quinta-feira, 30 de novembro de 2006

"BAD DAY"

Publicado por Desnorteada às 6:37 p.m. 5 comentários
Não tenho andado muito por aqui. Tenho andado pouco inspirada... e o que tenho escrito é melhor guardar para mim! Só que hoje apetece-me deixar aqui, neste meu “confessionário”, um devaneio de última hora... um devaneio de “bad day”!
Esta é uma semana nostálgica. Para dizer a verdade, melancólica. As lembranças não param de chegar e voam sobre mim para não me deixar esquecer o que já fui e o que já tive. Há precisamente um ano, fiquei a saber que a minha vida ia sofrer uma grande mudança. Estava com um pé no desemprego, a fazer o último trabalho para o projecto que tinha abraçado uns bons meses atrás. Sentia o tempo a estreitar-se. Dia após dia. A única coisa boa eras mesmo tu. Tinha-te por perto. Confidente e conselheiro. Sempre com a palavra certa na ponta da língua. Sempre presente. Tão presente que nos deixámos levar pelo tonto do coração!
Um mês depois, a minha vida mudou mesmo. Regressei a casa. Sem trabalho. Revoltada. Para longe dos que eu gostava, de ti e até de mim. Isolei-me. Abracei o mundo, apenas, pela internet. Escondi-me atrás do computador, nada mais. E aqueles que me querem bem, lutaram para eu voltar a ser aquilo que era; os outros, – os que não me merecem! – pura e simplesmente, desistiram de mim. E tu mantiveste-te em mim, como sempre, ao longo destes meses. Apercebo-me disso sempre que te revejo, sempre que tropeço em ti... ainda que esporadicamente e sempre a correr! E ser (só!) tua amiga, às vezes, é mesmo uma seca! Por mais injusto que seja relembrar-me o que é sentir emoções e desejos que estou proibida de sentir, eu gosto de perceber que ainda posso ser especial. Já passou algum tempo, mas os sentimentos permanecem inalterados. Aliás, só mesmo os sentimentos... porque de resto mudou tudo!
Agora, a minha vida está prestes a mudar de novo. Mais uma etapa. (Sim, vou desvendar o que me fez e tem feito sorrir!). Em Dezembro, regresso ao mundo do trabalho. Vou para outra cidade. Outros hábitos. Outra rotina. Vou tirar o sinal de pause do sonho e pôr o play a funcionar a todo o vapor. Tenho de começar tudo de novo outra vez! Vou experimentar um meio diferente. Eu que já passei mais de metade da minha vida a estudar, tenho outra área de conhecimento para aprender. O que por si só já eleva as expectativas sobre o que aí vem. Estou ansiosa. Com medos e dúvidas. A única certeza é mesmo a de que desta vez vou agarrar esta oportunidade com todas as minhas forças. Tanto a nível profissional como a nível pessoal. E só não sei como vai ser contigo. O que nos espera?! (Se é que nos espera alguma coisa?!) Não quero perder nenhum minuto em que podia fazer e não fiz, queria abraçar e nem toquei, queria beijar e nem olhei... Sei que não está nas minhas mãos mudar o presente, muito menos, adivinhar o futuro, mas cabe-me a mim, ou a ti, ou a nós, esclarecer este coração palerma. Preciso de viver-nos ou arrumar-nos de vez, para poder seguir em frente sem medos, sem “ses” e sem culpas. Para viver sem estar agarrada ao passado... para poder viver intensamente esta nova oportunidade que a vida me está dar... Só com o coração leve conseguirei ser feliz! Tu entendes, não entendes?

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

AULAS DE CONDUÇÃO

Publicado por Desnorteada às 9:58 p.m. 6 comentários


Amiguinhos, pela segunda vez sigo à regra as orientações de um instrutor... Tenho carta desde os meus 18 aninhos, mas conduzi muito pouco na altura. Foram precisos oito anos para eu voltar a pegar num carro. Por causa de um estúpido acidente, o medo tomou conta de mim. Agora, entendi que a condução é uma necessidade, pus o medo de lado e resolvi (re)aprender a enfrentar as estradas. Confesso que o meu medo passa mais pelos outros do que por mim. É cada um que nos aparece pela frente... “Palavra d’honra”! Tem sido uma aventura, mas as aulas até têm corrido bem... Vou com quatro aulas e já consegui conduzir numa via rápida a 100 km/h e só com uma mão – ordens do instrutor! Muito pouco para quem conduz há muito tempo, mas acreditem, para mim, foi uma vitória. O problema é mesmo o "pára, arranca" no meio do trânsito... o tempo vai ajudar, tenho a certeza! Agora, tenho mais seis lições... e não tarda estou prontinha para andar sozinha. Depois é só comprar o meu carrinho... ;)

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

"Rotação"

Publicado por Desnorteada às 8:59 p.m. 2 comentários
É nos teus olhos que o mundo inteiro cabe, mesmo quando as suas voltas me levam para longe de ti; e se outras voltas me fazem ver nos teus os meus olhos, não é porque o mundo parou, mas porque esse breve olhar nos fez imaginar que só nós é que o fazemos andar.
Nuno Júdice in Pedro Lembrando Inês

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

DA REFLEXÃO I...

Publicado por Desnorteada às 4:39 p.m. 5 comentários
Existem muitas coisas estúpidas na vida. Mas a mais estúpida, é não conseguir demonstrar o que se sente. Ter medo. Medo. Receio das consequências. Ter medo de dizer: eu gosto de ti. Ter medo de expressar o sentimento que mói e remói, o desejo que se intensifica no mesmo instante em que nasce. Ter medo e não experimentar. Ter medo e fugir. Mas como ultrapassá-lo? Como ultrapassar este medo que nos pode fazer tão feliz ou apagar-nos? Como ultrapassar o medo para decidir entre o que se pode perder e o que se pode ganhar? Como ultrapassar o medo que temos de ver discutidas questões em que estamos constantemente a remoer? Como ultrapassar o medo de dizer o que nos apoquenta o coração? Este medo que nos atrofia a alma... Este medo de sofrer, de magoar, de arriscar, de ser feliz, talvez. Que sensação incrível esta de andarmos às turras uns com os outros e com cada um de nós! Todos os dias. Numa luta constante. Que sensação incrível esta de termos medo de amar...

sexta-feira, 10 de novembro de 2006

ADORMECIDO

Publicado por Desnorteada às 6:36 p.m. 2 comentários
No cenário da tua vida
Aclamas noites alucinantes
De gentes estonteantes
Que são tanto como tu

No teatro do teu olhar
Há quem note que a coragem
Não passa de uma miragem
Com preguiça de gritar

No repetir do teu mostrar
Inventas-te uma história
Que em ti não há memória
Porque sabes que não é tua...

Houve alguém que te conheceu
Que te faz tremer ao passar
Porque nunca a deixaste de amar...

Continuas a ensaiar
A conveniência do sorriso
O planear do improviso
Que te faz sentir maior

No artifício dos teus gestos
Pensas abraçar o mundo
Quando nem por um segundo
Te abraças a ti mesmo

E assim vais vivendo
E assim vais andando aí
E assim vais perdendo em ti
Tudo aquilo que nunca foste...

Houve alguém que te conheceu
Que te faz tremer ao passar
Porque nunca a deixaste de amar

Quando um dia acordares
Numa noite sem mentira
E te vires onde não estás
Vais querer voltar para trás.

Toranja

sexta-feira, 3 de novembro de 2006

"FREE HUGS CAMPAIGN" - Inspiring Story!

Publicado por Desnorteada às 6:44 p.m. 2 comentários


Um XI bem apertado para todos... :)

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Publicado por Desnorteada às 8:53 p.m. 5 comentários
Não adianta queremos viver a vida, de um trago só, como se fosse uma bebida rápida. Não adianta deixarmo-nos embriagar em alguns momentos sem sentir o seu verdadeiro sabor. Mais vale ir escondendo os nossos desejos numa das gavetas que temos à nossa disposição, que é como quem diz esperar pelas lembranças que vão ficando. Assim, quando a vida nos oferece surpresas agradáveis, daquelas que chegam do passado para nos encher o coração, nós sabemos tirar proveito delas. A vida é para se viver(beber) como um bom vinho... aos pouquinhos! ;)

sábado, 28 de outubro de 2006

Publicado por Desnorteada às 2:46 p.m. 6 comentários


Dadas as nuvens cinzentas que pareciam andar a pairar por cima de mim nos últimos meses, não esperava sentir-me tão bem de um dia para o outro... mas sinto-me mesmo bem! Mesmo, mesmo, mesmo!!! Dizem que quando se fecha uma porta se abre uma janela e é verdade... até já sinto a luz a entrar! A vida, afinal, nem sempre é a perder...

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Publicado por Desnorteada às 8:49 p.m. 3 comentários

domingo, 22 de outubro de 2006

Publicado por Desnorteada às 12:19 a.m. 1 comentários
"Ao perder-te a ti perdemos os dois
eu porque tu eras o que eu mais amava
e tu porque eu era quem mais te amava[...]"
Ernesto Cardenal in "Ao perder-te"

sexta-feira, 20 de outubro de 2006

Publicado por Desnorteada às 6:35 p.m. 7 comentários
Hoje, aconteceu-me uma coisa muito estranha: dei comigo a falar sozinha. Vá, não se riam... Isto pode ser sério. Comecei a falar como se estivesse alguém comigo e não conseguia parar. Volta e meia lá estava eu em grandes conversas com... ninguém. Já me aconteceu falar com o computador (quando ele não funciona como quero!), ou com a televisão (quando nela não aparece programa de jeito!), ou até mesmo ao espelho (quando ao acordar não gosto do que vejo!)... agora sozinha, sozinha, nunca me aconteceu. Parem de rir, vá... isto pode mesmo ser sério! Não sei muito bem porque estou a partilhar isto com vocês. Quer dizer, até sei... Porque, pelo menos, aqui, sei que o que escrevo, alguém há-de ler!

terça-feira, 17 de outubro de 2006

DÚVIDA:

Publicado por Desnorteada às 5:45 p.m. 10 comentários

Não se pode viver um conto de fadas sem príncipe encantado, pois não?

sexta-feira, 13 de outubro de 2006

Publicado por Desnorteada às 8:50 p.m. 5 comentários
Adoro as tardes quentes de Outono. O céu muito azul, despido, sem nuvens. O sol forte que aquece a alma. Um vento fraquinho que apenas abraça o corpo como a saudade faz com o coração. Esqueço as horas, o tempo que teima em passar por mim e não parar. Penso nos ponteiros do meu relógio que estão em fast motion, mas depressa abrando e passo-os para a versão slow. Devagar. Devagar para não estragar o momento. Os bons momentos querem-se indefinidamente sem tempo. Adoro o calor de Outono. Um calor que aconchega o peito e torna-o mais protegido. Gosto de andar e sentir os raios de sol na minha cara. Fechar os olhos e parar no meio da rua só para sentir que o sol me beija. Adoro sentir o cheiro das castanhas assadas. As ruas cheias de gente. A cor das árvores. As folhas no chão. Adoro passear. Sentar-me numa esplanada a ler. Ouvir música enquanto vagueio pela cidade. Sentir o frio a chegar ao fim do dia e querer regressar, depressa, a casa. Sim, adoro as tardes de Outono.

sábado, 7 de outubro de 2006

DO REGRESSO

Publicado por Desnorteada às 3:21 p.m. 7 comentários
São sempre os mesmos quilómetros. As mesmas estações. O mesmo desejar de uma boa viagem. Mas como pode ser boa se assim que chego já tenho sempre o tempo contado para voltar? As pessoas. Os reencontros. Os sorrisos. As fotos. Tudo o que ficará na gaveta do coração. Sei que que não vou esquecer, nunca! Mas, reviver dói... e o presente está a doer. O silêncio desperta em mim devagar. E é tanto que chega a ferir de se ouvir. Relembro-me aos poucos e poucos porque é que tudo me faz tanta falta. Os amigos, o ambiente, a "família", tu... Estamos todos tão próximos e tão distantes! Passamos tempo a mais a despedirmo-nos, acho! As palavras que nem sempre saem. Os abraços sentidos nas despedidas. As lágrimas sufocadas até casa. O medo de perder o lugar. Custa mesmo partir quando se quer tanto ficar, chiça!

terça-feira, 26 de setembro de 2006

Publicado por Desnorteada às 6:03 p.m. 11 comentários
Que há alturas na vida em que não há paciência nem pachorra para nada não é novidade. Nem tão pouco é novo que as pessoas nos desiludem. Agora que as pessoas nos desiludam uma, duas, três, dez vezes, consecutivamente, e que nós estejamos lá para elas, sempre, isso sim, é novidade. Pode mesmo dizer-se que é estupidez. Não percebo porque raio passo o tempo a investir tanto nas pessoas que já provaram mais do que uma vez que não merecem nada mais do que a minha indiferença. Sério! Não percebo mesmo. Até que ponto gostar de uma pessoa e preocupar-se com ela é desculpa para se ir aceitando tudo? Começo a achar que o povo tem razão ao dizer: “quem está, está; quem não está, estivesse!”. É só preciso ter coragem para aceitar as coisas como elas são e reparar com atenção naquilo que, muitas vezes, não se quer ver. E nisso tenho sido, verdadeiramente, corajosa. Todos os dias, descubro que sou, realmente, corajosa. Porque a força interior de uma pessoa vê-se na fraqueza dela. E não há mal nenhum em ter dias menos bons, porque no dia seguinte a sensação de vencer o desânimo é a prova de que se está vivo. Isto é o sal da vida! É muito fácil deixar-se os objectivos a meio só porque não se está todos os dias como se quer e com quem se quer. O difícil é a manutenção das coisas, com a mesma alegria de sempre. Não é no começo nem no ponto final, mas sim no que se dá e recebe no dia-a-dia. Porque é nestas dádivas que se bebe a coragem para enfrentar as dificuldades e obstáculos que vão aparecendo. Percebi, finalmente, que a ausência de algumas pessoas é o que me tem enfraquecido, mas é a presença de outras que já senti tanta falta um dia que me leva para a frente. Fazem com que entenda que a vida é assim: um ciclo. Uns dias bem, outros menos bem. Será sempre assim! Hoje, posso não estar como quero, com quem quero e onde quero, mas tenho, pelo menos, coragem para o assumir. E, na verdade, espero que esta coragem nunca me falhe... é bom ter consciência do que me faz falta!

sexta-feira, 22 de setembro de 2006

Publicado por Desnorteada às 10:00 a.m. 4 comentários


O Outono chegou com chuva. Muita chuva.
E a chuva mantém-te em mim... como sempre!

segunda-feira, 18 de setembro de 2006

DA REFLEXÃO...

Publicado por Desnorteada às 6:16 p.m. 5 comentários
Existem duas vidas: a que vivemos e a que sonhamos. E, lamentavelmente, raras são as vezes em que podemos viver o sonho...

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

Publicado por Desnorteada às 6:19 p.m. 16 comentários
Uma vez, há já algum tempo, alguém me disse que “da amizade ao amor vai a distância de um beijo”. Sempre argumentei contra esta frase. Hoje, já lhe reconheço alguma verdade. Descobri, finalmente porque quero esquecer-te e não consigo. Porque já tentei de tudo e nada! Neste caso, a culpa não morre solteira... Agora, sei a que isso se deve. A ti? Não. Tu não tens culpa. A culpa foi dos beijos que trocámos. Sim, dos beijos! Que má sorte a minha ter sido, um dia, beijada por ti... Tenho saudades de sentir os teus lábios nos meus, de sentir que não havia mais ninguém por perto, de te sentir perto. Os nossos beijos não foram beijos em vão, nem beijos de rotina e de obrigação. Sabiam a descoberta e a ilusão. Quero-os outra vez... mais uma vez. Quero os beijos de amizade, de paixão e de novidade. Quero os beijos pequeninos, os beijos que nos enfeitaram o rosto, os beijos inocentes, os beijos que nos faziam perder a noção do tempo e punham o coração aos pulos. Quero os teus beijos, dar-te os meus beijos, quero os nossos beijos... Porque, ainda que os tenhamos deixado de dar, serão sempre assim... sempre nossos!

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

Publicado por Desnorteada às 5:40 p.m. 12 comentários
Sobre as pessoas com poder tenho aprendido duas coisas: que não se pode confiar nas suas palavras e que estão sempre prontinhas a desiludir-nos...

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Publicado por Desnorteada às 5:41 p.m. 3 comentários

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

"MENINA-MULHER"

Publicado por Desnorteada às 11:27 p.m. 10 comentários
Passamos a vida inteira a querermos ser grandes e só quando o somos percebemos que é tão bom ser criança. Cresci. Todos os dias me apercebo, cada vez mais, disso. E como tenho desejado ser menina outra vez... Quando não sentia um aperto no coração por não saber o que a vida me vai oferecer amanhã, quando dormia um soninho descansado sem que as dúvidas me atormentassem, quando acordava sempre com vontade de rir e não com vontade de voltar a adormecer porque não tenho o que quero, não estou com quem quero nem onde quero. Apercebi-me que estou ligeiramente diferente. Sou uma mulher com sonhos de menina. Ora cheia de medo e assustada ora forte e determinada . Ora alegre ora triste. Ora cansada ora cheia de vida. Ora rabugenta ora encantadora. Ora ciente do que quero ora confusa e sem orientação. Sou uma “menina-mulher” com os sentimentos à flor da pele. Não encontro o ponto de equilíbrio. Vou vivendo numa montanha russa de emoções. Mas não é mau. Não. Sou assim. Apenas, isso. Sou assim: umas vezes mulher, outras, ainda menina!

terça-feira, 22 de agosto de 2006

Publicado por Desnorteada às 7:22 p.m. 3 comentários

domingo, 20 de agosto de 2006

COISAS SIMPLES...

Publicado por Desnorteada às 7:52 p.m. 3 comentários
Ontem, fui ver o jogo da Supertaça. O Porto ganhou ao Vitória de Setúbal com três golos lindos e trouxe a 15ª taça para casa. Em 28, nada mau! Fiquei contente. Diverti-me imenso. Talvez das cervejas que bebi, talvez por já não estar assim há tanto tempo: solta, leve, descontraída, sem os pensamentos em rodopio... Um jogo em família, mas divertido. Aliás, descobri que ver futebol com o meu irmão e o meu pai pode ser mesmo muito engraçado. Lembrei-me de ti algumas vezes. Lembrei-me que, também, nunca chegamos a ver um jogo juntos. Nem sei se algum dia o vamos fazer... Não que pense muito nisso, ultimamente. Aos poucos a vida mostra-me que seguimos caminhos diferentes. Pelo menos, por agora. E o mesmo aconteceu hoje. Tive a mesma sensação quando estava a pintar as unhas. Pus-lhes outra cor. Um tom escuro. Apeteceu-me. Há muito que não o fazia, porque este verniz me leva até ti. É o mesmo que tinha a última vez que pude andar contigo de mãos dadas na rua, que pude sentir o teu toque, o teu beijo. Só o tinha feito um dia, exactamente, para te lembrar. Mas, hoje, ironicamente, só apareceste depois de as ter prontas. Olhei as mãos e sorri com saudade. Saudade de um tempo que é, cada vez mais, passado. Nunca disseste se achavas piada à cor que ponho nas unhas e talvez nunca o venhas a dizer... Talvez nunca mais repetiremos o que fizemos, nem nunca faremos aquilo que ficou por fazer. E houve tanta coisa que ficou por fazer... Estes “nuncas” que o presente me vai dando, vão-te pondo longe de mim e de nós. Não que isto me incomode. Hoje não! Talvez amanhã... não sei! Sou tão inconstante no que te diz respeito. Mas, estas coisas tão simples da vida desligam-me os “complicómetros”. Por momentos. Tenho aprendido a lidar com a tua ausência, e até me tenho saído bem... Não posso procurar mais quem não quer ser encontrado, não é? Agora, é a minha vez... tu sabes onde estou. O tempo voa e eu não posso gastá-lo numa espera redutora, que não me leva a lado nenhum. Se as coisas tiverem de acontecer, o futuro o dirá! E não há mais nada que eu possa fazer...

quarta-feira, 16 de agosto de 2006

...

Publicado por Desnorteada às 1:44 p.m. 7 comentários
Acordei eram oito e tal da manhã. Acordei com a chuva a bater na minha janela. Senti frio. Encolhi-me. E fiquei assim: parada, a tentar enganar o sono e o corpo. Fiquei assim, uns segundos. Fechei bem os olhos. Resisti, uns minutos, mas apenas os suficientes para me aperceber que já era de manhã e que o verão resolveu ir de férias. Estava mesmo frio. Abri os olhos, outra vez, bem devagarinho, e aconcheguei-me nos lençóis. Estava num cantinho da cama e percebi que esta era enorme para mim. Encolhi-me, mais uma vez. Olhei à volta, rebolei na cama e fiquei ali. Primeiro, a esfregar o nariz, depois, a esticar o corpo. Uma perna, depois outra, depois os braços, e depois o corpo inteiro. É tão bom espreguiçarmo-nos! Ouvi o meu cão a ladrar, em jeito de “Bom dia!”. Estava tudo na mesma. Um novo dia, mas igual ao de ontem. Ou quase. Lembrei-me que adormeci à espera de uma surpresa tua. Qualquer coisa vinda de ti. Mas nada. Já não me surpreendes. Já não te deves sequer lembrar de mim. Como dantes. E eu já sabia que um dia ia ser assim... Reparei que a janela deixava passar uma luz. Não ouvia nenhum ruído. Que silêncio! Um silêncio de casa vazia, estranhamente completa e minha. De repente, a chuva interrompeu-me as memórias. Procurava algumas razões, mas não consegui chegar a lado nenhum. Estava ali, acordada. Cedo. Muito cedo, para quem não tinha nada na agenda para cumprir. Fiquei ali, a alienar-me dos outros, do tempo e de mim mesma. A ouvir-me, como se não fosse eu. Entretanto, passara uma hora. Saí da cama. Levantei-me. E já de pé, olhei em redor e pensei em voz alta: mais logo, mais uma vez, dormirei sozinha na minha cama grande...

sexta-feira, 11 de agosto de 2006

FÉRIAS II!

Publicado por Desnorteada às 6:20 p.m. 5 comentários


Finalmente, sinto-me em férias. Ando estranhamente calma e de bem com a vida. Os dias na praia, logo pela manhã, têm-me feito muito bem. O mar, o silêncio, apenas quebrado pelo bater das ondas, o sol, o "não fazer nenhum" típico do mês de Agosto, a minha música e os livros que tenho devorado têm-me dado uma outra perspectiva. As ideias estão quase no lugar. A cabeça está quase arrumada. Estou a iniciar uma outra fase da vida. Não sei se melhor ou pior, ou por quanto tempo vou conseguir estar tão bem. Mas, pelo menos, por agora, quero aproveitar e pensar um pouco mais em mim. Deixar de estar presa às lembranças do passado e viver no presente que também pode ser muito bom. Está mais que na hora...

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

Publicado por Desnorteada às 12:41 a.m. 6 comentários
"A distância no amor é como o vento nos incêndios...




... ateia os fortes e apaga os fracos."

domingo, 6 de agosto de 2006

FÉRIAS I!

Publicado por Desnorteada às 11:11 p.m. 3 comentários


Hoje, ao despedir-me de mais uma tarde de praia, foi esta a imagem que guardei. E lembrei-me que nunca vi o pôr-do-sol contigo. E talvez nunca o venha a fazer... Tenho tentado passar os dias sem ti. Sem me lembrar de nós e no que poderíamos ter sido. Tento ignorar-te. Evito-te. Fujo de ti. E, no entanto, consegues vencer-me. Sempre... Estás em mim. Em tudo o que faço. Em tudo o que leio. Em tudo o que vejo. Em tudo o que sonho...

Porque é que ficou em mim tanto de ti? Porquê?

quinta-feira, 3 de agosto de 2006

QUEBRAMOS OS DOIS

Publicado por Desnorteada às 9:39 p.m. 1 comentários
Eu a convencer-te que gostas de mim,
Tu a convenceres-te que não é bem assim.
Eu a mostrar-te o meu lado mais puro,
Tu a argumentares os teus inevitáveis.

Eras tu a dançares em pleno dia,
E eu encostado como quem não vê.
Eras tu a falar para esconder a saudade,
E eu a esconder-me do que não se dizia.

Afinal...
Quebramos os dois afinal.
Quebramos os dois...

Desviando os olhos por sentir a verdade,
Juravas a certeza da mentira,
Mas sem queimar de mais,
Sem querer extingir o que já se sabia.

Eu fugia do toque como do cheiro,
Por saber que era o fim da roupa vestida,
Que inventara no meio do escuro onde estava,
Por ver o desespero na côr que trazias.

Afinal...
Quebramos os dois afinal.
Quebramos os dois afinal.
Quebramos os dois afinal.
Quebramos os dois...

Era eu a despir-te do que era pequeno,
Tu a puxar-me para um lado mais perto,
Onde se contam histórias que nos atam,
Ao silêncio dos lábios que nos mata.

Eras tu a ficar por não saberes partir,
E eu a rezar para que desaparecesses,
Era eu a rezar para que ficasses,
Tu a ficares enquanto saías.

Não nos tocamos enquanto saías,
Não nos tocamos enquanto saímos,
Não nos tocamos e vamos fugindo,
Porque quebramos como crianças.

Afinal...
Quebramos os dois afinal.
Quebramos os dois afinal.
Quebramos os dois...

É quase pecado que se deixa.
Quase pecado que se ignora.

Toranja

terça-feira, 1 de agosto de 2006

FÉRIAS!

Publicado por Desnorteada às 9:21 p.m. 2 comentários


Este é o primeiro ano que escrevo em Agosto. Esta é a primeira vez que não fazia sentido não o fazer. Este ano não tenho férias, ou melhor, estou de férias há demasiado tempo... Férias são sinónimo de descanso, mas confesso: estou fartinha de descansar. É estranho estar toda a gente a combinar as férias e eu não conseguir aproveitar este tempo. Um tempo vazio. Um tempo sem vontades. Tenho ido à praia. Desde pequenina que a praia é muito especial. Adoro o mar, o sol e paz de um dia de praia com pouca gente. E têm sido assim os meus dias. Mas, este ano, não consigo tirar proveito. São meses a mais. Parada. Não consigo tirar proveito das manhãs e tardes calmas, de papo para o ar, ao sol. Não consigo tirar proveito dos mergulhos no mar. Não consigo tirar proveito de um dia-a-dia sem rotinas. A minha pele já tem o tom dourado que habitualmente aparece nos meses quentes do ano, mas é só. Só o tom da minha pele me faz acreditar que estou a tentar ter férias. Tenho um excesso de ideias e sentimentos a pairar sobre a minha cabeça. Objectivos por atingir, promessas por cumprir e muitos, muitos projectos inacabados. Os mesmos de há um ano. As mesmas coisas e as mesmas pessoas. O tempo avançou, mas a vida parece ter ficado algures por aí...

terça-feira, 25 de julho de 2006

Publicado por Desnorteada às 10:35 p.m. 4 comentários
 

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