Hoje, completava dois anos, mas quis o destino que assim não fosse. Sinto que o tempo é como um rio: nunca pára! Às vezes tenho saudades. Outras, nem por isso. Pelo que vivi, por quem conheci e, principalmente, pelo que aprendi, guardo, algures, boas recordações. Espero um dia poder olhar para trás e sorrir... Todos os dias eram lições de vida e só agora sei disso... Mais cedo ou mais tarde, serei capaz!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006

PARA PENSAR O NORTE...

Publicado por Desnorteada às 8:34 p.m. 0 comentários
Quem me conhece sabe que defendo o norte com unhas e dentes. O texto que se segue é o que sinto. Não o ponho aqui porque é bonito ou porque está bem escrito ou porque é um dos meus preferidos. Ponho-o porque é importante as pessoas reflectirem. Portugal não pode ser só Lisboa... há todo um resto que tem de começar a fazer sentido cada vez mais. Nós estamos aqui, ainda, e precisamos que se lembrem que existimos.

Porto Sentido



“Amo a cidade do Porto. (...) Ao contrário de outras pessoas, não consigo, nem quero justificar porque gosto da minha cidade. Está cá dentro. No meu coração. Mas sei que é um sentimento partilhado por milhares de anónimos. Os invejosos chamam-lhe bairrismo. É um adjectivo. Apenas isso. Não vale a pena perder tempo a explicar o que se sente. E aí está a grandeza da nossa relação com esta cidade. Mas, só o sentimento não chega. Temos de gritá-lo. Bem alto!(...)
Os sucessivos governos (e a autarquia, claro!) até podem ter feito algumas (poucas) coisas positivas (metro, Serralves, Casa da Música, requalificação urbana, modernização da Universidade de Porto), mas os resultados oficiais estão à vista: desemprego, perda de influência, falta de oportunidades, perda de competitividade, perda de poder de compra. Estas tristes realidades fazem do Porto uma excelente cidade para criar nossos filhos e morrer tranquilamente. No entretanto, existe Lisboa. Se a crise existe, ela está no Porto. E é esta a estatística. Ou seja, oficial. Há dois anos tínhamos o Mourinho para nos distrair e para nos dar algum orgulho perdido. Agora, nem isso! Não temos desafios, não sabemos bem o que queremos. Estamos quase adormecidos. Sem esperança, sem projectos. Revoltamo-nos todos os dias nos cafés, nos restaurante e nas ruas, mas recolhemos em silêncio. Estamos à espera do nosso D. Sebastião.(...)
Não temos grandes investimentos previstos. Não se criam centros de competência, nem organismo públicos na região. Os que existem ou perdem influência ou são transferidos para Lisboa. Até a nossa carismática pronúncia parece estar a desaparecer. Sempre ridicularizada por quem fala com “bués” e “muita” ou “ganda” disto ou daquilo. Até nas novelas, os nosso habitantes falam com o sotaque da capital!? Querem-nos transformar numa “delegação” de Lisboa.(...)
Temos de, no dia-a-dia, mostrar a nossa indignação e tomar algumas atitudes. Nem que seja escrever para os jornais. Ou façam o seguinte: em todos os domínios de consumo ou lazer, escolham os produtos ou empresas da vossa região. Assim, o PIB fica cá. Acreditem que um dia acaba por doer. E pode ser que passem a investir alguma coisa aqui. Ou, pelo menos, lembrarem-se que existem outras cidades. Nem que seja uma árvore de Natal (essa instituição bancária não tem sede no Porto?) na Avenida do Aliados ou o Porto/Dakar. Sei que pode parecer ridículo, mas mais ridículo é cruzar os braços. “Ousando, erramos às vezes. Não ousando, erramos sempre”.”
Nuno Ortigão in Jornal de Notícias, segunda-feira, 30 de Janeiro de 2006)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006

O QUE É PRECISO, É ACREDITAR!

Publicado por Desnorteada às 3:50 p.m. 2 comentários


O céu já esteve fechado por nuvens que não queriam desaparecer. Agora tem em si um arco-íris que me acalma… O vento que já uivou, como se me quisesse chicotear, é agora brisa que brinca comigo, que me embala… Tal como eu também o tempo andou a queixar-se... Já é demais! Ouviu, tantas noites, a minha alma, por tudo, chorar que me mandou uma mensagem para dar um novo rumo à minha vida. Essa mesma alma fala agora à lua apenas a agradecer a fantasia que se criou na minha vida... É tudo relativo: o tempo, o espaço, os sentimentos, a sorte, o azar... Tudo tão relativo! Não conheço o que aí vem, mas também não quero conhecer. Quando chegar o momento, hei-de saber vivê-lo. O importante é o aqui e o agora. Um dia de cada vez. Sem pressa de chegar. Sei lá eu se ao correr não deixo para trás as coisas boas da vida!?

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006

BONS MOMENTOS

Publicado por Desnorteada às 10:11 p.m. 3 comentários


Porque só estes valem a pena reviver, vou estar ausente por alguns dias. Prometo divertir-me. Bem preciso! E prometo regressar à blogosfera em grande...

terça-feira, 31 de janeiro de 2006

Publicado por Desnorteada às 4:53 p.m. 1 comentários


A vida não está fácil, mas dias como o de ontem fazem-me acreditar que ainda é possível ser feliz. Voltei a sorrir. Como sempre o fiz. Voltei a acreditar. É bem mais simples quando os problemas ficam para trás, quando lhes damos folga. O espírito cresce e torna-se bem mais forte. A receita? Simplesmente, a amizade, o carinho com que partilhamos os nossos segredos, medos e sonhos. É bom sonhar e é bom ter quem nos avise, de vez em quando, disso:

DON'T GIVE UP

In this proud land we grew up strong
We were wanted all along
I was taught to fight, taught to win
I never thought I could fail

No fight left or so it seems
I am a man whose dreams have all deserted
I've changed my face, I've changed my name
But no-one wants you when you lose

Don't give up
'cos you have friends
Don't give up
You're not beaten yet
Don't give up
I know you can make it good

Though I saw it all around
Never thought that I could be affected
Thought that we'd be last to go
It is so strange the way things turn

Drove the night toward my home
The place that I was born, on the lakeside
As daylight broke, I saw the earth
The trees had burned down to the ground

Don't give up
You still have us
Don't give up
We don't need much of anything
Don't give up
'cause somewhere there's a place
Where we belong
Rest your head
You worry too much
It's going to be alright
When times get rough
You can fall back on us
Don't give up
Please don't give up

Got to walk out of here
I can't take any more
Going to stand on that bridge
Keep my eyes down below
Whatever may come
And whatever may go
That river's flowing
That river's flowing

Moved on to another town
Tried hard to settle down
For every job, so many men
So many men no-one needs

Don't give up
'cause you have friends
Don't give up
You're not the only one
Don't give up
No reason to be ashamed
Don't give up
You still have us
Don't give up now
We're proud of who you are
Don't give up
You know its never been easy
Don't give up
'cause I believe there's a place
There's a place where we belong.

by Peter Gabriel with Kate Bush

Pelo dia, pelos conselhos e pelo incentivo, OBRIGADA!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

AS MANHÃS DA TV

Publicado por Desnorteada às 3:22 p.m. 1 comentários


RTP, Praça da Alegria. SIC, Fátima. TVI, Você na TV. A DOIS, Zig Zag. Não há pachorra. (Infelizmente, não tenho cabo). Não aguento mais ver as avós de Portugal, a choradeira dos casos de Fátima e a estupidez de Manuel Luís Goucha. É que não dá mesmo para compreender como é possível que aconteçam certas coisas nos programas que as grelhas das nossas televisões apresentam. As manhãs da TV portuguesa são simplesmente deprimentes. Tirando o espaço informativo da RTP das 7h30 às 10h não se aproveita nada. Mesmo o espaço infantil d' A Dois deixa a desejar...
Não sei se é por não ter muito mais para fazer e por nesse exacto momento estar de serviço na cozinha, tenho estado mais ligada à TV. Custa tanto que às vezes desespero. Ontem, por exemplo, estava um Grupo de Cantares ao Desafio n' A Praça da Alegria que fez com que todos no estúdio explodissem a rir (não era para menos!). Mudei para a SIC. O resultado não foi muito animador. Tertúlia cor-de-rosa. Afinal o SIC 10 Horas não tinha acabado? Não é um programa novo? Não consegui nem ver um bocadinho... Mudei então para a TVI. TCHIIIIIII! Mudei logo. A primeira imagem era a de um miúdo numa cadeira de rodas com graves lesões físicas e cerebrais. Tornei a sintonizar a RTP. O grupo de cantares ao desafio continuava a cantar. As gargalhadas eram mais evidente. Nada de apresentadores, inclusive. O Jorge Gabriel teve de sair de cena e quando regressou interrompeu o grupo, cantando também: "se não param, eu fico sem ordenado"... Deu-me uma ataque de riso tal que fiquei deprimida... Era tão mau que não consegui parar de rir. Rir de pena daquelas pessoas e de mim porque me estava a rir do fracasso do entretenimento português. Senhores da televisão, por favor, pensem, ou melhor, repensem o poder que têm nas mãos...

segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

Publicado por Desnorteada às 11:24 p.m. 2 comentários
É estranho viver sem regras, sem rotinas, sem horários. É estranho estar longe de quem nos quer bem, de quem gostamos. É estranho acordar sem nada para fazer e ir dormir com a sensação de que nada se fez. É estranho ter vontade de realizar mil e uma coisas e não saber como as fazer. É estranho esperar todos os dias por um sinal que teima em não chegar. É estranho querer que o tempo avance rápido na ânsia de saber o que vem por aí. É estranho lutar todos os dias numa batalha que à partida está perdida. É estranho combater os medos sem que esses não sufoquem. É estranho falar com os que ainda estão presentes, e senti-los, cada vez mais, ausentes. É estranho querer mudar e não conseguir, querer seguir e parar, querer agarrar e largar. É estranho sentir na pele que não se pertence a lado nenhum. É estranho querer estar fixa e ao mesmo tempo querer estar em vários sítios. Tudo isto é estranho. Muito estranho. Estranho mas real...

domingo, 22 de janeiro de 2006

E ALEGRE SE FEZ TRISTE

Publicado por Desnorteada às 11:14 p.m. 0 comentários
"Aquela clara madrugada que
viu lágrimas correrem no teu rosto
e alegre se fez triste como se
chovesse de repente em pleno agosto.

Ela só viu meus dedos nos teus dedos
meu nome no teu nome. E demorados
viu nossos olhos juntos nos segredos
que em silêncio dissemos separados.

A clara madrugada em que parti.
Só ela viu teu rosto olhando a estrada
por onde um automóvel se afastava.

E viu que a pátria estava toda em ti.
E ouviu dizer-me adeus: essa palavra
que fez tão triste a clara madrugada."

Manuel Alegre

sábado, 21 de janeiro de 2006

MUDANÇAS

Publicado por Desnorteada às 6:03 p.m. 1 comentários


Às vezes, a vida não nos põe no nosso caminho as melhores coisas... os caminhos mais simples. São desafios diários para ver o quanto somos fortes. Experiências para aprendermos. E, a cada dia que passa sentimos na pele os erros que cometemos, que só nos ajudam a seguir caminho... e de cabeça erguida.
Ultimamente, tenho dito muitas vezes (a mim e aos outros) que um dia ao acordar de manhã, tudo estará diferente e aí não terei mais dúvidas. Os dias que têm passado não têm sido fáceis. Há alturas em que nem sei bem como sorrir... como continuar. Mas dias como hoje fazem-me acreditar que um dia há-de estar tudo bem.
O ano está a começar. Já lá vai um mês que tudo mudou. E porque foram tantas as mudanças, quero também mudar as coisas do meu dia-a-dia. Por isso, pus mãos à obra e reformulei O Meu Lado B, para que todos os dias quando vier até cá me lembre que tudo há-de ficar bem. Tudo há-de melhorar. E, assim, passo a passo, vou renascendo com a mesma alegria de sempre.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2006

SAUDADE

Publicado por Desnorteada às 8:56 p.m. 1 comentários

quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

What A Difference A Day Made

Publicado por Desnorteada às 6:18 p.m. 1 comentários
"What a difference a day made, twenty four little hours
Brought the sun and the flowers where there used to be rain
My yesterday was blue dear
Today I'm a part of you dear
My lonely nights are through dear
Since you said you were mine
Oh, what a difference a day made
There's a rainbow before me
Skies above can't be stormy since that moment of bliss
That thrilling kiss
It's heaven when you find romance on your menu
What a difference a day made
And the difference is you, is you

My yesterday was blue dear
Still I'm a part of you dear
My lonely nights are through dear
Since you said you were mine
Oh, what a difference a day made
There's a rainbow before me
Skies above can't be stormy since that moment of bliss
That thrilling kiss
It's heaven when you find romance on your menu
What a difference a day made
And the difference is you, is you, is you"

Jamie Cullum

segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

HÁ DIAS ASSIM... MENOS BONS!

Publicado por Desnorteada às 6:46 p.m. 1 comentários


Errei tantas vezes na oportunidade que dei aos outros que já nem sei se vale mesmo a pena tentar...

quinta-feira, 12 de janeiro de 2006

E DEPOIS DO ADEUS

Publicado por Desnorteada às 9:17 p.m. 0 comentários
"Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.

Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder

Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci

E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei...

E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós"

Paulo de Carvalho, José Calvário e José Niza

terça-feira, 10 de janeiro de 2006

VIRAR DA PÁGINA

Publicado por Desnorteada às 6:39 p.m. 0 comentários


8h30. Toca o despertador. Nem quero acreditar... É tão cedo! Tem que ser, espera-me um dia ocupadíssimo. Dos antigos. Daqueles que só acabam quando caio de novo na cama. Apresso-me... Tenho de ir... Nada é como era!
Tenho de me ambientar. Espreitar. Fazer um reconhecimento. Vagueio pelas ruas da cidade. Percorro todos os cantos que um dia foram meus. Apesar das saudades, já não pertenço aqui... Nada é como era!
Tento encontrar alguma coisa, mas até as pessoas mudaram. Está tudo tão diferente! Respiro fundo. Viro a esquina na esperança de reencontrar alguém, mas... nada é como era! [Afinal, "dois anos" é muita coisa...] Páro. Respiro fundo mais uma vez. Tiro o bloco de notas só para rever o que tenho ainda para fazer. Risco o que já fiz e vêm-me à memória as coisas do passado. Sorrio. E, mesmo antes, do sorriso terminar, vêm-me à memória as coisas do presente. Da alma, descem-me as lágrimas. Surgem questões. Porquê? Porque tinha de ser assim? E porquê agora? E daquela maneira? Olho em frente, e metaforicamente, reajo assim... é, pelo menos, o que deve ser feito. Pela terceira vez, respiro fundo. Esqueço. Sinto os pés no chão. Caminho sem saber muito bem para onde ir... nada é como era!
À minha espera, tenho o mundo. Acelero o passo. Mais rápido. Cada vez mais rápido. Como que fosse apanhar o comboio do tempo. De repente, abrando. Mais devagar. Cada vez mais devagar. Perco controlo sobre o meu corpo. Tenho de viver o presente. Sem pressas. Sem medos. Saborear o que a vida me dá... Afinal, "dois anos" é muita coisa... mas já não é... foi.

sábado, 7 de janeiro de 2006

HÁ PALAVRAS QUE NOS BEIJAM

Publicado por Desnorteada às 6:03 p.m. 0 comentários
"Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte."

Alexandre O'Neill

quinta-feira, 5 de janeiro de 2006

Publicado por Desnorteada às 9:16 p.m. 2 comentários


"Nunca é demasiado tarde para ser aquilo que sempre se quis ser."
George Eliot

quarta-feira, 4 de janeiro de 2006

ELA...

Publicado por Desnorteada às 8:50 p.m. 1 comentários


... tem uma vida pela frente. Vida nova, completamente diferente, cheia de desejos e sonhos. Uma vida com objectivos traçados há já muito tempo. Não sabe ao certo o que o futuro lhe reserva. Só sabe que o presente lhe oferece um turbilhão de emoções. Um rumo desconhecido, muito longe do que ela sempre conheceu...
Persegue algo que ainda não sabe o que é. Não tem nome, não tem cheiro, não se descreve, mas preenche-lhe os dias e o pensamento. Sente-se perdida. Sente-se sem norte. Sente-se sozinha... Apetece-lhe correr, fugir... agarrar o tempo para aquecer-lhe a alma e para afuguentar-lhe os fantasmas do passado... agarrá-lo como se fosse o último tempo a que tem direito... viajar nos seus segredos e voltar... para perto. Bem perto.

domingo, 1 de janeiro de 2006

ANO NOVO, VIDA NOVA!

Publicado por Desnorteada às 3:32 p.m. 1 comentários


Chegou 2006... um ano que se advinha difícil e pesado. Para todos. Para mim começa de uma forma estranha. De regresso a casa, sem emprego, mas de bem com a vida... Descobri em pouco tempo que para tudo há solução. Pode demorar mais, mas agora acredito (mesmo) que "Deus escreve direito por linhas tortas!". Durante uma semana, entre o Natal e o Ano Novo, recebi dezenas de mensagens, mail's, por vezes repetidos, mas com o mesmo conteúdo: que o melhor de 2005, seja o pior de 2006. Este ano quero acreditar nisto... Preciso, como do ar para respirar. Sei bem que os próximos dias serão autênticas provas de fogo, a todos os níveis, em todos os aspectos... e só quero estar à altura... UM BOM ANO PARA TODOS!

sábado, 31 de dezembro de 2005

Publicado por Desnorteada às 11:41 a.m. 0 comentários
Desde o início que não sei quem és. Não te conheço bem. Quero confiar em ti, mas não deixas. Ou simplesmente não queres. Imagino as coisas que me poderás dizer (ainda) ou que já me poderias ter dito. Às vezes gostava de voar por aí e ficar a olhar sobre ti sem que tu desses por mim. Só para ouvir o que nunca ouvi, ver o que nunca vi. Saber, apenas, se pensas em mim quando não estás comigo, quando não me vês. Há coisas em ti que tu não mostras e eu não sei como descobrir… Imagino-te. Imagino-nos. Imagino tanta coisa...

segunda-feira, 19 de dezembro de 2005

MAIS UMA... (PARTE II)

Publicado por Desnorteada às 11:02 a.m. 1 comentários
Começou a saga dos caixotes. Tudo guardado mais uma vez. Desespero só de pensar que ainda tenho paletes de cenas para encaixotar. É roupa, é louça, são velas, são porta-retratos, são caixas, são livros, são CD's, são DVD's, são papéis... Os brincos, os colares, as pulseiras e os relógios espalhados entre as caixas com o aroma do meu perfume que só em mim fica assim dão um toque especial ao quarto, à casa... na hora da despedida fica o cheiro. Só. Mas o que custa mesmo é despir as paredes... As fotografias, os desenhos, as credenciais dos eventos que fiz, os papéis que fui guardando e colando para viajar até alguns momentos... cada pormenor que marca a diferença de um quarto para o outro... marcas de uma cidade, marcas que várias pessoas deixam em mim, lembranças que me fazem chorar quando as arranco do espaço que jamais vai ser o mesmo quando já lá não estiver...

sexta-feira, 16 de dezembro de 2005

MAIS UMA...

Publicado por Desnorteada às 3:07 p.m. 0 comentários


É a oitava que deixo para trás... com saudade. Um misto de "o que vai ser agora?" com um alívio estranho por estar de regresso a casa. A vida tem contribuído para andar a saltar de cidade em cidade, de casa em casa, de hábitos em hábitos, de gargalhadas e choros que só conhecem aqueles com quem se partilha o espaço, os dias, as vitórias e as derrotas pessoais, o acordar e o deitar, a boa disposição e o mau feitio...
Desta vez, custa. Muito. Mais uma... Mas não é uma vez qualquer... Nem sei bem explicar porquê. Desconfio que é por ser adulta. Pela experiência ser diferente. Já não vou como estudante cheia de esperança. Agora, já sou experiente. Já sei que tudo o que queria não vai acontecer. Já sei que tudo vai ficar onde está, mas nada vai ser igual. As pessoas serão outras. Os hábitos diferentes. E só quando esporadicamente nos juntarmos, tudo vai parecer... PARECER... o mesmo.
Agora resta-me acreditar que as memórias estarão sempre presentes... que as pessoas não desaparecerão... que isto é só mais um pormenor nesta caminhada que é viver... e levar comigo cada detalhe...

terça-feira, 6 de dezembro de 2005

DIGAM-ME SE ESTIVER ERRADA!

Publicado por Desnorteada às 11:43 a.m. 3 comentários


Está quase a chegar a hora da despedida... Sei que custa sempre mais aos que ficam dos que aos que partem, mas não consigo enganar-me a mim própria... desta vez, vai custar aos que vão e não aos que ficam...
 

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