Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora, mas o amado já...
Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
"aquela que nunca amou."
E esse é o maior dos sofrimentos:
Não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido...
Pablo Neruda
sábado, 3 de março de 2007
domingo, 25 de fevereiro de 2007
BIRRA ASSUMIDA...

Ontem, perguntaram-me, se valia a pena a espera? E eu respondi, prontamente, que sim... Hoje, pus-me a pensar e talvez não valha... O tempo é uma desculpa para adiar o inevitável. É andar às voltas sem sair do mesmo sítio. É atar a própria alma a algo incerto... Não posso continuar agarrada ao que já lá vai... Esta espera faz com que eu me esqueça de mim, quase sempre. E a verdade, é que são outras coisas que eu preciso esquecer... Estou farta de não controlar este sentimento... sei tão bem o que quero, porque não consigo deixar de pensar no passado? Porque não consigo deixar de acreditar? Porque continuo à espera de algo que sei que não vou reviver? Irrita-me tanto isto... Fico mesmo irritada, aborrecida, chata, mau feitio... fico com raiva por não saber resolver este sentimento que me ocupa os dias há meses... e faço birra... comigo e com os outros... GRRRRRRRRRR! Espero que a neura me passe rápido...
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007
Engraçado como o lado A da vida retira todo o tempo ao lado B. Para andar bem por fora, encolho as emoções e guardo-as num canto do coração, como se elas não existissem... Não tenho como passar o que me vai na alma, agora que só escrevo aquilo que a agenda dita... sou tão séria, tão racional, sem as emoções à flor da pele... aquelas que tanto me caracterizam. Todos os dias não sou eu e percebi que só aqui consigo ser como gostava de ser lá fora, perante os outros. Mas, nem por aqui tenho conseguido andar. Nem por aqui nem pelos outros, que me acolheram durante os meses que não consegui ser mais do que um coração com mãos e boca... Hoje, não prometo manter O Meu Lado B(log) regularmente... não consigo! Estarei por aqui... sempre que o lado A da vida me deixar... até lá... vou sendo eu como posso...
segunda-feira, 22 de janeiro de 2007
Descobri que o meu maior sonho é viver um amor... daqueles à séria... sem dúvidas... sem medos.... Ainda que saiba que o sonho raramente comanda a vida. É bom enquanto sonho... só isso! Descobri que o alimento e o guardo num cantinho, género sala de estar... porque talvez um dia, o sonho se concretize...
quarta-feira, 10 de janeiro de 2007
TORANJA - "Devolve-me os Laços"
“Depois vem a altura em que se quer tudo outra vez. Tal e qual. Antes de ser adulto ou coisa parecida. Sabes que nunca se volta a ser o que se era, porque o tempo tem instrumentos de tatuar e o segundo volta igual. Guarda-se tudo numa caixinha... pequena... que se abre de vez em quando e volta-se a noção que no presente quer-se tudo outra vez.”
Tiago Bettencourt
“Depois vem a altura em que se quer tudo outra vez. Tal e qual. Antes de ser adulto ou coisa parecida. Sabes que nunca se volta a ser o que se era, porque o tempo tem instrumentos de tatuar e o segundo volta igual. Guarda-se tudo numa caixinha... pequena... que se abre de vez em quando e volta-se a noção que no presente quer-se tudo outra vez.”
Tiago Bettencourt
domingo, 7 de janeiro de 2007
Há dias em que o meu coração tem uns quilos a mais. Ainda que esteja pequenino, pequenino. Dias em que não sei se chore ou se ria. Porque as lembranças são boas, mas doem tanto, tanto, tanto... Tenho a vida virada do avesso (e ainda bem que é assim!), mesmo que isso me esteja a mudar, todos os dias, um pouco. Voltei a estar ocupada e trabalho não me falta, mas o meu coração ressente-se do vazio. Há coisas que me passam pela cabeça que nem sequer devem ser escritas. Estou no meu limite. Sinto-o. Não sei lidar com a vida que tenho e com a pessoa em que me estou a tornar. Tenho medo. Fujo?? Sei bem que não é a melhor solução – os medos não se evitam, enfrentam-se. – Mas, apetece-me mesmo fugir. Para um longe que é perto. Até ti. Porque só em ti encontro a paz que procuro. Lutei contra ti quando me apercebi que podíamos estar a apaixonarmo-nos um pelo outro. Encolhi-me. Agora, que tenho a certeza que te adoro, tu refugias-te sabe-se lá bem onde... Andamos a brincar às escondidas como quem tem medo de ser apanhado. E o tempo a passar. Sempre. Não entendo porquê e talvez não se explique mesmo. Andamos ao contrário e eu não sei o que fazer para te acompanhar. Para alcançar esse teu ritmo. Ajuda-me, amor. Mostra-me que ainda há tempo para nós. Estou farta que me digam que não vale a pena acreditar em nós. Pela primeira vez na vida gostava de ter a certeza que estão todos enganados e eu é que estou certa. Queria ter a certeza que valemos o esforço. Fazes-me falta (como nunca ninguém fez, aliás!). Queria que vivesses comigo, ao meu lado, sem medos, para aproveitarmos os dois o que a vida nos tem dado. Para vencermos os dois os nossos medos e as nossas dúvidas. Há dias assim... dias em que o coração me pesa demasiado.
domingo, 31 de dezembro de 2006
UM EXCELENTE 2007 PARA TODOS...
Um ano novinho em folha está prestes a chegar. Fecha-se mais um ciclo de 365 dias. Foram 365 dias cheios de tanta coisa e de coisa nenhuma. Tanta coisa que não fica na memória e tanto vazio que teima em ficar...
2006 foi um ano estranho: começou bem e mal e acaba bem e mal! Porque é que não consigo ter comigo, ao mesmo tempo, as duas coisas que mais me fazem feliz?! O ano fica marcado pelo desemprego. 11 meses. 11 longos meses. E por um coração ingénuo, palerma. Pelas dúvidas. Muitas dúvidas, incertezas, indecisões, mágoas, medos. Pelas conversas no messenger. Pelas promessas que ficaram por cumprir. Pelas coisas que ficaram por dizer e por fazer porque não tive coragem. Pela saudade. Pelos encontros e os reencontros. Pelos sorrisos. Pelas lágrimas. Pelas pessoas especiais que ficaram pelo caminho no tempo. Pelo novo emprego e a nova vida que ele me trouxe. Pelas aulas de condução. Pelo medo. Pela pressão. Pela incógnita que é o dia de amanhã. Pela ansiedade. Por ti. Pela nossa história. E tantas outras coisas...
Não tenho grandes desejos de ano novo. Até porque depois mais de metade deles ficam por concretizar. Tenho alguns sonhos e alguma esperança. O que já não é muito pouco! Mas isso guardo para quando se ouvirem as 12 badaladas...
Sejam felizes em 2007!
2006 foi um ano estranho: começou bem e mal e acaba bem e mal! Porque é que não consigo ter comigo, ao mesmo tempo, as duas coisas que mais me fazem feliz?! O ano fica marcado pelo desemprego. 11 meses. 11 longos meses. E por um coração ingénuo, palerma. Pelas dúvidas. Muitas dúvidas, incertezas, indecisões, mágoas, medos. Pelas conversas no messenger. Pelas promessas que ficaram por cumprir. Pelas coisas que ficaram por dizer e por fazer porque não tive coragem. Pela saudade. Pelos encontros e os reencontros. Pelos sorrisos. Pelas lágrimas. Pelas pessoas especiais que ficaram pelo caminho no tempo. Pelo novo emprego e a nova vida que ele me trouxe. Pelas aulas de condução. Pelo medo. Pela pressão. Pela incógnita que é o dia de amanhã. Pela ansiedade. Por ti. Pela nossa história. E tantas outras coisas...
Não tenho grandes desejos de ano novo. Até porque depois mais de metade deles ficam por concretizar. Tenho alguns sonhos e alguma esperança. O que já não é muito pouco! Mas isso guardo para quando se ouvirem as 12 badaladas...
Sejam felizes em 2007!
sexta-feira, 22 de dezembro de 2006
quinta-feira, 14 de dezembro de 2006
SORRY!

Há quem diga que "deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer"! Eu não acho nada... ando exausta e sem pachorra para nada. Chego a casa e só me apetece estender-me num sofá e ficar lá assim sem me mexer, sem barulho, no escuro... Desconfio que é falta de ritmo, porque nunca fui assim. É muita coisa a acontecer ao mesmo tempo e ainda não estou acostumada a esta nova vida. Sei bem que é uma questão de hábito (aliás, como tudo na vida!), mas está a custar um bocadinho a estabilizar. E é por isso, que isto por aqui anda muito parado. Tenho escrito nas viagens de comboio... não tenho é tido muito tempo para publicar as letrinhas que vou juntando. Assim, devo um pedido de desculpas a todos os que cá vêm... prometo tentar actualizar mais vezes este meu cantinho... (pelo menos tentar! ;))
sábado, 9 de dezembro de 2006
quinta-feira, 30 de novembro de 2006
"BAD DAY"
Não tenho andado muito por aqui. Tenho andado pouco inspirada... e o que tenho escrito é melhor guardar para mim! Só que hoje apetece-me deixar aqui, neste meu “confessionário”, um devaneio de última hora... um devaneio de “bad day”!
Esta é uma semana nostálgica. Para dizer a verdade, melancólica. As lembranças não param de chegar e voam sobre mim para não me deixar esquecer o que já fui e o que já tive. Há precisamente um ano, fiquei a saber que a minha vida ia sofrer uma grande mudança. Estava com um pé no desemprego, a fazer o último trabalho para o projecto que tinha abraçado uns bons meses atrás. Sentia o tempo a estreitar-se. Dia após dia. A única coisa boa eras mesmo tu. Tinha-te por perto. Confidente e conselheiro. Sempre com a palavra certa na ponta da língua. Sempre presente. Tão presente que nos deixámos levar pelo tonto do coração!
Um mês depois, a minha vida mudou mesmo. Regressei a casa. Sem trabalho. Revoltada. Para longe dos que eu gostava, de ti e até de mim. Isolei-me. Abracei o mundo, apenas, pela internet. Escondi-me atrás do computador, nada mais. E aqueles que me querem bem, lutaram para eu voltar a ser aquilo que era; os outros, – os que não me merecem! – pura e simplesmente, desistiram de mim. E tu mantiveste-te em mim, como sempre, ao longo destes meses. Apercebo-me disso sempre que te revejo, sempre que tropeço em ti... ainda que esporadicamente e sempre a correr! E ser (só!) tua amiga, às vezes, é mesmo uma seca! Por mais injusto que seja relembrar-me o que é sentir emoções e desejos que estou proibida de sentir, eu gosto de perceber que ainda posso ser especial. Já passou algum tempo, mas os sentimentos permanecem inalterados. Aliás, só mesmo os sentimentos... porque de resto mudou tudo!
Agora, a minha vida está prestes a mudar de novo. Mais uma etapa. (Sim, vou desvendar o que me fez e tem feito sorrir!). Em Dezembro, regresso ao mundo do trabalho. Vou para outra cidade. Outros hábitos. Outra rotina. Vou tirar o sinal de pause do sonho e pôr o play a funcionar a todo o vapor. Tenho de começar tudo de novo outra vez! Vou experimentar um meio diferente. Eu que já passei mais de metade da minha vida a estudar, tenho outra área de conhecimento para aprender. O que por si só já eleva as expectativas sobre o que aí vem. Estou ansiosa. Com medos e dúvidas. A única certeza é mesmo a de que desta vez vou agarrar esta oportunidade com todas as minhas forças. Tanto a nível profissional como a nível pessoal. E só não sei como vai ser contigo. O que nos espera?! (Se é que nos espera alguma coisa?!) Não quero perder nenhum minuto em que podia fazer e não fiz, queria abraçar e nem toquei, queria beijar e nem olhei... Sei que não está nas minhas mãos mudar o presente, muito menos, adivinhar o futuro, mas cabe-me a mim, ou a ti, ou a nós, esclarecer este coração palerma. Preciso de viver-nos ou arrumar-nos de vez, para poder seguir em frente sem medos, sem “ses” e sem culpas. Para viver sem estar agarrada ao passado... para poder viver intensamente esta nova oportunidade que a vida me está dar... Só com o coração leve conseguirei ser feliz! Tu entendes, não entendes?
Esta é uma semana nostálgica. Para dizer a verdade, melancólica. As lembranças não param de chegar e voam sobre mim para não me deixar esquecer o que já fui e o que já tive. Há precisamente um ano, fiquei a saber que a minha vida ia sofrer uma grande mudança. Estava com um pé no desemprego, a fazer o último trabalho para o projecto que tinha abraçado uns bons meses atrás. Sentia o tempo a estreitar-se. Dia após dia. A única coisa boa eras mesmo tu. Tinha-te por perto. Confidente e conselheiro. Sempre com a palavra certa na ponta da língua. Sempre presente. Tão presente que nos deixámos levar pelo tonto do coração!
Um mês depois, a minha vida mudou mesmo. Regressei a casa. Sem trabalho. Revoltada. Para longe dos que eu gostava, de ti e até de mim. Isolei-me. Abracei o mundo, apenas, pela internet. Escondi-me atrás do computador, nada mais. E aqueles que me querem bem, lutaram para eu voltar a ser aquilo que era; os outros, – os que não me merecem! – pura e simplesmente, desistiram de mim. E tu mantiveste-te em mim, como sempre, ao longo destes meses. Apercebo-me disso sempre que te revejo, sempre que tropeço em ti... ainda que esporadicamente e sempre a correr! E ser (só!) tua amiga, às vezes, é mesmo uma seca! Por mais injusto que seja relembrar-me o que é sentir emoções e desejos que estou proibida de sentir, eu gosto de perceber que ainda posso ser especial. Já passou algum tempo, mas os sentimentos permanecem inalterados. Aliás, só mesmo os sentimentos... porque de resto mudou tudo!
Agora, a minha vida está prestes a mudar de novo. Mais uma etapa. (Sim, vou desvendar o que me fez e tem feito sorrir!). Em Dezembro, regresso ao mundo do trabalho. Vou para outra cidade. Outros hábitos. Outra rotina. Vou tirar o sinal de pause do sonho e pôr o play a funcionar a todo o vapor. Tenho de começar tudo de novo outra vez! Vou experimentar um meio diferente. Eu que já passei mais de metade da minha vida a estudar, tenho outra área de conhecimento para aprender. O que por si só já eleva as expectativas sobre o que aí vem. Estou ansiosa. Com medos e dúvidas. A única certeza é mesmo a de que desta vez vou agarrar esta oportunidade com todas as minhas forças. Tanto a nível profissional como a nível pessoal. E só não sei como vai ser contigo. O que nos espera?! (Se é que nos espera alguma coisa?!) Não quero perder nenhum minuto em que podia fazer e não fiz, queria abraçar e nem toquei, queria beijar e nem olhei... Sei que não está nas minhas mãos mudar o presente, muito menos, adivinhar o futuro, mas cabe-me a mim, ou a ti, ou a nós, esclarecer este coração palerma. Preciso de viver-nos ou arrumar-nos de vez, para poder seguir em frente sem medos, sem “ses” e sem culpas. Para viver sem estar agarrada ao passado... para poder viver intensamente esta nova oportunidade que a vida me está dar... Só com o coração leve conseguirei ser feliz! Tu entendes, não entendes?
sexta-feira, 24 de novembro de 2006
AULAS DE CONDUÇÃO

Amiguinhos, pela segunda vez sigo à regra as orientações de um instrutor... Tenho carta desde os meus 18 aninhos, mas conduzi muito pouco na altura. Foram precisos oito anos para eu voltar a pegar num carro. Por causa de um estúpido acidente, o medo tomou conta de mim. Agora, entendi que a condução é uma necessidade, pus o medo de lado e resolvi (re)aprender a enfrentar as estradas. Confesso que o meu medo passa mais pelos outros do que por mim. É cada um que nos aparece pela frente... “Palavra d’honra”! Tem sido uma aventura, mas as aulas até têm corrido bem... Vou com quatro aulas e já consegui conduzir numa via rápida a 100 km/h e só com uma mão – ordens do instrutor! Muito pouco para quem conduz há muito tempo, mas acreditem, para mim, foi uma vitória. O problema é mesmo o "pára, arranca" no meio do trânsito... o tempo vai ajudar, tenho a certeza! Agora, tenho mais seis lições... e não tarda estou prontinha para andar sozinha. Depois é só comprar o meu carrinho... ;)
quarta-feira, 22 de novembro de 2006
"Rotação"
É nos teus olhos que o mundo inteiro cabe, mesmo quando as suas voltas me levam para longe de ti; e se outras voltas me fazem ver nos teus os meus olhos, não é porque o mundo parou, mas porque esse breve olhar nos fez imaginar que só nós é que o fazemos andar.
Nuno Júdice in Pedro Lembrando Inês
Nuno Júdice in Pedro Lembrando Inês
quinta-feira, 16 de novembro de 2006
DA REFLEXÃO I...
Existem muitas coisas estúpidas na vida. Mas a mais estúpida, é não conseguir demonstrar o que se sente. Ter medo. Medo. Receio das consequências. Ter medo de dizer: eu gosto de ti. Ter medo de expressar o sentimento que mói e remói, o desejo que se intensifica no mesmo instante em que nasce. Ter medo e não experimentar. Ter medo e fugir. Mas como ultrapassá-lo? Como ultrapassar este medo que nos pode fazer tão feliz ou apagar-nos? Como ultrapassar o medo para decidir entre o que se pode perder e o que se pode ganhar? Como ultrapassar o medo que temos de ver discutidas questões em que estamos constantemente a remoer? Como ultrapassar o medo de dizer o que nos apoquenta o coração? Este medo que nos atrofia a alma... Este medo de sofrer, de magoar, de arriscar, de ser feliz, talvez. Que sensação incrível esta de andarmos às turras uns com os outros e com cada um de nós! Todos os dias. Numa luta constante. Que sensação incrível esta de termos medo de amar...
sexta-feira, 10 de novembro de 2006
ADORMECIDO
No cenário da tua vida
Aclamas noites alucinantes
De gentes estonteantes
Que são tanto como tu
No teatro do teu olhar
Há quem note que a coragem
Não passa de uma miragem
Com preguiça de gritar
No repetir do teu mostrar
Inventas-te uma história
Que em ti não há memória
Porque sabes que não é tua...
Houve alguém que te conheceu
Que te faz tremer ao passar
Porque nunca a deixaste de amar...
Continuas a ensaiar
A conveniência do sorriso
O planear do improviso
Que te faz sentir maior
No artifício dos teus gestos
Pensas abraçar o mundo
Quando nem por um segundo
Te abraças a ti mesmo
E assim vais vivendo
E assim vais andando aí
E assim vais perdendo em ti
Tudo aquilo que nunca foste...
Houve alguém que te conheceu
Que te faz tremer ao passar
Porque nunca a deixaste de amar
Quando um dia acordares
Numa noite sem mentira
E te vires onde não estás
Vais querer voltar para trás.
Toranja
Aclamas noites alucinantes
De gentes estonteantes
Que são tanto como tu
No teatro do teu olhar
Há quem note que a coragem
Não passa de uma miragem
Com preguiça de gritar
No repetir do teu mostrar
Inventas-te uma história
Que em ti não há memória
Porque sabes que não é tua...
Houve alguém que te conheceu
Que te faz tremer ao passar
Porque nunca a deixaste de amar...
Continuas a ensaiar
A conveniência do sorriso
O planear do improviso
Que te faz sentir maior
No artifício dos teus gestos
Pensas abraçar o mundo
Quando nem por um segundo
Te abraças a ti mesmo
E assim vais vivendo
E assim vais andando aí
E assim vais perdendo em ti
Tudo aquilo que nunca foste...
Houve alguém que te conheceu
Que te faz tremer ao passar
Porque nunca a deixaste de amar
Quando um dia acordares
Numa noite sem mentira
E te vires onde não estás
Vais querer voltar para trás.
Toranja
sexta-feira, 3 de novembro de 2006
quarta-feira, 1 de novembro de 2006
Não adianta queremos viver a vida, de um trago só, como se fosse uma bebida rápida. Não adianta deixarmo-nos embriagar em alguns momentos sem sentir o seu verdadeiro sabor. Mais vale ir escondendo os nossos desejos numa das gavetas que temos à nossa disposição, que é como quem diz esperar pelas lembranças que vão ficando. Assim, quando a vida nos oferece surpresas agradáveis, daquelas que chegam do passado para nos encher o coração, nós sabemos tirar proveito delas. A vida é para se viver(beber) como um bom vinho... aos pouquinhos! ;)
sábado, 28 de outubro de 2006

Dadas as nuvens cinzentas que pareciam andar a pairar por cima de mim nos últimos meses, não esperava sentir-me tão bem de um dia para o outro... mas sinto-me mesmo bem! Mesmo, mesmo, mesmo!!! Dizem que quando se fecha uma porta se abre uma janela e é verdade... até já sinto a luz a entrar! A vida, afinal, nem sempre é a perder...
quinta-feira, 26 de outubro de 2006
domingo, 22 de outubro de 2006
"Ao perder-te a ti perdemos os dois
eu porque tu eras o que eu mais amava
e tu porque eu era quem mais te amava[...]"
Ernesto Cardenal in "Ao perder-te"
eu porque tu eras o que eu mais amava
e tu porque eu era quem mais te amava[...]"
Ernesto Cardenal in "Ao perder-te"
sexta-feira, 20 de outubro de 2006
Hoje, aconteceu-me uma coisa muito estranha: dei comigo a falar sozinha. Vá, não se riam... Isto pode ser sério. Comecei a falar como se estivesse alguém comigo e não conseguia parar. Volta e meia lá estava eu em grandes conversas com... ninguém. Já me aconteceu falar com o computador (quando ele não funciona como quero!), ou com a televisão (quando nela não aparece programa de jeito!), ou até mesmo ao espelho (quando ao acordar não gosto do que vejo!)... agora sozinha, sozinha, nunca me aconteceu. Parem de rir, vá... isto pode mesmo ser sério! Não sei muito bem porque estou a partilhar isto com vocês. Quer dizer, até sei... Porque, pelo menos, aqui, sei que o que escrevo, alguém há-de ler!
terça-feira, 17 de outubro de 2006
sexta-feira, 13 de outubro de 2006
Adoro as tardes quentes de Outono. O céu muito azul, despido, sem nuvens. O sol forte que aquece a alma. Um vento fraquinho que apenas abraça o corpo como a saudade faz com o coração. Esqueço as horas, o tempo que teima em passar por mim e não parar. Penso nos ponteiros do meu relógio que estão em fast motion, mas depressa abrando e passo-os para a versão slow. Devagar. Devagar para não estragar o momento. Os bons momentos querem-se indefinidamente sem tempo. Adoro o calor de Outono. Um calor que aconchega o peito e torna-o mais protegido. Gosto de andar e sentir os raios de sol na minha cara. Fechar os olhos e parar no meio da rua só para sentir que o sol me beija. Adoro sentir o cheiro das castanhas assadas. As ruas cheias de gente. A cor das árvores. As folhas no chão. Adoro passear. Sentar-me numa esplanada a ler. Ouvir música enquanto vagueio pela cidade. Sentir o frio a chegar ao fim do dia e querer regressar, depressa, a casa. Sim, adoro as tardes de Outono.
sábado, 7 de outubro de 2006
DO REGRESSO
São sempre os mesmos quilómetros. As mesmas estações. O mesmo desejar de uma boa viagem. Mas como pode ser boa se assim que chego já tenho sempre o tempo contado para voltar? As pessoas. Os reencontros. Os sorrisos. As fotos. Tudo o que ficará na gaveta do coração. Sei que que não vou esquecer, nunca! Mas, reviver dói... e o presente está a doer. O silêncio desperta em mim devagar. E é tanto que chega a ferir de se ouvir. Relembro-me aos poucos e poucos porque é que tudo me faz tanta falta. Os amigos, o ambiente, a "família", tu... Estamos todos tão próximos e tão distantes! Passamos tempo a mais a despedirmo-nos, acho! As palavras que nem sempre saem. Os abraços sentidos nas despedidas. As lágrimas sufocadas até casa. O medo de perder o lugar. Custa mesmo partir quando se quer tanto ficar, chiça!
terça-feira, 26 de setembro de 2006
Que há alturas na vida em que não há paciência nem pachorra para nada não é novidade. Nem tão pouco é novo que as pessoas nos desiludem. Agora que as pessoas nos desiludam uma, duas, três, dez vezes, consecutivamente, e que nós estejamos lá para elas, sempre, isso sim, é novidade. Pode mesmo dizer-se que é estupidez. Não percebo porque raio passo o tempo a investir tanto nas pessoas que já provaram mais do que uma vez que não merecem nada mais do que a minha indiferença. Sério! Não percebo mesmo. Até que ponto gostar de uma pessoa e preocupar-se com ela é desculpa para se ir aceitando tudo? Começo a achar que o povo tem razão ao dizer: “quem está, está; quem não está, estivesse!”. É só preciso ter coragem para aceitar as coisas como elas são e reparar com atenção naquilo que, muitas vezes, não se quer ver. E nisso tenho sido, verdadeiramente, corajosa. Todos os dias, descubro que sou, realmente, corajosa. Porque a força interior de uma pessoa vê-se na fraqueza dela. E não há mal nenhum em ter dias menos bons, porque no dia seguinte a sensação de vencer o desânimo é a prova de que se está vivo. Isto é o sal da vida! É muito fácil deixar-se os objectivos a meio só porque não se está todos os dias como se quer e com quem se quer. O difícil é a manutenção das coisas, com a mesma alegria de sempre. Não é no começo nem no ponto final, mas sim no que se dá e recebe no dia-a-dia. Porque é nestas dádivas que se bebe a coragem para enfrentar as dificuldades e obstáculos que vão aparecendo. Percebi, finalmente, que a ausência de algumas pessoas é o que me tem enfraquecido, mas é a presença de outras que já senti tanta falta um dia que me leva para a frente. Fazem com que entenda que a vida é assim: um ciclo. Uns dias bem, outros menos bem. Será sempre assim! Hoje, posso não estar como quero, com quem quero e onde quero, mas tenho, pelo menos, coragem para o assumir. E, na verdade, espero que esta coragem nunca me falhe... é bom ter consciência do que me faz falta!
sexta-feira, 22 de setembro de 2006
segunda-feira, 18 de setembro de 2006
DA REFLEXÃO...
Existem duas vidas: a que vivemos e a que sonhamos. E, lamentavelmente, raras são as vezes em que podemos viver o sonho...
segunda-feira, 11 de setembro de 2006
Uma vez, há já algum tempo, alguém me disse que “da amizade ao amor vai a distância de um beijo”. Sempre argumentei contra esta frase. Hoje, já lhe reconheço alguma verdade. Descobri, finalmente porque quero esquecer-te e não consigo. Porque já tentei de tudo e nada! Neste caso, a culpa não morre solteira... Agora, sei a que isso se deve. A ti? Não. Tu não tens culpa. A culpa foi dos beijos que trocámos. Sim, dos beijos! Que má sorte a minha ter sido, um dia, beijada por ti... Tenho saudades de sentir os teus lábios nos meus, de sentir que não havia mais ninguém por perto, de te sentir perto. Os nossos beijos não foram beijos em vão, nem beijos de rotina e de obrigação. Sabiam a descoberta e a ilusão. Quero-os outra vez... mais uma vez. Quero os beijos de amizade, de paixão e de novidade. Quero os beijos pequeninos, os beijos que nos enfeitaram o rosto, os beijos inocentes, os beijos que nos faziam perder a noção do tempo e punham o coração aos pulos. Quero os teus beijos, dar-te os meus beijos, quero os nossos beijos... Porque, ainda que os tenhamos deixado de dar, serão sempre assim... sempre nossos!
sexta-feira, 1 de setembro de 2006
Sobre as pessoas com poder tenho aprendido duas coisas: que não se pode confiar nas suas palavras e que estão sempre prontinhas a desiludir-nos...
segunda-feira, 28 de agosto de 2006
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