segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Publicado por Desnorteada às 5:41 p.m. 3 comentários

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

"MENINA-MULHER"

Publicado por Desnorteada às 11:27 p.m. 10 comentários
Passamos a vida inteira a querermos ser grandes e só quando o somos percebemos que é tão bom ser criança. Cresci. Todos os dias me apercebo, cada vez mais, disso. E como tenho desejado ser menina outra vez... Quando não sentia um aperto no coração por não saber o que a vida me vai oferecer amanhã, quando dormia um soninho descansado sem que as dúvidas me atormentassem, quando acordava sempre com vontade de rir e não com vontade de voltar a adormecer porque não tenho o que quero, não estou com quem quero nem onde quero. Apercebi-me que estou ligeiramente diferente. Sou uma mulher com sonhos de menina. Ora cheia de medo e assustada ora forte e determinada . Ora alegre ora triste. Ora cansada ora cheia de vida. Ora rabugenta ora encantadora. Ora ciente do que quero ora confusa e sem orientação. Sou uma “menina-mulher” com os sentimentos à flor da pele. Não encontro o ponto de equilíbrio. Vou vivendo numa montanha russa de emoções. Mas não é mau. Não. Sou assim. Apenas, isso. Sou assim: umas vezes mulher, outras, ainda menina!

terça-feira, 22 de agosto de 2006

Publicado por Desnorteada às 7:22 p.m. 3 comentários

domingo, 20 de agosto de 2006

COISAS SIMPLES...

Publicado por Desnorteada às 7:52 p.m. 3 comentários
Ontem, fui ver o jogo da Supertaça. O Porto ganhou ao Vitória de Setúbal com três golos lindos e trouxe a 15ª taça para casa. Em 28, nada mau! Fiquei contente. Diverti-me imenso. Talvez das cervejas que bebi, talvez por já não estar assim há tanto tempo: solta, leve, descontraída, sem os pensamentos em rodopio... Um jogo em família, mas divertido. Aliás, descobri que ver futebol com o meu irmão e o meu pai pode ser mesmo muito engraçado. Lembrei-me de ti algumas vezes. Lembrei-me que, também, nunca chegamos a ver um jogo juntos. Nem sei se algum dia o vamos fazer... Não que pense muito nisso, ultimamente. Aos poucos a vida mostra-me que seguimos caminhos diferentes. Pelo menos, por agora. E o mesmo aconteceu hoje. Tive a mesma sensação quando estava a pintar as unhas. Pus-lhes outra cor. Um tom escuro. Apeteceu-me. Há muito que não o fazia, porque este verniz me leva até ti. É o mesmo que tinha a última vez que pude andar contigo de mãos dadas na rua, que pude sentir o teu toque, o teu beijo. Só o tinha feito um dia, exactamente, para te lembrar. Mas, hoje, ironicamente, só apareceste depois de as ter prontas. Olhei as mãos e sorri com saudade. Saudade de um tempo que é, cada vez mais, passado. Nunca disseste se achavas piada à cor que ponho nas unhas e talvez nunca o venhas a dizer... Talvez nunca mais repetiremos o que fizemos, nem nunca faremos aquilo que ficou por fazer. E houve tanta coisa que ficou por fazer... Estes “nuncas” que o presente me vai dando, vão-te pondo longe de mim e de nós. Não que isto me incomode. Hoje não! Talvez amanhã... não sei! Sou tão inconstante no que te diz respeito. Mas, estas coisas tão simples da vida desligam-me os “complicómetros”. Por momentos. Tenho aprendido a lidar com a tua ausência, e até me tenho saído bem... Não posso procurar mais quem não quer ser encontrado, não é? Agora, é a minha vez... tu sabes onde estou. O tempo voa e eu não posso gastá-lo numa espera redutora, que não me leva a lado nenhum. Se as coisas tiverem de acontecer, o futuro o dirá! E não há mais nada que eu possa fazer...

quarta-feira, 16 de agosto de 2006

...

Publicado por Desnorteada às 1:44 p.m. 7 comentários
Acordei eram oito e tal da manhã. Acordei com a chuva a bater na minha janela. Senti frio. Encolhi-me. E fiquei assim: parada, a tentar enganar o sono e o corpo. Fiquei assim, uns segundos. Fechei bem os olhos. Resisti, uns minutos, mas apenas os suficientes para me aperceber que já era de manhã e que o verão resolveu ir de férias. Estava mesmo frio. Abri os olhos, outra vez, bem devagarinho, e aconcheguei-me nos lençóis. Estava num cantinho da cama e percebi que esta era enorme para mim. Encolhi-me, mais uma vez. Olhei à volta, rebolei na cama e fiquei ali. Primeiro, a esfregar o nariz, depois, a esticar o corpo. Uma perna, depois outra, depois os braços, e depois o corpo inteiro. É tão bom espreguiçarmo-nos! Ouvi o meu cão a ladrar, em jeito de “Bom dia!”. Estava tudo na mesma. Um novo dia, mas igual ao de ontem. Ou quase. Lembrei-me que adormeci à espera de uma surpresa tua. Qualquer coisa vinda de ti. Mas nada. Já não me surpreendes. Já não te deves sequer lembrar de mim. Como dantes. E eu já sabia que um dia ia ser assim... Reparei que a janela deixava passar uma luz. Não ouvia nenhum ruído. Que silêncio! Um silêncio de casa vazia, estranhamente completa e minha. De repente, a chuva interrompeu-me as memórias. Procurava algumas razões, mas não consegui chegar a lado nenhum. Estava ali, acordada. Cedo. Muito cedo, para quem não tinha nada na agenda para cumprir. Fiquei ali, a alienar-me dos outros, do tempo e de mim mesma. A ouvir-me, como se não fosse eu. Entretanto, passara uma hora. Saí da cama. Levantei-me. E já de pé, olhei em redor e pensei em voz alta: mais logo, mais uma vez, dormirei sozinha na minha cama grande...

sexta-feira, 11 de agosto de 2006

FÉRIAS II!

Publicado por Desnorteada às 6:20 p.m. 5 comentários


Finalmente, sinto-me em férias. Ando estranhamente calma e de bem com a vida. Os dias na praia, logo pela manhã, têm-me feito muito bem. O mar, o silêncio, apenas quebrado pelo bater das ondas, o sol, o "não fazer nenhum" típico do mês de Agosto, a minha música e os livros que tenho devorado têm-me dado uma outra perspectiva. As ideias estão quase no lugar. A cabeça está quase arrumada. Estou a iniciar uma outra fase da vida. Não sei se melhor ou pior, ou por quanto tempo vou conseguir estar tão bem. Mas, pelo menos, por agora, quero aproveitar e pensar um pouco mais em mim. Deixar de estar presa às lembranças do passado e viver no presente que também pode ser muito bom. Está mais que na hora...

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

Publicado por Desnorteada às 12:41 a.m. 6 comentários
"A distância no amor é como o vento nos incêndios...




... ateia os fortes e apaga os fracos."

domingo, 6 de agosto de 2006

FÉRIAS I!

Publicado por Desnorteada às 11:11 p.m. 3 comentários


Hoje, ao despedir-me de mais uma tarde de praia, foi esta a imagem que guardei. E lembrei-me que nunca vi o pôr-do-sol contigo. E talvez nunca o venha a fazer... Tenho tentado passar os dias sem ti. Sem me lembrar de nós e no que poderíamos ter sido. Tento ignorar-te. Evito-te. Fujo de ti. E, no entanto, consegues vencer-me. Sempre... Estás em mim. Em tudo o que faço. Em tudo o que leio. Em tudo o que vejo. Em tudo o que sonho...

Porque é que ficou em mim tanto de ti? Porquê?

quinta-feira, 3 de agosto de 2006

QUEBRAMOS OS DOIS

Publicado por Desnorteada às 9:39 p.m. 1 comentários
Eu a convencer-te que gostas de mim,
Tu a convenceres-te que não é bem assim.
Eu a mostrar-te o meu lado mais puro,
Tu a argumentares os teus inevitáveis.

Eras tu a dançares em pleno dia,
E eu encostado como quem não vê.
Eras tu a falar para esconder a saudade,
E eu a esconder-me do que não se dizia.

Afinal...
Quebramos os dois afinal.
Quebramos os dois...

Desviando os olhos por sentir a verdade,
Juravas a certeza da mentira,
Mas sem queimar de mais,
Sem querer extingir o que já se sabia.

Eu fugia do toque como do cheiro,
Por saber que era o fim da roupa vestida,
Que inventara no meio do escuro onde estava,
Por ver o desespero na côr que trazias.

Afinal...
Quebramos os dois afinal.
Quebramos os dois afinal.
Quebramos os dois afinal.
Quebramos os dois...

Era eu a despir-te do que era pequeno,
Tu a puxar-me para um lado mais perto,
Onde se contam histórias que nos atam,
Ao silêncio dos lábios que nos mata.

Eras tu a ficar por não saberes partir,
E eu a rezar para que desaparecesses,
Era eu a rezar para que ficasses,
Tu a ficares enquanto saías.

Não nos tocamos enquanto saías,
Não nos tocamos enquanto saímos,
Não nos tocamos e vamos fugindo,
Porque quebramos como crianças.

Afinal...
Quebramos os dois afinal.
Quebramos os dois afinal.
Quebramos os dois...

É quase pecado que se deixa.
Quase pecado que se ignora.

Toranja

terça-feira, 1 de agosto de 2006

FÉRIAS!

Publicado por Desnorteada às 9:21 p.m. 2 comentários


Este é o primeiro ano que escrevo em Agosto. Esta é a primeira vez que não fazia sentido não o fazer. Este ano não tenho férias, ou melhor, estou de férias há demasiado tempo... Férias são sinónimo de descanso, mas confesso: estou fartinha de descansar. É estranho estar toda a gente a combinar as férias e eu não conseguir aproveitar este tempo. Um tempo vazio. Um tempo sem vontades. Tenho ido à praia. Desde pequenina que a praia é muito especial. Adoro o mar, o sol e paz de um dia de praia com pouca gente. E têm sido assim os meus dias. Mas, este ano, não consigo tirar proveito. São meses a mais. Parada. Não consigo tirar proveito das manhãs e tardes calmas, de papo para o ar, ao sol. Não consigo tirar proveito dos mergulhos no mar. Não consigo tirar proveito de um dia-a-dia sem rotinas. A minha pele já tem o tom dourado que habitualmente aparece nos meses quentes do ano, mas é só. Só o tom da minha pele me faz acreditar que estou a tentar ter férias. Tenho um excesso de ideias e sentimentos a pairar sobre a minha cabeça. Objectivos por atingir, promessas por cumprir e muitos, muitos projectos inacabados. Os mesmos de há um ano. As mesmas coisas e as mesmas pessoas. O tempo avançou, mas a vida parece ter ficado algures por aí...

terça-feira, 25 de julho de 2006

Publicado por Desnorteada às 10:35 p.m. 4 comentários

sábado, 22 de julho de 2006

TÃO PERTO E TÃO LONGE...

Publicado por Desnorteada às 9:10 p.m. 3 comentários
Percebo-nos longe. Distantes. Com medo, talvez. Mas, eu devo-te tanto. Devo-te cumplicidade. Devo-te horas de conversa. Devo-te a calma que me impões sempre que falamos. Devo-te os sorrisos que vou tendo. Entreguei-te o que sou por dentro, os meus medos e os meus desejos. Preciso tanto de ti! Preciso tanto das nossas histórias e confissões. Preciso tanto das tuas brincadeiras. Das trocas de sorrisos e picardias. Fazes parte de mim. E se é assim, longe, que podemos estar, vivamos assim, então... Deixa-me ficar. Deixa-te ficar. Deixa-nos persistir no tempo. Num tempo sem tempo. No nosso tempo. Deixa-me estudar-te. Aprender cada hábito teu. Conta-me tudo. Não te posso esquecer. Não quero. Por que haveria eu de querer esquecer alguém que me faz tão bem? Não posso. Quero é conhecer cada olhar, cada sorriso. Cada pedaço de ti... Abraça-me e tira-me daqui. Para onde quer que tu estejas. Eu vou aonde me quiseres levar. Pega-me na mão. Sente-me. Sou tua. É como eu sou, tua. E quero sentir-te meu. Cada vez mais. Segura-me em ti. Quero conhecer-te melhor. Cada milímetro teu. Quero-te meu. Quero sentir-me tua. Aconchega-me que eu encolho-me em ti. Segura nos teus braços. Já te disse, vou aonde me quiseres levar... Quero encontrar o meu lugar, mas se for perto do teu, tanto melhor...

quarta-feira, 19 de julho de 2006

UM DIA DE CADA VEZ...

Publicado por Desnorteada às 9:05 p.m. 3 comentários
"Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?As pessoas têm de morrer, os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar. Sim, mas como se faz? Como se esquece?
Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! (...) O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar."
Miguel Esteves Cardoso

segunda-feira, 17 de julho de 2006

Publicado por Desnorteada às 5:04 p.m. 7 comentários
Doem-me as mãos de remar contra a maré. Não consigo mais. Agora, vou aonde ela me levar.

sexta-feira, 14 de julho de 2006

I MISS YOU

Publicado por Desnorteada às 9:13 p.m. 1 comentários
To see you when I wake up
Is a gift I didn't think could be real.
To know that you feel the same as I do
Is a three-fold, Utopian dream.

You do something to me that I can't explain.
So would I be out of line if I said "I miss you"?

I see your picture.
I smell your skin on
The empty pillow next to mine.
You have only been gone ten days,
But already I'm wasting away.
I know I'll see you again
Whether far or soon.
But I need you to know that I care,
And I miss you.
Incubus

quarta-feira, 12 de julho de 2006

Publicado por Desnorteada às 9:36 p.m. 3 comentários
Por que é que chorar faz tão bem e custa tanto?

segunda-feira, 10 de julho de 2006

DESABAFO

Publicado por Desnorteada às 5:25 p.m. 4 comentários
Os que cá vêm todos os dias sabem que estou desempregada. Já lá vão sete meses. Mas desenganem-se os que pensam que não faço nada. Para já, procurar emprego dá trabalho. E muito. Mas, para além disso, estou transformada numa autêntica fadinha do lar. Ora cozinho, ora arrumo a casa, ora trato da roupa, ora trato do cão... vocês nem imaginam os meus dias! Sempre fui muito dada às coisas da casa - e gosto -, mas, aqui entre nós que a minha mãe não me lê, agora é um exagero. Sou uma verdadeira dona de casa. Só me faltam o marido e os filhos. (Agora até me arrepiei!) Sinto-me a gata borralheira. Não há meio é da abóbora aparecer como coche para perder o raio do sapato de cristal e ver a minha vida transformar-se num conto de fadas!? Quando? Quando? Quaaaannndddoooooo???

Até podia continuar o desabafo, mas tenho à minha espera um cesto de roupa para engomar... GRRRRRRR!

sábado, 8 de julho de 2006

NEW LOOK!

Publicado por Desnorteada às 9:51 p.m. 6 comentários
Ainda na onda de um estado de espírito mais alegre quis mudar a aparência d' O Meu Lado B. Estamos no Verão e preciso de côr. Afinal, este cantinho é o meu refúgio... gosto que esteja à minha imagem. E, neste momento, quero aproveitar este optimismo que me invadiu. Às vezes, até tenho medo deste bem-estar. Posso andar a vaguear pelas ruas da vida, mas tenho o mundo à minha espera... e não vou desperdiçar tempo algum! Espero que gostem do novo look.

segunda-feira, 3 de julho de 2006

Publicado por Desnorteada às 10:05 p.m. 4 comentários


O jogo do rato e do gato cansa-me... :)

quinta-feira, 29 de junho de 2006

Publicado por Desnorteada às 4:34 p.m. 10 comentários
Hoje, olhei-me ao espelho e não me reconheci. Senti-me estranha. Como nunca me tinha alguma vez sentido. Cansada. Vazia. Sem qualquer resposta para as mil e uma perguntas que faço todos os dias ao acordar e, inevitavelmente, ao deitar. Que caminho escolher e onde ir? Vale a pena o esforço? Será recompensado? Por vezes penso que não. Outras há em que me sinto recompensada pelas experiências de vida que vou tendo. Viver é um dom, mas não se vence sem uns golpes de sorte... e eu nunca tive muita sorte. É triste quando nos apetece estar como uma avestruz, de cabeça enterrada na areia. Sem quês, nem porquês! Com vontade de desistir. Há dias assim. Que batemos bem lá no fundo. E hoje é um dia em que não quero estar assim. Porque nunca fui assim. Nunca me conheci assim. Sempre de lágrima no olho. Sem conseguir controlar as emoções. Sensível. Melhor, “super-hiper-mega-sensível”. Mimada. Sempre a fazer beicinho e a pedir mimos. Estou farta. Estou exausta. Tão exausta que me tenho esquecido que só tenho 26 anos e preciso de viver. Um dia, quando for grande, quererei ser tudo menos tão exigente comigo mesma. Há coisas que não compensam. Ser como uma avestruz é uma delas! Quero renascer. Quero voltar a ser quem era. Quero voltar para mim. Ser eu outra vez. Como sempre.

A música na bússola sonora é para me acompanhar o estado de espírito. Esta tem um poder especial sobre mim e faz-me sorrir de cada vez que a ouço. Leva-me a bons momentos da vida! :)

quinta-feira, 22 de junho de 2006

EM SILÊNCIO...

Publicado por Desnorteada às 12:13 a.m. 13 comentários
És como uma música. Vai-se aprendendo a letra, o ritmo e a melodia. Aos poucos. E quando já se sabe quase de cor, toca-nos sempre de maneiras diferentes. Está sempre connosco. Nos nossos ouvidos. Na nossa boca. No nosso corpo. Sempre presente. E quando não a ouvimos, imaginamo-la. A melodia. O som. O que nos faz sentir. A vontade de dançar que nos cresce ao primeiro acorde. Sim, és como uma música. Daquelas que não nos saem da cabeça. E, por isso, tenho saudades daquilo que ainda não vivemos, sabes? Preciso de ti. Eu sei que mesmo longe me abraças. E mesmo distante estás comigo. Quando fecho os olhos, sinto o teu toque, sinto a tua mão na minha e os teus olhos nos meus. Num jeito só teu. Em silêncio. Também desconfio de ti, sabes? Muito. Muito mesmo. Mas, não te consigo esquecer. Desconfio de ti. Desconfio de mim. Desconfio de nós. É bom demais para ser verdade. Bate demasiado certo, percebes? Penso em tudo. Neste nada que temos vivido. Neste todo que têm sido estes últimos meses. Penso em ti. E naquilo que és. Preciso tanto de ti. De nós. Gosto tanto de ti. A sério. Como nunca pensei gostar de alguém. Eu acredito. Porque não? Penso eu. Acredito nesse teu sentimento de silêncios. Um sentir que não precisa de palavras, nem de gestos, nem de nada. O mais importante, ainda que em silêncio, está contigo. Comigo. Guardado junto ao peito. E, embora não possamos dizê-lo sempre, nós somos especiais. Sei que me entendes. Afinal, tu procuras-me neste silêncio. Tu ensinaste-me a vivê-lo. A percebê-lo. A aceitá-lo. Como um jogo. Estranho. Um jogo que gostamos de jogar. Perigoso, mas aliciante: eu digo, tu consentes. Porque “quem cala, consente”, não é? E no meio, este silêncio. Um silêncio só nosso. Ambos jogamos, transparentes, mas cada um à sua maneira. O importante é o jogo continuar... E esta é a razão para acreditar. Acreditar em ti e em mim. Em nós. Ainda.

quinta-feira, 15 de junho de 2006

Publicado por Desnorteada às 10:07 p.m. 0 comentários
"Tornei-me uma figura de livro, uma vida lida. O que sinto é (sem que eu queira) sentido para escrever que se sentiu. O que penso está logo em palavras, misturado com imagens que o desfazem, aberto em ritmos que são outra coisa qualquer. De tanto recompor-me destruí-me. De tanto pensar-me, sou já meus pensamentos mas não eu."
Fernando Pessoa in Livro do Desassossego

sábado, 10 de junho de 2006

Publicado por Desnorteada às 8:21 p.m. 5 comentários
Ando a tentar reencontrar-me... tenho saudades de mim!

domingo, 28 de maio de 2006

Publicado por Desnorteada às 5:43 p.m. 1 comentários

The Kiss, Gustav Klimt

Estás sem estares. Sempre. Mesmo em silêncio estás em mim quando preciso. Agora, sei disso. Agora percebo... Agora, conheço-te!

quarta-feira, 24 de maio de 2006

Publicado por Desnorteada às 11:43 a.m. 2 comentários
Ando preocupada. Acho mesmo que tenho um problema. Estou viciada no meu telemóvel. Se toca fico super feliz e nem percebo muito bem porquê - quase nunca é pela pessoa que está do outro lado. Se não toca, passo as horas a olhar para ele à espera que as luzinhas se acendam. É uma aflição constante. Um querer enorme. Muitas vezes, sinto-me triste porque ele foi apenas um objecto inanimado que não serviu para mais nada se não uma companhia quieta e muda. Estou mesmo preocupada. Será que existe uma associação para viciados no telemóvel? É que basta uma mensagem para querer mais e mais e mais. Basta um simples toque para ficar eufórica. Eu não consigo tê-lo desligado...

E não é só o telemóvel. É o computador também. Passo horas na internet. Ou nos blogs, ou a ler os jornais, ou a fazer pesquisas, ou a escrever ou no MSN. Sim, esse monstro que nos liga ao mundo. Estou completamente dependente. Sinto-me estúpida por isto. Não consigo passar um único dia sem espreitar quem está lá. Não duvido que é uma ferramenta essencial nos dias de hoje, mas o sentimento de dependência que sinto faz-me sentir um bocado desconfortável. É certo que me ajuda a falar com as pessoas que tanto me fazem falta e que estão longe. Há alturas que é mesmo o ponto de encontro para reencontros. E talvez seja essa a razão. Talvez seja por isso que gosto tanto de estar ligada. É que sinto uma necessidade indescritível de estar ligada. Está a tornar-se um vício cada vez maior. Um vício que não consigo controlar. E eu que odiava computadores...

Estou mesmo muito precupada. Ontem, um amigo disse-me que eram "sintomas de carência afectiva". Será? É que a confirmar-se faz-me sentir ainda mais estranha. Também, se for mesmo isso, as novas tecnologias sabem a pouco. É que não me satisfazem! Tanto o telemóvel como o computador não substituem um olhar, um toque, um miminho, um abraço, um beijo. Podem ser uma aproximação, mas não é a mesma coisa. Nunca.

Será que preciso de ajuda?

segunda-feira, 22 de maio de 2006

Publicado por Desnorteada às 6:29 p.m. 3 comentários
“Podemos começar por qualquer lado que tanto faz. Havemos de chegar lá. Não me perguntes onde. Quando chegarmos saberás. Agora é cedo para perguntar.”
Pedro Paixão in Muito, Meu Amor

Aconteça o que acontecer... Um dia de cada vez... Sem pressas...

quinta-feira, 18 de maio de 2006

Publicado por Desnorteada às 5:57 p.m. 5 comentários
As palavras nunca são suficientes, pois não?

segunda-feira, 15 de maio de 2006

Publicado por Desnorteada às 4:08 p.m. 4 comentários
Se não és o meu porto de abrigo, corta os laços que me unem a ti e deixa-me respirar...
Se não me queres junto a ti, deixa-me sentir a liberdade... deixa-me voar para longe de ti... deixa-me sentir livre de nós...
Se não pensas sequer em mim, leva tudo contigo... todas as lembranças...
Vai e esquece tudo a partir de agora... sem culpas... esquece as promessas...

Mas...

Se queres ser o meu cais, afinal, pede-me desculpa pelos dias que passo sem ti, pelas noites que passo acordada e pelas lágrimas que já chorei...
Se ainda me queres um bocadinho que seja, grita-me aos ouvidos que te preocupas comigo, que tens saudades minhas e admite que a tua decisão foi a menos acertada...
Se ainda é possível, pede-me desculpa. Basta isso. Surpreende-me...

domingo, 7 de maio de 2006

Publicado por Desnorteada às 9:32 p.m. 3 comentários


A tentar dar um rumo à minha vida... até breve!

quinta-feira, 4 de maio de 2006

Publicado por Desnorteada às 5:51 p.m. 4 comentários
Tenho uma vontade enorme de imensas coisas e não tenho vontade de nada ao mesmo tempo. E sinto-me ridícula por me sentir assim. Quero cuspir o que me sufoca a alma, mas só consigo guardar tudo algures no meu peito. É que não sou capaz... não sou capaz... não sou capaz...
 

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