segunda-feira, 22 de maio de 2006

Publicado por Desnorteada às 6:29 p.m. 3 comentários
“Podemos começar por qualquer lado que tanto faz. Havemos de chegar lá. Não me perguntes onde. Quando chegarmos saberás. Agora é cedo para perguntar.”
Pedro Paixão in Muito, Meu Amor

Aconteça o que acontecer... Um dia de cada vez... Sem pressas...

quinta-feira, 18 de maio de 2006

Publicado por Desnorteada às 5:57 p.m. 5 comentários
As palavras nunca são suficientes, pois não?

segunda-feira, 15 de maio de 2006

Publicado por Desnorteada às 4:08 p.m. 4 comentários
Se não és o meu porto de abrigo, corta os laços que me unem a ti e deixa-me respirar...
Se não me queres junto a ti, deixa-me sentir a liberdade... deixa-me voar para longe de ti... deixa-me sentir livre de nós...
Se não pensas sequer em mim, leva tudo contigo... todas as lembranças...
Vai e esquece tudo a partir de agora... sem culpas... esquece as promessas...

Mas...

Se queres ser o meu cais, afinal, pede-me desculpa pelos dias que passo sem ti, pelas noites que passo acordada e pelas lágrimas que já chorei...
Se ainda me queres um bocadinho que seja, grita-me aos ouvidos que te preocupas comigo, que tens saudades minhas e admite que a tua decisão foi a menos acertada...
Se ainda é possível, pede-me desculpa. Basta isso. Surpreende-me...

domingo, 7 de maio de 2006

Publicado por Desnorteada às 9:32 p.m. 3 comentários


A tentar dar um rumo à minha vida... até breve!

quinta-feira, 4 de maio de 2006

Publicado por Desnorteada às 5:51 p.m. 4 comentários
Tenho uma vontade enorme de imensas coisas e não tenho vontade de nada ao mesmo tempo. E sinto-me ridícula por me sentir assim. Quero cuspir o que me sufoca a alma, mas só consigo guardar tudo algures no meu peito. É que não sou capaz... não sou capaz... não sou capaz...

segunda-feira, 1 de maio de 2006

Publicado por Desnorteada às 11:26 p.m. 1 comentários
Bem sei que a vida não pode avançar com base no passado, mas ultimamente são as recordações do que já vivi que me fazem seguir caminho. As palavras têm-me falhado, por isso deixo-vos as de outros. Façam delas as minhas.

A Severa foi-se embora,
O tempo pra mim parou,
O passado foi com ela,
Para mim não mais voltou.

As horas pra mim são dias,
As horas pra mim são dias,
Os dias pra mim são anos,
Recordação é saudade,
Recordação é saudade,
Saudades são desenganos.

Ó tempo volta pra trás,
Traz-me tudo que eu perdi,
Tem pena e dá-me a vida,
A vida que eu já vivi.

Ó tempo volta pra trás
Mata as minhas esperanças vãs,
Vê que até o próprio sol
Volta todas as manhãs,
Vê que até o próprio sol
Volta todas as manhãs.

Porque será que o passado
E o amor são tão iguais?
Porque será que o amor
Quando vai não volta mais?

Mas para mim a Severa,
Mas para mim a Severa,
É o eco dos meus passos,
Eu tenho a saudade à espera,
Eu tenho a saudade à espera,
Que ela volte prós meus braços.

Ó tempo volta pra trás
Traz-me tudo que eu perdi
Tem pena e dá-me a vida
A vida que eu já vivi

Ó tempo volta pra trás
Mata as minhas esperanças vãs,
Vê que até o próprio sol
Volta todas as manhãs,
Vê que até o próprio sol
Volta todas as manhãs.

António Mourão/Manuel Paião

quinta-feira, 27 de abril de 2006

Publicado por Desnorteada às 4:14 p.m. 2 comentários
Never is a promise

You’ll never see the courage I know
Its colors’ richness won’t appear within your view
I’ll never glow - the way that you glow
Your presence dominates the judgements made on you

But as the scenery grows, I see in different lights
The shades and shadows undulate in my perception
My feelings swell and stretch; I see from greater heights
I understand what I am still too proud to mention - to you

You’ll say you understand, but you don’t understand
You’ll say you’d never give up seeing eye to eye
But never is a promise, and you can’t afford to lie

You’ll never touch - these things that I hold
The skin of my emotions lies beneath my own
You’ll never feel the heat of this soul
My fever burns me deeper than I’ve ever shown - to you

You’ll say, don’t fear your dreams, it’s easier than it seems
You’ll say you’d never let me fall from hopes so high
But never is a promise and you can’t afford to lie

You’ll never live the life that I live
I’ll never live the life that wakes me in the night
You’ll never hear the message I give
You’ll say it looks as though I might give up this fight

But as the scenery grows, I see in different lights
The shades and shadows undulate in my perception
My feelings swell and stretch, I see from greater heights
I realize what I am now too smart to mention - to you

You’ll say you understand, you’ll never understand
I’ll say I’ll never wake up knowing how or why
I don’t know what to believe in, you don’t know who I am
You’ll say I need appeasing when I start to cry
But never is a promise and I’ll never need a lie

Fiona Apple

segunda-feira, 24 de abril de 2006

Publicado por Desnorteada às 10:30 p.m. 2 comentários
Tic – Tac, Tic – Tac, Tic – Tac, Tic – Tac. O relógio no meu pulso marca o passo. Relembra-me todos os dias que o tempo não pára. Voa. Relembra-mo mesmo quando me esqueço disso. Cada segundo. Eu pensei que passasse. Que fosse só uma fase. Daquelas que duram um par de semanas, mas depois acabam por desaparecer. Não passou. Continuo à espera de qualquer coisa. À espera dum futuro que teima em não chegar.
Tic – Tac, Tic – Tac, Tic – Tac, Tic – Tac. Cada segundo que passa. Mais uma hora. Fico-me com os meus planos. Objectivos. Sonhos. Mais nada. Só ideias, palavras e imagens que flutuam na minha cabeça. Só caprichos e vontades que abusam de mim. Sem nunca se concretizarem. Sem que me satisfaçam. Se eu não estivesse tão cansada de esperar, de lutar em vão, até me dava ao luxo de chorar. Mas isso já passou. Já chorei que chegue. Já chorei o que tive, o que tenho, o que quero ter e o que nunca terei.
Tic – Tac, Tic – Tac, Tic – Tac, Tic – Tac. Mais um dia. Penso no que fui, no que sou, no que quero ser. No que quero ter. Ainda. E é tão pouco. Sinto-me cansada. Recordo o que já fiz e tento perceber se há algo mais que possa fazer. Ouço os ponteiros a dançar. Ouço o tempo a passar. Uma espécie de aviso. Foi mais um dia que passou. E eu aqui. Sempre. À espera...

domingo, 23 de abril de 2006

Publicado por Desnorteada às 7:52 p.m. 3 comentários


CAMPEÃO NACIONAL 2005/2006

terça-feira, 18 de abril de 2006

Publicado por Desnorteada às 6:15 p.m. 2 comentários
Ouço o telefone a tocar. Corro para atender. És tu. Mandas-me um beijo. Não me consigo concentrar. Respiro fundo para retomar a calma. Procuras em mim algo que ambos não conseguimos explicar. Estás com saudades de mim e eu não consigo ocultar que sinto o mesmo por ti. Mas não o dizes, eu adivinho-o. Os ponteiros esquecem-se de andar e ficamos apenas um para o outro. As palavras começam a fazer sentido e dão origem a um silêncio que evitamos. Aos poucos, a minha alma, dorida de saudade, encontra o alento que ansiava. Estás mesmo ali ao pé. A chamar por mim. Sorrio. Sorris. Sorrimos. Abraçamo-nos, ainda que não fisicamente, num abraço que eu quero eterno. As nossas mãos brincam ao mesmo ritmo. Sinto-o. Só a lua testemunha a nossa história. Uma insensatez ou um sonho. Há promessas por cumprir mas sei que nada vai mudar. Não me sinto nem capaz de pensar no que é. No que foi. Não quero. Torna-se sempre mais fácil não pensar, para não sentir. É assim que fazes e eu já percebi. Finalmente, entendi a mensagem. A história parece ficar por aqui. Assim, perdida no tempo. É que agora falta muita coisa. Falta tempo. Falta vontade. Faltas tu. Falto eu. Falta tudo. Está na minha cabeça e no meu coração, mas é parte do passado.

sábado, 15 de abril de 2006

Publicado por Desnorteada às 8:21 p.m. 1 comentários
Já que o Pai Natal me faltou, conto com o Coelhinho da Páscoa. Vamos lá ver se este não me engana e se se lembra de mim...



UMA BOA PÁSCOA!

quinta-feira, 13 de abril de 2006

Publicado por Desnorteada às 2:37 p.m. 3 comentários
A vida é como um puzzle. Tem várias peças. Nós somos a do meio e depois existem muitas outras que encaixam na perfeição. Os amigos são assim. Peças que nos vão completando. Dia após dia. Com um carinho, uma palavra, um gesto.
Às vezes achamos que todas as partidas que a vida nos prega são más, mas não... às vezes são bem boas. Ontem tive a primeira festa surpresa da minha vida. Foi preciso fazer 26 aninhos para alguém mentir e esconder a toda a hora só para me ver sorrir. E foram tantos os cúmplices... Faltou muita gente porque a semana não é a melhor e porque a distância não permitiu que todos conseguissem estar comigo. Mesmo assim, correu tudo muito bem. Aos que estiveram presentes física e espiritualmente, MUITO OBRIGADA!
Eu andava desconfiada, mas achei sempre que era demasiado “cota” para me fazerem uma coisa destas. Só faltaram mesmo os balões e os palhaços... (hihihihihihi) Houve tempo para tudo. Foi um fartote de surpresas. Um fartote de coisas boas. Senti-me uma criança. E foi tão bom. Até estava disposta a cantar no karaoke... Íamos brilhar com o Amanhã de Manhã d’ As Doce, mas “roubaram-nos” a música. (hihihihihi) Mas o ponto alto da noite foi quando me chamaram ao palco para me dedicarem o Parabéns a Você. Ia morrendo de vergonha... (hihihihihihihi) Enfim... Garanto a todos que jamais esquecerei esta noite. Fizeram-me acreditar que ainda é possível ser feliz. Podemos não ter tudo o que queremos nem estar sempre com quem queremos, mas temos de saber aproveitar o que temos no dia-a-dia. É sempre possível! Lição Apre(e)ndida. :)

terça-feira, 11 de abril de 2006

Publicado por Desnorteada às 9:44 p.m. 5 comentários
Às vezes sinto-me especial. Hoje, é um desses dias. Tenho a sorte de poder comemorar o aniversário durante dois dias inteirinhos... Hoje e amanhã.

PARABÉNS A MIM! :D

quarta-feira, 5 de abril de 2006

Publicado por Desnorteada às 9:59 p.m. 1 comentários
Passeio dos prodígios

Vamos lá contar as armas
tu e eu, de braço dado
nesta estrada meio deserta
não sabemos quanto tempo as tréguas vão durar...

há vitórias e derrotas
apontadas em silêncio
no diário imaginário
onde empilhamos as razões para lutar!

Repreendo os meus fantasmas
ao virar de cada esquina
por espantarem a inocência
quantas vezes te odiei com medo de te amar...

vejo o fundo da garrafa
acendo mais outro cigarro
tudo serve de cinzeiro
quando os deuses brincam é para magoar!

Vamos enganar o tempo
saltar para o primeiro combóio
que arrancar da mais próxima estação!
Para quê fazer projectos
quando sai tudo ao contrário?
Pode ser que, por milagre,
troquemos as voltas aos deuses

Entre o caos e o conflito
a vontade e a desordem
não podemos ver ao longe
e corremos sempre o risco de ir longe demais

somos meros transeuntes
no passeio dos prodígios
somos só sobreviventes
com carimbos falsos nas credenciais...

Vamos enganar o tempo
saltar para o primeiro combóio
que arrancar da mais próxima estação!
Para quê fazer projectos
quando sai tudo ao contrário?
Pode ser que, por milagre,
troquemos as voltas aos deuses

Vamos enganar o tempo...

Jorge Palma

segunda-feira, 3 de abril de 2006

UMA PROVA DE COMO POSSO SER MÁ... MUITO MÁ!

Publicado por Desnorteada às 6:08 p.m. 4 comentários


Esta pantufa de carne e osso agora põe-se assim sempre que quer mimos. Pousa o focinho no colo e olha-nos assim com este ar de cachorrinho abandonado... Normalmente só resultava com o meu pai. Agora, ele já descobriu que sou incapaz de lhe negar uns mimos e faz isso todos os dias. Vem como quem não quer a coisa e depois fica assim até a nossa mão escorregar até à sua barriguinha para algumas cócegas. É que para estar deitadinho no chão de perninhas para o ar bastam uns segundos. Depois é ver o rabo a abanar para demonstrar o estado de alegria e de conquista... Mas, hoje, fez das dele. Foi para o jardim esconder um osso e quando veio para o meu colo vinha cheio de terra. Só me apercebi quando lhe pus a mão. Gritei com ele e mandei-o para bem longe. Ele encolheu-se e olhou para mim com um ar como quem diz: “Ouve lá, não ‘tou a perceber esse teu mau feitio! Eu só quero mimos...” Depois deitou-se e engoliu em seco. Sim, descobri que é o que ele faz quando faz asneiras. Engole em seco e vira o focinho para o lado como quem não está a perceber porque lhe estamos a passar um raspanete. Também não fui capaz de lhe negar uns mimos. Pensei: ele não fez por mal. Então, sentei-me ao pé dele a limpar-lhe o focinho e lá lhe fiz umas cócegas. Em jeito de agradecimento, sabem o que ele fez? Pôs as suas patas sujas nos meus ombros e lambeu-me a cara toda. Estão a imaginar o que me apeteceu fazer-lhe, não estão? Só pensei: Artur, é desta que tu levas uma tareia que nunca mais te esqueces! Mas não... Acalmei e pensei: vou vingar-me. Pus então toda a minha maldade a trabalhar. Uns segundos depois, gritei: já sei, vou dar-lhe banho. Sim, é isso. E com um ar de poucos amigos, arrastei-o e dei-lhe um bom banho. Ele não gosta nada. Ele não gosta e eu assim vinguei-me. Foi o castigo dele. Sou ou não sou má? (hihihihihihi!)

sábado, 1 de abril de 2006

Publicado por Desnorteada às 10:02 p.m. 3 comentários
São raros os dias que não me lembre de ti. Ultimamente, pouco ou nada sei de ti. Há já muito tempo que não te vejo e as lembranças chegam muitas vezes. Mas lembrar não é mau. Não. Gosto de regressar ao passado. Afinal, é tão recente. É bom voltar. Sempre que o faço reorganizo as ideias. E da última vez cheguei a uma conclusão: eu gostava de gostar de ti, agora já não sei. Sim, é verdade. Antes, gostava de gostar de ti. Agora não sei. Gosto de ti, mas já não sei se gosto de gostar de ti. Tenho saudades. Saudades de ir tomar café contigo. Saudades de estar horas a falar contigo. Saudades de ler uma mensagem tua. Saudades de acordar de madrugada com uma provocação tua. Saudades de me “irritar” contigo. Saudades de te ler. Saudades de te ver sorrir. Saudades de te ouvir. Saudades de te ver, apenas. Saudades de procurar no teu olhar um alento. Saudades de um abraço forte. Saudades das palavras amigas. Saudades do teu “dorme bem”. Saudades das confidências, minhas e tuas. Saudades dos teus medos. Saudades dos teus “segredos”. Saudades de teres tempo para mim. Gosto de ti, a sério. Tu sabes. Eu sei que sabes. Gosto de ti não por causa de quem és, mas por causa de quem sou agora, depois de te ter conhecido. Gosto de ti, mas já não sei se gosto de gostar de ti. Não sei se devo continuar a gostar de gostar. Tenho andado tão bem estes últimos dias. Tão bem disposta. Com uma força que me nasceu do nada. Às vezes até fico com medo. Chegas a mim como alguns mais. Como todos aqueles com quem gosto de partilhar o bom e o mau da vida. Apenas. O resto? O resto está entregue ao tempo...

terça-feira, 28 de março de 2006

Publicado por Desnorteada às 10:24 p.m. 7 comentários
- Estou diferente...
- Diferente como?
- Às vezes não me reconheço. Estou frágil, insegura, desanimada... A sério, estou mesmo diferente!
- Tens que te animar. Mostra a garra que sempre tiveste e mostra como és lutadora...
- Estou cansada. Não sei se consigo...
- Tu não és a Desnorteada. Devolve-me a Desnorteada!


Isto é um pequeno excerto de uma longa conversa com um amigo. De mais uma para me reanimarem e trazerem-me de volta para este mundo. Fez-me sorrir e fez-me também parar para pensar. Pensar não só no caos em que me encontro, mas também pensar no quanto outras pessoas têm feito por mim. E têm sido muitos. Todos os dias alguém me diz ao ouvido que vou conseguir. São tantos que até me custa não acreditar. Às vezes, esqueço o valor que tenho. Ultimamente, são raras as vezes em que não me sinto culpada. Culpo-me por demasiadas coisas. Por erros que cometi, por coisas que não deram certo, por ser facilmente esquecida, por isto e por aquilo. Mas chega! Basta! Resolvi dar um tempo ao pessimismo. Nos últimos dias não me tenho reconhecido. Eu não sou assim. Mesmo! Lá por as coisas não estarem a correr como eu quero, não quer dizer que eu não possa tirar partido delas. Há sempre qualquer coisa a aprender. E na vida há muita coisa boa. É das coisas boas da vida que quero tirar proveito. E as coisas boas da vida não são coisas. Obrigada a todos aqueles que têm estado presentes e a todos os que não me deixam desistir. Aos outros, obrigada na mesma, têm-me ajudado a crescer.

segunda-feira, 27 de março de 2006

DIA MUNDIAL DO TEATRO

Publicado por Desnorteada às 6:03 p.m. 0 comentários


Todos nós representamos na vida. Uns mais que outros é certo, mas todos nós já tentámos ser aquilo que não somos, pelo menos uma vez na vida. Hoje, comemora-se a arte do fingimento, a arte de vestir a pele doutras personagens, fazendo os outros acreditarem que não são eles mesmos, a arte de fazer rir ou chorar. O teatro, hoje, é dono e senhor do palco da vida. Um bem haja para todos aqueles que o vivem.

domingo, 26 de março de 2006

TARDE DE CHUVA II

Publicado por Desnorteada às 6:27 p.m. 2 comentários


Chove e o vento uiva, zangado, lá fora. Apesar de estarmos quase em Abril, tenho frio. Um frio que incomoda. Um frio daqueles que nos faz ter arrepios na barriga. Um frio que pede um carinho a cada minuto que passa. Estive a ler durante a tarde. Sozinha. Embrulhada numa mantinha que me aconchega o pensamento. Agora quero deixar que a escrita tome conta de mim. Gosto de me deixar voar entre letras e palavras. Bebo um pouco de chá. É de camomila. Acalma-me e provoca-me um sorriso de orelha a orelha. Lembro-te. Enrolo-me em mim própria. Sabe a pouco. Lembro-nos, juntinhos. Lembro-me de quando estavas ao pé de mim, tão perto que sentia o teu respirar no meu pescoço e um arrepio aparecia como quem não quer a coisa. Tal e qual este frio que hoje me faz sentir estranha. Lembro-me de ter a tua mão na minha mão. Lembro-me dos teus olhos quase fechados, porque o sono ia aparecendo, lentamente. Lembro-me de ficarmos a olhar um para o outro... A chuva e o vento trazem-me de novo aos dias de hoje. Recupero. Ganho forças. Tenho de continuar a minha luta. Bem sei que nada me serve andar triste ou com saudades, mas também sei que é preciso uma força de vontade muito grande, e talvez alguma ajuda. Hoje, é domingo. Sabe bem estar no sossego do lar. Mas amanhã e depois de amanhã e depois, sufoco. Se ao menos te sentisse presente. Se ao menos soubesse que ainda estás aí se precisar. Se ao menos ainda me encaixasses na tua agenda. Eu vou continuar a tentar e a lutar. Todos os dias. Sozinha. Mas era bom ter-te por perto, era bom sentir o teu ombro amigo como dantes.

sexta-feira, 24 de março de 2006

Publicado por Desnorteada às 5:34 p.m. 1 comentários
Estou em mim
Como um soldado que deserta,
Dá meia volta ao mundo
Em parte incerta.
Não sei como cheguei aqui,
Quis ser tudo...

Estou mais só do que sozinha.
Chega, mostra-me o caminho,
Leva-me para casa...

Agora, vem depressa, o tempo voa...
Só, ando às voltas, dá um nó.
Não sei como cheguei aqui,
Quis ser tudo...

Estou mais só do que sozinha
Chega, mostra-me o caminho
Leva-me para casa

O tempo voa...
O tempo voa...
Voa...

Não sei como cheguei aqui...

Leva-me P'ra Casa, Lúcia Moniz

quarta-feira, 22 de março de 2006

GGGGGGRRRRRRRRRR!

Publicado por Desnorteada às 10:21 p.m. 2 comentários
Oh pá, eu sei que os tempos não vão nada fáceis, mas porque é que as pessoas agora têm o prazer de humilhar quem precisa... Estou mesmo chateada! GGGGGGRRRRRRRRRR! Estou cansada de ouvir propostas de merda (desculpem, mas tem mesmo de ser!) e as pessoas que as estão a fazer julgarem que é a oportunidade da nossa vida. Foda-se! (desculpem, mas, acreditem, estou mesmo com as emoções à flor da pele!) Para além de ser um não atrás do outro, "parece que o mundo inteiro se uniu pra me tramar", como diz o amigo Rui Veloso. GGGGGGRRRRRRRRRR! Oh pá, a minha paciência está mesmo a esgotar-se. Não sei por onde ir. Isto de estar desempregada tem muito que se lhe diga. Dá um trabalho do caralho (desculpem mais uma vez!) procurar emprego e é preciso ter-se um estômago... Ouve-se cada cena! A sério... inacreditável! Ora tenho habilitações a mais (e eu pergunto, se estou a concorrer àquela vaga é porque estou interessada, não?), ora não preencho os requisitos, ora não respondem, ora põem anúncios enganosos e quando chegamos lá só dá vontade de espancar alguém... GGGGGGRRRRRRRRRR! Já ninguém respeita ninguém... E isto está a ficar cada vez pior! Até tenho medo do que por aí vem... Se antes ansiava todos os dias que o telefone tocasse, neste momento sempre que ele toca eu tremo. Encho-me de esperanças em cada entrevista, para depois vir de rastos para casa, atirada para o meu mundinho de "inútil". Se ao menos ainda fossemos bem tratados. GGGGGGRRRRRRRRRR! Que raiva, pá! Eu sei que o desespero não leva a nada e que a revolta faz mal e não dá bons resultados, mas estou tão cansada. Sinto-me impotente. Numa luta desigual. Sem saída. E ainda só (só, como quem diz, porque para mim parece uma eternidade!) passaram três meses. Quanto tempo mais terei de esperar?

Valha-me ao menos o meu FCPorto para me alegrar... O jogo foi da responsabilidade dos guarda-redes. E até nisso ganhámos. Ganda Baía! :D Na final já estamos... e mainada! :D
Publicado por Desnorteada às 6:09 p.m. 0 comentários
"Se tanto me dói que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na busca de um bem definitivo
Em que as coisas de Amor se eternizassem"

Sophia de Mello Breyner Andresen

segunda-feira, 20 de março de 2006

Publicado por Desnorteada às 5:57 p.m. 5 comentários
“Se gosto de ti.
Se gostas de mim.
Se isto não chega... tens o mundo ao contrário.”

O Mundo ao Contrário, Xutos & Pontapés

Dormi mal, agitada, como acontece há já vários dias. Sonhei contigo. Connosco. Queres que eu te conte? Vou fingir que disseste que sim, com aquele ar muito calmo só teu, que me deixa sempre na dúvida se estás mesmo com vontade de me ouvir ou se o fazes só para eu não amuar. Prefiro acreditar na primeira hipótese. Hoje, o sonho foi bom. Daqueles que nos faz pensar naquele sentimento sem voz e sem nome que mora dentro do nosso coração. Fiquei triste. E sabes, nunca me importei tanto com isso como hoje. Porquê? Porque no sonho partilhámos as coisas boas da vida. Rimos muito, juntos. E isso foi a maior prova de que gosto de ti. Gosto de ti porque quando me sinto feliz, gostava de correr até ti e cansar-me a contar-te porquê. Era assim no sonho. Mas já acordei. E eu não sei se é assim agora. Já reparaste o quanto me gasto em palavras? Quando acordei, percebi que as palavras, com quem brinco quase todos os dias, não me têm valido muito. A tua ausência faz-me ver isso. E em dias como este, eu só tenho uma certeza: não me importava de passar horas a escrever-te, só para te sentir meu. Era assim no sonho e tu gostavas de ler-me. O que escrevia para ti e o que escrevia só para mim. Espiavas-me os textos e sorrias. E quando eu dava contigo a sorrir porque descobrias o quão importante és para mim, limitavas-te a sorrir ainda mais para que eu jamais esquecesse o teu sorriso. Era assim no sonho. Aqui, são monólogos perdidos. Não os lês. Pelo menos que eu saiba. Nunca te apanhei a invadi-los como no sonho. Tenho andado a tentar esquecer-te a cada segundo que passa, mas acontece precisamente o contrário. Até deixei de falar contigo para ser tudo mais fácil, mas não é, parece que fica tudo mais complicado. Sinto mesmo a tua falta. Hoje, que acordei a sorrir, apenas queria poder partilhá-lo contigo, mas não tive coragem. Já não faz sentido, pois não? Porque se fizesse também tu terias vontade de partilhar as tuas vitórias comigo e isso parece estar longe de voltar a acontecer. Já não tenho direito de te chatear com as minhas coisas e tu pareces com medo de me falar. Ou então, apenas deixaste de querer fazê-lo. Hoje, sei que provavelmente terei outro sono agitado, mas sei que vou dormir melhor. Porquê? Talvez volte a sonhar connosco.

sexta-feira, 17 de março de 2006

Publicado por Desnorteada às 3:26 p.m. 1 comentários


Malmequer, bem-me-quer, malmequer, bem-me-quer, malmequer, bem-me-quer, malmequer, bem-me-quer, malmequer, bem-me-quer, malmequer, bem-me-quer, malmequer, bem-me-quer, malmequer, bem-me-quer, malmequer...

Continuo à espera...

terça-feira, 14 de março de 2006

Publicado por Desnorteada às 4:03 p.m. 1 comentários
Gostava de um dia poder dizer que vivi tudo o que tinha para viver. Gostava de dizer que cumpri o que vim cá fazer. Mas não consigo. Vivo o que posso e faço o que está ao meu alcance. Nada mais. Hoje, queria saber magia. Ter a carta certa na manga. Dominar uns truques. O meu segredo mais bem guardado seria voar até um arco-íris e ficar sentada numa das riscas, a assobiar e a baloiçar as pernas, tal e qual uma criança num parque de brincar. Hoje, gostava de me sentir com cinco anos de novo. Gostava de voltar a ser ingénua e inocente e acreditar que uma goma me pode fazer muito feliz. As gomas têm poderes especiais na infância, mas, ontem, descobri que esses poderes se vão perdendo com o tempo. Descobri também que a vida é como um saco de gomas. Tem de tudo. As doces, as ácidas, as que quase não têm sabor, as muito doces, as que nunca provamos, as que repetimos... E a vida também é assim. Sim, a vida é como um saco de gomas. Tem de tudo. Momentos bons, momentos maus, momentos que passam sem deixar marcas, momentos que queremos repetir todos os dias... Com uma única diferença, as gomas podemos escolher, os dias não conseguimos controlar e nem sempre sabemos o que eles nos trazem. Temos que os ir provando. A vida deveria saber a gomas, sim, mas só às docinhas, docinhas...

sábado, 11 de março de 2006

Publicado por Desnorteada às 6:24 p.m. 1 comentários
"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá a falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Fernando Pessoa

Nem mais... "um dia vou construir um castelo..."
Obrigada, Ana.

sexta-feira, 10 de março de 2006

ESTÁ NA HORA...

Publicado por Desnorteada às 4:48 p.m. 4 comentários


Daquela tarde parece só ter ficado o som de mais um comboio, a partir. Agora, o som do comboio é outro. Confesso que ainda espero que apanhes o comboio e viajes até mim. Mas estou cansada. Não consigo esperar mais. Entrego-me ao tempo. Este agora decide. Hoje percebo que aquela tarde foi só mais uma tarde fria, igual a tantas outras. O relógio da estação apenas marcou o tempo perdido. As dúvidas e as confusões. É como uma morada, onde um coração ficou preso a um comboio que partiu. Onde um adeus ficou preso a uma promessa. A esperança foi ficando, mas a tua demora está a fazer-me apanhar o próximo comboio. Desta vez, quem parte sou eu. Não é por preguiça ou por ser mais cómodo, mas só porque não tenho mais soluções. Dei por mim sozinha. A olhar os horários. A olhar as partidas e as chegadas. Olhei em redor e a única certeza que tive foi que não estavas ali. E por mais que lute contra o tempo esta é a única verdade que tenho. Estás, mas já não estás comigo. Cada vez fico mais certa de que nunca te conheci. Refugias-te em ti e o teu refúgio está tão longe. Nunca vais sair dele. E mais do que isso, nunca vais deixar que eu entre nele. Se ao menos eu soubesse que pensas em mim. Se ao menos eu soubesse que querias que continuasse a acreditar, voltava atrás. Acredita. Por agora, está decidido: vou seguir em frente e tentar esquecer. Vou mesmo apanhar o próximo comboio. Já arrumei um canto só teu na minha memória, porque quero guardar-te e lembrar-te como uma boa recordação. Mas é só isso. Fazes-me falta, mas não posso esperar mais. Não quero mais esperar. Estou mesmo cansada...

quarta-feira, 8 de março de 2006

Publicado por Desnorteada às 5:25 p.m. 3 comentários
So I found the reason to stay alive
Try a little harder see the other side
Talking to myself, too many sleepless nights
Try to find a meaning to this stupid life

I don't want your sympathy
Sometimes i don't know who to be

Hey, what you’re looking' for?
No one has the answer, they just want more
Hey who's gonna make it back?
This could be the first day of my life

So I found the reason to let it go
Tell you that I’m smiling' but it's too mean to grow
Will I find salvation in the arms of love?
Will it stop me searching?
Will it be enough?

I don't want your sympathy
Sometimes I don't know who to be

Hey, what you're looking' for?
No one has the answer, do you just want more
Hey who's gonna make it back?
This could be the first day of my life

The first time to really feel alive
The first time to break the chain
The first time to walk away from pain

Hey, what you're looking' for?
No one has the answer, will you just want more
Hey, who's gonna make it back?
This could be the first day of your life

Hey, what you're looking' for?
No one has the answer, they just want more (ooh, yeah)
Hey, who's gonna shine a light?
This could be the first day of my life

The first day of my life, Melanie C

Este, definitivamente, não é o meu género musical. Mas esta música tem tido um efeito qualquer sobre mim. Talvez seja só da fase pela qual estou a passar. Apenas isso. Espero! E o que me alegra é que um dia vou olhar para este dia ao rever os arquivos d' O Meu Lado B e vou perguntar: o que é que me passou pela cabeça para postar esta música? Ficarei confusa e depois chegarei à conclusão que foi com certeza um momento de loucura, daqueles que não se controlam... Estarão vocês a perguntarem-se: se já sabes isso para que é que postas? Porque sim. Porque me apetece. E porque, na décima vez que a música tocava na rádio, descubri que ainda há razões para acreditar que vale a pena esperar... mais e mais... porque afinal, quem espera sempre alcança.

terça-feira, 7 de março de 2006

Publicado por Desnorteada às 5:54 p.m. 2 comentários
Apetecia-me dizer que estou bem, mas a verdade é que estou apenas apática. Nem estou triste nem estou feliz. Estou à espera...

À espera...

À espera...

À espera de um sinal, de um gesto, de um toque, de um telefonema, de um e-mail. Qualquer coisa! Às vezes um pequeno pormenor faz toda a diferença.

Continuo à espera...

À espera...

À espera que algo aconteça para que eu possa agradecer por ter acontecido. Simplesmente.

Estou à espera...

À espera...

E, hoje, apetece-me fingir que está tudo bem. Apetece-me fingir que gosto de estar à espera...

Sempre à espera...

sábado, 4 de março de 2006

Publicado por Desnorteada às 4:28 p.m. 3 comentários


Já passei por tantos lugares que não percebo bem como é que este me marcou tanto assim. A verdade é que quando chego lá respiro bem fundo, de alívio, porque me reencontro. Na hora da despedida o coração fica sempre bem apertado. As saudades aumentam e a vontade de voltar a viver lá é imensa... Se pudesse regressar no tempo e fazê-lo parar nem sei ao certo para onde saltaria. Foram tantas as situações que gostava de reviver. Seria certamente algures nos últimos quatro meses. Disso tenho a certeza. Aprendi a lutar e a viver intensamente o que a vida me dá e isso é a melhor lição que alguma vez poderia ter tido. Descubri que a amizade é o melhor da vida e que ainda é possível amar. Foi tanto em tão pouco tempo que dói só de lembrar... Voltei, revivi e chorei. Chorei porque já não estou lá todos os dias. Chorei porque não tenho ao meu lado as pessoas de quem gosto. Chorei porque já não tenho o meu espaço... Agora sei porque me sinto só mesmo estando acompanhada. Aveiro faz-me falta!
 

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