sábado, 21 de julho de 2007

Publicado por Desnorteada às 6:00 p.m. 10 comentários
Odeio quando as pessoas aparecem sem eu estar à espera... principalmente quando essas pessoas me deixam triste e sem vontade para fazer o que quer que seja. Odeio quando mudam a minha vida aos poucos. Começam por entrar de mansinho, sem pedir licença... sem bater primeiro à porta, a fazer parte da rotina, e quando dou conta já não estão mas é como se estivessem... não desaparecem... instalaram-se na memória e não saem. Às vezes sinto que não há mais volta a dar... que essas pessoas têm mesmo de estar sempre presentes, a rondar e não há mais nada a fazer a não ser aceitá-las. Outras vezes, sinto que devia ser como um semáforo com luz verde, amarela e vermelha, para poder dizer se queria que continuassem, se deveria ter cuidado com elas ou se deveria parar logo e mandá-las para bem longe... noutra direcção. É tão fácil enganar-me, tão fácil desiludir-me... porque não consigo ser mais inteligente e fugir logo no início?! Cortar logo pela raiz para que os sentimentos não cresçam?! [Era tão mais fácil...] Porque deixo que ponham e disponham sem me aperceber que mais cedo ou mais tarde me vão deixar?! Que mais cedo ou mais tarde vão fugir sem olhar para trás?! [E é tão mais fácil... fugir!] Porque entram na minha vida se já sei que vou ficar sem elas?? O medo mói e torna-me cobarde... afasta-me de quem mais quero. O silêncio acomodou-se e quase me habituo a estar sozinha... Não é assim que quero estar... não quero gostar da solidão... mas a redoma de vidro que estou a criar à minha volta está a começar a fazer sentido. É como canta o Jorge Palma, esse grande senhor: "dou-me com toda a gente... não me dou a ninguém".

domingo, 15 de julho de 2007

Boa Sorte / Good Luck

Publicado por Desnorteada às 9:23 p.m. 4 comentários

Vanessa da Mata e Ben Harper


Porque não me sai do ouvido... e diz tudo!

quarta-feira, 11 de julho de 2007

VERDADES E MENTIRAS

Publicado por Desnorteada às 11:27 p.m. 4 comentários
A verdade magoa. Muitas vezes, mais do que a mentira. Magoa sobretudo quando nos é dita pelas pessoas que mais amamos na vida. Magoa tanto que os olhos se enchem de lágrimas. As mesmas que quando não saem, por vergonha ou orgulho, nos percorrem o peito até ao coração deixando-o inundado de dor. E como do coração à alma temos uma espécie de via rápida , a alma esmorece e esvazia... cresce o sentimento de culpa, encolhemo-nos no passado e em nós próprios, e ficamos encurralados entre o que ouvimos e o que gostávamos de ter ouvido. Sim, a verdade magoa. Tanto, tanto, que fugimos dela como o diabo foge da cruz, com medo. Mas, pergunto, será a mentira melhor? Não estaremos a enganar-nos? Não estaremos, apenas, a esconder aquela verdade que dói? A verdade e a mentira são realidades opostas, no entanto cruzam-se e misturam-se de forma inevitável. Eu não me consigo decidir por uma...

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Publicado por Desnorteada às 10:50 p.m. 2 comentários
Há dias em que não sei o que faço aqui. Para que sirvo. Há dias em que me sinto transparente, porque só assim compreendo por que é que a vida me tem ignorado, por que é que o tempo passa sem marcar... Recuo um ano e vejo-me igual. Foi como se estes últimos meses tivessem sido um parêntesis... e mesmo assim destes últimos dias só tem ficado a mágoa e a certeza de que não se deve confiar. Tenho medo! E estou cada vez mais fraca... sinto-me como o Clark Kent quando encarna o super-homem e lhe aparece a kryptonite à frente. Tenho demasiados cristais verdes a absorver-me os poderes, e a verdade é que não sei como atirá-los para bem longe. Sou ingénua e honesta demais para este mundo... sou incapaz de lutar com as mesmas armas, ainda que saiba que só assim se vence. O regresso ao mundo do trabalho não foi fácil! Mas, não esperava encontrar tanto desrespeito. Tive de ultrapassar muitos medos e muitas dúvidas e, apesar de ter conseguido, acabou. Acabou sem motivo, sem uma justificação credível e com muitas questões por resolver. E acabou porquê? Porque, hoje, se vive a era dos favores: dos pessoais, dos do amigo para o amigo, dos do amigo do amigo para o outro amigo... dos favores sexuais... porque é sempre assim... porque já não se consegue subir na vida pelo valor e pelo trabalho... nem tão-pouco viver num cantinho da vida sem ter medo que a traição surja pela mão do melhor amigo, daquele que dizemos ser o braço direito. Hoje, é o egoísmo que manda: primeiro eu, depois eu e depois eu. Não importa que seja justo ou injusto, não importa saber que se está a destruir uma vida, um sonho... o que importa é ultrapassar tudo e todos para se atingirem os objectivos. Estou de mal com a vida, sim. Estou e tenho razões para isso. Mais do que as suficientes. E, mais uma vez, sei que essas razões me mudarão para sempre... e não há muito que possa fazer...

domingo, 24 de junho de 2007

Publicado por Desnorteada às 4:14 p.m. 7 comentários
Ontem custou-me adormecer... estive a pensar que preciso de um plano B para conseguir continuar... a sorrir, a lutar, a sonhar. Porque quando me deito, não tenho sono... tenho pressa de sonhar, pressa de agarrar o que não tenho... Esta é a conclusão das mil e uma voltas que dei antes do corpo se cansar e perder a consciência.
Ando cansada. Sinto-me longe de tudo e todos, mas principalmente de mim. Ando há demasiado tempo de sorriso entristecido, de coração vazio, de alma abandonada...
A intenção é recuperar o que por minha vontade perdi. Sério! É mesmo isso que quero. Deixei que tudo na minha vida chegasse a um ponto fora do meu controlo. Não posso deixar que sejam os outros a dar um rumo à minha vida... Não posso mais não pensar no valor que tenho... Eu sei isso muito bem... Mas que posso eu fazer para mudar as coisas? Recomeçar do zero?! Serei eu capaz? Não consigo voltar a ser a mesma... Tenho medo que tudo se repita... Não consigo ser aquela pessoa que fui... Nunca mais! A insegurança e o medo, agora, fazem parte de mim...
Preciso de um plano B, ou C, ou D, ou X, Y, Z... para combater este mal que me esmaga há tanto tempo... preciso de um plano para não cair em decadência. É que não quero ser perfeita... nunca quis e continuo a não querer... mas gostava de me sentir assim, de vez em quando. É urgente parar o jogo do faz-de-conta... Já!

sábado, 16 de junho de 2007

Publicado por Desnorteada às 6:35 p.m. 5 comentários
A menina está triste. A vida não a deixa sorrir. A menina sonha há muito que são todos como ela. Sonha alto. A menina descobriu que há poucos como ela...

A menina não quer ser perfeita. A menina só quer que a aceitem como ela é. Sem cinismos, mentiras e hipocrisias. A menina só quer crescer feliz...

A menina não mente. A menina não esconde. Não consegue. É transparente demais para conseguir sequer fazê-lo. A menina não suporta guardar as emoções... as que a fazem sorrir, as que a fazem corar de vergonha e as que a traem e magoam.

A menina é inocente. Acredita. Acredita. Acredita... A menina não sabe. A menina sonha muito... É muito ingénua. Não vê o que lhe está à frente dos olhos.

A menina procura o lugar seguro... um canto para se encolher. A menina não encontra. Encolhe-se em si mesma. A menina sabe que só ela encontra o caminho... ainda que seja a verdade mais dura que encara na vida.

A menina sente-se sozinha. Já não é menina. Quer muito ser, ainda. Já não é! A menina é menina sem ninguém vê-la como tal. E mesmo longe de tudo e de todos, desiludida e completamente perdida... a menina vai continuar a querer ser menina.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Blind Zero - Hino do F.C. Porto

Publicado por Desnorteada às 9:37 p.m. 1 comentários

A melhor versão de sempre...

sábado, 19 de maio de 2007

Publicado por Desnorteada às 8:33 p.m. 7 comentários
Hoje, estive a desfragmentar o disco do meu computador...

...que pena não poder fazer o mesmo com a minha cabeça!

terça-feira, 8 de maio de 2007

POST ANTIGO...

Publicado por Desnorteada às 10:08 p.m. 6 comentários
Se não és o meu porto de abrigo, corta os laços que me unem a ti e deixa-me respirar...
Se não me queres junto a ti, deixa-me sentir a liberdade... deixa-me voar para longe de ti... deixa-me sentir livre de nós...
Se não pensas sequer em mim, leva tudo contigo... todas as lembranças...Vai e esquece tudo a partir de agora... sem culpas... esquece as promessas...

Mas...

Se queres ser o meu cais, afinal, pede-me desculpa pelos dias que passo sem ti, pelas noites que passo acordada e pelas lágrimas que já chorei...
Se ainda me queres um bocadinho que seja, grita-me aos ouvidos que te preocupas comigo, que tens saudades minhas e admite que a tua decisão foi a menos acertada...
Se ainda é possível, pede-me desculpa. Basta isso. Surpreende-me...

Este post tem mais ou menos um ano... mas serve que nem uma luva...
O tempo passa, mas nada muda. Feliz ou infelizmente...

domingo, 6 de maio de 2007

Publicado por Desnorteada às 11:56 a.m. 0 comentários
Quando a inspiração nos falha, recorremos aos melhores...

terça-feira, 1 de maio de 2007

DEIXAS EM MIM TANTO DE TI

Publicado por Desnorteada às 8:59 p.m. 0 comentários
A noite não tem braços
Que te impeçam de partir,
Nas sombras do meu quarto
Há mil sonhos por cumprir.

Não sei quanto tempo fomos,
Nem sei se te trago em mim,
Sei do vento onde te invento, assim.

Não sei se é luz da manhã,
Nem sei o que resta em nós,
Sei das ruas que corremos sós,
Porque tu,
Deixas em mim tanto de ti,

Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti.

A estrada ainda é longa,
Cem quilómetros de chão,
Quando a espera não tem fim,
Há distâncias sem perdão.

Não sei quanto tempo fomos,
Nem sei se te trago em mim,
Sei do vento onde te invento, assim.

Não sei se é luz da manhã,
Nem sei o que resta em nós,
Sei das ruas que corremos sós,
Porque tu,
Deixas em mimTanto de ti,

Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti.

Navegas escondida,
Perdes nas mãos o meu corpo,
Beijas-me um sopro de vida,
Como um barco abraça o porto.
Porque tu,

Deixas em mim tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti.

Pedro Abrunhosa

domingo, 15 de abril de 2007

Publicado por Desnorteada às 11:44 p.m. 2 comentários
Eu já encontrei... E confesso que nem foi preciso muito. Bastou seguir os sinais... e fui levada... quase que como pela mão. Não é um lugar... Que ninguém faça confusão! Não houve propriamente uma bússola, nem tão-pouco um mapa desenhado... Não há ainda quaisquer indicações, mas eu sei... eu sinto: encontrei-o. Aos poucos descobri o caminho... e ainda que seja uma viagem atribulada, sei que estou no bom caminho. Cada letra, cada palavra, cada gesto... sempre com uma enorme segurança tremida... com as dúvidas tatuadas no discurso e nas atitudes... faz-me ir para um espaço só nosso e é aí que quero chegar... é aí que quero ir contigo... onde estamos para os dois e nos fazemos sentir francamente bem. Únicos. Naquele pedaço de tempo onde te sinto perto, (e não o perto que está longe) mas o perto... bem perto! E quero que o encontres também... sem medo de seguir pela minha mão... onde só estamos eu e tu... mais ninguém! Quero que sigas os passos... sempre... porque só assim faz sentido...

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Publicado por Desnorteada às 12:03 a.m. 11 comentários
Parabéns a mim...

domingo, 8 de abril de 2007

Publicado por Desnorteada às 6:39 p.m. 4 comentários

Estou completamente viciada em Prison Break... (na série e claro em Michael Scofield -Wentworth Miller). Vi todos os episódios da primeira temporada e estava ansiosa para que começasse a segunda. A RTP passou durante três dias os seis primeiros da segunda série e eu perdi os dois primeiros... fiquei desconsolada! Se por acaso alguém me conseguir contar o que se passou nos dois primeiros episódios (passaram sexta-feira) eu fico grata para o resto da minha vida! :) Prison Break é das melhores séries que já acompanhei: é empolgante, tem mistério, tem intriga, não se pode perder nem um pormenor e podemos admirar a inteligência de um só homem que por amor a um irmão traça um plano de doidos mas que até agora tem resultado. As personagens são deliciosas. Depois da versão "entre quatro paredes" - a prisão de Fox River, podemos ver agora Scofield nas ruas e o cerco a apertar-se. Prison Break vicia! É o melhor passatempo para as tardes de domingo, principalmente tardes como esta, de Páscoa, que são uma seca... :)

sábado, 24 de março de 2007

Publicado por Desnorteada às 11:29 p.m. 2 comentários
ODEIO gostar tanto de ti...

terça-feira, 20 de março de 2007

Publicado por Desnorteada às 11:24 p.m. 2 comentários
Apetecia-me escrever um monte de coisas, mas não vou fazê-lo... não devo fazê-lo. Vou, apenas, debitar algumas palavras como se da minha raiva se tratasse... Não suporto mais. Não consigo mais. Não quero mais. Bem sei que não faz sentido algum estas meias palavras, ainda que para mim faça todo o sentido do mundo. Sentimentos confusos, opostos, que lutam uns contra os outros para vencerem e ganharem espaço naquele espaço tão meu. Não dá mais. Vou parar de lutar... de resistir... de fingir que serei capaz. Não dá mais, mesmo! Eu sei o que quero. Eu sei o que posso. E também sei o que quero e não tenho e o que não posso. Acabou. Sigo o caminho na direcção contrária. Só assim vou conseguir voltar a mim... e que saudades minhas eu tenho...

sábado, 3 de março de 2007

Publicado por Desnorteada às 9:57 p.m. 3 comentários
Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora, mas o amado já...

Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
"aquela que nunca amou."
E esse é o maior dos sofrimentos:
Não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido...


Pablo Neruda

domingo, 25 de fevereiro de 2007

BIRRA ASSUMIDA...

Publicado por Desnorteada às 5:51 p.m. 5 comentários

Ontem, perguntaram-me, se valia a pena a espera? E eu respondi, prontamente, que sim... Hoje, pus-me a pensar e talvez não valha... O tempo é uma desculpa para adiar o inevitável. É andar às voltas sem sair do mesmo sítio. É atar a própria alma a algo incerto... Não posso continuar agarrada ao que já lá vai... Esta espera faz com que eu me esqueça de mim, quase sempre. E a verdade, é que são outras coisas que eu preciso esquecer... Estou farta de não controlar este sentimento... sei tão bem o que quero, porque não consigo deixar de pensar no passado? Porque não consigo deixar de acreditar? Porque continuo à espera de algo que sei que não vou reviver? Irrita-me tanto isto... Fico mesmo irritada, aborrecida, chata, mau feitio... fico com raiva por não saber resolver este sentimento que me ocupa os dias há meses... e faço birra... comigo e com os outros... GRRRRRRRRRR! Espero que a neura me passe rápido...

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Publicado por Desnorteada às 10:31 p.m. 4 comentários
Engraçado como o lado A da vida retira todo o tempo ao lado B. Para andar bem por fora, encolho as emoções e guardo-as num canto do coração, como se elas não existissem... Não tenho como passar o que me vai na alma, agora que só escrevo aquilo que a agenda dita... sou tão séria, tão racional, sem as emoções à flor da pele... aquelas que tanto me caracterizam. Todos os dias não sou eu e percebi que só aqui consigo ser como gostava de ser lá fora, perante os outros. Mas, nem por aqui tenho conseguido andar. Nem por aqui nem pelos outros, que me acolheram durante os meses que não consegui ser mais do que um coração com mãos e boca... Hoje, não prometo manter O Meu Lado B(log) regularmente... não consigo! Estarei por aqui... sempre que o lado A da vida me deixar... até lá... vou sendo eu como posso...

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Publicado por Desnorteada às 11:43 p.m. 4 comentários
Descobri que o meu maior sonho é viver um amor... daqueles à séria... sem dúvidas... sem medos.... Ainda que saiba que o sonho raramente comanda a vida. É bom enquanto sonho... só isso! Descobri que o alimento e o guardo num cantinho, género sala de estar... porque talvez um dia, o sonho se concretize...

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Publicado por Desnorteada às 10:21 p.m. 2 comentários
TORANJA - "Devolve-me os Laços"



Depois vem a altura em que se quer tudo outra vez. Tal e qual. Antes de ser adulto ou coisa parecida. Sabes que nunca se volta a ser o que se era, porque o tempo tem instrumentos de tatuar e o segundo volta igual. Guarda-se tudo numa caixinha... pequena... que se abre de vez em quando e volta-se a noção que no presente quer-se tudo outra vez.”
Tiago Bettencourt

domingo, 7 de janeiro de 2007

Publicado por Desnorteada às 5:39 p.m. 3 comentários
Há dias em que o meu coração tem uns quilos a mais. Ainda que esteja pequenino, pequenino. Dias em que não sei se chore ou se ria. Porque as lembranças são boas, mas doem tanto, tanto, tanto... Tenho a vida virada do avesso (e ainda bem que é assim!), mesmo que isso me esteja a mudar, todos os dias, um pouco. Voltei a estar ocupada e trabalho não me falta, mas o meu coração ressente-se do vazio. Há coisas que me passam pela cabeça que nem sequer devem ser escritas. Estou no meu limite. Sinto-o. Não sei lidar com a vida que tenho e com a pessoa em que me estou a tornar. Tenho medo. Fujo?? Sei bem que não é a melhor solução – os medos não se evitam, enfrentam-se. – Mas, apetece-me mesmo fugir. Para um longe que é perto. Até ti. Porque só em ti encontro a paz que procuro. Lutei contra ti quando me apercebi que podíamos estar a apaixonarmo-nos um pelo outro. Encolhi-me. Agora, que tenho a certeza que te adoro, tu refugias-te sabe-se lá bem onde... Andamos a brincar às escondidas como quem tem medo de ser apanhado. E o tempo a passar. Sempre. Não entendo porquê e talvez não se explique mesmo. Andamos ao contrário e eu não sei o que fazer para te acompanhar. Para alcançar esse teu ritmo. Ajuda-me, amor. Mostra-me que ainda há tempo para nós. Estou farta que me digam que não vale a pena acreditar em nós. Pela primeira vez na vida gostava de ter a certeza que estão todos enganados e eu é que estou certa. Queria ter a certeza que valemos o esforço. Fazes-me falta (como nunca ninguém fez, aliás!). Queria que vivesses comigo, ao meu lado, sem medos, para aproveitarmos os dois o que a vida nos tem dado. Para vencermos os dois os nossos medos e as nossas dúvidas. Há dias assim... dias em que o coração me pesa demasiado.

domingo, 31 de dezembro de 2006

UM EXCELENTE 2007 PARA TODOS...

Publicado por Desnorteada às 12:19 a.m. 5 comentários
Um ano novinho em folha está prestes a chegar. Fecha-se mais um ciclo de 365 dias. Foram 365 dias cheios de tanta coisa e de coisa nenhuma. Tanta coisa que não fica na memória e tanto vazio que teima em ficar...

2006 foi um ano estranho: começou bem e mal e acaba bem e mal! Porque é que não consigo ter comigo, ao mesmo tempo, as duas coisas que mais me fazem feliz?! O ano fica marcado pelo desemprego. 11 meses. 11 longos meses. E por um coração ingénuo, palerma. Pelas dúvidas. Muitas dúvidas, incertezas, indecisões, mágoas, medos. Pelas conversas no messenger. Pelas promessas que ficaram por cumprir. Pelas coisas que ficaram por dizer e por fazer porque não tive coragem. Pela saudade. Pelos encontros e os reencontros. Pelos sorrisos. Pelas lágrimas. Pelas pessoas especiais que ficaram pelo caminho no tempo. Pelo novo emprego e a nova vida que ele me trouxe. Pelas aulas de condução. Pelo medo. Pela pressão. Pela incógnita que é o dia de amanhã. Pela ansiedade. Por ti. Pela nossa história. E tantas outras coisas...

Não tenho grandes desejos de ano novo. Até porque depois mais de metade deles ficam por concretizar. Tenho alguns sonhos e alguma esperança. O que já não é muito pouco! Mas isso guardo para quando se ouvirem as 12 badaladas...

Sejam felizes em 2007!

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

UM ANO...

Publicado por Desnorteada às 10:00 a.m. 2 comentários
Não quero ter saudades, mas tenho!

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

SORRY!

Publicado por Desnorteada às 9:01 p.m. 3 comentários

Há quem diga que "deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer"! Eu não acho nada... ando exausta e sem pachorra para nada. Chego a casa e só me apetece estender-me num sofá e ficar lá assim sem me mexer, sem barulho, no escuro... Desconfio que é falta de ritmo, porque nunca fui assim. É muita coisa a acontecer ao mesmo tempo e ainda não estou acostumada a esta nova vida. Sei bem que é uma questão de hábito (aliás, como tudo na vida!), mas está a custar um bocadinho a estabilizar. E é por isso, que isto por aqui anda muito parado. Tenho escrito nas viagens de comboio... não tenho é tido muito tempo para publicar as letrinhas que vou juntando. Assim, devo um pedido de desculpas a todos os que cá vêm... prometo tentar actualizar mais vezes este meu cantinho... (pelo menos tentar! ;))

sábado, 9 de dezembro de 2006

Publicado por Desnorteada às 7:19 p.m. 2 comentários
Às vezes, o cérebro é um monstro vazio...

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

"BAD DAY"

Publicado por Desnorteada às 6:37 p.m. 5 comentários
Não tenho andado muito por aqui. Tenho andado pouco inspirada... e o que tenho escrito é melhor guardar para mim! Só que hoje apetece-me deixar aqui, neste meu “confessionário”, um devaneio de última hora... um devaneio de “bad day”!
Esta é uma semana nostálgica. Para dizer a verdade, melancólica. As lembranças não param de chegar e voam sobre mim para não me deixar esquecer o que já fui e o que já tive. Há precisamente um ano, fiquei a saber que a minha vida ia sofrer uma grande mudança. Estava com um pé no desemprego, a fazer o último trabalho para o projecto que tinha abraçado uns bons meses atrás. Sentia o tempo a estreitar-se. Dia após dia. A única coisa boa eras mesmo tu. Tinha-te por perto. Confidente e conselheiro. Sempre com a palavra certa na ponta da língua. Sempre presente. Tão presente que nos deixámos levar pelo tonto do coração!
Um mês depois, a minha vida mudou mesmo. Regressei a casa. Sem trabalho. Revoltada. Para longe dos que eu gostava, de ti e até de mim. Isolei-me. Abracei o mundo, apenas, pela internet. Escondi-me atrás do computador, nada mais. E aqueles que me querem bem, lutaram para eu voltar a ser aquilo que era; os outros, – os que não me merecem! – pura e simplesmente, desistiram de mim. E tu mantiveste-te em mim, como sempre, ao longo destes meses. Apercebo-me disso sempre que te revejo, sempre que tropeço em ti... ainda que esporadicamente e sempre a correr! E ser (só!) tua amiga, às vezes, é mesmo uma seca! Por mais injusto que seja relembrar-me o que é sentir emoções e desejos que estou proibida de sentir, eu gosto de perceber que ainda posso ser especial. Já passou algum tempo, mas os sentimentos permanecem inalterados. Aliás, só mesmo os sentimentos... porque de resto mudou tudo!
Agora, a minha vida está prestes a mudar de novo. Mais uma etapa. (Sim, vou desvendar o que me fez e tem feito sorrir!). Em Dezembro, regresso ao mundo do trabalho. Vou para outra cidade. Outros hábitos. Outra rotina. Vou tirar o sinal de pause do sonho e pôr o play a funcionar a todo o vapor. Tenho de começar tudo de novo outra vez! Vou experimentar um meio diferente. Eu que já passei mais de metade da minha vida a estudar, tenho outra área de conhecimento para aprender. O que por si só já eleva as expectativas sobre o que aí vem. Estou ansiosa. Com medos e dúvidas. A única certeza é mesmo a de que desta vez vou agarrar esta oportunidade com todas as minhas forças. Tanto a nível profissional como a nível pessoal. E só não sei como vai ser contigo. O que nos espera?! (Se é que nos espera alguma coisa?!) Não quero perder nenhum minuto em que podia fazer e não fiz, queria abraçar e nem toquei, queria beijar e nem olhei... Sei que não está nas minhas mãos mudar o presente, muito menos, adivinhar o futuro, mas cabe-me a mim, ou a ti, ou a nós, esclarecer este coração palerma. Preciso de viver-nos ou arrumar-nos de vez, para poder seguir em frente sem medos, sem “ses” e sem culpas. Para viver sem estar agarrada ao passado... para poder viver intensamente esta nova oportunidade que a vida me está dar... Só com o coração leve conseguirei ser feliz! Tu entendes, não entendes?

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

AULAS DE CONDUÇÃO

Publicado por Desnorteada às 9:58 p.m. 6 comentários


Amiguinhos, pela segunda vez sigo à regra as orientações de um instrutor... Tenho carta desde os meus 18 aninhos, mas conduzi muito pouco na altura. Foram precisos oito anos para eu voltar a pegar num carro. Por causa de um estúpido acidente, o medo tomou conta de mim. Agora, entendi que a condução é uma necessidade, pus o medo de lado e resolvi (re)aprender a enfrentar as estradas. Confesso que o meu medo passa mais pelos outros do que por mim. É cada um que nos aparece pela frente... “Palavra d’honra”! Tem sido uma aventura, mas as aulas até têm corrido bem... Vou com quatro aulas e já consegui conduzir numa via rápida a 100 km/h e só com uma mão – ordens do instrutor! Muito pouco para quem conduz há muito tempo, mas acreditem, para mim, foi uma vitória. O problema é mesmo o "pára, arranca" no meio do trânsito... o tempo vai ajudar, tenho a certeza! Agora, tenho mais seis lições... e não tarda estou prontinha para andar sozinha. Depois é só comprar o meu carrinho... ;)

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

"Rotação"

Publicado por Desnorteada às 8:59 p.m. 2 comentários
É nos teus olhos que o mundo inteiro cabe, mesmo quando as suas voltas me levam para longe de ti; e se outras voltas me fazem ver nos teus os meus olhos, não é porque o mundo parou, mas porque esse breve olhar nos fez imaginar que só nós é que o fazemos andar.
Nuno Júdice in Pedro Lembrando Inês

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

DA REFLEXÃO I...

Publicado por Desnorteada às 4:39 p.m. 5 comentários
Existem muitas coisas estúpidas na vida. Mas a mais estúpida, é não conseguir demonstrar o que se sente. Ter medo. Medo. Receio das consequências. Ter medo de dizer: eu gosto de ti. Ter medo de expressar o sentimento que mói e remói, o desejo que se intensifica no mesmo instante em que nasce. Ter medo e não experimentar. Ter medo e fugir. Mas como ultrapassá-lo? Como ultrapassar este medo que nos pode fazer tão feliz ou apagar-nos? Como ultrapassar o medo para decidir entre o que se pode perder e o que se pode ganhar? Como ultrapassar o medo que temos de ver discutidas questões em que estamos constantemente a remoer? Como ultrapassar o medo de dizer o que nos apoquenta o coração? Este medo que nos atrofia a alma... Este medo de sofrer, de magoar, de arriscar, de ser feliz, talvez. Que sensação incrível esta de andarmos às turras uns com os outros e com cada um de nós! Todos os dias. Numa luta constante. Que sensação incrível esta de termos medo de amar...
 

O Meu Lado B Copyright © 2012 Design by Antonia Sundrani Vinte e poucos